Educação Física e Atividade Lúdica: O Papel da Ludicidade no Desenvolvimento Infantil

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Educação Física e Atividade Lúdica: O Papel da Ludicidade no Desenvolvimento Infantil
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FARIA, Bruna Barcelos [1]

Costa, Célia Regina Bernardes [2]

FARIA, Bruna Barcelos; COSTA, Costa, Célia Regina Bernardes. Educação Física e atividade Lúdica: O papel da ludicidade no desenvolvimento Infantil. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 1. Vol. 9. pp. 136-155, Outubro / Novembro de 2016. ISSN. 2448-0959

RESUMO

É por meio de vivências lúdicas que a criança conhece e reconhece sua própria identidade e percebe-se como ser único, complexo e individual. Segundo Garanhani (2002), na pequena infância o corpo em movimento constitui a matriz básica da aprendizagem pelo fato de gestar as significações do aprender, ou seja, a criança transforma em símbolo aquilo que pode experimentar corporalmente, e seu pensamento se constrói, primeiramente sob a forma de ação, ao rolar, engatinhar, andar, correr, observar, imitar, criar, saltar, girar e brincar de faz de conta, a criança vai construindo sentidos sobre o mundo, atribuindo novos significados aos elementos da realidade e, também, definindo sua identidade pessoal e coletiva, em um processo de produção cultural. Por ser um componente curricular obrigatório, a Educação Física é uma área que organiza, sintetiza, constrói e produz conhecimentos, com base em objetivos e princípios pedagógicos. Esta pesquisa inscreve-se como um trabalho que visa compreender o papel da ludicidade no desenvolvimento infantil através das praticas da Educação Física escolar. A metodologia utilizada no presente estudo foi através de pesquisas em artigos científicos, Livros, e Sites da Internet. Após os estudos realizados, foi possível perceber que as atividades lúdicas são ingredientes indispensáveis no processo de crescimento, de desenvolvimento e de aprendizagem das crianças nesta fase da vida.

Palavras-chaves: Criança. Educação física. Ludicidade. Psicomotricidade.

INTRODUÇÃO

A ludicidade é um tema que vem conquistando espaço no panorama nacional. Por ser a ludicidade uma atividade voltada para a recreação e o lazer, oferece grandes contribuições para a educação infantil, favorecendo a aprendizagem, a produção do conhecimento e o aprimoramento corporal, desenvolvendo aspectos ligados à emoção, ao prazer, à afetividade, à saúde e ao bem – estar das crianças nesta etapa de desenvolvimento.
De acordo com Pires (2001) o Lúdico faz parte do mundo infantil, através da brincadeira a criança se apropria do mundo de forma simples e alegre. A Ludicidade é vista como ação educativa integrada e fundamentada na comunicação, na linguagem e nos movimentos naturais da criança. Ela tem como finalidade normatizar e aperfeiçoara conduta global do ser humano, através das experiências sensório-motoras, emocionais, afetivas, cognitivas, e sociais como um todo. Ao praticar atividades lúdicas, as crianças estarão desenvolvendo suas habilidades e potencialidades motoras em benefício do seu crescimento e desenvolvimento.
Neste contexto o desenvolvimento das vivências lúdicas na educação infantil proporciona um aprendizado de forma divertida e educativa, sendo assim um fator positivo na vida de uma criança, permitindo-lhe aprender, viver e sonhar a cada momento. O lúdico contribui de modo significativo para a prática do movimento corporal, incluindo nesse meio os aspectos afetivo-social, físico e cognitivo à serem desenvolvidos nas intervenções pedagógicas.
Desta forma, esta pesquisa inscreve-se como um trabalho que visa compreender a importância do lúdico na educação infantil e suas interfases com a Educação Física. Ela tem um caráter qualitativo, porque visa compreender a atuação da ludicidade nas praticas motoras das crianças, visando um melhor desempenho nas aprendizagens, alem de reconhecer os elementos básicos do movimento, como: Esquema corporal, Coordenação motora global, fina e óculo-manual, lateralidade, estruturação espacial, estruturação temporal, dentre outros aspectos funcionais do desenvolvimento motor, destacando também o papel do educador na ludicidade e no desenvolvimento infantil.

