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Influência do módulo de elasticidade dos agregados para com o módulo de elasticidade do concreto

RC: 64515
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CONTEÚDO

ARTIGO DE REVISÃO

SILVA, Leonan Nahur Dias da [1], FERREIRA, Gabriel Alves [2], SOUZA, Daniel Ramos de [3]

SILVA, Leonan Nahur Dias da. Et al. Influência do módulo de elasticidade dos agregados para com o módulo de elasticidade do concreto. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 05, Ed. 11, Vol. 08, pp. 05-22. Novembro de 2020. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/engenharia-civil/modulo-de-elasticidade

RESUMO

Este trabalho tem como objetivo descrever o concreto e seu módulo de elasticidade, levando em consideração todos os agregados e outros fatores que podem afetar o desempenho. O concreto é um material compósito, principalmente composto por um meio de ligação uniforme, no qual partículas ou pedras trituradas são imersas. No concreto de cimento hidráulico, o meio de ligação é formado por uma mistura de água e cimento. Aglutinantes hidráulicos são pós que reagem quimicamente com a água para produzir sólidos com baixa solubilidade em água. Os agregados comumente usados são pedra e areia. Nesta perspectiva, por meio de pesquisa bibliográfica, foi realizada uma revisão sistemática da literatura para melhor esclarecimento dos temas selecionados. Diante disso, este artigo tem como objetivo responder às seguintes questões: Qual o efeito do módulo de elasticidade do agregado sobre o módulo de elasticidade do concreto? Tem como objetivo descrever as características do concreto, dos agregados, determinar qual é o módulo de elasticidade do concreto e como ele ocorre, e a seguir esclarecer a influência do agregado no módulo de elasticidade do concreto. Tanto os profissionais da construção civil quanto os estudantes precisam entender melhor os fatores relacionados ao concreto, o que é razoável, pois o concreto é um dos materiais mais importantes na construção atual, é resistente e pode ser utilizado em diversos métodos. É imprescindível entender como alterá-lo por meio da influência de seus agregados, e qual o método que define como ocorrem essas alterações, a fim de prevenir e resistir aos danos que possam ser causados ao edifício.

Palavras-chave: Elasticidade, agregados, construção, influência, danos.

1. INTRODUÇÃO

O concreto é o material mais utilizado na construção civil, geralmente é um composto derivado da mistura de pelo menos um ligante. Cimento, água, pedra e areia e outros materiais finais, aditivos. Após a hidratação do cimento, ele forma uma pasta que adere aos detritos agregados, formando uma mistura durável e fácil de modelar, com alta resistência à compressão, forma um monólito quando endurecido e adapta-se aos requisitos necessários.

Quando o concreto é formado, o espaçamento entre suas moléculas vai encolher, preenchendo todos os espaços, e tendo uma distribuição de tamanho de partícula ideal, satisfazer os requisitos necessários para se tornar um material resistente e dúctil antes de endurecer e se tornar um material benéfico básico Construção estrutural. Devido ao desenvolvimento da construção civil, o concreto tem sido amplamente utilizado por ser um material de alta resistência que pode suportar toda a estrutura do edifício. Pela grande variedade deste material, garante boa eficiência e importância na construção civil, podendo desempenhar diversas funções.

O presente trabalho visa retratar o concreto e seu módulo de elasticidade, considerando todos os agregados e demais fatores que podem interferir nesta atuação. Assim, com uma pesquisa fundamentada bibliograficamente, foi realizada uma revisão sistemática de literatura para melhor elucidar a temática escolhida.

Diante disto, este artigo visa responder a seguinte problemática: Qual a influência do módulo de elasticidade dos agregados no módulo de elasticidade do concreto? Objetivando retratar as especificidades do concreto, a caracterização dos seus agregados, determinar o que é e como ocorre o módulo de elasticidade do concreto, para, então, elucidar a influência decorrida dos agregados no módulo de elasticidade do concreto.

