O Atendimento do Portador de Lesão Renal Crônica com Distúrbios do Equilíbrio Hidroeletrolítico na Sala de Emergência

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DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/saude/portador-de-lesao-renal-cronica
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SANTOS, José Ribeiro dos [1]

SANTOS, José Ribeiro dos. O Atendimento do Portador de Lesão Renal Crônica com Distúrbios do Equilíbrio Hidroeletrolítico na Sala de Emergência. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 02, Vol. 13, Edição 01, pp 217-224, Janeiro de 2017. ISSN: 2448-0959

Resumo

Este trabalho refere-se ao o atendimento do portador de lesão renal crônica com distúrbios do equilíbrio hidroeletrolítico na sala de emergência. O número de pacientes com doença renal crônica é cada vez maior, os distúrbios do equilíbrio acido-base são as causas principais que leva o paciente renal crônico a sala de emergência. O objetivo desse trabalho foi verificar quais são os principais distúrbios do equilíbrio hidroeletrolíticos que justifiquem o atendimento do paciente renal crônico, na sala de emergência. Método utilizado revisão integrativa da literatura disponível em: Lilacs, Scielo, Bireme e dados das seguintes entidades: Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN). Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein. Ao utilizar os descritos: Lesão renal crônica, diálise renal, emergência e desequilíbrio hidroeletrolítico. Foram encontrados 23 artigos, procedeu-se a checagem dos títulos, resumos e autores com objetivo de separar as publicações repetidas, a seguir foram estudadas todas as publicações encontradas e selecionados 17 artigos inerente ao assunto abordado. Os resultados apontam que grande parte dos doentes renal crônico utilizam os serviços de emergência devido o desequilíbrio ácido base ou por outra patologia associada. Assim conclui-se que na evolução do processo assistencial de enfermagem, de modo analítico e adaptável os aspectos elementares para o atendimento do cliente na sala de emergência, considerando-se a atuação do o profissional enfermeiro que nem sempre serão visíveis, tangíeis ou mesuráveis, entretanto é necessário ressaltar que o profissional enfermeiro tenha além de embasamento cientifico é fundamental que ele desenvolva técnicas de abordagem que ultrapasse o formalismo no atendimento desses clientes.

Palavras-chave: Lesão renal crônica, Diálise Renal, Emergência e Desequilíbrio Hidroeletrolítico.

Introdução

A lesão renal crônica é a perda lenta progressiva e gradual das funções renais. Quando não identificada e tratada, pode levar à paralisação dos rins. A lesão renal é quando os rins são incapazes de remover os produtos de degradação metabólica do corpo ou de realizar as funções reguladoras. A doença renal crônicas (DRC), apresenta

Muitas complicações agudas e crônicas levando seus portadores a procurarem atendimentos em emergências.

Os rins são órgãos responsáveis pela filtragem de substâncias e nutrientes presentes no organismo. Os componentes necessários são absorvidos, enquanto os tóxicos são eliminados pela urina. Esse equilíbrio é fundamental para o controle da pressão arterial e para regular a concentração de cálcio e fósforo no sangue, contribuindo para a saúde dos ossos e para a manutenção dos glóbulos vermelhos que, em escasez, podem levar à anemia.

O desenvolvimento da diálise continua aumentando consideravelmente a expectativa de vida dos pacientes com doenças renal terminal. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), a prevalência da doença renal crônica no mundo é de 7.2% para indivíduos acima de 30 anos e 28% a 46% em indivíduos acima de 64 anos. No Brasil, a estimativa é que mais de dez milhões de pessoas tenham a doença. Desses, 90 mil estão em diálise (um processo de estímulo artificial da função dos rins, geralmente quando os órgãos tem 10% de funcionamento), número que cresceu mais de 100% nos últimos dez anos.

Os distúrbios do equilíbrio ácido básico ocorrem com grande frequência fazendo com que os doentes procuram atendimento de emergência, para poder reestabelecer e compensar essas alterações nos quais podemos citar como: a alcalose, acidose, distúrbios hidreletrolíticos, alteração do potássio. Normalmente os doentes que procuram o serviço de emergência são doentes que apresentam mais de uma alteração metabólica (BREITSAMETER, 2014).

