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A contabilidade gerencial como ferramenta de gerenciamento na tomada de decisões nas empresas

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CONTEÚDO

ARTIGO ORIGINAL

RIBEIRO, Ivani Macedo [1], SILVA, Daniele dos anjos da [2], BATISTA, Márcia Fernandes [3], PIMENTEL, Wanilse [4]

RIBEIRO, Ivani Macedo. Et al. A contabilidade gerencial como ferramenta de gerenciamento na tomada de decisões nas empresas. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano. 07, Ed. 06, Vol. 06, pp. 55-78. Junho de 2022. ISSN: 2448-0959, Link de acesso:  https://www.nucleodoconhecimento.com.br/contabilidade/tomada-de-decisoes

RESUMO

A contabilidade gerencial é composta por técnicas relacionadas às informações financeiras, com papel fundamental na tomada de decisões nas organizações. Com base nesse pensamento, estabeleceu-se a seguinte pergunta problema: como a contabilidade gerencial pode interferir no crescimento de uma empresa por conta da tomada de decisões?” O objetivo geral deste trabalho é demonstrar a contabilidade gerencial como ferramenta de gerenciamento na tomada de decisão nas empresas. A metodologia utilizada foi a pesquisa bibliográfica por meio de uma análise crítica da literatura, do tipo exploratória e qualitativa. A principal característica presente no profissional de contabilidade é sua forma de auxiliar o gestor para que as empresas possam alcançar seus objetivos, onde as informações fornecidas por meio dos contadores gerenciais passaram a ser essenciais para a tomada de decisão, uma vez que significativas alterações estão ocorrendo na forma com que as empresas competem entre si. Os resultados apontam que, a contabilidade gerencial é uma grande aliada das empresas que buscam firmar-se no mercado competitivo e, assim, conseguirem ter uma visão real de seus procedimentos de atuação. 

Palavras-chave: Contabilidade gerencial, Tomada de decisões, Contador gerencial. 

1. INTRODUÇÃO 

A contabilidade gerencial é composta por técnicas ligadas às informações financeiras, com principal função auxiliar na tomada de decisões nas organizações. Na atualidade, a contabilidade tornou-se mais valorizada nas grandes empresas devido às empresas de pequeno e médio porte não darem a devida importância ao profissional responsável por esse setor (SILVA, 2020).

De acordo com Carvalho et al. (2019), é possível destacar o problema de uma pesquisa por meio de um questionamento no qual o valor científico pode ser mensurado com base no que se busca identificar ou resolver através da pergunta problema, acordando também os limites da pesquisa. Com base nesse pensamento, estabeleceu-se a seguinte pergunta problema: como a contabilidade gerencial pode interferir no crescimento de uma empresa por conta da tomada de decisões? Com isso, o objetivo geral foi traçado para construir o presente artigo.

O objetivo geral deste trabalho é demonstrar a contabilidade gerencial como ferramenta de gerenciamento na tomada de decisão nas empresas.

A fundamentação teórica foi realizada com base nos objetivos específicos, na abordagem da contabilidade gerencial como ferramenta de gerenciamento empresarial, onde os autores Morais e Júnior (2019) afirmam que uma empresa estruturada de maneira adequada e competitiva necessita do desenvolvimento de processos de planejamento e de estratégias, para que seja possível constatar a sua posição no mercado atuante. Com isso, o setor gerencial alcançará um melhor desempenho na avaliação e tomada de decisões e a maximização dos lucros e resultados, afinal, as atividades econômicas estão ligadas à contabilidade, que se encontram em constante evolução, pela sua complexidade e custeio estratégico. É possível observar as irregularidades de uma organização conforme o seu crescimento, que acarretam problemas futuros, principalmente no desenvolvimento financeiro.

A metodologia utilizada foi pesquisa bibliográfica, do tipo exploratória e qualitativa, com processos descritivo, utilizando como fonte de dados as bibliografias referentes à contabilidade nas empresas para o seu crescimento e gerenciamento, com pesquisas em bancos de dados como SCIELO (Scientific Eletronic Libray Online) e Google Acadêmico, além da utilização de livros como complementação da busca no acervo da biblioteca setorial da Faculdade Metropolitana de Manaus (FAMETRO).

Nesse cenário, o sistema contábil fornece aos gestores e usuários externos uma visão completa da empresa, com sua ligação às informações, como marketing, recursos humanos, pesquisa, desenvolvimento e produção. Nesse sistema, as informações geradas são expostas entre termos financeiros, na qual possibilitam elaborar estratégias para alcançar os objetivos do empreendimento (ROSA; SANTOS, 2010)

A contabilidade gerencial caracteriza-se como um diferencial de sucesso, e suas informações são voltadas para a tomada de decisões e a gestão sobre receitas, custos e despesas de cada atividade desenvolvida ou de cada unidade produtiva (KRUGER; MAZZIONI; BOETTCHER, 2009).

