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Métodos de promoção da continuidade da assistência ao recém-nascido de alto risco no pós-alta: uma revisão integrativa

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CONTEÚDO

REVISÃO INTEGRATIVA

ROCHA, Emanuella Lima [1]

ROCHA, Emanuella Lima. Métodos de promoção da continuidade da assistência ao recém-nascido de alto risco no pós-alta: uma revisão integrativa. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano. 06, Ed. 12, Vol. 11, pp. 106-136. Dezembro de 2021. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/saude/promocao-da-continuidade

RESUMO

Até o final do século XIX, os índices aumentados de mortalidade no público neonatal de baixo peso eram acompanhados pelo entendimento da chance de não-sobrevida e agregados à debilidade da existência. Embora a atenção aos neonatos esteja vivenciando significativos progressos em decorrência do advento de tecnologias mais avançadas, ainda ocorrem obstáculos no cumprimento de atividades didáticas que certificam a promoção da assistência contínua à criança em ambiente domiciliar, proporcionando, com isso, desmembramento na atenção à saúde. Neste contexto, o presente artigo, tem como questão norteadora: quais métodos são necessários ao recém-nascido de alto risco no pós-alta? Com o objetivo de elencar os mecanismos assistenciais voltados para esse público de acordo com cada caso, foi elaborada uma revisão integrativa da literatura que corresponde a um método que faz uso de uma estratégia sistemática para coletar e sintetizar os resultados dos estudos disponíveis sobre determinado tema, onde foram selecionados 20 estudos para embasamento teórico deste estudo. A coleta de dados aconteceu a partir do mês de novembro do ano de 2018 nas seguintes bases de dados: Pubmed (National Library of Medicine National Institutes of Health dos EUA), Scielo (Scientific Electronic Library Online); LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde) e MEDLINE (National Library of Medicine). Como resultado, foi possível um protocolo que servirá de instrumento norteador para os familiares a respeito da assistência domiciliar do recém-nascido. Assim, o estudo tornou aparente a importância de cuidados específicos voltados a esse público devido às dificuldades apresentadas após a alta hospitalar.

Palavras-chave: Recém-nascido, Alta do Paciente, Método Canguru, Aleitamento Materno, Antibacterianos.

1. INTRODUÇÃO

Até o final do século XIX, os índices aumentados de mortalidade no público neonatal de baixo peso eram acompanhados pelo entendimento da chance de não-sobrevida e agregados à debilidade da existência. No decorrer do século posterior, em especial na sua segunda metade, o progresso e a sucessiva difusão de procedimentos associados ao cuidado perinatal causaram um declínio importante na mortalidade desse grupo, incluindo os bebês prematuros (MOREIRA et al., 2004).

Condutas preventivas, de promoção à saúde e assistência integrada com foco no recém-nascido e na gestante são de extrema relevância, pois interferem na situação de saúde que se estende da fase neonatal até a idade adulta dos indivíduos (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2012). Embora a atenção aos neonatos esteja vivenciando significativos progressos em decorrência do advento de tecnologias mais avançadas, ainda ocorrem obstáculos no cumprimento de atividades didáticas que certificam a promoção da assistência contínua à criança em ambiente domiciliar, proporcionando, com isso, desmembramento na atenção à saúde (NISTSCHE et al., 2012).

De acordo com Barkemeyer (2015), a condição do fim da estadia hospitalar e consequente processo de alta ocasiona preocupações e anseios para os familiares do recém-nascido e, em decorrência disso, requer uma abordagem concisa dos profissionais da equipe de saúde a partir das necessidades apresentadas tanto pelo bebê quanto pelos seus cuidadores. Compete aos membros da equipe identificar, ainda no período de internamento, ansiedades e dificuldades dos responsáveis sobre a assistência apropriada ao RN.

O atual estudo justifica-se pela possibilidade de ter conhecimento e divulgar condutas a serem tomadas para contribuir com a assistência prestada pela família/cuidador no âmbito do domicílio a partir da coleta de dados de artigos científicos com referencial adequado para tal abordagem. Neste contexto, tem como questão norteadora: quais métodos são necessários ao recém-nascido de alto risco no pós-alta? Seu objetivo volta-se a elencar os mecanismos assistenciais voltados para esse público de acordo com cada caso.

2. METODOLOGIA

Foi elaborado uma revisão integrativa da literatura, método este que emprega um comportamento sistemático para agrupar e compactar os desfechos dos resultados dos estudos realizados acerca do assunto abordado, com a finalidade de aperfeiçoar e agregar estipulado segmento da ciência profissional de base de decisão (SOUZA; SILVA; CARVALHO, 2010).

Para estruturação deste estudo, empregou-se a seguinte pergunta norteadora: “Quais métodos são necessários ao recém-nascido de alto risco no pós-alta?”; primeira das seis etapas para formulação de uma revisão integrativa, segundo os autores citados previamente. Conseguinte, foram efetuados os seguintes passos: busca na literatura, coleta de dados, análise crítica dos estudos incluídos, discussão dos resultados e apresentação da revisão integrativa (SOUZA et al., 2010).

Em relação aos cuidados abordados no seguinte estudo, dentre os quais estão o Método canguru; Amamentação / Alimentação; Acompanhamento da criança (Consultas, Vacinação, Crescimento, Desenvolvimento e o Uso racional de antibióticos, foram escolhidos 20 artigos para fundamentação teórica.

