A sistematização da assistência de enfermagem ao portador de Alzheimer na atenção primária à saúde: revisão integrativa da literatura

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MOREIRA, Erica Cristiane Barbosa [1], BAHIA, Claudirene de Oliveira [2], CRUZ, Fernanda de Nazaré Pereira [3], ALMEIDA, Camilo Eduardo [4]

MOREIRA, Erica Cristiane Barbosa. Et al. A sistematização da assistência de enfermagem ao portador de Alzheimer na atenção primária à saúde: revisão integrativa da literatura. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 03, Ed. 08, Vol. 15, pp. 152-172 , Agosto de 2018. ISSN:2448-0959

RESUMO

INTRODUÇÃO: A doença de Alzheimer provoca um declínio progressivo e global das funções cognitivas, partindo desta premissa, a enfermagem vem traçando cuidados sistematizados para o portador DA que os permitir entender melhor a problemática vivenciada pelas famílias e, dessa forma, encontrar subsídios para efetivas orientações às mesmas. Desta forma o estudo tem como OBJETIVO: Identificar as evidências na literatura estudos sobre a assistência de enfermagem ao portador de Alzheimer assistido pela atenção primária de saúde. METODOLOGIA: trata-se de revisão integrativa da literatura. A coleta dos dados ocorreu nos meses de fevereiro a maio de 2017 nas bases de dados LILACS e SciELO, sendo analisados 18 estudos. RESULTADOS: as intervenções de enfermagem evidenciadas na literatura foram: O cuidador familiar do portador da doença de Alzheimer e a vivencia dos sentimentos; O conhecimento da equipe de enfermagem sobre os cuidados para idoso portador de Alzheimer; A assistência de enfermagem para o familiar cuidador de paciente portador de Alzheimer. CONCLUSÃO: verificou-se a importância das intervenções ao longo dos dias do idoso com Alzheimer e que essas melhoraram o estado geral dos idosos, diminuindo ou retardando o avanço da doença.

Palavra-chave: Alzheimer, Assistência de enfermagem, Atenção Primária

INTRODUÇÃO

O envelhecimento da população é uma das maiores conquistas culturais de um povo em seu processo de humanização, podendo ser um reflexo da melhoria das condições de vida e avanços da medicina ao longo dos tempos. De acordo com projeções das Nações Unidas (Fundo de Populações) uma em cada 9 pessoas no mundo tem 60 anos ou mais, e estima-se um crescimento para 1 em cada 5 por volta de 2050 (IBGE, 2015).

O Brasil vem acompanhando esse processo de envelhecimento da população, já que segundo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o número de idoso com mais de 60 anos em 2014 representava 13,7% do total da população brasileira, há uma expectativa do aumento da população de idosos, podendo alcançar 33,7% em 2060 (IBGE, 2015).

Assim, percebe-se a necessidade de compreender esse processo de envelhecimento que ocorre de forma natural na população, no entanto o envelhecimento não é um estado, mas sim um processo de contínuo da vida e consigo traz a degradação progressiva e diferencial de funções do corpo; dentro das doenças que afetam especialmente as funções cognitivas (levando a processo de demência), destaca-se o Alzheimer, que é uma doença caracterizada pela presença do declínio da memória, aprendizagem e linguagem que tendem se agravar com avançar da doença (SERENIKI et al., 2008.).

No entanto vale ressaltar que a Doença de Alzheimer (DA) é democrática, pois a mesma surge em qualquer pessoa, de qualquer nível sócio-econômico-cultural. Apesar de estudos encontrados na literatura estima-se que 1,2 milhão de pessoas sofram com a demência, cerca de 100 mil novos casos por ano. O número paciente é estimado em 35,6 milhões no mundo. Em razão do envelhecimento da população global, esses números aumentarão significativamente, em 2030, serão 65,7 milhões e em 2050, 115.4 milhões de portadores, sendo dois terços deles em países em desenvolvimento. Estes dados podem ser muito maiores, devido a outros fatores que poderão ocorrer ao longo dos anos (ADI, 2017).

Desta forma, o idoso portador de Alzheimer necessita ser acompanhado por uma equipe multiprofissional, sendo que as ações multidisciplinares/interdisciplinares têm como objetivo a obtenção de impactos sobre os diferentes fatores que interferem no processo saúde-doença, por meio de uma abordagem integral aos indivíduos e famílias, intervindo com ações voltadas a realidade a qual são inseridos, além de que o plano de cuidado deve ser orientado de acordo com as etapas de evolução da doença (ARAUJO et.al, 2007; BARBOSA et. al., 2010).

