O febiano e seu sentimento altruísta: uma análise de narrativa histórica numa perspectiva atualizada

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DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/historia/sentimento-altruista
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ARTIGO ORIGINAL

ALVES, Janael da Silva [1]

ALVES, Janael da Silva. O febiano e seu sentimento altruísta: uma análise de narrativa histórica numa perspectiva atualizada. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 04, Ed. 06, Vol. 02, pp. 20-37 Junho de 2019. ISSN: 2448-0959

RESUMO

A Força Expedicionária Brasileira (FEB) foi reunida e enviada aos campos de batalhas da Itália por ocasião da Segunda Guerra Mundial. O relato de ressentimentos com a pouca valorização dos atos realizados pela força expedicionária é comum entre os militares, ex-combatentes e seus sucessores. Por meio deste artigo se realizará uma análise da narrativa, de uma entrevista feita com um ex-combatente que atuou na Itália durante a segunda guerra mundial. O trabalho terá como ponto de apoio uma pesquisa estruturada realizada com alunos do ensino Ensino Médio de uma escola pública da mesma cidade em que viveu o ex-combatente entrevistado e com alunos do curso de graduação de história de uma cidade onde se localiza uma importante unidade do Exército Brasileiro. O trabalho se mostra relevante em diversos aspectos, como histórico, a percepção do mito do herói de guerra além de buscar entender o interesse e conhecimento de estudantes pela história da FEB.

Palavras Chaves: Força Expedicionária Brasileira, FEB, Segunda Guerra Mundial.

1. INTRODUÇÃO

A segunda guerra mundial enquanto um momento marcante na história acentuou uma tendência que tivera início um século antes, a bipolaridade de ideologias governamentais que iriam dividir o mundo ocidental em dois grandes blocos. Tal processo se coloca em marcha com a revolução bolchevique na Rússia e que a segunda guerra acaba por dividir o mundo em dois grandes campos de influência e rivalidades mútuas. “A nova ordem territorial estabelecida no final de cada (grande) guerra reflete: “a redistribuição de poder ocorrida no sistema internacional”. (HAESBAERT 1992 p. 135).

Durante o transcorrer dos embates, a nação brasileira se viu interpelada a tomar partido, e decidir de que lado lutaria, e com base nos fatores mais diversos foi tomada a decisão de lutar ao lado dos países aliados considerando, contudo, como fator determinante para essa decisão, uma forte influência norte-americana, sendo, por essa razão, constituída a Força Expedicionária Brasileira, denominada FEB. Aquele momento é reconhecido, como sendo, politicamente antagônico e de dúvidas para a nação, uma vez que, o Brasil, país tradicionalmente neutro e pacificador na esfera das relações internacionais, posição herdada do Barão do Rio Branco, era conclamado pelo povo nas ruas a lutar ao lado das democracias do mundo, mas, no entanto, vivia sob a ditadura do presidente Getúlio Vargas, e para acentuar ainda mais as contradições internas e o clima de apreensão, o Brasil neutro na guerra, conforme Seitenfus (2000) passou a tratar dos interesses Italianos na Grã-Bretanha e colônias a partir de 11 de junho de 1940, fazendo com que alguns identificassem no regime de Vargas, uma simpatia pelos países do eixo que compreendia Alemanha, Itália e Japão.

2. METODOLOGIA

O presente artigo faz a revisão bibliográfica a respeito de feitos da FEB e objetiva investigar um pouco do que seja o grau de conhecimento que os jovens atualmente tenham a respeito da luta da FEB, e concomitantemente demonstrar, a partir da bibliografia existente e do depoimento de um ex-combatente, a realidade que permeava estes atores durante o período da guerra. Foi utilizado para a construção deste artigo, uma entrevista pessoal e aberta realizada com o Senhor José Alves da Costa o (Sr. Bitu), no ano de 2005 um ex-combatente da FEB que residia na cidade de Varginha/MG. Foi ainda aplicado um questionário estruturado investigando três questões, por meio de três perguntas a 27 acadêmicos do curso de licenciatura de História e Geografia de UNINCOR, turma 2004/2006, na cidade de Três Corações/MG onde se localiza a Escola de Sargento das Armas (ESA) que é uma importante unidade do exército brasileiro. As mesmas perguntas foram propostas a 46 alunos do segundo e terceiro anos do ensino Ensino Médio de uma escola pública estadual da cidade de Varginha- MG no ano de 2013, mesma cidade em que residia o Sr. Bitu.