A coleta de dados aconteceu a partir do mês de novembro do ano de 2018 nas seguintes bases de dados: Pubmed (National Library of Medicine National Institutes of Health dos EUA), Scielo (Scientific Electronic Library Online); LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde), MEDLINE (National Library of Medicine) e BVS (Biblioteca Virtual da Saúde). Para investigação, foram utilizados os descritores em Ciências da Saúde (DeCS): recém-nascido; alta do paciente; método canguru; aleitamento materno; antibacterianos, utilizando-se o operador booleano (AND). Os critérios de inclusão foram estudos relacionados ao tema publicados na língua portuguesa e inglesa. Excluiu-se todos os trabalhos que não estabeleciam relação com o tema.

Pode-se perceber que a maioria dos artigos demonstraram uma abordagem qualitativa que teve como objetivo o alcance de informações através da influência objetiva e participativa com o produto do estudo (GERHARDT; SILVEIRA, 2009). Quanto à pesquisa observou-se o predomínio da metodologia exploratória, prospectiva e descritiva que implica no acompanhamento dos seres observados durante um período, clarear evidências antes não consentidas e examinar os eventos sem a interposição do pesquisador. Os procedimentos utilizados foram o ensaio randomizado; a revisão sistemática, bibliográfica, de literatura e retrospectiva.

Elaborou-se uma tabela (apêndice I) para promover a organização dos artigos utilizados para composição da revisão integrativa, no qual contém os seguintes itens: referências/ano, jornal/revista, título do artigo, metodologia e objetivo. Por conseguinte, foram ordenados a partir do ano de publicação.

A produção do impresso demandou uma nova investigação de estudos nas bases de dados utilizadas anteriormente a respeito da assistência ao recém-nascido de alto risco e quanto às orientações adequadas prestadas aos cuidadores. O mesmo foi elaborado a partir de cuidados direcionados ao público neonatal de acordo com a especificidade do grupo-alvo, sejam eles: Método canguru; Amamentação / Alimentação; Acompanhamento da criança (Consultas, Vacinação, Crescimento, Desenvolvimento); Uso racional de antibióticos. Segue em Apêndice II.

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os objetivos dos estudos foram expostos nos quadros seguintes, com o propósito de auxiliar suas discussões e análises, segregados metodicamente pela categoria do cuidado.

A princípio, foi explanado sobre o Método Canguru que consiste numa vertente pautada na humanização e segurança, no contato pele a pele antecipado entre o neonato e seus progenitores, de maneira gradativa, estimulando um elo afetivo, estabilização da temperatura corporal, motivação ao aleitamento materno e o desenvolvimento do bebê (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2017).

Quadro 1. Síntese dos artigos sobre o Método Canguru entre 2003 e 2017.

Referências/Ano Jornal/Revista Título Metodologia Objetivo
LAMY, Z. C., 2003 Criança, Mulher e Saúde collection Metodologia canguru facilitando o encontro entre o bebê e sua família na UTI Neonatal Estudo qualitativo Avaliar a importância da Metodologia Canguru para o bebê e a família.
LAMY, Z. C. et. al., 2005 Ciência & Saúde Coletiva Atenção humanizada ao recém-nascido de baixo peso – Método Canguru: a proposta brasileira Estudo descritivo Discutir a experiência brasileira com o Método Canguru no contexto da humanização da assistência neonatal, visando apresentar as diferenças de concepção em relação a outros países.
MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2017 Ministério da Saúde (Manual Técnico) Atenção humanizada ao recém-nascido: Método Canguru. Integrar o conjunto de medidas adotadas pelos Ministério da Saúde para melhoria da qualidade da atenção à saúde prestada à gestante, ao recém-nascido e sua   família, a partir do Método Canguru, definido como um modelo de assistência perinatal.
SPEHAR; SEIDL, 2013 Psicologia em Estudo Percepções Maternas No Método Canguru: Contato Pele A Pele, Amamentação E Autoeficácia Estudo descritivo, longitudinal e de curto Prazo Descrever a prática da posição canguru e de amamentação, bem como avaliar a percepção de autoeficácia em relação aos cuidados e a interação com o neonato, ao longo das três etapas do Método Canguru, de mães de recém-nascidos prematuros de baixo peso.

Fonte: Autor.

O Método Canguru é uma categoria de assistência ao neonato direcionada ao recém-nascido prematuro que consiste em posicionar o bebê em contato pele a pele com a mãe. Artigos posteriores demonstram que a conexão ininterrupta da genitora junto à criança, além de proporcionar leite materno e calor, carrega consigo vários outros benefícios, os quais inclui o aumento do estímulo do vínculo materno-neonatal, condição esta substancial para o bem-estar e a manutenção da vida do bebê após a alta da Unidade Neonatal (LAMY et al., 2005).

Esse contato tem início ainda na maternidade, no qual deve ter seguimento no ambiente domiciliar, após a alta, até que o recém-nascido atinja as 40 semanas de período gestacional. É necessário ter cuidado para que o mesmo se mantenha aquecido e estimulado em relação à respiração, possibilitando a continuidade da amamentação exclusiva e proporcionando novas viabilidades de ligação entre o bebê e a família, com garantia do acompanhamento da parte ambulatorial, em seguida ao momento da alta (LAMY, 2003).

Esse Método teve expressivo avanço no que se refere à atenção aos RNs, no instante que são direcionados para casa (terceira etapa). Na atualidade, o acompanhamento ao recém-nascido se dá em conjunto entre a equipe hospitalar e os membros da Atenção Básica e da Estratégia de Saúde da Família, até que ele alcance o peso de 2,5 kg (para RN prematuro ou de baixo peso) e esteja em condições para ter alta da terceira etapa do Método. Simultaneamente, executa o processo avaliativo da progenitora, para verificar se ela possui condições de exercer a assistência necessária nos casos de bebês com questões especiais (BRASIL, 2017).