Atualmente os serviços exigem foco não apenas na esfera biológica, mas também nas dimensões social e psíquica, a implementação das teorias, vêm sendo cada vez mais requisitadas na prática, o que tem aumentado à possibilidade de melhorar na qualidade da assistência prestada (TANNURE et. al., 2010).

A problemática consiste no plano terapêutico limitado, uma vez que os profissionais de saúde apresentam dificuldades na implementação de cuidados sistematizado que envolva tanto o paciente quanto a família, e uma das modalidades que é necessário se adequar esse plano é atenção primária da saúde, por ser a porta de entrada do paciente, precisando assim ter profissionais capazes de oferta um tratamento individualizado e coletivo, considerando-se a particularidade do portador de Alzheimer.

A Lei do exercício profissional n.º 7498, de 25 de junho de 1986, artigo 11, inciso I, alínea “i”, legitima o enfermeiro para o pleno exercício da consulta de enfermagem com o indivíduo, família e comunidade, seja no âmbito hospitalar, ambulatorial, domiciliar ou em consultório particular. Assim, os programas de atendimento aos idosos com distúrbios cognitivos vêm aumentando no país, preconizando e valorizando os diagnósticos de enfermagem levantados pelos enfermeiros em consulta de enfermagem.

A consulta de enfermagem é uma atividade independente, realizada pelo enfermeiro, cujo objetivo propicia condições para a qualidade de vida por meio de uma abordagem contextualizada e participativa, neste caso, do idoso com D.A e seus cuidadores. Além de competência técnica, o enfermeiro deve demonstrar interesse pelo ser humano e pelo seu modo de vida, a partir da consciência reflexiva de suas relações com o indivíduo, família e comunidade. Para que ocorra de fato a interação, é necessário o desenvolvimento da habilidade refinada de comunicação, para o exercício da escuta e da ação dialógica. Sabe-se que o cuidado autêntico é dado de acordo com o estilo de cada um, levando em consideração as particularidades e necessidades de cada pessoa que necessita de cuidado (SOARES et. al., 2011).

Sendo assim, mesmo com o empenho do Conselho e de toda a classe profissional, percebe-se que se trata de um conhecimento que, apesar de ter sido introduzido na década de 1970, ainda apresenta uma enorme lacuna entre a produção do conhecimento e sua aplicabilidade na prática diária do enfermeiro. Dessa forma se faz necessário a busca de implementação correta para que o papel da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) no cuidado de idosos com Alzheimer seja corretamente aplicado (VALENTE et al., 2013). Temos por objetivo identificar evidências na literatura estudos sobre a assistência de enfermagem ao portador de Alzheimer assistido pela atenção primária de saúde, publicados entre os anos de 2011 a 2016.

METODOLOGIA

O estudo é uma revisão integrativa da literatura (RIL), embasado em autores que pesquisaram sobre a assistência de enfermagem em pacientes com Alzheimer uma ferramenta cientifica relevante para assegurar a realização de uma assistência à saúde, uma vez que sintetiza os estudos e direcionam estratégias com ênfase ao conhecimento em uma abordagem rigorosa do processo, permitindo a diminuição de possíveis vieses (MENDES et al., 2008).

A RIL vem sendo um método de destaque valioso para enfermagem, pois muitas vezes os profissionais não têm tempo para realizar a leitura de todo o conhecimento científico disponível devido ao volume alto, além da dificuldade para realizar a análise crítica dos estudos (SOARES et al., 2014).

A RIL possui algumas etapas que envolvem: a definição do problema clínico, identificação das informações necessárias, condução da busca de estudos na literatura, avaliação crítica da literatura, identificação da aplicabilidade dos dados oriundos dos estudos e a determinação de sua utilização para o paciente. (GALVÃO et al., 2010).

Os critérios de inclusão utilizados para direcionar a construção dos resultados desta RIL foram: artigos que apresentaram assistência de enfermagem em idosos com doença de Alzheimer; artigos resultantes da busca, a partir dos descritores supracitados; artigos publicados no período de 2011 a 2016; artigos que apresentaram a assistência de enfermagem ao idoso portador de Alzheimer nos resultados do estudo; artigos publicados em periódicos nacionais.

Foram excluídos do o estudo, artigos encontrados em publicações internacionais; artigos publicados fora do período de 2011 a 2016; artigos que não atenderam à questão norteadora; artigos que citavam doença de Alzheimer, contudo, tinham seu foco clínico em outros tipos de demência.

Para análise a busca inicial resultou em um total de 508 estudos, dos quais 208 foram selecionados após a exclusão dos repetidos. Dos 208 selecionados, 134 estudos foram selecionados, e destes, 103 foram excluídos. Sendo assim, 31 artigos completos foram avaliados para elegibilidade, destes, 13 foram excluídos, 10 (dez) por não se enquadrarem nos critérios de inclusão e 03 (três) por estarem em outras línguas.