Justifica-se pela necessidade tanto dos profissionais da construção civil quanto dos estudantes melhor compreenderem os fatores que concernem o concreto, um dos materiais mais importantes da construção atual, resistente e capaz de ser utilizado em diferentes metodologias. É de suma relevância entender como este é alterado por meio da influência de seus agregados, e quais as metodologias que definem como ocorre estas alterações para prevenir e combater danos que podem ter sido causados na construção.

2. CONCRETO

O concreto não é tão forte quanto o aço, nem tão resistente quanto o aço, mas sua resistência à água pode ser facilmente moldada em moldes de várias formas complexas, e o preço associado a ele o torna amplamente utilizado na engenharia Materiais utilizados.

O ligante hidráulico comumente utilizado na construção civil é o cimento Portland, um produto obtido por pulverização de clínquer, composto principalmente por silicato de cálcio hidráulico e uma certa proporção de sulfato de cálcio natural. Contém certas substâncias para modificar suas propriedades e promover seu uso. O cimento Portland é composto principalmente por cal (CaO), sílica (SiO2), alumina (Al2O3), óxido de ferro (Fe2O3), uma certa proporção de óxido de magnésio (MgO) e uma pequena parte de anidrido sulfúrico (SO3). A proporção desses compostos constituintes determina o desempenho final do cimento, que determina o desempenho final do concreto.

Na verdade, além da influência das mudanças de volume, agentes de erosão, fluência, tensões de fadiga, mudanças de temperatura e outros fatores, o concreto também suporta uma combinação de tensões de cisalhamento, compressão e tração em duas ou mais direções ao mesmo tempo. No entanto, devido à simplicidade de execução do ensaio, a resistência à tração do concreto,  costuma ser a quantidade especificada de concreto. Além do fato de que outras 24 propriedades (como impermeabilidade, módulo de elasticidade) estão diretamente relacionadas ao estresse de fratura (VOGT, 2006).

A resistência do concreto é geralmente determinada em compressão uniaxial e testes de flexão. Os testes usados ​​para determinar a resistência à tração uniaxial são relativamente raros porque são difíceis de realizar. Os autores ressaltam que a relação entre resistência à tração uniaxial e compressão costuma estar entre 0,07 e 0,11 (COUTINHO, 1997). No entanto, a tensão de tração não pode ser ignorada, porque a fissuração do concreto geralmente é o resultado de uma fratura de tração devido ao encolhimento limitado. De acordo com os requisitos, o concreto sofrerá deformação elástica e inelástica durante o processo de retração, secagem ou resfriamento (METHA e MONTEIRO, 1994).

Quando restrita, a deformação de contração pode levar a padrões de tensão complexos, muitas vezes levando a rachaduras. Assim, esse processo de ruptura é a resposta do material às cargas externas e ao ambiente externo ao qual o material está sujeito. Pode-se esperar que quando o módulo de deformação e a deformação de retração existem ao mesmo tempo, o material irá trincar, o que fará com que a tensão de tração no concreto devido à sua baixa tensão de tração. No caso do concreto armado, o baixo valor da resistência à tração do concreto é ignorado, então é razoável usar aço para atender a este requisito. Em estruturas sólidas de concreto, não são utilizadas barras de aço. Então, uma vez que esse requisito ocorre, a resistência à tração deve ser estimada.

2.1 AGREGADOS DO CONCRETO

O agregado pode ser definido como um material granular não ligante com atividade química essencialmente nula, consistindo em uma mistura de partículas cobrindo vários tamanhos. Os agregados são classificados de acordo com sua fonte, tamanho de partícula e gravidade específica aparente. Quanto à origem, os agregados podem ser classificados em naturais ou industrializados (também chamados de artificiais). Na natureza, temos areia e cascalho, e para o termo artificial podemos citar escória de alto-forno e argila.

