A Importância da Leitura para a Formação Social

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A Importância da Leitura para a Formação Social
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SILVA, Gerson Pindaíba da [1]

SILVA, Gerson Pindaíba da. A Importância da Leitura para a Formação Social. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 02, Vol. 01. pp 540-549, Abril de 2017. ISSN:2448-0959

RESUMO

Essa pesquisa intitula: A importância da leitura para a formação social. É função da escola propiciar meios para que o aluno venha tornar como sua, a cultura que foi amontoada pelo homem, visando a transformação da mesma, através de uma educação que ofereça suporte para que o homem atinja a transformação social diante do conhecimento da cultura amontoada pela sociedade, pois, a escola além de ser incentivadora de conhecimentos baseados em leituras e conteúdos didáticos  é também uma instituição desencadeadora de processos sociais de comunicação e identidade de pessoas. O objetivo geral deste artigo é compreender a importância da leitura para a formação social do indivíduo.  A metodologia utilizada foi uma pesquisa bibliográfica, com autores que corroboram com a temática em questão. Soares (2006), Freire,( 1996,1993), Tardif, (2002), Santos,(1997), Ferreiro, (1979),para assim desenvolver a pesquisa. A relevância desta pesquisa se dá no fato de que ela poderá contribuir de forma significativa com os colegas professores; no lado humano, pode propiciar aos alunos, momentos mais alegres e proveitosos durante as aulas. Ao concluir este trabalho fica claro que nos dias de hoje, a leitura é o caminho propicio para que o indivíduo construa sua formação social e ocupe um lugar em destaque na sociedade.

Palavras Chaves: Formação Social, Aluno, Sociedade.

INTRODUÇÃO

Muitas pessoas alfabetizadas dominam a leitura e a escrita, porém, não tem o hábito de ler jornal, livros, revistas, com isso também sentem dificuldades para escrever um simples recado ou carta, a maioria dos que se encaixam entre esses tiveram dificuldades na aprendizagem, com isso temos consciência que essas crianças com dificuldades podem se tornar um indivíduo desinformado.

Nos dias de hoje, a leitura é o caminho necessário para entender o mundo, sem deixar de respeitar as diferenças culturais, sociais e políticas do indivíduo. A formação de cidadãos, não se limita a conceitos preestabelecidos que torna inviável o ato de pensar. É dever dos educadores perceber esta nova realidade e criar estratégias que valorizem a leitura de escrita e de mundo.

O referido trabalho tem como problemática a seguinte questão: Qual a contribuição da leitura para a formação social do cidadão? O objetivo geral deste artigo é compreender a importância da leitura para a formação social do indivíduo. O trabalho apresenta em seu referencial teórico, a importância da leitura na formação social, apresenta também o processo de aquisição da leitura e a interação social do indivíduo, conceito de interação social e a contribuição da leitura para formação social.

A escolha do tema deu-se por afinidade e por entender que a leitura é fundamental para construção humana e para seu convívio ao meio social. A leitura é a base de tudo, é através dela que se tem uma boa formação profissional e intelectual.  Portanto, a relevância desta pesquisa se dá no fato de que ela poderá contribuir de forma significativa com os colegas professores; no lado humano, pode propiciar aos alunos, momentos mais alegres e proveitosos durante as aulas; no campo científico, produzir algo que possa servir de embasamento a outros e, no campo teórico, poder absorver tudo o que os autores estudados puderem oferecer.

A IMPORTÂNCIA DO ENSINO DA LEITURA NA FORMAÇÃO SOCIAL HUMANA

Neste capítulo faz-se comentários sobre o ensino da leitura na construção social, apresenta também um breve relato sobre o ensino da leitura.

Um Breve Relato sobre o Ensino da Leitura

É função do professor desenvolver habilidades de leituras diversas para que o aluno desperte o interesse pelo mundo da leitura, tornando a escola ou a sala de aula um lugar agradável, para que o alunado se sinta à vontade para adquirir novas habilidades e desenvolver suas competências, é tarefa do professor que deve ser além de tudo, acolhedor e incentivador de práticas educativas como a leitura, a escrita e a interpretação de texto.

