A Gestão dos Resíduos Sólidos em uma Escola do Ensino Profissionalizante, Baseada no Sistema de Coleta Seletiva e Educação Ambiental [1]

0
2581
DOI: ESTE ARTIGO AINDA NÃO POSSUI DOI SOLICITAR AGORA!
A Gestão dos Resíduos Sólidos em uma Escola do Ensino Profissionalizante, Baseada no Sistema de Coleta Seletiva e Educação Ambiental [1]
4.4 (88.57%) 7 vote[s]
ARTIGO EM PDF

PESSOA, Alquimarino da Silva [2]

PESSOA, Alquimarino da Silva. A Gestão dos Resíduos Sólidos em uma Escola do Ensino Profissionalizante, Baseada no Sistema de Coleta Seletiva e Educação Ambiental. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 03, Ed. 01, Vol. 03, pp. 116-196, Janeiro de 2018. ISSN: 2448-0959

RESUMO

A alta produção humana de resíduos de todos os tipos vem, a cada momento representando um sério problema, que fica cada vez maior para toda a sociedade. A falta de conhecimento técnico, a má vontade politica de alguns governantes e principalmente a grande falta de educação e consciência básica da maioria da população, tem contribuido nos últimos anos de forma significativa para um aumento crescente do acumulo de resíduos de todos os tipos, não sendo só em nossa cidade, como também na grande maioria das cidades brasileiras e talvez em boa parte das cidades do mundo, fazendo com que isso crie uma grande dificuldade de ordenação e disposição do lixo criado, que independente da classificação, acaba sendo jogados diretamente no ar, no solo ou nas águas, provocando a poluição do meio ambiente, reduzindo drasticamente assim a qualidade de vida no planeta. Para atingir o principal objetivo desse trabalho que é de criar um plano de gestão de residuos sólidos, entendemos que se levam em consideração os seguintes aspectos: Realizar um leventamento de aspectos e impactos ambientais, identificar operações de processos com residuos danosos ao meio ambiente, classificar os mais variados tipos de resíduos, produzidos diariamente; apresentar métodos de segregação para esses resíduos, bem como também, apresentar propostas de mudanças e melhorias para esse processo, até a sua destinação final. Metodologicamente, os objetivos deste trabalho foram conseguidos, observando-se e acompanhando o próprio processo, baseando o descarte dos resíduos em coleta seletiva, além de utilizar-se de pesquisas bibliográficas e documentais, contidas em livros, artigos e outros documentos que podem ser encontrados na referida Instituição tomada como referencia. Apesar de ser um tema altamente discutido, inclusive com politicas publicas implementadas que tratam da questão dos resíduos sólidos em quase que sua totalidade, nas regiões mais diferenciadas possíveis, não existe ainda no todo, alguma medida que venha trazer a solução de todos os problemas de poluição de maneira definitiva. O que se tem de conhecimento de um modo geral e que também representa o teor desse trabalho é que ele consta de procedimentos, visando diminuir e reorganizar os processos de geração desses resíduos.

Palavras-Chave: Processos, Coleta Seletiva, Educação Ambiental.

INTRODUÇÃO

Considerando o período atual estável da humanidade em tempos de paz mundial onde as batalhas mortais entre homens em grande escala diminuíram consideravelmente, é visível a comprovação do crescimento da população humana no planeta o que acarreta a diminuição dos habitats naturais existentes no mundo, destruindo-os, ou diminuindo-os, fazendo-os perder espaço, isso porque o ser humano cria muito lixo durante a sua existência e de uma forma indiscriminada que vai desde o seu nascimento até a sua morte.

Atualmente a produção excessiva de lixo está deixando o mundo em que vivemos sem condições de se autorregenerar naturalmente. Hoje, somos cerca de mais de sete bilhões de pessoas. A pouco mais de 100 anos atrás, éramos 1,6 bilhões e em 2020, existe uma previsão de que seremos cerca de oito bilhões.

A grande demanda de crescimento populacional da humanidade apresenta algumas perguntas, tais como: Onde e como iremos viver? Quais os animais estarão conosco? Quais habitats do planeta serão preservados? Há espaço para todos os seres? O que fazer para conter a devastação?  Como alimentar a todos? Haverá água potável suficiente para todos os seres?

Será que temos hoje todas as respostas para essas e outras perguntas a respeito do mundo em que vivemos e do futuro da humanidade? Senão vejamos.

Levando-se em conta apenas a condição humana e sua produção excessiva de lixo pelas pessoas individualmente, temos um fato que complica ainda mais a convivência em grupos ou em sociedades. Entretanto é preciso muita disciplina e respeito com o meio ambiente em que vivemos, sob pena de decretarmos a nossa própria extinção.

Hoje, existem muitos países no mundo com dificuldades de alocação final de seus lixos e alguns até exportam isso para outros países do terceiro mundo na forma de produtos reciclados.

Um exemplo bem típico é o caso dos pneus e baterias de carro, importados pelo Brasil há alguns anos atrás.

Também, existem outras tecnologias de baixa eficiência energética foram abandonadas nos países do primeiro mundo, mas o mesmo não ocorreu em todos os países em desenvolvimento.

As empresas dos países do primeiro escalão de desenvolvimento, hoje pressionadas pelas campanhas mundiais de preservação do meio ambiente, estão seriamente preocupadas com a situação ambiental caótica em que se encontra o mundo em que vivemos. Quase todas, buscam inovações e soluções de melhorias em seus produtos ou serviços, procurando continuamente obter uma maneira de minimizar os impactos ambientais criados por seus processos, na fabricação de seus produtos ou ainda, diminuir os impactos ao meio ambiente gerado quando da ocasião de execução de seus serviços.

Não dá para o ser humano eliminar totalmente o lixo produzido hoje, mas, podemos diminuir consideravelmente a sua produção através de medidas tais como: reduzir o consumo, reutilizando ou reciclando materiais sempre que for possível.

Outra ação importante é separar os restos orgânicos de fácil decomposição como os restos alimentares, do lixo seco que demora mais tempo para se decompor. Além disso, o lixo seco ocupa geralmente uma área de armazenamento bem maior.

Consideremos também que o lixo pode ser caro em vários aspectos, mas se for tratado de maneira adequada, pode ser muito rentável, além de evitar ou minimizar a poluição do solo e das águas. Mas para que essas ações aconteçam precisamos mudar algumas formas de pensamentos e passarmos a agir de forma positiva para essa mudança. Repensar nosso modo e estilo de vida, começando uma revolução que vem de dentro para fora, revendo valores, impondo em nós mesmos uma mudança de atitude, favorecendo as condições no planeta para que todos os seres tenham direito a vida, entendendo drasticamente que reduzir o consumo não é consumir só o necessário, mas é fazer o máximo possível para eliminar supérfluos.

É sempre reutilizar tudo que se possa e o que não se puder reutilizar, sempre disponibilizar para a reciclagem na medida do possível. É ter consciência de que podemos reduzir o consumo de energia, água, papel e outras coisas, tanto em casa como no trabalho.

Precisamos cotidianamente apenas praticar isso de maneira constante e neste sentido, o envolvimento efetivo das Instituições de ensino desde cedo nos assuntos e nos debates, esclarecendo os problemas ambientais que hoje todo o mundo vive, deve ser considerada como um importante papel social, no sentido de alertar a todos para a continuidade da espécie humana neste planeta.

Escolas precisam construir pessoas ativas e comprometidas com todas as dimensões da vida humana, associando-as às questões sociais, políticas, econômicas, culturais e ambientais.

Especificadamente nas Instituições que trabalham com educação, um dos fatores que deve ser cogitado é a gestão dos próprios resíduos criados pelos seus processos, bem como o controle dos lixos oriundos das outras atividades que envolvam as pessoas que formam sua comunidade. Porém, este procedimento passa por inclusões de técnicas modernas, preparação de pessoal de apoio, infraestrutura e sensibilização de seus agentes para o processo de desenvolvimento institucional, principalmente no sentido de tornar contínua a gestão dos resíduos produzidos por essa instituição de ensino.

OBJETIVOS

Objetivo Geral

Propor um Programa de Gestão de Resíduos Sólidos em escolas de cursos profissionalizantes usando como referência a Escola Senai Antônio Simões.

Objetivos Específicos

  1. Realizar um levantamento bibliográfico sobre gerenciamento de resíduos sólidos;
  2. Divulgar as diretrizes do programa;
  3. Desenvolver junto com os estudantes e funcionários os sistemas de sinalização dos pontos de coleta que melhor se adequem a sua linguagem e entendimento.
  4. Projetar os coletores de resíduos sólidos mais adequados à realidade dos estudantes e funcionários, distribuindo-os na escola;
  5. Avaliar os efeitos resultantes do programa.

JUSTIFICATIVA

A iniciativa de criar um plano de gestão de resíduos sólidos, leva a Escola Senai Antônio Simões, a avaliar e melhorar suas atividades de laboratórios em toda sua área de funcionamento e seus processos administrativos, visando identificar: as quantidades e os tipos de resíduos gerados em seus processos de funcionamento; suas condições de segregação; acondicionamento; transporte interno e externo; estocagem e formas de tratamento e destinação final. Foram também analisados os custos envolvidos nas atividades de gerenciamento desses resíduos.

Na constante busca pela melhora de seus serviços prestados a comunidade amazonense, o Senai Amazonas não abre mão de manter a sua missão que é de “Promover o desenvolvimento social e econômico por meio da Educação Profissional, da Tecnológica e Inovação, voltadas a necessidade da indústria”, Indústrias essas localizadas em território brasileiro e principalmente no parque industrial de Manaus, conhecido mais regionalmente como distrito industrial de Manaus.

A escola Senai Antônio Simões espera torna-se referência em preservação ambiental, cuidando de maneira correta de seus resíduos sólidos, atendendo as necessidades de quem gera progresso tecnológico em plena selva amazônica.

Naturalmente, que a maior justificativa dessa pesquisa encontra-se exatamente na localização privilegiada da escola na cidade de Manaus no meio do coração do Amazonas, fato que impinge em uma série de responsabilidades, atreladas ao compromisso de tentar fazer uma educação tecnológica ambientalmente correta, promovendo o desenvolvimento sustentável da região mais monitorada do planeta.

Devido também ao grande valor técnico, acadêmico e educacional dos serviços que a Escola possui dentro de sua área de atuação, considerou-se de muita importância buscar melhorias aos processos que são executados por seus diversos setores, a fim de propor rotinas administrativas que possam reduzir a quantidade dos resíduos gerados, bem como possam também, melhorar o sistema de descartes de seus resíduos sólidos, implementando um sistema de coleta seletiva, que além, de ambientalmente correta, facilita a aplicação do descarte adequado, favorecendo o trabalho de outras empresas terceirizadas, autorizadas, regularizadas e coletoras desses resíduos, que executam os serviços de reciclagem.

A demanda de resíduos da Escola é expressiva, pois, existem muitos cursos oferecidos pela instituição o que por sua vez, necessita de uma grande quantidade de material de apoio e de pessoal administrativo. Então, esta pesquisa será realizada buscando beneficiar os serviços prestados pela escola, para: a comunidade amazonense em geral; as indústrias que estão instaladas no polo industrial de Manaus e todas as pessoas ou empresas que tenham alguma relação direta de trabalho com a Escola Senai Antônio Simões.

Embora sem a amplitude de uma indústria, as escolas profissionalizantes apresentam impactos ambientais negativos significativos.

Estas instituições, possuindo uma dimensão significativa, consomem quantidades consideráveis de recursos e produzem grandes quantidades de resíduos. Apresentam um consumo muito grande de energia elétrica, de água e substâncias químicas. Produzem igualmente grandes quantidades de resíduos sólidos.