As perguntas se referem a três graus de conhecimento, um de ordem geral, ao tratar da política da época, cujo teor é tratado regulamente no ensino da história/geografia; uma outra pergunta de ordem geral foi proposta, mas que requer um conhecimento particular dos fatos; e uma terceira pergunta de ordem específica que trata do que foi o dia-a-dia dos combatentes buscou investigar o interesse dos estudantes pela atuação da FEB. Os dados coletados do questionário serão quantificados em gráficos para que melhor se visualize tais informações.

Foi realizada pesquisa bibliográfica, tendo como fonte principal as publicações da BIBLIEX, disponíveis em grande quantidade na Biblioteca da UNICOR (Universidade Vale do Rio Verde) Três Corações/MG, além de visita a Biblioteca e a sala da FEB, em homenagem ao General Pitalluga, ex-combatente da segunda guerra, existentes na ESA (Escola de Sargento das Armas) localizada também na cidade de Três Corações-MG.

Este trabalho faz a análise da narrativa a partir do relato de um ex-combatente, e os sentimentos que ele tem de desvalorização em relação aos seus atos. A análise confronta o relato com o nível de conhecimento e reconhecimento que a juventude atual tem e em relação aos acontecimentos ficando demonstrado que a ideia de herói de guerra é um sentimento pessoal e pouco conhecido na perspectiva dos estudantes respondentes da pesquisa.

Segundo Schütze (2014) a Análise de Narrativa pode-se considerada pela estrutura básica como uma exposição oral retrospectiva de experiências próprias realizadas no universo cotidiano (no contexto de ações vivenciadas e que, em parte, continuaram de forma ativa), de experiências que o falante comunica diretamente a um ouvinte que está presente no momento da fala.

A condição de um sujeito que narra sua vida coloca-o numa posição que é ao mesmo tempo de autor e de intérprete de si mesmo. Trata-se aqui de pontuar a distância entre o sujeito e o si mesmo que é narrado. Esta disjunção subjetiva é a condição que torna a auto compreensão uma tarefa de interpretação e transforma o sujeito numa espécie de autor-intérprete de si mesmo. Esta condição faz do auto relato uma construção não transparente e não plenamente controlável para o sujeito, aproximando-a de um ato de criação estruturalmente análogo à ficção. Neste sentido o relato autobiográfico não representa o sujeito, mas o produz. (CARVALHO, 2003. p. 299)

3. A FEB E O RECONHECIMENTO DEVIDO PELA SUPERAÇÃO DAS ADVERSIDADES NA BATALHA

A declaração assinada pelos chanceleres dos países americanos em agosto de 1940, na cidade de Havana, vislumbrava o rompimento das relações diplomáticas por parte dos países americanos com qualquer país que viesse a agredir alguma das nações que assinavam aquela declaração, foi a motivação que gerou o rompimento das relações diplomáticas do Brasil com os países do EIXO, em 28 de janeiro de 1942, segundo Costa (1995), em virtude da ocorrência, um ataque de aviões japoneses à base Norte Americana de Pearl Harbol, no arquipélago havaiano em dezembro de 1941. Subsequente ao rompimento, no período de 15 a 21 de agosto de 1942, submarinos alemães afundaram cinco vapores brasileiros, causando muitas mortes, inclusive de mulheres e crianças (COSTA, 1995. p.18) fato ocorrido em mar territorial brasileiro. Foi designada uma comissão mista entre o Brasil e os Estados Unidos para tratar de assuntos referentes à guerra e a participação destes países no conflito, desta comissão, saiu através de seu representante brasileiro General Eurico Gaspar Dutra, a proposta para que o Brasil participasse da guerra enviando tropas.

O presidente Getúlio Vargas declara por meio do decreto n.º10.358, estado de guerra contra a Alemanha e Itália, e determina a formação de uma tropa para lutar na Europa. A constituição da FEB segundo Henrrique (1959) é concretizada em 09 de agosto de 1943, pela portaria ministerial n.º 4447, sendo constituída pela 1ª DIE (Primeira Divisão de Infantaria Expedicionária), um grupo de caças da FAB (Força Aérea Brasileira) e por uma esquadrilha de observação e ligamento, tendo sido a FEB submetida ao comando do General de divisão João Batista Mascarenhas de Moraes.

