Insuficiência cardíaca e qualidade de vida em hospital da Região Amazônica

DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/saude/regiao-amazonica
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CONTEÚDO

ARTIGO ORIGINAL

SANTOS, Bráulio Erison França dos [1], MOREIRA, Vanessa Santos [2], BARBOSA, Terezinha Alecrim [3], ALMEIDA, Cleiton Maia de [4], ALVES, Weksiley Sousa [5], NUNES, Larissa Mescouto [6]

SANTOS, Bráulio Erison França dos. Et al. Insuficiência cardíaca e qualidade de vida em hospital da Região Amazônica. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 05, Ed. 10, Vol. 17, pp. 26-36. Outubro de 2020. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/saude/regiao-amazonica, DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/saude/regiao-amazonica

RESUMO

A insuficiência cardíaca (IC) constitui, na atualidade, uma patologia clínica que tem como origem uma disfunção cardíaca que pode ser de natureza funcional e/ou estrutural, tendo como consequência o comprometimento cardíaco por redução no seu funcionamento ou a pressão intracardíaca mesmo em estado de repouso. Assim, a IC tem sido considerada a etapa mais extrema das doenças associadas ao sistema cardíaco pois, uma vez que se confirme o diagnóstico, provoca o abalo emocional do paciente tanto por causa da sensível diminuição de sua funcionalidade quanto pelo índice elevado de morbimortalidade. O objetivo do estudo é conhecer o perfil sociodemográfico, e realizar a avaliação da qualidade de vida (QV) dos pacientes acometidos pela IC. O estudo é observacional, agregado e com corte transversal, sendo que a última avaliação, será realizada através dos oito domínios determinantes, representados no instrumento SF-36: Capacidade funcional, limitação por aspectos físicos, dor, estado geral de saúde, vitalidade, aspectos sociais; aspectos emocionais e saúde mental. Após o estudo, inferiu-se que as limitações mais relevantes que surgiram relacionam-se a interface física e emocional que são aspectos essenciais para se mensurar o nível de QV do indivíduo, onde os aspectos físicos (8.00±16.5) e os aspectos emocionais (9.00±23.00) foram as dimensões mais comprometidas, corroborando com os nossos achados. Além disso, no que tange a QV, os dados referentes à pontuação dos pacientes de acordo com o questionário SF-36, onde se observa que, destes oito domínios avaliados em quatro (limitação aspectos físicos, dor, aspectos sociais, limitação aspectos emocionais) foram identificados o valor mínimo e valor máximo (0-100) atribuído na escala. Observou-se também que metade dos pacientes deste estudo foram classificados como NYHA III e 45% do total de participantes apresentavam-se um pouco pior em comparação ao ano anterior. Isso revela que quanto mais o tempo passa, a IC se intensifica, sem a devida adesão as orientações médicas, menor o índice de QV. Esses achados resultantes da pesquisa reforçam a necessidade de aprofundar e ampliar pesquisas adicionais para que outros elementos sejam avaliados e relacionados a QV, visando propiciar um acompanhamento profissional mais ativo junto aos pacientes acometidos por essa patologia tão incapacitante.

Palavras-chave: Insuficiência cardíaca, qualidade de vida, Sf-36.

INTRODUÇÃO

A Insuficiência Cardíaca (IC) é uma patologia que ocorre devido uma alteração cardíaca estrutural e/ou funcional, onde o coração não consegue exercer sua função de bombeamento de sangue de formar adequada, ou acaba o fazendo, porém, com aumento da pressão intracavitária. Com o avanço do tratamento das doenças crônicas e aumento da expectativa de vida, a mortalidade de muitas doenças cardiovasculares vem diminuindo e, consequentemente, ocorreu um aumento da incidência e prevalência de IC, já que esta é a patologia considerada a via final comum de muitas comorbidades, como   hipertensão arterial sistêmica, coronariopatias, e diabetes mellitus. (EUROPEAN SOCIETY OF CARDIOLOGY et al, 2016; SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA et al, 2018)

Essa relação paradoxal faz com que a síndrome seja reconhecida como importante problema de saúde pública. Tal afirmativa pode ser percebida pelo aumento anual da incidência de IC e do número de admissões hospitalares pelo SUS por descompensações. (SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA et al, 2018; NOGUEIRA et al, 2010)