Um programa de gestão de resíduos gera procedimentos sistemáticos, melhorando os resultados e aumentando o grau de integração e comprometimento de toda organização, contribuindo também para o desenvolvimento de pessoal, sensibilizando, motivando e capacitando-os para que percebam e cuidem da minimização de geração e destinação adequada de resíduos.

Podemos afirmar que a aplicação deste instrumento de pesquisa dentro dessa Instituição, pela chamada teoria dos stakeholders Freeman (2006) e considerando também que a influência das partes interessadas é comentada por Berry e Rondinelli (1998), Bansal e Roth (2000) como responsáveis pela adoção da gestão ambiental proativa por parte das empresas, que buscando satisfazê-las, têm descoberto que uma estratégia proativa requer mais que um simples ajustamento às políticas governamentais implantadas pelos seus lideres.

É uma pesquisa de extrema relevância para a qual se propõe, pois fará validar processos institucionais de inovação dentro da empresa, em tratamento de resíduos sólidos industriais, sendo de grande utilidade para a sociedade como um todo, mostrando o avanço da pesquisa cientifica, principalmente no setor industrial, disseminando sua aplicação no mercado.

É de grande importância muito em função da gravidade dos problemas ambientais que assolam a cidade de Manaus que pedem providências urgentes; mudanças de mentalidades e atitudes, que se não forem verdadeiramente acionadas por cada pessoa em todos os lugares da cidade, corremos o risco de nos tornarmos uma das metrópoles mais devastada do mundo.

Esclarece-se também que ao final das pesquisas e das analises determinadas por este estudo, culminará com a criação e implantação de um programa de gestão de resíduos sólidos na Escola Senai Antônio Simões, que será apresentado nesta pesquisa no anexo II, que servirá de modelo para implantação em tempo posterior, para todas as outras escolas do Senai no estado do Amazonas ou a qualquer outra Instituição publica ou particular que estejam determinadas a ajustar seus ciclos produtivos com a preservação ambiental mantendo a sustentabilidade e visando a diminuição de impactos negativos ao meio ambiente.

REVISÃO DA LITERATURA

A Política Nacional de Resíduos Sólidos definida na lei número 12.305 de agosto de 2010 regula o manejo dos resíduos e com o advento dessa lei foi estabelecido à responsabilidade compartilhada entre governo, indústria, comércio e consumidor na gestão dos resíduos.

As atividades de gerenciamento de resíduos e seu processo operacional são desencadeados a partir da sua geração e compreende as etapas de acondicionamento, coleta, transporte, tratamento e destino final dos resíduos.

O sistema de coleta, tratamento e disposição final dos resíduos sólidos envolve uma fase interna e outra externa. A primeira, sob a responsabilidade do gerador, compreendendo a coleta interna, acondicionamento e o armazenamento. A fase externa de responsabilidade das administrações municipais, através dos serviços de limpeza pública.

Segundo Careto e Vendeirinho (2003), as universidades, as escolas e outras Instituições de ensino, precisam praticar aquilo que educam, pois enquanto umas são frequentemente vistas como instituições estagnadas e burocráticas no seu modo operacional, outras, demonstraram ser capazes de tentarem dar os primeiros passos no desafio inicial de percorrer os caminhos que as levem para o melhor controle de sua operacionalização, principalmente na questão da gestão de seus resíduos sólidos oriundos dos processos e de sua sustentabilidade. Para que isso aconteça com todas as instituições de ensino, torna-se indispensável que essas, comecem a incorporar os princípios essenciais e práticas do gerenciamento de seus resíduos, iniciando um pro­cesso de conscientização em todos os seus níveis de atuação e funcionamento, atin­gindo a todos os funcionários dentro da Instituição, alunos, fornecedores e prestadores de serviços. Ou seja, todos os envolvidos direta e indiretamente no seu processo operacional, que possuem ou operem atividades comuns em sua área de delimitação física.

Diante dessa constatação, podemos afirmar que se torna necessário uma mudança na maneira de pensar e agir de todos os envolvidos, com relação à geração de resíduos sólidos.

Como inicio é extremamente necessário, buscar orientar e despertar os funcionários componentes desta, para uma educação ambiental que priorize a preservação do meio ambiente em nossa sociedade, considerando sempre que, a responsabilidade desta ação deve ser de todas as pessoas.

Segundo Baasch (1995), a geração é o ponto de partida no conjunto que constitui o sistema de gerenciamento dos resíduos sólidos. Nesta fase, os materiais são avaliados pelo usuário como não tendo mais valor ou utilidade. A quantidade e composição dos resíduos sólidos numa comunidade é função do padrão econômico; ambiental; sanitário; comunitário; cultural; político; número de habitantes do local e expansão da cidade; tipos usuais de acondicionamento; tipos de coletas e de equipamentos de coleta; sistema viário e tipos de pavimentos das vias; distância ao destino final e forma adequada de destino final; área relativa de produção, disciplina e controle dos pontos produtores; variações sazonais; condições climáticas; hábitos; níveis educacionais; segregação na origem; sistematização da origem.

Para Bringhenti (2004) os principais objetivos de um programa de minimização são a redução da quantidade de material e energia desperdiçados; a redução na geração de resíduos sólidos, de sua complexidade e de seu lançamento ao ambiente. No Brasil, a minimização parte do princípio dos 3R, reduzir, reutilizar e reciclar, explicitamente elencados na Lei nº 12.305/2010 em seu Art. 7º. A implantação de programas de coleta seletiva aliada a programas de reaproveitamento e reciclagem possibilitam a redução de lixões e destinação em aterros sanitários, tornando-se importante na agenda dos movimentos sociais e do setor público.

Para Tchobanoglous (2002) a geração de resíduos sólidos está relacionada com a evolução tecnológica da sociedade que juntamente com a produção em massa vem acarretando sérios problemas ambientais e de saúde pública. Segundo pesquisa realizada pela ABRELPE (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais), a China, os Estados Unidos e a União Europeia, considerados potências mundiais, geram, respectivamente, 300, 238 e 228 milhões de toneladas de resíduos sólidos anualmente. No Brasil, a geração de resíduos sólidos atinge cerca de 62 milhões de toneladas anualmente. É neste contexto que a maioria das cidades brasileiras enfrenta o grande problema da elevada geração de resíduos sólidos.

A cidade de Manaus também se encontra no meio dessa problemática. Os dados da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana indicam que cerca de 2,6 mil toneladas de resíduos são recolhidas por dia na cidade em 2015. Entretanto, chama à atenção a porcentagem destinada à reciclagem – somente 1,2%, atualmente. A administração da Semulsp informa que não há como mensurar com precisão qual zona de Manaus produz mais lixo. A cidade é uma das poucas do estado que possuem coleta diária e existem programações de mutirões de limpeza em igarapés, varrição, corte e poda. No ano de 2015, de janeiro a novembro foram realizadas cerca de 890 ações de sensibilização ambiental a mais em relação ao ano de 2014, representando um crescimento de 76%. A geração desenfreada de resíduos sólidos tem levado governo e sociedade a buscar alternativas para minimizar a degradação do meio ambiente e aumentar o bem-estar da sociedade.

Para Dias Neto (2009) a falta de políticas públicas é um fator importante à geração de resíduos sólidos. A PNRS (Política Nacional de Resíduos Sólidos) estabelece a gestão integrada de resíduos sólidos, ou seja, um conjunto de ações voltadas para a busca de soluções nas dimensões social, econômica, ambiental, política e cultural para a promoção das ações de gestão e gerenciamento e da participação da população.

A implantação de programas de gestão de resíduos sólidos, bem como a coleta seletiva aliada a programas de reaproveitamento e reciclagem possibilitam a redução de lixões e destinação em aterros sanitários, tornando-se importante medida na agenda dos movimentos sociais, das empresas privadas, e do setor público.

É notório então que há uma crescente preocupação da sociedade, com a grande massa de resíduos que são produzidas diariamente, embora em alguns casos, muito pouca quantidade é descartada de maneira adequada para o destino final, tudo isso ainda não responde a uma grande questão: o que fazer com tanto lixo produzido? Portanto, este trabalho está relacionado diretamente com a tentativa de incentivar a prática e a preservação ambiental, haja vista que o lixo mal gerido, cria uma série de problemas ambientais como a poluição do solo, do ar, dos rios, além de provocar o aparecimento de insetos e animais que transmitem doenças, comprometendo a qualidade do ambiente da instituição e a qualidade de vida das pessoas que convivem na área.

Gestão de Resíduos Sólidos

A Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT considera que resíduos sólidos na Norma Brasileira Registrada NBR 10.004 de 2004 representa, resíduos no estado sólido e também semissólido, os que resultam de atividade da comunidade de origem doméstica, industrial, comercial, hospitalar, agrícola e varrição. Também estão incluídos nesta definição os limos e lodos provenientes dos sistemas de tratamento de água, originados em equipamentos e instalações de controle contra poluição, bem como determinados líquidos cujas características inviabilizam o seu lançamento na rede de esgoto e que exigem soluções técnicas com melhor processamento disponível.

Implicado por fatores econômicos, ambientais, sociais e tecnológicos, o conceito de resíduo pode variar conforme a época e o lugar, pois segundo Calderoni (1998), a ideia de reaproveitamento ou de reutilizar os vários tipos de resíduos na cadeia produtiva, deve sempre ser bem avaliada, já que a destinação incorreta dos mesmos é prejudicial ao meio ambiente.

Segundo a norma do CEMPRE (2000) a classificação dos resíduos sólidos são as seguintes e estão baseadas nas suas origens:

a) Domiciliar ou Residencial: são os resíduos gerados diariamente nas residências.

b) Comercial: são os resíduos gerados nos estabelecimentos comerciais como escritórios, lojas, hotéis, restaurantes, supermercados, bancos, entre outros.

c) Público: são os resíduos provenientes do serviço de limpeza urbana.

d) Resíduos do serviço da saúde: são os resíduos provenientes das mais diversas áreas dos estabelecimentos hospitalares e da saúde como farmácias, laboratórios, consultórios dentários, clínicas veterinárias. Podem ser infectantes (apresentarem características de virulência, infectividade e patogenicidade), especiais (como os radioativos) e os resíduos comuns (resíduos de refeitórios do setor administrativo e de limpeza).

e) Portos, aeroportos, terminais rodoviários e ferroviários: são os resíduos que contém ou podem conter germes patogênicos, como materiais de higiene e restos de alimentos.

f) Industrial: são compostos por variados tipos de materiais, dependendo do ramo de atividade industrial, do processamento e das matérias primas empregadas.

g) Radioativo: são resíduos de centros de pesquisa, de hospitais e de geração de energia elétrica. O seu tratamento e disposição devem obedecer às exigências definidas pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).

h) Agrícola: são os resíduos das atividades agrícolas e da pecuária.

i) Construção civil e demolição: são resíduos provenientes de construções, reformas, reparos e demolição de obras da construção civil

Segundo a Norma NBR 10.004 os resíduos sólidos são divididos em classes, de acordo com sua periculosidade, conforme a tabela 1.

TABELA I

CLASSIFICAÇÃO DO RESÍDUO PROPRIEDADES
Resíduo Classe I – Perigoso Inflamabilidade; Toxicidade;
Corrosividade; Reatividade
Patogenicidade.
Obs: é a capacidade do agente invasor em causar doença com suas manifestações clínicas entre os hospedeiros suscetíveis
Resíduo Classe II A – Não inertes Biodegradabilidade
Combustibilidade
Solubilidade em água
Resíduo Classe II B – Inerte Não tem seus constituintes solubilizados a concentrações superiores aos padrões de potabilidade da água, excetuando-se aspecto, cor, turbidez, dureza e sabor, quando submetido a um contato dinâmico e estático com água destilada ou deionizada, à temperatura ambiente.

