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Desafios, oportunidades e aprendizados trazidos pela pandemia no âmbito familiar, trabalho, pessoal e relação com próximo: relatos de moradores da cidade de Macapá

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CONTEÚDO

ARTIGO ORIGINAL

PUREZA, Benedita Machado [1]

PUREZA, Benedita Machado. Desafios, oportunidades e aprendizados trazidos pela pandemia no âmbito familiar, trabalho, pessoal e relação com próximo: relatos de moradores da cidade de Macapá. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano. 07, Ed. 02, Vol. 06, pp. 54-72. Fevereiro de 2022. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/educacao/oportunidades-e-aprendizados

RESUMO

O presente artigo trata dos desafios, oportunidades e aprendizados trazidos pela pandemia, relatados pelos moradores da cidade de Macapá, localizada no estado do Amapá, destacando os aspectos familiares, trabalho, âmbito pessoal e relação com o próximo.  Possui como questão norteadora: Quais os desafios, as oportunidades e os aprendizados trazidos pela pandemia no âmbito familiar, trabalho, pessoal e na relação com o próximo? Respondendo a esse questionamento tem-se como objetivo identificar os desafios, oportunidades e aprendizados que a pandemia trouxe, no âmbito familiar, trabalho, pessoal e na relação com o próximo, através de relatos de moradores da cidade de Macapá. Partindo do pressuposto buscou-se elaborar o estudo através de duas etapas. Na primeira realizou-se o levantamento bibliográfico, coletado a partir de referencial teórico através de consultas a artigos científicos e sites da internet. A segunda etapa teve por foco os relatos de moradores da cidade de Macapá, realizadas através de entrevistas, ocorridas pessoalmente, com quatorze moradores seis homens e oito mulheres, na faixa etária de 24 a 74 anos, no período de 17 a 31 de março de 2021, nos bairros: Infraero II, Buritizal, Cidade Nova e Marabaixo IV, localizados, respectivamente, na Zona Norte, Sul, Leste e Oeste da cidade. Como resultado, identificou-se os desafios, as oportunidades e aprendizados trazidos pela pandemia no âmbito familiar, trabalho, pessoal e relação com o próximo, através de relatos de moradores da cidade de Macapá.

Palavras-chave: Pandemia, Desafios, Oportunidades, Aprendizados, Relatos de Moradores.

1. INTRODUÇÃO

A Covid-19 é uma doença ocasionada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), identificado pela primeira vez em dezembro de 2019, em Wuhan, na China (ZU et al., 2020). O vírus, é transmitido com extrema facilidade a partir do contato comum, assim como, por gotículas respiratórias ou simplesmente por objetos e superfícies, desde que estejam contaminadas (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2020). Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (2020) a velocidade de propagação do mesmo aconteceu de maneira acelerada, resultando, por fim, na declaração realizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em 30 de janeiro de 2020, no qual considerou o surto ocasionado por esse vírus uma emergência de saúde pública de prioridade internacional.

A partir de então, as primeiras medidas visando mudar a direção da doença começaram a ser tomadas. No Brasil, o primeiro caso foi oficialmente registrado em 26 de fevereiro de 2020, mas somente em março introduziu o isolamento social (OLIVEIRA; ORTIZ, 2020).

O isolamento social foi uma medida necessária como forma de combate da pandemia da covid 19. Tal medida levou ao fechamento de escolas e universidades, e de alguns outros segmentos, a fim de aplicar o devido distanciamento social, para uma não contaminação. A quarentena acabou por diminuir as conexões face a face e das interações sociais mais rotineiras, tornando-se um fator estressor dentro deste período (BROOKS et al., 2020 apud FARO, 2020).

