Relação Entre Ruído em Sala de Aula de Escolas Municipais de Ponta Grossa e suas Consequências Sobre a Voz

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Relação Entre Ruído em Sala de Aula de Escolas Municipais de Ponta Grossa e suas Consequências Sobre a Voz
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MOREIRA, Luciana dos Passos [1], KUBASKI, Juliana Rutte [2], MICHALOSKI, Ariel Orlei [3]

MOREIRA, Luciana dos Passos; et.al. Relação Entre Ruído em Sala de Aula de Escolas Municipais de Ponta Grossa e suas Consequências Sobre a Voz. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 03, Ed. 03, Vol. 04, pp. 149-157, Março de 2018. ISSN: 2448-0959

RESUMO

O presente trabalho tem como objetivo verificar os níveis de ruídos aos quais os professores estão expostos através de 35 medições utilizando dosímetros digitais DOS-100 e 43 questionários CPV-P. Com os dosímetros a média geral encontrada foi de 75,6dB que é acima da norma NBR 10152 de 1987 que considera aceitável valores até 50dB. Enquanto que, com os questionários foi possível constatar distúrbios de voz relacionados aos altos níveis de ruído. Os resultados obtidos elucidam a necessidade de conscientização das escolas e professores sobre a conscientização do problema, bem como buscar soluções afim de reduzir esses ruídos, visando a saúde dos professores bem como da comunidade envolvida.

Palavras-Chave: Efeitos do Ruído, Educação, Docentes.

INTRODUÇÃO

Para profissionais da voz, como é o caso de professores, a voz é um instrumento essencial para a realização do trabalho. Libardi (et al, 2006, p 169) afirma que ambiente de trabalho inadequado afeta a saúde dos professores, entre os fatores que tornam o ambiente inadequado podemos destacar: acústica das salas de aula, número de  alunos em sala de aula, ruídos ambientais. Além disso, quanto maior o ruído, maior a necessidade que o tom de voz seja elevado, podendo levar a  problemas vocais.

De acordo com a NBR 10152, o ruído em salas de aula é considerado confortável até 40dB, sendo aceitável até 50dB. Enquanto que a NHO, define tempos máximos de exposição diário permissível de acordo com o nível de ruído, considerando uma jornada de trabalho de 8h diárias, o nível máximo permitido é de 85dB.

O objetivo deste artigo é avaliar e comparar os valores das normas citadas anteriormente com valores obtidos através das medições de ruído em salas de aula, e aplicação de questionários; bem como encontrar soluções que melhorem a saúde do professor e a qualidade do ensino, evitando problemas sérios a estes trabalhadores.

REVISÃO DA LITERATURA

A importância da voz do professor abrange tanto a transmissão do conhecimento para com os alunos, bem como para manter a disciplina em sala de aula. A necessidade de aumentar o volume da voz devido aos ruídos em sala de aula, causa danos vocais nos professores.

Servilha e Justo (2014, p. 771) afirmam que as consequências insalubres do trabalho na vida dos professores incluem diminuição da satisfação no trabalho, prejuízo na habilidade de comunicação, aumento do estresse, limitação das atividades cotidianas, corroborando para a queda na qualidade de vida. Cielo (et al, 2013) destaca que problemas vocais afetam diretamente a vida social dos professores.

Dentre os fatores de risco relativos ao ambiente na sala de aula que afetam os docentes podemos elencar acústica da sala, o contato frequente com o pó de giz, iluminação e ventilação inadequada, além do ruído. Campos e Delgado Pinheiro (2014, p. 84) salienta que a acústica em sala de aula, embora extremamente importante para proporcionar condições favoráveis de ensino, não é considerada pelos projetistas. A fonoaudiologia, através de pesquisas na área de higiene vocal, elenca diversos fatores que afetam a saúde vocal como:

“… evitar chocolate, cafeína, ar condicionado, mudança brusca de temperatura, poluição, abuso vocal, pigarrear, tossir, alguns medicamentos, fumo, alcool, drogas ilícitas, falar durante exercícios físicos, discussões frequentes, roupas apertadas, falar em ambientes ruidosos, falar em ambientes ruidosos, falar excessivamente em quadros gripais ou crises alérgicas” (UEDA, et al 2008 p.558)

Cielo (et al, 2013 p.128) afirma que treinamento respiratório adequados e associados a exercícios vocais específicos auxiliam na manutenção da saúde profissional de profissionais da voz.

MATERIAIS E MÉTODOS

A pesquisa que foi aplicada aos professores, teve aprovação do comitê de ética sob o número 23064.004441/2013-64 e foi celebrado o Acordo de Cooperação nº06/2013 entre a UTFPR e o município de Ponta Grossa, publicado no Diário Oficial da União no dia 06 de setembro de 2013, este acordo possibilitou a realização da pesquisa em 20 escolas da rede municipal de ensino da cidade de Ponta Grossa, no estado do Paraná, em turmas de ensino fundamental.