Fonte: Internet

O Brasil conta com várias pesquisas do governo federal sobre indicadores de resíduos. Merecem destaque a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB), Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS) e o Diagnóstico do Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos (DMRSU).

Recentemente, como desdobramento da Lei no 12.305/2010, foi implantado o SINIR (Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão de Resíduos Sólidos) que organiza as informações sobre gestão de resíduos dos municípios brasileiros.

Entidades, como a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (ABRELPE) e o Compromisso Empresarial para a Reciclagem (CEMPRE), também contribuem na produção de indicadores.

Delimitação do Estudo

Dentre as Escolas do Departamento Regional do Amazonas, escolheu-se a Escola Senai Antônio Simões, por ser a maior escola delineada fisicamente desse regional na cidade de Manaus. Por ter também a maior variedade de cursos e serviços oferecidos ao mercado amazonense, o que implica em maior número de alunos matriculados, tornando esse objeto de estudo mais interessante e referenciável para as outras escolas e outras instituições diferentes que dele quiserem compartilhar.

Conforme justificativa considerou-se muito importante reduzir e gerenciar a quantidade de resíduos, buscando a melhoria dos processos administrativos bem como, minimizar toda a geração desses, nos laboratórios da escola, em todas as áreas de atuação tais como, eletricidade, informática, eletrônica, entre outros.

A demanda de processos de trabalho da escola é alta e todas as suas atividades geram resíduos específicos de acordo com a característica de cada curso na modalidade distinta. Assim também o funcionamento das atividades administrativas que de acordo com o período, tem seus picos de produção, gerando uma alta quantidade de material. Após aplicação das práticas de reutilização, alguns desses materiais serão segregados e destinados à reciclagem.

Então, a pesquisa foi realizada com o objetivo de adequar as atividades da escola de maneira correta ao meio ambiente, servindo como ponto de partida para as ações de comprometimento na preservação ambiental de maneira sustentável e funcional.

Segundo Gil (2012), um estudo específico tende a ter limitações evidentes, devida sua análise ser reduzida a certa área de investigação, não podendo generalizar o modelo.

Portanto essa pesquisa e levantamento de resíduos de processos serão restritos e proporá um novo modelo de rotinas de trabalhos administrativos na escola, bem como, modificações nos trabalhos executados nos laboratórios e demais dependências da Instituição. Mudanças essas, exercidas em decorrência da experimentação das aplicações de ferramentas da qualidade nos setores administrativos, buscando otimização do conjunto de processos e aplicações do sistema visando sempre à melhoria contínua.

Estrutura do trabalho

O presente trabalho acadêmico profissional está estruturado em nove capítulos, seguindo a ordem e a descrição a seguir: No primeiro capitulo está apresentado o contexto da problemática a qual esse projeto se destina, explicando de maneira genérica e globalizada os problemas relacionados ao meio ambiente, oriundos do manuseio errado de resíduos sólidos, suas consequências e seus efeitos nocivos que trazem implicações negativas que afetam todos os seres vivos.

No segundo capitulo constam o objetivo geral e os objetivos específicos que norteiam de maneira categórica o terceiro capitulo, onde consta a justificativa motivacional que deu origem ao importante estudo.

O quarto capitulo possui a revisão da literatura, onde é abordado às definições e características do meio ambiente. Também são feitas as considerações sobre resíduos sólidos, explicitando de maneira direta e simples a legislação aplicável vigente no país e a maneira de como essa legislação destaca-se nesta classificação de todos os resíduos. Além também desta descrição de estruturação dos capítulos da pesquisa que aqui estão apresentados.

O capitulo cinco apresenta o referencial teórico, trazendo as definições e as classificações que permeiam a pesquisa, indicando tópicos da legislação vigente no país, indicando também questões e matérias sobre ferramentas de suporte para administração destacando-se o ciclo do PDCA para melhoria e gerenciamento de processos. Além disso, possui também os assuntos explicativos dos procedimentos operacionais que favorecem o sistema de coleta seletiva de resíduos e a educação ambiental.

No capitulo seis consta a abordagem com referência à metodologia do trabalho, onde está descrito os procedimentos desta pesquisa, além de ressaltar também os artifícios utilizados na execução do trabalho relativo aos objetivos. Descreve os recipientes utilizados na coleta e seus pontos de localização, dentro da instituição. Aborda o contexto da escola utilizada como referência, explica as ferramentas que foram utilizadas para execução do estudo e analise dos dados, visando favorecer a validação dos resultados. Os procedimentos utilizados para construção do plano de gestão são descritos nos tópicos do capitulo seis, onde também, no final deste, podemos agregar o levantamento de aspectos e impactos ambientais, realizado nos processos da escola, relatados no Apêndice.

Seguindo a ordem registrada, o sétimo capitulo, apresenta e ressalta os resultados obtidos dessa pesquisa, incluindo o plano de gestão ambiental.

O oitavo capítulo representa a parte final deste projeto de pesquisa e nele está exposto todo cronograma de atividades propostas e realizadas, durante o período de construção d a pesquisa.

Por fim, no nono capitulo, apresentam-se as fontes bibliográficas utilizadas nesse projeto de pesquisa.

REFERENCIAL TEÓRICO

Definições e Classificações

Para fins de aplicação desta pesquisa foram adotadas as seguintes definições:

Segundo a resolução CONAMA 306 (2002) a definição de meio ambiente é: “O conjunto de condições, leis, influência e interações de ordem física, química, biológica, social, cultural e urbanística, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas”.”

Inserida também no contexto da norma ISO 14001 (2004) a seguinte definição sobre meio ambiente: “circunvizinhança em que uma organização opera, incluindo-se ar, água, solo, recursos naturais, flora fauna, seres humanos e suas inter-relações.” Ainda dentro deste mesmo regimento, considera-se que uma “Organização” é responsável pelo meio ambiente que a cerca, devendo, portanto, respeitá-lo, agir como não poluente e cumprir as legislações e normas pertinentes.

Resíduo Sólido é definido pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), Lei nº 12.305/2010, Art. 3º, como: XVI – resíduos sólidos: material, substância, objeto ou bem descartado resultante de atividades humanas em sociedade, a cuja destinação final se procede, se propõe proceder ou se está obrigado a proceder, nos estados sólido ou semissólido, bem como gases contidos em recipientes e líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou em corpos d’água, ou exijam para isso soluções técnicas ou economicamente inviáveis em face da melhor tecnologia ambiental.

Para Cornieri (2011) a geração de resíduos sólidos está aumentando, como fruto do modelo atual de produção e consumo. Segundo a mesma autora, uma das explicações para o aumento na geração de resíduos está relacionada ao crescimento demográfico e a concentração excessiva em áreas urbanas.

No Brasil, o processo contínuo de urbanização e industrialização, faz com que a geração de resíduos venha aumentando numa escala considerável, causando vários problemas ao ambiente e à saúde pública, Bringhenti (2004).

O país sofreu um processo acelerado de desenvolvimento, impulsionando a migração da população para os grandes centros urbanos e, consequentemente, o aumento da geração de resíduos sólidos.

Para Besen (2006), uma reflexão sobre o aumento da geração de resíduos sólidos, destaca que entre os anos de 1992 e 2000 o crescimento populacional no Brasil foi de 16,4%, enquanto a geração de resíduos sólidos domiciliares aumentou 49%, ou seja, triplicou em relação ao crescimento populacional.

Criar programa de gerenciamento de resíduos sólidos vem contemplar um conjunto de procedimentos necessários a serem usados visando à minimização de geração, a reutilização e reciclagem, o acondicionamento, o armazenamento temporário, o transporte, o tratamento e a destinação final adequada dos resíduos, observando os requisitos legais ambientais aplicáveis.

Em todo o contexto demostrado podemos ressaltar ainda que, resíduo sólido reciclável, é todo o resíduo que pode retornar ao ciclo de produção como matéria-prima para fabricação de produtos pela própria empresa, ou por terceiros.

Levando-se em conta suas classificações, os resíduos caracterizam-se como: Resíduos sólidos, classe I: De acordo com a norma NBR 10.004 são resíduos perigosos, que em função de suas propriedades físicas, químicas ou infectocontagiosas pode representar riscos à saúde pública ou ao meio ambiente. Também são classificados como perigosos os resíduos constantes nos Anexos A ou B da NBR 10.004, ou que apresentam uma das seguintes características: inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade ou patogenicidade.

Os resíduos sólidos, classe II A: São os resíduos Não Perigosos e Não Inertes. De acordo com a norma NBR 10.004, são aqueles que não se enquadram nas classificações de resíduos classe I perigosos ou de resíduos classe II B, inertes. Podem ter propriedades como biodegradabilidade, combustibilidade ou solubilidade em água.

Tipos de resíduos sólidos, classe II B: São de acordo com a NBR 10.004 os resíduos Não Perigosos e Inertes. Ficam enquadrados os resíduos que submetidos à solubilização com água, conforme a norma NBR 10.006, não tiveram nenhum de seus constituintes solubilizados a concentrações superiores aos padrões de potabilidade de água, excetuando-se aspecto, cor, turbidez, dureza e sabor.

O dicionário, Aurélio (1995), indica que lixo é qualquer material considerado inútil, supérfluo, ou sem valor, gerado pela atividade humana, que precisa ser eliminado e considerando-se ainda que o conceito de lixo possa ser entendido como uma concepção humana, até porque em processos naturais não há lixo, apenas o aparecimento e transformação do que se chama de produtos inertes, muito do lixo produzido, pode ser reutilizado, através da reciclagem, desde que adequadamente tratado, gerando uma possível fonte de renda e empregos. Isto além de contribuir de maneira positiva a minimizar o processo de poluição ambiental, ainda de forma bem configurada, abre oportunidades para geração de novas rendas para empresa, além de favorecer oportunidades a terceiros de progresso social.

A legislação ambiental diz que o resíduo é de responsabilidade de seu gerador enquanto for resíduo, sendo este responsável pela sua destinação final, acompanhando-o até o seu local correto de descarte.

 De forma categórica o SENAI, possui apreciável renome ao que se refere à excelência de sua função como um dos norteadores da educação profissional Básica do país, bem como, dentre outros fatores, sua experiência adquirida pelo tempo de existência e atuação no mercado.

Nesta conjuntura de conceitos é que surge mais um grande desafio: Promover a conscientização ambiental a todos os funcionários da empresa, no que diz respeito à problemática da crescente da quantidade de resíduos gerados por todos dentro dos seus ambientes cotidianamente.

Legislações Aplicáveis

O projeto e implantação da Gestão de Resíduos Sólidos da Escola Senai Antônio Simões, tem como objetivo atender aos requisitos legais ambientais e educacionais vigentes em todo o território Nacional, no estado do Amazonas e na cidade de Manaus, seguindo os critérios descritos nos documentos:

– Lei No 9.795, de 27 de abril de 1999 – Dispõe sobre educação ambiental, decretada pelo Congresso Nacional e sancionada pela presidência da República, indica no artigo 1º: Entendem por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimento, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sua qualidade de vida e sua sustentabilidade.

A Lei dispõe, no artigo 2º: A educação ambiental é um componente essencial e permanente da educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter formal e não formal.

– Lei Nº 1.032 de 22 de agosto de 2006 – Dispõe sobre o descarte e destinação final de pilhas que contenham mercúrio metálico, lâmpadas fluorescentes, baterias de telefone celular e demais artefatos que contenham metais pesados, na forma que indica.

