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Da estigmatização ao consumo de experiência: A ressignificação da tatuagem no mercado de trabalho e na geração de negócios

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CONTEÚDO

ARTIGO ORIGINAL

SILVA, Emerson Wanderson da [1] 

SILVA, Emerson Wanderson da. Da estigmatização ao consumo de experiência: A ressignificação da tatuagem no mercado de trabalho e na geração de negócios. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano. 11, Ed. 05, Vol. 01, pp. 115-124. Maio de 2026. ISSN: 2448-0959. Disponível em: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/arte/ressignificacao-da-tatuagem,
DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/arte/ressignificacao-da-tatuagem

RESUMO

O presente estudo tem como objetivo analisar a transição histórica e mercadológica da tatuagem, que evoluiu de um símbolo associado à marginalidade e ao estigma visual para um bem de consumo simbólico, gerador de negócios rentáveis e pautado na cocriação de experiências. Fundamentado na análise de produções acadêmicas sobre o comportamento do consumidor, mercado de trabalho e sociologia da identidade corporal, o artigo investiga como a ressignificação sociocultural da prática impulsionou a profissionalização dos estúdios e transformou a dinâmica relacional entre tatuador e cliente. A abordagem metodológica pauta-se na revisão da literatura acerca da inserção de indivíduos tatuados em diferentes campos profissionais, dos processos criativos de escolha estética e da gestão do serviço como empreendimento. Os resultados demonstram que a gradual aceitação corporativa e a flexibilização de barreiras segregacionistas permitiram que a modificação corporal se estabelecesse como uma nova normalidade estética. Como desdobramento, o mercado absorveu essa demanda por afirmação identitária estruturando-se através da qualidade do atendimento, da personalização do desenho e do relacionamento, elementos centrais na cocriação de valor e na fidelização do público. Conclui-se que o crescimento econômico do setor transcende a mera aplicação de pigmento na pele, configurando-se como uma complexa gestão de serviços onde o empreendedor atua como mediador na construção da narrativa subjetiva do cliente, situando a tatuagem na exata intersecção entre arte, superação de preconceitos e estratégia de negócios de sucesso.

Palavras-chave: Tatuagem, Mercado de Trabalho, Cocriação de Valor, Comportamento do Consumidor, Estigma visual.

1. INTRODUÇÃO

A modificação corporal por meio da tatuagem, historicamente delineada por estigmas sociais e frequentemente associada a contextos de marginalização ou a subculturas de resistência (Lise et al., 2007), passou por uma profunda metamorfose nas últimas décadas. No cenário contemporâneo, a inscrição de marcas definitivas na pele transcendeu a condição de desvio comportamental para se consolidar como uma nova normalidade estética e um poderoso veículo de narrativa identitária (Pérez, 2006; GOMES, 2018). Esse processo de ressignificação converteu o corpo num suporte de expressão subjetiva e artística, diluindo progressivamente as antigas barreiras de gênero, idade ou status social que outrora segregavam os indivíduos tatuados (Pérez, 2006).

Essa transição do campo do preconceito visual para o plano da aceitação cultural desencadeou reflexos diretos no mercado de trabalho e nas estruturas corporativas tradicionais. O estigma tradicional, que historicamente limitava o desenvolvimento de carreiras e impunha restrições severas à contratação, tem demonstrado uma retração expressiva, perdendo o apelo segregacionista de eras anteriores (PEDRO et al., 2016). À medida que profissionais de diferentes espectros, incluindo áreas de alta qualificação e formação superior, ostentam as suas identidades, as organizações veem-se compelidas a flexibilizar padrões estéticos rígidos, integrando a diversidade visual à cultura de consumo e à gestão contemporânea (Radael et al., 2021).

Paralelamente à evolução no ambiente laboral, a validação social da tatuagem impulsionou um fenómeno económico robusto: a transformação do antigo estúdio marginal num empreendimento altamente rentável, formalizado e profissionalizado (Cacinelli et al., 2024). O setor expandiu-se como um nicho proeminente da economia criativa, demandando dos novos empreendedores competência em gestão, marketing pessoal e estratégias corporativas exitosas (Pedro et al., 2016). Neste novo ecossistema de negócios, a tatuagem assume a configuração de um bem de consumo simbólico, no qual o valor gerado transcende a mera aplicação do pigmento. Trata-se de uma dinâmica de cocriação de valor entre o prestador de serviço (tatuador) e o consumidor (tatuado), na qual a ambientação do estúdio, a qualidade do atendimento, a precificação e a personalização do desenho se fundem para entregar uma experiência subjetiva única (Machado, 2018).