Portanto o lúdico está intimamente relacionado com as praticas da Educação Física, pois enquanto brincam as crianças expressam seus sentimentos, suas emoções, suas interações, aprimoram suas capacidades de memória e raciocínio, de forma alegre e prazerosas, possibilitando ao professor uma análise global do educando, visando o desenvolvimento global da criança nesta fase de desenvolvimento.

METODOLOGIA

A metodologia utilizada no presente estudo será a revisão de literatura, com busca de artigos publicados em bases on-line de dados científicos, como o Google Acadêmico.

A coleta de dados web-bibliográfica, realizada entre fevereiro e outubro de 2016, será norteada por artigos publicados entre 2006 e 2016; com a utilização das palavras-chave: ludicidade, desenvolvimento infantil, atividade lúdica e educação física. Para seleção das fontes serão consideradas como critérios as bibliografias que abordam a Educação Física, especialmente a atividade lúdica.

Para chegar aos resultados esperados através da pesquisa em apreço, serão analisados e discutidos os estudos, abordando todos os benefícios da atividade lúdica inserida no contexto da Educação Física escolar.

1 HISTÓRIA E EVOLUÇÃO DA EDUCAÇÃO LÚDICA

A palavra ludicidade origina-se do latim “ludus”, cujo significado é jogo. Assim, o jogo é caracterizado como movimento espontâneo, realizado através da ação de brincar. O estudo da psicomotrocidade trouxe o lúdico como traço essencial do comportamento humano, sendo o jogo uma necessidade básica da personalidade, da mente e do corpo. “Na atividade lúdica, o que importa não é apenas o produto da atividade, o que dela resulta, mas a própria ação, o movimento vivido.” (ALMEIDA, 2009)

Desde os mais remotos tempos o ser humano produz cultura, sendo esta o conjunto de códigos simbólicos reconhecíveis dentro de uma comunidade. O jogo, o esporte, a dança e as lutas possuem como origem comum a representação corporal, com características lúdicas, as quais foram modernamente incorporadas pela Educação Física moderna.  (PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS, 1997)

Os gregos e os latinos trouxeram os primeiros debates sobre a ligação do brinquedo com a criança, sendo que, seja na concepção antiga ou na atual, o brinquedo é caracterizado como a representação simbólica do mundo real. Atualmente, a prática docente que concebe a ludicidade como proposta de ensino visa levar o educando ao meio social, conhecendo o mundo através da imaginação e assimilando regras através dos jogos. (CINTRA, PROENÇA JESUÍNO, 2010)

Os exercícios lúdicos proporcionam uma evolução harmoniosa da criança, pois a brincadeira e o brinquedo envolvem um convívio social, além de desenvolver a afetividade e a saúde mental. O lúdico contribui para o desenvolvimento global do indivíduo, facilitando no processo de expressão e de construção do pensamento. (CEBALOS et al., 2011).

As situações lúdicas, competitivas ou não, são contextos favoráveis de aprendizagem, pois permitem o exercício de uma ampla gama de movimentos que solicitam a atenção do aluno na tentativa de executá-los de forma satisfatória e adequada. Elas incluem, simultaneamente, a possibilidade de repetição para manutenção e por prazer funcional e a oportunidade de ter diferentes problemas a resolver. Além disso, pelo fato de o jogo constituir um momento de interação social bastante significativo, as questões de sociabilidade constituem motivação suficiente para que o interesse pela atividade seja mantido. (PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS, 1997)

A ludicidade possui papel primordial na evolução infantil. O faz de conta, dos jogos, brinquedos e brincadeiras, é importante na formação plena da criança, inserindo valores éticos e confiança em seu meio de aprendizagem. Ao transpor as barreiras que os jogos propõem de forma lúdica, as crianças reconhecem posteriormente qual a melhor forma de agir em determinadas situações cotidianas.  Os jogos e brincadeiras estão presentes em todas as fases do desenvolvimento humano, sendo a atividade lúdica meio indispensável de relacionamento interpessoal, estimulando a criatividade. (IAVORSKI; VENDITTI JUNIOR, 2008)

1.1 Conceito de infância

A palavra infância vem do latim “in”, que significa não e “fancia” que significa capacidade da fala. Dessa forma, a infância é caracterizada pela ausência da fala e a presença de comportamentos irracionais. A infância se contrapõe à vida adulta, pois estes comportamentos irracionais se desenvolvem no indivíduo adulto, providos de razão. (LIMA, 2009)

