O Olhar da Psiscopedagogia para o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade: TDAH

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CONTEÚDO

BARBOSA, Rui Sousa [1]

BARBOSA, Rui Sousa. O Olhar da Psiscopedagogia para o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade: TDAH. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 03, Ed. 08, Vol. 04, pp. 86-99, Agosto de 2018. ISSN:2448-0959

Resumo

O presente trabalho tem como objetivo abordar alguns aspectos que levantem discussões sobre o trabalho da psicopedagogia para com o TRANSTORNO DEDÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE. (TDAH), o seu modo operacional nas instituições de ensino, tendo em vista que o referido transtorno começa a ser manifestado nas escolas pelos alunos nas séries iniciais e os professores são os primeiros a perceberem por conta das dificuldades que os discentes vão apresentando ao longo de sua aprendizagem, por esse motivo vimos à necessidade de abordar em nosso trabalho algumas técnicas que poderão ajudar a classe docente a refletir sobre o processo de avaliação e diagnóstico e assim poder realizar um encaminhamento seguro e eficaz, pois sabemos que são muitos os que procuram um tratamento com diagnóstico de TDAH prévio que muitas vezes não é correto. A avaliação do TDAH exige um processo delicado e complexo o qual demanda do profissional experiência clínica, um bom conhecimento teórico e sem dúvida muita reflexão. As escolas a cada dia que passa se envolvem em uma tendência de explicar o mau desempenho dos seus alunos, assim sendo torna-se mais necessário à presença atuante de especialistas compondo uma equipe multidisciplinar para dar um suporte no processo de diagnóstico da patologia acima citado. É nesse contexto que pensamos na presença do psicopedagogo nas escolas com uma atuação permanente, com a finalidade de desenvolver intervenções que venham favorecer aos discentes com uma maior atenção, principalmente aqueles que possuem o transtorno. Vimos também à importância de lidar com segurança com a patologia do TDAH, nas avaliações em geral, no relacionamento com a família, a aplicação da ludicidade, e o cuidado com o preconceito, e a dinâmica da inclusão que favorece a autoestima e desenvolve uma autoaprendizagem.

Palavras-chave: Transtorno, Avaliação, Discente, Aprendizagem.

1. Introdução

A aprendizagem é um processo fundamental da vida do ser humano, todo ser humano nasce com a necessidade de aprender e ao longo do tempo essa necessidade torna-se mais ascendente devido às influências que o aprendiz vai vivenciando e assim poder se ajustar no meio físico e social.

Nessa perspectiva que esse artigo foi desenvolvido para esclarecer e melhor orientar os profissionais da área da educação principalmente aqueles que vivenciam em sala de aula muitos problemas com discentes que apresentam dificuldades com aprendizagem, são muitas as angústias que perpassam os caminhos desses profissionais na busca de tentar solucionar as queixas com a dificuldade de aprendizagem.

Este artigo desenvolvido no contexto psicopedagógico justifica o olhar da psicopedagogia de forma a encontrar suporte e ferramentas para direcionar o trabalho, adotando uma metodologia de ação-didática sempre voltada para as necessidades especiais do discente hiperativo.

Sabemos que muitas crianças hiperativas passam por uma gama de problemas comportamentais e emocionais nas escolas, esses problemas são as respostas a fracasso frequentes, a falta de atenção e concentração, como também o excesso de atividade motora fazem do TDAH, um aprendiz com baixo rendimento escolar, como não conseguem acompanhar a metodologia de ensino e os projetos que planejam, são muitas vezes rotulados como “LESADOS”, como gente que vive no mundo da lua.

Conviver com uma criança hiperativa é muito difícil. Mesmo sendo inteligente não tem boa aceitação em sala de aula porque não consegue parar, perturba os colegas, levanta e anda o tempo todo e promove indisciplina e a impaciência do professor.

Entendemos que a maioria das escolas ainda encontram muitas dificuldades para trabalhar com esses alunos, assim sendo levantamos o interesse para desenvolver esse tema e assim poder contribuir com a instituição de ensino oferecendo condutas diferenciadas para tentar obter êxito na aprendizagem das crianças que apresentam esse transtorno.

E com esse objetivo que este trabalho busca uma abordagem significativa visualizando sempre uma aprendizagem com alta relevância, buscando uma atuação de profissionais qualificados, interessados em ajudar os discentes com transtorno a superar suas dificuldades.

Temos consciência que nosso trabalho não esgotará soluções para os diversos problemas que serão apresentados no decorrer do artigo, porém procuraremos elucidar de forma crítica, algumas saídas favoráveis para que possa ajudar aqueles que se disponibilizam a fazer um trabalho consciente, com compromisso e seriedade na área da educação.