– Lei Nº 1.204 de 31 de dezembro de 2007 – Institui o programa de Educação para a cidadania municipal, estabelecendo normas acerca das boas técnicas comerciais e dá outras providências.

– Lei Federal N° 10.357, de 27 de dezembro de 2001 – Estabelece normas de controle e fiscalização sobre produtos químicos que direta ou indiretamente possam ser destinados à elaboração ilícita de substâncias entorpecentes, psicotrópicas ou que determinem dependência física ou psíquica.

– Lei Federal N° 12.305, de 02 de agosto de 2010 que Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

– Lei Federal N° 9.605, de 12 de fevereiro de 1998 – Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências.

– Lei Federal N° 6.938, de 02 de setembro de 1981 – Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências.

– Código Sanitário de Manaus Lei N° 392/97 – Dispõe sobre a competência e campo de ação da Secretaria Municipal de Saúde.

– Portaria MINTER 53, de 1º de março de 1979 – Estabelece normas aos projetos específicos de tratamento e disposição de resíduos sólidos, bem como a fiscalização de sua implantação, operação e manutenção.

– Resolução CONAMA Nº 275, de 19 de junho de 2001 – Estabelece código de cores para os diferentes tipos de resíduos, a ser adotado na identificação de coletores e transportadores, bem como nas campanhas informativas para a coleta seletiva.

– Resolução CONAMA 313, de 29 de outubro de 2002 – Dispõe sobre o inventário de Nacional de Resíduos Sólidos Industriais.

Ciclo do P.D.C.A. – Planejamento, Execução, Verificação e Ação

 Corretiva

A utilização do ciclo do PDCA para o controle administrativo é o método gerencial mais difundido nas literaturas de gestão segundo, Carpinetti, (2010); Werkema e Aguiar (1996); Batalha (2008).

Visualiza-se o ciclo PDCA como a consolidação dos princípios básicos da gestão da qualidade e este mecanismo viabiliza a visão sistemática do processo para a melhoria continua.

A metodologia PDCA é largamente utilizada por corporações que desejam melhorar seu nível de gestão através do controle eficiente de processos e atividades internas e externas, padronizando informações e minimizando as chances de erros na tomada de decisões importantes.

  • P: do verbo “Plan”, ou planejar.
  • D: do verbo “Do”, fazer ou executar.
  • C: do verbo “Check”, checar, analisar ou verificar.
  • A: do verbo “Action”, agir de forma a corrigir eventuais erros ou falhas.

As etapas do PDCA são visualizadas tipo, as fases indicados na figura 1:

Figura 1 – Ciclo PDCA. Fonte: Google Imagens
Figura 1 – Ciclo PDCA. Fonte: Google Imagens

P – Planejamento: consiste na identificação dos problemas e estabelecimento de metas para alcançar soluções;

D – Execução: com base no treinamento correto para o trabalho, executam-se exatamente as atividades previstas no planejamento.

C – Verificação: através da coleta de dados, faz-se a comparação do resultado alcançado com a meta planejada.

A – Ação corretiva: ocorre a atuação no processo em função dos resultados obtidos, isto é, caso a meta tenha sido atingida, adota-se o plano proposto como padrão, caso contrário, reinicia o PDCA para replanejar ações de melhoria.

Com base no trabalho desenvolvido por Campos, V. F. (1995), Verkema e Aguiar (1996) aponta como funciona o ciclo PDCA no controle da qualidade total para a Manutenção da Qualidade: utilizado para a conservação da qualidade, pelas ações de execução, verificação e ação corretiva; Melhoria da qualidade: empregado na ação gerencial de melhoria; identificação do problema, observação, análise, plano de ação, execução, verificação, padronização e conclusão.

Um dos objetivos desta pesquisa é a melhoria da qualidade em processos atualmente executados na escola Senai Antônio Simões, por meio da otimização destes.

Nestas condições é importante ressaltar ainda que, segundo Werkema e Aguiar (1996), existem duas formas pelas quais a melhoria pode ser atingida por meio do Ciclo PDCA:

A primeira forma é melhorando-se continuamente os processos existentes, onde são feitas consecutivas alterações, oferecendo mais treinamento aos colaboradores, zelando pela inserção de matérias-primas de qualidade, melhorando a utilização de equipamentos e ferramentas.

A segunda refere-se à projeção de um novo processo ou fazendo-se modificações substâncias nos processos existentes, em geral. Entretanto sabe-se que na maioria das situações, não é viável fazer grandes mudanças na rotina de uma sequência de trabalho.

Segundo Carpinetti (2010), indica que uma característica marcante deste processo de melhoria é o uso da abordagem científica, onde o processo de tomada de decisão é fundamentado em dados e fatos oriundos de atividades logicamente sequenciadas, analisadas e colhidas baseando-se em situações operacionais reais.

Sistema de Coleta Seletiva

Coleta seletiva é a coleta diferenciada de resíduos que foram previamente separados segundo a sua constituição ou composição. Ou seja, resíduos com características similares são selecionados pelo gerador (que pode ser o cidadão, uma empresa ou outra instituição) e disponibilizados para a coleta separadamente.
Cada tipo de resíduo tem um processo próprio de reciclagem. Na medida em que vários tipos de resíduos sólidos são misturados, sua reciclagem se torna mais cara ou mesmo inviável, pela dificuldade de separá-los de acordo com sua constituição ou composição. O processo industrial de reciclagem de uma lata de alumínio, por exemplo, é diferente da reciclagem de uma caixa de papelão.

De acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, a implantação da coleta seletiva é obrigação dos municípios e metas referentes à coleta seletiva fazem parte do conteúdo mínimo que deve constar nos planos de gestão integrada de resíduos sólidos dos municípios.

Para Pacheco (2004), a geração de resíduos sólidos de diversas origens (domiciliares, hospitalares, industriais e agrícolas) e de diversas naturezas (biodegradáveis, não biodegradáveis, resistentes ou contrários à vida) é atualmente um dos principais problemas ambientais do mundo e de certa forma, o aumento excessivo da quantidade de lixo se deve ao fato de que houve um aumento do poder aquisitivo e também pelo perfil de consumo de nossa população. Além disso, quanto mais produtos industrializados, mais lixo é produzido, como embalagens, garrafas e por isso a política nacional de resíduos sólidos estabeleceu que a coleta seletiva nos municípios brasileiros deva permitir, no mínimo, a segregação entre resíduos recicláveis secos e rejeitos.

Os resíduos recicláveis secos são compostos, principalmente, por metais (como aço e alumínio), papel, papelão, diferentes tipos de plásticos e vidro. Já os rejeitos, que são os resíduos não recicláveis, são compostos principalmente por resíduos de banheiros, fraldas, absorventes, cotonetes e outros.
Há, no entanto, outra parte importante dos resíduos que são os resíduos orgânicos, que consistem em restos de alimentos e resíduos de jardim, folhas secas, poda e etc. É importante que os resíduos orgânicos não sejam misturados com outros tipos de resíduos, para que não prejudiquem a reciclagem dos resíduos secos e para que os resíduos orgânicos possam ser reciclados e transformados em adubo de forma segura em processos simples como a compostagem. Por este motivo, alguns estabelecimentos e municípios tem adotado a separação dos resíduos em três frações, sendo recicláveis; secos resíduos orgânicos e rejeitos.

Neste caso a Instituição Senai percebe que surge a necessidade de cuidarmos mais do meio ambiente, criando um sistema que possa minimizar o despejo do seus resíduos diretamente na natureza.

O sistema de Coleta Seletiva será então implantado como uma das ferramentas de gestão ambiental que possui o objetivo de minimizar os impactos negativos causados a natureza quando do despejo não controlado dos resíduos em ambientes naturais, além de favorecer o reaproveitamento de materiais recicláveis, que são separados por esta ferramenta.

Através da coleta seletiva podemos separar os materiais recicláveis dos não recicláveis. Isso quer dizer que uma parte do “lixo” pode ser reaproveitada, deixando de se tornar uma fonte de degradação para o meio ambiente e tornando-se uma solução econômica e social, passando a gerar empregos e lucro.

A coleta seletiva é por fim, o processo de recolhimento de materiais recicláveis: papéis, plásticos, vidros, metais e orgânicos, previamente separados na fonte geradora e que podem ser reutilizados ou reciclados.

A coleta seletiva funciona, também, como uma ferramenta de educação ambiental na medida em que sensibiliza e conscientiza a comunidade sobre os graves problemas com o desperdício dos recursos naturais e da poluição causada pelo lixo.

Educação Ambiental

Educação ambiental é todo o processo empregado para preservar o patrimônio ambiental e criar modelos de desenvolvimento, com soluções limpas e sustentáveis.

Esta é uma área essencial na sociedade, pois desperta nos indivíduos o cuidado com a prática de atividades que possam causar impacto ambiental, entre elas, a poluição do ar, dos rios, a degradação do solo, a pesca predatória, o desmatamento, a produção de energia com o uso de combustíveis poluentes, o destino do lixo, etc.

A educação ambiental é uma ação que hoje já está presente em todas as nações, que buscam o desenvolvimento tecnológico sem exaurir os recursos naturais do planeta e indicando ainda que a preservação do meio ambiente depende muito da forma de atuação das gerações presentes e futuras, e o que estão dispostas a fazer para diminuir o impacto ambiental das suas ações.

Por esse motivo, a educação ambiental é de extrema importância e deve ser abordada nas escolas, para que todos os membros da sociedade desenvolvam uma consciência ambiental e tenham atitudes responsáveis em relação ao meio ambiente.

A educação ambiental está intimamente também relacionada com o desenvolvimento sustentável, porque tem como finalidade primordial encontrar uma forma de desenvolvimento que atenda às necessidades do presente sem comprometer as próximas gerações de suprir suas próprias necessidades.

METODOLOGIA

Fundamentação

A atual pesquisa quanto aos seus propósitos, pode ser classificada como bibliográfica descritiva documental, ou seja, de análise de dados que tem por objetivo aumentar a familiaridade do pesquisador sobre determinado fenômeno e obter descrições tanto quantitativas como qualitativas do objeto em estudo, Marconi; Lakatos (2011).

A pesquisa bibliográfica tem por objetivo levantar o que já se produziu em relação ao tema colocando o pesquisador em contato direto com o assunto, dando um novo enfoque ou abordagem e não uma simples repetição do que já foi dito ou escrito por outros sobre o mesmo tema e nesse caso foi utilizado todo material publicado e acessível ao pesquisador, sobre gestão de resíduos sólidos em instituições publica e privadas. Enquanto a pesquisa documental tem por finalidade levantar documentos sejam de fontes públicas, particulares ou estatísticas, Marconi; Lakatos (2011).

Os dados provenientes de fontes secundárias serviram também para delinear os limites e as contribuições do estudo realizado.

Mas a aplicação desses estudos em geral se restringiram aos processos desenvolvidos na escola Senai Antônio Simões.

A análise documental se ateve aos documentos obtidos junto à instituição: históricos, relatórios, planos, entre outros que foram produzidos e que estão arquivados na instituição.