Nesse sentido, a presente pesquisa tem como questão norteadora saber quais os desafios, oportunidades e aprendizados trazidos pela pandemia no âmbito familiar, trabalho, pessoal e na relação com o próximo e como objetivo identificar os desafios, oportunidades e aprendizados que a pandemia trouxe, no âmbito familiar, trabalho, pessoal e na relação com o próximo, através de relatos de moradores da cidade de Macapá. O estudo está estruturado em duas etapas. Na primeira realizou-se o levantamento bibliográfico, para conceituação de desafios, oportunidades e aprendizados, abordando os aspectos familiares, trabalho, pessoal e relação com o próximo, contextualizando com o período de pandemia. A segunda etapa teve por foco os relatos de moradores da cidade de Macapá, localizada no estado do Amapá, realizadas através de entrevistas, ocorridas pessoalmente, com quatorze moradores, seis homens e oito mulheres, na faixa etária de 24 a 74 anos, no período de 17 a 31 de março de 2021, nos bairros: Infraero II, Buritizal, Cidade Nova e Marabaixo IV, localizados, respectivamente, na Zona Norte, Sul, Leste e Oeste da cidade.

2. METODOLOGIA

A metodologia desta pesquisa inicia-se por levantamento bibliográfico, coletado a partir de referencial teórico, através de consultas a artigos científicos e sites da internet. No segundo momento realizou-se entrevistas com quatorze moradores da cidade de Macapá, capital do Estado do Amapá, que atualmente possui 522.357 habitantes (IBGE, 2021). Esta é a única capital brasileira cortada pela linha do Equador, conhecida como o “Meio do Mundo”. A cidade também teve seu ritmo alterado devido às medidas e ações de controle da pandemia que provocaram a necessidade de isolamento social.

As entrevistas foram realizadas pessoalmente, no período de 17 a 31 de março de 2021. Entrevistou-se quatorze pessoas, seis homens e oito mulheres, na faixa etária de 24 a 74 anos, nos bairros: Infraero II, Buritizal, Cidade Nova e Marabaixo IV, localizados, respectivamente, na Zona Norte, Sul, Leste e Oeste da cidade.

Foram feitas perguntas relacionadas aos desafios, oportunidades e aprendizados trazidos pela pandemia no âmbito familiar, trabalho, pessoal e na relação com o próximo.

Os resultados serão apresentados no decorrer desse estudo.

3. DESAFIOS, OPORTUNIDADES E APRENDIZADOS

Segundo Marques (2019) “A vida é cheia de desafios e é necessário aprender a aceitá-los de coração aberto, para que consiga desfrutar de todos os benefícios que eles podem lhe oferecer”.

Dentro do contexto de pandemia, Zanotto; Sommerhalder e Pentini (2021) afirmam que uma vez que a permanência em lares domésticos se ampliou, as relações sociais e as condições de vida foram modificadas, apresentando novos e inúmeros desafios.

No dicionário português Houaiss da língua portuguesa (2009) o significado de oportunidade é visto como uma circunstância favorável para que alguma coisa aconteça.

De acordo com Bertão (2021) a pandemia da Covid-19, acelerou tendências e oportunidades.

Para Paredes (2020) a pandemia é um momento de parar e analisar a vida e o mundo de modo geral. É uma oportunidade única e quem sair dessa com o mesmo coração não viverá bem a experiência.

Ainda conforme o dicionário da língua portuguesa (2009), aprendizado é definido como ação, processo, efeito ou consequência de aprender.

Segundo Maio (2021) os aprendizados obtidos com a pandemia podem ser pensados a partir da ideia de que toda crise é uma oportunidade de evoluir e crescer, tanto em nível individual, quanto coletivo.

Partindo do exposto acima e do contexto da pandemia, serão abordados abaixo os desafios, oportunidades e aprendizados trazidos pela pandemia, através dos aspectos familiares, trabalho, âmbito pessoal e relação com o próximo para o reforço das análises do presente artigo.

3.1 NA FAMÍLIA

Segundo a Constituição Federal, no art. 226, a família é a base da sociedade e tem a proteção do Estado. Ela é o primeiro grupo de convivência de um indivíduo, onde se aprende a compreender e se situar no mundo (BRASIL, 2006).