Devido a sua evolução natural, a IC caracteriza-se pela piora direta da qualidade de vida (QV) dos pacientes. Os sintomas mais comumente apresentados são dor, falta de ar, fadiga e depressão, sendo que a maioria dos pacientes descreve pelo menos um desses sinais como penoso e opressivo. Para tal, a realização de pesquisas sobre QV em pacientes com IC é fundamental para identificar os domínios afetados e planejar as intervenções mais adequadas para esses pacientes, bem como para estabelecer um canal de comunicação sólido com o paciente e familiares, além de possibilitar a avaliação do impacto da doença (MCILLVENNAN et al, 2016; NOGUEIRA et al, 2010)

Nesse sentido, utilizar instrumentos validados para mensurar a QV e identificar modificações que podem ocorrer por danos no estado funcional, percepções e fatores sociais quando influenciados por doenças ou agravos são indicados para melhorar a identificação dos sintomas e levar mais conforto aos pacientes. Em função da doença ser, por vezes, extremamente incapacitante, e de grande impacto na vida dos que são acometidos por ela, direta ou indiretamente, tanto pela sua fisiopatologia quanto pelo agravo do domínio psicológico, a preocupação com a QV dos pacientes torna-se essencial para o sucesso do tratamento. (MCILLVENNAN et al, 2016)

Nesse sentido, esse estudo tem como objetivo conhecer o perfil sociodemográfico e, simultaneamente, realizar a avaliação da QV dos pacientes acometidos pela síndrome da IC, sendo que a última avaliação, será realizada através dos oito domínios determinantes, representados no instrumento SF-36: Capacidade funcional, limitação por aspectos físicos, dor, estado geral de saúde, vitalidade, aspectos sociais; aspectos emocionais e saúde mental.

MÉTODOS

Trata-se de um estudo observacional, agregado e com corte transversal, realizado na cidade de Macapá no Hospital de Clínicas Dr. Alberto Lima (HCAL) – hospital de referência do estado de Amapá –  que atende a população das zonas urbanas e rurais. Foram selecionados como participantes para esse estudo pacientes com diagnóstico confirmado de Insuficiência Cardíaca, independente do estágio, que apresentassem 18 anos completos e condições cognitivas preservadas, de acordo com o seu consentimento, tendo autonomia nas suas respostas. Foram excluídos aqueles que não apresentaram os quesitos supracitados, considerando como critérios de exclusão pacientes com diagnóstico de doença cardíaca: menores de 18 anos; pacientes com comprometimento cognitivo grave; e indivíduos que se recusaram a participar do estudo. O período estipulado para a coleta de dados foi de fevereiro de 2019 a fevereiro de 2019. Foram convidados 32 participantes, dos quais 12 não puderam participar em razão das suas condições físicas e mentais. Deste modo, 20 participantes foram analisados na amostra final.

Utilizou-se um questionário sociodemográfico como instrumento de coleta, objetivando caracterizar o perfil dos pacientes portadores de Insuficiência Cardíaca, no qual divide-se em duas etapas, sendo a primeira voltada a identificação, contendo informações sobre nome e endereço, e a segunda constituída por perguntas fechadas, com múltiplas opções de resposta, quanto ao sexo, idade, estado civil, grau de instrução, religião, cor, arranjo familiar, e renda mensal do núcleo familiar.

Outro instrumento utilizado foi a Escala Medical Outcomes Study 36 – Item Short-Form Health Survey (SF-36), que foi validada e traduzida para a língua portuguesa por Ciconelli (CICONELLI et al, 1999) O questionário contém 36 itens, incorporados em 8 dimensões: capacidade funcional, aspectos físicos, dor, estado geral da saúde, vitalidade, aspectos sociais, aspecto emocional e saúde mental. O escore do questionário é obtido a partir da codificação dos valores de acordo com a chave de pontuação. Todos os itens são pontuados de modo que o escore mais alto define o estado de saúde mais favorável. Sendo assim, em um número variável de 0 a 100, quanto mais próximo de 100, mais elevado (melhor) é a qualidade de vida e status de saúde global.

O projeto desse estudo foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), que, conferiu a aprovação do estudo (número de protocolo do Certificado de Apresentação para Apreciação Ética: 68587417.0.0000.0003).

RESULTADOS

Dos 20 pacientes que participaram do estudo, 12 (60 %) eram do sexo masculino e 08 (40%) do sexo feminino. A faixa etária da amostra estudada apresentou uma distribuição heterogênea, sendo as predominantes entre 51 a 55 anos (20%), entre 61 e 65 anos (15%) e acima de 80 anos (15%).