Em relação aos cuidados, o primeiro diz sobre a segurança do bebê. É indispensável que a contenção proporcione confiança à mãe, no sentido de que ela consiga se locomover, realizar atividades e descansar tendo a consciência de que o seu filho está seguro. É necessário também estar alerta para a postura da criança. De início é importante que a equipe esteja sempre pronta para auxiliar a mãe, e que ambos se sintam confortáveis. O pescoço do RN também merece atenção para que não se mantenha em extensão ou flexão excessiva, e que com isso, dificulte a respiração. Além disso, a temperatura corporal deve ser regulada durante todo o momento em que esteja na posição canguru. É aconselhável também o uso de toucas em bebês de menor tamanho ou que estejam expostos a lugares mais frios, pois a cabeça é o local onde há grande perda de calor e que tem pouco contato com a pele da mãe (LAMY, 2003).

O cuidado promovido ao binômio criança-família prognostica uma atenção diferenciada que sustente as alterações particulares deste momento. Além da preparação dos pais para o retorno à sua residência, o neonato necessita de um conjunto de informações. É da competência dos progenitores e da equipe de saúde a conversação com o bebê a respeito do que será encontrado no ambiente domiciliar, as novas experiências e impressões que irão suceder. Sons, odores, falas, clima, tudo é modificado, e a criança deve ser acompanhada para conseguir inteirar-se de tantas informações (BRASIL, 2017).

Os estudos também demonstram as vantagens psicológicas do Método para os pais, em especial para a mãe do RN prematuro, como a elevação da interação dos progenitores, diminuição de manifestações maternas de depressão pós-parto, além da ansiedade e do estresse que são reduzidos, e da compreensão a respeito de obstáculos por parte da mãe no cuidado ao seu filho, permitindo o aumento das habilidades maternas e a promoção da autonomia dos pais (SPEHAR; SEIDL, 2013).

Dando continuidade aos cuidados, segue a tabela que abrange a Amamentação / Alimentação, como um dos temas abordados no estudo.

Quadro 2. Síntese dos artigos sobre a Amamentação / Alimentação em RN de alto risco entre 2004 e 2016.

Referências/Ano Jornal/Revista Título Metodologia Objetivo
NASCIMENTO, ISSLER, 2004 Jornal  de Pediatria Aleitamento materno em prematuros: manejo clínico hospitalar Estudo descritivo, qualitativo Abordar a importância do aleitamento materno e sua promoção no manejo clínico-hospitalar de recém-nascidos pré-termo.
PESSOA-SANTANA et al., 2016 Revista Brasileira de Ciências da Saúde Revista Brasileira de Ciências da Saúde Métodos Alternativos de Alimentação do Recém-Nascido Prematuro: Considerações e Relato de Experiência Pesquisa descritiva, baseada em um relato de experiência vivenciada. Descrever os métodos de alimentação mais utilizados na transição da gavagem para o seio materno, em recém-nascidos pré-termo participantes da segunda etapa do Método Canguru de uma maternidade pública referência em alto risco de Alagoas, expondo as vantagens e desvantagens desses métodos.
SOARES et al., 2016 Revista CEFAC Amamentação natural de recém-nascidos pré-termo sob a ótica materna: uma revisão integrativa Estudo descritivo Identificar como se dá o processo de amamentação natural do recém-nascido pré-termo, contemplando o discurso da mãe sobre o tema, e as contribuições da Fonoaudiologia para a redução dessas
dificuldades.

Fonte: Autor.

Apesar da crescente chance de sobrevivência dos recém-nascidos, devido aos avanços da tecnologia ainda mais particulares, os obstáculos relacionados à questão nutricional findam por serem causa de inquietude da equipe multiprofissional. Isso se justifica pelo fato de que os RN prematuros não possuem os reflexos primitivos bem desenvolvidos, em especial o de busca e sucção, que são poucos eficientes ou até mesmo nulos, além da dificuldade de permanecerem acordados. Em conjunto a esses fatores, apresentam quadros clínicos não favoráveis as quais dificultam ou impossibilitam por período momentâneo a introdução da amamentação (PESSOA et al., 2016).

A amamentação é a maneira mais pura e equilibrada de proporcionar alimento para o bebê, devendo ser feito de forma exclusiva até o sexto mês. Os meses subsequentes devem ter alimentação complementar, apesar do leite materno ser benéfico até os 2 anos de idade. Este permite uma junção única de nutrientes, dentre os quais temos proteínas, carboidratos, lipídios, vitaminas, minerais, células vivas e enzimas, além de benefícios imunológicos, econômicos e psicológicos. Essas características têm uma visão especial quando se trata dos RN pré-termos, devido ao fato de serem mais vulneráveis (NASCIMENTO; ISSLER, 2004).

O bebê que nasce antes das 38 semanas gestacionais possui prematuridades que podem culminar em comprometimentos do seu desenvolvimento. Com frequência resulta em sucção não-eficiente e reflexos orais não-satisfatórios. A genitora que não amamenta geralmente sofre e passa por momentos de dor. Dentre algumas das causas da não-amamentação estão as peculiaridades anatômicas, traumas dos mamilos, mamas ingurgitadas, fadiga da mãe, separação do binômio materno-fetal, conhecimento escasso a respeito do assunto, falta de orientações por parte dos profissionais ainda no ambiente hospitalar e dificuldades na sucção do bebê (SOARES et al., 2016).