Segundo o dicionário Michaelis (2016), infância é “o período da vida, no ser humano, que vai desde o nascimento até o início da adolescência; as crianças em geral”.  O Estatuto da Criança e do Adolescente, em seu art. 2º, afirma que criança, para efeitos legais, é “a pessoa até doze anos de idade incompletos” e adolescente “aquela entre doze e dezoito anos de idade. ”

Nos dias atuais, é perceptível a diferença entre a criança e as demais pessoas, pois com o desenvolvimento do sistema de ensino, houve a separação por faixa etária. Através de determinações naturais, as pessoas colocam significados em cada etapa da vida, determinando seus papéis sociais. (NASCIMENTO; BRANCHER; OLIVEIRA, 2011). Kramer (2007) complementa:

Crianças são sujeitos sociais e históricos, marcadas, portanto, pelas contradições das sociedades em que estão inseridas. A criança não se resume a ser alguém que não é, mas que se tornará (adulto, no dia em que deixar de ser criança). Reconhecemos o que é específico da infância: seu poder de imaginação, a fantasia, a criação, a brincadeira entendida como experiência de cultura. (KRAMER, 2007 apud RODRIGUES, 2009)

A infância é o período no qual a criança brinca, satisfazendo suas necessidades e interesses através da imaginação. A ludicidade das brincadeiras proporciona à criança uma reflexão e reordenamento de seu mundo particular. A brincadeira é a forma de trabalhar da criança, de investigar o ambiente que a cerca. (DALLABONA; MENDES, 2008)

A ideia de infância na atualidade não pode ser desvinculada da história das diferentes visões em torno da criança que contribuíram para sua condição atual. Ou seja, o conceito de infância tem sido construído historicamente e reflete os valores presentes na sociedade em diferentes períodos. (BERNARTT, 2009)

A definição de infância está intimamente ligada ao seu contexto histórico e ao olha que o adulto possui perante a criança. A sociedade está em constante transformação, sendo que cada período em que a criança está inserida dentro da comunidade coloca em destaque sua condição social, e não apenas sua condição de ser vivente e biológico. (NASCIMENTO; BRANCHER; OLIVEIRA, 2011)

1.2 A criança em diferentes momentos históricos

As crianças sempre existiram, por óbvio, em todos os períodos da humanidade. Entretanto, é o tratamento social/familiar destinado a elas que induz ao conceito de infância em cada período. (BERNARTT, 2009)

Na Antiguidade, a estruturação econômica trazida pela formação das primeiras cidades, deu origem às primeiras escolas. De acordo com Platão, as crianças deveriam começar a serem educadas aos setes anos de idade, participando de jogos sob vigilância e em local adequado. O esporte possuía alto valor educativo, formando o caráter e a personalidade infantil. Neste período também surgiram os primeiros brinquedos, assimilados como facilitadores de movimentos; eram bonecas, cavalos, ossinhos e arcos. (CINTRA, PROENÇA JESUÍNO, 2010). Entretanto, este ideal de infância mudou:

A partir das invasões bárbaras do século V, os brinquedos deixam completamente de serem evocados. Apenas alguns raros textos, que falam de crianças educadas em instituições religiosas evocam arcos e jogos de paus de modo bastante impreciso. (CINTRA, PROENÇA JESUÍNO, 2010)

O conceito de infância e seu registro histórico foram tardiamente feitos, pois a criança nos séculos passados não era vista como um indivíduo diferente do adulto. A existência da infância como categoria autônoma só ocorreu entre os séculos XVI e XVIII.  (NASCIMENTO; BRANCHER; OLIVEIRA, 2011)

Nos estágios iniciais da civilização, as condições infantis eram muito precárias, sendo a morte de crianças algo muito comum. Os bebês nasciam apenas se o chefe de família assim determinasse, sendo o aborto e o enjeitamento de crianças práticas legais e muito usuais. (BERNARTT, 2009)