A doença renal crônica está associada a duas doenças de alta incidência na população brasileira: hipertensão arterial e diabetes. Como o rim é um dos responsáveis pelo controle da pressão arterial, quando ele não funciona adequadamente há alteração nos níveis de pressão. A mudança dos níveis de pressão também sobrecarrega os rins. Portanto, a hipertensão pode ser a causa ou a consequência da disfunção renal, e seu controle é fundamental para a prevenção da doença. De acordo com a SBN, 35% dos pacientes que precisaram fazer diálise nos rins em 2011 tinham diagnóstico de hipertensão arterial. Nas fases iniciais da insuficiência renal, o diagnostico pode ser sugerido pela associação de manifestações inespecíficas (fadiga, anorexia, emagrecimento, prurido, náusea ou hemólise, hipertensão, poliúria, mictória, hematúria ou edema). Os principais sintomas são nictúria, poliúria, a ligúria, edema, hipertensão arterial, fraqueza, fadiga, anorexia, náuseas, vômitos, câimbras, prurido, palidez cutânea, xerose, miopia, proximal, dismenorreia, amenorreia, atrofia, testicular, impotência, déficit cognitivo, déficit de atenção, confusão, sonolência, obnubilação e coma (ALVES, 2012).

Alguns pacientes apresentam suscetibilidade aumentada para DRC e são considerados grupos de risco. São eles: 1. Hipertensos: A hipertensão arterial é comum na DRC,       podendo ocorrer em mais de 75% dos pacientes de qualquer idade; 2. Diabéticos: Os pacientes diabéticos apresentam risco aumentado para DRC e doença cardiovascular e devem ser monitorizados frequentemente para a ocorrência da lesão renal; 3. Idosos: A diminuição fisiológica da FG e, as lesões renais que ocorrem com a idade, secundárias a doenças crônicas comuns em pacientes de idade avançada, tornam os idosos susceptíveis a DRC; 4. Pacientes com doença cardiovascular (DCV): A DRC é considerada fator de risco para DCV e estudo recente demonstrou que a DCV se associa independentemente com diminuição da FG e com a ocorrência de DRC; 5. Familiares de pacientes portadores de DRC: Os familiares de pacientes portadores de DRC apresentam prevalência aumentada de hipertensão arterial, Diabetes mellitus, proteinúria e doença renal. (Bastos MG et al. 2010).

A história Clínica da lesão renal aguda é importante para estabelecer a causa subjacente (diminuição do volume extracelular, drogas, contrastes radiológicos, sepse), os fatores de risco (idade, disfunção renal prévia, co-morbidades) e a gravidade da LRA. Já a LRC que se baseia em alterações na taxa de filtração glomerular e/ou presença de lesão parenquimatosa mantidas por pelo menos três meses. O diagnóstico precoce e o encaminhamento imediato para o nefrologista são etapas essenciais no manuseio desses pacientes, pois possibilitam a educação pré-diálise e a implementação de medidas preventivas que retardam ou mesmo interrompem a progressão para os estágios mais avançados da DRC, assim como diminuem morbidade e mortalidade iniciais. (GENTILE. 2010).

A diabetes pode danificar os vasos sanguíneos dos rins, interferindo no funcionamento destes órgãos, que não conseguem filtrar o sangue corretamente. Mais de 25% das pessoas com diabetes tipo I. de 5 a 10% dos portadores de diabetes tipo II desenvolvem insuficiência renal. Já a anemia, definida como níveis de hemoglobina <13,0 g/dL no homem e <12,0 g/dL na mulher, é uma das complicações mais frequentes e precoces no curso da DRC. A anemia se associa com evolução adversa da DRC, incluindo hospitalização, doença cardiovascular, mortalidade e diminuição da qualidade de vida dos pacientes. (BASTOS, 2011).

A lesão renal aguda (LRA) é a redução aguda da função renal em horas ou dias. Refere-se principalmente, a diminuição do ritmo de filtração glomerular, porém ocorrem também disfunções no controle do equilíbrio eletrolíticos e acidobásico. A doença renal pode ser caracterizada de duas Maneiras: lesão renal aguda (LRA) ou doença renal crônica (DRC), aguda é caracterizada por rápida queda na taxa de filtração glomerular, um abrupto e continuo aumento de ureia e creatinina, resultando na impossibilidade dos rins em exercer suas funções básicas de excreção e manutenção (PACHECO, 2007).

Estudos Realizados por Bastos relata a triste observação que a chance de morte dos pacientes com lesão renal crônica supera a de iniciar o tratamento à medida que a DRC   progride, mesmo quando os pacientes recebem cuidados médicos padrão. O modelo de atendimento interdisciplinar, ao oferecer os cuidados necessários, de forma abrangente e organizada, parece ser a melhor forma de tratar a doença renal crônica.