A prática da amamentação em recém-nascidos pré-termos é considerada um desafio. Os mesmos não desenvolveram por completo as questões fisiológicas e neurológicas devido à imaturidade, apresentam hipotonia e hiper-reatividade em relação aos estímulos ambientais. No entanto, apesar do quadro ineficiente apresentado por esses pacientes, os RNPT são capazes de alimentar-se nas mamas com apoio adequado. Os profissionais da área neonatal precisam agregar a prática e o auxílio da lactação à elaboração da atividade terapêutica nesse público. O seguimento adequado do recém-nascido após a alta do hospital também é primordial para manter a amamentação no ambiente domiciliar (NASCIMENTO; ISSLER, 2004).

Quadro 3. Síntese dos artigos sobre o Acompanhamento da criança (Consultas, Vacinação, Crescimento, Desenvolvimento) entre 2003 e 2019.

Referências/Ano Jornal/Revista Título Metodologia Objetivo
CARDOSO-DEMARTINI et al., 2011 Arq Bras Endocrinol Metab. Crescimento de Crianças nascidas prematuras Estudo analítico Mostrar o crescimento e desenvolvimento de crianças nascidas prematuras.
MELLO, R. R; MEIO, M. D.B.B, 2003 Criança, Mulher e Saúde collection Follow-up de recém-nascidos de risco Estudo retrospectivo Mostrar o surgimento dos follow-up e sua importância no acompanhamento dos recém-nascidos de risco.
MELO, W. A.; UCHIMURA, T.T., 2011 Rev Bras Epidemiol Perfil e processo da assistência Prestada ao recém-nascido de risco no Sul do Brasil Estudo transversal descritivo-exploratório com abordagem quantitativa Caracterizar os recém-nascidos (RN) de risco e Verificar o processo de assistência dispensado pelo Programa de Vigilância ao Recém-nascido de Risco do município de Maringá, PR.
SADECK, 2009 Sociedade Brasileira de Pediatria: Recomendações e atualizações de condutas em pediatria n.39 Imunização em recém-nascidos prematuros de muito baixo peso Manual Recomendar que o calendário vacinal seja seguido de acordo Com a idade cronológica, com algumas exceções.
As doses das vacinas devem ser as mesmas indicadas para As crianças que nasceram a termo.
SASSÁ et al., 2011 Acta Paul Enferm Bebê de risco: acompanhando o crescimento infantil no primeiro ano de vida Estudo analítico, do tipo coorte Acompanhar o Crescimento de bebês de risco no primeiro ano de vida.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES, 2018 Sociedade Brasileira de Imunizações CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO SBIm PREMATURO Manual

Fonte: Autor.

Bebês prematuros podem transpassar algum período de limitação do crescimento subsequente ao nascimento. A regularização inicia-se nos meses primários, e pode suceder de maneira progressiva e longa. Várias vezes as crianças permanecem com estatura mais baixa e com peso reduzido no decorrer da infância quando em comparação às que nasceram em idade gestacional entre 37 e 42 semanas. Em eventuais cenários, o restabelecimento total somente acontece na adolescência, apesar de algumas delas não passarem por esse processo e, com isso, caracterizar adultos menos desenvolvidos em relação à estatura. Elementos como peso ao nascer, IG (idade gestacional), estatura, variações no período neonatal e baixa escolaridade da mãe afetam o crescimento (CARDOSO-DEMARTINI et al., 2011).

O mecanismo para análise do desenvolvimento dos infantes, aplicado pelos profissionais da área da saúde, tem se fundamentado em padrões antropométricos, pela verificação e apontamento feitos periodicamente de tamanho, peso e circunferência da calota craniana. A observação contínua desses números possibilita o reconhecimento do público infantil com maior potencial de desenvolvimento de doenças e índice de mortalidade, favorecendo a promoção à saúde e proteção à comorbidades, através do diagnóstico precoce e tratamento adequado (SASSÁ et al., 2011). Através desse quadro, com a finalidade de redução da mortalidade, houve uma recomendação do Ministério da Saúde (MS) que visa assegurar a supervisão do recém-nascido de risco no momento posterior à alta do hospital através da implantação do Programa de Vigilância ao RN de Risco (PVRNR) (MELO; UCHIMURA, 2011).

Este Programa preconiza um acompanhamento ambulatorial com o objetivo de garantir o seguimento assistencial à criança e à seus cuidadores; a observação da harmonia psicoafetiva desse binômio; percepção e interferência em eventuais riscos como aumento inapropriado do peso, refluxo gastroesofágico, processos infecciosos, ausência de respiração, dentre tantos outros, possibilitando que o bebê tenha todo o acompanhamento que se faça

necessário, não se excluindo a atenção ao vínculo materno-infantil. O MS certifica que o compromisso das Equipes de Saúde da Família (ESF) permanecem sobre o público infantil de risco, possibilitando a supervisão a cada mês, vigilância do peso, estatura, quadro clínico, atividades educativas e prescrição nutricional (MELO; UCHIMURA, 2011).

Além do acompanhamento das ESF, existem também os ambulatórios de follow-up, designados a acompanhar as crianças de alto risco. Nesses centros especializados, os médicos destinados à pediatria detêm elevada vivência na análise do desenvolvimento dos recém-nascidos, além do crescimento e performance clínica. É um ofício multiprofissional que engloba, além do pediatra, a parte da assistência social, além de outras especialidades médicas, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais. (MELLO; MEIO, 2003).

Os bebês com peso muito abaixo do adequado apresentam maiores riscos de desenvolvimento de doenças frente àquelas que são capazes de serem controladas através da imunização. No entanto, esse público possui um maior descompasso de seu esquema do quadro vacinal. A família e alguns pediatras escolhem esperar um determinado período de tempo antes de estabelecer a administração dos imunobiológicos devido à fragilidade desses bebês. Contudo, a Sociedade Brasileira de Pediatria e a Academia Americana de Pediatria propõem que o calendário de vacinação e as doses sejam conforme a idade, com algumas ressalvas. Apesar de determinados estudos terem demonstrado uma redução da resposta imunológica para alguns tipos de vacinas em RN de muito baixo peso, a fabricação de anticorpos é necessária para prevenção de comorbidades (SADECK, 2009).

