Abordagens atuais do enfermeiro na depressão pós-parto

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ARTIGO DE REVISÃO

ALMEIDA, Júlia Arantes de [1], RODRIGUES, Tatiana Mota [2], MACHADO, Cintia Martins [3], ROCHA, Marcela Pioto [4]

Júlia Arantes de Almeida. Et al. Abordagens atuais do enfermeiro na depressão pós-parto. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 04, Ed. 06, Vol. 03, pp. 05-13. Junho de 2019. ISSN: 2448-0959

RESUMO

Sabendo que a DPP é uma doença em que pode causar morbidade entre mães e filhos, séria e pouco abordada, muitas vezes causada por sintomas que acompanham as mães desde a gravidez, até o período puerperal. O enfermeiro, sendo o profissional em que tem o maior contato com a paciente, pode agir na prevenção dessa doença, de modo em que garanta o acompanhamento do pré-natal das gestantes de no mínimo 6 consultas, identificando sinais e sintomas e assim trabalhando com eles e desenvolvendo formas de atividades, sempre trabalhando com autoestima da gestante junto de seus familiares em que há acompanhará durante toda a fase de gestação e puerpério. No caso de pacientes em que já estejam com esse diagnóstico, o enfermeiro age no enfrentamento dos sintomas, no cuidado da mãe-bebe, e da puérpera como mulher por si só, trabalhando sempre na construção de uma melhora de sua autoestima.

Palavras-chave: Depressão pós-parto, enfermagem, puerpério.

INTRODUÇÃO

A depressão pós-parto (DPP) é uma condição de extrema importância e causa de morbidade materna, precedida por eventos vitais marcantes, como a gestação, o parto e o período pós-parto com grande relevância em saúde pública podendo ser diagnosticada e tratada adequadamente em nível primário de atenção à saúde. Além das sérias consequências para sua própria saúde, as síndromes podem acometem mulheres após o parto e podendo afetar afetam diretamente toda a família. Esta caracteriza-se como transtorno de humor que inicia nas primeiras quatro semanas após o parto e que ocorre, em média, em 10 a 20% das mulheres; pode ser de intensidade leve e transitória, ou agravar-se até neurose ou desordem psicótica. A DPP se caracteriza por humor desesperançado, sentimentos de inadequação como mãe, transtornos do sono e pensamento obsessivos. (1)

No Brasil, a importância do assunto começou a ser reconhecida e na década de 1990, com a abertura do primeiro ambulatório para tratamento de distúrbios mentais puerperais, no Hospital das Clínicas, em São Paulo. Entretanto, os estudos e publicações em português sobre o tema se restringiam a pequenos capítulos no interior de livros de medicina sobre a gravidez ou preparação para a maternidade.

A depressão pode surgir a qualquer momento da vida da mulher, inclusive no período gestacional. Isso ocorre muito embora haja uma crença social de que esse período proporcione mais união ao casal e que seja uma etapa de alegria, no entanto o período perinatal em nada protege a mulher de transtornos de humor. (2)

A DPP tem importantes consequências sociais e familiares, sobretudo para a díade mãe-bebê, mas também para a tríade mãe-pai-bebê, a saber: problemas conjugais, atraso no desenvolvimento do bebê e grande sofrimento psíquico para a mãe, inclusive com risco aumentado para o suicídio. (1,2)

Considerando então que a gravidez e o pós-parto são períodos críticos para a saúde mental da mulher, e que estes eventos constituem desafios no decurso do seu projeto de vida, que implicam processos de adaptação para a sua resolução saudável. O enfermeiro tem um papel importante desde o planejamento da gravidez, no acompanhamento da mesma e no pós-parto para despistar situações de risco e promover um plano de intervenção que minimize os efeitos das mesmas. Ele, pode prestar decisiva colaboração, pois ao conhecer a situação vivenciada, este profissional auxilia a puérpera a superá-la e a se readaptar melhor às suas dificuldades, contribuindo para um exercício saudável da maternidade com impactos, tanto no binômio mãe filho como na família. (1)