A leitura não deve estar associada apenas aos livros de literatura, muito menos aos livros didáticos que tradicionalmente trazem um conhecimento fragmentado, alienado e alheio ao ambiente do aluno, mas dar ênfase aos textos do cotidiano das pessoas como os conhecidos “gibis” com seu repertório comum e de linguagem coloquial. Há uma grande necessidade de as instituições de ensino voltadas para a educação infantil, terem maior responsabilidade com o ensino e a aprendizagem da leitura e da escrita. Visto que quanto mais cedo as crianças tiverem acesso à leitura, desenvolve seu intelectual, cultural e social, mais cedo romperá as dificuldades no ato de ler e escrever.

A ideia de que a criança não sabe nada sobre escrita, antes de ser formalmente ensinada, leva à conclusão inevitável de que, para que ela se aproxime da escrita, adquirindo-a na escola ela precisaria de uma situação de ensino formal. Foi pensando nisso que o Ensino Fundamental passou a ser oferecido também para crianças de seis anos ampliando assim sua duração de oito para nove anos.

Com essa iniciativa, as crianças terão a oportunidade de ingressar na escola mais cedo e assegurar seu pleno desenvolvimento psicológico, físico, intelectual, cognitivo e social. É preciso atenção ao desenvolver a aprendizagem das crianças, o que implica conhecimento e respeito às suas características etárias, sociais, psicológicas e cognitivas com o intuito de obter uma mudança qualitativa no ensino e na aprendizagem que vivenciamos neste momento.

O professor é o grande responsável pelo desenvolvimento de estratégias do ensino, pelo acompanhamento e procedimento da leitura que os educandos desenvolvem na rotina diária na escola, precisa ficar atento também, para a qualidade de suas aulas, é importante que planeje as aulas de forma dinamizada, tornando-as atrativas, é interessante incentivar aos alunos usarem de mais de um livro didático. Tal ação fará com que estes se tomem construtores de seu próprio espaço e de seu conhecimento.

É como espaço socializador do conhecimento, a escola tem a tarefa primordial de despertar em seus educandos o ensino da leitura, porém, é preciso que o professor leve para o contexto escolar uma diversidade de textos que fazem parte do meio em que o aluno vive, promovendo a formação de leitores e leitoras livres para escolher o que realmente desejam ler. Freire (1996) afirma: “O ato de ler não se esgota na decodificação pura da palavra escrita […] A leitura do mundo precede a leitura da palavra”. Por este motivo, os responsáveis pela transmissão do conhecimento devem ter o compromisso de buscar recursos que viabilizem o desenvolvimento intelectual e cultural dos educandos, facilitando a aquisição e a compreensão do saber.

Ao aluno devidamente interessado e motivado não ocorrem as tentações da indisciplina. Por isso, podemos afirmar que o melhor recurso motivador, para a mudança de atitudes e de comportamento dos alunos, integrando-os na tarefa escolar é sem dúvida a motivação. Quando há a presença de motivação ou estímulo o alunado começa, por si mesmo, a buscar novas formas de aprender, de socializar suas ideias e consequentemente deixa de colocar desculpas para não frequentar as aulas consideradas antes, desinteressantes. (SANTOS, 1997)

Saber motivar é função de todo educador que pretende desempenhar bem seu papel de ensinar com compromisso e de maneira prazerosa, facilitando a aprendizagem dos conteúdos que são trabalhados em sala de aula.

Com intenção de reconhecer no inserido no ensino básico as dificuldades de aprendizagem, surge a necessidade primeiramente de compreender o conceito de aprendizagem, bem como os fatores que podem afetar direto e indiretamente esse processo. Ao entendermos podemos afirmar em uma linguagem simples e compreensível para todos, que a aprendizagem é um processo de ensinamento complexo que se aplica na essência da criança ou indivíduo, e ao obter resultados se esclarece em uma mudança de atitude e conduta.

Sendo assim, para enfrentar tais dificuldades é preciso que se haja dedicação do educador desta maneira o mesmo poderá a partir disso, compreender o motivo da deficiência que alguns alunos, demonstram ter problemas de aprendizagem e consequentemente insucesso escolar. Observa se que a aquisição da leitura se identifica como uma das conquistas mais desejadas pelo aluno e professor.