Terapia Renal de Substituição (TRS) tem como objetivos a correção das anormalidades metabólicas decorrentes da disfunção renal, a regulação do equilíbrio e balanços influenciados pelos rins (acidobásico, eletrolítico, hídrico, volêmico e nutricional). Além disto, visa o manejo do líquido extracelular em pacientes com falência orgânica múltipla, a preservação e o auxílio na recuperação das disfunções orgânicas (H.A. E, 2016).

Desequilíbrios hidreletrolíticos são frequentemente observados em pacientes críticos, sendo comuns em pacientes de emergência. A apresentação clinica pode ser assintomática ou com graves sintomas como alteração do estado neurológico ou arritmias cardíacas. Cuidados especiais devem ser dados aos pacientes críticos como vitimas de trauma, grandes queimados, sépticos, portadores de insuficiência cardíaca ou renal, em quimioterapia e mesmo atletas de alto desempenho sintomáticos  (DUTRA, et al, 2012).

Esses distúrbios causam alterações na regulação dos líquidos corpórea é uma da ocorrência mais frequentes da prática médica e exigem especial cuidado, particularmente em situações de emergência, pois, dependendo de sua intensidade, podem representar risco de morte e sequelas ao paciente. É importante ressaltar que a manutenção do equilíbrio hidreletrolítico dentro da normalidade deve ser parte dos cuidados básicos de atenção a qualquer paciente independente da doença de base (RUDI, 2006).

Equilíbrio Hidroeletrolítico

O equilíbrio acidobásico está ligado ao equilíbrio de fluidos e eletrólitos, e normalmente é controlado e mantido por sistemas tampão imediatos através dos rins e do sistema pulmonar. A acidose respiratória e a alcalose são acompanhadas por retenção e perda compensatória de bicarbonato pelos rins, respectivamente; a acidose metabólica e a alcalose são acompanhadas por hiperventilação e hipoventilação compensatórias, respectivamente. Pode haver distúrbios metabólicos mistos (FAVA, 2008).

Os distúrbios de bioquímica sérica podem ser causados por fatores alimentares, afecções subjacentes e tratamentos médicos. Os desequilíbrios resultantes incluem acidose (potencial hidrogeniônico [pH] <7.35), alcalose (pH >7.45) e níveis altos ou baixos dos principais íons eletrólitos, incluindo sódio (Na), potássio (K), cálcio (Ca), magnésio (Mg), cloreto (Cl), hidrogenofosfato (HPO4) e bicarbonato (HCO3). Eles podem ser agudos ou crônicos, podem ocorrer com diversos graus de gravidade e podem não ser suficientemente combatidos pelos mecanismos regulatório-compensatórios do corpo (DUTRA et al, 2012).

Hiponatremia hipervolêmica: A preocupação e adequar o tratamento da doença de base (restringir liquido e excretar o excesso de água, por exemplo: diuréticos de alca e outras medidas de acordo com a doença de base, funções cardiovascular e renal e sintomatologia). Recentemente, utilizam-se os vaptans que são inibidores dos receptores V2 de vasopressina, capazes de promover diurese de água livre de eletrólitos aquareticos. (GHEORGHIADE, et al, 2007).

Hipernatremia e a concentração sérica de sódio > 145 mmol/L. Desenvolve-se a partir de um ganho de sódio ou pela perda de água livre, ou pela combinação desses fatores. Hipocalemia e a concentração de potássio sérico < 3,5 mEq/L, considerada uma anormalidade eletrolítica mais encontrada na pratica clinica. Ocorrendo, inclusive, em cerca de 50% de pacientes sobreviventes da RCP após fibrilacão ventricular. Já a hipercalemia é definida como K > 6,0, ocorrendo em cerca de 1,3% de pacientes internados, chegando a 10% quando K > 5,3. Índices altos parecem estar associados a mal prognostico e estudos recentes mostram que mesmo índices entre 4,5 e 5,5 tem pior desfecho clinico.

MATERIAIS E MÉTODOS

Método utilizado revisão integrativa da literatura disponível em: Lilacs, Scielo, Bireme e dados das seguintes entidades: Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN). Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein. Ao utilizar os descritos: Lesão renal crônica, diálise renal, emergência e desequilíbrio hidroeletrolítico. Foram encontrados 23 artigos, procedeu-se a checagem dos títulos, resumos e autores com objetivo de separar as publicações repetidas, a seguir foram estudadas todas as publicações encontradas e selecionados 17 artigos inerente ao assunto abordado. Foram descartados 6artigos por não atender os objetivos do estudo. Os textos foram selecionados para análise. Os dados serão armazenados em programa de computador Word 2013 e serão discutidos na abordagem qualitativa.