A FEB conforme Braga (1996) participou da guerra com um efetivo de 25.334 homens, no período de julho de 1944, a maio de 1945, sendo que fez suas atuações na Itália na região do Vale do Sercchio, Planície do Pó e dos Montes Apeninos rumo ao norte até o encontro com as tropas francesas. O primeiro passo após a criação da FEB, foi o envio de oficiais do exército, para treinamento nos EUA, onde iriam conhecer os armamentos que seriam utilizados pelas tropas brasileiras, bem como as táticas de guerra adotadas pelos norte-americanos.

No dia 23 de novembro de 1943, começa a convocação e o período de recrutamento para a formação do contingente da Primeira Divisão de Engenharia (1ª DIE), é quando se iniciam também algumas das inúmeras dificuldades que se apresentaram para a FEB, desde a sua formação até o desfecho da guerra.

Conforme Henrique (1959), a necessidade de voluntários era grande, pois, além da tropa a ser enviada para a Europa, havia a necessidade de proteger o território Brasileiro, principalmente o litoral do Nordeste, onde eram temidas incursões, que poderiam ocorrer por parte de tropas de assalto alemãs. No entanto, os voluntários não se apresentaram como foi esperado, “Infelizmente o entusiasmo guerreiro das ruas não tomou o caminho dos quartéis. Foi inexistente o voluntariado”. (HENRIQUE 1959. p.23)

As dificuldades para estruturar a FEB, tiveram que ser superadas com grande esforço por parte daqueles que articulavam sua formação e treinamento. O General de divisão Celso Azevedo relata: “Há quem diga, que maior vitória do Marechal Mascarenhas de Moraes, não foram os combates vitoriosos na Itália, mas conseguir, contra quase tudo e quase todos, organizar sua divisão entre dificuldades de todas as ordens, reuni-la no Rio de Janeiro, colocá-la nos navios de transporte de tropas e chegar à Itália. ”

O próprio General Mascarenhas em trecho de uma das suas cartas enviadas a Getúlio Vargas declara: “… desejo externar ao nosso preclaro presidente a preocupação que nos anuviais o espírito com relação ao aparelhamento e a representação da 1ªDIE na guerra …” (Escola de Sargento das Armas. Carta que se encontra na sala General Pitaluga na ESA em Três Corações MG).

As dificuldades em estruturar a FEB, conforme Lopes (1981) tiveram de ser superadas com muito esforço por parte de seus comandantes. Apesar de o Brasil ser o único país da América do Sul a enviar tropas para a Guerra, o país não dispunha de condições, estrutura e aparelhamento bélico para atuar; tanto que, uma das condições impostas pelo Presidente Getúlio Vargas para que fosse enviada uma tropa, era a de que, todo o armamento e equipamentos utilizados pela FEB, seriam fornecidos pelos Estados Unidos e a partir de então passariam a pertencer ao Brasil. Diante das tamanhas dificuldades de logísticas, adesão voluntaria e treinamento, “Quem conheceu o exército em 1940, forçosamente renderá homenagem ao dirigente da Força Expedicionária”. (HENRIQUE 1959. p.67).

Tendo de ser superadas pelos dirigentes da FEB as dificuldades de ordem institucional e organizacional, com fins de organizá-la, passa-se a considerar as dificuldades enfrentadas singularmente pelo combatente “febiano”, de quem, os relatos aferidos na bibliografia e depoimento são marcados pelo forte sentimento de orgulho frente às dificuldades conforme Mota (2013).

Muitas eram as dificuldades enfrentadas pelos pracinhas, conforme Lopes (1981) as primeiras começaram a ocorrer durante o transporte nos navios, onde os enviados permaneciam espremidos em compartimentos muito apertados, tendo que passar quase todo o tempo da viagem deitados, sendo constantemente alardeados para simulações de evacuações dos navios, pois eram grandes as possibilidades de um ataque de submarinos alemães. Conforme Almeida (1985) eram servidas durante a viagem apenas duas refeições diárias, à moda americana, sendo uma às oito horas e outra às treze horas.

