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O Uso do Hibisco (Sabdariffa L.) na Prevenção do Envelhecimento Cutâneo

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O Uso do Hibisco (Sabdariffa L.) na Prevenção do Envelhecimento Cutâneo
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VASCONCELOS, Thays Cristina de [1], GUIDOTTI, Ana Carolina Facanali [2], BOMFIM, Fernando Russo da Costa [3]

VASCONCELOS, Thays Cristina de; et.al. O Uso do Hibisco (Sabdariffa L.) na Prevenção do Envelhecimento Cutâneo. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 3, Ed. 1, Vol. 2, pp. 05-20, Janeiro 2018. ISSN: 2448-0959

RESUMO

A pele é o maior órgão do corpo humano e a que mais reflete os efeitos cronológicos e ambientais. Atualmente uma das maiores preocupações estéticas é o envelhecimento cutâneo, que é um processo progressivo, que causa deterioração morfológica e funcional da pele. Existem diversos tratamentos que visam amenizar e tratar os sinais deste processo, assim como alguns alimentos e plantas; São exemplos desses alimentos o chá verde, chá de oliveira, a cavalinha, canela, hibisco e alguns alimentos como o alho e azeite de oliva. O Hibiscus Sabdariffa L.,é uma planta originária da África tropical, sendo seus benefícios para a saúde inúmeros, como controle da pressão arterial, ação diurética, controle do colesterol, além de ser uma bebida rica em substancias antioxidantes como ácidos orgânicos e flavonoides, que combatem os radicais livres, principais responsáveis pelo envelhecimento cutâneo. Os radicais livres são átomos ou moléculas que agem transferindo elétrons em diversas reações químicas, quando gerados em excesso podem causar diversos danos as células. Os antioxidantes são responsáveis por neutralizar os efeitos dos radicais livres, assim como impedi-los de serem produzidos. O objetivo deste trabalho é através de uma revisão de literatura demonstrar como o uso do Hibiscus Sabdariffa L. pode atuar na prevenção do envelhecimento cutâneo. Como metodologia para esta revisão integrativa da literatura serão utilizados artigos científicos de bases indexadas como Scielo, PubMed, Google acadêmico e Lilacs com os seguintes termos segundo o DeCS: Hibiscus Sabdariffa L., estresse oxidativo, radicais livres, antioxidantes e fitoterápicos. Esta revisão evidenciou que o uso de chás ou alimentos, como o Hibiscus, que contenham antioxidantes, ajudam a atenuar os sintomas e prevenir o envelhecimento cutâneo.

Palavras-Chave: Hibiscus Sabdariffa L., Radicais Livres, Antioxidante.

INTRODUÇÃO

A pele é o manto de revestimento do organismo, a mesma interliga o corpo ao ambiente. Considerada o maior órgão do corpo humano, possui três divisões, a epiderme, derme e hipoderme, é responsável ainda por algumas funções como defesa imunológica, proteção contra danos oxidativos, controle da temperatura corpórea. A pele atua como uma barreira física, protegendo contra agressões externas, evitando assim a perda de água e proteínas para o meio externo, além da produção de vitamina D3, atua como órgão sensorial. Por ser o órgão mais externo, é o que mais reflete os efeitos cronológicos da passagem do tempo (BAGATIN, 2009).

O envelhecimento cutâneo causa uma modificação do material genético por enzimas e proteínas, e a produção celular decresce gradativamente. Com isso além da perda de elasticidade, a replicação celular do tecido cutâneo torna-se menos eficiente, ou seja, a velocidade com que o DNA se duplica diminui, acarretando no aparecimento dos sinais de envelhecimento (BAGATIN,2009).

A principal causa externa do envelhecimento cutâneo é a exposição crônica aos raios solares, devido ao seu efeito cumulativo, resultando em queimaduras solares, imunossupressão, ou seja, perda da capacidade imunológica da célula, carcinogênese que é o tipo mais agressivo de neoplasias cutâneas, e o foto envelhecimento, que é a principal forma de dano à pele causadas por exposição solar, ocorrendo em maior proporção do que o câncer de pele. O foto envelhecimento cutâneo é caracterizado por alterações na textura, aumento de radicais livres, perda na elasticidade e despigmentação da pele (CAYE et al,2008).