No contexto da pandemia a relação familiar tornou-se um desafio. Para Gomes; Oliveira e Reis (2021), a pandemia tem exigido uma nova maneira de organização familiar, na qual a família precisa passar por um processo de reestruturação, o que acarreta naturalmente em inúmeros desafios.

Dentre os desafios gerados pela pandemia na família, podemos citar:

a) Relacionar-se com o outro

As pessoas não estavam habituadas a terem os laços familiares presentes. No distanciamento social, o fato de ficar em casa fez surgir a necessidade de aprender e compreender formas de relacionar-se com o outro.

Para Guedes (2020), diante da realidade anterior (ausência física maior por parte dos membros da família), alguns agora se viram forçados a encarar a realidade de estarem passando por períodos mais longos de interação. Essa realidade está se mostrando desafiadora, haja vista que alguns destes estão tendo que aprender a se relacionar e não estavam preparados para isso.

b) Lidar com conflitos

Diante deste contexto de isolamento em casa, houve alterações na dinâmica familiar, seja nas rotinas ou nas relações familiares, favorecendo o aumento de conflitos.

De acordo com Heilborn et al. (2020) no âmbito familiar, a nova realidade acabou por mudar boa parte da rotina dos familiares, o que acabou por gerar tensões familiares.

c) Equilibrar as tarefas

A nova dinâmica das famílias tem exigido um esforço maior, pois tarefas novas foram impostas. Segundo Guedes (2020) os pais tiveram que equilibrar trabalho remoto, doméstico e cuidado com os filhos.

d) Maior acompanhamento com os filhos

Antes do período pandêmico, era comum que os pais se ausentassem, devido ao trabalho, de uma interação mais próxima com seus filhos. Com a proximidade gerada, passaram a assumir uma maior responsabilidade. Para Mendonça et al. (2020) os pais, tiveram uma realidade de maior acompanhamento para com os filhos na pandemia.

 e) Necessidade de Cuidar dos mais velhos

Heilborn et al. (2020) apresentam um outro desafio vivenciado pela família: a necessidade de se organizar para cuidar daqueles que estão mais velhos (idosos), que naturalmente precisam de auxílio. As autoras destacam que o isolamento social acarretou uma ausência de auxiliares domésticos, prestadores de serviços de todos os tipos, o que acabou por intensificar os cuidados dos familiares que por vezes não lidavam com um suporte direto. Assim, devido à ausência destes profissionais nas casas, que foram impedidos de locomoção frente ao isolamento social, os familiares passaram a ter que gerir determinadas atividades que antes não se encontravam sobre sua demanda direta. Diante disso, para Heilborn et al. (2020) é comum que se materialize situações desgastantes que levam ao estresse por conta da cobrança e responsabilidade de cada familiar no que diz respeito à execução dos cuidados familiares.

Como oportunidades e aprendizados trazidos pela pandemia no âmbito familiar, temos:

a) A Realização das Atividades em Conjunto

Com mais tempo com a família os pais arrumaram formas de entretenimento e tiveram a oportunidade da realização de atividades em conjunto como: assistir filmes e séries, jogar, ouvir músicas, cantar, praticar atividades físicas, desenvolver brincadeiras e usar a criatividade. O convívio familiar permitiu a união nas refeições, levou à prática da oração, proporcionou momentos para cozinhar, plantar e olhar fotos antigas. Esses acontecimentos levaram ao aprendizado da importância da família e contribuíram para o estreitamento dos laços e para a conexão entre os familiares.

O aumento da permanência em casa nesse período de distanciamento social é bastante favorável para se investir em atividades que integrem os membros do núcleo familiar e de se estabelecer novos hábitos que aproximem seus integrantes (UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA, 2020).

b) Prática do Diálogo

O diálogo é visto como um instrumento para manter a unidade e o amor entre a família. A pandemia oportunizou o diálogo entre os familiares. Falar sobre medos e anseios e ouvir o outro foi uma forma de aprender a superar os entraves trazidos pelo momento vivido.

Para Barcellos (2020) desenvolver novas formas de diálogo na pandemia é fundamental para manter o equilíbrio e a sanidade.