Durante a Idade Média, a criança era vista como um “pequeno adulto”, executando as mesmas atividades dos mais velhos. A infância era entendida como um estado de transição da vida, não existindo qualquer tratamento especial destinado a elas, o que favorecia em muito a elevada taxa de mortalidade. Quando a criança completava sete anos era levada para a casa de uma família estranha, com o objetivo de aprender os serviços domésticos, não importando a classe social na qual estava inserida. A criança aprendia na prática. Ariès (2006) afirma que: “era através do serviço que o mestre transmitia a uma criança, não a seu filho, mas ao filho de outro homem, a bagagem de conhecimentos que pudesse possuir.” (AIRÈS, 2006 apud RODRIGUES, 2009)

Durante a Idade Média, antes da escolarização as crianças, estas e os adultos compartilhavam os mesmos lugares e situações, fossem eles domésticos, de trabalho ou de festa. Na sociedade medieval não havia divisão territorial e de atividades em função da idade dos indivíduos, não havia o sentimento de infância ou uma representação elaborada dessa fase da vida. (NASCIMENTO; BRANCHER; OLIVEIRA, 2011)

As famílias durante este período eram numerosas, quase que inexistindo vínculos de afinidade entre seus componentes. As pessoas viviam na rua, trabalhando ou em festas e orações. A criança era vista como substituível, sendo alarmantes os altos índices de infanticídio da época. (LIMA, 2006)

Durante a Idade Moderna, no período de transição do feudalismo para o capitalismo, ocorreram alterações significativas na sociedade europeia, as quais refletiram no conceito de infância, da organização familiar e escolar. A criança tornou-se o centro familiar, sendo fonte de alegria e sujeito a qual eram dispensados cuidados e atenções.  (RODRIGUES, 2009)

O Renascimento trouxe esta proposta de centralidade da criança, como sujeito importante dentro do contexto social, que será formado e educado para ser um bom cidadão, protagonista de seu destino. “Reconhecidas as especificidades da infância, busca-se então desvendá-la e compreendê-la para poder educá-la. ” (BERNARTT, 2009)

Durante a Revolução industrial, as crianças de classes mais baixas eram educadas de uma forma muito básica, apenas para que ficassem preparas como mão-de-obra das inúmeras fábricas da época. Para a burguesia existia o ensino secundário, formadores de “chefes”, ou seja, instruíam aqueles que substituiriam os donos das fábricas. Para estes havia o ensino superior, em universidades ou em grandes escolas. (RODRIGUES, 2009)

Hoje, as crianças são escolarizadas desde a mais tenra idade, pois grande maioria das mães precisa deixá-las em creches ou instituições de ensino para poder trabalhar. (NASCIMENTO; BRANCHER; OLIVEIRA, 2011). A Constituição Federal do Brasil de 1988 proclama como direito social o atendimento escolar de todas as crianças, de forma gratuita. A mudança deste caráter assistencial priorizou o cuidado a ser tomado com a infância, bem como a preparação dos profissionais que vão cuidar destas crianças. (BERNARTT, 2009)

Especialistas em educação infantil afirmam que atualmente, há uma linha muito tênue que separa a idade adulta da infância. As mudanças sociais colaboram para isso, principalmente pelo vasto mundo de informações que as crianças têm acesso através das novas tecnologias. (NASCIMENTO; BRANCHER; OLIVEIRA, 2011)

A sociedade moderna vive um paradoxo. A infância é bem determinada teoricamente, mas na prática há uma dificuldade latente de relacionamento com as populações infantis. A infância estaria, neste contexto, desaparecendo, tudo em consequência da violência, da pobreza e do trabalho infantil, que retiram o mundo lúdico dos pequenos; bem como da tecnologia que possibilita o contato da criança com informações adultas, fazendo-a viver em uma faixa etária que ainda não é a sua. (RODRIGUES, 2009). Levin (2015) acredita que a infância não acabou, porém as crianças hoje têm preocupações adultas, como sucesso e bom desempenho. Essa é uma mudança radical, que renova conceitos de Jean Piaget e demais teóricos educadores/cientistas.