Diante deste panorama de transição conceitual e comercial, emerge o seguinte problema de pesquisa: de que maneira a ressignificação sociocultural da tatuagem operou como motor para a flexibilização das barreiras no mercado de trabalho e para a estruturação de um mercado de serviços focado na experiência e na rentabilidade?

Para responder a essa questão, o presente artigo tem como objetivo analisar o crescimento do mercado da tatuagem, cruzando variáveis de comportamento do consumidor, aceitação no mercado de trabalho e estratégias de cocriação de valor em serviços. A relevância deste estudo justifica-se pela necessidade acadêmica e gerencial de mapear os negócios baseados em bens simbólicos, oferecendo uma compreensão estruturada de como o mercado capitaliza e profissionaliza demandas de ordem estético-subjetiva, transformando o antigo estigma numa estratégia de negócios de alto impacto.

2. DESENVOLVIMENTO

2.1 A RESSIGNIFICAÇÃO SOCIOCULTURAL DA TATUAGEM E A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE

Historicamente, a tatuagem foi conotada com grupos marginalizados, sendo muitas vezes utilizada como um instrumento de punição ou de classificação segregacionista. No entanto, a prática passou por um processo de ressignificação, deixando de ser exclusiva da marginalidade para se inserir em novos contextos sociais, ganhando o estatuto de arte e de adereço corporal. A tatuagem, assim, passou a ser vista como uma forma de comunicação direta e indireta, um ícone que expressa a identidade visualmente estabelecida do indivíduo.  Como defende Gomes (2018), trata-se de um “processo de materialização estética”, através do qual a pessoa constrói uma narrativa identitária corpórea, refletindo a sua individualidade. Lise et al. (2010) acrescentam que se verificou uma importante mudança no significado desta prática para os tatuados, que a vêem agora como uma forma de embelezamento e de autoexpressão, dissociada da antiga ideia de resistência cultural. Moura (s.d.) sublinha que, apesar da persistência de alguns estereótipos ou “estigmas visuais”, as pessoas tatuadas procuram, acima de tudo, o respeito pelas suas escolhas e a desconstrução dos julgamentos baseados apenas na aparência.  

2.3 A FLEXIBILIZAÇÃO DO ESTIGMA NO MUNDO CORPORATIVO

O mercado de trabalho, outrora pautado por uma rígida rejeição a modificações corporais, tem vindo a flexibilizar a sua postura perante os profissionais tatuados. Pedro et al. (2016) apontam que, com a popularização da prática e a sua elevação a um novo estatuto de arte, o estigma da tatuagem parece não ter o mesmo apelo segregacionista que ostentava no passado.  Radael et al. (2021) corroboram esta visão, indicando que o consumo de tatuagens se estendeu a profissionais das mais diversas áreas, desde as exatas às ciências da saúde e humanas. Contudo, os autores salientam que o preconceito não foi totalmente erradicado: em profissões tradicionalmente mais conservadoras (como a área da saúde, da educação e do direito) e que exigem atendimento direto ao público, ainda existe receio por parte dos recrutadores em contratar pessoas tatuadas. Perante este cenário corporativo de aceitação híbrida, os profissionais em formação adotam diversas estratégias para mitigar repreensões, como a escolha de locais menos visíveis do corpo para as tatuagens ou a sua ocultação estratégica durante entrevistas de emprego.  

2.3 O ESTÚDIO DE TATUAGEM COMO EMPREENDIMENTO RENTÁVEL

A mudança de percepção da sociedade em relação à tatuagem abriu caminho para que esta deixasse de ser um ofício marginal e se tornasse num modelo de negócio altamente lucrativo. Cacinelli et al. (2024) observam que o crescimento da procura por estúdios de tatuagem é constante, impulsionado pela desvinculação da prática dos grupos estigmatizados e pela sua subsequente adoção por indivíduos de diversas classes, gêneros e faixas etárias.  Este nicho em expansão caracteriza-se pela criação de muitas microempresas no setor, as quais demonstram ser altamente rentáveis e exigem um investimento inicial relativamente reduzido para os empreendedores. A crescente profissionalização destes espaços atesta-se não só pela qualidade do atendimento, mas igualmente pelo cumprimento de regulamentações e normas de higiene apertadas impostas por entidades de vigilância sanitária aos estúdios. Esta evolução converteu os estabelecimentos num negócio sustentável no qual os profissionais integram ativamente o panorama da economia criativa.  

