O Georreferenciamento como ferramenta de auxílio para agricultura brasileira

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ARTIGO ORIGINAL

 ANDRADE, Thayllon Silva [1], SOARES, Rodrigo Piquiá [2], JÚNIOR, Edilson Jucá Ferreira [3], OLIVEIRA, Rayne da Costa [4], FREIRE, Aristide Barroso [5], SOUSA, Hellstroen Hassan Barbosa de [6], VIEIRA, Cristiano da Silva [7]

ANDRADE, Thayllon Silva. Et al. O Georreferenciamento como ferramenta de auxílio para agricultura brasileira. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 05, Ed. 02, Vol. 04, pp. 155-164. Fevereiro de 2020. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/engenharia-de-producao/agricultura-brasileira

RESUMO

Uma informação importante e essencial para a realização de inúmeras atividades sociais e culturais é a localização geográfica, pois, a partir da análise geoespacial, pode-se planejar, gerenciar e solucionar diversos problemas relacionados aos campos geográficos, em especial o campo rural (agricultura). Levando em consideração todos os avanços e contribuições da tecnologia na agricultura brasileira, o presente artigo tomou como objetivo analisar as considerações de alguns estudiosos em relação à relevância do Georreferenciamento como ferramenta de auxílio na agricultura brasileira bem como pretende verificar quais são (se aplicável) as desvantagens da implantação deste sistema a partir de análises bibliográficas. Por meio das análises, foi constatado que o uso do Georreferenciamento está em ascensão no campo rural (principalmente na agricultura) e seus efeitos são bastante positivos. De acordo com os estudiosos, com a implantação deste sistema de localização geográfica é possível obter um maior gerenciamento dos recursos agrícolas, resultando, assim, em maior lucratividade econômica e auxiliando, portanto, os profissionais a chegar a uma agricultura rentável. No presente trabalho também foram ressaltadas algumas desvantagens, porém outros estudos podem ser realizados buscando maiores esclarecimentos.

Palavras-chave: Georreferenciamento, agricultura, tecnologia.

1. INTRODUÇÃO

O crescimento populacional mundial pressiona e diminui o espaço agrícola que, por sua vez, é obrigado a produzir mais e com menos degradação ao meio ambiente (ressaltando que a agricultura, atualmente, busca meios de tornar-se sustentável). O desenvolvimento tecnológico, por outro lado, busca assegurar a produção eficaz de modo mais sustentável (BUENO, 2012). Com isso, o presente estudo aborda as principais vantagens e desvantagens do uso da tecnologia (Georreferenciamento) no meio agrícola. Para escolher o tema em questão, foi levado em consideração o aumento das tecnologias voltadas para os campos rurais, incluindo esse processo no qual a produção agrícola se transforma em uma atividade com alto grau de especialização, profissionalismo e, consequentemente, sucesso, quando comparada com a agricultura convencional.

A informação essencial e primordial para a execução de diversas atividades sociais e culturais é a localização, pois por meio do estudo geo-espacial é possível planejar, gerenciar e solucionar problemas, principalmente no meio agrícola. Ressaltando os efeitos positivos do avanço tecnológico na agricultura, o presente estudo tem como finalidade analisar as considerações de alguns estudiosos em relação à relevância do Georreferenciamento e suas restrições e desvantagens a partir de estudos bibliográficos. O estudo foi realizado no ano de 2017 e contou com análises bibliográficas, pesquisas em acervos disponíveis na internet, artigos e teses publicados em sites e livros. É importante ressaltar que todas as informações levantadas neste estudo são de total veracidade.

1.1 OBJETIVOS

  • Analisar as vantagens e desvantagens do uso da tecnologia do Georreferenciamento no auxílio da agricultura;
  • Descrever as principais características da tecnologia e suas ferramentas.