RESULTADOS E DISCUSSÕES

De acordo com o assunto abordado, ainda é deficiente o número de publicações referente ao tema em questão. As revistas onde foram encontrados os artigos estudados, com maior número de publicações foram as revistas: Acta Paulista e Revista Brasileira de Clínica Médica com quatro publicações cada, já as demais revistas: Anna Nery, revista Brasileira de Enfermagem, Revista de Medicina de Ribeirão Preto e Jornal Brasileiro de Nefrologia, foram encontrados apenas um artigo cada.

O controle das doenças primárias como diabetes e hipertensão devem ser tratadas de maneira adequada envolvendo o paciente de forma ampla, oferecer orientações adequada sobre a doença, tratamento e o autocuidado, é de responsabilidade de toda equipe multidisciplinar.

Dos principais distúrbios eletrolíticos encontrados em emergência são as alterações no potássio sérico, para o portador da doença renal crônica isso representa os riscos mais graves e potencialmente. A necessidade de se adaptar as novas rotinas impostas pelo tratamento exige dos pacientes maior atenção para o tratamento (LI, 2013).

Os eletrolitos tem um papel importante na manutenção Da homeostase do organismo. Ajudam a regular a função do miocárdio e neurológica, equilíbrio de hídrico, liberação de oxigênio nos tecidos, equilíbrio ácido-básico e muito mais.

O sódio é o cátion que existe em maior quantidade nos líquidos extracelulares e o mais importante. Os íons de sódio participam da manutenção do equilíbrio eletrolítico (EH), da transmissão dos impulsos nervosos e da contração muscular. Os distúrbios eletrolíticos mais graves envolvem anormalidades nos níveis  de sódio, potássio e/ou cálcio. Outros desequilíbrios de eletrólitos são menos comuns ou graves e ocorrem freqüentemente em conjunto com os anteriores.  A abuso crônico de laxante ou diarreia e vômitos severos podem levar a distúrbios eletrolíticos graves, em associação com a desidratação (distúrbio hidroeletrolítico). (GENTILE, et al, 2010).

O fósforo é um ânion principal no líquido intravascular, ele é necessário para o bom funcionamento neural e muscular, além de estar presente nas estruturas ósseas. O magnésio ocupa o segundo lugar, por ordem de importâncias, entre os cátions do LIC. Ele é indispensável para as atividades enzimáticas e neuroquímicas, assim como para a excitabilidade dos músculos. Seus níveis plasmáticos variam entre 1,5 e 2,5 mEq/l. (JBN, 2011).

Devido às alterações do equilibro eletrolítico em pacientes portador de doença renal crônica, ao prestar atendimento a esses pacientes na sala de emergência, as intervenções devem priorizar a monitorização dos sinais vitais, ofertar oxigênio se necessário, controle rigoroso de reposições volêmica e avaliação dos níveis de consciência (FAVA, et al 2008).

Acidótico a função renal pela excreção de H+ e eletrólitos influencia no estado ácido base do líquido extracelular (LEC), porém um período de horas é necessário para que esta influência seja significante. Um outro detalhe interessante da fisiologia do EAB são as evidências de que o organismo animal, na sua evolução, adquiriu mecanismos naturais de defesa contra a acidose mais eficiente do que os mecanismos contra a alcalose (ÉVORA, 2008).

Na lei da Isosmolaridade determina que a osmolaridade seja a mesma nos compartimentos líquidos do organismo, entre os quais água passa livremente. Seu valor normal é em tornos de 285mOsm/l, e, se o número de partículas dissolvidas aumenta em um compartimento, a água se mobilizará em direção a ele até que um novo equilíbrio da osmolaridade seja estabelecido.

Líquidos e eletrólitos devem ficar em equilíbrio para manter seu corpo saudável. Fluidos intracelulares referem-se aos localizados no interior de suas células, já os extracelulares referem-se a fluidos no exterior das mesmas. Os eletrólitos são compostos que se ionizam em água e que trabalham com os fluidos para manter a homeostase. Ou seja: quando um individuo está ficando desidratado, por exemplo, ele sente sede, fazendo com que ele beba água. A desidratação é uma causa primária de um desequilíbrio hidreletrolítico. Mas é apenas um sintoma da doença subjacente que causou o desequilíbrio. Seu plano de cuidados, depende da condição subjacente e da gravidade do desequilíbrio. O objetivo é regular e manter a homeostase, intervindo contra o desequilíbrio.

