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É comum ter o artigo científico rejeitado?

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Em nosso post de hoje iremos discutir sobre alguns motivos que podem fazer com que um artigo científico seja rejeitado, visto que se trata de um acontecimento muito comum, mas que pode assustar. Contudo, quando falamos que um artigo científico pode ser rejeitado, isso não significa que ele seja rejeitado por completo.

Todo artigo científico submetido a uma revista passa por uma avaliação rigorosa que é dividida em algumas etapas. A aprovação em uma não significa que ele será aprovado em todas. Até que ele seja publicado, será submetido a uma série de avaliações e processos.

De modo que, a primeira delas é uma avaliação técnica, de plágio, de normas e, finalmente, de conteúdo, em que a última etapa fica à critério dos pares, que são especialistas na área de atuação relacionada ao artigo, com uma titulação superior.

Assim, como o antigo passa por várias etapas nesse processo de avaliação, é natural que o mesmo material seja avaliado várias vezes. Cada avaliação tem um objetivo diferente.

O que pode fazer com que um material seja rejeitado?

Como um mesmo artigo é submetido a diversas etapas de avaliação, é natural que ele retorne ao autor diversas vezes até que obtenha um parecer para cada uma das etapas. Um artigo precisa estar ideal para que prossiga para a próxima fase.

Contudo, há alguns pontos que fazem com que um material não seja aceito e eles podem se manifestar em qualquer uma dessas etapas. Os materiais que são rejeitados por completo são aqueles que não fazem parte do escopo da revista.

Assim sendo, os artigos que fogem dos interesses da revista não são publicados (ou aqueles que não atendem à proposta de uma chamada temática). Há revistas que definem assuntos específicos para cada edição. Desse modo, a sua proposta deve se enquadrar nesse assunto.

Atenda à proposta da revista

A fim de que o seu artigo não seja rejeitado por completo, em primeiro momento, terá que se adequar à proposta da revista. Pensemos em um exemplo. Digamos que você queira publicar na Revista Brasileira de Enfermagem.

Atenda à proposta da revista

Obrigatoriamente, o seu artigo terá que se enquadrar nessa grande área. Apenas materiais que discutem sobre a prática da enfermagem seriam aceitos por essa revista específica.

Assim, mesmo que assuntos de outras áreas da saúde possam ser contemplados no campo da enfermagem, é fundamental que se atenha aos aspectos específicos dessa área.

O mesmo vale para as revistas que têm interesses ainda mais específicos, como é o caso daquelas que publicam resultados associados a um tipo de câncer específico. Se a sua proposta se enquadra em outro tipo de câncer, essa revista específica não irá aceitar a sua proposta, visto que foge do escopo definido pelo periódico.

A adequação do material ao escopo da revista

Como já foi mencionado, um material científico passa por diversas etapas e avaliação, desse modo, há vários motivos que podem fazer com que um artigo seja rejeitado. A não adequação de um material ao escopo da revista é um dos principais motivos para que essa rejeição aconteça.

Se o seu material não se encaixa no escopo da revista, ele ao menos prosseguirá para as próximas fases. Se o escopo da revista não está claro em seu site, indicamos que você envie um e-mail para que saiba se a sua proposta se adequa. O objetivo é que você tenha claro em mente se esse tema é de interesse do periódico.

Por outro lado, essa regra não se aplica às revistas multidisciplinares e/ou de fluxo contínuo, visto que trabalham com diversos interesses de pesquisa, de modo que é muito difícil que a sua proposta não se adeque. Caso essas questões não estejam claras, envie o e-mail e, se possível, o resumo, uma vez que o parecer será mais justo e coerente.

O que nem sempre faz com que um material seja rejeitado?

Há alguns fatores que os autores acreditam que farão com que o material seja rejeitado quando na prática não é isso que acontece. Digamos que o seu material foi reprovado na etapa das normas.