2. REFERENCIAL TEÓRICO

2.1 A HISTÓRIA DA AGRICULTURA

Desde os primórdios da civilização os homens viviam em grupos, verdadeiros sem terras que viviam inteiramente com os alimentos que a natureza disponibilizava gratuitamente. Alimentavam-se de alimentos silvestres e também da caça. Na época, não havia qualquer tipo de cultivo, estocagem, plantações particulares e muito menos comércio de mercadorias. Com a evolução e o passar dos anos, a natureza foi revelando-se e, então, o homem descobriu que as sementes, devidamente cultivadas, poderiam, com o tempo, crescer e dar frutos. Com isso, surgiu à agropecuária, o que gerou grande impacto na civilização, uma vez que, naquele momento, era possível influenciar na “criação” dos alimentos.  Então, com o passar dos anos, o homem foi dependendo cada vez mais da terra e deixando os costumes de primatas no passado, desenvolvendo, portanto, pensamentos e habilidades.

Dentre as mais importantes está a habilidade de produzir o próprio alimento, não dependendo somente da espontaneidade da natureza. Desse modo, o homem passa a dominar a terra. As atividades agropecuárias eram brutas e extremamente extrativas, ou seja, retirava-se tudo o que a natureza oferecia (BUENO, 2012). No Brasil, a primeira evolução mecânica deu-se após a Primeira Guerra Mundial, período no qual ocorreu um grande impacto na disponibilidade de mão de obra rural, aumentando, consideravelmente, os salários dos agricultores. Entre 1960 e 1970 houve uma revolução que foi nomeada de Revolução Verde. Esta desencadeou novas invenções de sementes e processos de produção, acarretando, assim, no aumento expressivo da indústria agrícola, transformando-se em um dos ramos mais rentável dos países menos desenvolvidos.

2.2 AGRICULTURA DE PRECISÃO

Um dos principais problemas das últimas décadas está relacionado à grande demanda por alimento que aumenta proporcionalmente com o crescimento populacional. Para equilibrar a demanda e a necessidade de produzir, criou-se a necessidade de adquirir conhecimentos sobre quais os recursos naturais são necessários para produção e quais suas características socioeconômicas. Criado pela EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), o Laboratório de Biofísica Ambiental foi desenvolvido com o objetivo de adaptar e/ou desenvolver métodos para aplicar as técnicas dos estudos geoespaciais na agricultura brasileira (ASSAD et al, 1993). Desde a década de 60, com a Revolução Verde, a agricultura brasileira vem passando por constantes alterações.

E, com isso, a agricultura passou a ter um ritmo bastante agitado, especialmente no meio tecnológico, pois, devido a sua demanda, ocorreu à necessidade de explorar novos meios para produção. Com o avanço e desenvolvimento da agricultura brasileira, é evidente a importante da tecnologia, pois, em um mundo globalizado, a agricultura também tem que renovar-se e desenvolver-se. Contudo, o uso inadequado dessas tecnologias pode acarretar danos ao meio ambiente e à saúde. Segundo o site Ambiente Brasil (2005), a agricultura brasileira pode ser descrita como um conjunto de técnicas de produção, podendo ele ser convencional ou não.

Com a necessidade de evoluir, a agricultura conta com a contribuição dois meios eletrônicos, informáticos, sensoriamento remoto e dos sistemas de informação. Com a junção de todos esses meios forma-se, então, a Agricultura de Precisão. Ela se caracteriza pela alta tecnologia na produção agropecuária. A Agricultura de Precisão destaca-se devido a sua capacidade de utilizar técnicas e se baseia na precisão das informações no agrossistema, por meio dos processos de monitoramento das informações georreferenciadas, o que possibilita um melhor gerenciamento da produção agrícola (MOLIN et al, 2006). O principal benefício da agricultura de precisão é a minimização dos recursos necessários (CIRANI, 2010).