O estudo foi realizado entre setembro e novembro de 2017, por pesquisadores das graduações e pós-graduações da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, campus Ponta Grossa. A escolha das 20 escolas onde realizou-se o estudo em caráter quantitativo  foi por conveniência dos pesquisadores devido ao deslocamento até as escolas, sendo essa amostragem representativas de toda jornada de trabalho a que os docentes são submetidos.

Para as medições da dosimetria foi utilizado dois dosímetros digitais DOS-1000, da marca Homis, que abrange a faixa de medição entre 30dB e 140dB, devidamente aferidos antes das medições e em perfeitas condições de uso. Através destes aparelhos foi possível obter os níveis de ruído aos quais o professor estava exposto. Foi obtido 35 níveis de ruídos e respondidos 43 questionários conhecidos como Condição de Produção Vocal – Professor (CPV-P).

As medições foram realizadas seguindo os procedimentos descritos na Norma de Higiene Ocupacional 01 – Avaliação da exposição ocupacional ao ruído, seguindo a recomendação que o microfone deve ser posicionado sobre o ombro, preso na vestimenta, dentro da zona auditiva do trabalhador; com o acompanhamento dos pesquisadores durante todo o tempo afim de prestar assistência e acompanhar as medições.

A definição dos professores que participariam do estudo foi feita optando pelas salas mais ruidosas e/ou com maiores índices de indisciplina dos alunos, segundo informações fornecidas pelas diretoras e/ou pedagogas de cada escola, e também considerando a disponibilidade de cada professor. A medição do ruído foi limitada em 2 professores por escola, devido a disponibilidade de aparelhos, porém para responder os questionários, professores que não participariam das medições, se disponibilizaram a responder os questionários, resultando em um número maior de questionários respondidos em relação as medições. Em alguns casos só foi possível realizar a pesquisa com 1 professor, ou por problema na conexão do cabo com o aparelho ou devido não te professores disponíveis em sala de aula durante todo o período necessário.

Foi necessário desconsiderar 3 medições, resultando em uma escola descartada, devido a problemas na conexão do cabo ao aparelho, e casos em que a bateria do aparelho terminou durante o período da medição.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Dentre os 43 professores que responderam ao questionários, alguns não responderam todas as perguntas, para a análise dos dados obtidos através dos questionários, foi elaborado 4 tabelas, sendo a Tabela 1 referente a situação funcional, a Tabela 2 referente ao ambiente de trabalho, a Tabela 3 referente a organização do trabalho e a Tabela 4 referente aos aspectos vocais, hábitos e estilo de vida.

Tabela 1 – Respostas das questões analisadas do CPV-P concernentes à situação funcional. Fonte: autoria própria (2018)
Tabela 1 – Respostas das questões analisadas do CPV-P concernentes à situação funcional. Fonte: autoria própria (2018)

Em relação a situação funcional, percebe-se que 76,2% dos professores lecionam há pelo menos 10 anos. 63,1% dos professores nunca ou raramente exercem outras atividades que exijam o uso da voz, complemento esta pergunta havia a seguinte questão: “Se sim, onde trabalha e o que faz?”, dentre as respostas para este complemento destacaram-se: uso na igreja, corais e grupos de música. Sobre as atividades que desempenham, 6 professores além de lecionarem cuidam do recreio e entrada dos alunos, e o entrevistado que respondeu “outro” é auxiliar pedagógico.

Tabela 2 – Respostas das questões analisadas do CPV-P concernentes ao ambiente de trabalho. Fonte: autoria própria (2018)
Tabela 2 – Respostas das questões analisadas do CPV-P concernentes ao ambiente de trabalho. Fonte: autoria própria (2018)

Em relação ao ambiente de trabalho, percebe-se que apenas para 4,6% dos entrevistados a escola é raramente ruidosa, sendo que 60,5% consideram a escola sempre ruidosa, sendo que o ruído foi considerado forte por 43,3% dos entrevistados.

Complementando a questão do barulho, havia a seguinte pergunta: “Se o local é ruidoso, o barulho vem: (pode indicar mais de um local)”, para esta  a grande maioria, ou seja,  76,7% responderam que o barulho vem do pátio da escola, 65,1% da própria sala de aula, 46,5% de outras salas, 32,6% dos ruídos são externos à escola, relacionados a rua, 14% da voz das pesssoas  e apenas 11,6% tem sua origem em obras da escola.