Cientes de tamanhas dificuldades encontradas em meio às crianças de ensino básico sejam elas deficientes ou não, buscar meios como educador e pessoa da sociedade para conduzir tão almejada conquista e necessário, pois por meio dessas capacidades buscarão conhecimento, no mundo social em que estão inseridos.

É tão necessário contribuir para que essas dificuldades sejam reduzidas que podemos observar em nosso dia a dia que quando saímos à rua, notamos o alastramento por toda parte de marcas que têm significado para nós. Identifica se como principais dificuldades a leitura, a escrita e a falta de participação da família na vida escolar dos filhos. Diante disso cabe a nós, educadores, buscar subsídios para que nossos alunos despertem o interesse pela leitura, e para que isso aconteça com eficácia carecemos da contribuição da família. Acredita que o papel do professor é de essencial importância no desenvolvimento de perspectiva e opinião dos alunos, neste sentido cabe citar o que diz TARDIF, (2002)

Tem-se como requisito principal para enfrentar tais dificuldades conhecer a realidade do aluno, pois os mesmos devem ser trabalhados psicologicamente e quando devemos trabalhar o psicológico dos mesmos, é preciso ter consciência de quais os problemas que cada um indivíduo da turma vivencia podendo estar sempre apontando meios para que esses problemas não se tornem um empecilho na alfabetização.

Isso significa que para atuar de forma positiva buscando benéficos para os alunos deve-se saber interpretar para reconhecer suas habilidades e dificuldades, elaborar metodologia diferenciada, para então desenvolver a capacidade de leitura, e ainda buscar a atuação da família para contribuir no desenvolver das habilidades. Contribuir para a aprendizagem da leitura e da escrita com a participação da família na escola, é um desafio muito grande e exige de todos os envolvidos, famílias, alunos professores participação efetiva.

Entende-se com isso que, para que tenha aprendizagem verdadeiramente, é indispensável que apropriadas retidões básicas permaneçam na criança, logo isso não quer dizer que tal aprendizagem depende exclusivamente desses desenvolvimentos. Por isso é importante ter consciência da metodologia utilizada de forma coerente buscando tocar as necessidades, ou seja, dificuldade dos alunos. Nesse pensamento Soares (2006) diz:

É no quadro da atuação coletiva no interior da escola que importa se aprofunde a teoria, se repensem as práticas e se transformem as diretrizes e as condições operacionais do trabalho pedagógico. Trata-se da construção de um espaço de vivências democráticas, orgânico ao mesmo tempo e criativo, consistente e fluindo como é a vida espaço de reconstrução, onde se dissolvam as evidências o obviedades, as rotinas e as normas reificadas, onde se aprenda a descontrair, a desaprender, para as novas construções e aprendizagens. (SOARES, 2006, p.195)

Logo com essa ideia percebe-se também que são importantes para o processo de aprendizagem, proporcionar chances cabíveis de aprendizado, disponibilização de metodologias de ensino adequadas conforme a necessidade dos alunos, novidades no exercício pedagógico, incremento com o auxílio das tecnologias, tudo colocado de forma que respeite o ritmo de aprendizagem do educando, para que assim ele possa alcançar benefícios com êxito. Assim acredita- se que para o bom desenvolvimento da pratica educativa tanto com criança como qualquer outro indivíduo é necessário desenvolver táticas, cobrar e incentivar os mesmos visando estimular o pensamento e o desenvolvimento e com isso obter ganhos.

Portanto, afirma-se que o ser humano nasce potencialmente pendente a aprender, necessitando estar sempre à procura de motivações que venham contribuir para redução de dificuldades na aprendizagem além disso pede que sejam estimulados externamente e internamente para que haja o aprendizado.

Ferreiro e Teberosky (1979), inovou ao apresentar informações sobre uma questão ainda inexplorada que pode oferecer ao alfabetizador dado que puderam conduzir de maneira mais eficiente a sua prática pedagógica. De acordo com a Psicogênese, as pessoas não alfabetizadas já possuem conhecimentos sobre a língua e, ao iniciarem o processo de alfabetização, percorrem por quatro fases da escrita: a pré-silábica, a silábica, a silábico-alfabética e a alfabética.