“Tendo em vista o grande número de homens transportados, só eram servidas duas refeições diárias… por vezes senti uma sensação de fome, além de continuar estranhando o gosto adocicado de certos pratos…” (ALMEIDA 1985. p.41)

Lopes (1981) também relata um testemunho do que foi o transporte em navios lotados, com mais de 5.000 (cinco mil) homens, demonstrando o grande esforço do febiano desde o início:

“Suportando um calor asfixiante, por não funcionarem os aparelhos de ar condicionado e vivendo numa atmosfera poluída pelos vômitos frequentes, sob a ação angustiante do enjoo e temendo um possível torpedeamento…” (LOPES 1981. p. 28)

A FEB conforme Morais (1969) chega à Europa em 16 de julho de 1944, desembarca na cidade italiana de Nápoles, seguindo dali para a cidade de Livorno e de lá para o acampamento de San Rossore na área rural, para o agrupamento e treinamento da tropa, e não iria demorar muito, e um daqueles que foi grande inimigo dos pracinhas se apresentaria: “O frio de dezoito graus abaixo de zero, essa foi a temperatura que o febiano, chegou a suportar para continuar lutando (HENRIQUE 1959. p.131).

Em Braga (1996) temos outro testemunho da luta e superação em relação ao frio:

“Vi, numa destas manhãs, soldados do Serviço de Intendência tirando caixotes de munição para carregar os caminhões vindos das unidades. Nevara tanto pela madrugada que os homens tinham de se afundar na neve até quase a altura do peito para trabalhar.” (BRAGA 1996. p. 105)

O pracinha tentava de todas as formas vencer o frio e continuar lutando, segundo Braga (1996) quando cavava sua trincheira, chamada pelos norte-americanos de “fox-hole”, ele forrava o fundo com galhos, madeiras que apanhava da própria vegetação, pedaços de mantas que não utilizava para se cobrir, tijolos e outros materiais, para não ficar com os pés metidos na neve, ou na água gelada e assim suportar o frio. Passado o que foram os meses de inverno, a neve começa a se derreter, e o que antes era gelo se tornou um lamaçal, se constituindo em nova dificuldade para a progressão das máquinas e equipamentos de guerra além de provocar diversos acidentes com veículos de transporte, blindados e outras viaturas.

Segundo Braga (1996) os febianos tiveram também dificuldade de adaptação aos modelos de alimentação norte americano; tanto quanto aos horários das refeições, quanto aos tipos de comida, estas que normalmente nas campanhas, sofrem alterações quanto à quantidade e a forma de preparo, no caso daquela que era fornecida a FEB, além destas particularidades, tinham de ser distribuídas pelos Estados Unidos.

É que sem contestar a excelência da ração americana, quer do ponto de vista higiênico, quer do ponto de vista de seu valor energético… fácil não foi, ainda assim obter a sua aceitação a cem por cento pela tropa brasileira, devido a que, além do paladar completamente diverso daquele a que nossos homens estavam habituados, quase nunca era satisfatória em volume. (BRAGA 1996.p.283)

As rações fornecidas variavam de sabor e cor e eram identificadas por letras do lado de fora das caixas muito bem protegidas dento de resistentes embalagens, conforme Braga (1996) elas geralmente continham dois biscoitos, uma latinha de carne com ovos, um pedaço de doce de fruta duro, cinco gramas de café, açúcar, quatro cigarros e uma caixinha de chicletes.

Para preparo da refeição principal nas frentes de batalha não se precisava de fogo, talvez por esse motivo os relatos deem conta que era refeição a mais detestada pelos combatentes.

Diante das dificuldades e imprevistos segundo Lima (1980) a FEB entrou em luta e cumpriu a missão que lhe foi imposta, que foi a progressão, no vale do Sercchio, vale do Reno, tomada do Monte Castelo para a liberação de duas rotas de passagem para que exército aliado encontrasse e exército francês. A missão da FEB, já teria terminado com essa missão, no entanto, foi solicitado pelos comandantes a continuação das missões até o fim da guerra, segundo Morais (1969) passando por Montese, impondo uma rendição à 148ª Divisão alemã passando pela Planície do Pó cortando a Itália do sul ao norte, conforme o autor, com a vitória se devendo ao desprendimento de cada soldado combatente, adaptando-se a duras situações e vencendo combates.

Dos diversos confrontos, narrados com forte dose de emoção pelos ex-combatentes em suas biografias, cita-se aqui o relato em um diário de ex-combatente, no qual localizado entre os pertences dos brasileiros; O relato aqui transcrito encontra-se em um quadro intitulado: “Com a Palavra os Heróis”, na sala General Pitaluga da ESA:

Pela manhã o 6º pelotão foi solicitado a socorrer um grupo de soldados que havia caído num campo minado e que tinha sido atingido por minas ante pessoal. O quadro que se apresentava era horrível: os rostos estavam deformados e sujos de lama; para minorar a sede, tinham colocado terra molhada na boca e a aparência era terrível; o local era uma mancha de sangue. ” (Escola de Sargento das Armas. Quadro 19??)