Escola Senai Antônio Simões – Uma escola Profissionalizante

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI foi criado no Brasil em 1942, por iniciativa de alguns empresários do setor industrial, constituindo hoje o maior complexo de educação profissional e tecnológica da América Latina, qualificando em média de mais de dois (2) milhões de trabalhadores brasileiros a cada ano. Também apoia empresas em 28 áreas industriais, por meio da formação de recursos humanos e da prestação de serviços técnicos e tecnológicos, como consultoria e assistência ao setor produtivo, laboratoriais, pesquisa aplicada e informação tecnológica. Ele é parte integrante do Sistema Indústria formada ainda pelo Conselho Nacional da Indústria – CNI, Serviço Social da Indústria – SESI e Instituto Euvaldo Lodi – IEL –, o SENAI possui um Departamento Nacional – DN e 27 Departamentos Regionais – DRs, com unidades operacionais instaladas nos 26 Estados e no Distrito Federal. Elas levam seus programas, projetos e atividades a todo o território nacional, oferecendo atendimento às diferentes necessidades locais e contribuindo para o fortalecimento da indústria e o desenvolvimento pleno e sustentável do País. No Amazonas há mais de 50 anos, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI Amazonas), entidade do Sistema FIEAM, forma milhares de trabalhadores através dos seus cursos de nível básico, qualificação e técnico. A instituição é considerada uma das melhores instituições de Educação Profissional, sendo seu Departamento Regional – DR, localizado na Avenida Rodrigo Otávio, 2394, bairro Distrito Industrial. Sua missão é promover a educação profissional e tecnológica, a inovação e a transferência de tecnologias industriais, contribuindo para elevar a competitividade da Indústria Brasileira.

O Departamento Regional do Amazonas possui quatro unidades fixas de Educação Profissional:

  1.  A Escola SENAI de Ações Móveis e Comunitárias – ESAMC;
  2.  Escola SENAI Waldemiro Lustoza – ESWL;
  3.  Escola SENAI Demóstenes Travessa – ESDT
  4.  Escola Antônio Simões – ESAS, cujo esse trabalho visa ser reimplantado, completado e aperfeiçoado.

As escolas no geral atuam nas áreas: Metalmecânica, Eletroeletrônica, Informática,

Automação, Telecomunicações, Automotiva, Soldagem, Plástico, Refrigeração, Construção Civil, Alimentos, Vestuário, Segurança no Trabalho, Gás, Meio Ambiente, Transporte e Gestão.

Vale ressaltar também que, além da capital do Amazonas, a instituição SENAI, conta com quatro Agências de Treinamento localizadas nos municípios de Itacoatiara, Parintins, Coari e Iranduba, duas unidades fluviais (barco-escola Samaúma I e II) e quatro carretas de instrução denominadas de Unidades Móveis.

Com referência específica para a Escola Senai Antônio Simões, ela possui cursos voltados para área de Eletroeletrônica, Automação, Informática, Refrigeração, Qualidade e Segurança Industrial, Meio Ambiente, Gás Natural e Telecomunicações. Suas modalidades de ensino estão descriminadas como: Aprendizagem industrial, Qualificação profissional básica, Aperfeiçoamento profissional, Habilitação profissional e Serviços Técnicos e Tecnológicos – STT.

São exatamente estes processos educacionais e de serviços (teóricos e laboratórios), mais todos os outros processos de descartes, ligados a administração, cantina, serviços gerais, reprografia, biblioteca, fornecedores e prestadores de serviços, que sofrerão algumas modificações no sentido de ostentar o desafio de lidar com a questão da gestão de resíduos sólidos, reduzindo sua geração, bem como, revisando e acompanhando todo o processo de funcionamento e formação desses resíduos, até a sua destinação final.

A Escola presta vários serviços de relevância social e industrial no mercado amazonense, tendo como principais clientes as empresas que compõem o Polo Industrial de Manaus-PIM, bem como, a comunidade em geral e entre esses serviços podemos considerar que se destacam: A Construção do Conhecimento Técnico-Profissional para Indústria, conhecida também como Educação Profissional e os Serviços Técnicos Tecnológicos.

Pesquisando o alcance e o tipo diversificado de sua clientela, relacionando todo o contingente de pessoas envolvidas nos seus serviços e nas suas relações com a nossa sociedade, bem como, levando-se em conta o seu quadro funcional fixo e ainda o seu alto quantitativo discente, a Escola resolve reavaliar e melhorar seus processos de laboratório em toda sua área de funcionamento e todos seus processos administrativos, visando identificar as quantidades, os tipos de resíduos gerados, suas condições de segregação, acondicionamento, transporte interno e externo, estocagem e formas de tratamento e destinação final adotado.

Procedimentos

Os procedimentos adotados junto à instituição para a implantação do sistema de gestão de resíduos sólidos seguem os procedimentos descritos nessa pesquisa e estudo, sendo que será implantada seguindo os passos básicos descritos abaixo e ilustrados no fluxograma da figura 2.

Figura 2 – Fluxo da Coleta Seletiva. Fonte: Autor
Figura 2 – Fluxo da Coleta Seletiva. Fonte: Autor

O fluxo de coleta segue a sequência descrita.

O primeiro passo é a separação de resíduos sólidos, que também são chamados de resíduos inertes, são os materiais tais como: papel, plástico, vidro, metais; e outros como a madeira, orgânicos e rejeitos. Estes resíduos são classificados por cores através da resolução do CONAMA n° 275. Que especifica o seguinte código de cores na tabela 2.

Tabela 2 – Código de cores

Padrão de Cores (CONAMA – 275)

 

AZUL Papel e papelão
VERMELHO Plástico
VERDE Vidro
AMARELO Metal
PRETO Madeira
LARANJA Resíduos perigosos
BRANCO Resíduos ambulatoriais
ROXO Resíduos radioativos
MARROM Resíduos orgânicos
CINZA Rejeitos

Fonte: Elaborada pelo autor

Esta medida visa à diminuição consideravelmente dos resíduos destinados aos lixões e ao aterro controlado de nossa cidade uma vez que favorece o reaproveitamento ou reciclagem de alguns materiais. Os resíduos serão destinados à coleta seletiva da Prefeitura, que é conduzida por cooperativas credenciadas e responsáveis por destinar os resíduos para a reciclagem.

O segundo passo explica os princípios para segregação de acondicionamento de Resíduos Sólidos e quais são os procedimentos operacionais padrões.

O objetivo principal nesta etapa é preparar os resíduos sólidos para que fiquem de forma visualmente organizados, mostrando que a coleta seletiva ocorre naturalmente de forma sanitariamente adequada e a quantidade de resíduos estocada é compatível com a quantidade de resíduos coletados nos diversos pontos espalhados dentro da Instituição.

Isso é de extrema importância, pois concorre de maneira positiva no sentido de evitar acidentes; minimizar o impacto visual e olfativo dos locais; reduz a heterogeneidade dos resíduos e por fim, facilitar a realização da etapa de coleta para destinação final.

O acondicionamento nesta etapa será feito de acordo com a classificação feita no inicio desse estudo podendo entre os vários recipientes utilizados para armazenagem encontrados no mercado, fazer uso de contêineres domiciliares, contêineres plásticos (de 120 a 1.100 litros), contêineres metálicos (de 750 a 1.500 litros).

Sabendo-se também que teremos que optar pelo uso de contêineres domiciliares especiais para restos de reformas ou ampliações na construção civil, descartes de pilhas e baterias em tambores selados e o descarte de lâmpadas Fluorescentes em bombonas ou caixa rotulada.

Coleta-se todo o lixo e todos os resíduos de maneira geral para evitar problemas de saúde e problemas de poluição que eles possam propiciar. Recolher o lixo acondicionado por quem o produz para encaminhá-lo, mediante transporte adequado, a uma possível estação de transferência, ou a um eventual tratamento e à disposição final, fecha o ciclo de funcionamento desse programa de maneira tal que o controle e o gerenciamento efetuado de forma eficiente, frequente e regular, garante a escola Senai Antônio Simões uma perfeita sintonia entre o seu funcionamento pleno de todas as suas atividades e a manutenção positiva do meio ambiente, tanto no aspecto natural quanto no seu aspecto antrópico, sem esquecer ainda que a colaboração desse programa, gera um aumento do tempo de vida útil da área de destinação de resíduos descartados, propiciando o confinamento do resíduo em camadas feitas sobre terreno, cobertas com material inerte, sem poluir o ambiente externo, denominados de aterros sanitários controlados, Classe I ou II. Diferente em todos os aspectos dos lixões encontrados em vários lugares das cidades, em todo estado do Amazonas.

Para Gomes e Steinbrück (2011) às duas décadas de espera são atribuídos os entraves políticos e a pressão das grandes indústrias, que muitas vezes tem representantes no Congresso Nacional, e preferiam não se responsabilizar com os resíduos que geram um dos aspectos contemplado na nova legislação.

A PNRS estabelece princípios de gestão integrada e sustentável de resíduos, a prevenção e a precaução, baseada na não geração, redução, reutilização e reciclagem, além da disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos, Besen (2011).

Fundamentado na legislação do país e diagnosticando a atual condição dos resíduos sólidos da escola, identificados na pesquisa de Levantamento dos Aspectos e Impactos Ambientais, contida no anexo I. Admitimos que para propor e implantar um plano de gestão de resíduos na escola Senai Antônio Simões, deverá ser adotado, uma sistemática complementar com os seguintes procedimentos metodológicos descritos no Fluxograma da figura 3.

Figura 3 – Fluxograma Metodológico. Fonte: Elaborado pelo autor
Figura 3 – Fluxograma Metodológico. Fonte: Elaborado pelo autor

Divulgação das diretrizes.

Realização de divulgação generalizada para todos os trabalhadores da instituição, das diretrizes do programa de funcionamento do processo e dos objetivos da coleta seletiva, através de palestras, mini-aulas e outras ações inerentes, divulgando os dados obtidos para referência após um diagnóstico geral e minucioso, realizado por observações de um levantamento de aspectos e impactos ambientais, apresentado no Apêndice deste trabalho, dentro da instituição.

Sistema de sinalização dos pontos de coleta

Será desenvolvido junto com a comunidade discente e funcionários, um sistema de sinalização e indicadores de pontos de coleta, favorecendo a comunicação visual e a perfeita acomodação do resíduo segundo a sua classificação. Para esse desenvolvimento serão utilizados questionários sobre sugestões de melhorias e de ideias para realizar este trabalho.

Projeto dos coletores

Mundialmente, a coleta seletiva é simbolizada pela utilização de coletores de diferentes cores para comportar cada tipo de resíduo. Este procedimento visa a prover a fácil identificação visual da coleta constituindo-se deste modo, o mais forte símbolo de sua implantação. No Brasil, o CONAMA – Conselho Nacional do Meio Ambiente estabeleceu através da Resolução nº 275/01, o código de cores inspirado nas formas já internacionalmente adotadas. Considerando nesta pesquisa que o programa está numa fase de implantação da gestão de resíduos, sendo implementada a coleta de resíduos de papel, e já iniciado os estudos sobre as coletas de resíduos de plástico e Lâmpadas eletrônicas e fluorescentes, torna-se cada vez mais necessária a aquisição das lixeiras para darem visibilidade ao trabalho que está sendo desenvolvido.

Além da função de divulgação, as lixeiras coloridas, localizada nos espaços de maior circulação de público, possuem um papel educativo, na medida em que as pessoas são levadas a observar onde depositar cada resíduo, separando-os consequentemente.

Por todo o exposto, o presente projeto apresentará uma proposta de aquisição de coletores para coleta seletiva, bem como sugerirá os devidos espaços para sua instalação.

Na fase atual serão adquiridas as lixeiras para coleta de plástico, vidro, papel e metal. Os resíduos de plástico e papel, por serem em grande quantidade e também ocorrerem em diversos locais do prédio da Instituição, serão coletados, majoritariamente, por meio de coletores específicos distribuídos nos locais especificados. No geral, os tipos de coletores definidos no projeto serão distribuídos segundo a descrição abaixo:

Bloco A

– Coletor tipo Balde 50L: Fios e Cabos Elétricos

02 unidades

-Coletor tipo Balde 50L: Metal

01 unidade

– Coletor tipo Balde 50L: Plásticos (Retalhos de Tubos de PVC; Caixas

plásticas, etc..)