Muitas famílias têm passado mais tempo em casa. A pandemia é um momento oportuno para pais e filhos dialogarem (ARAÚJO, 2020).

Hampshire (2021) afirma que em tempo de pandemia pode-se estabelecer lugares comuns de conversa para facilitar a comunicação, a escuta e o diálogo. Poder falar abertamente sobre os sentimentos, cria conexão entre os familiares.

c) Divisão de Tarefas Domésticas

Com mais pessoas em casa, a divisão de tarefas domésticas tornou-se necessária e uma oportunidade de unir a família e de se aprender a colaborar em tempos de pandemia.

Segundo a Folha (2020) as famílias deveriam aproveitar a quarentena para envolver filhos nas tarefas domésticas. A pandemia é uma boa oportunidade para adotar atitudes colaborativas.

“Ao que tudo indica, a pandemia deixará como legado uma divisão mais igualitária das tarefas básicas do lar e uma união maior das famílias” (SZYLIT, 2020).

d) O Exercício da Tolerância, Empatia e o Cuidado uns com os Outros

O isolamento social fez com que as famílias tivessem a oportunidade de conviver com as diferenças e de aprender a lidar com sentimentos, de ser tolerantes, ter empatia e o cuidado com o outro.

Segundo informações da Universidade de Passo Fundo (2020) o ritmo dos membros da família não é o mesmo e para as famílias terem uma convivência saudável e harmônica, nesse tempo de pandemia, é necessário tentar manter o diálogo, respeito, tolerância e, acima de tudo, vontade de permanecer juntos.

De acordo com Monteiro (2020), com milhões de pessoas obrigadas a se isolar ou confinar dentro de suas casas, o real significado desse laço criado pelo homem nunca foi tão necessário.

Para Paredes (2020), o bom convívio familiar é uma das chaves para atravessar este período de pandemia.

3.2 NO TRABALHO

O trabalho segundo Engels (1985) é a fonte de toda riqueza. Possui um importante papel em atribuir significado à própria vida do trabalhador.

No âmbito do trabalho, a pandemia trouxe desafios, como a necessidade de adaptações para o “novo normal”, de se reinventar, adoção do home office e de novas tecnologias.

“As empresas e os empregados fizeram um esforço nunca visto, para, em conjunto, se adaptarem rapidamente à nova realidade e, com isso, manter as atividades e serviços operando dentro de um mínimo de normalidade possível” (FONTENELLE E PÓVOA, 2021).

Segundo Cloud (2021) diante das mudanças provocadas pela Covid-19, as empresas se viram pressionadas a acelerar iniciativas que, de outra forma, seriam implementadas de forma progressiva.

De acordo com Cepellos (2021) o home office trouxe desafios. Nem sempre o espaço físico comportava tantas pessoas trabalhando ou estudando ao mesmo tempo. Crianças interrompiam os pais durante as reuniões. Os pais participavam ativamente das aulas online dos filhos.

Instituições, empresas, adotaram o home office, flexibilizaram seus postos de trabalho, ofereceram oportunidades de trabalhar de casa, desenvolveram estratégias, novas relações de trabalho para levar motivação aos seus funcionários e tentar se adequar à nova realidade.

A oportunidade de trabalhar em casa não se estendeu a todos. Com o fechamento das empresas houve um aumento no número de desempregados. Para enfrentar esse desafio, pessoas viram-se forçadas a mudar de carreira, elaborar novas estratégias e usaram criatividade e persistência para ir adiante.

Como oportunidades no trabalho, observou-se que a crise econômica causada pela Covid-19, favoreceu o crescimento do empreendedorismo, deu oportunidades de novos caminhos para se manter no mercado e inspirações para novos jeitos de conquistar espaço.

A fabricação de máscaras artesanais, os serviços de delivery (entrega) e drive-thru (compras sem sair do carro) foram segmentos que cresceram em função das necessidades na pandemia.

A crise econômica gerada aumentou o desejo da população em empreender. Para Oliveira (2021) em tempos de pandemia boa parte das pessoas encontraram no empreendedorismo uma forma de driblar o desemprego e criar a própria fonte de renda.

