Diferenças entre Normas: APA, Vancouver e ABNT

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O universo das normatizações científicas

O universo das normatizações científicas

Embora, em nosso país, a mais conhecida seja a ABNT, ela não é a única utilizada, sobretudo por revistas e instituições que se inspiram em modelos internacionais para proporem as suas próprias normas, uma vez que é permitido que elas utilizem as suas próprias normas.

Assim sendo, no post de hoje, iremos apresentar as características básicas de cada uma das normas mais utilizadas em nosso país. São elas a APA, a ABNT e a Vancouver.

Entretanto, a fim de que possamos conversar um pouco sobre essas normatizações, devemos recuperar um pouco da história dessas normas.

Antigamente, não havia um padrão de comunicação científica, e, dessa forma, ao se deparar com os trabalhos, ficava muito difícil de entender o conteúdo por conta da ausência de uma uniformidade.

A importância das normas científicas

Era muito comum que os autores célebres que utilizamos hoje em nossas pesquisas costumavam trocar bastante cartas com outros autores igualmente relevantes.

É por conta dessas cartas que o conhecimento foi evoluindo cada vez mais.

Contudo, se você analisa essa cartas, percebe que não há qualquer tipo de padrão, o que dificulta, inclusive, a leitura e compreensão desses dados.

É nesse sentido que as normas são de suma importância para um texto.

Elas deixam o texto esteticamente mais agradável, bem como fazem com que esses dados consigam ser melhor absorvidos.

Contudo, com o tempo, os pesquisadores dos mais diversos locais do mundo todo começaram a se relacionar entre si, e, com essas trocas, criou-se uma rede inesgotável de novos dados que são compartilhados a cada dia, e, nesse sentido, a padronização é de suma importância para que saibamos aproveitar essas informações.

De que forma as normas deixam o texto mais claro?

Um dos principais argumentos que sustentam a importância das normas acadêmicas é o fato de que elas fazem com que as informações apontadas em um texto possam ser visualizadas de forma mais clara.

Essa clareza não se dá apenas em termos de conteúdo, mas é possível visualizar, também, os cuidados metodológicos tomados por esse pesquisador ao organizar o seu texto.

Com as normas, é possível que o seu leitor saiba, claramente, qual foi a metodologia escolhida e como ela se manifestou durante todo o seu texto, quais foram as dificuldades encontradas, se você conseguiu relacionar a teoria com o seu objeto de estudo, se existe alguma variável que você considerou e que não foi captada pelo leitor, dentre outras possibilidades.

São os recursos fornecidos pelas normas que fazem com que você demonstre de forma clara essas informações ao leitor.

Como devo me comunicar com a comunidade científica?

Como devo me comunicar com a comunidade científica?

É crucial que escolhamos um tema que seja relevante tanto para a comunidade acadêmica quanto para a sociedade como um todo.

A metodologia é a melhor forma de se comunicar com esse público, pois, por meio dela, você apresenta a tipologia, a abordagem, às técnicas e instrumentos que serão necessários para que você chegue aos resultados da sua pesquisa.

Nesse processo, deve-se apresentar a literatura relacionada à sua área, bem como as variáveis que serão consideradas para se chegar a esses resultados.

De igual importância é a menção aos indivíduos/grupo que será analisado, assim como deve-se apresentar as suas características.

Um bom contexto para que o leitor não fique perdido diante de tantos dados também é essencial.

Nesse sentido, a normatização faz com que tomemos certos cuidados metodológicos a partir dos seus estilos e indicações de conteúdo e formatação.

A comunicação de cientista para cientista

Assim como antigamente, em que os especialistas trocavam cartas apenas entre si, fazendo com que o conhecimento ficasse restrito, a pesquisadores e instituições que acreditam que a comunicação a partir de artigos científicos, por exemplo, deve ser feita apenas de cientista para cientista, ou seja, entre pessoas que “possuem a mesma capacidade”.

Contudo, felizmente, essa tendência tem sido modificada, e, com as normas científicas, a ciência têm impacto mais pessoas e de diferentes lugares.