A busca constante pela aparência, como forma de posicionamento frente as relações interpessoais, vem aumentando a cada dia. O envelhecimento é caracterizado como um processo progressivo e dinâmico, no qual há modificações morfológicas, funcionais e bioquímicas das células e a busca para reverter ou amenizar os sinais deste processo tornou-se comum, uma vez que afeta além da função cutânea a auto estima do indivíduo (CAYE et al, 2008).

Diversos tratamentos estéticos visam amenizar os sinais deste envelhecimento, os peelings químicos com ácidos glicólicos, retinoico e mandélicos, a fototerapia na qual utiliza a luz intensa pulsada (LIP) e o diodo emissor de luz (LED) e o laser para tratamento de rugas e hipercromias, a radiofrequência, que através de ondas eletromagnéticas emitida pelo aparelho, causam aquecimento da derme e estimulação das fibras de colágeno. Assim como a ingestão de alguns alimentos naturais que contêm antioxidantes, são eles: o chá verde, o chá de cavalinha, laranja, cebola roxa, melão, e o chá de hibisco. Os antioxidantes são moléculas de cargas positivas que se combinam com os radicais livres, de carga negativa, tornando-os assim inofensivos para as células (SANPEI, 2016).

Uma bebida que contém em sua composição substancias antioxidantes é o chá de hibisco. Uma planta pertencente à família botânica Malvaceae, o Hibiscus sabdariffa L., nativo dos continentes asiático e africano, mas que se adaptou as condições climáticas brasileiras, sendo cultivadas em jardins residenciais e nas diversas regiões do pais. Conhecida popularmente no Brasil como “vinagreira”, possui na sua composição flavonoides e ácidos orgânicos, que contribuem ativamente para a saúde e atuam de forma positiva no envelhecimento cutâneo (MUKHTAR, 2007).

Tratando-se de um poderoso antioxidante, o extrato aquoso obtido pela infusão das flores do hibisco, na forma de chá, possui em sua composição compostos fenólicos, como as antocianinas que são pigmentos vegetais, responsáveis por dar variedades de cores as plantas e frutos. São responsáveis nas flores por proteger contra a luz UV, agindo como um filtro e melhorando o processo da fotossíntese e de extrema importância na dieta humana, uma vez que atua na prevenção de doenças cardíacas, neoplasias, doenças neurodegenerativas e combate aos radicais livres, grande responsável pelo envelhecimento cutâneo (CASTENÃDE, 2009).

O presente estudo teve por objetivo levantar relatos bibliográficos acerca do uso do Hibisco sabdariffa L. e seus benefícios para a saúde, assim como as suas propriedades antioxidantes na prevenção do envelhecimento cutâneo. Foram utilizados dados levantados em artigos e bibliotecas virtuais em bases indexadas como Scielo, PubMed, LILACs, datados a partir de 2005, para a realização do estudo.

REVISÃO DE LITERATURA

À medida que a expectativa de vida aumenta, e a geração nascida após a segunda guerra mundial começou a atingir a meia idade, houve um aumento no interesse pelo retardamento do envelhecimento cutâneo. Evidenciado pelo aumento tecnológico, descoberta de ativos e cosmecêuticos capazes de amenizar os efeitos causados pelo envelhecimento (BAUMANN, 2004).

O envelhecimento está diretamente ligado a dificuldade de definir a idade biológica, caracterizado como um processo progressivo e dinâmico, no qual há modificações funcionais, morfológicas, psicológicas e bioquímicas que determinam a perda na capacidade do indivíduo frente a situações de defesa e sobrecarga do organismo. São modificações inevitáveis e irreversíveis (NASCIMENTO, 2009).

