Um Breve Estudo Do Perfil Psicanalítico Do Bully Ou Agressor

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DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/psicologia/perfil-psicanalitico-do-bully
Um Breve Estudo Do Perfil Psicanalítico Do Bully Ou Agressor
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ARTIGO DE REVISÃO

GAMA, Uberto Afonso Albuquerque [1] Paula Rodrigues, Ana [2]

GAMA, Uberto Afonso Albuquerque, Paula Rodrigues, Ana. Um Breve Estudo Do Perfil Psicanalítico Do Bully Ou Agressor. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 03, Ed. 12, Vol. 06, pp. 05-16 Dezembro de 2018. ISSN:2448-0959

RESUMO

Quais são os principais fatores que levam os estudantes e as pessoas em geral a ter um perfil violento? Qual o meio em que o bullying se desenvolve? Esta é a problemática do nosso tema e que nos leva a analisar do ponto de vista da psicanálise.

Palavras-chave: Agressão, Intimidação, Abuso.

INTRODUÇÃO

Pretende-se com este trabalho fazer uma breve análise psicanalítica do conjunto de traços e características do bully também conhecido como agressor ou briguento nas escolas e família, e mostrar como a psicanálise pode colaborar com a diminuição destes abusos e intimidações nas escolas e na sociedade como um todo.

Bullying. Este é um tema que vem sendo pesquisado e abordado com bastante frequência nos diversos meios da nossa sociedade. Professores precisam de ajuda nesta empreitada, mas principalmente os pais necessitam deste auxílio. Ao entregarem seus filhos nos estabelecimentos escolares para que tenham orientação educativa e cultural, pais e mães confiam seus filhos aos professores e à filosofia pedagógica da escola que escolheram durante um período do dia ou durante o dia todo, e onde compartilharão suas experiências, exemplos e vivências, qualidades estas que construirão seres humanos com firmeza moral e uma educação cívica. Deseja-se que os filhos estejam em um ambiente tranquilo e seguro, com princípios e normas que norteiem suas vidas em comunhão com o que é ensinado em casa. Porém, não se espera que os filhos passem por situações vexatórias e humilhantes.

Assim, neste artigo, intenciona-se discorrer sobre o perfil do valentão ou do provocador que assedia e que agrupa junto pela lei de atração outros elementos com traços de personalidade semelhantes a si mesmo, e que, como ele, também buscam a agressividade nos relacionamentos e a manipulação social.

Objetiva-se, portanto, mostrar os principais fatores que levam alguns estudantes a ter um temperamento agressivo ou violento, e sugerir através da psicanálise humanista e da filosofia clínica, sessões terapêuticas de reflexão para o autoconhecimento buscando eliminar ou, pelo menos, diminuir sensivelmente as investidas e assédios dos valentões.

DESENVOLVIMENTO

FATORES DE AGRESSÃO

Bullying é um fenômeno que se caracteriza por atos de violência física, emocional ou verbal e que ocorrem de forma repetitiva e intencional contra uma pessoa ou um grupo. Este é um fenômeno que começou a ser estudado e avaliado em 1970, na Suécia. No cenário brasileiro, foi sobretudo, na década de 1990 que o bullying passou a ser discutido, mas foi, a partir de 2005 que o tema passou a ser objeto de discussão em artigos científicos (NETO, 2005). O entendimento atual de Neto (2005) a respeito do comportamento do bully está correto, e compactua com Fante (2018) quando diz:

O bullying está presente em praticamente todas as escolas do mundo, e seus altos índices de prevalência chamam a atenção. Uma investigação desenvolvida em 28 países constatou que cerca de 40% dos estudantes são intimidados por colegas. No Brasil, a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) demonstrou que 30,8% dos alunos já foram vitimizados por bullying alguma vez (IBGE, 2009).

Parece existir um consenso entre os autores de que a percepção e a sensação da comunidade em geral e da escola, em específico, é de um aumento da violência e bullying em escolas, assim como uma significativa elevação da gravidade desses processos CARVALHO, TRUFEM & PAULA, 2009).