2.3 GEORREFERENCIAR É LEI

Georreferenciar é definir pontos de localização geograficamente no globo terrestre por meio de suas coordenadas interligadas a um sistema de informação. Com a criação da lei federal nº 10.267/2001, o Georreferenciamento, junto ao Sistema Geodésico Brasileiro (SGB), tornou-se obrigatório para todos os imóveis rurais, por meio do Cadastro Nacional de Imóveis Rurais (CNIR). Caso haja alguma necessidade de interferência no suporte geodésico, a lei 10.267/2001 estabelece algumas medidas importantes para identificar os imóveis rurais. A obrigação de interligar o levantamento das coordenadas ao Sistema Geodésico Brasileiro permite que haja uma identificação mais precisa, sem riscos de superposições (BUENO, 2012).

Com isso, pode ser que ao utilizar um GPS geodésico não seja possível obter um resultado positivo no Georreferenciamento do imóvel rural, de acordo com os padrões da lei 10.267/2001 (ISHIKAWA, 2007). Em oposto disto, é possível que com a utilização de uma trena métrica ocorra a obtenção de resultados positivos. É importante ressaltar que tudo depende dos procedimentos e métodos que cada levantamento requer e também da qualificação do profissional (LAHM, 2000). Em 2003, o INCRA lançou, para normalizar este procedimento, a Norma Técnica para o Georreferenciamento de Imóveis Rurais, que tem por objetivo orientar os profissionais a respeito das medições, marcações e georreferenciamento, de acordo com as diretrizes da lei 10.267/2001.

2.4 CAR (CADASTRO AMBIENTAL RURAL)

O Cadastro Ambiental Rural, criado pela lei 12.651/12, é um importante registro eletrônico com base de dados gravados armazenado junto ao INCRA, no qual é um registro obrigatório que tem por objetivo controlar, monitorar e combater eventos como o desmatamento ilegal das florestas, queimadas e, também, promover melhor planejamento ambiental a fim de obter maior economia e preservação do imóvel rural. Com o crescimento populacional, o Estado tem sido cada vez mais presente em relação aos problemas relativos às terras rurais no Brasil. Segundo um artigo publicado no Estado de São Paulo, aproximadamente cinco milhões de imóveis foram recadastrados até 2003. E estima-se que até 2018 todos os imóveis rurais devem ser obrigatoriamente cadastrados junto ao INCRA.

Segundo os autores, isso demostra o quão importante é o uso da tecnologia do GPS e do Sensoriamento Remoto para soluções de problemas rurais. A identificação é baseada nas coordenadas dos pontos de interseção de cada divisa e esses pontos são georreferenciadas junto ao Sistema Geodésico Brasileiro. Com isso, é possível a realização de estudos e comparações mais assertivas dos títulos das terras públicas brasileiras. O Georreferenciamento nada mais é do que uma técnica aperfeiçoada de detalhamento de cada imóvel rural, contribuindo, então, para que haja a melhora do controle dos imóveis cadastrados e dos seus reais limites e confrontantes. A finalidade do Georreferenciamento é a localização específica com mínimas margens de erros de um imóvel a nível global (ROQUE et al, 2006).

2.5 SIGS (SISTEMAS DE INFORMAÇÃO GEOGRÁFICOS)

A sociedade contemporânea, devido ao seu alto crescimento nas últimas décadas, exige cada vez mais produção e a utilização informações georreferenciadas, visto que, paralelamente às nossas atividades cotidianas, tudo que fazemos ou usufruímos está interligado à uma localização geográfica. Nos planejamentos e nas tomadas de decisões, as informações técnicas estão cada vez mais frequentes em todos os setores sociais e suas aplicações englobam as questões socioeconômicas, gerenciais e, principalmente, ambientais. Para auxiliar nos processos de coleta de dados, armazenamento e análises dessas informações, foram criados os Sistemas de Informação Geográfica (SIG).

Os SIGs fazem parte de um importante conjunto de ferramentas de coleta, armazenamento, organização e seleção, transformando, para isso, as informações geoespaciais em determinados contextos isolados. Os SIGs englobam um sistema voltado ao armazenamento e manipulação de informação geoespacial, cujos fins estão relacionados à localização (SOUTO, 2012).