Você terá uma chance para fazer os reparos necessários. Nesse sentido, o que acontece não é uma rejeição ao material, mas sim uma oportunidade que você terá para adaptar essa proposta às normas daquela revista específica. O mesmo vale para o material “rejeitado” na avaliação do plágio.

Como temos frisado em nossas conversas, a inteligência artificial a partir dos programas de anti-plágio faz uma varredura na internet para averiguar as semelhanças entre o seu material e aqueles que já se encontram na internet.

Nesse contexto, a revista entrará em contato com você para que faça ajustes na redação desse texto, cujo objetivo é substituir essas sentenças que foram acusadas de plágio. Feitos estes reparos, o material prossegue para a próxima fase.

Atenda às sugestões da revista

Em qualquer uma das etapas é muito importante que você atenda às recomendações para que o material possa prosseguir para a próxima fase. A partir do momento em que o artigo for aprovado em todas as etapas técnicas, o conteúdo propriamente dito será averiguado pelos pares. O corpo editorial da revista entrará em contato com esses especialistas.

Geralmente, quando o artigo chega até os pares, ele não será mais reprovado pela falta de atendimento às questões técnicas. Nesse processo, é muito natural que o artigo passe por uma série de alterações, visto que o parecer aponta o feedback dos pares quanto à qualidade do texto em termos de conteúdo.

É natural que alguns caminhos percorridos sejam questionados e que algumas sugestões sejam feitas. Logo, é fundamental que você saiba que essas críticas servem para impulsionar a qualidade do seu material!

As críticas a um artigo científico

As críticas feitas pelos pares, na verdade, são apontamentos que farão com que o seu texto enriqueça ainda mais. Algo que costuma ser questionado com certa frequência pelos pares é a falta de clareza na apresentação dos critérios para a seleção de uma amostra e a devida apresentação destes na pesquisa.

As críticas a um artigo científico

O mesmo vale para aqueles autores que propõem um certo tipo de análise e não deixa claro como ela será feita. Posto isso, podemos mencionar um exemplo prático.

Um autor estava fazendo uma análise de certos influencers, entretanto, ele não disponibilizou nenhuma característica e nenhum outro detalhe a respeito desses respectivos influencers.

Nesse caso, para que os leitores desse material não ficassem confusos, a apresentação breve do perfil desses influencers seria fundamental, visto que nem todos conhecem essas pessoas.

De modo que, a falta de menção às características desses influencers fez com que o avaliador considerasse o objeto de análise dessa pesquisa como “corrompido”. Diante disso, é possível dizer que esse é um processo que ocorre em todas as áreas do conhecimento. Contudo, sem que esses cuidados sejam tomados, o objeto de análise fica corrompido, o que impede a sua respectiva aprovação.

Confie no feedback do seu parecerista

Os feedbacks diversos prestados pelos pares até que seu material seja aprovado servem justamente para que a sua proposta não seja rejeitada e para que esse artigo possa contribuir de fato para com a sociedade na qual vivemos hoje.

Essas críticas não são feitas para que o trabalho dos autores seja descredibilizado, mas sim para que ele tenha a devida qualidade. Nesse sentido, é de suma importância que os apontamentos feitos pelos pareceristas sejam atendidos na íntegra.

Entretanto, muitos ainda se questionam sobre os motivos por trás dessa rejeição!

A primeira dica que damos é: fique tranquilo. A rejeição não é definitiva e você sempre terá uma nova chance em cada etapa para atender às recomendações até que o seu material possa enfim ser aprovado e publicado. É dever da revista prestar contas a você a cada término de avaliação. É nesse processo que você terá acesso aos apontamentos da equipe da revista.

A evolução de um material científico

É preciso que entendamos que os pareceres fornecidos ao longo de todas as etapas nada mais são do que caminhos que permitem que um material evolua e atinja a devida qualidade. Cada feedback irá deixar claro o que deve ser feito naquela etapa específica para que o material possa passar para a próxima fase.

Todos os pareceres devem ser devolvidos aos autores envolvidos. Essa é uma política seguida por todas as revistas científicas, pois, desde que o material se enquadre em seu escopo, os autores têm o direito de obterem o acesso a essas informações que permitem que o seu material evolua.