Vários estudos têm se ocupado com os fatores que motivam o bullying e com o perfil dos envolvidos (CARVALHO, TRUFEM & PAULA, 2009). Os professores percebem que o bullying prejudica o trabalho em sala de aula sobretudo porque eles veem uma relação entre agressividade, indisciplina e dificuldades e aprendizagem (TREVISOL & DRESCH, 2011).

Conforme afirmam os autores Trevisol e Dresch (2011), é necessário afirmar que a ausência de dados ou atenção pública anterior não se permite concluir se é um fenômeno contemporâneo e novo, ou se ele sempre existiu. Entretanto, pesquisas de intervenção e prevenção do bullying na escola podem ser consideradas recentes.

Nestes estudos, Trevisol e Dresch (2011) evidenciam que a violência não pode ser analisada de forma simplificada e que requer uma reflexão sobre as transformações sociais e sobre como as relações estão sendo construídas. Assim, para ambos os autores, demonstra-se que a agressividade e a violência nas escolas estão aumentando. Isto está sendo observado como uma problemática social mundial.

A revisão de artigos científicos publicados em periódicos nacionais e internacionais está evidenciando claramente que o bullying escolar vem ganhando cada vez mais destaque nas publicações científicas.

O PERFIL DO BULLY

A Organização Mundial da Saúde define violência como o uso da força física ou do poder real ou ameaça contra si próprio, contra outra pessoa ou contra um grupo ou uma comunidade, e que resulte ou tenha qualquer possibilidade que resulte ou tenha possibilidade de resultar em lesão, morte, dano psicológico, deficiência de desenvolvimento ou privação (OMS, 2013).

Observa-se nos autores Fischer-Lorenzi (2010) que o agressor fere as vítimas nos banheiros, corredores, cantina, no pátio, reservando suas ações durante a ausência dos adultos. Em alguns casos, a agressão sobrepassa as paredes do colégio, passando a ser telefônico e, inclusive, pelo uso do correio eletrônico e mídia social chamado de cyberbullying (MEDINA, 2004).

Em escolas particulares e colégios públicos de diversos municípios brasileiros vê-se a abordagem de estudantes agressivos e maldosos, e sua atuação implacável sobre outros, sejam novatos ou veteranos (YOGI, 2014).

Ambos autores, Medina (2004) e Yogi (2014) concordam que as vítimas são abordadas durante a ausência ou distanciamento de adultos. Entende-se, portanto, que havendo um inspetor no horário de intervalo entre as aulas, os alunos conseguem ficar sob controle. O termo bullying pode ser adotado para explicar todo tipo de comportamento agressivo, cruel, proposital e sistemático inerente às relações interpessoais” (SILVA, 2015).

Ser agressor ou uma vítima de bullying não se constitui apenas em um problema escolar que deva ser minimizado. Ao contrário, trata-se de um problema que pode resultar em graves consequências tanto para vítimas como para os agressores, como a depressão, por exemplo, para as vítimas, e a criminalidade ou o comportamento antissocial para os agressores, até mesmo na vida adulta (TTOFI-FARRINGTON, 2011).

No Brasil, em 2010, estudo com amostra de 5.168 alunos de quinta a oitava séries de escolas públicas e privadas nas cinco regiões do país caracterizou bullying por agressões com frequência superior ao ano e identificou 12,5% de vítimas (FISCHER-LORENZI, 2010).

Conforme Medina (2004):

Observa-se que o agressor tem um comportamento provocador e de intimidação permanente.  Ele possui uma ação agressiva na resolução de seus conflitos ou dos conflitos que se identifica, e apresenta dificuldade de colocar-se no lugar do outro vivendo uma relação familiar pouco afetiva, além do que tem muito pouca empatia. Especialistas, criminalistas e psicólogos, uma criança pode ser autor de bullying quando só espera e quer que façam sempre sua vontade, quando gosta de provar da sensação de poder, quando não se sente bem ou não desfruta com outras crianças, se sofre intimidações ou algum tipo de abuso em casa, na escola ou na família, quando é frequentemente humilhado por adultos, ou quando vive sob constante pressão para que tenha êxito em suas atividades.