Em relação ao tamanho, a tecnologia do concreto usa duas classificações: agregado pequeno (areia) e agregado grosso (cascalho e brita). Quanto à densidade aparente, os agregados podem ser classificados em leves, médios ou pesados. Para a produção de concreto de até 50 MPa, não é necessário escolher agregados particularmente duráveis.

Normalmente, é necessário apenas verificar se os requisitos de desempenho do padrão agregado são atendidos. Porém, em situações de baixa resistência, como resíduos de construção leve e demolição (30 MPa), deve-se considerar que a resistência da pasta de cimento hidratado e da zona de transição deve ser suficiente para a formação de agregados, especialmente agregados. O grande pode se tornar o elo mais fraco do concreto (VOGT, 2006).

O conhecimento de certas propriedades dos agregados é crucial na dosagem de concreto. As propriedades de porosidade do agregado, gravidade específica, composição granulométrica, forma e textura superficial determinam o desempenho do concreto no estado fresco. A composição mineralógica do agregado não afeta apenas a porosidade, mas também afeta sua resistência à compressão, dureza, módulo de elasticidade e a dureza afetará o concreto no estado endurecido.

A utilização de resíduos industriais e de construção como materiais alternativos para substituição parcial ou total de agregados e agregados atende às necessidades do mundo atual pelo conceito de sustentabilidade, que envolve responsabilidade/economia ambiental, social e tecnológica. Vários materiais alternativos têm sido estudados: resíduos agrícolas, pneus, cinzas volantes, cinzas pesadas, sílica ativa, escória, resíduos de construção e demolição (FREIRE, 2003). Esses resíduos, dependendo de sua composição química e cristalinidade, apresentam reatividade em meio aquoso e podem atuar como ligantes ou agregados.

Vale ressaltar que o uso de agregados em agregados de cimento Portland tem como objetivo a redução de custos, é um objetivo econômico e tem um papel vital, além de poder estabilizar o volume da mistura. Tanto o comportamento durante a retração quanto o aumento da rigidez são de grande importância. Ao reduzir a deformabilidade do material. De Marchi (2011) enfatizou que o concreto é composto por um agregado-material mais duro e outro material pastoso, mais poroso e menos rígido, que possui um módulo de deformação moderadamente valioso na mistura.

3. OS MÓDULOS DE ELÁSTICIDADE DO CONCRETO

Geralmente, a determinação do módulo de elasticidade do concreto é mais complicada do que a determinação de sua resistência à compressão. Desta maneira, a maioria dos projetos estruturais usa vários padrões para o valor do módulo de elasticidade obtido pela fórmula empírica obtida pela seguinte fórmula para resistir à compressão.

É necessário também ressaltar o texto da ABNT NBR 6118: 2014, que determina que o módulo tangente deve ser utilizado, por exemplo, na avaliação do desempenho geral da estrutura e no cálculo da perda de protensão. Por outro lado, de acordo com o trabalho de Mehta e Monteiro (2014), o módulo de elasticidade secante (Ecs) é obtido pela inclinação de uma reta que passa pela origem e passa por outro ponto em um nível de tensão pré-determinado.

Da mesma forma, Neville (1997) explicou a divergência entre módulos estáticos e dinâmicos com base nas propriedades microestruturais do material, pois segundo o autor, quando se trata de módulos dinâmicos, não há tensão óbvia e, portanto, não há provoca microfissuras, de forma que a deformação associada ao módulo é quase totalmente elástica.

