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Enfermeiro intensivista: gestor e assistencialista

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CONTEÚDO

BORGES, Taise Pires [1], BRASILEIRO, Marislei Espíndula [2]

BORGES, Taise Pires, BRASILEIRO, Marislei Espíndula. Enfermeiro intensivista: gestor e assistencialista. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 03, Ed. 08, Vol. 08, pp. 160-170 , Agosto de 2018. ISSN:2448-0959

RESUMO

O objetivo deste estudo foi analisar nas publicações científicas nacionais as práticas assistenciais e gestoras dentro da enfermagem intensivista, corroborando a ideia de que é inevitável realizar uma intervenção sem a participação da outra. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, no qual foram pesquisados artigos publicados entre 2009 e 2017. As informações foram obtidas através da busca em bases de dados virtuais em saúde da BVS, SCIELO, MEDLINE, LILACS. As ferramentas utilizadas foram artigos, trabalhos e livros, revistas eletrônicas, site eletrônico de artigos e revistas publicadas.

Palavras chaves: enfermagem, UTI, gestão, gerência, assistência, cuidado.

INTRODUÇÃO

As organizações hospitalares têm se destacado pela assistência a pacientes em situações cada vez mais críticas, que necessitam de respostas individuais, complexas e intensas, atendendo às suas necessidades principais, com ênfase à monitorização constante dos sinais vitais, às importantes alterações hemodinâmicas, e sua função respiratória. Acompanhado a isso, a capacidade de gerir sua equipe, bem como o ambiente e tudo que está diretamente ou indiretamente associado ao cuidado com o paciente, para garantir uma assistência com excelência.

O cuidado dispensado aos pacientes críticos deve ser realizado em unidades específicas, pois contam com recursos diretamente voltados à necessidade do atendimento, o que torna eficaz à recuperação do paciente.

A área crítica é destinada à internação de pacientes graves, que requerem atenção profissional especializada de forma contínua, materiais específicos e tecnologias necessárias ao diagnóstico, monitorização e terapia, segundo o Ministério da Saúde, é a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). (Ministério da Saúde, 2010).

Desse modo, inserção do enfermeiro nesse cenário se torna indispensável, pois conforme a Lei n°7498/86, Regulamentação do Exercício Profissional, do Conselho Regional de Enfermagem (COREN), o enfermeiro exerce atividades, cabendo-lhe: dirigir órgão de enfermagem integrante da estrutura básica da instituição de saúde e chefiar o serviço e a unidade de enfermagem; organizar e dirigir os serviços de enfermagem e suas atividades técnicas e auxiliares; planejar, organizar, coordenar, executar e avaliar os serviços de assistência de enfermagem; realizar sistematização da assistência de enfermagem; oferecer cuidados diretos de enfermagem a pacientes graves com risco de vida; prestar cuidados de enfermagem de maior complexidade técnica e que exijam conhecimentos de base científica e capacidade de tomar decisões imediatas; participar do planejamento, da execução e da avaliação da programação de saúde e participar da elaboração, execução e avaliação dos planos assistenciais de saúde. (Portal COFEN, 2017).

Para isso, é fundamental que o profissional que atua na Unidade de Terapia Intensiva tenha conhecimentos específicos, competência para atendimento de alta complexidade, gerenciamento da assistência, capacidade para tomar decisões e implementá-las em tempo hábil e trabalhar com pessoas, além de ter ciência das questões tecnológicas, demanda de pacientes, e sistema de produção deste cuidado.

O enfermeiro que desempenha um papel extremamente significativo e diferenciado deve estar preparado para assistir o paciente de maneira holística, ininterrupta e intensiva; sempre se atualizando e mantendo sua Unidade organizada e preparada para qualquer intercorrência, considerando toda a complexidade do cuidado em UTI, que são essenciais para qualificar a assistência prestada em tal unidade.

Compete ao enfermeiro liderar e dirigir sua equipe dentro de uma Unidade de Tratamento Intensivo, bem como assistir o paciente de forma integral frente à sua necessidade. As ações do profissional de enfermagem são complexas, e à dinâmica de sua rotina diária tornam esse trabalho um desafio, sendo necessário lançar mão de estratégias que viabilizem suas tarefas em consonância com a rotina de seu ambiente de trabalho. São essas as táticas de um gestor.

