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A importância do pensamento numérico matemático

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CONTEÚDO

ARTIGO ORIGINAL

ANGELO, Jamisson da Silva [1]

ANGELO, Jamisson da Silva. A importância do pensamento numérico matemático. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 05, Ed. 10, Vol. 24, pp. 61-67. Outubro de 2020. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/educacao/numerico-matematico

RESUMO

O presente artigo abordou a questão da importância do pensamento numérico matemático. Para tanto, trouxe inicialmente um contexto histórico sobre o assunto adentrando no que preconiza a Base Nacional Curricular Comum (BNCC)  no tocante à formatação do pensamento numérico, o qual deve ser estimulado desde os anos iniciais, o que acaba exigindo que a preparação docente contemple o desenvolvimento de habilidade e competências para esta tarefa. Assim, o objetivo do presente estudo foi o de descrever o que é pensamento matemático, como é preconizado pela BNCC e sua importância. Para esta tarefa empregou-se como procedimento metodológico a pesquisa bibliográfica composta por materiais acadêmicos científicos cuja publicação não excedeu 8 anos. Assim, pode-se concluir pelo presente estudo que o pensamento matemático surge do conhecimento tanto da origem como da própria evolução dos conceitos matemáticos, sendo necessário que seja estimulado pelas escolas para que o aluno amplie sua cognição matemática por meio da generalização, podendo usufruir dessa capacidade no seu dia a dia.

Palavras-Chaves: Pensamento numérico, BNCC, educação matemática.

INTRODUÇÃO

Tem-se que a matemática está em muitos campos, sendo muito abrangente; todavia, muitas pessoas a veem apenas como contas e fórmulas ensinadas na escola, e não percebem ou não enxergam sua praticidade no dia a dia.

Deste modo, verifica-se que o ensino da matemática do século XXI para jovens e crianças, sendo indispensável para formar o indivíduo, tem se tornado um desafio atualmente para os educadores, seja para solucionar problemas, realizar cálculos ou contar objetos, então resume-se o fato em apenas um: o mundo foi transformado pelo pensamento matemático, e também tem a capacidade de inspirar inovação no âmbito da educação.

Vivendo em um mundo complexo, deve-se desenvolver e incentivar atividades que possam solucionar problemas, ter o conhecimento de informações numéricas para poder opinar sobre diferentes assuntos, fazer inferências, tomar decisões, bem como desenvolver capacidades de trabalho coletivo e comunicação.

Logo, este estudo tem como objetivo realizar a descrição do pensamento matemático com relação à preconização da Base Nacional Curricular Comum (BNCC), conceito da matemática, e também o preparo docente para implementar a BNCC. Para esta finalidade, utilizou-se uma pesquisa com materiais secundários como metodologia, priorizando trabalhos científicos e acadêmicos com a presença dos seguintes termos: ensino matemático; BNCC; educação matemática e pensamento matemático.

O PENSAMENTO MATEMÁTICO

No presente estudo, defende-se o estímulo do pensamento criador para que haja uma formação intelectual plena, visto que esse pensamento poderá ser compreendido como o próprio potencial da pessoa, contribuindo assim para a formação do conhecimento matemático e lógico com base na ação da criança.

Verifica-se que a história sobre o desenvolvimento do ser humano está vinculada, de maneira direta, ao processo de conscientização própria no âmbito do pensamento em todas as áreas de conhecimento, englobando também o pensamento organizado matemático (CARVALHO, 2017).

De acordo com a BNCC, relaciona-se intimamente a formação do pensamento numérico com os modos de agrupas e quantificar objetos e números; desta maneira, torna-se primordial compreender os objetivos do ábaco com o intuito de fornecer aos discentes um raciocínio eficiente para solucionar problemas (BARBOSA, 2019).

Diante deste panorama, nota-se que a matemática pode ser entendida como uma área de conhecimento criadora e criativa ao mesmo tempo. Considerada criadora porque muitas áreas de conhecimento precisam da matemática para firmar e erguer seus fundamentos; e criativa porque pode ser desenvolvida por cada pessoa, etapa por etapa, de modo similar ao desenvolvimento da mesma na história científica (DURO; CENCI, 2013).