Segundo Jacob (2009) o envelhecimento cutâneo é caracterizado como uma redução da capacidade homeostática frente as situações que sobrecarregam o organismo. A pele é a que mais reflete os efeitos cronológicos da passagem do tempo, comportando-se de maneira diferente em cada uma de suas camadas.

Por ser um órgão externo, a pele é a que mais aparenta os sinais do envelhecimento. Suas camadas são responsáveis pela manutenção da sua integridade, a epiderme camada mais externa, constituída por células epiteliais unidas, onde são encontrados os queratinócitos e os melanócitos. A derme camada mais profunda, e constituída por tecido conjuntivo irregular, fibras de colágeno e elastina, capilares, vasos linfáticos e nervos (SABATOVICH, 2009).

A principal causa externa do envelhecimento cutâneo é a exposição solar crônica, evidenciada principalmente nas áreas mais expostas da face, pescoço e mãos, devido ao efeito repetitivo da ação dos raios ultravioletas, que causam atrofia da derme e alterações distintas nas fibras de colágeno e elastina (SABATOVICH, 2009).

Esta exposição crônica aos raios solares, resulta em um envelhecimento precoce da pele, caracterizado pelo aparecimento de rugas finas e grosseiras, alterações em textura, perda de elasticidade e despigmentação, sendo a maioria desses sinais caracterizados por alterações dérmicas. A genética e o estilo de vida alteram as funções fisiológicas da pele, o consumo exagerado de açúcar, tabagismo, falta do consumo de água, privação de sono, dentre outros, podem também acelerar este processo (SANPEI, 2016).

A pele assim como outros órgãos do organismo envelhece com o passar dos anos. O envelhecimento cutâneo pode ser definido como intrínseco ou extrínseco. O envelhecimento intrínseco (cronológico, genético ou biológico) ocorre tanto em peles expostas como nas não expostas ao sol. E inevitável e progressivo, e influenciado por fatores cronológicos, fototipos de pele, genética, fatores imunitários e vasculares e funcionamento endócrino (SANPEI, 2016).

O envelhecimento extrínseco, principalmente pelo foto envelhecimento, está associado a exposição solar, hábitos alimentares, uso incorreto de medicamentos e cosméticos, stress, conduzindo um agravamento acentuado do envelhecimento. A pele foto danificada torna-se mais fina, seca e há um aumento nas rugas, aumento de hipercromias, a pele perde firmeza, assim como suas propriedades mecânicas (RUIVO,2014).

O foto envelhecimento ocorre devido ao efeito crônico a exposição continua da radiação ultravioleta, adquirido principalmente pela intervenção da radiação UVA, que por possuir um maior comprimento de onda, penetra mais profundamente na pele. Devido a este maior comprimento de onda, a radiação UVA atinge a derme, provocando a destruição das fibras de colágeno, perda de elasticidade, podendo assim comprometer o material genético. A radiação UVB e caracterizada por um menor comprimento de onda, atingindo as camadas mais superficiais da pele, possui uma grande quantidade de energia, causando, danos diretos ao DNA e a longo prazo neoplasias cutâneas (NORONHA, 2014).

Os principais sinais do envelhecimento cutâneo são as rugas, pele desidratada, aumento de hipercromias e a pele perde sua luminosidade. Há um declínio das funções do tecido conjuntivo, ocorre uma diminuição na síntese de colágeno, tornando as fibras elásticas menos flexíveis e deformadas (ANDRADE, 2008).

Os responsáveis pela produção de colágeno e elastina são os fibroblastos, células com prolongamentos citoplasmáticos, responsáveis pela produção de fibras elásticas, reticulina e substância fundamental da derme. Produzem enzimas capazes de degradar fibras, são elas: colagenase e elastase. Na pele envelhecida, são geralmente menos ativos e menores, e na pele foto envelhecida, encontram-se hipertrofiados. Com a diminuição dessas proteínas ocorre os primeiros sintomas do envelhecimento cutâneo que são: rugas, pele desidratada, aumento no número de hipercromias, aumento da fragilidade, perda de brilho e comprometimento da capacidade de regeneração dos tecidos (PARRINHA,2014).