Assim, uma organização sem estrutura e acompanhamento de seus acontecimentos contábeis ficam em desvantagem no mercado competitivo. É necessário que as empresas tomem todas as medidas cabíveis para favorecer o seu processo de gestão com a capacitação financeira empresarial, ou seja, os dados do balanço patrimonial bem avaliados podem demonstrar o grau de risco de uma decisão a ser tomada. A utilização da contabilidade gerencial como ferramenta de avaliação de processos de planejamento e controle dão suporte aos gestores e executivos em todo o processo de decisões (MORAIS; JUNIOR, 2019).

Neste contexto, a presente pesquisa visa demonstrar o papel da contabilidade gerencial como ferramenta de gerenciamento na tomada de decisões nas empresas, por meio de revisões bibliográficas, bem como descrever as possíveis causas para o sucesso.

2. A CONTABILIDADE GERENCIAL NAS EMPRESAS 

As informações fornecidas pela contabilidade gerencial auxiliam os gestores a melhorar a qualidade das operações, reduzir custos operacionais e aumentar a adequação das operações conforme às prioridades dos clientes. Segundo Passos (2010), um problema que atinge o crescimento dos negócios de inúmeras empresas é a falha ou ausência de informações, fazendo com que as mesmas não alcancem o sucesso. Os dados contábeis são matérias primas de informações que precisam ser observados e estudados, para que processem informações úteis e precisas e representem um instrumento gerencial, para assim alcançar uma vantagem competitiva sustentável.

As informações são fundamentais no planejamento, controle e tomada de decisões pela administração da entidade. Passos (2010) enfatiza que, a contabilidade gerencial gera valores dentro da empresa, com o envolvimento do processo de identificação, mensuração, análise e interpretação dos dados para transformá-los.

Conforme Crepaldi (2008), a contabilidade gerencial está relacionada à utilização dos recursos econômicos da empresa, por meio de um controle dos insumos mensurados por um sistema de informação gerencial. Com isso, reforça a ideia de sistema, ou seja, a empresa precisa estar integrada em todos os seus departamentos e funções por um sistema que possibilite gerir as informações fornecidas pela contabilidade e também permitir que as informações de suas operações alcancem a contabilidade de forma rápida e precisa.

A Contabilidade e os sistemas de informações são instrumentos que, juntos, auxiliam na geração de informações no processo da gestão empresarial. Marta Filho et al. (2016) relatam que, através da parametrização do sistema de informação, a contabilidade apresenta as informações de acordo com a necessidade dos gestores, nos mais diversos nichos da administração. Com isso, cada departamento, setor, ou célula empresarial, através dos usuários das informações contábeis, melhora o processo de tomada de decisão. O sistema de informação contábil se adequará com a base de dados para o sistema de informações gerencial, fazendo com que a contabilidade possa estar fornecendo a seus usuários materiais que realmente sejam importantes para a tomada de decisão.

2.1 A CONTABILIDADE GERENCIAL COMO FERRAMENTA DE GERENCIAMENTO 

A contabilidade gerencial é conceituada como uma área da contabilidade com função de disponibilizar ferramentas aos empresários e gestores que auxiliam nas atividades gerenciais, relacionadas à utilização de meios econômicos da organização. De acordo com Rosa e Santos (2010), a contabilidade gerencial está ligada a muitas técnicas e procedimentos contábeis importantes à administração, no qual tem o intuito de facilitar o planejamento, avaliação de desempenho e controle dentro dos setores organizacionais, para manter a utilização adequada de suas funções. Não há este tipo de contabilidade em uma entidade como os outros tipos de subsistemas (Contabilidade Financeira, Contabilidade de Custos), onde a utilização dessas disciplinas é notória nas empresas, afinal, a contabilidade gerencial está presente dentro da organização com pessoas que estejam prontas para demonstrar os conceitos contábeis em atuação prática.

As etapas da contabilidade gerencial precisam ser alcançadas pelo processamento da coleta de dados e informações, arquivadas e processadas no sistema de informações da empresa. Para Crepaldi (2011), com a associação das informações geradas pelos setores organizacionais, a contabilidade gerencial disponibiliza aos administradores informações que permitam avaliar o desempenho de atividades, projetos e produtos da empresa, como por exemplo, a sua estrutura econômico-financeira, pelas informações diretas conforme a necessidade dos gestores.

A contabilidade gerencial obtém todos os fatos e dados econômicos, calculando-os monetariamente, extraindo-os e registrando-os em relatórios que ajudam na tomada de decisões, alcançando assim os objetivos da empresa. Guerreiro, Cornachione e Soutes (2011) ressaltam que a contabilidade gerencial, no exercício de suas funções, é utilizada pelos especialistas como modelos de gestão, sistemas de gestão, sistemas de informações e conceitos de avaliação de desempenho, para que alcancem a melhoria que as empresas têm buscado. Segundo Atkinson et al. (2011), pelas alterações e contratempos no cotidiano das empresas, apareceu a necessidade de informações no atendimento de planejamento, controle e tomada de decisões. A contabilidade gerencial surge então como o processo de identificação, mensuração e análise de informações através dos fatos econômicos.