Traçar o perfil do bully é um estudo exaustivo e minucioso. Muitos indicadores são devem ser avaliados. A avaliação do bullying trata tanto do agressor como da vítima. Muitos autores atualmente estão trabalhando incansavelmente sobre este tema.

Os aspectos familiares e sociais do adolescente e pré-adolescente também são fatores importantíssimos e abordados por vários autores. Segundo Yogi (2014, p. 24):

Observa-se que desequilíbrio emocional de uma família, a falta de afeto, de respeito, de diálogo e de espiritualidade levará o adolescente e pré-adolescente ao isolamento e alienação e, consequentemente, ao consumo de drogas, jogos de azar, manipulação sexual, comportamentos antiéticos e antissociais e toda eventualidade de ações. Tudo isso são fatores de risco para a sociedade. Enquanto o Estado não assumir a responsabilidade constitucional de instruir e a família de educar, quaisquer outras ações mais agressivas não auxiliarão no processo de preparar e aperfeiçoar o cidadão.

Zych (2017) afirma que pesquisas atuais sobre o bullying nas escolas estão apresentando abordagens baseadas na força para conter essa crescente epidemia.

Sem dúvida que se pode observar que o bullying está se tornando um grave problema de saúde pública e as autoridades constituídas deverão agir mais rapidamente e de forma contundente, em vários casos, para por um ponto final nesta questão.

A comunidade psicanalítica está com os olhos voltados para o fenômeno bullying. Não é algo novo, mas bastante complexo e com muitas variáveis para ser trabalhado. As crises e os conflitos nas escolas e nas famílias estão aumentando.

Segundo Neto (2005):

O termo violência escolar diz respeito a todos os comportamentos agressivos e antissociais, incluindo os conflitos interpessoais, danos ao patrimônio, atos criminosos, etc. Muitas dessas situações dependem de fatores externos, cujas intervenções podem estar além da competência e capacidade das entidades de ensino e de seus funcionários. Porém, para um sem número delas, a solução possível pode ser obtida no próprio ambiente escolar. O comportamento violento, que causa tanta preocupação e temor, resulta da interação entre o desenvolvimento individual e os contextos sociais, como a família, a escola e a comunidade. Infelizmente, o modelo do mundo exterior é reproduzido nas escolas, fazendo com que essas instituições deixem de ser ambientes seguros, modulados pela disciplina, amizade e cooperação, e se transformem em espaços onde há violência, sofrimento e medo.

Ainda segundo NETO (2005), a adoção de programas preventivos continuados em escolas de educação infantil e de ensino fundamental tem demonstrado ser uma das medidas mais efetivas na prevenção do consumo de álcool e drogas e na redução da violência social.

Para tanto, precisa-se transmitir aos estudantes princípios e bases filosóficas e espirituais que os levem a refletir melhor sobre o sentido da vida, o porquê da existência humana e nossas inter-relações preenchendo um vácuo que existe no próprio processo educacional e familiar.

Dessa forma, confirma FRANKL (2010) que este vácuo existencial só deixará de existir, quando for encontrado o sentido da existência. Ainda diz Frankl (2010):

Não faz parte da missão do médico dar sentido à vida do paciente, mas pode muito bem ser missão dele, por meio de uma análise existencial, pôr os pacientes em condições de encontrarem um sentido na sua vida. (1986, p. 332)

Esse trabalho de ampliação e despertar da consciência deve ser feito gradualmente e deve o analista conduzir o paciente na busca da paz interior do indivíduo, dando-lhe ferramentas para que possa extrair os “3 Eus” que tanto a ciência médica insiste em ter em harmonia: a euforia, a eutimia e a eurritmia. Estes são princípios fundamentais para o bem-estar de cada ser humano na busca de sua autorrealização (YOGI, 2014).

Quadro 1. Perfil Psicanalítico do Bully.