Atualmente o processo de trabalho do enfermeiro, no exercício de sua profissão é composto por duas dimensões, a assistencial e a gerencial, onde as duas se complementam. O enfermeiro, em sua atuação assistencial, toma como objeto de intervenção às necessidades de cuidados de enfermagem de forma direta, tendo como finalidade o cuidado integral. Já sua ação na gestão tem como objetivo a organização do trabalho e os recursos humanos, a fim de criar e implementar condições ajustadas para o cuidado dos pacientes e para o desempenho dos profissionais.

Segundo Borges e Silva (2012), na revista de pesquisa UNIRIO, o trabalho do enfermeiro caracteriza-se por apresentar duas dimensões: gerencial e assistencial. Embora muitas vezes consideradas como atividades dicotômicas, compreende-se que elas são indissociáveis, pois resultam em uma dinâmica de relações entre sistemas e subsistemas num processo contínuo, cuja finalidade maior é atender às necessidades de saúde do cliente.

Esta dupla dimensão no desenvolvimento de seu trabalho aumenta a complexidade da sua atuação, pois o contingente de atividades se torna ainda maior se o enfermeiro não entender a importância da articulação entre essas, e assim, comprometendo de alguma maneira o cuidado com o paciente.

Suas competências não englobam somente o cuidado, propriamente dito, mas uma abrangência de afazeres. A compreensão e entendimento de suas funções nas distintas áreas possibilitam a elucidação das mesmas, contribuindo assim, com um cuidado de qualidade em sua totalidade. Para tanto é necessário que o desempenho de cada uma das funções seja feito com excelência em seu contexto.

O papel assistencial do enfermeiro em unidade de tratamento intensivo consiste em obter a história do paciente, realizar exame físico, executar procedimentos e intervenções relativas ao tratamento, avaliar as condições clínicas, orientar os pacientes para continuidade do tratamento. (Chaves; Laus; Camelo, 2012).

Os enfermeiros das UTIs devem, ainda, aliar a utilização de instrumentos gerenciais tais como o planejamento, a supervisão, a coordenação da equipe de enfermagem.

Para Valduga (2013), a função gerencial é um instrumento que permite organizar, política e tecnicamente, o processo de trabalho, com o objetivo de torná-lo mais qualificado e produtivo. Neste contexto, o enfermeiro torna-se um elo de comunicação que objetiva o gerenciamento adequado, conectado às expectativas dos dirigentes da instituição com as dos trabalhadores da linha operacional. Cabe às instituições de saúde incentivar e desenvolver o perfil gerencial do enfermeiro, para obter como vantagem, uma prática de gestão sustentada cientificamente, um profissional mais seguro no desempenho de suas atividades, o que colabora para a garantia da qualidade de assistência prestada como também contribui na satisfação profissional e na construção do trabalho em equipe.

A discussão sobre as dimensões gerenciais e de cuidado que compõem o processo de trabalho do enfermeiro não é recente, embora sempre pertinente. Desde que a enfermagem foi institucionalizada como profissão por Florence Nightingale, no século XIX, compreende-se que o trabalho do enfermeiro está pautado em dois pilares, a gerência e o cuidado de enfermagem, entretanto, até hoje, os enfermeiros apresentam dificuldades em assumir estes dois papéis, muitas vezes por considerarem que eles são excludentes e não complementares. (Borges; Silva, 2012).

OBJETIVO

Analisar nas publicações científicas nacionais as práticas assistenciais e gestoras dentro da enfermagem intensivista.

METODOLOGIA

Para elaboração desse estudo, foi realizada uma pesquisa bibliográfica, por meio de revisões integrativas de literaturas, constituída de artigos científicos acerca da temática, enfermeiro intensivista, abordando seu papel assistencial e de gestor, no período de 2009 a 2017. Foi feito uma análise e síntese das pesquisas de maneira sistematizada, contribuindo para o aprofundamento do tema proposto a partir dos estudos realizados, com o propósito de acrescentar o máximo de conhecimento acerca do tema abordado, foi realizada uma pesquisa com base em artigos já publicados com temas similares.

Estabeleceu-se a questão norteadora da pesquisa: “Como se apresentam os resultados de estudos publicados em periódicos nacionais sobre as práticas assistenciais e gestoras dentro da enfermagem intensivista”. O levantamento das produções científicas foi realizado nos meses de junho a setembro de 2017, pela pesquisadora principal.

Realizou-se a busca das publicações/artigos on-line no sítio da Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), nas bases de dados da Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), no Sistema Online de Busca e Análise de Literatura Médica (MEDLINE), Base de Dados de Enfermagem (BDENF) e Scientific Electronic Library Online (SciELO). As palavras-chave utilizadas foram: enfermagem, UTI, gestão, gerência, assistência, cuidado. Os critérios para a escolha das palavras chave consistiram em: pertencer aos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) e representar ao menos em parte a temática do estudo.