Entretanto, a fim de que esses textos possam ser compreendidos, as normas precisam ser empregadas da maneira para que a comunicação não tenha ruídos, isto é, para que flua de forma dinâmica, pois é apenas dessa forma que os materiais irão, de fato, impactar na sociedade em geral.

Nesse sentido, hoje, o artigo científico possui as mais diversas finalidades, o que faz com que as normas sejam ainda mais essenciais.

Os múltiplos usos de um artigo científico

Os múltiplos usos de um artigo científico

Como estamos destacando, hoje os artigos não se restringem apenas entre pequenos grupos de cientistas que possuem interesses em comum.

Esses artigos possuem as mais diversas finalidades, podendo circular na esfera acadêmica propriamente dita, no meio corporativo, de professor para aluno e pode ser divulgado na sociedade como um todo.

As formas de se comunicar mudaram bastante porque a cada dia somos abastecidos com uma quantidade imensa de informações, e, dessa forma, precisamos lidar com esse fluxo.

Contudo, as metodologias continuam sendo exigidas em todo e qualquer estudo, e, dessa forma, é preciso que tomemos certos cuidados ao elaborarmos os nossos textos.

Cuidados esses que são tanto técnicos quanto em termos de conteúdo.

Sem essa padronização, dificilmente o texto será aprovado, pois foge daquilo que é conhecido como “rigor científico”.

Quais são as diferenças entre as normas científicas?

Quais são as diferenças entre as normas científicas?

É impossível que consigamos, nessa conversa, listar as características de todas as normas da comunidade científica, pois, a depender do país, centenas de normas podem ser usadas, a depender do posicionamento do periódico/instituição.

Embora essas normas divirjam em termos de estrutura, elas possuem, basicamente, uma mesma preocupação: a comunicação científica, e, mais especificamente, a linguagem a ser empregada para fazer com que essas informações sejam entendidas independentemente do perfil do leitor e do local onde ele se encontra.

Nesse sentido, nós, enquanto pesquisadores, a fim de que façamos com que esses dados circulam, precisamos tomar alguns cuidados.

É preciso conhecer essa linguagem, dominar a escrita acadêmica e ter certo distanciamento em relação aos dados que serão apresentados.

Assim, certas exigências das normas acabam sendo recorrentes à todas elas.

Por que o distanciamento é tão importante em uma pesquisa científica?

É muito comum que os pesquisadores escolhem temas que, de alguma forma, fazem parte do seu cotidiano e é nesse sentido que as normas têm muito a contribuir para que entreguemos informações de qualidade ao nosso leitor.

As normas pedem que tenhamos certo distanciamento em relação ao nosso objeto de investigação, e, em razão disso, é preciso aderir a mecanismos capazes de demonstrar que essas informações não são meros achismos, isto é, que elas são científicas.

Algo importante que precisamos destacar é que quanto mais envolvido você tiver com esse objeto, sobretudo se ele se tratar de uma causa, mais necessário será o distanciamento ao escrever sobre essa causa por você defendida.

Quanto mais dados quantitativos e qualitativos você apresentar, mais credibilidade terá o seu estudo perante à sociedade como um todo.

A cautela ao tratar dos dados científicos

A cautela ao tratar dos dados científicos

Agora que você já conhece a importância de se ter uma distanciamento em relação ao objeto de estudo, é preciso que chamemos a sua atenção para uma outra técnica que é exigida em todo e qualquer tipo de normatização: a cautela ao abordar os dados, sejam eles quantitativos ou qualitativos.

A primeira coisa a qual você precisará se ater é que é de suma importância que tenhamos certos critérios metodológicos para abordar e explorar esses dados.

Apontar as bases de dados consultadas, de onde você retirou as perguntas, quais são as técnicas e instrumentos a serem empregados para obter esses dados, os critérios considerados para elaborar uma determinada pergunta, qual é o impacto social dessa pergunta, de que forma você decidiu a quantidade de sujeitos, como a ferramenta foi validada etc. fazem parte do rigor metodológico do seu estudo e devem estar muito claros ao leitor.

Divergências entre tipos de escrita e produção da ciência

Você perceberá que todas as normas obedecem a esses critérios que apresentamos, sendo que o que irá ser modificado é a estilização desse texto, isto é, a forma a partir da qual o seu texto deverá ser estruturado para que possa ser aprovado.