PERFIL PSICANALÍTICO DO BULLY
Ambiente Familiar
(1) Ambiente

Familiar ajustado produz:

 

Um indivíduo seguro, com pais que se amam, com irmãos e grupo familiar cooperativo, e produzem bons hábitos, como:

-Sobriedade

-Antidrogas,

-Pacificação

-Cooperação

-Diálogo

-Segurança

-Confiança

-Unicidade

-Benevolência

-Obediência

(2) Ambiente

Familiar desajustado
produz:

 

Um indivíduo inseguro, com couraças musculares, medos, traumas e agressividade. Os efeitos destes vácuos psicoemocionais criam maus hábitos, como:

-Álcool

-Drogas

-Desafeto

-Brigas

-Insegurança

-Carência

-Medos

-Impunidade

-Violência

-Intimidação

-Dominação

Fonte: Adaptado de S. Swami Vyaghra Yogi (2014, pp .24 – 33).

ENFOQUE DA PSICANÁLISE HUMANISTA

O que fazer então para resolver o problema do bullying no Brasil? Como a psicanálise humanista poderá atuar? É notório o fato de que os estudos sobre as questões que norteiam o comportamento humano, despertem interesse nos estudiosos à milênios. Da mesma forma, temperamento, personalidade e caráter, são palavras utilizadas com frequência desde a antiguidade (VOLPI, 2002).

Fante (2003) e Neto (2005) definem que os praticantes do bullying são conhecidos como os autores agressores. Os alvos, as pessoas vitimadas, geralmente sofrem as consequências do bullying e, na maioria das vezes, são descritas como pouco sociáveis, inseguras, possuindo baixa autoestima, quietas e que não reagem afetivamente aos atos de agressividade sofridos.

Para alguns autores como SILVA (2010) o bullying é considerado como caso de saúde pública. É necessário, portanto, observar-se de forma mais ampla e séria este aspecto que tem aumentado dia-a-dia. Os alunos tirânicos ou mandões, para estarem se comportando como valentões, sofreram desde a primeira infância com o desenvolvimento de sua personalidade.

Segundo SILVA (2010):

Os agressores são descritos, no livro, da seguinte maneira: “Possuem em sua personalidade traços de desrespeito e maldade […], prescrevendo que, “Em se tratado de bullying, vale a máxima de que é preciso separar a maçã pobre para que não contamine todo o cesto.” (SILVA 2015, p. 116).

Entende-se que a violência experimentada nas escolas reflete um contexto mais amplo e sério do que está exposto. Pode-se acreditar que, em maior ou menor equivalência, a agressão manifestada pelo bullying está inserida na família e no contexto familiar. A psicanálise humanista poderá colaborar no tratamento e educação para a paz, oferecendo reflexão sobre o caso com discussões com os alunos em atividades nas próprias escolas.

Conforme a opinião de Voltolini (2004) o que hoje se apresenta como inclusão escolar teve origem e evolução diferentes. Surge como política pública cujo afã seria o de garantir os direitos dessas pessoas à escolarização. E isso porque se percebeu que a tendência social de exclusão do deficiente e do louco passava também, como não poderia deixar de ser, pela instituição escolar. Aquela em que já havia sido apontada a vocação segregacionista a propósito dos pobres, agora recebia também o impacto da crítica de segregação aos loucos e diferentes. (VOLTOLINI, 2004).

Segundo Fante (2005, apud SOUZA e ALMEIDA p. 188), o fenômeno bullying é uma realidade inegável nas escolas brasileiras independentemente de turno de estudo, da localização da escola, do tamanho da escola ou da cidade onde ela se localiza ou se são séries finais ou iniciais ou ainda se a escola é pública ou privada.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O bullying não é apenas o assédio ou a agressão nas escolas. O local de trabalho também se mostra hostil conforme reconhece Mishra (2018), na Índia:

O assédio moral no trabalho é um problema significativo de relações trabalhistas e saúde e segurança ocupacional na Índia, que garante intervenção urgente e holística, apresenta estudos empíricos examinando fatores contextuais, antecedentes, mediadores, moderadores, processos, resultados e soluções, aprofundando assim nossa compreensão. do fenômeno. Os capítulos mostrados no volume enfatizam o paradoxo sociocultural indiano paradoxal, cuja adoção simultânea do humanismo versus relações hierárquicas, personalizadas e baseadas em identidade, materialismo versus espiritualismo e individualismo versus coletivismo, alimentam e reprimem o mau comportamento. As investigações devem envolver paradigmas positivistas e pós-positivistas, basear-se em várias estruturas teóricas e substantivas, as quais utilizam uma variedade de métodos, investigam numerosos focos e abrangem várias regiões geográficas na Índia, uma variedade de setores industriais e todos os níveis da organização.