2 O CORPO, O MOVIMENTO E AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DA EDUCAÇÃO FÍSICA

A psicomotricidade é a ciência que tem como objeto de estudo “o homem por meio de seu corpo, particularmente o movimento.” (CANTO; BARBOSA, 2010). Le Boulch (1982) conceitua que a psicomotricidade é uma ciência que “estuda a relação entre o movimento humano e a intenção de realizá-lo, que ocorre reciprocamente associando a ação do sistema nervoso sobre a musculatura com as sensações e emoções do indivíduo.” (BARBOSA; SILVEIRA; OLIVEIRA, 2014)

Os movimentos do corpo humano estão presentes mesmo antes do nascimento, sendo parte do indivíduo até mesmo involuntariamente. O movimento é sobrevivência, da mesma forma que o corpo precisa de água e alimentos, o corpo necessita se movimentar como função de manter-se vivo. Desta forma, desde pequeno, o ser humano utiliza-se de movimentos para suprir suas necessidades básicas. (PORTAL DA EDUCAÇÃO FÍSICA, 2012)

O corpo e os gestos são essenciais à construção do homem, sendo os movimentos “saberes que adquirimos sem saber”. A criança, ao ser obrigada a ficar reiteradamente com o corpo estático, pode desenvolver distúrbios como a hiperatividade, depressão infantil ou até mesmo anorexia e bulimia. É importante destacar que a infância com o decorrer do tempo se transformou, sendo a criança levada a ter responsabilidades e a amadurecer desde muito cedo. O movimento incentiva uma relação saudável com o próprio corpo, além de desenvolver uma aprendizagem prazerosa. (LEVIN, 2015)

Também é possível assumir que a psicomotricidade é a educação do/pelo movimento, atuando sobre o cognitivo por meio da relação entre pensamento e ação. A psicomotricidade destaca-se também como ferramenta ou método pedagógico de ensino, especialmente de crianças menores, isto é, em idade pré-escolar, com finalidade de estimular o corpo e mente. (CANTO; BARBOSA, 2010)

O desenvolvimento motor está relacionado às vivências internas e externas da pessoa humana, desde seu nascimento até a morte. Por isso, o desenvolvimento motor é único e individual, ocorrendo a todo o momento. O trabalho de avanço no aspecto psicomotor durante as séries iniciais pode influenciar de forma positiva nas ações da pessoa consigo mesma e com os demais componentes do grupo social, através do domínio das capacidades psicofísicas, agindo de maneira consciente, planejada, lógica e crítica, de acordo com suas necessidades particulares. (BARBOSA; SILVEIRA; OLIVEIRA, 2014)

2.1 Elementos básicos do movimento

2.1.1 Esquema corporal

O esquema corporal é a capacidade da criança de reconhecer sua existência e do seu próprio corpo, conseguindo separar sua individualidade do ambiente. O movimento está ligado ao esquema corporal, pois estimula o conhecimento de cada parte do organismo humano, inclusive do sistema nervoso, responsável pela parte sensorial. (CANTO; BARBOSA, 2010).

Para Wallon (1974) o esquema corporal “é a representação relativamente global científica e diferenciada que a criança tem de seu próprio corpo.” O esquema corporal é indispensável para a formação da personalidade da criança, resultante das experiências vividas e das sensações experimentadas. Conforme a criança utiliza seu corpo, ela constrói sua bagagem mental. (PORTAL EDUCAÇÃO, 2013)

Le Boulch (1986) afirma que a organização dos aspectos sensoriais do corpo é fundamental para o desenvolvimento infantil, sendo o início de suas possibilidades de ação. Seja com o corpo estático ou em movimento, com as demais pessoas ou com instrumentos que estão no ambiente, a criança estabelece relações afetivas e emocionais. (FALCÃO, 2010)

A noção do corpo em psicomotricidade não avalia a sua forma ou as suas realizações motoras, procura outra via de análise que se centra mais no estudo de sua representação psicológica e linguística e nas suas relações inseparáveis com o potencial de aprendizagem. A noção do corpo como noção construída pela própria criança adquire sentido e uma significação cuja integração está na base das funções psíquicas superiores. (FONSECA, 2012)

O esquema corporal se divide em três etapas: corpo vivido (até os três anos) são os primeiros movimentos do recém-nascido, em virtude da imitação de outro movimento, predominando a experiência vivida pela criança através da investigação do ambiente que a circunda; corpo percebido ou descoberto (três a sete anos) caracterizando-se, nas palavras de Le Boulch (1986) como “função de interiorização”, na qual a criança desloca sua atenção do ambiente que a circunda para o próprio corpo, aperfeiçoando seus movimentos; por fim, o corpo representado (sete a doze anos) compreende a noção de estrutura corporal, onde a criança toma consciência das partes que compõem seu organismo, sendo a fase de representação mental da imagem do corpo, evoluindo o aspecto cognitivo. (FALCÃO, 2010)