Os trabalhos de Neville (1997) enfatizam que esses valores nem sempre são fáceis de comparar, pois não existem leis da física que associem precisamente os módulos estáticos e dinâmicos. Porém, Malhotra e Sivasundaram (2004) tentaram estabelecer uma equação para estabelecer a relação entre o módulo dinâmico e o módulo estático. A equação é uma função do módulo estático e é determinada de acordo com a equação (1): ci d ci EEE50,35 0,368 1,263 10, em MPa Fórmula expressa (1) onde: Eci e Ed são o módulo estático tangente inicial e tangente dinâmico, respectivamente;

4. A INFLUÊNCIA DO MÓDULO DE ELÁSTICIDADE DOS AGREGADOS NO MÓDULO DE ELÁSTICIDADE DO CONCRETO

Geralmente, na tecnologia do concreto, a resistência do agregado geralmente não é considerada por ser muito mais resistente do que a área de transição entre a matriz da pasta de cimento e a pasta do agregado, o que leva aos dois estágios de determinação da fratura. Porém, outras características dos agregados afetam a resistência do concreto, como tamanho, forma, textura e granulometria (MEHTA; MONTEIRO, 2014).

A forma e a textura do agregado também afetam a resistência à compressão do concreto. Dada uma razão a / ce constante e o mesmo consumo de cimento, agregados angulares e superfícies ásperas podem produzir maior resistência à compressão em comparação com agregados esféricos e superfícies lisas.

De acordo com o estudo de Metha e Monteiro (1994), a porosidade parece ser a mais importante dentre as propriedades do agregado graúdo que afetam o módulo de elasticidade do concreto. A porosidade do agregado determina sua rigidez e a dureza controla a capacidade do agregado de limitar a deformação da matriz da pasta de cimento. Mantendo as demais variáveis ​​do concreto constantes, conforme o módulo de elasticidade do agregado aumenta, o módulo de elasticidade do concreto também aumenta.

Portanto, o primeiro fator de influência proposto por Mehta e Monteiro (2014) é a relação água-cinza. Segundo relatos, a lei de Abrams determina que a relação água-cimento tem forte influência na resistência do concreto, e que a relação água-cimento está intimamente dependente do módulo de elasticidade.

O segundo fator de influência proposto por Shah e Ahmad (1994) e verificado por Beshr; Almusallam e Maslehuddin (2003) é a elasticidade dos agregados graúdos. Esse fenômeno pode ser devidamente explicado pelas regras de mistura, pois para os materiais de mesma relação volumétrica envolvidos na mistura, quanto maior o módulo de elasticidade individual do componente, maior o módulo de elasticidade do concreto resultante.

Isso é consistente com o relatório de Shah e Ahmad (1994) porque, comparado ao concreto produzido a partir de rocha alta, o concreto produzido a partir de rochas de baixa porosidade (como calcário, basalto e diabásio) tende a ter um módulo de elasticidade maior. Concreto. Porosidade (como cascalho e granito).

Shah e Ahmad (1994) também apontaram que outras características relacionadas aos agregados, como tamanho, forma, distribuição granulométrica, textura e mineralogia, também afetam o valor do módulo de elasticidade do concreto. Esses fatores tendem a influenciar fortemente as características da zona de transição e causar fissuras no concreto, afetando o desempenho do diagrama tensão-deformação do concreto.

Vale citar o trabalho de Elsharief; Cohen e Olek (2003), no qual foi confirmado por microscopia eletrônica que a redução do tamanho do agregado tende a diminuir a porosidade da zona de transição, tornando o concreto mais duro e, portanto, aumentando seu módulo de elasticidade. Por sua vez, Monteiro; Maso e Ollivier (1985) relataram que a espessura da zona de transição depende da força do efeito de superfície produzido pelo agregado graúdo.

Portanto, o autor destaca que a espessura do “halo de transição” (mostrado como um “elo” entre o agregado e a pasta) é determinada pelo tamanho do agregado graúdo, que é maior em espessura e menor em agregado. O oposto é verdadeiro. Por outro lado, Simeonov e Ahmad (1995) descrevem que a superfície total do agregado afeta o volume e o módulo de elasticidade da zona de transição, que por sua vez afeta a elasticidade do concreto.