Concordam os autores (TEIXEIRA, FERREIRA & BORGES, 2015), que tem estudado esta problemática que utilizam termos diversos, tais como: assédio moral (Hirigoyen, 2002; Sá, 2008); mobbing (Carvalho, 2007; Leymann, 1996; Saraiva e Pinto, 2011) e bullying (Araújo, 2009; Borges e Ferreira, 2015; Einarsen et al., 2011; Simons & Mawn, 2010; Townsend, 2012). O conceito de violência no trabalho é extenso e complexo, daí as inúmeras definições, mas, apesar de algumas particularidades entre as diferentes terminologias para descrever o fenômeno, elas salientam o fato de o comportamento ser ofensivo, repetido e continuado no tempo, contra uma ou mais pessoas.

Dentro dos limites do presente trabalho, a averiguação da literatura referenciada neste artigo mostrou a importância da identificação e análise dos traços do bully como alicerces fundamentais para o entendimento do perfil do provocador ou agressor na família, na escola e no trabalho.

As inúmeras autoridades pesquisadas e os vários textos comentados ao longo deste artigo, permitiram identificar, analisar, avaliar e compreender de forma precisa e incontestável que os provocadores e agressores são sempre indivíduos que, em algum momento em suas vidas, sofreram experiências emocionais desagradáveis, repetidas e constantes, e que por falta de exemplo comportamental familiar positivo, registraram em sua psique um delineamento agressivo e desafiador com temperamento volátil e rebelde.

Está claro, portanto, mas não concluído, que o papel da psicanálise é fundamental no processo de ajuda no combate ao bullying e recuperação do equilíbrio do indivíduo. Conclui-se que no bullying, aparentemente, as agressões físicas são mais visíveis. Porém, os danos psicoemocionais são sempre maiores e mais profundos, comumente trazidos da infância e da família, despertos em forma de dramaticidade, o exibicionismo e a agressividade. A psicanálise auxiliará nos conflitos, na ampliação da consciência do indivíduo quanto aos problemas enfrentados e resolução dos mesmos.

O tema é vastíssimo e ainda exige que outros colegas aprofundem o mesmo. Assim, como os pesquisadores estão se ajustando cada dia mais aos meios eletrônicos na criação de sites, blogs e outras mídias na produção de artigos científicos que abordam o bullying e seu impacto na sociedade mundial, faz-se producente investigar mais esta área da ciência, vinculada diretamente à filosofia, psicologia, psicanálise e psiquiatria, com aplicações práticas para a sociedade e as comunidades psicanalíticas em todo os continentes.

REFERÊNCIAS

AZEVEDO, E. C. Atendimento Psicanalítico a crianças e adolescentes vítimas de abuso sexual. Psicologia cienc. Prof. V. 21, no. 4, Brasília. 2001.

CARVALHO, Maria Pinto de. Família e Escola: novas perspectivas de análise. Vozes, 2013.

CARVALHO, J. S. F. Um bullying fora do lugar: quando o conceito exclui a complexiadade de cada caso. Educação, São Paulo, 2011.

CARVALHO, M. R; TRUFEM, S.F.B; PAULA, R.A.C. O Bullying entre adolescentes: estudo de caso em duas escolas particulares na cidade de São Paulo e Campinas. [Versão eletrônica]. Pesquisa em Debate, Ediçao Especial. 2012. http://www.facitec.br/erevista/index.php?option=com_ content&task=view&id=9&Itemid=2.

DE LUCCA, Lisie. Bullying não é amor. São Paulo, Cortez, 2011.

D’CRUZ, Premila; NORONHA, Ernesto; MENDONÇA, Avina; MISHRA, Nidhi. Indian Perspectives on Workplace Bullying: A Decade of Insights (Inglês). Springer, 2018.

DORNELLES, Vinícius Guimarães. Bullying. Avaliaçao e Intervenção em Terapia Cognitivo-Comportamental. São Paulo, Synopsis, 2014.