2.1.2 Coordenação motora ampla

“A coordenação global ou motricidade ampla é a ação simultânea de diferentes grupos musculares na execução de movimentos voluntários, amplos e relativamente complexos.” (BARBOSA; SILVEIRA; OLIVEIRA, 2014)

Esta coordenação é dependente de controle postural, sendo que pela movimentação e experimentação a pessoa busca seu eixo corporal, coordenando os movimentos na busca pelo equilíbrio. Através da coordenação motora global, a criança adquire movimentos variados concomitantemente, principalmente aqueles mais cotidianos como correr, saltar, rolar e pular. (FALCÃO, 2010)

2.1.3 Coordenação motora fina

A coordenação motora fina é “a habilidade manual e destreza manual que constituem um aspecto particular da coordenação global.” Através da destreza adquirida com o refinamento do movimento dos dedos da mão, a criança investiga os objetos que compõem seu ambiente, adquirindo novos conhecimentos. (FALCÃO, 2010)

 

A mão, considerada a unidade motora mais complexa do mundo animal, é em grande medida a arquiteta da civilização e, naturalmente, a arquiteta da inteligência na criança e no homem. A mão transformou-se, em termos antropológicos, num melhor e mais eficaz meio de exploração do mundo exterior, e também do próprio corpo, permitindo o reconhecimento de objetos pela textura, forma, temperatura, etc. Paralelamente, tornou-seu instrumento de preensão, forte e preciso, possibilitando a manipulação de pequenos objetos com os quais criou utensílio e ferramentas. (FONSECA, 2012)

Através da coordenação motora fina é possível manusear pequenos objetos, o que possibilita o desenho e a pintura. Através do desenvolvimento de movimentos precisos e delicados pela criança, há também o refinamento de aptidões que a acompanham por toda a vida. (LOUREDO, 2016)

2.1.4 Equilíbrio

“A equilibração reúne um conjunto de aptidões estáticas e dinâmicas, abrangendo o controle postural e o desenvolvimento das aquisições de locomoção.” (FONSECA, 2012)

Toda a coordenação de movimentos se sustenta pelo equilíbrio corporal, propiciando o ajustamento do homem com seu meio. O centro de gravidade deve estar no eixo das ações musculares, sustentando o corpo. O equilíbrio pode ser estático (com apenas ficar de pé ou elevar os calcanhares mantendo a maior parte da planta do pé no solo); dinâmico (como andar em marcha normal sobre um local pré-determinado); e recuperado (é o resgate da posição de equilíbrio após uma oscilação). (FALCÃO, 2010)

2.1.5 Lateralidade

“É a capacidade de vivenciar os movimentos utilizando-se, para isso, os dois lados do corpo.” (BARBOSA; SILVEIRA; OLIVEIRA, 2014).

Aptidão de ter noções de direita e esquerda, onde há predomínio ocular, auditivo e sensório-motor dos membros superiores e inferiores. Os dois pólos do organismo funcionam de forma complementar. A lateralidade da pessoa que possui a predominância do lado direito (ou seja, realiza suas funções de forma mais comum com a mão, o pé e o olho direito) é chamada de destra ou homogênea; caso a predominância seja do lado esquerdo, o indivíduo é canhoto ou sinistro homogêneo; se a pessoa tiver dominância espontânea dos dois lados é ambidestra; caso usar a mão esquerda, o olho e o pé direito (ou qualquer outra combinação) é caracterizada uma lateralidade cruzada. (FALCÃO, 2010)

2.1.6 Organização espaço-temporal

“A organização espaço-temporal é a capacidade que o indivíduo tem de situar-se e orientar-se em relação aos objetos, às pessoas e ao seu próprio corpo em determinado espaço.” (JANSSEN, 2015)

A percepção do mundo parte do ponto do próprio corpo do indivíduo, desenvolvendo suas percepções de espaço e de tempo. O desenvolvimento destas capacidades motoras é muito importante durante as séries iniciais do ensino fundamental, de forma que se forme uma base sólida para a compreensão posterior da leitura e linguagem escrita. (MEDINA; ROSA; MARQUES, 2006)