2.1.1 SISTEMA DE GESTÃO E CONTABILIDADE

A Gestão pode ser conceituada como o ato de chefiar, através de um responsável para alcançar o resultado desejado dentro de uma organização. Nakagawa (2007) menciona a gestão como o setor que comanda uma organização para o atingimento das metas traçadas, levando em conta suas dificuldades.

Sua definição não se limita apenas em tomar decisões. A gestão é um fator crucial no processo de coordenação e definição do fluxo do processo decisório nas áreas empresariais. Para Oliveira; Perez Jr e Silva (2010) a palavra gestão “deriva do latim gestione e significa gerir, gerência, administração. Administrar é planejar, organizar, dirigir e controlar recursos, visando atingir determinado objetivo.”

Os gestores se favorecem, quando a contabilidade gerencial disponibiliza informações que ajudam as suas tomadas de decisões. Segundo Constante (2010), as etapas de gestão são divididas em dois tipos: planejamento e controle. Cabe ressaltar que, quando se tratar de gestão, é necessário darmos a atenção em ambas as partes, para um melhor resultado.

Para Horngren; Sundem e Stratton (2004), as atividades de gestão correspondem às atividades ligadas em um ciclo de planejamento e controle. Já a tomada de decisão tem a função de escolher entre um grupo de ações alternativas para alcançar determinado objetivo, todos relacionados à gestão. As decisões diferenciam entre rotineiras e não-rotineiras.

A contabilidade gerencial também disponibiliza informações sobre as movimentações que interferem no patrimônio das organizações. Conforme Oliveira; Müller e Nakamura (2000), a contabilidade possibilita explicar os fenômenos patrimoniais, construir modelos de prosperidade, efetuar análises, controlar, auxiliar nas tomadas de decisões, prever e projetar lucros futuros, para o bom crescimento da empresa.

A contabilidade, portanto, é considerada um componente da gestão empresarial, devido às informações processadas na tomada de decisões, relacionadas à avaliação e projeção de fluxo de caixa, rentabilidade, liquidez e outros indicadores de desempenho, bem como o controle orçamentário e planejamento tributário, buscando a elaboração de estratégias do negócio. Passos (2010) enfatiza que as informações são encaradas como elementos estratégicos, onde o gestor apresentará subsídios na tomada de decisões, de maneira precisa e eficaz. A informação quando apresentada de maneira correta e oportuna, traz à empresa mudanças no meio econômico mundial, através do fator decisivo.

2.1.2 SISTEMA DE INFORMAÇÕES

Segundo Marta Filho et al. (2016), a gestão de empresas é um processo complexo e inesgotável que, relacionado a um sistema de informações, de métodos e conhecimento da organização e da utilização do planejamento, dará o suporte devido às informações para refletir à necessidade de seus usuários, através de relatórios que apresentam os resultados por atividades global da empresa, com comparativos entre o planejado e o realizado, com análise da gestão empresarial e necessidade de tomada de decisões, visando amparar a empresa a alcançar seus objetivos.

O ramo empresarial está em constante mudança, estando mais complexo, menos previsível e mais dependente de informações e infraestrutura tecnológica que auxiliam no gerenciamento de enormes quantidades de dados. Para Padoveze (2008), a informação é considerada o dado que foi processado e armazenado de maneira compreensível para o seu receptor, que contrapõe um valor real ou percebido para suas decisões. A informação enquanto conceito traz inúmeros significados, seja de uso cotidiano ao técnico. Genericamente, o conceito de informação está completamente alinhado às noções de restrição, comunicação, controle, dados, forma, instrução, conhecimento, significado, estímulo, padrão, percepção e representação de conhecimento.

As informações que apresentam qualidade em tempo hábil à tomada de decisão são cruciais nas organizações modernas. Segundo Passos (2010), as informações devem ser reguladas na complexidade do ambiente interno e externo da empresa, para serem úteis nos processos de tomada de decisão e crescimento da empresa. Para manifestar esta situação, os gestores precisam ter sistemas de informações eficientes e eficazes que disponibilizem em grande quantidade os dados gerados, modificando-os em informações válidas e precisas. Os treinamentos de equipes precisam ser realizados com foco em eficiência relacionada à gestão de riscos, que permanecem em crescimento independentemente dos fatores externos.

A utilização de maneira correta dos recursos tecnológicos de informações garante a qualidade e pontualidade das informações. Marta Filho et al. (2016) ressaltam que os sistemas de informações devem ser manuseados pelas empresas para induzir o processo de tomada de decisão, pelas informações precisas e em tempo real aos tomadores de decisão. Os tomadores de decisões estão classificados em três níveis de gestão. São eles: estratégico, tático e operacional, onde os responsáveis pelo fornecimento das informações precisam elaborar um estudo minucioso com base nas necessidades de cada um, analisando o que deverá ser revelado, com clareza para que esta não se torne enviesada, evitando assim prejuízos futuros.