FANTE, Cléo; PRUDENTE, Neemias Moretti. Bullying em debate. Paulinas, 2018.

____________. Fenômeno bullying: como prevenir a violência nas escolas e educar para a paz. São Paulo, Verus, 2005.

FISCHER R.M.; LORENZI, G.W. Relatório de Pesquisa: bullying escolar no Brasil. Site: http://catracalivre.folha.uol.com.br/wp-ontent/uploades/2010/03/Pesquisa-Bullying.pdf (2010)

FRANKL, Viktor. Um sentido para a vida: psicoterapia e humanismo. Ed. Ideias e Letras, 2010.

NETO, Aramis A. Lopes. Bullying: comportamento agressivo entre estudantes. Jornal de Pediatria, 81(5), 2005.

MEDINA, Vila. Por le meilleur et pour le pire. Ed. Michel Lafon (2004).

NAMIE, Gary. Bullying no trabalho. São Paulo, Best Seller, 2014.

Organização Mundial da Saúde. Health topics: adolescent health [Internet]. Disponível em: https://www.who.int/topics/adolescent_health/en/ (Acessado em 30 de janeiro de 2013).

SILVA, Ana Beatriz Barbosa. Bullying: Mentes Perigosas nas Escolas. São Paulo, Principium, 2010.

TEIXEIRA, A.; FERREIRA, T.; BORGES, E.. Bullying no trabalho: percepção e impacto na saúde mental e na vida pessoal dos enfermeiros. Revista Portuguesa de Enfermagem e Saúde Mental. Portugal, 2015. Disponível em: < http://www.scielo.mec.pt/pdf/rpesm/n15/n15a04.pdf > . ( Acesso em 25 . out 2018).

TTOFI M.M.; FARRINGTON, D.P. Do the victims of school bullies tend to become depressed later in life? A systematic review and meta-analysis of longitudinal studies. J Aggress Confl Peace Res 2011.

TREVISOL, M. T.; DRESCH, D. Escola e bullying: a compreensão dos educadores. Revista Múltiplas Leituras, 4(2), 2011.

VOLPI, José H. Crescer é uma aventura. Desenvolvimento Emocional segundo a Psicologia Corporal. Centro Reichiano, Curitiba, 2002.

VOLTOLINI, R. Psicanálise e Inclusão Escolas: direito ou sintoma. Estilos da Clínica, São Paulo, 2004.

XAVIER, Maria Giovanna Machado. Psicanálise e Educação: um olhar sobre o fenômeno do bullying. Disponível em: www.ufopa.edu.br/portaldeperiodicos/ Acesso em 22 nov. 2015.

YOGI, Shri Swami Vyaghra. Ampliação da consciência no processo psicanalítico de melhora das conexões sinápticas. Vidya Press. Curitiba, 2014.

ZYCH, Izabela. Protecting Children Against Bullying and Its Consequences. Springer, England, 2017

[1] Mestrado Em Neuropsicanalise, Bacharel Em Teologia, Licenciado Em Filosofia. Psicanalista e filósofo clínico, membro das forças internacionais de paz da ONU.

[2] Professora, Mestre em Psicologia

Enviado: Novembro, 2018

Aprovado: Dezembro, 2018

Como publicar Artigo Científico

29 COMENTÁRIOS

  1. Muito bom artigo! Esclarecimentos importantes para todos que trabalham ou convivem com jovens e crianças. Precisamos estar sempre atentos! Parabéns!

  2. Gostei muito deste artigo, amplamente esclarecedor, norteador de conduta e conduz a uma clara organização mental e emocional sobre o tema. Recomendo a estudiosos do tema e à familiares que vivenciam estas situações em seu dia a dia.
    Parabéns ao Mestre Uberto Gama pelo trabalho que desenvolve!

  3. Parabéns Ms Uberto Gama,
    artigo muito bem escrito e de grande valor filosófico e científico. Com certeza será de grande ajuda aos estudiosos do assunto e também aos pais.

  4. Muito obrigado por trazer a tona e evidenciar problemas sérios que afligem nossas crianças e adolescentes, os quais levarão para suas vidas e disseminarão o que aprendem e principalmente o que vivenciam. Parabéns pelo artigo e pelo estudo profundo do tema e pela preocupação com nossa juventude.