Como aprendizados, foram desenvolvidas habilidades relacionadas à criatividade e iniciativa. Viu-se que a crise da Covid-19 trouxe transformações para o mundo do trabalho que terão impactos para as carreiras, habilidades e estilos de gestão.

Nesse sentido, Tozzi (2021) relata que o home office deixou de ser visto como uma realidade distante e as discussões sobre saúde mental e vulnerabilidade ganharam força dentro das empresas.

Aprendeu-se que o trabalho em equipe e a coletividade são importantes. O Instituto Florence (2020) aborda que é preciso estar pronto para se relacionar com as pessoas, ajudá-las e ser ajudado no âmbito do trabalho.

“A pandemia nos forçou a aprender que a busca por líderes humanizados deixou de ser um diferencial para se tornar requisito básico quando o assunto é gestão de pessoas” (ESTEVES, 2020).

3.3 NO ÂMBITO PESSOAL

Com a chegada do coronavírus as pessoas viram-se diante de situações adversas e inesperadas como o isolamento social, demissões, cancelamento de projetos, fechamento de empresas, paralisação das aulas, trabalho e ensino remoto, fatos que geram estresses e incertezas.

Dentre os desafios no âmbito pessoal, advindos com a crise, temos o enfrentamento da pandemia, restrição de liberdade, confinamento familiar, controle dos sentimentos e emoções, a saúde mental, convivência com medo e incertezas.

Para Lelles (2021) na pandemia é impossível não se sentir atingido ou influenciado por uma situação que coloca em xeque nossa saúde física, mental.

Lutar com um inimigo invisível num cenário de novidades, incertezas, são aspectos que se evidenciaram durante esse momento de pandemia. (MELO, 2020).

Como oportunidades no âmbito pessoal no período pandêmico surgiram a resiliência, o desenvolvimento de novas habilidades, mudança de carreira, autocuidado físico e mental, procura por cursos e aperfeiçoamentos, prática de exercícios físicos e conscientização da importância da leitura.

As pessoas contemplaram a capacidade do ser humano de se reintegrar frente a uma fase dolorosa, encontraram sentido nas experiências vividas. Adotou-se medidas como ler um livro, escrever poesias, compor músicas, tocar um instrumento, fazer exercícios, cuidar da saúde física e mental.

A resiliência foi vista como uma perspectiva para o enfrentamento dessa crise. Grotberg (2005) a definiu como sendo “a capacidade humana para enfrentar, vencer e ser fortalecido ou transformado por experiência de adversidade”.

Segatto (2021) afirma que em um momento de trauma coletivo como a pandemia, é necessário criar caminhos para estimular a capacidade humana de enxergar saídas.

Segundo Silvestre (2021) autoestima, propósito de vida, atividades físicas, flexibilidade para mudanças, ajudam a construir e fortalecer a resiliência durante a pandemia.

“Atividade física é fundamental para a saúde do corpo e da mente neste momento de enfrentamento ao coronavírus.” (ANGELIS et al., 2020)

Segundo Azevedo (2020) a leitura melhorou a qualidade de vida e diminuiu a ansiedade, em período de isolamento social.

A pandemia “é um tempo para cuidarmos mais do interno, da nossa vida, da nossa saúde e dos nossos familiares”. (CUSTÓDIO, 2021)

Dentre os aprendizados gerados podemos citar o autoconhecimento, autovalorização, autocuidado físico e mental, prática da resiliência, crescimento e amadurecimento pessoal.

Para Cunha (2021) o isolamento ajudou muita gente a resgatar sua identidade, possibilitando o desenvolvimento de novos conceitos e possíveis mudanças, muitas vezes, corrigindo a rota.

Para Cavalli (2021) a pandemia também revela como as pessoas podem ser resilientes e encontrar maneiras de se adaptar.

3.4 NA RELAÇÃO COM O PRÓXIMO

Com os problemas decorrentes da pandemia, a relação com o outro tornou-se um desafio que precisou ser encarado.