3.1 A INFLUÊNCIA DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL NA POLÍTICA INTERNA E EDUCAÇÃO BRASILEIRA

Os conflitos e estratégias nos campos bélico e ideológico que eclodiram no período de 1938 a 1945 influenciaram definitivamente o mundo todo. Segundo Camilo (2005), as opções do Brasil em lutar ao lado dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial, se deu por pressão deste último, sobretudo após um golpe ter derrubado na Argentina o presidente que lá apoiava os Estados Unidos e que havia rompido relações com a Alemanha, Itália e Japão, países do Eixo. Conforme Camilo (2005) o apoio norte americano ao Brasil se deu com a cessão de material bélico com a intenção de que o Brasil conquistasse à Argentina a hegemonia na América do Sul. Há que se considerar que para o Brasil, tomar parte nos conflitos armados da Segunda Guerra, era ao mesmo tempo fazer opção pela nova ordem mundial que iria dominar após a guerra, tanto que ao seu final a ditadura de Vargas foi imediatamente dissolvida.

Duas décadas após o final da Segunda guerra, ocorre no Brasil em 1964 o golpe contra o governo democraticamente eleito, com o país sendo subordinado a governos militares. Desde o início deste período, conforme Ferreira Jr e Bittar (2008) a educação tornou-se uma forma de instrumentalização e caraquituração do sentimento nacional. Após o golpe, que teve como plano de fundo a ideologia de combate ao comunismo, segundo (FICO, 2004.p.8) permite compreender que, a partir de 1964, gestou-se um projeto repressivo global, fundamentado na perspectiva da “utopia autoritária”, segundo a qual seria possível eliminar o comunismo, a “subversão”, a corrupção etc. que impediriam a caminhada do Brasil rumo ao seu destino de “país do futuro” foi quando o aparelho repressor do estado, conforme a definição de Poulantzas (1971) passa pelo que pode ser tido por uma metamorfose e se transforma também em aparelho ideológico. Conforme Nunes e Resende (2008) no regime militar o governo divulgava, se utilizava de diversos mecanismos inclusive a área educacional, buscando convencer de que havia um projeto de “integração nacional” e de que o Brasil vivia, plenamente, os ideais democráticos.

O regime militar implementou as reformas educacionais de 1968, a Lei n. 5.540, que reformou a universidade, e a de 1971, a Lei n. 5.692, que estabeleceu o sistema nacional de 1° e 2° graus, pois ambas tinham com escopo estabelecer uma ligação orgânica entre o aumento da eficiência produtiva do trabalho e a modernização autoritária das relações capitalistas de produção. Ou seja, foi concebida como um instrumento a serviço da racionalidade tecnocrática, com o objetivo de se viabilizar o slogan “Brasil Grande Potência”. ((BITTAR e FERREIRA, 2008, p. 334))

Conforme Nunes e Resende (2008), disciplina e os livros de Educação Moral e Cívica utilizavam um viés para justificar a necessidade de leis e de autoridades e para (CODATO, 2005. P.15), [..] a “educação moral e cívica”, modestíssimos exemplos de fabricação de uma cultura autoritária dominante e efetiva.

No entanto com o advento da constituição democrática de 1988, a educação passou por reformas com ampliação de enfoque e segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2013) com o país vem apresentando um aumento do nível de escolaridade da população o que tem levado, segundo os dados do a uma considerável queda do analfabetismo. Após o fim do regime militara a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 (CF 1988) previu a elaboração de uma nova lei de Diretrizes e Bases, quando o sistema educacional brasileiro passa a apresentar, segundo Bitar e Bitar (2012) não arbitrariamente apenas os relatos históricos oficiais do período, com o fito em uma alfabetização de métodos convencionais, mas como havia idealizado Freira (1978) ainda na década de 60 a capacidade de uma abordagem crítica da história com ferramentas que lhes proporcionassem interpretar o mundo.