O olhar integral e o conhecimento técnico e cientifico do enfermeiro durante toda a gestação serão fatores determinantes para reconhecer e intervir logo na fase inicial da depressão pós-parto, desenvolvendo programas e métodos para interagir com a gestante e familiares A detecção precoce dos sintomas referente à DPP é a saída mais viável para possibilitar o diagnóstico e diminuir os agravos à saúde. Considerando o profissional de enfermagem como corresponsável pelo acolhimento e acompanhamento da puérpera.² ³ Faz-se de extrema importância o acolhimento no pré-natal, pois segundo o Ministério da Saúde (MS) o foco desse acompanhamento é garantir o desenvolvimento de uma gestação saudável trazendo benefícios para a mãe e o bebê e permitindo o nascimento de um bebê saudável e sem transtornos para a mãe em todos os seus aspectos, inclusive psicossocial .Esse olhar cuidadoso do enfermeiro voltado à todas as gestantes, com medidas e ações de cuidado integral durante essa fase de mudanças e transições, poderá prevenir diversas complicações que podem ser provenientes da depressão pós-parto

OBJETIVO GERAL

Levantar e descrever as abordagens atuais da assistência do enfermeiro na depressão pós-parto.

DESENVOLVIMENTO

Trata-se de um estudo bibliográfico de caráter exploratório do tipo revisão integrativa da literatura de abordagem descritiva e qualitativa. Foi realizada a partir do estabelecimento de 6 etapas: primeira etapa – identificação do tema e seleção da pergunta norteadora; segunda etapa – estabelecimento dos critérios de inclusão e exclusão; terceira etapa – identificação dos estudos selecionados; quarta etapa – categorização dos estudos selecionados; quinta etapa – análise e interpretação dos resultados; sexta etapa – apresentação da revisão e síntese do conhecimento.

Na primeira etapa foi estabelecida a pergunta norteadora que levou a investigação do tema abordado: qual o papel do enfermeiro na depressão pós-parto? Para a segunda e terceira etapa, as publicações utilizadas foram coletadas nas bases de dados Scientific Electronic Library Online – SciELO, e Caribe em Ciências da Saúde – LILACS utilizando os descritores (DeCS): Gestante, Depressão pós-parto e Assistência de enfermagem. Os critérios de inclusão utilizados foram: 1- periódicos publicados na íntegra; 2- no idioma português; 3- publicados no período de 2013 a 2018; 4-Abordagem do enfermeiro na depressão pós-parto. Foram excluídas as publicações que não atenderam a qualquer um do critério acima. Na quarta e quinta etapa, após leitura crítica dos artigos selecionados, os resultados obtidos foram categorizados de acordo com os critérios. Para a sexta etapa, as evidências obtidas nos estudos selecionados foram analisadas e discutidas.

QUADRO 1 – IDENTIFICAÇÃO DOS ESTUDOS SELECIONADOS

Fonte: Scientific Electronic Library Online – SciELO, Biblioteca virtual de saúde – BVS e Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde – LILACS

RESULTADOS

A revisão da literatura inicialmente resultou na obtenção de 16 artigos dos quais apenas 5 atenderam a todos os critérios e foram identificados conforme o quadro 1

DISCUSSÃO

Para facilitar a apresentação e a organização dos resultados e após leitura analítica dos estudos selecionados, os mesmos foram selecionados 2 categorias em comum sobre a depressão pós-parto conforme exposto no gráfico acima.

DEPRESSÃO PÓS-PARTO NO DESENVOLVIMENTO INFANTIL

O nascimento de um filho é um acontecimento de grandes mudanças na vida da mulher e dos familiares, exigindo adaptação em vários aspectos para absorver o novo membro da família e interfere na rotina da casa. A alegria e a satisfação pela chegada do filho se chocam com as responsabilidades de assumir novas tarefas e limitações de algumas atividades anteriores. As pessoas que o cercam são dados como referência desde o nascimento até a maturidade pois é incapaz de sobreviver sem a ajuda dos pais.O apoio familiar é essencial para oferecer cuidados saudáveis ao bebê, para Winnicott (1990) a mãe é a pessoa mais indicada para se adaptar às necessidades dele, porque estas são expressas de uma maneira que exigem tal sutileza de compreensão, que apenas a mãe biológica possui, uma vez que todas as condições gestacionais facilitam esse processo de interação mãe – bebê. Winnicott (1978) nomeou essa capacidade de a mãe se relacionar com o seu filho de “Preocupação Materna Primária”, que se inicia durante a gestação e deve dissipar-se poucas semanas após o nascimento do bebê. As relações precoces entre o bebê e sua mãe permite um vínculo recíproco e duradouro (Papalia, Olds & Feldman, 2007). Bowlby (1988), ao desenvolver a teoria do apego, descreveu que a saúde mental da criança depende de uma relação calorosa e íntima com sua mãe. Esta relação é mantida por fortes vínculos afetivos, construindo a base de segurança do bebê e o relacionamento que ele irá aplicar com outras pessoas. (4). Compreensivelmente, as mães que vivenciam uma depressão pós-parto interagem de forma diferente com seus bebês. A mãe deprimida geralmente é menos sensível e se envolve menos com seu bebê, não responde ao choro dele, são poucas interações positivas, segundo afirmam Papalia, Olds e Feldman (2007). As consequências dessa situação incluem a desistência de enviar sinais emocionais à mãe, apresentação de apego inseguro, menor motivação e propensão maior a desenvolver depressão na vida adulta. (4,5)