2.6 GPS (SISTEMA DE POSICIONAMENTO GLOBAL)

Com a evolução das geotecnologias nos últimos anos, o acesso à informação geográfica (sistemas de informação geográfica, sensoriamento remoto, sistema de posicionamento global) transformou-se de uso restrito (especialistas) para o uso diário de milhões de pessoas. Ou seja, a localização geográfica transformou-se em uma necessidade humana, auxiliando, diariamente, nas ações de planejamento, gestão e soluções de problemas. O GPS é um sistema desenvolvido pelo departamento de defesa dos EUA e tem como finalidade fornecer, em tempo real, o posicionamento e a velocidade de um ponto sobre a superfície terrestre.

É válido ressaltar que, com o passar dos anos, esta tecnologia passou por evoluções e seu uso foi expandido, passando, então, de uso exclusivo dos militares para uso civil, englobando, também, aplicativos e programas computacionais. No século XXI, o GPS passou a ser utilizado na indústria agrícola por meio de representações cartográficas dos campos rurais (BAIO, 2005).  No Brasil, com a criação da Lei 10.267/2002, o GPS foi integrado como meio de auxílio na luta para alcançar o objetivo de regularizar a malha fundiária do país (GREGORIO et al, 2012).

3. MATERIAIS E MÉTODOS

O estudo foi realizado a partir de pesquisas em acervos disponíveis na internet, livros didáticos específicos e artigos publicados em sites e livros, trabalhos de conclusão de cursos, verificando, sempre, a veracidade de suas informações e ressaltando as considerações dos autores em relação à relevância do Georreferenciamento e suas desvantagens na agricultura brasileira. A análise bibliográfica influencia na tomada de decisões, e, assim, é o melhor método a ser utilizado em um estudo, pois auxilia, também, no conhecimento de incertezas e verdades da pesquisa, sendo essencial nos conhecimentos das áreas de biblioteconomia e documentação.

Tendo como finalidade incentivar o estudioso a buscar o que já foi estudado ou elaborado a respeito do tema em questão (ROCHA, 2014), a metodologia cientifica é um estudo organizado e detalhado dos meios utilizados nas ciências, sua validade, suas finalidades e sua interação com as teorias científicas. Resumindo, a metodologia científica é nada mais que um conjunto de informações e um sistema organizado das operações importantes para elaboração de uma opinião científica, chamada de conclusão (ROCHA, 2014).

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES

Com a exploração do território brasileiro, as maiores partes das matas foram extintas devido ao crescimento populacional ao longo dos anos para desenvolver a agricultura, pecuária e outros meios de vivência humana. Sem um planejamento adequado e totalmente ineficiente, a exploração das terras brasileiras acabou tendo um impacto negativo sobre os recursos naturais. Para tentar minimizar os impactos, algumas alternativas foram desenvolvidas e a tecnologia (os sistemas de informações geográficas) foi um dos principais recursos para minimizar os danos ao meio ambiente (RIBEIRO et al, 2005). Os resultados positivos voltados à aplicação dos sistemas de informações geográficas foram comprovados por meio do planejamento dos sistemas de irrigação e da drenagem do cultivo do arroz a partir de mapas que beneficiaram o processo de produção.

Com dados (mapas cartográficos) gerados a partir do Sistema de Informação Geográfica IDRISI, foi comprovado que houve melhoria na produção irrigada e na suplementar, economizando água e energia (SILVA, 2008). Em Minas Gerais, na bacia do Rio Verde, foram implementados métodos de projetos por meio de dados (SIG IDRISI 3.0), e, a partir deles, foi possível concluir que o uso da tecnologia identificou informações estudadas em pontos aleatórios dentro da bacia. Este sistema foi indicado para outras regiões onde há baixa disponibilidade de água para irrigação (CARVALHO et al, 1998). Em busca de elaborar projetos de irrigação no estado do Rio de Janeiro, foi realizado um estudo que utilizou as informações geradas nos SIGs e concluiu-se que é possível prever as épocas do ano mais viáveis climaticamente para produção agrícola (CARVALHO, 2001).