Desta forma, 18 artigos foram considerados elegíveis para análise após a leitura completa do artigo como mostra a tabela1, identificados através do código alfanumérico, utilizando a letra B e o número sequencial, estando todos os artigos analisados, disponíveis na base de dados: Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Scientific Electronic Library Online (SciELO).

RESULTADO E DISCUSSÃO

O quadro a seguir apresenta os artigos encontrados na busca bibliográfica, que serão objeto de análise.

Tabela 1. Distribuição dos artigos relacionados ao Alzheimer, tendo como foco a assistência de enfermagem na atenção primária.

N Titulo Autores Periódicos Ano
B1 CONHECIMENTO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM QUANTO AOS CUIDADOS COM IDOSO

PORTADOR DA DOENÇA DE ALZHEIMER

ANA CLÁUDIA SILVEIRA SALES;

BRUNA COLOMBO REGINATO;

JULIANA DIAS REIS PESSALACIA;

TATIANE PRETTE KUZNIER

SCIELO 2011
B2 A PERCEPÇÃO DA CONSULTA DE ENFERMAGEM POR IDOSOS E SEUS

CUIDADORES

MARINA DA SILVA EMILIANO; MIRIAN DA COSTA LINDOLPHO; GEILSA SORAIA CAVALCANTI VALENTE;

MIRIAMMARINHO CHRIZÓSTIMO;

SELMA PETRA CHAVES SÁ; ISAMARA DA CONCEIÇÃO MORAES DA ROCHA.

LILACS 2017
B3 IDOSOS COM ALZHEIMER: UM ESTUDO DESCRITIVO ÍTALA THAISE AGUIAR HOLANDA;

KEILA MARIA DE AZEVEDO PONTE;

MIRIAN CALÍOPE DANTAS PINHEIRO

SCIELO 2012
B4 CUIDAR DE IDOSOS COM DOENÇA DE ALZHEIMER: UM ENFOQUE NA TEORIA DO CUIDADO CULTURAL JOSE LÚCIO COSTA RAMOS; MARIA DO ROSÁRIO DE MENEZES. LILACS 2012
B5 ACIDENTES EM IDOSOS COM DOENÇA DE ALZHEIMER: CUIDADOS DE ENFERMAGEM PREVENTIVA ALESSANDRA CONCEIÇÃO; LEITE FUNCHAL CAMACHO; MARIA JOSÉ COELHO. LILACS 2011
B6 A RELAÇÃO ENTRE OS DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM E TESTES DE COGNIÇÃO REALIZADOS EM IDOSOS COM DOENÇA DE ALZHEIMER DRIELLE DOS SANTOS LOUREDO;

SELMA PETRA CHAVES SÁ;

ALESSANDRA CONCEIÇÃO LEITE FUNCHAL CAMACHO;

VILMA DUARTE CÂMARA;

ANA BEATRIZ DORNELLAS LOUZADA;

ISABELA BAPTISTA RODRIGUES

SCIELO 2014
B7 O ENFERMEIRO NA ASSISTÊNCIA

AO IDOSO PORTADOR DE ALZHEIMER:

RELATO DE EXPERIÊNCIA NA ATENÇÃO BÁSICA

MICHELINE RAQUEL BENETON;

ARMELITA ELENICE VIANNA;

BRUNA PARNOV MACHADO;

SUZINARA BEATRIZ SOARES DE LIMA;

FRANCISLENE LOPES MENEZES;

CAMILA AMTHAUER7

LILACS 2011
B8 REFLETINDO ACERCA DA DOENÇA DE ALZHEIMER NO CONTEXTO FAMILIAR DO IDOSO:IMPLICAÇÕES PARA A ENFERMAGEM SILOMAR ILHA;

CLAUDIA ZAMBERLAN;

GLAUCIA DAL OMO NICOLA;

ANDRÉ SANTANA ARAÚJO; DIRCE STEIN BACKES.

SCIELO 2014
B9 O CUIDADOR DOMICILIAR DE PACIENTE IDOSO COM MAL DE ALZHEIMER RAFAELLE LINS BARBOSA; JURANDIR MIRANDA DE MORAIS;

ZÉLIA MARILDA RODRIGUES RESCK;

ELIZA MARIA REZENDE DÁZIO.

LILACS 2012
B10 CONVIVENDO COM A DOENÇA DE ALZHEIMER NA FAMÍLIA SOLANGE MARIA FREIRE NEUMANN;

CRISTINA MARIA DE SOUZA BRITO DIAS.