02 unidades

– Coletor tipo Balde 50L: Equipamento de Proteção Individual (Luvas, óculos,

protetor auricular, etc.)

01 unidade

– Coletor tipo Balde 50L: Dispositivos e Componentes Eletroeletrônicos (placas

de circuitos eletroeletrônicos, disjuntores, contactores, relés térmicos, TI,

Equipamentos descartados do setor de refrigeração e metrologia, etc..).

02 unidades

– Coletor tipo Bambona de 20 litros: Depósito para receber óleo contaminado descartado.

01 unidade

– Armário Metálico com prateleiras protegidas lateralmente com cinta metálica

de 10 a 15 cm acima da base, para evitar tombamentos: (Recipientes de

graxas, óleos e lubrificantes para serem descartados)

01 armário de 05 prateleiras protegidas por cinta.

– Coletores de papel nos pontos: Biblioteca; Reprografia; sala da coordenação;

Os locais de origem deverão deslocar seus descartes para esses pontos.

03 unidades de 50L

– Armário para armazenamento de cartuchos de tonner: Localizado na sala de Reprografia.

01 unidade

– Coletores para pincel de quadro branco e apagadores usados: Sala dos

professores; sala da Coordenação.

03 unidades

– Coletores para copos plásticos: Núcleo de tecnologia do gás Amazônia.

03 Unidades de empilhamento vertical.

– Lâmpadas eletrônicas fluorescentes, tubulares e outras, serão acondicionadas na própria embalagem e armazenadas em local fechado de acesso restrito, podendo ser posicionada sobre prateleiras, respeitando a capacidade de empilhamento máximo de 02 caixas no local determinado como mezanino de elétrica.

– Coletores de resíduos orgânicos: Dispostos na área da cantina e da copa do escola senai Antônio Simões, assim como na copa do núcleo de tecnologia do gás.

05 unidades

Devemos também considerar que quando houver comemorações ou coofebrack, o ambiente deve está dotado de coletores de resíduos orgânicos e de coletores de rejeitos, devidamente identificados, lembrando que os mesmos devem ser retirados tão logo aconteça o encerramento do evento.

– Coletores de rejeitos Lixos de banheiros, papel molhados e contaminados, papel de bala ou chocolate, fita adesiva, copos descartáveis sujos e contaminados, clips, grampos, espelhos, palha de aço, rótulos de refrigerantes e água, esponjas, papel carbono, etc.) Dispostos na entrada dos blocos A, B, C, D, E, cantina, Hall em frente da biblioteca e no núcleo de tecnologia do gás.

20 Unidades

Coletores de metal: Cantina, entrada do bloco E, Hall em frente da biblioteca e núcleo de tecnologia do gás.

09 Unidades

Coletores de Pet´s de plástico, Refrigerantes e água mineral: Localizado na cantina.

02 unidades

Recomendam-se também neste trabalho a restauração completa, a proteção e a cobertura, bem como a acessibilidade do armazenador externo final de resíduos de coleta seletiva, reaproveitando estrutura em alvenaria, hoje já existente na área da escola.

Para os resíduos orgânicos e para os resíduos de rejeitos, o estudo recomenda a construção de um espaço cercado com tela e com cobertura, distante do coletor de coleta seletiva, junto da cerca externa delimitadora do terreno da instituição, com o intuito de facilitar e viabilizar o acesso pelos homens da secretaria municipal de limpeza publica, no momento da retirada do lixo.

O desenvolvimento e sugestão desses projetos de coletores de resíduos seguem os parâmetros identificados no processo de acordo com resíduos segregados e devidamente identificados por código de cores segundo norma do CONAMA 275, com capacidade suficiente a demanda, determinada por cálculos estatísticos de previsão de demanda anual.

Os resíduos neles acondicionados serão monitorados para sua destinação final via acompanhamentos e supervisões periódicas através de inspeções do trajeto dos volumes transportados e controlados, via manifesto de transporte emitido pela empresa responsável pelo translado dos resíduos.

Avaliação dos resultados

Será feita uma avaliação geral, visando identificar os efeitos resultantes deste tipo de programa implantado, observando a capacitação de profissionais que atuam na unidade de ensino, como coordenadores, professores, funcionários administrativos, da cantina e da limpeza, bem como a sensibilização dos alunos envolvendo os temas citados. Além disto, observar o desempenho das mudanças de processos introduzidas, bem como a separação correta dos resíduos nos coletores espalhados, buscando sempre como objetivo o de estabelecer relações de causa e efeito Jung (2010), baseado em análise estatística feita por levantamento e comparação.

Ajustes e Feedbacks

Caso a avalição for positiva, favorecerá o gerenciamento, a monitoração e o acompanhamento de todos os resíduos gerados, bem como, o aperfeiçoamento dos processos internos, garantindo um ganho ambiental a todos os envolvidos com a empresa, criando sempre uma atmosfera padrão de comportamento, disseminando a educação ambiental.

Se houver a ocorrência de pontos negativos, refazem-se os estudos, aplicam-se as devidas correções e realizam-se novamente os ajustes.

Com tudo dentro dos padrões de funcionamento correto, oficializa-se com a criação de um Plano de Gestão de Resíduos Sólidos obtido pelo estudo de melhorias que foram realizadas em todos os setores da Instituição.

Validação do estudo.

Durante a execução utilizar-se-á para a coleta e análise dos resultados técnicas estatísticas, o que segundo Werkema e Aguiar (1996) resultará em conclusões confiáveis. As réplicas (repetições) do experimento serão feitos sob a mesma condição experimental, para evitar variações de uma experimentação para outra.

Na fase conclusiva desta pesquisa serão conferidos os resultados obtidos nos experimentos com os resultados apontados na busca bibliográfica, para confrontar se os resultados obtidos são satisfatórios e também, verificar se os novos modelos de execução dos serviços que foram propostos como novas rotinas, favorecem a redução da geração de resíduos sólidos.

RESULTADO –  PLANO DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS

Com o andamento do presente sistema, o resultado representa uma grande contribuição para a preservação do meio ambiente, e ganhos ambientais importantes, pois, o objetivo visa à implementação das ações previstas no programa de gestão, que possui na coleta seletiva e na educação ambiental, os seus principais pilares de sustentação.

Por consequência, tornará mais visíveis as atividades desenvolvidas na escola Senai, aproximando ainda mais a comunidade no que se refere à discussão dos problemas ambientais, bem como também o aumento das buscas de soluções para amenizar os impactos ambientais provenientes de suas atitudes com a natureza, discutindo, debatendo entre si e com outras empresas, buscando soluções de problemas comuns no momento da prestação de serviços.

Espera-se também desse novo processo, uma diminuição de custos operacionais e uma racionalização de tarefas, uma vez que o consumo de insumos será tornado eficiente, com a consequente redução dos resíduos sólidos prejudiciais para natureza.

Dessa forma, busca-se caracterizar esse novo diferencial da empresa e através das ferramentas da engenharia de produção, ficando estabelecida uma nova metodologia de valorização desses benefícios, praticando o conhecimento e a consciência ambiental das pessoas participantes do local de estudo, agregando esses valores inestimáveis, não só aos seus serviços, mas como também a sua própria conduta pessoal, dando a chance de estender esse legado para as gerações futuras.

Ainda como resultado deste estudo, espera-se que o novo modelo de rotinas no tratamento de resíduos, venha melhorar o nível de satisfação de todos os nossos clientes, sejam eles: alunos; fornecedores; prestadores de serviços e funcionários da Instituição, onde a padronização desses procedimentos agreguem valores para os nossos produtos e viabilize uma maior produtividade do trabalho.

Essa postura de respeito ao meio Ambiente e melhoria dos processos de atividades, melhorando os conceitos de qualidade em um setor, podem ser utilizados também como referenciais de oportunidades de melhorias em outras escolas tanto dentro do Senai Amazonas, como em qualquer outra escola profissionalizante.

Os resultados são apresentados no plano de gestão mostrado a seguir, esperando-se que a partir do tratamento e manuseio adequados desses resíduos, se atinja principalmente a conscientização e sensibilização de jovens, visto que suas opiniões e atitudes ainda estão em formação e esse exemplo, proporcione um estimulo da iniciativa de criação de novos projetos ambientais, assim como uma futura construção e adesão de medidas que tragam melhorias na qualidade do meio ambiente e na vida das pessoas em um futuro bem próximo.

 A Geração de Resíduos e a Educação Ambiental

Os procedimentos legais que regem a proposta da gestão de resíduos sólidos na escola Senai Antônio Simões têm como referencias principais a minimização da geração de resíduos nos processos, o sistema de coleta seletiva e a educação ambiental que são metodologias aplicadas utilizando-se os princípios educacionais da redução, reutilização e reciclagem. A utilização destes princípios nas diferentes áreas do processo faz com que se possa diminuir a produção de resíduos, reduzindo os custos dos mesmos e ajudando a evitar a formação de novos passivos ambientais.

Os princípios orientadores da gestão dos resíduos constituem, por ordem de aplicação, a política dos três (3) Rs, onde:

  • REDUZIR – consiste em evitar o consumo desnecessário de produtos a fim de diminuir a quantidade de resíduos gerados pela empresa.
  • REUTILIZAR – consiste em dar nova utilidade a materiais que na maioria das vezes são considerados inúteis e jogados no lixo.
  • RECICLAR – consiste em recuperar matéria-prima a partir do resíduo para fabricar novos produtos.

Segregação, Coleta Seletiva e Acondicionamento dos Resíduos.

Os resíduos gerados em todas as áreas da escola sejam salas de aula, laboratórios, administrativas ou outras devem ser segregados na fonte, no momento do descarte, e permanecer desta forma até a sua destinação final.

Para a segregação e o acondicionamento dos resíduos serão disponibilizados os coletores adequados ao volume e tipo de resíduo, identificados e de acordo com as cores estabelecidas pela Resolução CONAMA 275, escolhido segundo critérios dos objetivos deste trabalho, tal como é como é indicado na Tabela localizada no conteúdo principal dessa pesquisa.

A identificação dos coletores, nas áreas administrativas, salas de aula e áreas de convivência é realizada de acordo com o padrão do fabricante do coletor e sugere-se que essa identificação, seja feita contendo a logomarca do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, incluindo os seguintes tipos: Pilhas e Baterias; Resíduos Classe I; Resíduos Classe II; Resíduos Orgânicos; Papel; Metal; Plástico e Vidro.

Portanto, nas salas de aula, deverão ser mantidos os coletores definidos como de papel, plásticos e rejeitos.

Figura 4 - Coletora sala de aula. Fonte: Núcleo de meio Ambiente
Figura 4 – Coletora sala de aula. Fonte: Núcleo de meio Ambiente

Na tabela 4, consta o detalhamento para o acondicionamento de cada tipo de resíduo gerado no processo, a identificação e a forma de acondicionamento.

Classificação dos Resíduos Sólidos.

O processo de classificação e caracterização dos resíduos sólidos traz diversos benefícios, uma vez que permite subsidiar o planejamento das atividades de gestão bem como avaliar o potencial de reutilização, reciclagem e recuperação dos resíduos sólidos gerados. Este processo, quando adotado, viabiliza melhorias futuras nas ações de gerenciamento já adotadas. Moura (2012). Por meio de análises estatísticas de consumo, em que se identifica o percentual médio de cada variável em relação ao total das amostras de resíduos analisadas, é possível identificar futuros problemas e lacunas presentes nesse sistema de gestão.

Considerando ainda que os resíduos sólidos gerados pela atividade humana em todos os níveis são classificados quanto aos seus riscos potenciais ao meio ambiente e os danos para a saúde pública, de acordo com a norma NBR 10.004. São separados em duas classes distintas: Classe I – perigosos e Classe II – não perigosos.