Conforme Cavalcanti (2008), o planejamento estratégico está relacionado ao estudo das alternativas possíveis que são traçadas em longo prazo, a fim de alcançar grandes objetivos nas empresas, com metas e ações estabelecidas entre os colaboradores.

Para Hoji e Silva (2010), o planejamento tático tem função de otimizar uma área específica na organização e possui um alcance temporal menor, com nível intermediário, atuando em setores responsáveis pelos planos definidos para concretizar as decisões tomadas no nível estratégico.

O planejamento operacional, segundo Hoji e Silva (2010) é dividido em ações realizadas por setores com foco em maximizar os recursos da organização, em diferentes tempos, com um nível de execução específico para cada setor.

Para Bazzotti e Garcia (2006), a importância do sistema de informação (SI) nas empresas surgiu através da procura de informações que a empresa possui. Através do sistema de informação estruturado, o repasse das informações necessárias direciona um caminho exato das decisões, na qual a organização alcança um grande diferencial com base nos concorrentes, e os gestores, assim, tomam uma posição de forma rápida e de fontes seguras.

2.1.3 ÁREAS ONDE A CONTABILIDADE GERENCIAL PODE ATUAR

A contabilidade gerencial atua nas organizações com foco no auxílio à tomada de decisão no âmbito de suas atividades. Conforme Padoveze (2008), as áreas de atuação da contabilidade gerencial estão divididas em três blocos de informações para suprir cada um dos níveis hierárquicos. São eles: 1) Gerenciamento contábil, com função de juntar informações que sejam passadas de maneira sintética, em grandes agregados, com o intuito de controlar e planejar a organização dentro de uma visão de conjunto; 2) Gerenciamento contábil setorial, considerado um segundo bloco de informações que substitui a média administração. São informações relacionadas aos conceitos de contabilidade por responsabilidade. 3) Gerenciamento contábil específico, considerado um terceiro bloco de informações capaz de gerenciar cada setor da empresa, de forma isolada.

A contabilidade gerencial precisa atender as inúmeras atividades da organização, porém cada área precisa ser individualmente observada a ponto de avaliar qual a maneira de contribuição que cada setor disponibiliza na formação como processo. (PADOVEZE, 2008)

2.2 PRINCIPAIS FERRAMENTAS DA CONTABILIDADE GERENCIAL

Passos (2010) relata as principais ferramentas contábil-gerenciais usadas nas empresas no seu gerenciamento. São elas: Orçamento; Fluxo de caixa; Técnicas de análise de investimentos; Análise das demonstrações contábeis; Planejamento tributário; Gestão de estoques; Controle de contas a pagar; Controle de contas a receber.

2.2.1 ORÇAMENTO

O orçamento é considerado a ferramenta de controle por excelência no processo operacional da empresa, que envolve os setores da companhia. Para Padoveze (2008), orçamento é um plano de ação que auxilia na coordenação e implementação de um plano, através do processamento de dados constantes do sistema de informação contábil, introdução de dados previstos para o próximo exercício, com suas devidas alterações.

Passos (2010) ressalta que o orçamento caracteriza a expressão quantitativa dos planos da organização, preparado para ser utilizado no futuro. Com base nos dados contábeis é possível desenvolver o orçamento, que vai admitir um planejamento da utilização dos recursos cabíveis, viabilizando a prestação de contas e fornecendo informações preciosas para tomada de decisão.

O orçamento é a caracterização das receitas e despesas futuras de uma organização, relacionadas a um determinado período, mais comum, apresentado de maneira anual. Essa etapa envolve o planejamento da gestão do negócio e precisa fixar os objetivos e metas, através de um plano financeiro, para que haja o acompanhamento e avaliação das estratégias (PASSOS, 2010).

2.2.2 FLUXO DE CAIXA

Conforme Lacerda (2006), o fluxo de caixa é o relatório apresentado com as entradas e saídas de caixa, apresentado à empresa para assim verificar os pagamentos necessários em um período estabelecido, analisando se há possibilidade de investimentos e estabelecer qual a melhor data para compra. É considerado o orientador da empresa para suas tomadas de decisão.

Segundo Passos (2010), o fluxo de caixa nas empresas tem função de analisar sua capacidade de pagamentos em um determinado período, programar uma nova compra ou possibilitar novos investimentos, pois a partir dele, pode-se analisar um conjunto de ingressos e desembolsos de numerários em um período projetado.

2.2.3 TÉCNICAS DE ANÁLISE DE INVESTIMENTOS

São consideradas técnicas de análise de investimento as análises horizontais e verticais. De acordo com Miotto e Lozeckyi (2008), as técnicas de análise de investimento são consideradas os indicadores financeiros e econômicos que se apresentam no índice de liquidez, endividamento e rentabilidade, análise da taxa de retorno sobre investimentos como margem de lucro e giro do ativo e a análise das demonstrações de origens e aplicações de recursos.