SCIELO 2011
B11 IDOSOS COM DOENÇA DE ALZHEIMER: COMO VIVEM E PERCEBEM A ATENÇÃO NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA NATÁLIA FROTA GOYANNA; CIBELLY ALINY SIQUEIRA LIMA FREITAS;

MARIA DA CONCEIÇÃO COELHO BRITO;

JOSÉ JEOVÁ MOURÃO NETTO;

DIÓGENES FARIAS GOMES.

SCIELO 2017
B12 GRUPOS DE ORIENTAÇÃO PARA CUIDADORES DE IDOSOS COM DEMÊNCIA: RESULTADOS DA ESTRATÉGIA CAROLINA DE ARAGÃO GUALTER;

MIRIAN DA COSTA LINDOLPHO;

SELMA PETRA CHAVES SÁ;

GEILSA SORAIA CAVALCANTI VALENTE;

THIARA JOANA PEÇANHA DA CRUZ;

BIANCAGONÇALVESALBUQUERQUE

LILACS 2017
B13 AS REPERCUSSÕES DA DOENÇA DE ALZHEIMER NA VIDA DO CUIDADOR CLÁUDIA MIRIAM MARTINS DE ARAÚJO; DAYANE CRISTINA MACHADO VIEIR; MARIZA ALVES BARBOSA TELES; EMERSON RIBEIRO LIMA;

KARLA CHISTIANE FREITAS OLIVEIRA.

LILACS 2017
B14 O CUIDAR DO IDOSO COM ALZHEIMER: SENTIMENTOS E EXPERIÊNCIAS VIVENCIADOS POR SEUS CUIDADORES* LÍDIA GONÇALVES RABELO DE SOUZA ALMEIDA;

MÔNICA GOMES JARDIM;

ELAINE CRISTINA DIAS FRANCO.

SCIELO 2014
B15 COTIDIANO DE FAMILIARES/CUIDADORES DE IDOSOS COMALZHEIMER: CONTRIBUIÇÕES DO GRUPO DE APOIO THAMIRES INEU DE OLIVEIRA;

BRUNA RODRIGUES MAZIERO; SILOMAR ILHA;

LAURA SEGABINAZZI PACHECO; FELIPE SCHROEDER DE OLIVEIRA.

LILACS 2017
B16 AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA DE CUIDADORES INFORMAIS DE IDOSOS

PORTADORES DA DOENÇA DE ALZHEIMER

CARINA FARIAS DOS SANTOS;

BEATRIZ APARECIDA OZELLO GUTIERREZ.

LILACS 2013
B17 QUALIDADE DE VIDA DO CUIDADOR DO PORTADOR DE DOENÇA DE ALZHEIMER BRUNA MANTOVANI BAGNEI;

RENATA CRISTINA GASPARINO.

SCIELO 2014
B18 QUALIDADE DE VIDA DE IDOSOS COM DOENÇA DE ALZHEIMER E DE SEUS CUIDADORES ANA CARLA BORGHIA;

ANELIZE HELENA SASSÁB;

PAULA CRISTINA BARROS DE MATOSC;

MARIA DAS NEVES DECESAROD; SONIA SILVA MARCONE.

SCIELO 2011

Fonte: Elaborado pelas autoras, Belém, 2017.

CARACTERIZAÇÃO DOS ARTIGOS QUE CONSTITUÍRAM ESTA RIL

Dos artigos que constituíram o corpus da RIL, quanto à publicação, 13 (76%) foram publicados em revistas científicas de enfermagem e 05 (23%) em revistas científicas de saúde coletiva. Onde maior parte dos estudos está concentrada na região Sudeste, representando 11 (75%), dentre os estados do sudeste, Minas Gerais sobressaiu com 06 estudos, Rio de Janeiro com 03, onde São Paulo e Pernambuco aparecem com 01cada, região Nordeste com 04 (13%), sendo que Recife aparece com 02, Fortaleza e Salvador com 01cada, e ainda ocorreu estudo na região Sul, com 03 (12%), já no Sul, Santa Maria, Porto Alegre e Paraná aparecem com 01cada.

Em relação ao tipo de estudo a maioria são descritivos, com número de 14 (74,4%), em segundo aparece os estudos caso, reflexão teórica e relato de experiência com uma representatividade de 03 (18,8%), os demais eram do tipo documental, compondo com 01(6,8%), artigo. Quanto à abordagem, 05 (26,6%) eram quantitativos, enquanto que 09 (70,7%) eram qualitativos, apresentando ainda 01 (2,7%) artigo de abordagem longitudinal.