Sendo assim, o alfabetizando constrói significados ao aprender a ler e escrever, ampliando seus conhecimentos sobre a linguagem. Quando os alunos convivem com outras pessoas socialmente, são desafiados a desenvolver e preencher ainda mais o seu conhecimento cultural. Os conhecimentos conquistados nos relacionamentos sociais serão os que ajudaram em um novo saber que, imediatamente, serão acrescentados ao saber linguístico que os alunos já conhecem. Dominar a leitura é importantíssimo para encarar as experiências do mundo em que vive, já que aumenta o acesso às informações sobre diversos fatos do dia-a-dia, possibilita a tomada de decisões consciente e participação ativa dos indivíduos na sociedade.

Porém, o domínio de tais habilidades depende muito das condições dada pelos professores no desenvolver do ensino. Por isso, a primeira concepção da escrita deve ser uma forma efetiva de refletir e agir no meio social. À medida que o aluno percebe as possibilidades que a linguagem escrita oferece e compreende sua função social, a alfabetização passa a ser entendida como meio importante para fazer parte da sociedade.

Trabalhar a leitura de textos em voz alta é uma maneira de ampliar a ideia de quem está aprendendo sobre o processo de construção da escrita. A entonação de voz, as pausas de a pontuação e o ritmo são aspectos que devem ser levados em conta pelo professor ao ler um texto, já que a audição deve ser um exercício constante, pois ajuda os alunos a compreender melhor a relação entre o som e a língua escrita.

O trabalho de alfabetização que, a princípio, tem como objetivo principal a leitura, a escrita e as noções primárias de matemática, não pode oferecer aos alunos conteúdos descontextualizados, sem sentidos e que não representam a realidade do seu dia-a-dia. Assim, quando os temas abordados são tirados de situações reais, a língua portuguesa e os conceitos matemáticos aparecem naturalmente e se tornam objetos de estudo.

Mesmo antes de aprender a ler e escrever, os alunos que estão sendo alfabetizados, de acordo com a psicogênese da língua escrita, precisam estar trabalhando com diversos textos e expressando suas ideias por escrito, por acreditar que o processo de alfabetização não acontece de maneira mecânica com repetição da fala. Mesmo não conhecendo as letras e não sabendo juntá-las, as tentativas de registro irão proporcionar que o aluno comece a entender as diversas formas de textos e começa a criar formas de escrita. (FERREIRO, 1979).

Por isso, aliando a teoria de Ferreiro e o método de Freire, acredita-se que a seleção de textos não pode ser feita de maneira tradicional de quando eram escolhidos de acordo com o seu conjunto silábico, oferecendo contradições entre estes e a realidade dos alunos. É preciso escolher texto que condiga com a realidade do aluno, valorizando aqueles que circulam ao nosso meio.

AQUISIÇÃO DA LEITURA E A INTERAÇÃO SOCIAL DO INDIVÍDUO

Neste capítulo apresenta-se o conceito de interação social, os tipos de interação social e a leitura como contribuição para a formação social do indivíduo.

Conceituando Interação social

A Interação é um processo que implica na formação social, entre o indivíduo que está a ser socializado e a sociedade que o envolve. Este processo tem início na primeira infância e prolonga-se ao longo da vida. A socialização significa a transferência que permite o aluno a desenvolver hábitos, competências, valores, atitudes, de modo, que a mesma venha comunicar, relacionar-se com os membros da sociedade e assim adquirir sua própria identidade. Carneiro (2014)

Segundo Berger (1977) “socialização é o processo de iniciação num mundo social, em suas formas de interação e nos seus números significados”. Portanto socialização é um processo fundamental não para integração do indivíduo na sua sociedade, mas também para a continuidade dos sistemas sociais.

O processo de interação humana ocorre durante toda a vida do indivíduo, porém a mesma, pode ser dividida basicamente em dois tipos que são em: interação primaria e interação secundaria:

A interação primaria é o primeiro contato que o indivíduo experimenta na infância, e passa a tornar se membro desta sociedade. A interação secundaria é um processo subsequente que conduz o indivíduo já socializado em outros ambientes da sociedade (BERGER, 2014, p.169)

Assim, a interação primaria é a que ocorre na família e com todos que pertence a vida da criança e é através da socialização que o indivíduo se torna um ser social, pensante, atuante, pois assimila a cultura, as normas, os comportamentos e as condutas do grupo social em que está inserido.