As atitudes do próprio bebê dirigidas à mãe também podem ser consideradas desencadeadoras ou agravadoras da depressão materna. O quadro depressivo pode ocorrer se o bebê não demonstrar satisfação ou não transmitir emoções positivas, intensificando sentimentos de incapacidade por parte dela. Em pesquisa Mendes, Loureiro e Crippa (2008), ligou a depressão materna e saúde mental de crianças em idade escolar, foram evidenciados que crianças de mães deprimidas apresentam mais problemas de comportamento, e maior risco para transtornos, estilo de regulação emocional passivo, dificuldade em distrair sua atenção, presença de patologia como transtorno de ansiedade e comportamentos, prejuízos para o autoconceito negativo a respeito de si mesmas e dificuldades na relação e interação social. A partir do exposto e da compreensão da relevância da depressão pós-parto como fator de risco para o desenvolvimento infantil, considerou-se importante uma revisão do que tem sido investigado e promover a maior interação mãe-bebê e auxilio do pai durante período de maternidade (4,5).

ENFERMAGEM NA DEPRESSÃO PÓS-PARTO

O diagnóstico da depressão pós-parto é complexo, devido à dificuldade de se estabelecer os limites entre o fisiológico e o patológico. A depressão pós-parto é um problema de saúde pública, pois afeta não apenas a saúde da mulher e da família, como também o desenvolvimento do seu filho, pois dificulta a interação saudável e necessária dos seres envolvidos. Durante o puerpério a mulher vivência uma série de expectativas, com diversos sentimentos e sensações que são ambivalentes: imensa alegria e alívio pelo o nascimento do filho; aumento da autoconfiança; desconforto físico decorrente do trabalho de parto; medo de não conseguir amamentar; decepção com recém-nascido pelo sexo, aparência física ou por não nascer saudável; receio ser incapaz de cuidar e responder às necessidades do bebê e por não vir a ser uma boa mãe, havendo desta forma uma instabilidade emocional, alternando da euforia à depressão. Portanto, o puerpério é uma fase para maior risco de aparecimento e desenvolvimento de transtornos psiquiátricos. Desta forma, estabelece conflitos e instaura-se sentimentos de sofrimento e incapacidade pois suas defesas tanto físicas e psicossociais são direcionadas ao bebê para a proteção. As manifestações mais comuns no puerpério são: baby blues ou tristeza materna, a depressão pós-parto (DPP) e a psicose puerperal. A combinação de fatores obstétricos: gravidez na adolescência, gravidez não desejada; sociais: baixo nível escolar, baixa renda, co-morbidades clínicas, baixa autoestima pode trazer situações de risco à mulher para desenvolver a depressão. Em estudos atuais há evidencias de que a depressão pós-parto está associada também ao pouco suporte oferecido por pessoas de relacionamento afetivo como: companheiro e familiares. (1,6)

Muitas vezes os sintomas são deixados de lado pela própria puérpera, marido e familiares, atribuindo-os ao “cansaço e desgaste” causados pelo acúmulo de preocupações e dos cuidados com o bebê. Por este motivo surge a necessidade de contribuição do enfermeiro para nesse sistema de acolhimento, e tem como objetivo realizar a assistência ao trinômio mãe-bebê-família, identificação/detecção precoce e cuidados de enfermagem qualificados da depressão pós parto, a prevenção de complicações com o bebê e família, e o conforto físico e emocional das puérperas , o fortalecimento do aleitamento materno, o incentivo a utilização dos serviços de saúde e comparecimento nas unidades de atenção básica para consultas de rotina e a conscientização em saúde materna sobre esse transtorno. O enfermeiro líder de equipe precisa ter o conhecimento e domínio do quadro para poder ter a gerência de seu grupo e proporcionar, não só uma educação continuada sobre a temática, mas principalmente uma assistência de qualidade à puérpera, bebê e família. As condições vivenciadas por esta puérpera durante o período gravídico como, por exemplo, casos de gravidez não desejada, gravidez repudiada por familiares, carência social e outros fatores pode influenciar no desenvolvimento do quadro e desestabilizar emocionalmente. Além de fatores hormonais e hereditários também envolvidos. Portanto há uma ligação entre história prévia de transtornos psiquiátricos antes ou durante a gravidez. (6)