O tipo de instrumento mais utilizado nos estudos foram questionários com entrevista semiestruturada de 10 (69,5%), houve estudos que optaram pelo formulário, constando 03 (10,1%), havendo ainda estudos que trabalhavam com bancos de dados, sendo que esses têm uma representatividade de 05 estudos cada com (20.4%). O público alvo dos estudos era o conhecimento da enfermagem sobre a doença de Alzheimer (conhecimento, enfermagem, Alzheimer, atenção primaria), com 02 (16,2%), seguido de a assistência de enfermagem para o portador da doença de Alzheimer e seu familiar cuidador (assistência de enfermagem, Alzheimer, familiar cuidador) com 05 (20,5%), e por ultimo, foi o e sentimentos do cuidador familiar de paciente com Alzheimer (cuidador familiar, Alzheimer, sentimento) com 11 (63,3%) dos estudos, destaca-se que 11 (75,2%) o cuidador familiar eram foco do estudo, os outros estudos trabalham com usuário, 05 artigos (18,2%) e enfermeiros, 03 artigos (6,6%). A maioria dos estudos se desenvolveu nas UBS, 14 (78,4%), em seguida das ESF com número de 04 (21,6%), teve ainda estudo que se desenvolveu tanto na UBS quanto na ESF.

Após a análise dos artigos incluídos na presente revisão integrativa de Literatura (RIL), reuniram-se os resultados em 03 categorias temáticas: 1º O cuidador familiar do portador da doença de Alzheimer e a vivencia dos sentimentos; 2º O conhecimento da equipe de enfermagem sobre os cuidados para idoso portador de Alzheimer; 3º A assistência de enfermagem para o familiar cuidador de paciente portador de Alzheimer.

Tabela 2. Distribuição dos artigos relacionados que constituíram as 03 categorias

Elaborado pelas autoras, Belém, 2017.

DISCUSSÃO

O CUIDADOR FAMILIAR DO PORTADOR DA DOENÇA DE ALZHEIMER DESVELANDO VIVENCIA E SENTIMENTOS

A DA é uma doença neurológica, que se caracteriza por quadro demencial progressivo com comprometimento inicial da memória para fatos recentes. Em seguida, há deterioração das funções cognitivas, como apraxias construtivas, agnosias e distúrbios afásicos. O quadro é de evolução lenta, variável e irreversível, caminhando para estado vegetativo num período de 10 a 15 anos a partir do início dos sintomas (WAJMAN et.al., 2014).

O diagnóstico da DA é uma ameaça à estabilidade e à homeostasia da família, pois traz consigo perdas sucessivas de independência, gerando medos e, consequentemente, sensações comuns ao processo de luto, como sentimentos de ansiedade, tristeza e irritação (BORGHI et.al., 2013).

O familiar da pessoa com DA passa por várias fases, do diagnóstico até a fase avançada da doença, além de estarem presentes sentimentos de negação e aceitação frente ao envolvimento excessivo (WAJMAN et.al., 2014; BORGHI et.al., 2013).

Segundo o estudo de B8 e B18 destaca que, o cuidado aos idosos com doença de Alzheimer desencadeia inúmeros sentimentos e atitudes no indivíduo que cuida. Denota-se que por inúmeros fatores, o cuidado fica na maioria das vezes, sobre responsabilidade de um único familiar cuidador, ocasionando sobrecarga física/emocional, propiciando o surgimento de possíveis patologias no familiar que se envolve diretamente no cuidado.

Normalmente, a família tem “dificuldade para dimensionar as modificações que ocorrerão em seu cotidiano, principalmente quando não tem muito conhecimento sobre a doença, os cuidados a serem realizados e os manejos de cuidado”. É necessário amparar adequadamente o familiar doente diante do sofrimento, do medo e da ansiedade que se estabelecem. Esses fatores diminuem conforme a família adquire conhecimento sobre a doença e sua evolução (OLIVEIRA et.al., 2012).

B9, B13 e B15 comungam que a maioria dos familiares cuidadores apresenta a necessidade de momentos de descanso, lazer e de socialização, pois relatam que a rotina de cuidados é intensa e marcante, o que origina problemas como estresse, sobrecarga, tristeza e impotência. Portanto, é importante que ocorra a divisão e compartilhamento do cuidado, visto que o cuidador também necessita de amparo, uma vez que vivencia o processo do adoecer e está consciente perante os acontecimentos.

A busca por informações sobre o “diagnóstico médico e suas explicações não são suficientes para suprimir os sentimentos vivenciados na DA”. “Nesse aspecto, a atuação de equipe multidisciplinar pode contribuir com as famílias no entendimento do processo”.

Em relação a um atendimento multidisciplinar, B11 descreve a importância de um atendimento integral, considerando todas as particularidades e necessidades dos idosos que vivem com Alzheimer e de seus familiares, disponibilizando um acesso adequado aos serviços da ESF, ao tratamento farmacológico e não farmacológico, a uma escuta aberta e ao acompanhamento de uma equipe qualificada, proporcionando, assim, um cuidado de qualidade.