A formação social secundaria é aquela onde o aluno obtém novos conhecimentos, nos mais diversos tipos de sociedade após ter obtido a primeira formação que experimentada na infância

A interação secundaria é a interiorização de “submundos” institucionais ou baseados em instituições. […] a socialização secundária é a aquisição do conhecimento de funções específicas, funções direta ou indiretamente com raízes na divisão do trabalho. (BERGER , 2014, p. 178 e 179).

Com isso, a formação social secundaria é o que o indivíduo introduz ao ser inserido em ambientes diferentes, seja está, a escola com o contato com diferentes leituras e tipos de textos, no trabalho, os meios de comunicação social ou outras instituições sociais que compõem a sociedade, enfim é onde o mesmo começa a pôr em prática metade do que ele aprendeu na socialização primaria, sobre como conviver com os outros membros, sabendo que cada um possui direitos e deveres. Assim segundo Berger e Luckmann (2014, p. 179) os submundos interiorizados na socialização secundária são geralmente realidades parciais, em contraste com o mundo básico adquirido na socialização primária.

A Leitura e Sua Contribuição para a Formação social

Nos dias de hoje, a leitura é o caminho necessário para entender o mundo, sem deixar de respeitar as diferenças culturais, sociais e políticas do indivíduo. A formação de cidadãos, não se limita a conceitos preestabelecidos que torna inviável o ato de pensar.

É dever dos educadores, perceber esta nova realidade e criar estratégias que valorizem a leitura de escrita e de mundo. Fazendo assim, os indivíduos deixarão de ser apenas um número a mais nas pesquisas e estatísticas para serem cidadãos capazes de respeitar direitos, cumprir deveres, reivindicar melhorias, preservar e transmitir cultura, enfim, construir a história e construírem sua formação social. Neste processo de formar cidadãos leitores, a dificuldade maior que se encontra é a falta de hábito de leitura no Brasil.

Esta realidade se confirma quando se leva em conta a forma do desenvolvimento histórico e cultural do país, a leitura enquanto atividade de lazer e atualização, sempre foi feita por uma minoria de pessoas que teve acesso à educação e, portanto, ao livro.

A escola não só detém o papel de transmissão de conhecimentos científicos, denominada de socialização formal, como também cabe a esta o desenvolvimento de capacidades cognitivas, afetivas, capacidade de relacionamento em sociedade, competências comunicativas e participação na formação da identidade individual de cada aluno, denominada de socialização informal. Sendo assim, a formação integral do indivíduo é de finalidade da escola e da família, tendo como objetivo, primeiro tornar os indivíduos cidadãos críticos e conscientes de seu papel na sociedade.

De acordo com Gomes, (2010):

A escola é um lugar onde os alunos “novos membros da sociedade, começam a alargar a sua experiência do social para além do seu grupo de origem”, é o lugar onde se realiza uma rede de interações contribuído para a produção da realidade escolar (GOMES, 200p. 40)

É função do professor propiciar leituras de textos diversos para que o aluno venha tornar como sua, a cultura que foi amontoada pelo homem, visando a transformação da mesma, através de uma educação que ofereça suporte para que o homem atinja a transformação social diante do conhecimento da cultura amontoada pela sociedade, pois, a escola além de ser incentivadora de conhecimentos baseados em conteúdo é também uma instituição desencadeadora de processos sociais de comunicação e identidade de pessoas.

PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Como procedimentos metodológicos adotou-se uma pesquisa bibliográfica com autores leitura e sua contribuição para a formação social do indivíduo, afim de coletar informações necessárias para enriquecer este trabalho. A coleta de dados foi através de estudos e leituras bibliográficos sobre a temática em questão, sendo que a mesma contribuiu de forma direta para um melhor entendimento da importância do trabalho com gêneros textuais em sala de aula.