Quanto ao estado civil, identificou-se que 11 (55%) pacientes eram casados, 4 (20%) divorciados, 4 (20%) solteiros e 1 (5%) viúvo. Em relação à etnia, 12 (60%) pacientes se autodeclaram pardos, 4 (20%) brancos, 3 (15%) negros e 1 (5%) indígena.

O nível de escolaridade (grau de instrução/formação) predominante na amostra foi o ensino fundamental incompleto (40%), seguido do ensino fundamental completo (25%), ensino médio completo (25%) e ensino médio incompleto (15%).

No que tangue a qualidade de vida, os dados referentes à pontuação dos pacientes de acordo com o questionário SF-36 estão descritos na Tabela 1, onde se observa que, dos oito domínios avaliados, em quatro foram identificados o valor mínimo e valor máximo (0-100) atribuído na escala, onde os domínios aspectos físicos e aspectos emocionais apresentaram os escores mais baixos.

 Tabela 1 – Pontuação por domínios do questionário de qualidade de vida SF-36 de pacientes portadores de insuficiência cardíaca internados no Hospital de Clínicas Dr. Alberto Lima (HCAL), Macapá-Amapá, no ano de 2018.

Domínios Média ± DP Mínimo-Máximo
Capacidade Funcional 31.24 ± 25.07 5-80
Limitação Aspectos físicos 10.00 ± 24.87 0-100
Dor 37.45 ± 24.20 0-100
Estado Geral de Saúde 51.40 ± 20.85 20-92
Vitalidade 42.50 ± 20.68 5-80
Aspectos Sociais 38.12 ± 23.46 0-100
Limitação Aspectos Emocionais 8.33 ± 23.87 0-100
Saúde Mental 55.60 ± 21.44 16-92

DP: Desvio Padrão. Fonte: autor.

Segundo a classificação funcional da insuficiência cardíaca, os pacientes do presente estudo estão distribuídos conforme apresentado na Tabela 2, sendo o perfil funcional predominante na amostra o perfil NYHA III (50%).

Tabela 2 – Distribuição dos pacientes internados no Hospital de Clínicas Dr. Alberto Lima (HCAL), Macapá-Amapá, no ano de 2018, segundo à classificação funcional da Insuficiência Cardíaca.

Classificação Funcional da IC n (%)
Perfil NYHA I 1 (5%)
Perfil NYHA II 6 (30%)
Perfil NYHAIII 10 (50%)
Perfil NYHA IV 3 (15%)
Total 20 (100%)

IC: Insuficiência Cardíaca; n: Número de Pacientes; %: Porcentagem correspondente; NYHA: Classificação da New York Heart Association. Fonte: autor.

Os dados apresentados na Tabela 3 referem-se ao estado geral de saúde de cada paciente. A questão número 02 do questionário SF-36 não faz parte do cálculo de nenhum domínio, sendo utilizada somente para se avaliar o quanto o paciente está melhor ou pior comparado há um ano atrás. Nota-se que 9 (45%) pacientes perceberam seu estado de saúde um pouco pior e apenas 1 (5%) paciente relatou estar muito melhor do que há um ano.

Tabela 3 – Percepção quanto ao estado de saúde de pacientes portadores de insuficiência cardíaca internados no Hospital de Clínicas Dr. Alberto Lima (HCAL), Macapá-Amapá, no ano de 2018.

Estado geral de saúde n (%)
Muito Melhor 1 (5%)
Um Pouco Melhor 4 (20%)
Quase o mesmo 3 (15%)
Um Pouco Pior 9 (45%)
Muito Pior 3 (15%)
Total 20 (100%)

n: Número de Pacientes; %: Porcentagem correspondente. Fonte: autor.

DISCUSSÃO

Nos últimos anos, a qualidade de vida (QV) passou a ser investigada com maior frequência na área da saúde, por estar sendo reconhecida como uma importante ferramenta na avaliação de intervenções terapêuticas em portadores de insuficiência cardíaca (IC) (NOGUEIRA et al., 2010; NASO et al., 2011).

Em nosso estudo, a QV medida pelo SF-38 revelou escores baixos para todos os domínios (com médias < que 60.00), mas especialmente mostrou maior comprometimento nos domínios limitação por aspecto físico (10.00±24.87) e limitação por aspecto emocional (8.33±23.87), conforme observado na Tabela 1.