2. O que é o TDAH? Conhecendo o problema

O Transtorno Déficit de Atenção Hiperatividade (TDAH) pela regra pode ser genética ou congênita e afeta sempre as crianças na fase inicial de aprendizagem, causando dificuldades e impedindo-as a se concentrarem de forma significativa para uma boa adequação no ambiente escolar. Os sintomas aparecem com certa clareza principalmente na sala de aula.

Segundo os especialistas no assunto, esse problema está relacionado com um comprometimento no córtex pré-frontal direito.

Para Saul Cypel (2010) o TDAH é um transtorno que compromete o funcionamento do lobo frontal do cérebro e outras funções como:

-A Atenção

-A capacidade do indivíduo auto se estimular-se

-Controle dos impulsos

-Conseguir planejar-se, traçando objetivos e metas.

-Controle das emoções.

Os sintomas principais desse transtorno tem uma combinação de desatenção, hiperatividade, e impulsividade, e muito cedo já aparecem na vida das crianças se tornando mais evidente na idade escolar.

Toda criança com TDAH tem dificuldade de concentração e pode se distrair com muita facilidade, assim sendo é necessário que os pais e os professores tenham certo cuidado na observação comportamental da criança, tendo em vista que nem toda criança que apresenta essas características pode se enquadrar com um diagnóstico de TDAH.

Muitas vezes a criança está passando por problemas familiares, por problemas sociais ou por alguma dificuldade de se socializar e isso torna o discente inquieto e desatencioso sem estímulos para realizar suas tarefas.

Portanto, entender de TDAH para os que trabalham na área da educação é uma forma coerente para saber lidar com o problema.

3. O diagnóstico

O diagnóstico de TDAH é clínico e deve ser feito por um médico especialista no assunto mesmo sem a intervenção de uma equipe multidisciplinar, mais caso venham ser necessário um acompanhamento com uma equipe de especialista essa deve ser formada por: neurologista, neuropsicólogo, fonoaudiólogo, psicólogo e psicopedagogo, sem esquecer que devemos seguir alguns passos como: providenciar uma entrevista com os pais, investigação do meio em que a criança está inserida, como é o seu comportamento com os colegas de sala de aula e com professores, tudo isso para adquirir um levantamento de queixas e assim poder melhor observar os sintomas.

Sabemos que existem muitas investigações por parte de especialistas para chegar a um diagnóstico certo, e assim aplicar condutas para ajudar no desenvolvimento e no autocontrole da pessoa portadora de TDAH. Vejamos o que diz

Forster e Fernádez (2003): Propõe uma definição que integra várias perspectivas teóricas, para entender e descrever o transtorno :neurológico, psicopedagógico e escolar. Definem o TDAH como um transtorno de conduta crônica como um substrato biológico muito importante, mas não devido a uma única causa, com uma forte base genética, e formada por um grupo heterogêneo de crianças. Inclui crianças com inteligência normal ou bem próxima do normal, que apresentam dificuldades significativas, para adequar seu comportamento e/ ou aprendizagem à norma esperada para sua idade.

É percebível que para se obter um diagnóstico com eficácia é necessário um estudo bem amplo, de posse de investigações que venham respaldar o profissional a detectar com precisão o possível problema.

É um procedimento que exige muito dos profissionais como também da família do discente para ajudar no desenvolvimento das investigações pois já que a criança passa o maior tempo de sua vida é convívio com a família.

Devemos pensar que o maior objetivo para melhor e adquirir um diagnóstico com precisão do TDAH é estar sempre observando a frequência e as situações que o desencadeia, para não correr o risco de rotular as crianças de qualquer forma. Durante o processo de avaliação com o cliente, pode ser programado algumas intervenções, desde que já exista um vínculo com terapeutas ou psicólogo.

Estas intervenções podem ser programadas e ser aplicado através de jogos lúdicos, ou através da arteterapia, fazendo uso de desenho e outros objetos que venham estimular na concentração do cliente.

O profissional pode focalizar dificuldade específica da criança, em termo de habilidades sociais, criando um espaço e situações para desenvolvê-las, por meio de interações com a criança, por intermédio de qualquer atividade lúdica. (BENCZIk, 2002, p 92).

Percebemos que a intervenção psicopedagógico é essencial para ajudar o sujeito a se situar-se de forma adequada proporcionando ao discente uma perspectiva de vida com evolução.

4. Atuação Psicopedagógico

Quando pensamos em lidar com portadores TDAH, devemos pensar em uma equipe de interdisciplinaridade, entre esses está o psicopedagogo clínico e institucional, pois esse profissional vai ajudar no trabalho de reflexão e orientação à família possibilitando um direcionamento das condutas que irão favorecer a adequação do individuo com TDAH.