Conforme Passos (2010), as empresas precisam realizar investimentos em tecnologia, pesquisas e mão-de-obra qualificada, para se manterem competitivas no mercado de trabalho. É necessário também fazer um estudo no processo de escolha de opções de investimentos, com base nas técnicas de análise de investimento. As técnicas de análise de investimentos acabam sendo esquecidas pelos empresários e diretores, e esse processo acaba resultando em prejuízos para a organização.

2.2.4 ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

É considerada uma das ferramentas mais úteis fornecidas aos gestores das empresas, afinal, é através da análise das demonstrações contábeis que acontece a análise na interação total da vida econômica, financeira, patrimonial da organização. Segundo Passos (2010), é de extrema importância a utilização de boas ferramentas de análise das demonstrações, para que não ocorra interpretações erradas ou incompletas.

Miotto e Lozeckyi (2008) relatam as principais demonstrações contábeis adotadas pelas organizações. São elas: Demonstração do Resultado do Exercício (DRE), com base  na moeda corrente e apresenta uma avaliação dos valores das despesas e receitas, de acordo com a área inflacionada do país; Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA) com base nos lucros acumulados ou retidos remanescentes e que não foram compartilhados com os sócios; Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC) com base na entrada e saída de dinheiro em determinado período de tempo; Demonstração do Valor Adicionado (DVA), com o intuito de apontar o valor da riqueza gerada e sua distribuição entre as áreas, na empresa.

2.2.5 PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO

Planejamento Tributário são estudos elaborados para analisar os meios e medidas na redução da carga tributária do contribuinte, de pessoa jurídica ou física. Pohlmann (2005) ressalta que, a pesquisa utilizada no planejamento tributário precisa analisar determinada legislação tributária, medidas e procedimentos tendentes à redução, evitando, postergando a incidência ou pagamento de tributos que seriam normalmente devidos.

Segundo Passos (2010), o planejamento tributário refere-se a uma ferramenta indispensável aos gestores da empresa, pois tem o objetivo de reduzir os custos com encargos tributários e impostos, que afetam diretamente o faturamento das empresas. Com base no conhecimento da legislação, o planejamento tributário é realizado pelo contador para otimizar as operações da empresa para que, ao final de cada período, os gestores possam acompanhar sua lucratividade.

2.2.6 GESTÃO DE ESTOQUE

A gestão de estoque é considerada a área de maior importância numa organização, de pequeno, médio ou grande porte. Miotto e Lozeckyi (2008) ressalta que com a gestão de estoque, é possível prever o necessário para comprar no próximo pedido ao fornecedor, além de adquirir informações importantes referentes às vendas, melhorando assim o investimento em estoques através do uso eficaz de meios internos e reduzindo as necessidades de capital investido em estoque.

De acordo com Passos (2010), através da gestão de estoques, é possível prever o quanto será necessário investir no próximo pedido ao fornecedor. No entanto, é preciso que haja uma quantidade mínima de estoque. O custo gerado pelo armazenamento e manutenção dos estoques força a sua redução, gerando uma vantagem competitiva à organização. Possuir um estoque organizado evita prejuízos e promove vantagens para a organização. Isso ocorre devido os processos que se tornam mais eficientes, melhorando as vendas e a organização de processos internos.

2.2.7 CONTROLE DE CONTAS A PAGAR

O controle de contas a pagar oferece ao empresário informações sobre vencimentos dos compromissos, prioridades de pagamentos de títulos ou duplicatas e montante de valores a pagar, entre outras situações. Segundo Passos (2010), o controle de contas a pagar disponibiliza à empresa o controle sobre os pagamentos a vencer, o montante dos valores a pagar, os numerários necessários a cada dia para cumprir com os compromissos da organização e estabelecer prioridades de pagamentos caso ocorram desfalques de caixa.

2.2.8 CONTROLE DE CONTAS A RECEBER

Através do controle de contas a receber é possível monitorar o montante dos valores a receber, conhecer os clientes inadimplentes e os que pagam em dia para elaborar uma melhor programação da cobrança. Para Passos (2010), o controle de contas a receber possibilita, ao empresário, o conhecimento do montante dos valores a receber, contas vencidas e ou a vencer, clientes que não pagam em dia e programação de cobrança, dentre outros.

2.3 A CONTABILIDADE GERENCIAL COMO INSTRUMENTO DE GESTÃO NA TOMADA DE DECISÕES

O setor de gerência nas organizações empresariais é criado exclusivamente para a tomada de decisões, composto por profissionais capacitados. A contabilidade gerencial, presente no setor, estuda as situações e geram relatórios dispostos para tomada de decisão, afetando diretamente o crescimento da empresa. Conforme Pereira (2017), a contabilidade gerencial possui uma ramificação com a finalidade de suprir a necessidade de crescimento financeiro da empresa que vão favorecer o seu desenvolvimento.