Como critérios de inclusão dos artigos estabeleceram-se: artigos completos; publicados no período entre 2009 a 2017; disponíveis no idioma português; indexados nas bases de dados mencionadas; que versassem sobre as práticas assistenciais e gestoras dentro da enfermagem intensivista. Foram excluídos os artigos que não responderam à pergunta norteadora, aqueles que se repetiram nas bases de dados e revisões integrativas da literatura.

Foi realizada a busca inicial pelos resumos dos artigos que respondiam aos descritores adotados e, selecionados aqueles que mencionavam fatores relacionados às práticas assistenciais e gestoras dentro da enfermagem intensivista.

RESULTADOS

A busca nas bases de dados já mencionadas a partir dos descritores selecionados e cruzados, a fim de obter informações mais específicas, resultou em pouco mais de 250 estudos, onde apenas 5 amostras foram escolhidas para obter os dados do assunto em questão. A falta de material abordando o assunto de forma direta é bem escassa, dificultando os critérios de inclusão na revisão. A tabela 1 apresenta os artigos e publicações, conforme título, autor, ano de publicação, local de publicação e objetivo dos estudos.

Tabela 1. Caracterização dos artigos selecionados quanto ao título, autores, ano de publicação, local de publicação e objetivo dos estudos. Goiânia, GO, 2017.

Título Autor Ano Local de Publicação Objetivo
(Des) articulações entre gerência e cuidado em uma Unidade de Terapia Intensiva Cirúrgica Borges MCLA, Silva LMS. 2013 Revista de Pesquisa UNIRIO Compreender a percepção da equipe de enfermagem sobre as (des) articulações entre ações de gerência e de cuidado desenvolvidas pelo enfermeiro numa unidade de terapia intensiva cirúrgica.
Ações gerenciais e assistenciais do enfermeiro em unidade de terapia intensiva Chaves LDP, Laus AM, Camelo SH. 2012 Revista Eletrônica de Enfermagem Caracterizar as ações do enfermeiro, no âmbito da gerência da assistência e da unidade de terapia intensiva.
Práticas de enfermeiros na gerência do cuidado em enfermagem e saúde: revisão integrativa Guerrero et al. 2013 Revista Brasileira de Enfermagem Evidenciar e analisar as práticas dos enfermeiros na gerência do cuidado descritas na produção científica brasileira e internacional, por meio de uma revisão integrativa.
Gerência do cuidado de enfermagem em cenários hospitalares: construção de um conceito 2012 Revista da Escola de Enfermagem da USP Construir e apresentar a definição teórica do conceito de gerência do cuidado de enfermagem em cenários hospitalares, a partir de base literária específica.
Revisão sistemática sobre a dimensão gerencial no trabalho do enfermeiro no âmbito hospitalar Santos JLG et al. 2009 Biblioteca Virtual de Saúde Analisar como a dimensão gerencial no trabalho do enfermeiro no contexto hospitalar está descrita nas publicações da enfermagem brasileira por meio de uma revisão sistemática da literatura.

DISCUSSÃO

Atuando de forma assistencial e sistematizada, o enfermeiro desempenha funções de extrema responsabilidade dentro da unidade de terapia intensiva. Entretanto, tem se tornado cada vez mais essencial a direção do enfermeiro no enfrentamento dos desafios recomendados pelo sistema de saúde, havendo assim uma necessidade de reconstrução no padrão de gestão, pois as atribuições administrativas ocupam grande parte do tempo em seu dia a dia, tornando dessa forma, na visão do profissional, a assistência insatisfatória, o que causa por muitas vezes, um distanciamento para com o paciente.

A prática gerencial do enfermeiro envolve múltiplas ações de gerenciar cuidando e educando, de cuidar gerenciando e educando, de educar cuidando e gerenciando, construindo conhecimentos e articulando os diversos serviços hospitalares e para-hospitalares, em busca da melhor qualidade do cuidado, como direito do cidadão. (Guerrero et al., 2013).

Portanto, ao profissional enfermeiro, o conhecimento sobre gestão é fundamental para que possa desempenhar suas atividades. É dele a responsabilidade da administração da assistência em todas as áreas de prestação de serviços desenvolvidos no hospital. É ele quem planeja, organiza, direciona, cobra resultados e avalia os processos de trabalho que envolvem a assistência ao paciente, sempre focado na qualidade e satisfação dos serviços a eles oferecido (Valduga, 2013).