Para Silveira (2020) é um desafio aflorar o lado humano, exercer a empatia e reconhecer que a pandemia não está sendo fácil para ninguém

Diante do desafio na relação com o próximo, surgiram oportunidades da prática da empatia e da solidariedade. A crise gerada pelo coronavírus deu a oportunidade das pessoas tornarem-se melhores pelo fato de despertá-las para ajudar o próximo.

O desejo despertado nas pessoas de ajudar e colocar-se no lugar do outro, fez nascer iniciativas coletivas de apoio às populações mais fragilizadas, como a mobilização para arrecadar, distribuir cestas básicas, roupas e sapatos para os mais necessitados. As instituições públicas e privadas ajudaram na produção de máscaras e álcool em gel. Uma corrente do bem disseminou-se em prédios e condomínios, surgiram projetos solidários, como a plataforma missão covid e o psicologia solidária Covid-19, com o intuito de realizarem atendimento gratuito de ajuda à população pela internet.

Para Varella (2020) neste momento de enfrentamento ao coronavírus, a solidariedade se tornou uma das principais armas contra a pandemia.

É preciso estar pronto para se relacionar com as pessoas. A pandemia deu a oportunidade para as pessoas serem solidárias e conseguirem encarar esse momento. (GONÇALVES, 2021).

Como aprendizado, descobriu-se que pequenos gestos são importantes e que têm um impacto no bem-estar coletivo. Atitudes como ficar em casa, lavar as mãos, usar máscaras, despertaram nas pessoas a consciência de que cuidar de si é cuidar do outro. No cenário de crise, as pessoas aprenderam a ser mais solidárias e ter mais empatia.

De acordo com Kafruni (2020) a pandemia despertou o que há de melhor nos seres humanos, a solidariedade. O sentimento de que é preciso ajudar o outro foi além das relações pessoais.

“A sociedade parece ter tirado bons aprendizados da pandemia do Novo Coronavírus. Um dos que mais chama a atenção é a empatia” (FOLHA DO LITORAL, 2020).

4. RELATOS DE MORADORES

No contexto de pandemia, serão relatadas abaixo as experiências de quatorze moradores, seis homens e oito mulheres, da cidade de Macapá, na faixa etária de 24 a 74 anos. As entrevistas foram realizadas presencialmente, no período de 17 a 31 de março de 2021.

Foram feitas perguntas relacionadas aos desafios, oportunidades e aprendizados trazidos pela pandemia no âmbito familiar, trabalho, pessoal e na relação com o próximo. Os moradores serão descritos com o nome abreviado.

4.1 EXPERIÊNCIAS VIVIDAS EM TEMPOS DE PANDEMIA NA FAMÍLIA

Para B. Oliveira (informação verbal)[2], 32 anos, o convívio familiar serviu para valorizar o que de fato é essencial na vida: “Estar com sua família não tem preço. Poder brincar, assistir filmes, jogar vídeo game, dançar, pular com seus filhos, ter tempo com minha esposa, só me fez descobrir o quanto eu os amo e o quanto eles são importantes para mim. Mesmo com todos os desafios vividos dentro de casa, com o confinamento, o amor sempre prevalece”, afirma o servidor público.

A dona de casa D. Alfaia (informação verbal)[3], de 74 anos, afirma que a quarentena serviu para orar com a família e conduziu-os à prática da religiosidade. “O fato de ter uma fé, de acreditar em Deus e saber que Ele é quem cuida de nossa família e nunca nos desampara, nos dá a certeza de que isso tudo vai passar, tudo ficará bem, isso nos consola e nos ajuda a vencer o desespero juntos”.

O agente de saúde R. Cunha (informação verbal)[4], 28 anos, relata que o confinamento social deu a oportunidade de fazer coisas que antes não costumava fazer: “Minha mãe e eu ficamos horas conversando, rindo, relembrando tantas coisas. Tenho me divertido muito com ela”.