A imunização desses bebês é de fundamental relevância e terá de ser desempenhada de forma adequada. Vacina BCG: O Programa Nacional de Imunizações (PNI) preconiza sua administração em RN com peso acima de 2 kg. Nos eventos suspeitos de imunodeficiência ou bebês gerados por mães que usaram drogas que provocavam imunossupressão no decorrer do período gestacional, pode haver contraindicação da vacina. Hepatite B: Deve-se administrar impreterivelmente quatro doses (0, 2, 4 e 6 meses, ou ainda 0, 1, 2 e 6 meses), em crianças pesando menos de 2 kg ou IG inferior a 33 semanas, sendo aplicado ainda nas primeiras 12 horas após o nascimento. Anticorpo monoclonal específico contra o VSR (palivizumabe): São indicadas mensalmente doses regulares de 15 ml/kg, por via intramuscular, em uma

sequência máxima de cinco administrações para os grupos de bebês de alto risco. Rotavírus: Iniciar aos 2 meses, sempre respeitando o limite máximo por idade. Tríplice bacteriana (difteria, tétano, coqueluche): Mesmo esquema de idade inicial da Rotavírus, atentando para os recém-nascidos prematuros nos quais são preferíveis as vacinas acelulares. Haemophilus influenzae b: Também será iniciado aos 2 meses, sendo o reforço administrado aos 15 meses. Poliomielite inativada (VIP) e Pneumocócica Conjugada: Ambos começam aos 2 meses. A incidência da pneumocócica é alta em RN de alto risco, e possui elevadas taxas de mortalidade. Meningocócicas conjugadas: Iniciar aos 3 meses. Vacina contra influenza: Aplicar a partir dos 6 meses. As pessoas que possuem convivência com o bebê em seu ambiente domiciliar também precisam receber a vacina. Febre amarela: Vacinar aos 9 meses. Imunoglobulina humana anti-hepatite B (IGHAHB): Aplicar 0,5 ml por via intramuscular nos casos de bebês nascidos de genitoras que portam o vírus da Hepatite B. Imunoglobulina humana antitetânica (IGHAT): é indicada a dose de 250 UI, através da administração por via intramuscular (Sociedade Brasileira de Imunizações, 2018/2019).

Em seguida, foi abordado sobre os cuidados com o uso racional de antibióticos, no qual segue tabela com a síntese dos artigos pesquisados.

Quadro 4. Síntese dos artigos sobre o uso racional de antibióticos entre 2012 e 2016.

Referências/Ano Jornal/Revista Título Metodologia Objetivo
CALIL, CALDAS, 2012 Sociedade Brasileira de Pediatria Uso Racional e Seguro de Antibióticos em Neonatologia Estudo descritivo Demonstrar o uso correto da antibioticoterapia.
ROMANELLI RM et.al, 2016 J Pediatr Empirical Antimicrobial therapy for late-onset sepsis in a neonatal unit with high prevalence of coagulase-negati ve Staphylococcus Estudo transversal Comparar dois Períodos com diferentes esquemas empíricos para tratamento de sepse neonatal tardia,  incluindo vancomicina ou oxacilina respectivamente, em unidade neonatal de referência com alta prevalência de Staphylococcus coagulase negativo.

Fonte: Autor.

A sepse na fase neonatal que acontece de maneira precoce ou tardia é causadora de elevados números de mortalidade, sendo capaz de alcançar aproximadamente de 30 a 50% em contaminações por bactérias gram-negativas que possuem característica de multirresistência, o que ocasiona um quantitativo excessivo de exames de laboratório, diagnósticos suspeitos sem fundamentação e a prática frequente de tratamentos dispensáveis. Em contrapartida, é primordial que as tentativas para prevenir a barreira dos microorganismos não prejudiquem o recurso terapêutico da pessoa infectada (CALIL; CALDAS, 2012).

Os seres microscópicos mais predominantes na infecção generalizada tardia neonatal são os Staphylococcus coagulase negativo (SCN). Em conjunto, deve ser levado em consideração, que os SCN possuem um potencial mínimo de invasão, colonizam o bebê posterior ao nascimento e geralmente se fazem presentes em diversas partes da microbiota do corpo. Podem ter o efeito de benefício ao estímulo da imunidade congênita e aprimorar a proteção contra patógenos. No entanto, os meios de defesa nos neonatos podem ser inapropriados, além de apresentar progresso insidioso (ROMANELLI et al., 2016).

Pressupõe-se que 11 a 23 bebês que não possuem nenhum tipo de infecção recebem tratamento em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal para cada recém-nascido com infecção comprovada. A recomendação adequada da utilização de antibióticos é primordial para reduzir o risco de aumento de resistência microbiana e o aparecimento de tipos que possuam multirresistência, assim como para reduzir o índice de acontecimentos adversos relacionados ao uso de drogas (CALIL; CALDAS, 2012).

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente estudo visou questionar quais métodos são necessários ao recém-nascido de alto risco no pós-alta. Destacaram-se, nesse contexto: Método Canguru; Amamentação / Alimentação; Acompanhamento da criança (Consultas, Vacinação, Crescimento, Desenvolvimento) e o Uso racional de antibióticos.