Entretanto, muitos enfermeiros ainda consideram gerenciar e cuidar como atividades dicotômicas e incompatíveis em sua realização e estabelecem uma diferença entre cuidado direto e cuidado indireto, valorizando e entendendo como cuidado somente aquilo que depende de sua ação direta junto ao paciente. Nesse sentido, o cuidado indireto, apesar de ser uma ação voltada à organização e implementação do cuidado direto, muitas vezes, ainda é pouco compreendido entre os enfermeiros como uma dimensão complementar do processo de cuidar (Christovam, 2012; Santos, 2009).

Para a coordenação de uma unidade terapêutica, é necessário entender a importância de se ter ciência quanto aos procedimentos e às ferramentas administrativas, e assim sistematizá-las aos métodos de cuidados diretos ao paciente. O planejamento dessa assistência como uma ação gerencial do cuidado, advém de um treinamento ininterrupto de estudo, observação e elaboração de programas determinando as práticas mais assertivas.

O gerenciamento centrado no e para o paciente resulta na convergência do cuidar/gerenciar. Observa-se a existência de uma articulação entre as dimensões gerencial e assistencial, visando atender as necessidades de cuidado dos pacientes e, ao mesmo tempo, da equipe de enfermagem e da instituição. A articulação dessas duas dimensões implica em aprimorar o foco do trabalho gerencial, pois, no contexto contemporâneo, a dimensão organizacional do cuidado exige a incorporação nos processos gerenciais de conhecimentos, atitudes e ações tanto de cunho racional como do sensível para alcançar resultados efetivos e satisfatórios (Guerrero et al., 2013).

A metodologia de ensino da graduação, pautada na prestação direta e no cuidado individual do paciente, está cientificamente fundamentada, dando aos profissionais, embasamento para prestar um atendimento de qualidade. Contudo, no exercício de sua função, na maioria das vezes, compete ao enfermeiro gerir sua unidade, e lidar com situações das quais as escolas não o prepararam, provocando assim, um descompasso em seu desempenho, pois o aprendizado e a atuação se desalinharam na hora da prática, uma vez que a administração do serviço não se restringe somente ao controle de equipe e material utilizado, como é estudado.

A atuação do enfermeiro na gerência abrange diversos cuidados diários para assegurar uma assistência completa aos pacientes, de forma direta ou indireta. Para isso é necessário que o enfermeiro não apenas tenha conhecimento de sua equipe, dimensionando-a e tendo ciência do perfil de cada profissional, mas também ter a capacidade de exercer a liderança em sua equipe, além de supervisionar os recursos materiais. O planejamento da assistência deve ser realizado de forma a capacitar a equipe, com uma educação continuada e coordená-la, garantindo assim a segurança durante os procedimentos, bem como a avaliação dos resultados dessas ações.

Entre as possíveis causas dessa dicotomia e da dificuldade de compreensão dos enfermeiros acerca das ações que envolvem a gerência do cuidado e o cuidar gerenciando, pode-se destacar a influência do modelo proposto por Florence Nightingale, no século XIX, e dos preceitos das teorias administrativas que influenciaram a institucionalização da Enfermagem como profissão.

Florence Nightingale, considerada a primeira administradora hospitalar, demonstrou, com os resultados do trabalho que ela e sua equipe desenvolveram no hospital militar da Crimeia, a importância do conhecimento acerca das técnicas e instrumentos administrativos, para a organização do ambiente terapêutico, mediante a divisão do trabalho desenvolvido pelas nurses (cuidado direto) e pelas ladies nurses (cuidado indireto) e na sistematização das técnicas e dos procedimentos de cuidado de enfermagem (Guerrero et al., 2013).

Essa divisão técnica do trabalho na enfermagem profissional emergente tem suas raízes na dicotomia entre trabalho intelectual e trabalho manual, e tem se perpetuado até os dias atuais (Guerrero et al., 2013).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Conclui-se que a gerência é uma atribuição do enfermeiro, e está diretamente relacionada à busca pela qualidade assistencial do paciente em sua unidade.

A formação do enfermeiro que sempre se destacou pela importância ao cuidado direto, a educação continuada e o gerenciamento da assistência, encontra um mercado de trabalho no qual se espera que o profissional enfermeiro também realize o controle burocrático da instituição, exigindo assim o aperfeiçoamento na parte da gestão, uma vez que naturalmente, nossa formação nos aperfeiçoa no assistencial.