Com a diminuição das fibras de colágeno e glicoaminoglicanos (GAGs) que são componentes do tecido conjuntivo, cuja principal função orgânica e reter agua dos tecidos e desta maneira mantê-los úmidos; são gerados espaços significativos entre as fibras de colágeno e elastina, o que acarreta perda de água e eletrólitos e, consequentemente aumento da desidratação cutânea (RUIVO, 2014).

O colágeno e encontrado no tecido conjuntivo e em algumas partes do corpo: tendões, cartilagens, ossos, pele, músculos e veias. Há diversos tipos de colágeno, mas os que se relacionam com a pele e encontrados em maiores quantidades, são do tipo I e II. O colágeno sofre diretamente com o envelhecimento cutâneo, uma vez que há perda da elasticidade por ele conferida e, o corpo perde 1% desta proteína por ano (GONCALVEZ, 2015).

Composta por três camadas polipeptídicas, conhecidas como cadeias alfas, estas combinam-se para formar oito tipos diferentes de colágeno, assumindo a configuração de uma hélice. Dos oito tipos de colágenos formados o tipo I e a forma mais abundante encontrada na pele adulta (60 a 80%), seguido do tipo III (15 a 20 %). Na pele envelhecida as fibras de colágeno apresentam-se menos densas e mais espessas, ocorre também uma mudança na coloração histoquímica, sendo estas alterações aceleradas pela exposição solar (PEREIRA et. al.,2005).

Segundo Goldfeder (2005) o colágeno fica mais estável com a idade e à medida que a pele envelhece, ocorre um acumulo de ligações covalentes entre as moléculas de colágeno alfa e as moléculas de colágeno das fibrilas, acarretando um aumento na rigidez tissular e perda de elasticidade do tecido conjuntivo.

A elastina é uma proteína que confere elasticidade e suavidade a pele, ao passo que na pele envelhecida encontra-se indissolúvel e dividia. O colágeno e a elastina conferem propriedades visco elásticas a pele e, conforme são degradas, necessitam serem renovadas. Responsáveis por esta renovação, são as metaloproteinases da matriz (MMPs), que são enzimas católicas responsáveis por catabolizar as regiões da matriz extracelular que precisam ser reparadas. Para que ocorram a substituição das fibras de colágeno e elastina, elas as destroem de uma forma natural (RUIVO, 2014).

Estas metaloproteinases (MMP) de matriz estão relacionadas com a remodelação da matriz extracelular (MEC) e na cicatrização de feridas. Nos tecidos, catabolizam regiões da matriz extracelular que precisam ser catabolizadas, contudo, quando atuam de forma desorganizada, contribuem significantemente para o envelhecimento cutâneo. As mais conhecidas por atuarem no processo de envelhecimento são: MMP-1 ou colagenase, responsáveis por degradar fibras de colágeno em feixe e individuais, MMP-3 estromesilina que assim como a primeira degrada fibras de colágeno e as MMP-12 as metaloproteinase de matriz que degradam feixes individuais de colágeno (ALVES et. al.,2016).

Em condições normais as MMPs são controladas por inibidores tissulares específicos dessas enzimas (TIMPs). Quando a radiação ultravioleta entra em contato com a pele, provoca um aumento na produção de MMPs, estas ficam em maiores quantidades do que seus inibidores específicos, gerando um grande desequilíbrio entre elas, provocando uma enorme degradação da matriz extracelular. Como as MMPs não conseguem reparam a matriz extracelular, ocorre o acumulo de fragmentos de colágeno e elastina na derme, ocorre danos a sua estrutura, tornando o principal fator contribuinte para o envelhecimento cutâneo (ALVES et. al., 2016).

Na pele envelhecida encontra-se uma epiderme fina e atrófica, assim como uma diminuição no número de células por camada e aumento da permeabilidade. Ao nível da derme, ocorre uma diminuição na produção de colágeno e elastina, assim como glicoproteínas e proteoglicanos. Essas alterações levam a diminuição da atividade ganglionar e há uma diminuição das trocas metabólicas, acarretando uma pene fina, enrugada e seca (COSTA, 2012).