O familiar cuidador possui sobrecarga emocional e financeira, onde a maioria dos cuidadores não possui vínculo empregatício porque o cuidado do doente ocupa totalmente sua agenda diária. Além disso, pode faltar interesse dos demais membros da família pelo cuidado, agravando a sobrecarga física e psicológica do cuidador principal. Essa situação pode acarretar quadros de depressão, angústia, medo, frustração, tensão e, consequentemente, o uso de diversos medicamentos, principalmente os psicotrópicos (PALMER et.al., 2013).

No estudo de B10 percebeu-se que a família passa por algumas dificuldades antes mesmo de ter recebido o diagnóstico, pois a doença, além de interferir nas funções cognitivas, traz alterações no comportamento no portador. Desta forma, observou-se que ela não afeta apenas o paciente, mas sim todo o sistema familiar que terá que se adaptar para poder dar atenção e cuidados ao seu membro doente.

A sobrecarga e a dificuldade de aceitação da doença podem assumir características do processo de luto antecipatório vivenciado pela família, iniciando na etapa diagnóstica da DA, e pelas perdas relacionadas aos aspectos concretos, tais como da saúde, da memória, e o afastamento do cotidiano habitual, juntamente de aspectos subjetivos, como a perda da autonomia, a ansiedade, a angústia (CARDOSO et.al., 2013).

O estudo de B12, B14, B16 e B17 destaca que a sobrecarga de trabalho acaba prejudicando o cuidador e essa má qualidade de vida pode trazer malefícios para a saúde deste, e com isso prejudicar o cuidado prestado. Os profissionais de saúde precisam voltar sua atenção a esses cuidadores, e observar se há indícios de que essa sobrecarga esteja prejudicando o bem-estar e a saúde do cuidador.

O CONHECIMENTO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM SOBRE OS CUIDADOS PARA IDOSO PORTADOR DE ALZHEIMER

“As demências constituem um sério problema de saúde pública em todo o mundo. Hoje são, no mundo, 18 milhões de idosos com demência, estando 61% deles em países do terceiro mundo”. O estreitamento da base da pirâmide indica um contínuo envelhecimento da população, mostrando que em 25 anos haverá 34 milhões de idosos nesta situação e a grande maioria (71%) estará nos países mais pobres. No Brasil, existem, na atualidade, aproximadamente 1,2 milhões de idosos com algum grau de demência (CALDEIRA et. al., 2004). Estima-se que 40% a 70% das demências estejam relacionadas à Doença de Alzheimer (DA), que é definida por muitos, como o “mal do século”, “peste negra” ou “epidemia silenciosa”, e tendo efeito devastador sobre a família e o doente.

Com isso, a Doença de Alzheimer (DA), pode “afetar cada indivíduo diferentemente, podendo ter vários sinais e sintomas progressivos, observados de acordo com suas fases”. Os sintomas costumam ser “confusão, perda de memória, desorientação espacial, dificuldade no cotidiano, mudanças na personalidade e na capacidade de julgamento”.

Diz-se B1, que os profissionais destacaram a importância do “acolhimento ao idoso e sua família durante o processo de admissão como um importante fator relacionado à qualidade da assistência de enfermagem”. Nesta categoria, foi apontada a importância da criação de vínculo do profissional de enfermagem com o idoso e seus familiares, fazendo com que estes se sintam seguros em relação ao processo saúde doença do seu familiar acometido. Também ressaltam a importância do respeito às preferências e rotinas familiares do idoso, através do questionamento sobre tais preferências, logo no processo de admissão.

A consulta de enfermagem é uma atividade privativa do enfermeiro, conforme a resolução do Cofen 159/1993, utiliza componentes do método científico para identificar situações de saúde/doença, prescrever e implementar medidas de Enfermagem para a promoção, prevenção, proteção da saúde, recuperação e reabilitação do indivíduo, família e/ou comunidade (COFEN, 2012).

Exprime B2 em seu estudo, que tanto cuidadores como idosos manifestaram interesse pelas orientações dadas pelo enfermeiro, visto que perceberam o quanto são importantes. São essas pequenas mudanças e novos conhecimentos que proporcionam uma melhora significativa no dia a dia do cliente.

Na consulta, o enfermeiro “orienta o idoso saudável e seu cuidador sobre formas de manter estáveis indicadores de saúde e como promover a melhoria desta”. Para os idosos debilitados, principalmente aqueles diagnosticados ou com suspeita de demência, proporciona tanto a eles quanto a seus cuidadores um maior “entendimento a respeito da doença, alterações de comportamento e como a terapêutica é vital para minimizar o estresse de ambos, contribuindo, assim, para a qualidade do cuidado ao idoso”.