De acordo com Simeonov e Ahmad (1995), nos primeiros dias, a introdução do agregado graúdo na mistura produzia uma pequena quantidade de água da pasta para a superfície do agregado. Portanto, devido à alteração da relação água-cimento, o módulo de elasticidade da argamassa aumenta e, ao mesmo tempo, diminui a rigidez da zona periférica do agregado.

Por outro lado, Bawa e Graft-Johnson (1969) realizaram um estudo importante e extenso sobre os fatores que afetam o módulo de elasticidade dinâmico do concreto. Em seguida, o trabalho comprovou que a maturidade e as condições de cura também são fatores que afetam o módulo de elasticidade dinâmico (Ed). Os resultados deste estudo mostram que para a mesma relação água-cimento, o valor do módulo de elasticidade dinâmico (Ed) é afetado pelas condições de envelhecimento e cura. Então, deve-se notar que o módulo de elasticidade dinâmico (Ed) permanece aproximadamente constante em condições de cura a seco, por outro lado, seu desenvolvimento dinâmico é notável em condições de cura ao ar livre, úmido e polietileno.

A pesquisa de Xiao; Li e Zhang (2005) constatou que o uso de 30% de agregados de concreto reciclado reduz significativamente o valor do módulo. Quando apenas agregado reciclado é usado, o valor do módulo elástico é reduzido em 45%. Tang et al. (2016), Xuan et al. (2016), González et al. (2017) e Viana Neto, Sales e Sales (2018) observaram que a resistência à compressão é da mesma ordem de grandeza, mas dependendo do conteúdo da substituição, o valor do módulo de concreto é reduzido entre 16% e 40% do agregado ordinário reciclado.

Myers (2008) comparou vários resultados experimentais de resistência à compressão e módulo de elasticidade de quatro tipos diferentes de agregados – calcário dolomítico, seixo de rio, basalto e calcário, e descobriu que a mesma diferença foi desenvolvida por Kliszczewcz e Ajdukiewicz (2002) verificação. Conclui-se que o módulo de elasticidade possui valores diferentes para diferentes rochas e a mesma resistência à compressão do concreto.

Opiniões de Frotté et al. (2017), González et al. (2017) e Estolano et al. (2018), ele descobriu que a diminuição do valor do módulo é linear, pois o volume do agregado natural é substituído pelo agregado reciclado. No entanto, Estolano et al. (2018) enfatiza que o módulo é muito sensível e é afetado pela absorção de água e gravidade específica.

A diminuição observada no valor do módulo do concreto deve-se à substituição do agregado natural mais rígido, concreto reciclado e/ou agregado cerâmico por outro agregado menos rígido, resultando na densidade do concreto no estado endurecido. reduzir. Ao usar agregado reciclado em vez de agregado fino natural, embora outras propriedades sejam afetadas, não há diferença significativa no valor do módulo de 28 dias (CAMPOS et al., 2018). Martins, Marcotonioio e Lenine (2018) descobriram que ao usar plástico em vez de agregado fino, o valor do módulo foi reduzido em comparação com o concreto de referência.

5. METODOLOGIA

Neste artigo, utiliza-se, como definido por Fink (2005) uma revisão sistemática da literatura: Um método sistemático, claro, (abrangente) e reprodutível para identificar, avaliar e sintetizar a literatura Visão geral. Trabalhos existentes completos e registrados produzidos por pesquisadores, acadêmicos e profissionais.

Esta pesquisa foi realizada por meio de seleção independente de pesquisas usando coleta de dados e levantamentos bibliográficos, realização de pesquisas em sites científicos especializados (artigos, livros e publicações indexados por acesso a bancos de dados de bibliotecas digitais) e seleção de materiais. Relacionado a objetivos de pesquisa, principalmente portugueses.