Para 70% dos entrevistados as salas de aulas não possuem eco. Em relação ao tamanho da sala ser adequado ao número de aluno, 62,8% consideraram que o tamanho é sempre adequado, seguido por 20,9% que consideram o tamanho às vezes adequado, 9,3% consideram o tamanho raramente adequado e finalizando com 7% que consideram o tamanho nunca adequado. O tamanho da sala de aula influencia no conforto da sala, a porcentagem de entrevistados que consideram o tamanho da sala como nunca adequado (7%) é próximo ao de entrevistados que considerou a acústica da sala como nunca satisfatória (5,6%).

Em relação ao mobiliário 86% dos entrevistados consideraram como sempre adequado, seguido por 9,3% que responderam às vezes adequado, e 4,7% que consideraram raramente adequado.

Tabela 3 – Respostas das questões analisadas do CPV-P concernentes à organização do trabalho. Fonte: autoria própria (2018)
Tabela 3 – Respostas das questões analisadas do CPV-P concernentes à organização do trabalho. Fonte: autoria própria (2018)

Em relação a organização do trabalho para 50% dos entrevistados o trabalho é às vezes estressante, seguido de 26,4% que consideraram o ritmo de trabalho como sempre estressante, 11,8% raramente estressante e também 11,8% como nunca estressante. Ao respoderem sobre se há estresse no trabalho 81,4% responderam “sempre”, 16,3% “às vezes” e 2,3% “nunca”. Um dos motivos do elstresse pode estar relacionado com a qluestão sobre levar trabalho para a casa que 58,1% responderam que às vezes levam trbalaho para casa, 18,6% sempre levam trabalho para casa, 16,3% levam raramente e 7% nunca levam trabalho para casa.

Apesar de considerado estressante pela maioria, 81,4% dos entrevistados sempre tem satisfação com o trabalho, seguido de 16,3% que tem satisfação às vezes com o trabalho e 2,3% que nunca possuem satisfação com o trabalho.

Tabela 4 – Respostas das questões analisadas do CPV-P concernentes à aspectos vocais, hábitos e estilos de vida. Fonte: Autoria própria (2018)
Tabela 4 – Respostas das questões analisadas do CPV-P concernentes à aspectos vocais, hábitos e estilos de vida. Fonte: Autoria própria (2018)

Em relação aos aspectos vocais, hábitos e estilos de vida podemos destacar que 85,7% dos professores falam muito no trabalho, 57,5% costumam gritar às vezes e 12,5% costumam gritar sempre. O uso da voz dos professores no trabalho é tão intenso que 55,8% dos professores costumam poupar às vezes a voz quando estão sem alunos, seguidos por 30,2% que sempre poupam a voz quando estão sem alunos.

Outro dado que podemos destacar é que 46,5% dos professores nunca receberam orientações sobre cuidados vocais, e 20,9% receberam raramente alguma orientação vocal. Portanto é importante um trabalho de conscientização para os professores sobre a importância de cuidados vocais, a fim de zelar pela saúde dos mesmos. Pouco mais da metade (53,5%) dos professores nunca faltou ao trabalho devido a alterações vocais.

Em relação aos hábitos 60,5% dos professores costumam tomar água durante o uso da voz; 67,4% possuem se alimentam em horários regulares. Menos da metade dos professores dormem menos de 8h diárias, apenas 25,6% sempre acordam descansados e apenas 4,7% dos professores nunca acordam durante a noite.

Em relação a estes hábitos, ainda podemos destacar importantes medidas de prevenção de problemas vocais, de acordo com Ueda (et al. 2008 p. 558) são ingestão de alimentos como maçã, salsão, frutas cítricas e hidratação; além de cuidados com sono e alimentação. Sobre estes aspectos em relação a hidratação e horários regulares de alimentação a maioria dos entrevistados possuem este hábito, porém a grande maioria tem problemas relacionados ao sono.

Entre os sintomas listados de alterações na voz, o de maior incidência foi o de garganta seca, sendo que 19,5% sempre apresentam o sintoma e 61% ás vezes apresentam. O cansaço também apresentou grande incidência sendo 17,1% dos entrevistados responderam que sempre apresentam e 41,5% que apresentam às vezes. A tosse seca foi relacionada como “sempre” por 9,8% dos entrevistados e para 58,5% dos entrevistados como “às vezes”. Todos entrevistados apresentaram ao menos 1 dos sintomas listados.

Gráfico 1 – Média dos niveis de ruido, em decibéis, coletados por escola. Fonte: Autoria própria (2018)
Gráfico 1 – Média dos niveis de ruido, em decibéis, coletados por escola. Fonte: Autoria própria (2018)

Como citado anteriormente, o ruído considerável aceitável pela NBR 10152 de 1987 é de 50dB, em todas as escolas em que foi coletados os dados, o valor foi bem superior ao limite aceitável e ainda mais distante do valor de 40dB que é considerado confortável pela mesma norma, sendo a média geral de todas as escolas 75,6dB

Os sintomas apresentados nos questionários podem ser justificados pelo excesso de ruído apresentado nas salas de aula, a maior média encontrada foi de 83,2dB que é acima do dobro do valor considerado aceitável, e o menor valor encontrado 70,5dB que também é superior aos valores de norma.