Ao abordar a depressão é fundamental identificar as mulheres com fatores de risco e predisposição através do acompanhamento durante o pré-natal. O profissional capacitado tem a perspectiva maior de prevenir e promover à saúde, podendo então mudar a alta prevalência de depressão. Os cuidados de enfermagem não devem ser voltados somente à saúde da mãe e bebê, mas à saúde integral da mulher, como também a atenção deve ser direcionada aos seus familiares, para que estes sejam capazes de identificar e relatar sinais e sintomas desse transtorno.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Levando em consideração todos os trabalhos científicos utilizados para construir este artigo, consideramos que, existem vários fatores em que predispõe a DPP, começando durante a gravidez, por alterações hormonais, mudanças no corpo, dificuldades na relação com familiares e após o parto, por insegurança no cuidado do bebê, atraso no desenvolvimento, a ausência de tempo para dormir e cuidar de si mesma, trazendo um grande risco de suicídio. O enfermeiro tem um grande papel desde o acompanhamento do pré-natal, com a atenção primária, ou seja, na prevenção da doença, garantindo à frequência de idas as consultas de pré-natal, identificação e enfrentamentos de sintomas surgidos, auxilio na relação com familiares, grupos de apoio de ensinamentos no cuidado do bebe.

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. CAMPOS, Bárbara Camila de; RODRIGUES, Olga Maria Piazentin Rolim. Depressão pós-parto materna: crenças, práticas de cuidado e estimulação de bebês no primeiro ano de vida. Psico, Porto Alegre, dez. 2015, p. 483-492, v. 46, n. 4. Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-53712015000400009&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em 15 abr. 2019.

2. COUTINHO, Maria da Penha de Lima; SARAIVA, Evelyn Rúbia de Albuquerque. Depressão pós-parto: considerações teóricas. Estud. pesqui. psicol., Rio de Janeiro, dez. 2008, v. 8, n. 3. Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808-42812008000300014&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em 15 abr. 2019.

3. Freitas, Danielle Rodrigues de; Vieira, Bianca Dargam Gomes; Alves, Valdecyr Herdy; Rodrigues, Diego Pereira; Leão, Diva Cristina Morett Romano; Cruz, Amanda Fernandes do Nascimento da. Alojamento conjunto em um hospital universitário: depressão pós-parto na perspectiva do enfermeiro Rev. pesqui. cuid. fundam. (Online); jul.-set. 2014, 6(3): 1202-1211. Disponivel em <http://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/lil-719762>. Acesso em 12 abr. 2019.

4.  Santos, Luísa Parreira; Serralha, Conceição Aparecida ; Repercussões da depressão pós-parto no desenvolvimento infantil. Barbarói; (43): jan.-jun. 2015, 5-26. Disponível em <http://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/lil-775399>. Acesso em 12 abr. 2019.

5.  Gabriel, Marília Reginato; Silva, Milena de Rosa; Portugal, Paula; Piccinini, Cesar Augusto. Depressão pós-parto materna e o envolvimento paterno no primeiro ano do bebê. Aletheia, Canoas, abr. 2015, n. 46, p. 50-65. Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-03942015000100005&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em 15 abr. 2019.

6.  Daandels, Nadieli; Arboit, Éder Luís; Sand, Isabel Cristina Pacheco van der. Produção de enfermagem sobre depressão pós-parto. Cogitare enferm. out.-dez. 2013, 18(4): 782-788. tab Disponivel em <http://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/lil-717840>. Acesso em 12 abr. 2019.

7.  Zagonel, Ivete Palmira Sanson; Martins, Marialda; Pereira Karen Fabiana; Athayde Juliana. O cuidado humano diante da transição ao papel materno: vivências no puerpério. Rev. Eletrônica enfermagem. 2003, v.5 n.2. Disponível em: <http://www.fen.ufg.br/fen_revista/revista5_2/pdf/materno.pdf>. Acesso em 12 abr. 2019.

[1] Graduanda 8° semestre de Enfermagem.

[2] Graduanda 8° semestre de Enfermagem.

[3] Graduanda 8° semestre de Enfermagem.

[4] Mestranda em Ciências da Saúde; Especialização em Formação de Docentes de Enfermagem em Nível Técnico; Especialização em Enfermagem em Urgência e Emergência; Graduação em Enfermagem.

Enviado: Abril, 2019.

Aprovado: Junho, 2019.

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