No que diz respeito ao Método Canguru, é importante ressaltar que este, enquanto categoria de assistência ao neonato direcionada ao recém-nascido prematuro, mostra-se amplamente eficaz no que tange uma assistência humanizada visto que possibilita o contato pele a pele da mãe com seu filho, aumentando, assim, o vínculo materno-neonatal; proporciona o leite, tão fundamental para a nutrição do bebê, bem como viabiliza o calor humano entre ambos. Aspectos relacionados à segurança da mãe em relação à postura, à temperatura corporal e às vestimentas da criança devem ser levados em consideração.

Já em relação à Amamentação/Alimentação foi relatado que os recém-nascidos prematuros são capazes de alimentar-se com o apoio adequado, apesar dos reflexos primitivos de busca e de sucção não serem bem desenvolvidos. O aleitamento materno deve ser ofertado de maneira exclusiva até os 6 meses de idade e de forma complementar até os 2 anos. Indubitavelmente, o leite como fonte primária de nutrição para o bebê se configura, nessa fase inicial da vida, como um importante meio para manutenção de um desenvolvimento saudável.

O Acompanhamento da criança faz-se necessário pois prevalecem algumas dificuldades no desenvolvimento decorrentes dos problemas associados, dentre os quais podemos citar a estatura e o peso reduzidos. O diagnóstico precoce, o tratamento adequado e o cuidado com o calendário de vacinação são precisados, além da recomendação do Ministério da Saúde em supervisionar o recém-nascido através do Programa de Vigilância ao RN de Risco e a certificação do compromisso das Equipes de Saúde da Família (ESF) e dos ambulatórios de follow-up.

O uso racional de antibióticos deve ser analisado devido aos índices de sepse neonatal que levam à mortalidade. No entanto, precisa que seja feito da maneira adequada pois se tem risco de aumento na resistência microbiana, além de acontecimentos adversos decorrentes do uso inadvertido das drogas. Por isso, a importância de se seguir corretamente as orientações médicas.

O produto final dessa pesquisa poderá ser utilizado pelos familiares/cuidadores que necessitam de um direcionamento na continuidade da assistência prestada no ambiente domiciliar, após a alta hospitalar, através da fundamentação de protocolos do Ministério da Saúde, a fim de se evitar possíveis complicações ao recém-nascido de alto risco.

REFERÊNCIAS

BARKEMEYER, B. M. Discharge Planning. Pediatric Clinics of North America, 2015. BRASIL. Ministério da Saúde. Atenção ao pré-natal de baixo risco. Brasília: Cadernos de Atenção Básica, 2012.

BRASIL. Ministério da Saúde. Atenção humanizada ao recém-nascido: Método Canguru. Brasília: Ministério da Saúde, 2017. (Manual Técnico)

CARDOSO-DEMARTINI, A. A. et al. Crescimento de crianças nascidas prematuras. São Paulo: Arq Bras Endocrinol Metab, 2011.

GERHARDT, T. E.; SILVEIRA, D. T. Métodos de pesquisa. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2009.

LAMY, Z. C. Metodologia canguru: facilitando o encontro entre o bebê e sua família na UTI Neonatal. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2003.

LAMY, Z. C. et. al. Atenção humanizada ao recém-nascido de baixo peso – Método Canguru: a proposta brasileira. Rio de Janeiro: Ciência & Saúde Coletiva, 2005.

MELLO, R. R.; MEIO, M. D. B. B. Follow-up de recém-nascidos de risco. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2003.

MELO, W. A.; UCHIMURA, T. T. Perfil e processo da assistência prestada ao recém-nascido de risco no Sul do Brasil. São Paulo: Revista Brasileira de Epidemiologia, 2011.

MOREIRA, M., LOPES, J. M. A; CARVALHO, M., orgs. O recém-nascido de alto risco: teoria e prática do cuidar. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2004.

NASCIMENTO, M. B. R.; ISSLER, H. Aleitamento materno em prematuros: manejo clínico hospitalar. Porto Alegre: Jornal de Pediatria, 2004.

NISTSCHE, E. A. et al. Educação em Saúde: Planejamento e Execução da alta em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. Escola Anna Nery, 2012.

PESSOA-SANTANA, M. C. C. et al. Métodos Alternativos de Alimentação do Recém-Nascido Prematuro: Considerações e Relato de Experiência. Revista Brasileira de Ciências da Saúde, 2016.

ROMANELLI, R. M. et al. Empirical antimicrobial therapy for late-onset sepsis in a neonatal unit with high prevalence of coagulase-negative Staphylococcus. Rio de Janeiro: Jornal de Pediatria, 2016.

SADECK, L. S. R. Imunização em recém-nascidos prematuros de muito baixo peso. Sociedade Brasileira de Pediatria: Recomendações e atualizações de condutas em pediatria, 2009.

SASSA, A. H. et al. Bebê de risco: acompanhando o crescimento infantil no primeiro ano de vida. São Paulo: Acta Paulista de Enfermagem,  São Paulo, 2011.

SOARES, J. P. O. et al. Amamentação natural de recém-nascidos pré-termo sob a ótica materna: uma revisão integrativa. São Paulo: Revista CEFAC, 2016.

SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA DE IMUNIZAÇÕES (SBIm). Calendário vacinal do prematuro, 2018.

SOUZA, M. T.; SILVA, M. D.; CARVALHO, R. Revisão integrativa: o que é e como fazer. Morumbi: Einstein, 2010.

SPEHAR, M. C.; SEIDL, E. M. F. Percepções maternas no Método Canguru: contato pele a pele, amamentação e autoeficácia. Maringá: Psicologia em estudo, 2013.