Para a Identificação se realizou uma análise fenomenológica qualitativa, lendo atentamente todos os textos selecionados para obter uma configuração geral do assunto. Na triagem foi feita a releitura os materiais selecionados para atingir o objetivo do trabalho e com base em uma análise abrangente dos dados. Qualificação) realizou uma análise quantitativa e coletou aspectos considerados essenciais, como participantes, intervenções, linguagem, tempo de publicação e natureza da pesquisa.

Na inclusão, foi construída uma tabela com a identificação, objetivos, métodos, resultados e conclusões, seguida de uma síntese da pesquisa qualitativa. Neste sentido, pode-se observar o número total de trabalhos relacionados ao tema proposto.

Tabela 1 – Estratégia de busca

Base de dados Termos de pesquisa (Descritores) Resultados
Scielo

Periódicos Capes

Biblioteca Digital de Teses e Dissertações

“Concreto” “agregados” e “elasticidade” 138
Scielo

Periódicos Capes

Biblioteca Digital de Teses e Dissertações    

“Módulo de elasticidade” “concreto” 80
Scielo

Periódicos Capes

Biblioteca Digital de Teses e Dissertações

“Agregados do concreto” “Agregados e sua influência na elasticidade do concreto” 85
Total 303

Fonte: Elaborado pelo autor.

5.1 SÍNTESE DESCRITIVA DOS ESTUDOS INCLUÍDOS

Fluxograma 1 – Estrutura da Pesquisa

Fonte: Elaborado pelo autor.

6. RESULTADO E DISCUSSÃO

Quadro 1 – Apresentação da Pesquisa

Objetivo Métodos Resultados Conclusão Referência completo do artigo
Tem o objetivo de comparar os valores obtidos dos módulos de elasticidade dos concretos produzidos em Fortaliza, de acordo com os valores dispostos pela ABNT NBR 6118:2014.

 

 

A metodologia utilizada no concreto fresco foram ensaios de consistência do concreto por abatimento do tronco de cone e massa específica do concreto. Em relação ao endurecido foram realizados módulos de elasticidade, e as diferentes resistências à compressão.

 

Os traços T05 e T06 apresentaram divergências nos resultados, considerando que em uma das amostras de cada traço a resistência efetiva a compressão não respeitou o limite de tolerância de ±20% da resistência à compressão média, como estabelecido na ABNT NBR 8522:2017.

Alguns resultados dos corpos foram desconsiderados, e todos os outros resultados foram validados de acordo com a  ABNT NBR 8522:2017.

 

Se verificou que a expressão proposta pela NBR 6118:2014 determinar o módulo de elasticidade através de resistência a compressão aos 28 dias, apresentou significativas diferenças. A defasagem na metodologia pode gerar erros no cálculo estrutural.

 

OLIVEIRA, João Luis Soares. Estudo Comparativo entre o Módulo de Elasticidade real e o teórico de concretos de Fortaleza.  Monografia apresentada ao Curso de Engenharia Civil do Departamento de Engenharia Estrutural e Construção Civil da Universidade Federal do Ceará, como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Engenharia Civil. Fortaleza, 2019.
Visa contribuir para conhecer o módulo de elasticidade da resistência à compressão e às suas correlações de concretos de fck = 25 MPa e fck = 30 MPa, produzidos centrais de concreto da Grande Vitória (ES). Analisou-se os concretos de fck = 25 MPa e fck = 30 MPa para as centrais estudadas, com o seguinte modelo de regressão linear (Ecpred = (344,22*fcef) + (4518,22*proporção de agregados) + (50,21*idade) + (107,09*consumo decimento) + (-45342,12), que gera um coeficiente de determinação (r² = 0,64), valor superior ao modelo proposto em função da resistência efetiva à compressão (fcef) (r² = 0,555) e que mostra a influência de outras variáveis na determinação do módulo de elasticidade do concreto. Verifica-se também que a variável independente que mais contribui para o aumento do módulo é a proporção de agregados com o valor positivo de 4.518,22. Por meio dos resultados obtidos aos 7 dias a equação que representa esses valores é a ACI 318 (1999), deste modo, se encontrarão  valores do módulo com bastante confiabilidade e segurança. PACHECO, Ronaldo Feu Rosa.  Análise do módulo de elasticidade e resistência à compressão

de concretos produzidos em centrais na Grande Vitória. Dissertação apresentada ao Programa de Pós-graduação em Engenharia Civil da Universidade Federal do Espírito Santo, como parte dos requisitos para obtenção do grau de Mestre em Engenharia Civil. Vitória, 2006.