Uma criança ou adolescente com essa patologia precisa ser bem estimulada, a atenção deve ser em um tempo integral para se ter certeza do que ele está fazendo ou estudando. É justamente neste ponto que atua o psicopedagogo cabendo-lhe intervir no cognitivo, junto à construção do saber e fazer com que o paciente sinta-se seguro na construção de uma vida intelectual, pessoal e profissional.

Quando uma criança ou um adolescente começa o processo de avaliação para um diagnostico, ou mesmo se ele já estive realizando o tratamento interventivo, nesse momento o psicopedagogo tem um papel importante ajudando a criança a desenvolver habilidades como:

-Aprender a ouvir.

-Saber iniciar uma conversa.

-Aprender a interagir com os colegas.

-Fazer perguntas e dar respostas apropriadas.

-Brincar cooperando com os colegas.

-Ser gentil.

-Saber esperar sua vez para falar ou jogar.

-Saber pedir, por favor.

Sabemos que o educador percebe a necessidade de ensinar aprendendo, assim sendo essa ótica deve ser utilizada para perceber as dificuldades na aprendizagem. A proposta psicopedagógico deve ser baseada na compreensão e intervenção junto às dificuldades de aprendizagem levando em conta todo referencial de atitudes, ampliando o olhar sobre o objeto de estudo. Existem alguns mitos que circulam pela escola (Souza apud, Conceição, 1994, p 128):

-A alfabetização da criança foi deficitária.

-A criança que não foi bem em uma série, sempre vai ter problema.

-A criança é igual ao pai, por isso não aprende.

-As relações escolares pelas dificuldades de aprendizagem.

-A desnutrição não deixa a criança aprender.

-Os pais são desinteressados e, por isso, a criança não aprende.

-A criança adotiva vai ter dificuldades de aprendizagem.

-O portador de necessidades especiais vai ter dificuldade na aprendizagem.

É muito comum nos depararmos com educadores se queixando da presença desses mitos. Mas é importante, portanto, que se faça uma reflexão na concepção da queixa escolar, que deve fazer uma análise do sujeito, do conjunto de relações que faz presente e constitui a história do seu desenvolvimento.

Existem muitas técnicas que podem ser usadas por um psicopedagogo em um acompanhamento com o aluno com diagnóstico de TDAH. A aplicação lúdica é uma forma que o profissional pode usar para atrair a atenção da criança, fazendo despertar nela uma realização de exercícios sensoriomotores, os jogos de damas, leituras, quebra-cabeça cartas memória, entre outros que podem fazer combinações intelectuais.

Os contos de fadas, também podem ser utilizados, tanto na fase do diagnóstico como também na fase de intervenção psicopedagógico. Utilizando essa técnica, o psicopedagogo pode coletar dados cognitivos e mesmo psicanalíticos da criança. (BENCZIK 2002)

Podemos assim perceber que a intervenção psicopedagógica é de alta relevância para ajudar no desenvolvimento social da criança e ela possa participar, interagindo com os outros aprendendo a ganhar e a perder e melhorar o seu desenvolvimento cognitivo.

5. A Atuação da Escola para Ajudar a Criança com TDAH.

Fora do ambiente familiar, à escola é o ambiente em que a criança vai passar a ter outros contatos e procurar a se adaptar com algumas normas que muitas vezes ela encontra algumas dificuldades, isso é comum; pois essa criança passa a vivenciar um contato com pessoas que para ela são estranhas, bem diferentes das que ela mantém contato no dia-a-dia. Assim sendo, essa mudança pode lhe causar resistências e até mesmo alguma dificuldade no processo de aprendizagem.

Por esse motivo é necessário que a instituição mantenha certos cuidados para ajudar a criança a se sentir segura, tornando-a capaz de interagir com outras pessoas.

Sabemos que é necessário que os professores conheçam um pouco sobre o TDAH, para não criarem nenhuma barreira com relação ao aluno, isso implica em dar maior atenção a quem possui o transtorno. Algumas adaptações podem ser necessárias como, por exemplo: sentar próximo ao quadro e ao professor, estudar em turmas pequenas, buscar montar salas com poucos detalhes e enfeites para não dispersar a atenção da criança.

Outro detalhe muito importante é criar dentro da instituição escolar meio para trabalhar com crianças com o diagnóstico TDAH. Trabalhar com a inclusão é um grande desafio para os professores e psicopedagogos e a escola de modo geral, todos precisam criar meios para aprender a trabalhar com essa perspectiva.