CONCLUSÃO

O presente estudo conclui-se que embora o número limitado de artigos encontrados, esta pesquisa tem a representatividade e relevância do assunto abordado, oferecendo contribuição para discussão e subsídios para o crescimento do profissional enfermeiro na administração quanto ao serviço da equipe de enfermagem, de modo analítico adaptam-se com êxito os aspectos elementares para o atendimento desses pacientes na sala de emergência.

Restaurando o equilíbrio, deve Restaurar a homeostase identificando com precisão a condição subjacente do desequilíbrio e intervenha com um plano de cuidados. Avaliar a condição do paciente, a capacidade de adaptar-se a processos de intervenção e pós-intervenção. Monitorizar os sinais vitais do paciente (pulsação, respiração e pressão sanguínea) e também a “entrada” e “saída” do mesmo. Entrada é qualquer coisa ingerida por via oral e a saída é a micção e defecação. Os sinais vitais devem ser monitorados a cada 15 minutos se o paciente estiver estabilizado, ou continuamente se ele estiver apresentando problemas que causem risco de vida, tais como hemorragia ou choque. A “entrada” e a “saída” deve ser registrada pelo menos uma vez por turno, dependendo da política ou diretivo médico. Manter a higiene bucal do paciente, especialmente se o paciente não pode ter nada na boca ou se a ingestão oral é restrita. Alterações nas membranas mucosas podem ser desconfortáveis. Monitorar os fluidos intravenosos. Os IVs devem ser monitorizados para avaliar a perfusão dos fluidos para dentro do tecido.

Verificamos que há um equilíbrio entre as dimensões: atender e saber atender esses pacientes renal com distúrbios hidroeletrolíticos em situação de emergência. Considerando a atuação da equipe de enfermagem, sabemos que a atuação do enfermeiro nem sempre serão visíveis, palpáveis ou mensuráveis. Os distúrbios hidroeletrolíticos constituem-se em eventos extremamente comuns na prática médica,

Principalmente em situações de emergência, quando, dependendo da magnitude, podem representar risco de vida ou de sequelas para o paciente. A desidratação, independentemente da etiologia, tem sua importância definida pela intensidade das perdas líquidas O conhecimento dos diversos mecanismos envolvidos no metabolismo da água e dos eletrólitos é fundamental para a correta compreensão, diagnóstico e abordagem dos distúrbios hidroeletrolíticos na sala de emergência.

REFERÊNCIAS

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[1] Mestrando em Ciências da Educação pela Universidad Politécnica y Artística Del Paraguay. Especialista em Urgência e Emergência com ênfase em APH, pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Especialista em Docência do Ensino Médio, Técnico e Superior pela Faculdade Associada Brasil. Bacharel em Enfermagem pela Universidade Paulista- UNIP. Licenciado em Biologia pelo Centro Universitário Claretiano. Atualmente é Palestrante, professor dos cursos da Pós-Graduação da Faculdade Associada Brasil nas áreas de Educação e Saúde, professor técnico/pedagógico da Escola G12 Educacional CEENPRO

Mestrado em andamento em Ciências da Educação pela Universidad Politécnica y Artística Del Paraguay. Na linha de pesquisa Práticas e Educação. Especialização em Enfermagem em Urgência e Emergência com ênfase em APH Atendimento Pré- Hospitalar, pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo-FCMSCSP (2014). Pós-Graduação Lato-Sensu em Docência do Ensino Médio, Técnico e Superior da área da Saúde, pela Faculdade Associada Brasil -FAB (2013). Licenciatura em Biologia R2 pelo Centro Universitário Claretiano- São Paulo (2016). Graduação Bacharel em Enfermagem pela Universidade Paulista - UNIP. São Paulo (2012). Enfermeiro Emergencista. Tem experiência nas áreas; Educacional e Enfermagem. Fundamentado nos princípios do Direito, Justiça e Ética com ênfase em Enfermagem Centro Cirúrgico (C.C), Recuperação Pós Anestésica (RPA), Clínica Médica-Cirúrgica (neurocirurgia/ ortopedia), Pronto Socorro Adulto; Enfermeiro Intervensionista do Suporte Básico e Avançado de Vida. Atualmente é Professor dos cursos de Pós-Graduação Lato-Sensu em Enfermagem e Educação pela Faculdade Associada Brasil -(FAB). Atuando nos seguintes temas: Urgências e Emergências clínicas e traumáticas; Metodologia de Pesquisa Científica. Atua como Professor/técnico pedagógico dos cursos livres da Escola Técnica G12/CEENPRO; supervisor de estágio do curso Técnico em Enfermagem pela Escola de Enfermagem São Bernardo.

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