Denota o estudo de B2 que os idosos e cuidadores relataram a importância que tem, “a consulta de enfermagem proporciona esclarecimento, conhecimento e bem-estar”. Considerando que na busca dos resultados da consulta de enfermagem para o idoso e o cuidador foi possível identificar: a melhora da saúde do idoso e do cuidador, pois aprendem a se cuidar e a cuidar do idoso com demência; o alívio nas tensões dá ao cliente voz, facilitando o cuidado. Ressalta-se que a consulta de enfermagem consegue por si só modificar a ótica do indivíduo construindo meios para a visibilidade social da profissão, uma vez que ali o cliente percebe a capacidade e o diferencial do profissional.

Compreende-se que teorias especialmente criadas no interior da disciplina de enfermagem têm sido elaboradas e utilizadas para oferecer sustentação epistemológica e metodológica, seja para guiar a prática profissional, ou para dar apoio às investigações cujos objetos possuam aderência com a realidade da enfermagem (BOEHS et. al., 2010).

Porém, B1 em seu estudo, assevera que a falta de preparo da equipe de enfermagem no cuidado ao idoso pode colaborar para o maior desgaste físico e mental que os membros da equipe vivenciam. Enfatizam que ao entender a situação clínica do idoso, podem compreender melhor as necessidades de cuidado de enfermagem.

Frente a esta situação, a equipe de enfermagem deve estar atenta à sobrecarga física e emocional vivenciadas no cuidado ao portador de DA. Esses aspectos podem comprometer a qualidade de vida do paciente, do cuidador e também comprometer o cuidado a ser prestado (ALMEIDA et. al., 2009).

A ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM PARA O IDOSO E FAMILIAR QUE CONVIVE COM ALZHEIMER

“Toda e qualquer prática de Enfermagem necessita de fundamentos teóricos”. Uma prática sem apoio em uma teoria resulta em uma “ação fragmentada, alienada e tecnicista”. A teoria pode oferecer um “suporte no qual a prática se desvelará em diversas possibilidades, seja para coletar dados, diagnosticar, planejar, implementar ou avaliar os cuidados de Enfermagem (BOEHS et.al., 2010).

Compartilha B4 que a importância do profissional enfermeiro como mediador na relação entre o idoso, a família e a equipe de saúde, bem como a relevância da aplicação do cuidado cultural no exercício desta mediação. Através do cuidado cultural, o profissional previne que o cuidado seja apenas empírico ou tecnicista e alcança uma prática alicerçada em uma fundamentação teórica e científica.

O cuidado de enfermagem é fundamental para idosos com DA uma vez que esses profissionais atuam na promoção, prevenção e reabilitação desses idosos, não focando somente na patologia, onde o importante papel que o enfermeiro realiza no cuidado aos idosos com DA. Através do conhecimento específico da doença, o enfermeiro tem capacidade de orientar o cuidador e/ou familiar nos cuidados diários do idoso com Alzheimer, permitindo uma melhora da qualidade de vida evitando complicações através de medidas simples de promoção da saúde por meio de intervenções direcionadas a quadro clínico apresentado pelo idoso (RAMOS et. al., 2012).

Assinala B5 que os cuidados implementados pela família têm a finalidade de preservar a vida de seus membros, com a vantagem de serem realizados de acordo com as possibilidades, aos seus padrões culturais, às necessidades particulares de cada indivíduo e às condições do meio onde vivem.

Considerando que a implicação advinda do processo de cuidar de um idoso demenciado envolve questões complexas, desde a realização dos cuidados até o comprometimento emocional e físico daqueles que assumem essa tarefa, é importante atentarmos para a necessidade de se obter informações sobre a doença, assim como conhecer suas limitações e inseguranças ao prestarem os cuidados (SOARES et. al., 2009).

Pormenoriza B3 em seu estudo que a assistência a DA deverá ser realizada por uma equipe multiprofissional e todos devem está capacitados para o cuidado tanto ao doente como para o cuidador. Devido esta doença dificultar a realização das tarefas da vida diária e o doente ter dificuldades para expressar verbalmente suas necessidades e frequentemente realizam ações inaceitáveis, devendo, portanto, a equipe multiprofissional repassar as orientações e conscientizações adequada, com vistas a uma assistência eficiente e humanizada.

B6 aponta em seu estudo a importância de dar continuidade à realização de investigações nessa temática e, ao mesmo tempo, investir no desenvolvimento de pesquisas direcionadas aos aspectos clínico-sociais provocados pela progressão da Doença de Alzheimer, contribuindo para um melhor preparo dos profissionais de saúde que atuam, com vistas à sistematização da assistência de enfermagem.