Vejamos o que adverte LANJONQUEIRE, (2002, p 24). Obviamente quando excluídas, tanto as “especiais” quanto as “não tão especiais” entram no sistema paralelo de cuidado psicopedagógico, bem como no chamado setor de educações especiais ambos alimentados pelas ilusões cientificas, para assim se tornarem casos crônicos embora possam vir “adquirir” alguns automatismo comportamentais tidos como conquista educativa.

As estatísticas revelam que pode haver aproximadamente uma criança com TDAH em cada sala de aula com 25 alunos. Muitas crianças concentradas em sala de aula podem transformar o ano letivo em um pesadelo, pois sabemos que um aluno do TDAH em sala de aula, a probabilidade é que esse aluno tome muito tempo e esforço do professor.

A educação é uma questão de direitos humanos e as pessoas portadoras de Necessidades Especiais devem fazer parte de todo planejamento político, pedagógico que a escola estabelece de forma adequada àqueles que necessitam. A liga internacional corrobora quando escreve dizendo que: “As pessoas com necessidade especiais devem fazer parte da escola, escola deve modificar o seu funcionamento para incluir todos os alunos”. (Conferência Mundial de 1994 UNESCO).

Assim sendo, pensamos que o olhar e atuação do psicopedagogo na escola são de fundamental importância, tendo em vista que esse profissional vai ajudar auxiliando os professores a desenvolver uma metodologia de ensino que vise

à inclusão e a adaptação do aluno com TDAH no estabelecimento de ensino, sempre buscando estimular no desenvolvimento de aprendizagem e no relacionamento interpessoal.

Outrossim, de extrema importância é perceber que nem toda inquietação pode ser diagnosticado TDAH, pois sabemos que muitas vezes o aluno tem uma certa dificuldade de acompanhar o método de ensino em sala de aula e passa a ficar desmotivado e desatento, incapaz de desenvolver uma boa concentração.

Uma sala de aula preparada para um aluno com TDAH, deve ser bem organizada e estruturada. A estrutura e até o material didático deve estar adequado à habilidade da criança com dificuldade, as tarefas devem ter variação sendo interessante para o aluno. As expectativas devem ser adequadas ao nível de habilidade da criança e deve estar preparada para mudança. (NAPARSTEK R. 2004).

Conforme a citação se pode ter uma percepção que a escola pode sim desenvolver técnicas que possibilitem uma grande ajuda para o aluno com o diagnóstico de TDAH. São técnicas simples, mas que podem fazer uma grande diferença para minimizar o impacto negativo no temperamento do aluno.

Desenvolvendo métodos variados utilizando apelos sensoriais diferentes, reconhecendo os limites de tolerância e modificar o programa da criança com TDAH, até o ponto dele se sentir confortável.

Vimos também outro ponto importante com a atuação do psicopedagogo na escola a forma de como dialogar constantemente com esse complexo que se manifesta como um sistema particular. Caracterizamos então o sujeito da aprendizagem com a própria instituição que aprende a partir das transformações de seus grupos.

6. A importância do trabalho lúdico com criança com TDAH.

O trabalho com lúdico é um projeto que vem sendo desenvolvido no âmbito escolar para ajudar na aprendizagem principalmente nas séries iniciais; voltados também para crianças que têm dificuldades para acompanhar a metodologia de ensino tradicional.

Existem muitas razões para proporcionar a brincadeira, desde o prazer que o lúdico propicia no discente, tem até mesmo o desenvolvimento do cognitivo, motor, afetivo e social da criança.

Sabemos que as crianças com TDAH, demonstram muita inquietação assim sendo, a atividade lúdica irá proporcioná-las uma melhor concentração, participação e criatividade para melhor desempenho nas atividades. Mas temos que ter o cuidado para coordenar as brincadeiras e os brinquedos a serem usados, não basta somente espalhar os brinquedos na sala e deixá-los aleatório sem nenhuma orientação do professor.

Cabe ao professor estimular a atenção da criança com TDAH, para que a mesma não se distraia com qualquer novo estímulo do ambiente e possibilitando que a criança fixe atenção por um tempo suficiente, para no máximo aproveitamento duma atividade lúdica e assim possibilitando uma melhor interação com colegas. (Vygotsky 2004).

Vejamos que a citação acima nos mostra que a presença do professor junto aos discentes na hora da brincadeira é de fundamental importância, pois é ele que vai primeiro ditar as normas, organizar os grupos para obter êxito na aplicação do lúdico em sala de aula.

Outrossim, é que a escola deve proporcionar uma aprendizagem lúdica significativa propondo atividades desafiadora que possibilitem a construção de conhecimento, dando ao aluno oportunidade de ser criativo.