Nas tabelas 4, contida nesse documento, constam a classificação de cada resíduo gerado, o que foi considerado para a definição de todas as etapas da gestão. Se houver a geração de algum resíduo não previsto nesta pesquisa, o mesmo deverá ser submetido à classificação de acordo com a norma supracitada.

Armazenamento temporário dos resíduos.

Os recipientes com os resíduos sejam contêineres, caixas, tambores, bombonas, sacos plásticos ou outros, devem ser armazenados em áreas com identificação, cobertas, bem ventiladas e sobre base de concreto. Para possibilitar rápida identificação dos resíduos os recipientes devem permanecer devidamente rotulados ou identificados com placas, ou etiquetas fixas.

Os locais onde ocorre o armazenamento temporário dos resíduos devem atender as normas NBR 12.235, para os resíduos perigosos classe I e NBR 11.174, para os resíduos não perigosos classe II A e B, e devem ser dotados dos seguintes recursos: Sistema de isolamento que impede o acesso de pessoas estranhas; Sinalização de segurança que identifica a instalação para os riscos de acesso ao local, caso exista; Áreas definidas e sinalizadas para o armazenamento dos diferentes tipos de resíduos; Iluminação, caso necessário, inclusive para situações de emergência.

Citando que se houver a necessidade de armazenar algum resíduo fora das áreas supracitadas, isto somente poderá ser feito em contêiner fechado ou coberto e sobre o piso impermeabilizado.

Quantificação dos Resíduos.

Para o efetivo controle na gestão dos resíduos é necessária à quantificação dos mesmos. Para tanto devem ser respeitadas as unidades de medida estabelecidas nesta pesquisa.

Por meio da análise através de amostras colhidas do total de resíduos de cada componente, cada variável analisada na pesquisa, em que se identifica o percentual médio de geração é possível identificar uma quantificação de consumo, bem como, identificar os problemas e lacunas presentes nos sistemas de gestão.

Dependendo do tempo considerado da pesquisa e da amostra total analisada de resíduos coletados, podemos chegar a uma estimativa de geração em torno de unidades, quilos, ou outra medida da variável consumida por dia.

Transporte dos Resíduos.

O transporte dos resíduos é de responsabilidade do empreendedor mesmo quando realizado por terceiros, o que somente poderá ser realizado por empresas devidamente licenciadas de acordo com a legislação vigente.

Para a realização do transporte dos resíduos sólidos para fora das instalações da Escola SENAI Antônio Simões, devem ser contratadas empresas especializadas que possuem veículos devidamente licenciados para tal atividade de acordo com o estabelecido em legislação específica.

O transporte deve ser feito de modo a prevenir e evitar danos ao meio ambiente e à saúde pública observando: Que o equipamento de transporte seja adequado ao tipo de resíduo e às regulamentações pertinentes; que o estado de conservação do equipamento de transporte não permita derramamentos ou vazamentos durante o trajeto; que durante o transporte os resíduos estejam devidamente acondicionados e protegidos de intempéries; que os resíduos não sejam transportados juntamente com alimentos, medicamentos ou outros objetos destinados ao uso e/ou consumo humano ou animal, ou com embalagens destinadas a este fim.

Além dos documentos fiscais exigidos pela legislação os resíduos transportados devem ser acompanhados do Manifesto de Transporte de Resíduos – MTR, conforme modelo no final deste anexo.

No caso do transporte de resíduos perigosos, os resíduos devem ser acompanhados da Ficha de Emergência e Envelope para o Transporte Terrestre de Produtos Perigosos, conforme estabelecido na norma NBR 7.503, e da Ficha com Dados de Segurança de Resíduos Químicos, conforme a norma ABNT NBR 16.725.

Destinação Final dos Resíduos.

Os resíduos sólidos gerados podem ser destinados para diferentes fins, tais como reprocessamento, reciclagem, reutilização, tratamento, co-processamento ou outros. A tabela 4 especifica as opções de destinação final para os resíduos gerados.

A destinação final dos resíduos está condicionada ao licenciamento ambiental das empresas ou instituições identificadas como receptoras. Periodicamente deve ser verificado o licenciamento ambiental dos destinatários dos resíduos observando o cumprimento das condições e restrições estabelecidas. Deve ser mantida cópia atualizada na escola da licença ambiental dos receptores dos resíduos sólidos.

Prevenção e Atendimentos de Emergências.

Os resíduos devem ser manuseados de forma a minimizar a possibilidade de fogo, explosão, derramamento, vazamento de resíduos para o ar, água ou solo.

Com o objetivo de evitar quaisquer efeitos indesejáveis os resíduos são mantidos segregados e nas células específicas. A estocagem de tais resíduos deve considerar as questões de compatibilidade química.

Todas as pessoas envolvidas no manuseio dos resíduos devem fazer uso do equipamento de proteção individual, definido no programa de prevenção de riscos ambientais da empresa.

Em caso de atendimento de emergências relacionadas ao resíduo óleo, todos os procedimentos estão relacionados nas tabelas seguintes e um pequeno procedimento escrito em papel localizado na bombona que contém o kit de emergência.

Figura 5 - Kit de emergência. Fonte: autor
Figura 5 – Kit de emergência. Fonte: autor

Conscientização.

A correta gestão dos resíduos é importante para a minimização da geração dos resíduos através da aplicação dos princípios da não geração; da redução da produção; da reutilização e da reciclagem, bem como para a prevenção da criação de possíveis efeitos danosos ao meio ambiente.

Assim sendo, a habilitação das pessoas que manipulam as etapas deste gerenciamento é um fator primordial e envolve ações especificas e sistemáticas conscientes, envolvendo situações tais como: A forma de operacionalizar e manipular o depósito de resíduos; a forma de utilização e a maneira correta de preencher o manifesto de transporte; o correto preenchimento do controle mensal; a emissão da Planilha de controle semestral de resíduos; do perfeito atendimento para as situações de emergências e a utilização correta do equipamento de proteção individual.

Revisão

A revisão didática e metodológica deste plano de gestão, a princípio deverá ocorrer com espaço de tempo decorrido de um ano.

Neste intervalo de tempo se ocorrerem modificações significativas nos processos realizados na escola ou acontecer à introdução de novas atividades, novos produtos ou serviços, que gerem resíduos não previstos nesta pesquisa, esta deverá ser revisada independentemente do período da revisão determinada acima.

Tabela 3 – Procedimentos para a execução do plano de gestão de resíduos.

REFERÊNCIA

 

ABNT NBR ISO 14031:2015 – Gestão ambiental – Avaliação de desempenho ambiental – Diretriz, elaborada pelo Comitê Brasileiro de Gestão Ambiental (ABNT/CB-38).

DERISIO, José Carlos. Introdução ao controle de poluição ambiental. São Paulo: Signus Editora, 2000.

EIGENHEER, E.M., Ferreira, J.A., Adler, R.R. Reciclagem: mito e realidade. Rio de Janeiro: In-Fólio, 2005.

MAGALHÃES, M.A. Tempo de degradação de materiais descartados no meio ambiente. Viçosa, MG. Disponível em http://www.redeambiente.org.br

PEREIRA NETO, J.T. Quanto vale nosso lixo: aspectos técnicos e operacionais. Viçosa, MG:

Projeto verde vale /IEF. 67p. RESOLUÇÃO CONAMA nº 275, de 25 de abril de 2001. Publicada no DOU no 117-E, de 19 de junho de 2001, Seção 1, página 80.

Saúde e Sociedade – Educação ambiental, qualidade de vida e sustentabilidade versão impressa ISSN 0104-1290.   Saúde soc. v.7 n.2 São Paulo ago./dez. 1998. http://dx.doi.org/10. 1590/S0104-12901998000200003

CARETO, H.; VENDEIRINHO, R. Sistemas de Gestão Ambiental em Universidades:

Caso do Instituto Superior Técnico de Portugal. Relatório Final de Curso, 2003.

Cartilha da Coleta Seletiva – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI, Departamento Regional do Amazonas- DR AM, Escol Comitê Sócio Ambiental – – 2011.

Sociedade & Natureza Lixo e impactos ambientais perceptíveis no ecossistema urbano versão On-line ISSN 1982-4513

Soc. nat. (Online) vol.20 no.1 Uberlândia jun. 2008                   http://dx.doi.org/10.1590/S1982-45132008000100008

FURIAM, S. M.; GÜNTHER, W. R. Avaliação da Educação Ambiental no Gerenciamento dos Resíduos.

Sólidos no Campus da Universidade Estadual de Feira de Santana. Revista Sitientibus, nº. 35, pp. 7-27, julho – dezembro, 2006.

Sociedade e Estado.  Espaços públicos e práticas participativas na gestão do meio ambiente no Brasil versão impressa ISSN 0102-6992

Soc. estado. vol.18 no. 1 2 Brasília jan./dez. 2003                    http://dx.doi.org/10.1590/S010269922003000100015. Pedro Roberto Jacobi.

GONÇALVES, José Ernesto Lima.  As empresas são grandes coleções de processos. Disponível em  http://www.scielo.br/pdf/rae/v40n1/v40n1a02.pdf. Acesso em 07.02.2015.

ALVES, João Murta. O sistema Just in time reduz os custos do processo produtivo. Disponível em http://www.aves.edu.co/documentos/1031/Exposiciones/Sistema_just_time-costos.pdf. Acesso em 07.02.2015.

SCHENINI, Pedro Carlos (Org.). Gestão empresarial sócio ambiental. Florianopolis: NUPEGEMA, 2005

AGLE, B. R.; DONALDSON, T.; FREEMAN, R. E.; JENSEN, M. C.; MITCHELL, R. K.; e WOOD, D. J. DIALOGUE: Toward Superior Stakeholder Theory. Business Ethics Quarterly, v.18, p. 153-190, 2008.

PAVAN, Margareth Oliveira. Gestão e gerenciamento de resíduos sólidos urbanos no Brasil. Revista Sustentabilidade, 24 mar. 2008. Disponível em <http://www.revistasustentabilidade.com.br/sustentabilidade/artigos/gestao-e-gerenciamento-de-residuos-solidos-urbanos-no-brasil/>. Acesso: 20 Jul. 2008.

Michael A. Berry and Dennis A. Rondinelli. The Academy of Management Executive (1993-2005) Vol. 12, No. 2 (May, 1998), pp. 38-50.

Pratima Bansal and Kendall RothmThe Academy of Management Journal. Vol. 43, No. 4 (Aug., 2000), pp. 717-736

Monfort, J. E. Enrique. Economia energética e vantagens meio ambientais da reutilização de resíduos. Disponível em http://www.ceramicaindustrial.org.br/pdf/v01n45/v1n45_2.pdf. Acesso em 08.02.2015.

OMETTO, Aldo Roberto. A gestão ambiental nos sistemas produtivos. Disponível em http://www.revista-ped.unifei.edu.br/documentos/V05N01/n06_art02.pdf. Acesso em 08.02.2015.

MONTEIRO, José Henrique Penido et al. Manual de Gerenciamento Integrado de resíduos sólidos. Rio de Janeiro: IBAM, 2001.

PAVAN, Margareth Oliveira. Gestão e gerenciamento de resíduos sólidos urbanos no Brasil.

Revista Sustentabilidade, 24 mar. 2008. Disponível em <http://www.revistasustentabilidade.com.br/sustentabilidade/artigos/gestao-e-gerenciamento-de-resíduos-sólidos-urbanos-no-brasil/>. Acesso: 20 jul. 2008.