A construção da noção psicomotora de espaço–tempo é fundamental para o cotidiano. Através dos estímulos psicomotores, a criança inicia o processo de alfabetização, além de localizar o que está à direita e à esquerda, acima ou abaixo de si, bem como em relação à outra pessoa. (JANSSEN, 2015)

3 IMPORTÂNCIA DAS PRÁTICAS LÚDICAS NA EDUCAÇÃO FÍSICA

A ludicidade é um tema atual, que se encontra no epicentro das discussões pedagógicas. O brinquedo é a essência da infância, que possibilita um vasto trabalho pedagógico. O brincar e o jogar promovem a saúde física, emocional e mental, estando intrínseco ao homem desde os tempos mais remotos. (MAURÍCIO, 2008)

Vygotsky (2007) afirma que brincar “é uma atividade humana criadora, na qual imaginação, fantasia e realidade interagem na produção de novas possibilidades de interpretação, de expressão e de ação pelas crianças. ”  (RODRIGUES, 2009)

O jogo não deve ser visto apenas como um passatempo, mas sim como um processo de desenvolvimento da criança dentro do contexto escolar. Dessa forma, a criança manifesta sua criatividade, construindo seu próprio eu. (MAURÍCIO, 2008)

No jogo a criança tem a oportunidade de estruturar o seu esquema corporal a sua relação com o espaço, ampliar a utilização do movimento e estimular sua afetividade. Além disso, o jogo e a brincadeira possuem o benefício adicional de trabalhar suas frustrações na medida em que perde ou ganha, a criança precisa compartilhar momentos coletivos para satisfazer a vontade de jogar e aprender a conviver em grupo. (CANTO; BARBOSA, 2010)

A Educação Física é uma disciplina bastante aceita pelos alunos, principalmente quando estes são crianças. Modesto & Rubio (2014) afirmam que o aspecto lúdico é um instrumento importante na mediação do processo de aprendizagem. O método é ainda mais eficaz em crianças, visto que os sonhos infantis se misturam com a realidade, ato que facilita a utilização do pensamento, concentração, desenvolvimento social, pessoal e cultural, facilitando o processo de construção do pensamento.

De uma forma geral, o lúdico desenvolve os aspectos cognitivo, afetivo social e motor. (CEBALOS et al.,  2011). As crianças, ao brincar com jogos que envolvam disputa de equipes, descobrem-se participantes de um meio social. (MODESTO; RUBIO, 2014). Ao deixar de pensar de forma individual, os menores criam laços afetivos, aproximando-se daqueles com os quais se identifica, criando elos, que muitas vezes serão para a vida toda.

Além dessas áreas, os exercícios lúdicos são atuantes diretos no desenvolvimento cognitivo e motor. A criança se movimenta, pula, gira, engatinha, imita, salta… Utiliza todo seu corpo de uma forma completa. E também, durante a resolução dos impasses propostos pelos exercícios, os pequenos forçam a expansão mental, desenvolvendo sua cognitividade. “É por todos estes motivos que a ludicidade é uma necessidade do ser humano em qualquer idade e não pode ser vista apenas como diversão, mas como aprendizado.” (IAVORSKI; VENDITTI JUNIOR, 2008)

3.1 O papel da escola, do educador e da família no lúdico

Segundo o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, a base do cuidado humano é compreender como ajudar o outro a se desenvolver como ser humano. Através do brincar, a escola os educadores e as famílias poderão ajudar as crianças a desenvolverem suas capacidades e potencialidades, envolvendo as dimensões afetivas, sociais, cognitivas e motoras das crianças. (REFERENCIAL CURRICULAR PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL, 1998)

A ludicidade, como exposto, proporciona momentos de diversão, mas de modo preciso está relacionada à saúde, tanto física quanto psicológica. Dentro do âmbito escolar, na disciplina de Educação Física deve haver propostas lúdicas que desenvolvam o corpo como um todo. (IAVORSKI; VENDITTI JUNIOR, 2008)