Algumas teorias tentam explicar a origem do envelhecimento cutâneo, porem a mais aceita cientificamente e a do envelhecimento causado pelos radicais livres (RL), sendo o envelhecimento programado, começando a nível celular. As células possuem capacidade finita de reprodução, momento em que a células entram em senescência (HARRIS, 2009).

Os radicais livres conhecidos também por espécies reativas de oxigênio (EROs), são moléculas liberadas pelo metabolismo, altamente instáveis por possuírem um ou mais elétrons não pareados na última camada eletrônica, ou seja, falta em sua estrutura química um elétron, sendo assim, tendem a acoplar-se a outras moléculas próximas a ele, afim de obter este elétron ausente, para tornarem-se estáveis (VASCONCELOS, et al.,2014).

Os RL podem gerados nas mitocôndrias, citoplasma ou na membrana celular, e não possuem alvos celulares específicos, contudo, os alvos mais atingidos por eles são: DNA, carboidratos, lipídeos e proteínas, devido ao sitio de formação. O oxigênio destaca-se dentre as formas mais conhecidas de espécies reativas, por possuir uma baixa quantidade de oxidação. Outra molécula que pode ser formada é o radical hidroxila (OH), mais reativo e o que mais causa lesões nas moléculas celulares, e o peróxido de hidrogênio, contudo, este não pode ser considerado um radical livres verdadeiro, mas consegue atravessar as membranas celulares por meio de reações enzimáticas e causar danos irreversíveis no ácido desoxirribonucleico (DNA) (VASCONCELOS, et al., 2014).

Os RL, quando produzidos em pequenas quantidades em nosso corpo não são prejudiciais, isso ocorre nos processos fisiológicos de fagocitose, controle do crescimento celular, na produção de energia ATP e na síntese de compostos biológicos. Entretanto, existem os EROs gerados a partir do meio externo, exposição solar elevada, excesso de exercícios físicos, tabagismo, consumo exagerado de alimentos ricos em açúcares refinados e frituras, que podem gerar danos irreversíveis as células, como o envelhecimento precoce, neoplasias e doenças neurodegenerativas (VASCONCELOS, et al., 2014).

Quando produzidos em excesso, os radicais livres geram estresse Oxidativo que ocorre quando há um desequilíbrio entre a produção de radicais livres e as enzimas antioxidantes, moléculas capazes de diminuir ou bloquear a oxidação celular provocada por eles, impedindo não só o aparecimento de algumas doenças mais o envelhecimento cutâneo precoce (ZIMMERMANN e KIRSTEN, 2008).

A produção continua de radicais livres, durante os processos metabólicos levou o organismo a desenvolver mecanismos de defesa para impedir os efeitos danosos por eles causados. Os antioxidantes são substâncias que inibem ou atrasam as taxas de oxidação provocadas pelos radicais livres, contribuindo na proteção celular, e retardamento do envelhecimento cutâneo (JASKI; LOTÉRIO; SILVA, 2014).

Os antioxidantes são moléculas de cargas positivas, capazes de doar um elétron ao radical hidrogênio, inibindo assim a atuação dos radicais livres. Constituídos por ácidos graxos poli insaturados de cadeia longa, enzimas e substâncias hidrossolúveis, que derivam principalmente da dieta. Atuam de maneiras distintas para melhor proteção do organismo, impedindo a formação dos radicais livres, impedem o ataque aos lipídios, os aminoácidos das proteínas, a dupla ligação dos ácidos graxos poli insaturados e o DNA (MACHADO et al.,2010).