4. APRESENTAÇÃO DOS DADOS E DISCUSSÃO

Figura 1

Fonte: Arquivo do autor do trabalho

A entrevista gravada com o Senhor Jose Alves da Costa (Senhor Bitu) teve a duração de 45 minutos, e se deu na forma de uma narrativa livre a respeito dos fatos vividos por ele e das impressões que marcaram sua vida naquele momento histórico sendo atualizada pelos relatos sendo que os trechos retirados da entrevista foram citados de forma literal para não prejudicar a fidelidade da pesquisa. O Senhor Bitu seguiu para o cenário de guerra recrutado pelo 4º Batalhão de Engenharia do exército situado na cidade de Itajubá/MG.

De uma de suas falas é possível depreender a não aceitação por parte da família e as incertezas a respeito do que se iria encontrar nos campos de batalha. O Senhor Bitu, relatou que o próprio pai não queria aceitar a ida dele para a FEB e que também não havia aceitação por parte de muitos dos convocados e de suas famílias: “Meu pai ficou muito nervoso[…] o pai, a mãe! O pai disse: lá num quero!”.“[…] a gente ficava muito “cismado”, por que não sabia o que ia acontecer.” (Sr. Bitu)

Esta fala do Senhor Bitu é confirmada por Henrique (1959) que relata o entusiasmo nas ruas, mas a pouca adesão para o alistamento e a inexistência do voluntariado para seguir em missão com a FEB.

Dentre muitos relatos que levava a insegurança, e fazia com que os jovens em idade de alistamento desistissem de ser voluntários, um especialmente tratava da fama que se espalhou a respeito exército e da bravura dos soldados alemães. Esta impressão do homem brasileiro em relação ao homem alemão pode ser vislumbrada nas declarações do Senhor Bitu ao descrever o soldado alemão como sendo muito famoso, e a ele se devia as conquistas feitas pela Alemanha até aquele momento. – “o soldado alemão era muito valente e famoso!” (Senhor Bitu).

Figura – 2 – Diploma de participação na Segunda Guerra Mundial como membro da FEB

Elaborado pelo autor (Cópia do diploma original)

Os jovens recrutados e que foram conduzidos aos campos de batalha sofreram com as adversidades e o senhor Bitu relata essa difícil realidade:

“agora lá na Itália, a coisa era muito diferente… um friiio! Um dia nóis tirava guarda lá, ás vezes, meio metro de altura de neve, teve muito soldado que foi preciso cortar a perna, cortar o pé. O pé da gente ficava tão duro que podia cortar pedaço que nem sentia”. (Senhor Bitu)

No relato do senhor José Alves Costa (Senhor Bitu), é possível perceber o desafio dos soldados, que, retirados do Brasil com predominância do clima tropical e inverno brando em grande parte do território, é introduzido para lutar em um local onde as condições climáticas eram inóspitas para lutar com um oponente que estava bem preparado e adaptado ás condições do terreno. Conforme Braga (1996) o pracinha tentava de todas as formas vencer o frio e continuar lutando quando cavava sua trincheira forrava o fundo com galhos, madeiras que apanhava da própria vegetação, pedaços de mantas que não utilizava para se cobrir, tijolos e outros materiais, para não ficar com os pés metidos na neve, ou na água gelada e assim suportar o frio.

Além do temor, da dificuldade imposta pelas condições climáticas, havia as ameaças presentes nas batalhas. O Senhor Bitu relata um pouco do que foram estes momentos de grande pavor para o combatente, nas ocasiões em que se deparou com os embates e artefatos bélicos o que provocou segundo ainda mais insegurança aos soldados:

Um dia mesmo eu tava num luga lá, alí perto de Nápoles, uma cidade que chamava Campos Elísios parece! Tinha um cabo e dois soldados lá perto do ribeirão, um abriu a perna lá, pra tomar água lá, a mina tava lá ele tiro o pé da mina e matou os três. Eu tava pertinho lá. O risco era demais (Senhor Bitu)

Os autores que escreveram sobre a FEB, alguns tendo composto o grupo, têm em sua memória momentos particulares de seus sofrimentos. Os que transcreveram em suas biografias, o que viveram na Itália naquele período analisados juntamente com a entrevista do o Senhor José Alves da Costa o “Senhor Bitu”, muito podem contribuir para o entendimento do saudosismo presente nas alegações presente entre eles de que não existe em relação aos atos por eles realizados, o devido reconhecimento, conforme se vê na página dedicada à FEB no site do Exército: “Um dia se reconhecerá que o seu esforço (FEB), foi superior ás suas possibilidades materiais…” e é difícil fazer alguém viver a situação…Essa foi a luta que a FEB encontrou na linha de frente e que hoje está tão esquecida.” (Melo, 19?? P.24)