Das competências do enfermeiro, em seu exercício, podemos evidenciar algumas que estão diretamente voltadas para seu desempenho gerencial, e que são de extrema importância para o andamento da unidade. Vemos essa atuação em todo o momento, como na tomada de decisões, na comunicação, na liderança que ele deve ter com sua equipe, administrando-a, capacitando com uma educação permanente. Tendo em vista que são realizadas em todas as unidades, logo não há como separar o papel assistencial e gestor. Quando se torna enfermeiro, torna-se não somente um cuidador, mas um administrador de sua unidade.

A organização no trabalho influencia diretamente no funcionamento harmônico da unidade, conclui-se que o enfermeiro precisa atuar nas dimensões gerencial e assistencial, pois dele espera-se a organização do trabalho para unidade funcionar em harmonia, assim como, que tenha conhecimento e habilidades técnicas e científicas para cuidar de pacientes críticos.

Dessa maneira é imprescindível repensar o ensino e a capacitação em sua formação. É necessário ter outra perspectiva quanto às competências em sua prática profissional, considerando seu papel de gestor com sua equipe em sua unidade. É preciso transformar o ponto de vista que comumente está aderido ao profissional, onde há a acredita-se em uma prática puramente assistencialista, para uma percepção mais abrangente do sentido de cuidar, dando maior relevância à situação.

Há, portanto, um descompasso no fazer do enfermeiro, que precisa ser discutido, visando encontrar alternativas que atendam o desenvolvimento desses papéis instituídos: cuidar, gerenciar, pesquisar e educar.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

  1. Brasil. Ministério da Saúde – Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução Nº 7, de 24 de fevereiro de 2010. Dispõe sobre os requisitos mínimos para funcionamento de Unidades de Terapia Intensiva e dá outras providências. Art 4, § XXVI. 2010. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2010/res0007_24_02_2010.html. Acesso em junho de 2017.
  2. Conselho Federal de Enfermagem. Lei N° 7498/86, de 25 de junho de 1986. Dispõe sobre a regulamentação do exercício da Enfermagem e dá outras providências. Portal COFEN. Disponível em: http://www.cofen.gov.br/lei-n-749886-de-25-de-junho-de-1986_4161.html. Acesso em junho de 2017.
  3. BORGES M.C.L.A., SILVA L.M.S. (Des) articulações entre gerência e cuidado em uma Unidade de Terapia Intensiva Cirúrgica. Revista de Pesquisa UNIRIO. Rio de janeiro, v. 5, n. 1, p. 3403-09, 2013. Disponível em: http://pesquisa.bvs.br/brasil/resource/pt/lil-686254. Acesso em julho de 2017.
  4. CHAVES L.D.P., LAUS A.M., CAMELO S.H. Ações gerenciais e assistenciais do enfermeiro em unidade de terapia intensiva. Revista Eletrônica de Enfermagem, v. 14, n. 3, p. 672, 2012. Disponível em: https://revistas.ufg.br/fen/article/view/15724/13440. Acesso em julho de 2017.
  5. VALDUGA, TERESINHA. Competências fundamentais do enfermeiro gestor. Setor Saúde, 2013. Disponível em: https://setorsaude.com.br/teresinhavalduga/2013/01/15/competencias-fundamentais-do-enfermeiro-gestor/. Acesso em agosto de 2017.
  6. GUERRERO ET AL. Práticas de enfermeiros na gerência do cuidado em enfermagem e saúde: revisão integrativa. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 66, n. 2, 2013. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71672013000200016. Acesso em setembro de 2017
  7. CHRISTOVAM B.P. Gerência do cuidado de enfermagem em cenários hospitalares: construção de um conceito. Revista da Escola de Enfermagem da USP, v. 46, n. 3, 2012. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0080-62342012000300028&lng=pt&tlng=pt. Acesso em setembro de 2017.
  8. SANTOS J.L.G. ET AL. Revisão sistemática sobre a dimensão gerencial no trabalho do enfermeiro no âmbito hospitalar. Biblioteca Virtual em Saúde, v. 30, n. 3, p. 525-32, 2009. Disponível em: http://bases.bireme.br/cgi-bin/wxislind.exe/iah/online/?IsisScript=iah/iah.xis&src=google&base=LILACS&lang=p&nextAction=lnk&exprSearch=546078&indexSearch=ID. Acesso em setembro de 2017.

[1] Enfermeira pela PUC-GO, especialista em enfermagem do trabalho pelo Instituto Consciência Go, e especialista em terapia intensiva pelo CEEN.

[2] Doutora em Ciências da Saúde – FM-UFGD, Doutora – PUC-GO, Mestre em Enfermagem – UFMG, Enfermeira, Docente do CEEN

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