No estado do Rio de Janeiro, em busca de métodos para aperfeiçoar a evapotranspiração, observou-se que o uso da tecnologia do SIG é de suma importância para a produção de milho, devido os seus projetos cartográficos, o que possibilita a maximização de irrigação das produções (CARVALHO et al, 2001). Em um município do Rio de Janeiro, um estudo de zoneamento agroambiental comprovou que a utilização do SIG como método de aprimoração do planejamento da produção agrícola permite que haja maior conhecimento sobre o campo rural (CEDDIA, 2000).

A regularização dos imóveis rurais, com a criação da lei nº 12.424 de 16 de junho de 2011, introduziu o georreferenciamento para definir os limites confrontantes de cada imóvel rural brasileiro. Os antigos títulos e registros, em razão de suas divisas obsoletas, com por exemplo: até o rio tal, até o pé de jabuticaba, como expressões e termos “mais ou menos” terão que ser analisados com muita cautela para que seus limites sejam retificados de acordo com coordenadas dentro dos padrões do sistema geodésico brasileiro.

O governo brasileiro criou a lei do georreferenciamento com o objetivo de demarcar todo o perímetro rural do Brasil, com o intuito de eliminar a “grilagem” de terras rurais, diminuir a superposição de terrenos e além disso, os limites demarcados são perfeitamente registrados e alinhados com os SIGs brasileiros, trazendo assim maior conforto e segurança para os proprietários rurais e conta ainda com um banco de dados nacional, que contém todas as coordenadas georreferenciadas do país.

De acordo com dados do INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), cerca de mais de cinco milhões de imóveis rurais já foram cadastrados até abril de 2012. Em pouco mais de um ano, o INCRA recebeu mais de 65 mil pedidos de certificação de imóveis. Com base nos dados, percebe-se a alta solicitação de certificação de imóveis, a escassez de profissionais credenciados junto ao INCRA para realização dessa solicitação de certificação no prazo definido por lei e ainda a pouca explanação sobre o assunto em estudo. É indicado realizar o georreferenciamento dos imóveis rurais o mais rápido possível para evitar que proprietários rurais sofram prejuízos e transtornos na comercialização dos seus produtos.

A regularização dos imóveis é o ponta pé inicial para obter segurança e o perfeito funcionamento do Registro Imobiliário, facilitando o seu processo através da lei de nº 10.931 de 2004, que permite a regularização por meio de requerimento de uma das partes interessadas realizada diretamente ao Senhor Oficial do Registro de Imóveis, cabendo ao mesmo analisar e deferir a solicitação e dar continuidade no processo de acordo com a lei (HUBER, 2012).

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Por meio das análises bibliográficas constatou-se resultados significamente positivos em relação à utilização do Georreferenciamento como auxílio na agricultura brasileira. A busca crescente deste meio tecnológico é prova disto. Com o uso deste sistema de informação geográfico, é possível obter melhor gerenciamento dos recursos agrícolas, resultando, então, em maiores lucratividades econômicas bem como contribui na busca para uma agricultura mais rentável. O uso do sistema de informação geográfico tem algumas restrições em determinadas situações tais como: alto custo e tecnologia não manejável, o que dificulta ainda mais sua utilização quando envolve pessoas leigas.

Com isso, é possível afirmar que a globalização e as tendências tecnológicas são requisitos necessárias para destacar-se perante o mercado globalizado, e, aqueles que não aderirem ou adaptar-se aos recursos, ficarão como última opção. Em relação às restrições citadas, é importante ressaltar que estudiosos buscam meios de amenizar, dentro dos limites, as dificuldades relacionadas ao uso deste recurso. No estudo, foram levantadas somente algumas desvantagens no uso deste recurso, porém outros estudos porem ser realizados para a obtenção de maiores esclarecimentos.