APÊNDICES

APÊNDICE I – ORGANIZAÇÃO DOS ARTIGOS

Referências/Ano Jornal/Revista Título Metodologia Objetivo
LAMY, Z. C., 2003 Criança, Mulher e Saúde collection Metodologia canguru facilitando o encontro entre o bebê e sua família na UTI Neonatal Estudo qualitativo Avaliar a importância da Metodologia a importância da Metodologia Canguru para o bebê e a família.
MELLO, R. R.; MEIO, M. D. B. B, 2003 Criança, Mulher e Saúde collection Follow-up de recém-nascidos de risco Estudo retrospectivo Mostrar o Surgimento dos recém-nascidos de risco.
MOREIRA et al., 2004 Editora FIOCRUZ O recém-nascido de alto risco: teoria e prática do cuidar Estudo qualitativo, descritivo Demonstrar práticas cuidado recém-nascido alto risco
NASCIMENTO; ISSLER, 2004 Jornal de Pediatria Aleitamento materno em prematuros: manejo clínico hospitalar Estudo descritivo, qualitativo Abordar a importância do aleitamento materno e sua Promoção no manejo clínico-hospitalar de recém-nascidos  pré-termo.
LAMY, Z. C. et al., 2005 Ciência & Saúde Coletiva Atenção humanizada ao recém-nascido de baixo peso – Método Canguru:a proposta brasileira Estudo descritivo Discutir a experiência brasileira com o Método Canguru no contexto da humanização da assistência neonatal, visando apresentar as diferenças de concepção em relação a outros países.
GERHARDT, SILVEIRA, 2009 Editora da UFRGS Métodos de pesquisa Estudo descritivo Demonstrar os métodos de pesquisa
SADECK, 2009 Sociedade Brasileira de Pediatria: Recomendações e atualizações de condutas em pediatria n.39 Imunização em recém-nascidos prematuros de muito baixo peso Manual Recomendar que o calendário vacinal seja seguido de acordo com a idade cronológica, com algumas exceções. As doses das vacinas devem ser as mesmas indicadas para As crianças que nasceram a termo.
SOUZA; SILVA; CARVALHO, 2010 Einstein Revisão integrativa: o que é e como fazer Estudo com coleta de dados realizada a partir de fontes secundárias Apresentar as fases constituintes de uma revisão integrativa e os aspectos relevantes a serem considerados para a utilização desse importante recurso metodológico.
CARDOSO-DEMARTINI et al., 2011 Arq Bras Endocrinol Metab. Crescimento de crianças nascidas prematuras Estudo analítico Mostrar o crescimento e desenvolvimento de crianças nascidas prematuras.
MELO, W. A.; UCHIMURA, T.
T, 2011
Rev Bras Epidemiol Perfil e processo
Da assistência prestada ao recém-nascido de risco no Sul do Brasil
Estudo transversal descritivo-exploratório com abordagem quantitativa Caracterizar os recém-nascidos (RN) de   risco  e verificar o processo de
Assistência dispensado pelo Programa de Vigilância ao Recém-nascido de Risco do município de Maringá, PR.
SASSÁ et al., 2011 Acta Paul Enferm Bebê de risco: acompanhando o crescimento infantil no primeiro ano de vida Estudo analítico, do tipo coorte Acompanhar o crescimento de bebês de risco no primeiro ano de vida.
CALIL; CALDAS, 2012 Sociedade Brasileira de Pediatria Uso Racional e Seguro de Antibióticos em Neonatologia Estudo descritivo Demonstrar o uso correto da antibioticoterapia.
MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2012 Cadernos de Atenção Básica,32 Atenção ao pré-natal
De baixo risco
Manual
NISTSCHE et al., 2012 Esc Anna Nery Educação em Saúde: Planejamento   e Execução da alta em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal Estudo do tipo exploratório-de scritivo,com abordagem qualitativa Compreender a percepção dos profissionais e dos pais em relação ao planejamento e efetivação da alta do RN da UTIN.
SPEHAR; SEIDL, 2013 Psicologia em Estudo Percepções Maternas No Método Canguru:
Contato Pele A Pele, Amamentação E Autoeficácia
Estudo descritivo, longitudinal e de curto Prazo Descrever a prática da posição canguru e de amamentação, bem como avaliar a percepção de autoeficácia em relação aos cuidados e a interação com o neonato, ao longo das três etapas do Método Canguru, de mães de recém nascidos prematuros de baixo peso.
PESSOA-SANTANA et al., 2016 Revista Brasileira de Ciências da Saúde Revista Brasileira de Ciências da Saúde Métodos Alternativos de Alimentação do Recém-Nascido Prematuro: Considerações e Relato de Experiência Pesquisa descritiva, baseada em um relato de experiência vivenciada. Descrever os Métodos de alimentação mais utilizados na transição da gavagem para o seio materno, em recém-nascidos pré-termo participantes da segunda etapa do Método Canguru de uma maternidade pública referência em alto risco de Alagoas, expondo as vantagens e desvantagens desses métodos.
ROMANELLI
RM et al., 2016
Jornal de Pediatria Empirical antimicrobial therapy for late-onset sepsis in a neonatal unit with high prevalence of coagulase-negati ve Staphylococcus Estudo transversal Comparar os períodos com diferentes esquemas empíricos para Tratamento de sepse neonatal tardia, incluindo vancomicina ou oxacilina respectivamente, Em unidade neo-natal de referência com alta prevalência de Staphylococcus Coagulase negativo.
SOARES J. P. O et al., 2016 Revista CEFAC Amamentação natural de recém-nascidos pré-termo sob a ótica materna:
Uma revisão integrativa
Estudo descritivo Identificar como se dá o processo de amamentação natural do recém-nascido pré-termo, contemplando o discurso da mãe sobre o tema, e as contribuições da Fonoaudiologia para a redução dessas dificuldades.
MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2017 Ministério da Saúde (Manual Técnico) Atenção humanizada ao recém-nascido: Método Canguru. Integrar o conjunto de Medidas adotadas pelos Ministério da Saúde para Melhoria da qualidade da atenção à saúde prestada à gestante, ao recém-nascido e sua família, a partir do Método Canguru, definido como um modelo de assistência perinatal.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES, 2018 Sociedade Brasileira de Imunizações CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO SBIm PREMATURO Manual

Fonte: Autor.