Fonte: Elaborado pelo autor.

Diante disso, o módulo de elasticidade é uma das propriedades mecânicas do concreto endurecido além da resistência à compressão e à tração. Esses atributos são determinados com base em testes realizados em condições específicas. Em comparação com o agregado graúdo, uma das características que afetam o módulo de elasticidade do concreto é a porosidade, considerada mais importante, ou seja, a porosidade do agregado determina sua rigidez, que por sua vez controla a capacidade do agregado de restringir o concreto.

Geralmente, quanto maior a quantidade de agregado graúdo com um alto módulo de elasticidade na mistura de concreto, maior será o módulo de elasticidade do concreto. Dependendo da porosidade, o módulo de elasticidade do agregado leve pode ser de apenas 7 GPa ou até 28 GPa. De modo geral, o módulo de elasticidade do concreto agregado leve é ​​de 14 a 21 GPa, que está entre 50% e 75%.

Módulo de componentes de concreto de densidade comum com a mesma resistência entre eles. O módulo de elasticidade da matriz da pasta de cimento também é determinado por sua porosidade. Os fatores que controlam a matriz são a relação água /cimento, o conteúdo de ar, a quantidade de minerais adicionados e o grau de hidratação do cimento.

Quanto menor a razão água/cimento, maior será o módulo de elasticidade. Neste sentido, se analisarmos detalhadamente a de acordo com a resistência à compressão, quanto maior a resistência à compressão, maior o módulo de elasticidade estático e dinâmico.

7. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Diante da exposição acima, verifica-se que as variáveis ​​que afetam o módulo de deformação do concreto são de difícil controle. Porém, a postura com altas propriedades compressivas assumida no projeto estrutural deve ser revista, e o módulo de deformação não pode ser implementado, pois a independência entre essas duas variáveis é sensível.

Quando o módulo de elasticidade do concreto é designado como parâmetro de recebimento e aceitação de estruturas de concreto, o laboratório brasileiro mede a quantidade tomando medidas diretas de deformação do concreto na matriz da amostra, como o procedimento da ABNT NBR 8522: 2008, elasticidade estática Módulo, pode fornecer módulo tangente inicial ou módulo secante.

O presente trabalho cumpriu com o objetivo proposto de demonstrar o quanto os agregados do concreto e suas especificidades geram alterações no módulo de elasticidade do concreto. Essa visão incentiva a realização de novos estudos experimentais, com o objetivo de encontrar o método de mensuração mais adequado para a determinação dessa importante quantidade com maior precisão e rapidez.

REFERÊNCIAS

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CAMPOS, R. S.; BARBOSA, M. P.; MACIEL, G. F. Propriedades dos concretos autoadensáveis produzidos no Brasil. V Congresso Ibero-americano sobre Betão Auto-compactável e Betões Especiais – HAC2018. Valência/Espanha, 2018.

CAMPOS, R. S. et al. Influência dos agregados reciclados nas propriedades reológicas e mecânicas do concreto autoadensável. Revista Matéria, Vol. 23, n.1, 2018.

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[1] Graduando do curso de Engenharia Civil.

[2] Especialista em Engenharia Ambiental (UNIBF). Graduado em Engenharia Civil (UNIRG).

[3] Mestrando em Ciências Florestais e Ambientais (UFT). Graduado em Engenharia Civil (UNIRG).

Enviado: Novembro, 2020.

Aprovado: Novembro, 2020.

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