Ministério da Saúde, na Cartilha da Política Nacional de Humanização Clínica Ampliada (2010) conceitua que o “profissional de saúde desenvolva a capacidade de ajudar as pessoas, não só a combater as doenças, mas a transformar-se, de forma que a doença, mesmo sendo um limite, não a impeça de viverem outras coisas na sua vida”.

Salienta B7 que a Clínica Ampliada foi de extrema relevância para a criação de vínculo entre acompanhante e acompanhado, favorecendo, dessa forma, o exercício da escuta, das orientações e das abordagens educativo terapêuticas, onde o enfermeiro deve incorporar práticas que aproximem e favoreçam a qualidade da relação entre profissional paciente.

As ações multidisciplinares/interdisciplinares têm como objetivo a obtenção de impactos sobre os diferentes fatores que interferem no processo saúde-doença, por meio de uma abordagem integral aos indivíduos e famílias, intervindo com ações voltadas a realidade a qual são inseridos (ARAÚJ et. al., 2007). O estudo de B6 confirma a necessidade da atuação interdisciplinar para a qualidade do atendimento prestado ao idoso com demência e seus cuidadores, sendo imprescindível o acompanhamento e consultas posteriores a estes clientes.

Por tanto, a multidisciplinaridade é o conjunto de disciplinas que simultaneamente tratam de uma dada questão, sem que os profissionais implicados estabeleçam entre si efetivas relações no campo técnico ou científico (ALMEIDA, 1997). A interdisciplinaridade parte do pressuposto da integração entre as disciplinas e a intensidade de trocas entre os profissionais, incorporando seus conhecimentos em um novo modo de agir e na forma como se produz o cuidado em saúde, evitando a ótica da individualidade e, consequentemente, da fragmentação do cuidado (COSTA, 2007; CUTOLO et. al., 2010).

CONCLUSÃO

Considera-se satisfatória a realização desta RIL, uma vez que nos possibilitou compreender a influência da Doença de Alzheimer no cotidiano dos familiares/cuidadores de pessoas idosas, bem como a contribuição para possíveis estudos que vierem a serem desenvolvidos, principalmente na região Norte.

Desta maneira, foi possível fazer uma reflexão sobre as grandes mudanças que DA provoca no cotidiano dos familiares/cuidadores e que suas características geram sofrimento psíquico e emocional. Além do desgaste físico do familiar/cuidador, que em geral “abre mão” de seus afazeres pessoais em prol das tarefas do outro, a DA é capaz de provocar múltiplos sentimentos, sendo necessário buscar amparo e acolhimento nos grupos de apoio, tendo em vista que estes se tornam terapêuticos e indispensáveis no processo do cuidado da pessoa idosa com DA.

Compreende-se que a maioria dos familiares/cuidadores apresenta a necessidade de momentos de descanso, lazer e de socialização, pois relatam que a rotina de cuidados é intensa e marcante, o que origina problemas como estresse, sobrecarga, tristeza e impotência. Onde, é importante que ocorra a divisão e compartilhamento do cuidado, visto que o cuidador também necessita de amparo, uma vez que vivencia o processo do adoecer e está consciente perante os acontecimentos.

Este estudo nos fez perceber que a finalidade de implantar a Sistematização da Assistência de enfermagem na APS é para organizar o cuidado a partir de um método sistematizado, proporcionando ao enfermeiro a definição do seu espaço de atuação e de seu desempenho frente aos novos desafios, levando a informação da linguagem no que se refere a SAE.

No entanto, o profissional enfermeiro deve-se apropriar destes conceitos para a aplicabilidade do SAE na sua prática, buscando melhorar a qualidade da sua assistência ao ser humano. Com base nessa RIL, ainda são encontradas barreiras na implantação deste instrumento, porém observa- se que a SAE é como uma ferramenta inovadora e vital para o processo de enfermagem ao cuidado, assistência organizada e de qualidade, de suma importância na assistência da saúde na APS.

O que nos propõem a SAE deve ser muito bem embasada, sendo acima de tudo uma assistência sistematizada e especifica para cada cliente, já que tal levantamento de dados é o alicerce no qual se fundamenta o cuidado da enfermagem. Portanto a SAE é muito importante para nossa prática, pois se observa a necessidade de se capacitar melhor nossos profissionais para que assim possamos oferecer um cuidado integral e qualificado a nossos clientes.

Assim, conclui-se que o enfermeiro deve incorporar práticas que aproximem e favoreçam a qualidade da relação entre profissional-paciente. Na APS o profissional da enfermagem atuar principalmente como um estímulo para o paciente, e a partir de uma abordagem adequada gerar oportunidades de promover a educação em saúde e incentivar o resgate da porção saudável e vital do sujeito.

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[1] Técnica de enfermagem

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[3] Técnica de enfermagem

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