APÊNDICE II – IMPRESSO INFORMATIVO

GUIA DE ACOMPANHAMENTO DO RECÉM-NASCIDO DE ALTO RISCO EM AMBIENTE DOMICILIAR  

MÉTODO CANGURU
 

 ✔ Contato pele a pele com a mãe

✔ Proporciona leite materno e calor, além de aumento do estímulo do vínculo materno-neonatal

✔ Tem início ainda na maternidade e é seguido em ambiente domiciliar até que o recém-nascido atinja as 40 semanas de período gestacional

✔ O acompanhamento ao recém-nascido se dá em conjunto entre a equipe hospitalar e os membros da Atenção Básica e da Estratégia de Saúde da Família, até que ele alcance o peso de 2,5 kg

✔ Em relação à segurança, é indispensável que a contenção proporcione confiança à mãe, no sentido de que ela consiga se locomover, realizar atividades e descansar

✔ É necessário estar alerta para a postura da criança

✔ O pescoço do RN merece atenção para que não se mantenha em extensão ou flexão excessiva

✔ A temperatura corporal deve ser regulada durante todo o momento em que esteja na posição canguru

✔ É aconselhável também o uso de toucas em bebês de menor tamanho ou que estejam expostos a lugares mais frios

AMAMENTAÇÃO / ALIMENTAÇÃO
 

✔ Os recém-nascidos prematuros não possuem os reflexos primitivos bem desenvolvidos, em especial o de busca e sucção. Além disso, são mais vulneráveis

 

✔ A amamentação é a maneira mais pura e equilibrada de proporcionar alimento para o bebê, devendo ser feito de forma exclusiva até o sexto mês

✔ Os meses subsequentes devem ter alimentação complementar, apesar do leite materno ser benéfico até os 2 anos de idade

✔ O leite materno possui uma junção única de nutrientes, dentre os quais temos proteínas, carboidratos, lipídios, vitaminas, minerais, células vivas e enzimas, além de benefícios imunológicos, econômicos e psicológicos

✔ Os recém-nascidos prematuros são capazes de alimentar-se nas mamas com apoio adequado

ACOMPANHAMENTO    DA    CRIANÇA    (CONSULTAS,   VACINAÇÃO,   CRESCIMENTO, DESENVOLVIMENTO)
 

✔ Na maioria das vezes as crianças permanecem com estatura mais baixa e com peso reduzido no decorrer da infância quando em comparação às que nasceram em idade gestacional entre 37 e 42 semanas

✔ Em eventuais cenários, o restabelecimento total somente acontece na adolescência

✔ Elementos como peso ao nascer, IG (idade gestacional), estatura, variações no período neonatal e baixa escolaridade da mãe afetam o crescimento

✔ Favorece a promoção à saúde e proteção à comorbidades, através do diagnóstico precoce e tratamento adequado

✔ O Ministério da Saúde (MS) recomenda assegurar a supervisão do recém-nascido de risco no momento posterior à alta do hospital através do Programa de Vigilância ao RN de Risco

✔ O MS também certifica que o compromisso das Equipes de Saúde da Família (ESF) permaneçam sobre o público infantil de risco, possibilitando a supervisão a cada mês, vigilância do peso, estatura, quadro clínico, atividades educativas e prescrição nutricional

✔ Existem também os ambulatórios de follow-up, designados a acompanhar as crianças de alto risco

✔ Os bebês com peso muito abaixo do adequado apresentam maiores riscos de desenvolvimento de doenças frente àquelas que são capazes de serem controladas através da imunização

✔ A Sociedade Brasileira de Pediatria e a Academia Americana de Pediatria propõem que o calendário de vacinação e as doses sejam conforme a idade, com algumas ressalvas

USO RACIONAL DE ANTIBIÓTICOS
 

✔ A sepse na fase neonatal que acontece de maneira precoce ou tardia é causadora de elevados números de mortalidade

✔ Os seres microscópicos mais predominantes na infecção generalizada tardia neonatal possuem um potencial mínimo de invasão, colonizam o bebê posterior ao nascimento e geralmente se fazem presentes em diversas parte da microbiota do corpo

✔ A recomendação adequada da utilização de antibióticos é primordial para reduzir o risco de aumento de resistência microbiana e o aparecimento de tipos que possuam multirresistência, assim como para reduzir o índice de acontecimentos adversos relacionados ao uso de drogas

[1] Pós-graduada em Enfermagem Neonatal e Pediátrica pela Faculdade Estácio de Sergipe. Pós-graduada em Saúde Pública: Política, Planejamento e Gestão pela Universidade Norte do Paraná (UNOPAR). Pós-graduanda em Dermatologia com Ênfase em Feridas e Enfermagem do Trabalho pelo Centro Goiano de Ensino Pesquisa e Pós-Graduação (CGESP). Graduada em Enfermagem Bacharelado pela Universidade Tiradentes (UNIT). ORCID: 0000-0001-8136-329X

Enviado: Novembro, 2021.

Aprovado: Dezembro, 2021.

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