Nesse contexto observou-se, no âmbito familiar, desafios encontrados na pandemia, como o confinamento. Surgiram oportunidades de valorização da família e aprendeu-se a cultivar os laços familiares.

4.2  EXPERIÊNCIAS VIVIDAS EM TEMPOS DE PANDEMIA NO TRABALHO

C. Machado (informação verbal)[5], 54 anos, que confecciona máscaras artesanais relata: “A gente teve que procurar algum meio para comprar o alimento de cada dia. Então lembrei que sabia costurar. Comprei alguns tecidos e comecei a fazer as máscaras e a divulgar meu trabalho. Deu certo. Sempre tenho encomendas. Isso tem me ajudado bastante com as despesas da família”.

L. Carvalho (informação verbal)[6], 49 anos, trabalhava há muitos anos com vendas de roupas. Com as portas de sua loja fechada viu-se obrigada a procurar outro meio de subsistência. Percebeu que o ramo alimentício era mais procurado e começou a vender frutas, legumes, verduras e outros alimentos em um diferente ponto comercial. “Estou animada com a grande procura. As pessoas têm se preocupado mais com uma boa alimentação. Sinto-me feliz em poder ajudar e o negócio tende a prosperar cada vez mais”, disse a empreendedora.

A produtora R. Dias[7] aborda: “Minha profissão deixou de existir da noite para o dia. Perdi contratos de trabalho previstos para o ano. Decidi então, resgatar um projeto engavetado por dois anos que junta minha vontade de trabalhar com plantas e a possibilidade de me reconectar com a natureza”.

O empresário P. Souza[8], vendedor de calçados, foi surpreendido com a pandemia e deu uma reformulada em seu negócio. “Salto alto na pandemia ninguém vai comprar. Por que a sandália “baixinha”? Você quer sair, quer ir no comércio, comprar alguma coisa. Olhei esse mercado e pensei no delivery, daí deu certo”, afirmou.

Diante do exposto viu-se que em meio a desafios, como a necessidade de comprar alimentos, sobrevivência, se reinventar no trabalho, foram geradas, na pandemia, oportunidades de se conduzir ao novo modo de consumir e trabalhar, aprendeu-se a prosseguir adiante nos diversos mercados de trabalho.

4.3  EXPERIÊNCIAS VIVIDAS EM TEMPOS DE PANDEMIA NO ÂMBITO PESSOAL

O educador físico P. Pinheiro (informação verbal)[9], 24 anos, conta que aprendeu que suas ações têm consequências: “Pequenos hábitos têm o poder de mudar a nossa vida”.

A administradora P. Nunes (informação verbal)[10], 32 anos, aborda que tem aprendido muito durante a pandemia: “A resiliência foi um dos maiores aprendizados, me transformei bastante como pessoa, mulher, mãe, filha, esposa, ao longo desses desafios”.

B. Tavares (informação verbal)[11], 45 anos, “Depois de tantas perdas aprendi a valorizar ainda mais minha família e amigos, e perceber o quanto eles são importantes”, relata a dona de casa.

K. Silva (informação verbal)[12], 27 anos, “Estar sendo um período de muita evolução, autoconhecimento e aprendizado sobre o que realmente importa na nossa vida”, disse a Tecnóloga em Sistema de Informação.

A partir das experiências acima percebeu-se desafios, como superação de perdas, resiliência, adaptação ao novo normal. Viu-se oportunidade de as pessoas olharem para si, ser resiliente, refletir sobre as prioridades da vida, desconstruir e reconstruir conceitos e comportamentos. Aprendeu-se no âmbito pessoal que momentos difíceis podem ajudar na compreensão da própria realidade.

4.4 EXPERIÊNCIAS VIVIDAS EM TEMPOS DE PANDEMIA NA RELAÇÃO COM O PRÓXIMO

B. Chaves (informação verbal)[13], 33 anos, conseguiu mobilizar a vizinhança: “Vimos o sofrimento das pessoas e precisávamos fazer alguma coisa. Daí tivemos a ideia de arrecadarmos alimentos, roupas, sapatos. Conseguimos arrecadar mais de 200 cestas básicas, além de roupas e sapatos para distribuirmos”, relatou a pedagoga.