Essas divergências podem aparecer tanto a partir dos seus cuidados metodológicos quanto na escrita propriamente dita.

Essas diferenças são bastante comuns em artigos científicos.

Elas se dão já na quantidade de páginas, uma vez que essas normas indicam a quantidade mais adequada para cada tipo de produção, e, desse modo, um artigo é naturalmente menor do que uma dissertação de mestrado, sendo que o conteúdo dessa dissertação é mais contextualizado uma vez que há o espaço apropriado para essas discussões mais longas.

No caso do doutorado, além do conteúdo teórico, é preciso que haja, de fato, uma tese, devendo esta ser inédita e relevante.

Formas de citação

As formas de se citar, em nossa concepção, é o que mais distancia as normas sobre as quais estamos conversando.

Você perceberá que a parte técnica dessas normas é bastante fácil de se resolver, pois bastará modificar no seu próprio editor de texto a configuração atual para as normas do periódico/instituição em que irá submeter esse material.

O que muda é o tamanho da letra, a fonte da letra, o espaçamento entre linhas e os tamanhos indicados para títulos, subtítulos, notas de rodapé e títulos dos recursos visuais, como imagens e tabelas, por exemplo.

Agora em relação às formas de se citar, é preciso se adaptar, pois elas são peculiares, tanto no corpo do texto quanto no tópico das referências bibliográficas.

A fim de que essa situação fique mais clara, iremos apresentar, em tópicos, exemplos dos três tipos de formatações para que você adapte o seu trabalho.

Especificidades das citações

A diferença mais brusca entre a ABNT e a APA e a Vancouver é a escrita do sobrenome do autor.

Para a ABNT, o sobrenome, quando colocado entre parênteses, precisa vir em letras maiúsculas, já nas outras duas situações apenas a primeira letra do sobrenome desse autor ficará em letra maiúscula.

ABNT: (SILVA; GOMES; SANTOS, 2018) e

APA/Vancouver (Silva, Gomes, & Santos, 2018).

Entretanto, como você perceberá, essas questões podem ser facilmente atendidas a partir do seu editor de texto.

Após elaborar o seu texto, você pode adequá-lo à essas especificidades de formas de citação.

Atenha-se, também, ao fato de que cada uma dessas normas possui uma resolução, e, dessa forma, uma formatação pode ter sido atualizada, então o mais indicado é que você tenha certeza de que está consultando a versão mais atual dessa norma adotada pela revista/instituição.

Como saber se estou consultando as normas atuais?

Antes mesmo de começar a adequar o seu texto às novas formas, é de suma importância que você tome alguns cuidados, pois, como temos destacado, de tempos em tempos alguma parte da estrutura desse texto poderá ter sido modificada.

Geralmente, são esses aspectos técnicos que são atualizados com as novas resoluções, como, por exemplo, tamanho e fonte ou outros recursos desse tipo.

Contudo, pode ser que outras etapas tenham sofrido alterações, como é o caso das formas de citar e de referenciar esse material no tópico das referências, o que faz com que seja necessário verificarmos pelo menos uma ou duas vezes ao ano se a norma que estamos utilizando não teve alterações.

Essa situação implica na necessidade de discutirmos sobre esses programas que garantem a formatação do nosso texto.

Programas de normatização

Existem, no mercado, alguns programas que garantem que o nosso texto seja formatado mais rapidamente, contudo, nem sempre esses programas estão fazendo uso das normas mais atualizadas, e, dessa forma, podem não ser um bom investimento, uma vez que, manualmente, você terá que, novamente, colocar esse material dentro das normas mais atuais.

É importante que tenhamos em mente que todo e qualquer programa possui uma linguagem programa, e, dessa forma, tudo o que foge dessa linguagem já existente precisará ser revisto, isto é, pode ser que esse programa não entenda que uma parte dessa norma não é mais usada.

O programa certamente não saberá reconhecer essas resoluções, a não ser que já tenha sido programado com esse conhecimento.

Com isso, caso faça uso desses programas, uma revisão detalhada será necessária, uma vez que não há como garantir que todas elas estão corretas.


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