Esses resultados são similares aos encontrados em outros estudos (SNEED et al., 2001; NOGUEIRA et al., 2010;  RILO et al., 2012), nos quais foram observados alterações na QV em todas suas dimensões, sobretudo nos aspectos físicos. A medida do SF-36 mostrou-se alterada, indicando limitação funcional imposta pela IC, refletindo em piora da QV.

Soares e colaboradores (2008) avaliaram 30 pacientes portadores de insuficiência cardíaca atendidos em ambulatório de um hospital geral público do município de Taboão da Serra – SP, onde os aspectos físicos (8.00±16.5) e os aspectos emocionais (9.00±23.00) foram as dimensões mais comprometidas, corroborando com os nossos achados.

Pesquisas relatam que portadores de IC podem apresentar alterações morfológicas, metabólicas e/ou citológicas na musculatura esquelética interferindo na capacidade desses indivíduos em realizar determinadas atividades. Além dos fatores fisiológicos mencionados, fatores psicológicos como o medo, ansiedade e tristeza apresentam também impactos negativos na manutenção da autonomia e da capacidade funcional das pessoas acometidas (SOARES et al., 2008; NASO et al., 2011). Dessa forma, vale mencionar que estudos de QV em pacientes com IC que utilizaram o questionário SF-36 demonstraram uma baixa QV desses pacientes quando comparados com a população saudável (SACCOMANN, 2006).

A Classificação Funcional da NYHA é um esquema de classificação geral derivada do fornecedor amplamente utilizado para categorizar pacientes em termos de sintomas associados com as atividades diárias (SANTOS et al., 2009). Em nosso estudo, conforme observado na Tabela 2, 10 (50%) pacientes apresentam IC classe funcional NYHA III, caracterizada por presença de sintomas e limitação física aos pequenos esforços, 6 (30%) pacientes IC classe funcional NYHA II, caracterizada por ausência de sintomas em repouso e presença de  palpitação, fadiga, dispneia ou angina aos pequenos e médios esforços, 3 (15%) pacientes IC classe funcional NYHA IV, caracterizada por sintomas mais exacerbados, pacientes estão em tratamento clínico em unidade de cuidados intensivos ou à espera da cirurgia cardíaca, e 1 (15%) paciente IC classe funcional NYHA I, caracterizada por normalmente não apresentarem sintomas (SOARES et al., 2008).

O estudo de Naso e colaboradores (2010) concluíram que pacientes com IC apresentam diminuição da condição pulmonar, capacidade físico-funcional e qualidade de vida relacionada ao aumento da classe funcional da NYHA. Além disso, a classificação funcional da NYHA mostrou uma associação significativa com vitalidade e saúde mental em um estudo usando o SF-36, sugerindo que as classes da NYHA devem ser avaliadas levando em consideração não apenas os aspectos físicos, mas também os subjetivos (MITANI et al., 2003).

Quanto à percepção dos portadores de IC sobre o seu estado atual de saúde quando comparado com o ano anterior, verificou-se que 9 (45%) pacientes a classificaram como “um pouco pior agora”, 4 (20%) pacientes referiram estar “um pouco melhor agora”, 3 (15%) pacientes como “muito pior agora”, 3 (15%) informaram que seu estado de saúde “continua quase o mesmo” e 1 (5%) paciente “muito melhor agora” do que há um ano (Tabela  3).

Para Heliton et al. (2009) as doenças cardiovasculares são as que mais comprometem as condições clínicas dos pacientes como também, sua percepção de saúde e de QV. O autor menciona ainda que, o fato do questionário não levar em conta o tempo da doença, esse fato talvez pudesse influenciar na análise das respostas desse questionamento, sendo necessários estudos mais específicos para entender a proporção do estado geral de saúde desses pacientes na comparação de seu estado de saúde atual com o ano anterior.

CONCLUSÃO

Após a realização do estudo, inferiu-se que as consequências da Insuficiência Cardíaca sobre a qualidade de vida do paciente advêm de aspectos específicos que envolvem tanto a expectativa de longevidade dos indivíduos quanto as atividades e hábitos adquiridos ao longo dos anos. Entre esses fatores pode-se apontar a ocupação laboral, o sexo, idade e comorbidades. Quando se considera esses elementos de forma individual ou em conjunto, então é provável que as dimensões físicas, mentais e emocionais passam a se mostrar mais limitadas, comprometendo significativamente o usufruto da qualidade de vida.

Evidenciou-se nesta produção científica que a IC é uma patologia que resulta em incapacidade funcional do paciente, resultando na diminuição gradativa da função global do indivíduo em razão de aspectos que são característicos das interfaces sociais, educacionais e clínicas desta patologia que vai se agravando e incapacitando severamente a pessoa e, consequentemente, restringindo a qualidade de vida.