Trata-se de pesquisa qualitativa porque o pesquisador não pode fazer julgamentos ou permitir que seus preconceitos e crenças possam contaminar a investigação (LUIZATO, 2003, p. 34). É de natureza exploratória, pois tem o objetivo de proporcionar maior familiaridade com o problema, e análise de conteúdo como a principal característica de uma revisão da literatura sobre o tema discutido. A pesquisa também caracterizar-se-á como indireta, através do uso de informação, conhecimento e dados que foram coletados por meio de pesquisa bibliográfica.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ao concluir este trabalho fica claro que nos dias de hoje, a leitura é o caminho propicio para que o indivíduo construa sua formação social e ocupe um lugar em destaque na sociedade. Assim é necessário entender o mundo, sem deixar de respeitar as diferenças culturais, sociais e políticas do indivíduo. A formação de cidadãos, não se limita a conceitos preestabelecidos que torna inviável o ato de pensar.

É dever dos educadores perceber esta nova realidade e criar estratégias que valorizem a leitura de mundo. Só assim, os indivíduos deixarão de ser apenas um número a mais nas pesquisas e estatísticas para serem cidadãos capazes de respeitar direitos, cumprir deveres, reivindicar melhorias, preservar e transmitir cultura, enfim, construir a história e construírem sua formação social.  Porém, durante esta pesquisa pode perceber que, neste processo de formar cidadãos leitores, a dificuldade maior que se encontra é a falta de hábito de leitura.

Para que o aluno construa sua formação social é necessário que os professores se atualizarem usando aulas atrativas, em que os educandos se sintam motivados a estudar e despertem o gosto pela leitura, sendo assim é preciso dedicação tanto dos discentes quanto dos docentes, além disso o uso de materiais adequados é de fundamental importância para que o aluno desenvolva uma boa aprendizagem, intencionando combater as dificuldades vale explorar tudo que a de melhor do ambiente educacional.

REFERÊNCIAS

BERGER, Peter L. A construção da realidade: tratado de sociologia do conhecimento. |por| Peter L. Berger |e| Thomas Luckmann.36. ed.; tradução de Floriano de Souza Fernandes. Petrópolis, vozes, 2014.

CARNEIRO, Moaci Alves. LDB fácil: Leitura crítico-compreensiva, artigo a artigo/ Moaci Alves Carneiro. 22.ed.-Petrópolis, RJ: vozes, 2014.

FERREIRO, E. Alfabetização em processo. São Paulo: Cortez, 1979.

GOMES, Vítor Manuel Cerveira Gomes. Socialização Escolar no Ensino Secundário. Percursos Formativos e Imagens da Escola e da Escolarização. 2010. 228.f. Dissertação de Mestrado em Administração Educacional. Instituto superior de educação e trabalho- ISET. Porto.2010. Disponível no Site: www.iset.ptiset. Acesso em 23/05/2016.

LUIZATO, Carla. Contexto de letramento: é possível trabalhar com produção de texto na Eduacação Infantil. Leopoldianum – revista de estudo e comunicação, v. 28, n. 78, p. 71- 73, jun. 2003.

PIAGET, Jean. Psicologia e Pedagogia.  Rio de Janeiro : Forense Universitária, 1985.

SOARES, Magda. Alfabetização e Letramento. São Paulo: Contexto. 2006.

TARDIF, M. Saberes docentes e formação profissional. Tradução de Francisco Pereira.

[1]  Licenciado em   letras / Português, pela UESPI, Especialista em Metodologia da Língua Portuguesa e Literatura, pela Faculdade de Teologia Hokemãh, Especialista em Gestão Educacional com Aplicação tecnológica, pela Faculdade UNICESPI, especialista em Libras pela faculdade Cândido Mendes professor da Rede Estadual no Município de Anísio de Abreu- PI, professor substituto na Universidade Estadual do Piauí- UESPI.

Licenciado em   letras / Português, pela UESPI, Especialista em Metodologia da Língua Portuguesa e Literatura, pela Faculdade de Teologia Hokemãh, Especialista em Gestão Educacional com Aplicação tecnológica, pela Faculdade UNICESPI, especialista em Libras pela faculdade Cândido Mendes professor da Rede Estadual no Município de Anísio de Abreu- PI, professor substituto na Universidade Estadual do Piauí- UESPI.

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