2.4 COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR E COCRIAÇÃO DE VALOR

O forte desenvolvimento do mercado da tatuagem implicou uma alteração profunda na relação entre o tatuador e o cliente, uma dinâmica muito semelhante ao conceito mercadológico de cocriação de valor. A tatuagem insere-se no âmbito do consumo simbólico, em que o serviço oferecido resulta de uma parceria contínua para expressar a identidade do indivíduo, além da simples funcionalidade decorativa.  Machado (2018) conclui que a cocriação de valor neste mercado assume contornos muito diferentes de acordo com o posicionamento e estatuto do profissional. No modelo focado num estatuto mais “comercial” (adaptação de desenhos e imagens que os clientes trazem prontos), o grau de cocriação técnica entre provedor e cliente é baixo, havendo uma menor influência criativa direta do artista. No modelo “autoral”, a cocriação é bastante elevada, caracterizando-se por uma verdadeira colaboração e negociação entre a ideia do cliente e a direção do profissional, que orienta ativamente as escolhas estéticas e de formato. Por último, no modelo “de grife”, o tatuador impõe e dita a grande maioria das regras do projeto; neste caso particular, o consumidor cria valor essencialmente no pós-experiência, valorizando amplamente a exclusividade e a distinção inerentes a exibir o trabalho singular de um artista com prestígio reconhecido.  

3. DISCUSSÃO: A TATUAGEM NA INTERSECÇÃO ENTRE ARTE E NEGÓCIO

A transição histórica e social da tatuagem revela que a prática deixou de ser um mero adereço marginal para se converter num complexo fenômeno de mercado. Esta mudança de paradigma permite discutir como a ressignificação da identidade corporal afeta tanto as dinâmicas de consumo como a inserção profissional dos indivíduos tatuados.

Ao observar a tatuagem através da lente da economia criativa, percebe-se que o mercado não comercializa apenas a aplicação de pigmento na pele, mas sim a “venda” de uma identidade. O indivíduo contemporâneo procura a tatuagem como uma ferramenta de singularização num mundo massificado (Pérez, 2006). Os estúdios de tatuagem, ao reconhecerem esta necessidade de materialização estética (Gomes, 2018), capitalizam sobre o desejo de autoexpressão e embelezamento (Lise et al., 2010). Esta capitalização não ocorre de forma exploratória, mas através da entrega de um bem de consumo simbólico de alto valor agregado. O crescimento acelerado deste nicho (Cacinelli et al., 2024) evidencia que o negócio da tatuagem prospera exatamente porque responde a uma necessidade intrínseca do ser humano contemporâneo: a construção de uma narrativa biográfica e visual no próprio corpo.

A transformação dos antigos espaços segregados em estúdios formalizados e regidos por normas sanitárias rigorosas alterou profundamente a experiência do consumidor (Cacinelli et al., 2024). A profissionalização do setor transferiu o foco da mera execução técnica para a gestão da experiência do cliente. Neste contexto, a cocriação de valor torna-se a estratégia central de fidelização (Machado, 2018).

O relacionamento estabelecido entre o tatuador e o cliente, o tempo de espera, o ambiente físico do estúdio (incluindo estímulos sensoriais e portfólios) e o processo de negociação do desenho são fatores determinantes para o sucesso do negócio. Quando o profissional atua em modelos mais “autorais” ou de “grife” (Machado, 2018), ele atua como um consultor estético, e o consumidor percepciona um valor muito superior. A rentabilidade do estúdio, portanto, está diretamente ligada à capacidade do tatuador de gerir esta cocriação, garantindo que o resultado final reflita a individualidade desejada pelo cliente com excelência técnica.

Apesar do franco crescimento económico e da ampla aceitação social, o impacto do “estigma visual” (Moura s.d.) ainda dita comportamentos de consumo e estratégias laborais. Embora a tatuagem tenha perdido grande parte do seu caráter excludente no mercado de trabalho (Pedro et al., 2016), as áreas mais tradicionais e corporativas continuam a exercer uma pressão padronizadora.

Como demonstrado por Radael et al. (2021), a exigência tácita de discrição em profissões como a saúde ou o direito cria um padrão de consumo estratégico: os clientes planejam cuidadosamente os locais do corpo a tatuar, optando por áreas facilmente ocultável por vestuário profissional, de modo a evitar o julgamento por parte de recrutadores ou clientes mais conservadores. Desta forma, o preconceito remanescente atua paradoxalmente como um balizador do mercado. Os estúdios de tatuagem e os profissionais da área adaptam as suas propostas criativas a esta realidade, oferecendo consultoria sobre a visibilidade dos desenhos e garantindo que a expressão artística do cliente não se transforme num obstáculo para o seu desenvolvimento profissional.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente estudo cumpriu o objetivo de analisar a transição da tatuagem, que evoluiu de um marcador de marginalidade para um bem de consumo simbólico estruturado em torno da experiência e da geração de negócios. A revisão da literatura evidenciou que a desconstrução progressiva do “estigma visual” foi o motor essencial para que esta prática se estabelecesse como uma nova normalidade estética, permitindo aos indivíduos a materialização das suas narrativas identitárias.