Lima (et al, 2015, p. 134) ressalta que os professores das séries iniciais, como é o caso de nossa pesquisa, por serem responsáveis por ministrar diversas matérias, e afim de manter a atenção dos alunos, muitas vezes necessitam realizar adaptações vocais para conseguir transmitir autoridade, ensinamento e respeito; conseguimos confirmar essa situação através do CPV-P que demostra os altos índices (57,5% para “às vezes” e  12,5% para “sempre”) relacionados a frequência em que os professores necessitam gritar em sala de aula. Libardi (et al, 2006) relaciona estudos arquitetônicos para as salas de aula afim de auxiliar no conforto acústico e consequentemente no desempenho do profissional.

Valente (et al, 2015 p.193) fala sobre a importância de políticas públicas de promoção à saúde vocal bem como a prevenção da morbidade relacionada nesse segmento profissional.

CONCLUSÕES

Com este estudo, nota-se o alto nível de ruídos presentes nas salas de aula das escolas municipais de ensino fundamental de Ponta Grossa, PR, visto que estes valores são bem superiores aos encontrados na NBR 10152. E como consequência do alto índice de ruído temos o CPV-P que demonstra problemas que os professores das escolas onde foi feito as medições de ruídos apresentam provenientes desses ruídos.

É importante conscientizar os professores sobre a importância da saúde vocal, e mobilizar escolas, bem como instâncias superiores, juntamente com políticas públicas, a buscar soluções para reduzir ruídos no ambiente das salas de aula; bem como maneiras de prevenção e cuidados coma voz. Também é importante que engenheiros civis e arquitetos ao projetarem ambientes educacionais, busquem soluções de conforto acústico e térmico afim de amenizar problemas provenientes de ruídos. Essas soluções podem ser relacionadas a matérias com melhor isolamento acústico, como também através de estudos de conforto térmico, visto que quanto menor a necessidade de aparelhos para ventilação artificial, menor o ruído provocado por eles.

Exercícios respiratórios acompanhados por fonoaudiologistas, também auxiliam na prevenção de problemas vocais.

REFERÊNCIAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10152: Níveis de ruído para conforto acústico. Rio de Janeiro, 1987

CAMPOS, N. B.; DELGADO-PINHEIRO, E. M. C. Análise do ruído e intervenção fonoaudiológica em ambiente escolar: rede privada e pública de ensino regular. Revista Cefac, v.16, n.1 p. 83-91, 2014

CIELO, C. A., et al. Sintomas vocais de futuros profissionais da voz. Revista Cefac, jan-fev, v17 n1 p.34-43, 2015.

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LIBARDI, A., et al. O ruído em sala de aula e a percepção dos professores de uma escola de ensino fundamental de Piracicaba. Distúrbios da comunicação, São Paulo, 2006, v18 n2 p.167-178.

LIMA, J. P., et al, Sintomas Vocais, grau de quantidade de fala e de volume de voz de professores. Distúrbios da Comunicação, São Paulo, v.27, n.1, p.129-137, 2015.

MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. NHO 01: Avaliação da exposição ocupacional ao ruído: Procedimento Técnico. São Paulo, 2001.

SERVILHA, E. A. M. Relação entre percepção de ruído em sala de aula autorreferida por professores universitários e suas consequências sobre a voz. Distúrbios da Comunicação, São Paulo, v.26, n.4, p.769-776, 2014.

VALENTE, A. M. S. L., BOTELHO, C.; SILVA A. M. C. . Distúrbios de voz e fatores associados em professores da rede pública. Revista Brasileira de Saúde Ocupacional, v. 40, n. 132, p. 183-195, 2015.

UEDA, K. H., SANTOS, L. Z., OLIVEIRA, I. B. 25 anos dde cuidados com a voz profissional: avaliando ações. Revista CEFAC, São Paulo, v.10, n.4, 557-565, out-dez, 2008 .

[1] Engenheira Civil na Universidade Estadual de Ponta Grossa e graduanda em Engenharia de Segurança do Trabalho na Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Campus de Ponta Grossa-PR, Brasil.

[2] Engenheira Civil na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e graduanda em Engenharia de Segurança do Trabalho na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) Campus de Ponta Grossa-PR, Brasil.

[3] Doutorado em Engenharia de Produção na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Docente na Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Campus de Ponta Grossa-PR, Brasil.

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