REFERÊNCIAS

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BAIO, F. H. R. Metodologia para Ensaio de Sistemas de Direcionamento Via Satélite em Percursos Retos e Curvos. 2005. 99 f. Tese (Doutorado em Agronomia) – Universidade Estadual Paulista, Botucatu, 2005.

BUENO. M. A. Conceitos, Históricos e Divisões da Agricultura. Instituto Federal Goiano, Campus Iporá – GO. 2012.

CARVALHO, D. F. de et al. Estimativa da demanda máxima de irrigação e da duração do ciclo para a cultura do milho (Zea mays L.), na bacia do rio Verde Grande (MG). Ciência e Agrotecnologia, v. 22, n. 1, p. 97-104, 1998.

CARVALHO, D. F. et al. Comparação entre diferentes metodologias de estimativa da evapotranspiração de referência e sua influência na demanda máxima de irrigação para o milho (Zea mays L.) no Estado do Rio de Janeiro. Revista Agronomia, v. 36, n. 1/2, 2002.

CEDDIA, M. B. Zoneamento agroambiental e indicadores de sustentabilidade como subsídio ao planejamento agrícola do município de Paty do Alferes – RJ. 2000. 299 f. Tese (Doutorado em Agronomia) – Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, 2000.

CIRANI, C. B. S; MORAES, M. A. F. D. de. Inovação na indústria sucroalcooleira paulista: os determinantes da adoção das tecnologias de agricultura de precisão. Revista de Economia e Sociologia Rural, v. 48, n. 4, p. 543-565, 2010.

GREGORIO, F. V.; DALFORNO, G. L. A Lei 10.267 – situação do georreferenciamento de áreas rurais no brasil. In: IV Simpósio Brasileiro de Ciências Geodésicas e Tecnologias da Geoinformação. Recife – PE, 2012.

HUBER, C. Retificação de área. 2º edição, editora BH, 2012.

ISHIKAWA M. Georreferenciamento em Imóveis Rurais: métodos de levantamentos na aplicação da lei 10.267/2002. 2007. 134 f. Tese (Doutorado em Agronomia) – Universidade Estadual Paulista, Botucatu, 2007.

LAHM, R. A. Noções básicas de Sensoriamento Remoto e Geoprocessamento. In: Desenvolvimento Regional, Turismo e Educação Ambiental, Roberto Verdum; Tânia Strohaecker. (Org). Porto Alegre: Associação de Geógrafos Brasileiros, 2000.

MOLIN, J. P. et al. Utilização de dados georreferenciados na determinação de parâmetros de desempenho em colheita mecanizada. Engenharia Agrícola, v. 26, n. 3, p. 759-767, 2006.

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ROCHA, E. de. S. L. Acesso a dados abertos e georreferenciados do governo brasileiro em plataformas móveis. 2014. 124 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Sistemas e Computação) – Instituto Allberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia, Rio de Janeiro, 2014.

ROQUE, C. G et al. Georreferenciamento. Revista de Ciências Agro-Ambientais, v. 4, n. 1, p. 87-102, 2006.

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SILVA, W. A. Planejamento de áreas irrigadas em assentamentos rurais utilizando os Sistemas de Informações Geográficas. 2003. 83 f. Dissertação (Mestrado em Fitotecnia) – Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica. 2003.

[1] Graduando em Engenharia de Produção.

[2] Graduando em Engenharia de Produção.

[3] Graduando em Engenharia de Produção.

[4] Graduando em Engenharia de Produção.

[5] Graduando em Engenharia de Produção.

[6] Graduando em Engenharia de Produção.

[7] Mestre em Engenharia de Produção.

Enviado: Agosto, 2019.

Aprovado: Fevereiro, 2020.

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