No contexto do mercado de trabalho, conclui-se que existe uma flexibilização assinalável, facilitando a integração de profissionais tatuados nas mais diversas áreas. Contudo, o conservadorismo remanescente em setores tradicionais atua como um regulador do comportamento do consumidor, que ainda planeia as suas modificações corporais de forma estratégica (como a escolha de locais ocultados pelo vestuário) para mitigar potenciais impactos negativos no desenvolvimento da sua carreira.

Do ponto de vista da gestão e do empreendedorismo, a investigação revela que o crescimento económico dos estúdios de tatuagem está intrinsecamente ligado à sua profissionalização e à adoção de dinâmicas de cocriação de valor. O ato de tatuar transcendeu a simples aplicação de pigmento para se converter na entrega de um serviço altamente personalizado, em que o ambiente do estúdio, a excelência do atendimento e a capacidade do profissional em atuar como consultor e mediador estético ditam a rentabilidade e a fidelização.

Como sugestões para investigações futuras, recomenda-se a realização de estudos empíricos que quantifiquem o impacto das diferentes estratégias de cocriação (modelos comerciais versus modelos de grife) na rentabilidade de estúdios de diferentes dimensões, bem como análises aprofundadas sobre o comportamento de consumo em profissões corporativas altamente reguladas.

Assim, o mercado da tatuagem ilustra de forma paradigmática como a superação de barreiras socioculturais e a afirmação da identidade podem gerar ecossistemas de negócios robustos, rentáveis e profundamente ancorados na experiência subjetiva humana.

REFERÊNCIAS

CACINELLI, B. A. et al. Análise sobre o crescimento do mercado da tatuagem no Brasil. Revista Foco, v. 17, n. 9, p. 1-20, 2024.

GOMES, H. M. S. Tatuagem, um “processo de materialização estética”: Estudo exploratório sobre a construção de uma narrativa identitária corpórea através do corpo muito tatuado. 2018. Dissertação (Mestrado em Psicologia) – Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, Universidade do Porto, Porto, 2018.

LISE, M. L. Z. et al. Tatuagem: perfil e discurso de pessoas com inscrição de marcas no corpo. Anais Brasileiros de Dermatologia, v. 85, n. 5, p. 631-638, 2010.

MACHADO, C. A. Cocriação de valor no consumo de tatuagens: um estudo a partir da visão de tatuadores e tatuados. 2018. Dissertação (Mestrado em Administração) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2018.

MOURA, M. Tatuagens e seus significados para seus donos. [S. l.: s. n.], (Trabalho acadêmico/Livro de fotografia). 

PEDRO, F. O.; AGUIAR, H. S.; BALLESTERO-ALVAREZ, M. E. Influência da Tatuagem na Carreira Profissional. In: ENCONTRO INTERNACIONAL SOBRE GESTÃO EMPRESARIAL E MEIO AMBIENTE (ENGEMA), 18., 2016, São Paulo. Anais… São Paulo: FEA/USP, 2016. p. 1-15.

PÉREZ, A. L. A identidade à flor da pele: etnografia da prática da tatuagem na contemporaneidade. Mana, v. 12, n. 1, p. 179-206, 2006.

RADAEL, W. H. et al. Significados do Consumo de Tatuagem por Diferentes Profissões. Teoria e Prática em Administração, v. 11, n. 1, p. 110-125, 2021.

INFORMAÇÕES SOBRE OS AUTORES 

[1] Tatuador profissional e Artista visual com + 10 anos de experiência no setor de modificação corporal. Especialista em tatuagem de Realismo Preto e Cinza (Black and Grey), com ênfase técnica em representações de retratos (rostos), animais e elementos. Atua no desenvolvimento e aplicação de métodos avançados de pigmentação dérmica e sombreamento. ORCID: 0009-0002-6354-020X.

Contribuição dos autores:

Emerson Wanderson da Silva: Concepção do estudo, revisão da literatura, análise e interpretação dos dados, redação do texto e revisão final do conteúdo.

INFORMAÇÕES SOBRE O MATERIAL

Conflito de interesse: 

N/A.

Agradecimentos:

N/A.

Financiamento:

N/A.

Nota de presença de IA:

N/A.

Informações sobre Direitos Autorais e Licença:

Este é um artigo de Acesso Aberto distribuído sob os termos da Creative Commons Attribution License, que permite uso, distribuição e reprodução irrestritos em qualquer meio, desde que o autor e a fonte originais sejam creditados.

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  • ISSN (versão eletrônica): 2448-0959
  • Licença Creative Commons: Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição 4.0 Internacional.

Histórico da Publicação:

Material recebido: 02 de março de 2026.

Material aprovado pelos pares: 07 de abril de 2026.

Material editado aprovado pelos autores: 18 de maio de 2026.

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