  5. Excelente artigo. Muito esclarecedor e nos da um norte para uma solução. Parabéns Mestre Uberto Gama pelo seu trabalho.

  6. Artigo importante porque coloca em evidência que o problema do bullying não é somente uma questão de abordagem psicológica mas também social e espiritual. Evidencia também a necessidade de se estudar o fenômeno na sua versão contemporânea. Digo isso pois uma das leituras que fiz na época que cursei o ensino fundamental foi o livro Os meninos da rua Paulo, um clássico que conta a história de um grupo de meninos que segrega um deles por ser franzino e a história termina de forma muito triste. Tudo por que alguém não aceita aquele que considera diferente. Parabéns pelo enfoque preciso!

  7. Excelente artigo do Mestre Uberto Gama, que aborda não só a problemática do bulling, como também uma forma de resolve-la. Gostei muito. Parabéns!

  8. Muito obrigada, Mestre Uberto Gama, por se dedicar a educação de tantas pessoas, tantos jovens. Parabens por mais uma obra muito bem escrita e esclarecedora. Tenho certeza que este artigo servirá de contribuição para muitos que – em especial nos dias de hoje – se ocupam desta temática.
    Por conhecer o Sr, não deixo de me surpreender com a versatilidade e o dinamismo que emprega ao seu trabalho.

  9. Que tema importante, falar sobre o “Bullying”; Situação esta, que ocorre nas escolas desde meus tempos de criança. Encontro-me hoje com 40 anos, e vejo esta forma de agressão continuar acontecendo com filhos de Amigos e mesmo parentes.
    Quando o Senhor Uberto fala sobre a transmissão de princípios e bases filosóficas e espirituais, acerta em cheio no ponto aonde se encontra grande falta e falha por parte de muitos Pais e educadores.
    Deve-se dar grande atenção a esta parte do desenvolvimento psíquico-espiitual das crianças, posicionando-as dentro de um contexto de fraternidade e união. O mundo precisa seguir evoluindo nesse quesito.

  10. Que tema importante, falar sobre o “Bullying”; Situação esta, que ocorre nas escolas desde meus tempos de criança. Encontro-me hoje com 40 anos, e vejo esta forma de agressão continuar acontecendo com filhos de Amigos e mesmo parentes.
    Quando o Senhor Uberto fala sobre a transmissão de princípios e bases filosóficas e espirituais, acerta em cheio no ponto aonde se encontra grande falta e falha por parte de muitos Pais e educadores.
    Deve-se dar grande atenção a esta parte do desenvolvimento psíquico das crianças, posicionando-as dentro de um contexto de fraternidade e união. O mundo precisa seguir evoluindo neste sentido.

  11. Muito bom o artigo, especialmente o quadro (tabela), esclarecedor. É preciso orientar não somente as crianças (agressoras e vítimas do bullying), mas estas famílias para que ofereçam o suporte (principalmente emocional) necessário ao desenvolvimento sadio de seus filhos. Este artigo é bem esclarecedor e fornece informações para tomada de consciência das famílias e educadores e para a construção de uma sociedade mais saudável, espiritualizada e promissora.

  12. Muito bom este artigo, em minha opinião é um artigo que deveria guiar as reuniões escolares para norteamento das mesmas. Auxiliando na identificação dos problemas e situações causadas por esse ato.
    Parabenizo o Mestre Uberto Gama pelo artigo.
    Muito Obrigada!

  13. Que tema importante, falar sobre o “Bullying”; Situação esta, que ocorre nas escolas desde meus tempos de criança. Encontro-me hoje com 40 anos, e vejo esta forma de agressão continuar acontecendo com filhos de Amigos e mesmo parentes.
    Quando o Senhor Uberto fala sobre a transmissão de princípios e bases filosóficas e espirituais, acerta em cheio no ponto aonde se encontra grande falta e falha por parte de muitos Pais e educadores.
    Deve-se dar grande atenção a esta parte do desenvolvimento psíquico das crianças, posicionando-as dentro de um contexto de fraternidade e união. O mundo precisa seguir evoluindo neste sentido..