Com base no estudo de Vaz (2016, p. 65), verificou-se que muitos docentes ainda seguem o modelo de ensinar como se aprendeu, mesmo em uma era com diversos meios de comunicação, ou seja, uma era tecnológica em pleno século XXI. Esses docentes ensinam com o foco na memorização e repetição, como se estivessem no século XIX, insistindo na visão de que sinônimo de aprendizagem está relacionado ao número de páginas solucionadas pelos discentes. Entretanto, identificou-se por pesquisadores do âmbito educacional que o ensino da notação matemática é essencial e que precisa “ser e estar embasado no pensamento matemático, valorização do raciocínio e melhor entendimento dos conceitos”.

Desta maneira, com o objetivo de formar nas crianças um pensamento matemático criativo, deve-se assegurar, pela abordagem didática escolar, que a criança possa vivenciar de modo integral o processo que teve como consequência o entendimento matemático, ou seja, com a possibilidade de desenvolver o raciocínio matemático e lógico. Então, não será apresentado para a criança um conhecimento final e reduzido, mas sim um conhecimento que possa motivá-la para o conhecimento que será desenvolvido, um momento em que a criança consiga confrontar as hipóteses que foram experimentadas e formadas anteriormente, isto é, uma problemática em que sua resolução passa a demandar a formação de novas relações (FONSECA, 2017).

Diante deste panorama, a BNCC (BRASIL, 2017) tem prioridade e avança para desenvolver o pensamento matemático, desde a denominada unidade temática numérica, que está centrada no desenvolvimento do pensamento numérico até a unidade temática relacionada à álgebra, que “possui como objetivo formar um tipo de pensamento particular, o pensamento algébrico” (p. 267). De fato, deve-se estimular o pensamento algébrico desde as séries iniciais (do primeiro ao quinto ano), inserindo-se “as ideias de propriedades da igualdade, generalizações de padrões e regularidade” (p. 268). E nos últimos anos do Ensino Fundamental (do sexto ao nono ano), esse pensamento algébrico precisa ser ampliado, aprofundado e retomado. Neste momento, os discentes precisam entender os significados distintos das variáveis numéricas.

Cinco unidades temáticas são apresentadas pela BNCC, tais como: álgebra; números; geometria, probabilidade e estatística e grandezas e medidas. Referem-se suas indicações ao pensamento matemático, com destaque para as habilidades que terão de ser realizadas pelos discentes das últimas sérias do Ensino Fundamental.

Nota-se que isso é importante visto que atualmente os exercícios que estão presentes nos livros, são na maioria das vezes contextualizados, ou seja, empregam situações de entendimento fácil para os discentes; no entanto, a base desses exercícios é fundamentada em ações mecânicas, fazendo com que os discentes tenham pouco entendimento das propriedades indicadas no texto, ou pouca contribuição para formar o pensamento matemático (BECK, 2019).

Com relação ao preparo docente diante desta realidade, estabeleceram-se Diretrizes Nacionais pelo Conselho Nacional da Educação (CNE) juntamente com a Câmara de Educação Superior (CES) para os cursos de Licenciatura, Matemática e Bacharelado pelo Parecer CNE/CES 1.302/2001. Neste documento, torna-se evidente a clareza sobre as características que precisam estar presentes no profissional que irá se formar em licenciatura, bem como sobre a formação que precisa ser realizada pela Licenciatura com relação à formação docente para o Ensino Básico (BERTOLUCCI, 2020).

Também pode-se especificar neste documento quais são as competências e habilidades que o docente de matemática precisa desenvolver, isto é, o profissional formado em Licenciatura, como buscar desenvolver trabalhos que tenham mais foco nos conceitos do que em algoritmos, fórmulas e técnicas, assim como criar estratégias de ensino que valorizem a flexibilidade, autonomia e criatividade do pensamento matemático dos discentes (BERTOLUCCI, 2020).

Com base no estudo de Loss (2016, p. 31), verifica-se que para a prática docente falta uma proposta de metodologia que possa direcionar os discentes a desenvolver um entendimento em todas as áreas de conhecimento. Portanto, tornam-se essenciais os fundamentos práticos e teóricos para que uma proposta de aprendizagem significativa possa ser construída. “Transmitir as informações e conteúdos sem um link das experiências dos discentes e da própria vida será o único resultado alcançado no dia a dia da escola, se esses requisitos não forem empregados”.