A análise do balanço patrimonial no processo de tomada de decisão é crucial para o crescimento da empresa, onde é possível detalhar analiticamente as contas de bens e direitos representado, como os ativos, onde por meio desses relatórios pode-se observar os índices de liquidez, levantamentos de dados e contas de obrigações que a empresa possui, como fornecedores, funcionários, dentre outros. Pereira (2017) ressalta que o objetivo do balanço patrimonial é estudar os bens e direitos da empresa e suas obrigações, através de relatórios, como índices de liquidez corrente, índice de liquidez seca, índices de liquidez imediata e índice de liquidez geral.

Com as informações da contabilidade gerencial, o gestor consegue oferecer melhores condições de avaliar seu negócio, com base nas prováveis situações futuras. Essas informações são capazes de determinar ações planejadas, por meio de inúmeras situações e cenários, com o aumento da possibilidade de sucesso da empresa. Gomes e Cruz (2010) caracterizam a contabilidade por registrar todas as etapas de transações da corporação e constituir um grande banco de dados. Esses dados são considerados matérias-primas da informação. Portanto, é preciso que eles sejam tratados de maneira estruturada tecnicamente para que forneçam informações precisas e representem um instrumento gerencial no processo de decisão da empresa.

Segundo Silva (2008), para que a contabilidade gerencial esteja presente em uma empresa, é necessário a elaboração de um sistema de informação contábil. Para se praticar contabilidade gerencial é preciso: sistema de informação contábil gerencial e sistema de informação operacional, pois são ferramentas responsáveis por caracterizar e preencher as informações passadas aos gestores para o gerenciamento.

Para Pereira (2017), a contabilidade gerencial pode também ser utilizada nos processos externos, como na devolução de vendas, fornecedores, preço de materiais e preço de mercado. Os relatórios contábeis gerados nesses processos afetam diretamente a tomada de decisão interna ou externa, onde os custos de estocagem, natureza de tributação e aplicações financeiras são os fatores de destaque no crescimento da empresa.

Figueiredo e Caggiano (2008) caracterizam o processo de tomada de decisão como uma ordem lógica de passos que precisam ser seguidos com racionalidade, onde os gestores almejam soluções precisas para os problemas organizacionais. Chiavenato (2000) acrescenta que, a tomada de decisão é denominada a etapa de análise e escolha com base nas alternativas disponíveis de cursos de ação na qual o indivíduo deverá obedecer. Portanto, o tomador de decisão está presente em uma situação problema, na qual almeja alcançar objetivos, tem preferências pessoais e segue estratégias para alcançar resultados.

2.3.1 A IMPORTÂNCIA DO CONTADOR GERENCIAL 

Os contabilistas, há muitos anos, eram utilizados apenas para realizar cálculos e preenchimentos de formulários. Segundo Rosa e Santos (2010), os contadores vêm alcançando funções muito importantes no mercado de trabalho, por possuírem responsabilidades que executam o papel de registrar as transações financeiras e oportunistas aos usuários, com base nos seus ofícios profissionais e competência.

Os contabilistas, há muitos anos, eram utilizados apenas para realizar cálculos e preenchimentos de formulários. Segundo Rosa e Santos (2010), os contadores vêm alcançando funções muito importantes no mercado de trabalho, por possuir responsabilidades que executam o papel de registrar as transações financeiras e oportunistas aos usuários, com base nos seus ofícios profissionais e competência.

Dessa maneira, a figura do contador tornou-se mais importante nas organizações. Ele é capaz de introduzir a contabilidade como ferramenta gerencial e mostrar a necessidade em obter informações relevantes ao momento específico da empresa. Para Passos (2010), com a nova legislação, o profissional contábil observou a necessidade em estar cada vez mais atualizado com as informações pertinentes à empresa. Com a globalização, as empresas perceberam que o controle de dados, a geração das informações e o domínio das técnicas contábeis auxiliam no gerenciamento da empresa, para um melhor acompanhamento das operações organizacionais e de seus resultados, em todos os níveis e mercados.

De acordo com Rosa e Santos (2010), o contador gerencial possui uma forte característica em saber diferenciar e apresentar de forma clara, resumida e operacional os dados presentes nos registros de contabilidade financeira e de custos, dentre outros, e também de unir seus próprios conhecimentos com os demais que não estão relacionados à área contábil, para complementar a administração no processo de decisão. Em diversos casos, o mesmo irá usufruir das variações entre custo orçado e real sendo detalhista para iniciar a contabilidade por responsabilidade ou distinguir as etapas que necessitam de averiguação maior. Conforme Iudícibus e Marion (2008) um contador gerencial precisa ser considerado um elemento com formação bastante ampla, sempre em busca de conhecimento e técnicas atualizadas.