Observou-se, por exemplo, no estudo prático que as limitações mais relevantes que surgiram relacionam-se a interface física e emocional que são aspectos essenciais para se mensurar o nível de qualidade de vida do indivíduo. Isso revela que quanto mais o tempo passa e a IC se intensifica, sem a devida adesão as orientações médicas, menor o índice de qualidade de vida do paciente.

Além disso, não se deve desperceber o fato de que a IC, ao se intensificar, tem como uma de suas características provocar a incapacidade do indivíduo para as atividades laborais do cotidiano, além de possuir um custo social alto e, simultaneamente, segregar o paciente não permitindo que tenha uma vida social considerada normal. Todos esses achados que surgiram no decorrer do estudo reforçam a necessidade de aprofundar e ampliar pesquisas adicionais para que outros elementos sejam avaliados e relacionados a qualidade de vida, visando propiciar um acompanhamento profissional mais ativo junto aos pacientes acometidos por essa patologia tão incapacitante.

REFERÊNCIAS

CICONELLI R.M, FERRAS M.B, SANTOS W, MEINÃO I, QUARESMA M.R. Tradução para a língua portuguesa e validação do questionário genérico de avaliação da qualidade de vida SF-36 (Brasil SF-36). Rev Bras Reumat.1999;39(3):143-150.

EUROPEAN SOCIETY OF CARDIOLOGY; ESC Guidelines for the diagnosis and treatment of acute and chronic heart failure – European Heart Journal (2016) 37, 2129–2200 doi:10.1093/eurheartj/ehw128

HELITO, R. A. B., BRANCO, J. N. R., D’INNOCENZO, M., MACHADO, R. C., BUFFOLO, E. Qualidade de vida dos candidatos a transplante de coração (2009). Revista Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, 24(1): 50-57. Disponível em: https://cdn.publisher.gn1.link/bjcvs.org/pdf/24-01-10.pdf.

MCILLVENNAN, C. K.; ALLEN, L. A.; Palliative care in patients with heart failure. School of Medicine, University of Colorado 2016

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NASO, F. C., PEREIRA, J. S., BEATRICCI, S. Z., BIANCHI RG, DIAS A. S., MONTEIRO, M. B. A classe da NYHA tem relação com a condição funcional e qualidade de vida na insuficiência cardíaca (2011). Fisioterapia e Pesquisa,18(2):157-63. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/fp/v18n2/10.pdf.

NOGUEIRA, P.R.; RASSI, S.; CORRÊA, K.S.;Perfil epidemiológico, clínico e terapêutico da insuficiência cardíaca em hospital terciário; Arq. Bras. Cardiol. vol.95 no.3 São Paulo Sept. 2010  Epub Aug 06, 2010; Universidade Federal de Goiás, Goiânia, GO – Brasil

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SOARES, D. A., TOLEDO, J. A. S., SANTOS, L. F., LIMA, R. M. B.,GALDEANO, L. E. Qualidade de vida de portadores de insuficiência cardíaca. (2008). Acta Paulista de Enfermagem, 21(2):243-8. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/ape/v21n2/a02v21n2.pdf.

SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA. Diretriz Brasileira de Insuficiência Cardíaca Crônica e Aguda. Arq. Bras. Cardiol. São Paulo 2018

[1] Possui graduação em Medicina pela Universidade do Estado do Pará (2003), Mestrado em Ciências da Saúde área de Epidemiologia e Saúde Pública e Título de Especialista em Medicina Legal e Perícia Médica. Especialista em Metodologias Ativas pelo Hospital Sírio-Libanês, especialista em Docência na Saúde pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Atualmente é médico do Hospital de Clínicas Dr. Alberto Lima (HCAL), perito médico da Justiça do Trabalho (TRT/AP) e professor do colegiado de medicina da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP). Tem experiência nas áreas de Clínica Médica, Medicina Ocupacional e Perícia Médica.

[2] Acadêmica do 11° período do curso de medicina da Universidade Federal do Amapá.

[3] Graduação em andamento em Medicina.

[4] Acadêmico do 9° período do curso de medicina da Universidade Federal do Amapá.

[5] Acadêmico do 9° período do curso de medicina da Universidade Federal do Amapá.

[6] Residente no 2º ano de especialização em clínica médica.

Enviado: Setembro, 2020.

Aprovado: Outubro, 2020.

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