Para que a ideia de número possa ser construída, foi destacado pela BNCC que “é fundamental sugerir ampliações sucessivas no âmbito numérico através de situações relevantes. Precisam ser priorizados significados, registros, operações e usos para o estudo dos campos numéricos” (BRASIL, 2017, p. 268).

Deste modo, precisam ser reformulas as novas ideias para a formação curricular em matemática com o objetivo de fornecer oportunidades para as crianças de situações de aprendizado, desde a tenra idade escolar, para que as mesmas possam desenvolver o pensamento algébrico como uma maneira para intensificar e/ou promover o pensamento matemático (LIMA, 2018).

Logo, torna-se essencial esse pensamento matemático visto que, quando uma pessoa não recebe o estímulo para desenvolver e criar o conhecimento matemático e lógico, tem-se que o resultado é a solidificação de uma visão matemática que enfatiza a repetição e memorização do conteúdo pela criança em diversos momentos, ou seja, permanece subjacente o trabalho que é desenvolvido na matemática para a educação infantil.

CONCLUSÃO

De fato, tem-se que o pensamento matemático engloba tanto a contextualização quanto a sistematização do entendimento das matemáticas. Desenvolve-se este pensamento após o conhecimento sobre a evolução e origem das ferramentas e conceitos que fazem parte do universo matemático.

Diante deste contexto, nota-se que o papel da escola é fornecer aos discentes experiências que possam ter a capacidade de promover o desenvolvimento do pensamento matemático para que sejam capazes de estender seus esquemas cognitivos, isto é, tenham a possibilidade de desenvolver a generalização. Com este movimento, haverá a possibilidade de que certo conhecimento possa ser empregado em situações distintas das que foram vivenciadas antes, proporcionando aos discentes que consigam empregar o que foi aprendido na escola em situações diárias.

Logo, por conseguinte, o pensamento matemático engloba o conhecimento de como é desenvolvida certa técnica ou conceito. Assim, a pessoa terá consciência de suas dificuldades e entenderá como explorar adequadamente o seu uso.

REFERÊNCIAS

BARBOSA, Ana Jéssica de Sousa. O uso do ábaco como uma possibilidade pedagógica nos anos iniciais do Ensino Fundamental. 2019. Monografia (Licenciatura em Pedagogia) – Universidade Federal do Ceará. Fortaleza, 2019.

BECK, Miguel Melendo. Campo aditivo no conjunto dos números inteiros: um estudo a partir da teoria dos campos conceituais. 2019. Dissertação (Mestrado em Ensino de Matemática) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 2019.

BERTOLUCCI, Giovana Aparecida. A construção dos números reais na formação inicial do professor de matemática: conhecimentos específicos e a prática docente. 2020. Dissertação (Mestrado em Ensino e Processos Formativos) – Universidade Estadual Paulista. Ilha Solteira, 2020.

BRASIL, Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC/ Secretaria de Educação Fundamental, 2017.

CARVALHO, Rosélia José da Silva. Investigando a apropriação dos nexos conceituais do sistema de numeração decimal no clube de matemática. 2017. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Federal de Goiás. Goiânia, 2017.

DURO, Mariana Lima; CENCI, Danielle. Linguagem matemática nos anos iniciais: a construção do número segundo Piaget. Tear: Revista de Educação Ciência e Tecnologia, Canoas, v.2, n.1, 2013.

FONSECA, Bárbara Meirelles. A construção do número na educação infantil: lúdico como recurso metodológico. 2017. Monografia (Licenciada em Pedagogia) – Universidade Federal do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 2017.

LIMA, José Roberto de Campos. Pensamento Algébrico no currículo do Ciclo de Alfabetização: estudo comparativo de duas propostas. 2018. Dissertação (Mestrado em Educação  Matemática) – Universidade Católica de São Paulo. São Paulo, 2018.

LOSS, Adriana Salete. Anos Iniciais: Metodologia para o Ensino da Matemática. 2.ed. rev. e atual. Curitiba: Appris, 2016.

VAZ, R. F. N. Divisão de frações: explorando algoritmos não usuais. Educação Matemática em Revista. Sociedade Brasileira de Educação Matemática. n° 52. Julho/2016, p. 59-66.

[1] Pós Graduado em proeja pelo IFMT. Pedagogo – formado pela UFMT, também graduado em História – pela Universidade UNIDERP.

Enviado: Outubro, 2020.

Aprovado: Outubro, 2020.

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Jamisson Da Silva Ângelo

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