AZAMBUJA, Eloisa Amábile Kurth de. Proposta de gestão de resíduos sólidos urbanos: analise do caso de Palhoça/SC. 2002. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2002.

Disponível em <http://teses.eps.ufsc.br/defesa/pdf/11214.pdf>. Acesso em: 05 out.2007.

BANSAL, P.; ROTH, K. Why Companies Go Green: a model of ecological responsiveness.

Academy of Management Journal, v. 43, n. 4, p. 717-736, 2000.

BARRY, M.; RONDINELLY, D. Proactive corporate environmental management:

Academy of Management Executive, v. 12, n. 2, p. 38-50, 1998.

BAASCH, S. S. N.: Um sistema de suporte multicritério aplicado na gestão dos resíduos sólidos nos municípios catarinenses. Tese de Doutorado. EPS/UFSC. Florianópolis, 1995.

BRINGHENTI, JR. Coleta Seletiva de Resíduos Sólidos Urbanos: Aspectos Operacionais e da Participação da População. São Paulo, 2004 [Tese de Doutorado – Faculdade de Saúde Pública da USP].

PALOMINO, R. C.; CARLI, F. S. Proposta de modelo de controle de estoques em uma empresa de pequeno porte. In: ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO, 28., 2008, Rio de Janeiro. Anais: Rio de Janeiro, ABEPRO, 2008.

GIL, Antônio Carlos. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. 5ª ed. São Paulo: Atlas, 2010.

JARDIM, N. S. et al. Lixo municipal: Manual de gerenciamento integrado. 1. ed. São Paulo:Instituto de Pesquisas Tecnológicas, CEMPRE. 1995.

JUNIOR, Philippi A. Sistema de Resíduos Sólidos: coleta e transporte no meio urbano. São Paulo: CETESB- Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental, 1996,182p

LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. A. Metodologia do trabalho científico. 4.ed. São Paulo: Atlas, 1992.

LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. A. Fundamentos metodologia científica. 4.ed. São Paulo: Atlas, 2001.

MARCONI, M. A; LAKATOS, E. M. Técnicas de pesquisa: planejamento e

execução de pesquisas, amostragens e técnicas de pesquisas, elaboração e interpretação de dados. 3.ed. São Paulo: Atlas, 1996.

APENDICE

Levantamento de Aspectos e Impactos Ambientais do processo.

Identificando a situação atual da geração de resíduos pela escola antes da implantação de qualquer sistema de gestão, foi realizado um levantamento geral de aspectos e impactos ambientais baseado em informações recebidas da instituição e pesquisa de campo.

O levantamento visa determinar, identificar e quantificar os pontos de geração de resíduos e pontos de segregação, segundo cada processo exercido na escola, classificando e quantificando os resíduos gerados, identificando-os de acordo com a sua origem, principalmente industrial, especiais, perigosos, refeitório, dentro e fora do processo produtivo. A classificação de resíduo é feita pela NBR 10.004:2004 Classe I, IIA e IIB.

1. Identificação dos Resíduos.

Os resíduos secos identificados na empresa são determinados como resíduos secos recicláveis ou resíduos industriais e orgânicos.

Figura 6 – Coletora de resíduos secos. Fonte: Autor
Figura 6 – Coletora de resíduos secos. Fonte: Autor
Figura 7 – Coletores aleatórios. Fonte: autor
Figura 7 – Coletores aleatórios. Fonte: autor

Com a finalidade de haver mais facilidade de execução no levantamento de resíduos, os setores foram divididos em várias áreas de trabalho, incluindo seus laboratórios.

Os resíduos são gerados no processo de ensino e aprendizagem. Nas salas de aula e nos laboratórios das aulas práticas, para estudo posterior serão separados de acordo com a sua característica.

1.1 Laboratório de Refrigeração

  • Cabos e fios Elétricos
  • Pilhas e Baterias
  • Componentes eletroeletrônicos danificados
  • Recipientes de graxas, óleos e lubrificantes.
  • Óleos contaminados
  • EPI´s contaminados
Figura 8 - Cabos e fios elétricos. Fonte: Autor
Figura 8 – Cabos e fios elétricos. Fonte: Autor
Figura 9 - Recipientes de graxas, óleos e lubrificantes. Fonte: Núcleo de meio ambiente
Figura 9 – Recipientes de graxas, óleos e lubrificantes. Fonte: Núcleo de meio ambiente
Figura 10 – Componentes eletroeletrônicos.  Fonte: Autor 
Figura 10 – Componentes eletroeletrônicos.  Fonte: Autor

    

Figura 11 – Óleo usado estocado. Fonte: Núcleo de meio ambiente   
Figura 11 – Óleo usado estocado. Fonte: Núcleo de meio ambiente

                            

Figura 12 – E.P. I.  Danificado. Fonte: autor
Figura 12 – E.P. I.  Danificado. Fonte: autor
  • Laboratórios da Eletricidade
  • Cabos e fios Elétricos
  • Componentes eletroeletrônicos danificados
  • Pilhas e Baterias
  • Pedaços de tubos de PVC
  • EPI´s contaminados
Figura 13 – Fios e cabos elétricos. Fonte: Autor
Figura 13 – Fios e cabos elétricos. Fonte: Autor
Figuras 14 – Componentes elétricos avariados. Fonte: Autor
Figuras 14 – Componentes elétricos avariados. Fonte: Autor
Figura 15 - Tubos e retalhos de PVC. Fonte: Autor
Figura 15 – Tubos e retalhos de PVC. Fonte: Autor
Figura 16 - E.P.I. Danificados. Fonte: Autor
Figura 16 – E.P.I. Danificados. Fonte: Autor
Figura 17 - Pilhas e Baterias. Fonte: Autor
Figura 17 – Pilhas e Baterias. Fonte: Autor

1.3 Laboratório de Metrologia

  • Recipientes de lubrificantes, óleos e graxas.
  • Flanelas contaminadas
  • Recipientes plásticos de polietileno contaminados
Figura 18 - Recipientes de lubrificantes, óleos e graxas. Fonte: Núcleo de meio ambiente
Figura 18 – Recipientes de lubrificantes, óleos e graxas. Fonte: Núcleo de meio ambiente
Figura 19 – Recipientes plásticos contaminados. Fonte: Núcleo de meio ambiente
Figura 19 – Recipientes plásticos contaminados. Fonte: Núcleo de meio ambiente
Figura 20 – Flanela contaminada. Fonte: Núcleo de meio ambiente
Figura 20 – Flanela contaminada. Fonte: Núcleo de meio ambiente

1.4 Laboratório de Informática

  • Equipamentos, dispositivos e componentes eletroeletrônicos.
Figura 21 - Componentes Eletroeletrônicos danificados.Fonte: Autor
Figura 21 – Componentes Eletroeletrônicos danificados.Fonte: Autor
Figura 22 - Componentes Eletroeletrônicos danificados.Fonte: Autor
Figura 22 – Componentes Eletroeletrônicos danificados.Fonte: Autor

1.5 Laboratório de Eletrônica

  • Cabos e fios Elétricos
  • Pilhas e Baterias
  • Resíduos de Solda.
Figura 23 – Cabos e fios elétricos. Fonte: Núcleo de meio ambiente
Figura 23 – Cabos e fios elétricos. Fonte: Núcleo de meio ambiente
Figura 24 – Pilhas e Baterias. Fonte: Autor
Figura 24 – Pilhas e Baterias. Fonte: Autor
Figura 25 – Resíduos de Solda. Fonte: Autor
Figura 25 – Resíduos de Solda. Fonte: Autor

1.6 Salas de Administrativos/ Reprografia / Professores

  • Pincel utilizado e apagador contaminado
  • Cartuchos e Tonner´s de impressora
  • Papel, Livro, Revistas, etc.
  • Lâmpadas Fluorescentes
Figura 26 – Pincel utilizado. Fonte: Autor
Figura 26 – Pincel utilizado. Fonte: Autor
Figura 27 – Cartucho e Tonners de impressora. Fonte: Núcleo de meio ambiente
Figura 27 – Cartucho e Tonners de impressora. Fonte: Núcleo de meio ambiente
Figura 28 – Papel, Livro, Revistas e periódicos. Fonte: Autor
Figura 28 – Papel, Livro, Revistas e periódicos. Fonte: Autor
Figura 29 – Apagador contaminado. Fonte: Autor
Figura 29 – Apagador contaminado. Fonte: Autor
Figura 30 – Lâmpadas Eletrônicas. Fonte: Autor 
Figura 30 – Lâmpadas Eletrônicas. Fonte: Autor

1.7 Cantina

  • Lixo orgânico
  • Garrafas plásticas e latas de alumínio.
Figura 31 – Latas de alumínio. Fonte: Núcleo de meio ambiente
Figura 31 – Latas de alumínio. Fonte: Núcleo de meio ambiente
Figura 32 – Garrafas plásticas. Fonte: Núcleo de meio ambiente
Figura 32 – Garrafas plásticas. Fonte: Núcleo de meio ambiente
Figura 33 – Lixo Orgânico. Fonte: Autor
Figura 33 – Lixo Orgânico. Fonte: Autor

1.8 Bebedouros

  • Copos plásticos
Figura 34 - Copos descartáveis. Fonte: Autor
Figura 34 – Copos descartáveis. Fonte: Autor

Os resíduos são armazenados temporariamente junto ao local de geração, para depois serem disponibilizados em baias para aguardar destinação final.

Atualmente, a escola possui uma área específica para a estocagem temporária dos resíduos sólidos de CLASSE II – A e B, necessitando de melhorias: como tampas com cadeado e ampliação do depósito para lixo orgânico.

Figura 35 – Estocagem. Fonte: Núcleo de meio ambiente
Figura 35 – Estocagem. Fonte: Núcleo de meio ambiente

2. Identificação, Origem e Caracterização.

Os resíduos, de maneira amostral, foram identificados e caracterizados, levando em consideração os seguintes aspectos:

  • Resíduo Gerado;
  • Classe (NBR ABNT 10004);
  • Local de Geração;
  • Acondicionamento
  • Estocagem Temporária
  • Destinação

A tabela 4 a seguir, relaciona essas variáveis segundo uma organização resultante do levantamento e pesquisa realizado dentro da escola.

Tabela 4 – Variáveis da pesquisa

Fonte: Levantamento de Aspectos e Impactos ambientais

3. PASSIVO AMBIENTAL

Durante o levantamento para diagnosticar a área externa, constatou-se a presença de área contaminada por resíduos sólidos resultantes das atividades antrópicas no terreno da escola indicando a necessidade de uma ação de remediação imediata, pois foi detectada a presença de resíduos sólidos na encosta e mata ciliar ao lado do igarapé.

A mata nativa no terreno lateral é considerada uma área de preservação ambiental – APP, pois se trata de um local por onde existe um curso d´água perene denominado como igarapé da vovó.  O novo código florestal caracteriza APP como uma zona protegida, coberta ou não por vegetação nativa, com a função ambiental de preservar á água, a paisagem, a estabilidade geológica, a biodiversidade, o solo e assegurar o bem-estar das pessoas.

ANEXO

Lista de Transportadoras de Resíduos Sólidos em Manaus.

Rio Limpo Indústria e Comércio Ltda.

Coplast Indústria e Comércio Ltda.

COMETAIS COMÉRCIO DE METAIS – Comércio de Ligas e Insumos de Metal

Secretaria Municipal de Limpeza e Serviços Públicos – SEMULSP

[1] Projeto de pesqisa e execução de serviços, apresentado à coordenação do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção-PPGEP, visando à qualificação no Mestrado Profissional de Engenharia de Produção- UFAM, turma 2015.

[2] Pós-Graduação em Engenharia de Produção-PPGEP

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here