A compreensão dessas informações, portanto, nada mais é do que o processo de adequação do material aos apontamentos da equipe técnica e dos pareceristas (em relação ao conteúdo do material). Nesse sentido, iremos refletir sobre o porquê de serem raros os casos de materiais aprovados logo de cara.

Por que os materiais científicos não são aprovados logo de cara?

Por que os materiais científicos não são aprovados logo de caraSão muito raros os casos de materiais aprovados em todas as etapas sem que ao menos uma alteração tenha que ser feita antes da aprovação e publicação.

Isso acontece porque embora todo e qualquer material científico seja desenvolvido com base em métodos rígidos, sempre haverá um ponto que precisará de reparos.

A inexperiência ainda é um dos fatores que impede que esses materiais sejam aprovados logo de cara, pois ainda estamos desenvolvendo no Brasil a cultura da produção científica.

Em outros países, ela já está muito bem consolidada, visto que ela é impulsionada desde a formação básica.

A falta de atendimento às normas, de fontes suficientes e de qualidade, o plágio (às vezes até de um texto de autoria própria que não sabe que foi publicado) e a subjetividade são alguns dos motivos que impulsionam a “rejeição” do material em uma primeira tentativa.

O processo de análise e correção do material científico

A análise feita pelos pares não é feita para rechaçar os autores envolvidos de forma alguma. O objetivo é que você tenha acesso a informações relevantes que possam fazer com que a qualidade do seu material seja aprimorada.

O processo de análise e correção do material científicoPortanto, considere todos os apontamentos e sugestões para que ao final você tenha um parecer positivo.

Nesse sentido, a reprovação, na verdade, é pouco usual, desde que o seu material se encaixe no escopo da revista, o que acontece é que esse material pode precisar de diversos reparos até que seja, de fato, publicado.

É à medida em que esse material passa pelas avaliações que os reparos vão sendo feitos de maneira gradativa. Quem tem o hábito de publicar em revistas científicas sabe que esse processo é bastante natural. Assim sendo, o autor submete esse material já esperando que terá que revisitar esse artigo até que ele esteja apto a ser publicado.

A maturidade científica

Você perceberá que à medida em que a publicação de textos científicos se tornar um hábito, a quantidade de pontos a serem revistos em seu texto será bem menor. Isso se dá porque vamos nos tornando mais experientes.

À medida em que você passa a ganhar maturidade científica, esse passo a passo será executado de uma forma mais natural, de modo que aquelas etapas que antes eram mais difíceis, deixarão de serem tão complexas, uma vez que você já terá um bom domínio das técnicas necessárias.

A sua experiência, somada à compreensão das normas, farão com que esse processo de submissão seja mais tranquilo. Não fique chateado: os feedbacks existem justamente para que possamos evoluir cada vez mais. Assim, ao invés de ficar deprimido ao receber um parecer negativo, aprenda com aquelas sugestões e as incorpore em estudos futuros.

Aprenda a lidar com a “rejeição”

A partir do momento em que você deixar de ver a “rejeição” como algo ruim, verá que essas críticas são construtivas e corroboram para que o seu trabalho tenha uma maior robustez. Contudo, apenas conseguimos lidar melhor com essa situação quando nos permitimos aprender com essas críticas.

Aprenda a lidar com a rejeição

É apenas a compreensão que nos faz pensar de uma forma mais assertiva e converter esse aprendizado em ações e estratégias efetivas que corroboram para com o aumento da qualidade de nossos textos científicos.

Saiba que os membros de uma equipe editorial não estão ali para boicotar nenhum aluno. O seu intuito primordial é o de fazer com que a ciência produzida no Brasil continue a ser bem vista em todo o mundo, sobretudo pela sociedade laica, que é quem mais necessita desse conhecimento científico e de qualidade. Esse rigor é em nome de uma única causa: a qualidade da ciência.

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