Encontramos antioxidantes de origem endógena ou exógena, entre eles destacam-se: a catalase, ácido úrico e o superóxido dismutase (SOD), ambos são de origem endógena produzidos pelo organismo na tentativa de manter-se protegidos contra os danos causados pela ação dos radicais livres; todavia, quando há um excesso na exposição aos raios ultravioletas, ou desequilíbrios gerados por patologias, ambos geram estresse oxidativo nas células sendo necessário a ingestão de antioxidantes exógenos, para aumentar a proteção celular (MACHADO et al., 2010)

A busca por uma pele mais sadia e com menos sinais de envelhecimento, tem feito os antioxidantes serem um dos principais princípios ativos de em formulações cosméticas, para combater os danos causados pelos radicais livres. Encontram-se nessas formulações, extratos vegetais ricos em compostos fenólicos e vitaminas, ambos com eficácia comprovada (COLEPICOLO; GUARATINI; MEDEITOS,2007).

Os cosméticos possuem compostos antioxidantes para proteger a pele das radiações UVA e UVB, uma vez que evitam danos ao DNA e fibroblastos, impedindo a ação dos radicais livres. As radiações ao entrarem em contato com a pele, causam diversas degradações celulares, o que gera um estresse oxidativo e consequentemente aumento na produção de radicais livres. De imediato causa eritema, e ao longo prazo causam além de neoplasias cutâneas, o envelhecimento precoce (COLEPICOLO; GUARATINI; MEDEITOS,2007).

Segundo Gilchrest e Krutmann (2007) a procura pelo rejuvenescimento cutâneo, cresce constantemente, tanto por parte de mulheres quanto dos homens, com isso, o mercado de cosméticos tem inovado na busca de novos ativos, novas tecnologias e produtos que atuam de maneira positiva no envelhecimento. Assim, os tratamentos mais procurados são aqueles que apresentam baixo risco, e resultados em um curto espaço de tempo. Estes incluem: luz intensa pulsada (LIP), diodo emissor de luz (LED) ambos provocam o espessamento da camada de fibras colágenas, melhorando a flacidez cutânea, a radiofrequência, que atua na derme gerando calor e promovendo a contração das fibras de colágeno e elastina estimulado sua produção; Além de peelings químicos com ácido glicólico, ácido mandélico, ácido retinoico, entre outros, ajudam na renovação da pele, através de um procedimento não invasivo.

A busca pelo rejuvenescimento cutâneo, não se aplica somente a cosméticos e tratamentos estéticos, alguns alimentos antioxidantes estão entre os tratamentos preventivos mais utilizados atualmente. São considerados alimentos funcionais, por possuírem propriedades benéficas para manutenção da saúde, reduzindo o risco de inúmeras doenças. São compostos por combinações químicas complexos, que ao entrarem na célula pelo processo de nutrição, alteram sua composição, ditando assim sua atividade (SCHNEIDER, 2009).

Segundo Schneider (2009), diversos estudos apontam uma grande atividade antioxidante presente em frutas, grãos, legumes, óleos e verduras; sendo esses capazes de atuar positivamente no envelhecimento cutâneo. Todavia, o preparo correto dos alimentos, são indispensáveis para que o efeito antioxidante seja obtido de maneira correta.

De acordo com Ribeiro (2017) os principais antioxidantes obtidos através da dieta são: carotenoides, flavonoides, beta caroteno e as vitaminas A, C e E que são considerados antioxidantes de grande capacidade redutora, sendo assim capazes de sequestrar os radicais livres com grande eficiência.  Para a manutenção da saúde é necessária uma alimentação equilibrada, rica em antioxidantes, uma vez que esses inibem a ação dos radicais livres. Os principais alimentos antioxidantes que atuam de maneira positiva no processo de envelhecimento cutâneo são: açafrão, azeite de oliva, chá de cavalinha, chá verde, chá de hibisco, linhaça, frutas cítricas e frutas vermelhas.

Uma bebida rica em substâncias antioxidantes é o chá das folhas do hibisco. Uma importante planta medicinal, originário da Índia, Sudão e Malásia, sendo posteriormente levado para o Sudeste asiático e América central, contudo cultivado e consumido em mais de 160 países devido a suas propriedades, seu sabor e aroma. No Brasil foi trazida através do tráfico de escravos, adaptando-se bem ao clima do país (RIBEIRO, 2017).