Sabemos que o comportamento do discente com TDAH, em relação às crianças normais, se mostra com certa deficiência devido a grande dificuldade de atenção, concentração e impulsividade causada pelo distúrbio, portanto ao utilizar os jogos é necessário levar em consideração a característica da criança com transtorno.

Conforme argumenta (Vygotsky 2004 p 89)

“O brincar é de extrema importância para o processo de aprendizagem e desenvolvimento da criança, pois através dele a criança pode reproduzir experiências e vivenciar o mundo relacionando-se com outras crianças”.

De acordo com o argumento acima podemos ver a importância da escola em organizar as brincadeiras com uma estratégia pedagógica e assim integrar o lúdico como uma grande possibilidade da criança vencer medos, angustias, trauma e tudo que consiste a sua sensibilidade, pois sabemos que o lúdico é uma ferramenta criativa e interativa que o professor pode utilizar para minimizar os problemas de desatenção com certas crianças com TDAH.

Considerações finais

Somos conscientes que a psicopedagogia tem capacidade de reconhecer e respeitar as diferenças e tornar concreta a possibilidade de realizar prática pedagógica verdadeiramente inclusiva. É muito importante saber que o psicopedagogo não tem em vista somente as deficiências ou dificuldades que um discente possa ter, mas sim apontar para uma ascensão do sujeito. Sujeito esse que muitas vezes necessita de cuidados adequados para desenvolver sua aprendizagem, promovendo trabalhos inclusivos que vêm para assegurar e recuperar aquilo que fora perdido.

Saber ler, escrever, é essencial para ter capacidade de se comunicar com o mundo, muitos são privados desse direito, outros apresentam dificuldade para aprender devido o espaço em que vive, pois além de não serem estimulados, vivenciam uma grande expressão de angústia, anseios, problemas emocionais, financeiros e assim acabam desenvolvendo transtornos que passam despercebido no âmbito familiar.

O psicopedagogo entra aqui com um trabalho importante, para dar suporte e diferentes ferramentas aos professores ajudando-os a superar os desafios, desafios esses que implicará em mudanças gerando algo novo, e quando se trata de algo novo sempre tem insegurança e resistência.

É preciso um grande apoio de todos que trabalham na instituição escolar, professores, funcionários, agentes administrativos, todos devem ter consciência que são educadores e educandos, sem esquecer-se do apoio da família, todos são chamados a construir um espaço educacional que possibilite uma melhoria na qualidade do ensino sem restrições e com uma metodologia voltada para a inclusão.

É necessário dispor de projeto didático voltado para atividades que prendam a atenção e concentração do aluno. Em especial o jogo, a aquisição dessa ferramenta visa a propiciar um hiper foco principalmente quando se vai trabalhar com criança com diagnóstico de TDAH.

O discente com TDAH precisa perceber-se como parte integrante da escola, da família e do meio social. Então necessitamos oferecer ao portador um mundo de diversas oportunidades e encorajá-lo mostrando que será possível explorar a sua inteligência, seus valores, e suas emoções.

Referências bibliográficas.

BENCZIK Edyleine, Atualização diagnostica e terapeuta 2ed, São Paulo, casa do Psicólogo P 2002.

CYPEL, S. Déficit de Atenção e Hiperatividade e as Funções Executivas: Atualização para pais, professores e profissionais da saúde. 3° Edição. São Paulo: Lemos Editorial, 2010.

FERNÁNDES, A. Os idiomas do Aprendente. Análise das modalidades ensinantes com famílias, escolas e meios de comunicação. Porto Alegre: Artmed. 2003.

LAJONQUIÈRE, L. de (2002). Sigmund Freud, a educação e as crianças. Estilos da Clínica, 7(12), 112-129.: http://dx.doi.org/10.11606/issn.1981-1624.v7i12p112-129.

NAPARSTEK R Biogenética. Uma Alternativa para o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. TDAH.

SOUZA, M. P. R. et al. A questão do rendimento escolar: mitos e preconceitos. In: CONCEIÇÃO, J. A. N. Saúde escolar: a criança, a vida e a escola.Sarvier,

EDUCAÇÂO INCLUSIVA 1994. Conferência Mundial da UNESCO 1994 (artigo) site: portal.mec.gov.br,acesso: 13/09/2017.

VIGOTSKY, Lev. Semenovich. A aprendizagem e o brincar de crianças com transtorno de déficit de atenção/hiperatividade. São Paulo: Martins Fontes, 2004.

[1] Bacharel em Teologia, Pós-graduação em Psicopedagogia Clínica e Institucional, Curso de Extensão em Parapsicologia.

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