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Posso publicar um material científico antigo?

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Em nosso post de hoje iremos retomar as nossas discussões sobre a submissão de um artigo científico a uma revista científica. Como temos apontado ao longo de nossas discussões, até que um material seja aprovado, precisa passar por uma série de etapas avaliativas.

Contudo, dentre os cuidados a serem tomados para que este artigo seja aprovado, há uma questão que consideramos relevante sobre a submissão de um material: há um período máximo para que um dado artigo seja publicado?

Esta é uma questão relevante, uma vez que hoje lidamos com um fluxo diário de informações que são publicadas a cada segundo, de modo que textos pertinentes ao contexto que estamos vivendo neste momento logo podem perder a sua relevância.

De modo que, perdem esta relevância quando as informações ali mencionadas já estão desatualizadas, pois novos estudos, com novas interpretações, são produzidos a cada momento. Posto isso, é sobre essa rápida desatualização das informações que discutiremos hoje.

Por que demoramos para publicar um material?

Como sabemos, nem sempre publicamos um material científico exatamente quando ele fica pronto, pois é muito comum que ao término da escrita de um artigo, dissertação ou tese tenhamos a sensação de estarmos exaustos. Nesse contexto, a exaustão se dá porque, até que o material fique pronto e seja aprovado, ele precisa passar por diversas alterações.

Por que demoramos para publicar um material

Assim, em razão da grande quantidade de solicitações de mudanças é comum que, ao ser aprovado na graduação ou na pós-graduação, não queiramos mais ver esse material por um bom tempo, de modo que a consequência dessa situação acarreta o engavetamento desse material.

Contudo, é muito comum que com o passar do tempo a vontade de publicar esse material seja despertada, em que ao revisitar o material passamos a olhar sob uma outra ótica.

A importância de olhar para o material sob outra ótica

Como mencionado no tópico anterior, em razão das muitas idas e vindas pelas quais um material científico passa, é comum que o pesquisador se sinta exausto. Esta é uma situação corriqueira, pois diversos pesquisadores relatam que se sentem fisicamente e mentalmente esgotados após o término da escrita de um texto.

A importância de olhar para o material sob outra ótica

Dessa forma, até que ele se sinta disposto a tirar esse material da gaveta e publicar leva um tempo, porque precisa ter uma percepção positiva quanto a esse material:

Você precisa olhar com carinho para esta produção e entender que ela tem muito a contribuir, desde que ajustes sejam feitos!

É apenas após a superação desse período de grande estresse relacionado à primeira escrita que o pesquisador estará mais disposto a assumir esse compromisso com a publicação de um conhecimento que é válido.

Vantagens em superar o estresse

Posto o contexto acima, tendo superado esse momento de estresse, você conseguirá olhar de forma mais carinhosa e empática para o material e estará mais disposto a aperfeiçoá-lo.

Esta é uma vantagem porque você estará mais receptivo para analisar as críticas construtivas e às mudanças necessárias ao alcance da máxima qualidade nesse texto, pois, quando estamos estressados, não conseguimos ter esse discernimento.

Por esse motivo, é essencial que superemos este momento de tensão. Ao chegarmos neste estado de tranquilidade e calmaria, conseguiremos olhar para esse material de uma forma menos negativa e finalmente estaremos dispostos a aperfeiçoá-lo para que este seja publicado, pois lidaremos com as críticas construtivas de uma forma muito mais receptiva, o que certamente aumentará as chances de aprovação do material pela revista.

Assim, tendo superado essa situação e se há um desejo em você de publicar esse material, a primeira coisa a se fazer é verificar se este já não foi anexado no repositório da instituição na qual você está vinculado(a).

Uma instituição pode publicar o seu material?

A resposta é sim. Esse trabalho final pode ficar disponibilizado em algum banco de dados da instituição na qual você está vinculado. Em instituições de menor porte, há casos em que essas publicam os materiais defendidos em sites, como, por exemplo, em blogs.

Uma instituição pode publicar o seu material

Elas não possuem um banco de dados, porém, publicam esses resultados de alguma forma. Há também aquelas instituições que terceirizam essa publicação, de modo que algumas empresas ficam responsáveis pela publicação e divulgação desses materiais na internet.

Dessa forma, se o seu material já estiver indexado nesses locais, você não poderá publicá-lo sem que alterações sejam feitas na redação desse texto, pois, caso ao contrário, o seu material correrá o risco de apresentar plágio. Logo, nesse caso, a reescrita será a única forma que permitirá que o seu material seja aproveitado em um outro texto.