Todas as crianças sabem pelo menos uma brincadeira ou um jogo que envolva movimentos. Esse repertório de manifestações culturais pode vir de fontes como família, amigos, televisão, entre outros, e é algo que pode e deve ser compartilhado na escola. É fundamental que o aluno se sinta valorizado e acolhido em todos os momentos de sua escolaridade e, no ciclo inicial, em que seus vínculos com essa instituição estão se estabelecendo, o fato de poder trazer algo de seu cotidiano, de sua experiência pessoal, favorece sua adaptação à nova situação. (PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS, 1997)

O professor atua como mediador.  A atividade lúdica e o aluno devem conectar-se. O discente quando compreender de maneira integral o intuito da brincadeira, do jogo e da utilização do brinquedo, os aproveita mais, obtendo resultados impactantes. De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais, o professor deve ter um caráter polivalente, trabalhando conteúdos de naturezas diversas, sempre dialogando com as famílias e a comunidade para desenvolver um bom trabalho. A prática direta com a criança exige observação, registro, planejamento e avaliação. (REFERENCIAL CURRICULAR PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL, 1998)

A instituição de ensino, no momento em que a motricidade torna-se uma atividade da criança, deve estar atenta ao espaço dado ao movimento cotidiano, incorporando diversos significados. Os alunos disciplinados não são aqueles que se mantêm calados e quietos, mas sim os que são mobilizados a participar das atividades propostas. O caráter lúdico expressivo deve ser compreendido como uma manifestação natural da criança, a qual deve ser direcionada pelo professor, sempre na busca de suprir as necessidades das crianças. (REFERENCIAL CURRICULAR NACIONAL PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL. V. 3, 1998)

O professor de Educação física pode valer-se da interdisciplinaridade no aprendizado da criança, compreendendo o que está sendo ministrado em sala de aula e levando esta temática para a quadra, através de danças culturais, esportes históricos e ações dinâmicas. Os alunos progridem na busca pelo conhecimento quando participam ativamente do processo pedagógico. (IAVORSKI; VENDITTI JUNIOR, 2008)

As atividades lúdicas são um importante meio para iniciar mudanças dos valores sociais predominantes. Na perspectiva do lúdico, rico para o desenvolvimento pessoal e para a convivência pode ser apropriado por todos os professores que desejam intervir na realidade de seus educandos, tornando-os sujeitos capazes de adotar cooperação como uma prática necessária para a interação humana. (MORAES; MOLINA, 2008 apud SANTANA, 2014)

No ambiente educacional, é necessário que os agentes educadores e as famílias ajam de modo conjunto, respeitando as diferenças, evitando conflitos e complementando ideias na busca por soluções positivas. Dentro da educação infantil encontram-se crianças muitos pequenas, sendo que é essencial ter um forte componente afetivo. O desenvolvimento da criança está atrelado a um ambiente institucional de segurança, alegria e tranqüilidade.  (REFERENCIAL CURRICULAR PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL, 1998)

A lei brasileira garante e impulsiona a participação da família a participação das famílias no processo de aprendizagem de seus filhos. É papel da família acolher a criança dentro de um ambiente saudável e afetivo. (LEITE; GOMES, 2008)

O aspecto lúdico na grade escolar ainda é frágil e necessita de intenso aprimoramento. A pesquisa e a contínua formação do corpo docente acrescentam para que a ludicidade seja vista como colaboradora dos atuais métodos de ensino.

8 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Após estudos realizados, foi possível reconhecer que o lúdico esta intimamente relacionado com as praticas da Educação Física, pois enquanto brincam as crianças expressam seus sentimentos, suas emoções, suas interações, aprimorando suas capacidades de memória e raciocínio, de forma alegre e prazerosas, possibilitando ao professor uma analise global do educando, visando o desenvolvimento global da criança nesta fase de desenvolvimento.

É importante salientar também o papel da escola, dos pais, dos educadores nas atividades lúdicas, proporcionado aos pequenos momentos importantes de crescimento e desenvolvimento possibilitando-os afirmarem como seres humanos, despertando o poder da autonomia, alem de aprender a conviver com regras e limites.

REFERÊNCIAS

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[1] Aluna do curso de Educação Física da Faculdade Patos de Minas (FPM) formanda no ano de 2016.

[2] Professora do curso de Educação Física da Faculdade de Patos de Minas. Mestre em Promoção da Saúde pela Universidade de Franca.

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