A verificação do conhecimento de fatos históricos realizada por meio da aplicação do questionário estruturado com perguntas e respostas fechadas a um grupo de trinta e um alunos dos cursos de História e Geografia da Universidade Vale do Rio Verde-UNINCOR/MG, e a 47 alunos dos segundo e terceiro anos de uma escola estadual de Varginha/MG, aponta para a mudança de enfoque nos paradigmas educacionais e evidência o conflito de narrativas entre a visão do herói e a percepção de quem está distante dos fatos. Por meio do questionário foram propostas três perguntas, a saber: 1- O nome de quem governava o país quando do grande conflito com quatro opções para resposta. 2 – Qual o estágio em que se encontrava a segunda guerra mundial, quando o Brasil tomou parte nela com o envio da FEB. 3 – Identificar uma expressão comumente utilizada pelos combatentes brasileiros durante o período do conflito.

A primeira pergunta indagava: Quem era o presidente do Brasil durante a Segunda Guerra Mundial? Como opção de respostas foram apresentadas opções tendo os alunos da escola pública estadual apontado como o presidente na época da guerra Castelo Branco que foi apontada 5 vezes, Getúlio Vargas foi apontado em 14 respostas, Juscelino Kubitschek apontado por 7 respondentes e Jânio Quadros 5 vezes. Já os alunos da universidade marcaram como resposta Castelo Branco 1 vez, Getúlio Vargas 31 vezes, Juscelino Kubitscheck 6 vezes e Jânio Quadros 8 vezes.

Quadro 1 – Quem era o presidente do Brasil durante a Segunda Guerra Mundial

ESCOLA ENS. FUNDAMENTALUNIVERSIDADETOTAL GERAL
CASTELO BRANCO516
GETÚLIO VARGAS143145
JUSCELINO KUBITSCHEK7613
JÂNIO QUADROS5813

Elaborado pelo autor

Analisando as respostas a esta questão, é possível perceber que dentre os jovens questionados de ambos os estabelecimentos de ensino, 41% não a responderam corretamente. As respostas demonstram que o não conhecimento de quem era o presidente à época da segunda guerra mundial pode apontar não para uma desvalorização dos feitos realizados pelos soldados combatentes da FEB, mas sim para o consequente desconhecimento da trajetória do país em diversos campos como político, econômico, social que culminou com o golpe militar em 1964.

A segunda pergunta: Qual o estágio se encontrava a segunda guerra mundial quando a FEB foi enviada para a Itália? Os alunos do ensino fundamental e da universidade responderam conforme o quadro abaixo:

Quadro 2 – Conhecimento sobre o Estágio da Guerra guando do envio da FEB

ESCOLA ENS. FUNDAMENTALUNIVERSIDADETOTAL GERAL
INÍCIO347
MEIO102838
FIM181442

Elaborado pelo autor

É possível verificar ainda pela pesquisa, que, quando se trata de pontos que são abordados em uma visão menos profunda nos currículos escolares em relação à participação brasileira na Segunda Guerra tal como: Estágio em que se encontrava a guerra, quando o Brasil tomou parte nos conflitos, 71%, não sabia responder a questão.

Saber em qual estágio da guerra o Brasil se mobiliza para o envio de tropas é importante uma vez que a demora do país demonstra a indecisão inicial em optar por um dos lados na guerra diante da contradição em que se viu o governo que se constituía em uma ditadura e precisou se posicionar contrário à tirania que são próprias aos regimes ditatoriais.

Terceira Pergunta: Qual a expressão muito comumente utilizada entre os combatentes brasileiros? Os estudantes responderam conforme o quadro abaixo:

Quadro 3 – Qual a expressão comumente utilizada pelos combatentes da FEB

ESCOLA ENS. FUNDAMENTALUNIVERSIDADETOTAL GERAL
Arriba Brasil181442
Morte ao Leão16521
Senta a Pua369
A cobra tá fumando9615

Elaborado pelo autor

Quando se aprofunda um pouco mais nos acontecimentos do cotidiano dos soldados brasileiros, o desconhecimento da matéria chega a 71%, o que pode ser tomados como um dos prováveis motivos do sentimento de não valorização por parte dos membros que integraram a Força Expedicionária, considerando-se ainda que uma minoria conhece o que era uma expressão de motivação para os soldados no teatro de operações.utilizadas