  14. Parabéns, Mestre Uberto Gama pelo artigo!
    Este tema atualmente muito presente precisa ser discutido e conduzido com mais clareza pelos profissionais e pelos pais, como o senhor mostra.
    Parabéns pelo trabalho!

  15. Espetacular este artigo, de grande simplicidade. Coloca de forma clara e direta a questão do bullying. Tenho três filhos e esse assunto é antigo e muito atual. A comunidade em geral (família e escola) ainda encontram dificuldade de lidar com isso de forma efetiva.

  16. Excelente artigo! Um tema tão importante, que causa impactos profundos no indivíduo vítima de atuação violenta, mas que ainda pouco explorado com a atenção e profundidade que merece. Que possamos ter mais profissionais e estudiosos do assunto para compartilhar e ajudar tantas pessoas e a própria sociedade. Meus cumprimentos e agradecimentos ao Mestre Uberto Gama por este trabalho!

  17. Excelente artigo! Um tema tão importante, que causa impactos profundos no indivíduo vítima de atuação violenta, mas que ainda pouco explorado com a atenção e profundidade que merece. Que possamos ter mais profissionais e estudiosos do assunto para compartilhar e ajudar tantas pessoas e a própria sociedade. Meus cumprimentos e agradecimentos ao Mestre Uberto Gama pelo trabalho!

  18. Parabéns pelo Excelente artigo, questões importante que devemos ficar conscientes pois acontece com grande parte das famílias.

  19. Um texto muito bem escrito e que aborda de forma completa e clara um assunto tão importante, e cada vez mais frequente no mundo atual.
    Obrigada por este texto Mestre Uberto Gama. Excelente!

  20. Obrigado aos meus alunos, discípulos e docentes pelas palavras a respeito do meu artigo. Isso estimula a escrever mais, a publicar mais e a colaborar com o meio acadêmico de forma mais intensa. Muito obrigado!

  21. Gostei muito do artigo, parabéns, Mestre Uberto!
    Esse tema tem ganhado destaque ultimamente apesar de estar acontecendo há muito tempo e ter trazido prejuízo a muitas gerações. Que bom que educadores lúcidos e instruídos como o Senhor estão dando atenção a essa situação. Um forte abraço!

  22. Parabéns Mestre Uberto Gama. Muito bom e instrutivo o artigo. Agradeço por sempre nos gerar excelentes conteúdos e ensinamentos.

  23. Tema importante que precisa ser debatido cada vez mais na sociedade, para que atitudes sejam tomadas em prol de eliminar este fator social desequilibrado. A Psicanálise Humanista, como o Sr citou, é uma das formas efetivas de lidar com esta situação. Quem sabe com a popularização deste artigo, as escolas comecem a implementar a Psicanálise Humanista em seus estabelecimentos.
    Muito obrigada Mestre Uberto Gama.

  24. Excelente artigo e de vital importância nos dias de hoje, com tantas crianças sendo vítimas de bullying. Parabéns, Mestre Uberto Gama, pelo trabalho desenvolvido.

  25. Muito Interessante este artigo. Este é um tema muito atual. Parabéns ao Mestre Uberto Gama pelo artigo profundo e esclarecedor!
    Como pai de filhos em idade escolar vejo a necessidade de cada vez mais se buscar formas de ajudar as crianças e as famílias da forma mais completa possível. Muito obrigado por abordar este tema!

  26. Apesar de já ter lido bastante conteúdo sobre o bullying, ainda não havia visto nada que relacionasse o tema com os abusos no ambiente de trabalho, como apontado nas Considerações Finais deste artigo. Também achei muito interessante o paralelo entre o perfil psicanalítico do bully levando em conta o ambiente familiar.
    Muito obrigada, Mestre Uberto Gama, por sua pesquisa e trabalho. Muito esclarecedor.

  27. Interessante a forma como o artigo chama a atenção para o perfil do agressor e relaciona as origens do bullying à realidade do ambiente familiar, além de outros pontos que requerem importantes e indispensáveis reflexões. Muito obrigada Mestre Uberto por seu trabalho.

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