O perfil do profissional contábil precisa estar relacionado às estratégias e para o mundo dos negócios. Passos (2010) ressalta que o contador não é mais considerado um profissional que apenas olha para o passado e passa a observar e melhorar o futuro próximo, desenvolvendo assim, agilidade, perspicácia e disponibilidade para resolução de problemas que venha aparecer, principalmente pela contínua mudança no cenário econômico.

Assim, segundo Santos (2008), o contador precisa acreditar em seu potencial, afinal, a contabilidade é considerada a linguagem dos negócios, trazendo consigo a história da organização. Aperfeiçoar essa linguagem, com foco no aumento do seu poder de predição e de utilidade aos gestores, é uma das principais tarefas do contador. É importante que o profissional da contabilidade seja qualificado, esteja em constante evolução no aprendizado e compreenda sobre gestão empresarial. O conhecimento aprofundado dos números e situação financeira da organização tornam-no capaz de indicar perspectivas.

3. METODOLOGIA

O presente artigo foi elaborado por meio de uma revisão crítica da literatura, utilizando como fonte de dados a bibliografia sobre a contabilidade gerencial como ferramenta de gerenciamento na tomada de decisões nas empresas.

Segundo Prodanov e Freitas (2013), conforme a abordagem do problema, a pesquisa pode ser classificada em qualitativa ou quantitativa, mediante uma investigação científica que se interligam entre si e podem se complementar. O tipo de pesquisa só poderá ser definido depois que os objetivos forem traçados, dos interesses do autor e do tipo de estudo na qual deseja alcançar.

Com isso, a pesquisa realizada nesse artigo foi do tipo qualitativa e exploratória, com base em artigos científicos, monografias, sites do Scielo, Google acadêmico e utilização de livros encontrados no acervo da biblioteca setorial da Faculdade Metropolitana de Manaus (FAMETRO), com as seguintes palavras-chaves: Contabilidade gerencial, tomada de decisões e contador gerencial.

A pesquisa qualitativa, segundo Minayo (2009), é formada por diversos conceitos, para obter a complexidade de fenômenos, fatos e processos singulares e específicos a um determinado assunto.

Para o cumprimento desta pesquisa, foram selecionados literaturas e artigos em língua portuguesa publicados no período de 2000 a 2020, referentes ao tema do trabalho.

Um artigo com base exploratória, conforme Ross e Rosser (1989) é classificado como:

O estudo exploratório pode ajudar a resolver algumas dificuldades em pesquisa. Uma delas é a que se refere ao desenvolvimento de programas, na concepção de que a população constitui um recipiente vazio (“empty vessel”) e que a tarefa educativa se resumiria em preenchê-lo. Nada mais que um engano, pois a população é rica de conhecimentos e esses conhecimentos, opiniões, valores e atitudes é que vão se constituir, muitas vezes, em barreiras. Essas barreiras podem ser conhecidas por meio do estudo exploratório e, pelo menos, parcialmente contornadas, a fim de que o programa educativo alcance maior aceitação (ROSS; ROSSER, 1989).

Os meios qualitativos e exploratórios utilizados na elaboração do presente artigo tem como objetivo a expansão da pesquisa que, segundo Prodanov e Freitas (2013), permitem a utilização de formas de dinamismo perante o material descritivo dos demais artigos científicos, auxiliando para o processo de elaboração da pesquisa, favorecendo assim a amplitude da análise dos documentos, assim como o manuseio de recursos de análise da literatura.

4. DISCUSSÃO E RESULTADO

O presente artigo demonstrou o papel da contabilidade gerencial como ferramenta de gerenciamento na tomada de decisões nas empresas, com base no significado da contabilidade gerencial e a tomada de decisões, e relacionando a evolução e desenvolvimento das empresas pelo contador, com a utilização de ferramentas gerenciais.

Para Baltzan e Phillips (2012), os negócios estão cada vez mais acelerados, trazendo consigo um ritmo bastante perigoso. Numa proporção, quando um negócio adquire mais informação, ele se torna mais difícil de tomar decisões. Os envolvidos precisam estar atentos às informações que são passadas e saber distinguir as que são irrelevantes. Antigamente, os gestores podiam confiar nos relatórios produzidos de forma manual para tomar decisões, afinal, os mesmos tinham dados limitados de informações para ser avaliado. No século XXI, com essa grande quantidade de dados disponíveis, é praticamente impossível para os gestores tomarem decisões sem o auxílio de um sistema de informações. Nisso, quando for a hora de tomar decisões consideradas complexas – engloba muitas informações que o cérebro humano precisa processar – é necessário que elas ocorram em um prazo mais curto.

Dessa forma, é necessário salientar a relevância da ciência contábil na organização, relacionada a um instrumento de planejamento e controle. A área contábil é considerada indispensável na tomada de decisão, principalmente na gestão de negócios e processos pessoais. Os dados pertinentes nos inúmeros documentos técnicos auxiliam os gestores e sua equipe no apoio de informações neles contidos como maneira de administrar suas informações decisórias.