Não conhecer as expressões cotidiana dos soldados confirma que o interesse pela figura do herói de guerra e de seus feitos não é tema recorrente entre os jovens que participaram da pesquisa.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Em relação às pesquisas bibliográficas realizadas, percebe-se que, quando nelas é abordado o assunto que se refere ao conhecimento e o reconhecimento que a juventude de hoje tem a respeito da luta da FEB na Europa, percebe-se facilmente através dos escritos daqueles que estiveram em combate a lamentação e indignação, em face da frieza e desinteresse com que são tratados seus feitos “heroicos” e consequentemente do que foi a participação brasileira na guerra.

Quando se busca desnudar o reconhecimento que é dado pela população brasileira, em face aos valores considerados positivos por aqueles que lutaram encontra se em praticamente todas as bibliografias e biografias consultadas, o lamento de ex-combatentes e estudiosos, quanto ao pouco valor que aqui se dá, ao envio da FEB e ao esforço de guerra. Ao tratar da questão: “O que sabe a juventude sobre a FEB”, em função da amostra pequena e regionalizada, considera-se, no entanto, que ela desenha-se um esboço do que já é retratado pela bibliografia positiva do assunto, e por meio dela se busca fundamentar as considerações sobre a memória e conceitos que hoje o jovem tem sobre a FEB, o que demonstra a possibilidade de a amostra revelar-se uma constante, principalmente por ser colhida em locais, onde vive um ex-combatente e onde está situada uma importante unidade do Exército Brasileiro.

Na entrevista com o Sr. José Alves da Costa Filho o “Senhor Bitu”, ex-combatente residente da cidade de Varginha-MG, ele relatou detalhes sobre os momentos de dificuldades enfrentados durante as campanhas na Itália, tais como: O clima, a geografia do terreno, a alimentação, além do confronto com o exércitos alemão contra soldados já bem experimentados e treinados nas lutas que já se arrastavam por seis anos, podendo a partir daí, perceber o sentimento de ingratidão que absorve esse e tantos outros combatentes, quando confrontado com o desconhecimento atuais em relação ao seu esforço.

De todos os feitos realizados, pelos “pracinhas”, como era denominado o soldado brasileiro da FEB, alguns se destacam pelo alto grau de dificuldade enfrentada e serviram para aumentar o valor idílico das ações. Analisar as respostas dos questionários aplicados, à luz dos valores de pujança, heroísmo e patriotismo, fundamentais para a vida do combatente, fica comprovado pelos resultados o contraste da importância que é dado ao feito, e abre a hipótese de se especular que o não reconhecimento dos jovens se dá pelo não conhecimento dos fatos, com uma lente aproximada à daqueles que estiveram nos campos de batalha europeu.

Os italianos guardam a memória e o esforço de guerra, que o Brasil fez nas lutas em seu país. O cemitério Brasileiro na cidadezinha Pistóia é guardado por soldados italianos, em honra aos “heróis” de guerra ali sepultados. Dos cerca de oito meses que os soldados brasileiros, estiveram combatendo na Itália, a FEB desempenhou papel relevante para a valorização do Brasil em diversos campos frente à inúmeras nações que tomaram partido na guerra que envolveu toda a Europa, e países de outros continentes.

Considerando que a pesquisa foi realizada somente entre jovens estudantes do ensino fundamento II e jovens universitários dos cursos de Geografia e História, percebe-se que por meio do lamento dos ex-combatentes, quando relatam que: “é difícil fazer alguém viver a situação…Essa foi a luta que a FEB encontrou na linha de frente e que hoje está tão esquecida.” (HENRRIQUE 1959. p.24) pode se confirmar que no meio da juventude não existem heróis de guerra como foram pintados os quadros e livros de história em outros períodos da educação brasileira, o que vai de encontro ao sentimento saldoso altruísta dos integraram a FEB e de seus sucessores.

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[1] Graduado em Geografia, Especialista em Planejamento e Gestão de Trânsito, Especialista em Direito Administrativo, Mestre em Gestão Pública e Sociedade pela Universidade Federal de Alfenas Campus Varginha/MG.

Enviado: Janeiro, 2019.

Aprovado: Junho, 2019.

 

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