Pertencente à família das Malváceas, o Hibiscus (sabdariffa L.), conhecido popularmente no Brasil como vinagreira, é uma planta herbácea anual de clima seco, e possui propriedades diuréticas, anti-hipertensivas e antioxidantes. O extrato do chá de hibisco, possui flavonoides sendo o grupo das antocianinas as mais importantes, devido a contribuição positiva no envelhecimento cutâneo (NUNES et al.,2014).

O chá obtido a partir do cálice do hibisco contém polissacarídeos em boas quantidades, açúcares redutores, como a glicose e a frutose, além de possuir vitamina A vitamina C, ácido cítrico, hibisco, málico, ser rico em magnésio, riboflavina, ferro, além de uma quantidade significativa de fibras alimentares (VIZZOTTO, PEREIRA, 2008).

As flores do Hibisco podem ser consumidas por meio de chás, devidamente preparadas por infusão; suas sementes podem ser trituras e utilizadas como fonte considerável de proteínas, e se torradas, atuam como substitutas do café, contudo, o hibisco não possui cafeína em sua composição (MACIEL et al., 2012).

Dentre as substâncias encontradas no chá do cálice do hibisco, encontramos algumas substâncias com altos níveis antioxidantes, como os flavonoides, que são substâncias de extrema importância para o nosso organismo. Os flavonoides são conhecidos por serem pigmentos naturais, de grande importância nas plantas, uma vez que protegem estes organismos contra agentes antioxidantes. Considerados um dos maiores grupos de metabólitos secundários das plantas, não são sintetizados pelo organismo, sendo assim, ingeridos através da dieta e encontrados em frutas, folhas, chás e vinhos (ROSA, 2013).

O consumo de antioxidantes naturais, presentes na maioria das plantas, como os compostos fenólicos, por exemplo, inibem a formação de radicais livres, diminuindo assim a formação de doenças relacionadas ao estresse oxidativo. As ações antioxidantes das plantas dependem dos fitos constituintes e das estruturas químicas nelas presentes (RAMOS, et al., 2011).

O chá do cálice do Hibisco, por possuir propriedades terapêuticas, está sendo muito consumido pela população em geral. Seus constituintes químicos são benéficos a saúde, tornando-se uma terapia alternativa natural. Na forma de chá possui finalidades terapêuticas, ação diurética, controle da hipertensão arterial, combate ao estresse; e por possuir grandes quantidades de compostos antioxidantes, atuam de maneira positiva no envelhecimento cutâneo (MONROY-ORTIZ e CASTILLO-ESPANNA, 2007).

As substâncias ativas mais estudadas atualmente são os flavonoides, que constituem os mais importantes grupos fenólicos, sendo divididos em subgrupos: antocianinas, flavonas, isoflavonoides, flavanas e flavonóis. Por estarem presentes diariamente nas dietas, são considerados por muitos especialistas da área da saúde, como protetores naturais do organismo (RAMOS, et al., 2011)

A atividade antioxidante presente nos flavonoides, depende de suas estruturas químicas, que se encontram conjugadas em anel β, presentes em grupos hidroxilas, um fator antioxidante de extrema importância. Possuem propriedades oxiredutoras, capacidade de quelar metais de transição, interagir com membranas e possuir elevada solubilidade, sendo essas características capazes de neutralizar e absorver os radicais livres de moléculas oxidantes distintas (MACHADO et al., 2008).

Segundo Volp et al. (2008) diversos testes realizados em laboratório, demonstram que os flavonoides atuam como antioxidantes, evitando a formação dos radicais livres, seja por inibição de enzimas ou por a complexação de íons metálicos envolvidos na formação dos mesmos. Atuam inibindo a atividade de enzimas responsáveis pela produção do aníon superóxido, além de impedirem a forção de outras enzimas que geram espécies oxigenadas ativas.