Marques (2004) cita as áreas impactadas na contabilidade como forma metodológica. Ela possui funções que atuam nos setores patrimoniais, financeiros e econômicos dos setores das empresas, com uma área de atuação bem diversificada. Sua utilização é resultado das entidades com fins lucrativos ou não, que possuam necessidade de praticar atividades econômicas para exercerem seu objetivo social. A contabilidade, atuante no patrimônio das empresas, auxilia nas respostas para a obtenção de informações dos gestores e responsáveis nas organizações, geradas através de perguntas como: qual a taxa de lucratividade obtida do investimento em ações? A empresa oferecerá, a médio e longo prazo, perspectivas de rentabilidade e segurança nos investimentos realizados? Com relação aos investimentos realizados, existem alternativas mais apropriadas?

Com base nisso, o contador é considerado o responsável indispensável para qualquer ramo ou segmento da empresa, capaz de responder as perguntas mencionadas. Seu papel vai muito além de gerar relatórios e administrá-los, principalmente nas organizações sem fins lucrativos. A economia está lincada no relacionamento de troca e o controle efetivo de recursos, através da área contábil com o oferecimento dos dados necessários para o alcance do sucesso.

Nesse contexto, o contador gerencial vem alcançando cada vez mais destaque no desenvolvimento organizacional, como enfatizam Atkinson et al. (2000). Os contadores gerenciais estão ganhando cada vez mais espaço na área executiva, atuando com a elaboração e na inclusão de estratégias. O contador gerencial é capaz de criar um plano estratégico voltado às tarefas operacionais e administrativas. Eles são coletores de dados e produtores de relatórios descritivos, e se tornam projetistas de sistemas de informações exclusivos na empresa.

O contador gerencial atinge estratégias de tributação propícias para a empresa ou para diversos produtos, com impostos e regulamentos que podem ser utilizados como um diferencial competitivo e com alta influência no negócio. Portanto, é através do gerenciamento das informações contábeis voltado às atividades da administração das empresas que o sucesso organizacional é almejado e atingido, com planejamento, organização, execução, avaliação e o controle necessário das tarefas estabelecidas.

As principais ferramentas, segundo Passos (2010) da contabilidade gerencial utilizadas no exercício de sua profissão são: orçamento, fluxo de caixa, técnicas de análise de investimentos, análise das demonstrações contábeis, planejamento tributário, gestão de estoque, controle de contas a pagar e receber. Por meio dessas ferramentas é possível alcançar o sucesso organizacional, ter um melhor desenvolvimento e auxílio na tomada de decisões.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Observa-se, ao longo da pesquisa, o papel da contabilidade gerencial como ferramenta de gerenciamento na tomada de decisões, onde destaca-se a principal característica no profissional de contabilidade, que é sua forma de auxiliar o gestor para alcançar as metas e objetivos traçados, dentro de uma empresa, com base no seguinte questionamento: como a contabilidade gerencial pode interferir no crescimento de uma empresa por conta da tomada de decisões?  De acordo com os autores estudados, o contador gerencial é essencial para a tomada de decisões, conforme as significativas alterações que ocorrem nas empresas, afinal, elas estão evoluindo à sua maneira de administrar, com base em relatórios elaborados pela contabilidade para sustentar suas decisões, tornando-se o maior diferencial no ramo empresarial.

O contador moderno precisa ter uma formação com visão global, pronto para compreender e modificar o meio político, social, econômico e cultural, e assim tomar as melhores atitudes cabíveis. Logo, o contador precisa estar em processo evolutivo contínuo de aprendizagem, sempre em busca de atualizações de informações, com especializações em diversas áreas de atuação, para então prestar o seu trabalho com maior precisão e da melhor forma possível, promovendo informações aos seus gestores e contribuindo para o crescimento e fortalecimento das empresas no meio social.

Dessa forma, a contabilidade gerencial deve ser mais participante nos mais diversos setores, gerando informações importantes, de fácil aproveitamento, e que auxilie na tomada de decisões, a fim de colaborar para que sejam alcançados os objetivos, concedendo benefícios para a organização, favorecendo os gestores e responsáveis dos setores a melhorar o processo das operações e planejamento.

A contabilidade gerencial como temática em questão é considerada uma área organizacional indispensável e relevante para o crescimento e desenvolvimento das empresas, que almejam firmar-se no mercado competitivo e assim, alcançarem uma visão real das suas técnicas de atuação, através da tomada de decisões.

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[1] Graduando no curso de ciências contábeis. ORCID: 0000-0001-5229-8708.

[2] Graduando no curso de ciências contábeis. ORCID: 0000-0001-8659-9007.

[3] Graduando no curso de ciências contábeis. ORCID: 0000-0002-2787-4432.

[4] Orientador. ORCID: 0000-0001-8631-8180.

Enviado: Maio, 2022.

Aprovado: Junho, 2022.

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