O enfermeiro W. Tavares (informação verbal)[14], 48 anos, contou que teve que enfrentar o medo de viajar de barco para levar a vacina aos ribeirinhos: “A vontade de ajudar, o amor pelo meu trabalho e a compaixão pelo próximo me fez enfrentar esse medo. Quando pensava em desistir, eu me recordava do quanto isso era importante para eles”.

O músico J. Leite (informação verbal)[15], 27 anos, vai para a frente dos hospitais levar esperança e amor para os doentes através da música. “A música tem o poder de chegar onde as palavras não chegam e poder contribuir com o alívio dessas pessoas é muito gratificante”.

Mediante os fatos acima observou-se desafios, como enfrentamento do medo, arrecadação de roupas e alimentos. As pessoas tiveram oportunidades de olhar para o outro, ter um olhar mais generoso. Aprendeu-se a se colocar no lugar do outro e a praticar-se ações solidárias que ajudaram a minimizar os danos causados.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente artigo teve por objetivo identificar os desafios, oportunidades e aprendizados trazidos pela pandemia no âmbito familiar, trabalho, pessoal e na relação com o próximo, através de relatos de moradores da cidade de Macapá.

Partindo da questão norteadora de saber quais os desafios, oportunidades e aprendizados trazidos pela pandemia no âmbito familiar, trabalho, pessoal e relação com o próximo, verificou-se, através desse estudo, que os desafios advindos da crise gerada pelo coronavírus ofereceram oportunidades e aprendizados em diversos aspectos da vida. Na família, com os desafios de relacionar-se, houve a oportunidade de voltar-se para a base e de aprender a cultivar os laços entre os familiares. No trabalho os desafios de manter-se no mercado e o desemprego, possibilitaram novos caminhos e inspirações para novos jeitos de conquistar espaço e aprendeu-se habilidades voltadas para iniciativa e criatividade. No âmbito pessoal o desafio de relacionar-se consigo deu a oportunidade de reflexão, o que resultou em auto aprendizado, autoconhecimento, resiliência, reavaliação de valores e prioridades. Na relação com o próximo, o desafio de relacionar-se com o outro, oportunizou a prática de ações solidárias e o aprendizado de colocar-se no lugar do próximo.

Como resultado da pesquisa, pôde-se identificar os desafios, oportunidades e aprendizados trazidos pela pandemia no âmbito familiar, trabalho, pessoal e relação com o próximo através de relatos de moradores da cidade de Macapá.

REFERÊNCIAS

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APÊNDICE – REFERÊNCIA NOTA DE RODAPÉ

2. Entrevista concedida por B. Oliveira em 17 mar. 2021.

3. Entrevista concedida por D. Alfaia em 17 de mar. 2021.

4. Entrevista concedida por R. Cunha em 17 mar. 2021.

5. Entrevista concedida por C. Machado em 23 de mar. 2021.

6. Entrevista concedida por L. Carvalho em 23 mar. 2021.

7. Entrevista concedida por R. Dias em 23 mar. 2021.

8. Entrevista concedida por P. Souza em 23 mar. 2021.

9. Entrevista concedida por P. Pinheiro em 30 de mar. 2021.

10. Entrevista concedida por P. Nunes em 30 de mar. 2021.

11. Entrevista concedida por B. Tavares em 30 de mar. 2021.

12. Entrevista concedida por K. Silva em 30 de mar. 2021.

13. Entrevista concedida por K. Chaves em 31 de mar. 2021.

14. Entrevista concedida por W. Tavares em 31 mar. 2021.

15. Entrevista concedida por J. Leite em 31 mar. 2021.

[1] Especialização em gestão pública, graduação em licenciatura plena e bacharelado em geografia e estudante de letras português-inglês. ORCID: 0000-0002-9449-6267.

Enviado: Outubro, 2021.

Aprovado: Fevereiro, 2022.

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