Dentre o grupo dos flavonoides, encontramos em grande quantidade nas flores do Hibisco as antocianinas, que assim como os flavonoides, são pigmentos naturais, atuando como filtros naturais, regulando a fotossíntese. Possuem um elevado poder antioxidante, além de prevenir ou retardar doenças cardiovasculares e neurodegenerativas (CASTAÑEDA e CÁCERES, 2014).

Segundo Kuskoski et al. (2004) através de um estudo prático realizado com pigmentos antociânicos em temperatura ambiente, constatou-se a elevada atividade antioxidante presente nesses pigmentos, e que estes possuem também propriedades terapêuticas, comprovados cientificamente seus efeitos anticarcinogênicos, antioxidante e antiviral.

Um estudo realizado por Vizzoto et al (2009) através da quantificação de compostos fenólicos totais, selecionou cálices do Hibisco sabdariffa L. e comprovou que o teor de compostos fenólicos quando comparados a outras hortaliças, podem ser considerados elevados; assim como a atividade antioxidante do hibisco, indicando ser um produto de elevada qualidade para o consumo humano.

Outro estudo realizado por Maciel (2011), através de extratos alcoólicos os componentes vegetais do hibisco foram analisados separadamente, constatando uma elevada atividade antioxidante e antimicrobiana, e que esta última é diretamente proporcional ao teor de antocianinas presentes.

De acordo com Nunes et al (2014) em um estudo realizado com uma amostra comercial da flor do chá de hibisco seco, preparado por meio de infusão, constatou-se que o chá, possui elevados valores de compostos fenólicos, e que a capacidade antioxidante do mesmo é interessante para o consumo humano, quando comparadas com outros tipos de chás e frutos ricos nesses compostos.

Outro composto de elevada atividade antioxidante presente no chá de hibisco é a vitamina C. Molécula hidrossolúvel, conhecida como ácido ascórbico, sendo constantemente estudada devido ao seu elevado poder antioxidante, capaz de auxiliar no retardamento do envelhecimento cutâneo, especialmente o extrínseco. Por ser estável e solúvel em água, é capaz de combater os radicais livres encontrados no meio aquoso, tornando-se um importante antioxidante (PEREIRA; VIDAL; CONSTANT, 2009).

Para tanto, o sucesso do Hibisco, está na elevada quantidade de flavonoides presentes na sua composição, destacando -se pelo seu poder antioxidante, capaz de neutralizar os radicais livres, que causam o envelhecimento cutâneo precoce. Seus estratos em cosméticos possuem finalidades anti-inflamatórias, hidratantes e antioxidantes, tornando-se comum em cosméticos anti aging, cuja finalidade é combater o envelhecimento cutâneo ou amenizar os efeitos por ele causados (DOS ANJOS et al,2017).

De acordo com Dos Anjos et al (2017), com o intuito de retardar o envelhecimento cutâneo, a administração de alimentos que contenham antioxidantes deve ser realizada desde cedo.  O chá das flores do hibisco, apresentam em sua composição diversas substâncias capazes de combater os radicais livres, amenizando assim os danos por eles causados, todavia, a preparação correta do chá é indispensável para se obter os resultados desejados.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Conforme pesquisas realizadas para a elaboração do presente estudo, o uso do hibisco, é um tratamento promissor no combate ao envelhecimento cutâneo, uma vez que possui quantidades significativas de flavonoides, antocianinas e vitamina C em sua composição, ambos com elevado poder antioxidante. Capazes de combater os radicais livres e amenizar os efeitos por eles causado, sendo este o principal causador do envelhecimento cutâneo.  Este estudo sugere ainda, que novas pesquisas sejam realizadas para que possa se obter maiores fundamentações quanto ao assunto.

REFERÊNCIAS

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[1] Fundação Hermínio Ometto; Discente do Curso de Estética

[2] Fundação Hermínio Ometto; Discente do Curso de Estética

[3] Fundação Hermínio Ometto; Docente dos Cursos de Estética e Biomedicina; Laboratório de Biologia Molecular

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