Cuidado com o plágio

Tendo em mente que o plágio é considerado um crime, é importante ressaltar que todo material submetido a uma revista passa por uma análise rigorosa de plágio, onde o programa compara a semelhança de seu material com outros em toda a rede.

Cuidado com o plágio

Logo, se esse material que você deseja publicar for semelhante a qualquer outro que já circula na web, ele será acusado de plágio, seja essa semelhança com um artigo de blog ou site da internet ou com outros materiais científicos (artigos, dissertações e teses).

Ou seja, se os seus dados forem redigidos da mesma forma que esses materiais científicos e não-científicos publicados na web, se as semelhanças não forem extintas por meio de ajustes na redação, não há como o seu material ser publicado, pois terá trechos idênticos aos daqueles que estão presentes na internet.

Dessa forma, caso o programa aponte algum plágio, sugerimos que você faça os ajustes necessários para que não tenha problemas com a revista onde deseja submeter o seu material.

Possibilidades para os materiais não publicados na internet

Se após realizar esta pesquisa, você perceber que o seu material não se encontra disponível na internet, as suas possibilidades são outras. Você poderá começar a pensar em uma publicação sem que tenha que mexer no conteúdo desse material. Logo, o primeiro passo é a escolha da revista científica na qual você deseja submeter o seu artigo.

Entretanto, não se esqueça que um artigo científico pode ser submetido apenas a uma revista por vez, pois submeter o mesmo artigo em duas ou mais revistas além de ser algo antiético, é um problema sério.

E se a revista quiser contestar, ela estará em seu direito, uma vez que não é permitida a submissão em dois lugares diferentes de uma mesma proposta, pois, se ambas aprovam, ambas têm os direitos de autoria, o que não pode ocorrer.

Nesse contexto, saiba que quando um artigo é submetido, temos que assinar um termo que garante o seu ineditismo, o qual indica que ele não foi submetido em nenhum outro lugar. Portanto, é importantíssimo que esse compromisso seja cumprido.

O que fazer depois de escolher uma revista para publicar o artigo?

Após escolher a revista que melhor se encaixa em sua proposta, alguns cuidados devem ser tomados e alguns pontos que você deve investigar antes de submeter o artigo são: a periodicidade com a qual ela costuma publicar, quanto tempo leva em média para que o artigo passe por todas as fases avaliativas e seja enfim publicado, quais são as exigências do editor-chefe em relação ao escopo da revista, se o escopo da revista é definido ou flexível, dentre outros.

Na sequência, é chegado o momento de adaptar o seu material aos moldes dessa revista em específico. Este é o processo de adequação às normas e diretrizes da revista.

Cada revista tem a sua própria formatação indicada aos autores. Essas são algumas variáveis que irão reger toda a adaptação do seu material aos ditames da revista. São fundamentais para que o artigo seja aprovado.

Feito isso, há alguns cuidados que você deverá tomar caso o material tenha sido produzido alguns anos atrás!

O que fazer com os materiais não produzidos no ano em que são submetidos?

Considerando como exemplo um material produzido no ano X, e se passaram 5 anos, logo, algumas informações podem estar desatualizadas. Alguns dados, portanto, deverão ser adequados ao contexto atual no qual estamos vivendo, o que implica procurar por novas fontes, mais recentes.

Dessa forma, revisite e analise o seu material, pois a literatura relacionada ao seu tema pode ter sido atualizada. Caso haja fontes mais atuais, recomendamos que elas sejam incluídas. Se você tem como tema a depressão, por exemplo, até o ano X os dados eram outros.

As abordagens sobre a temática mudam, uma vez que as condições que tornam o sujeito depressivo também mudam a depender do contexto. Logo, tenha em mente que as situações sociais mais diversas costumam mudar de ano para ano.

Por que é importante procurarmos por dados mais atualizados?

A sociedade muda muito rápido, e, dessa forma, os dados que hoje são relevantes, amanhã podem não mais estarem de acordo com o que estamos vivenciando, o que implica a procura por novas fontes. Nesse sentido, o ideal é que você revisite esse material e faça as adequações necessárias.

A depender da área, a alteração das fontes (procurar por dados mais atualizados) pode não ser necessária. Discussões mais filosóficas geralmente dispensam a alteração de fontes, uma vez que partem de autores específicos que são grandes referências na área.

Ou seja, mesmo que as fontes sejam mais antigas, não serão questionadas, uma vez que o intuito é recuperar os autores basilares em um dado campo do saber. Nesse sentido, a presença das obras desses autores é um aspecto essencial para que o artigo seja aprovado pela revista. Contudo, esta é uma regra que não pode ser aplicada a todas as áreas.

Quando a atualização de fontes é necessária?

Quando você não trabalha com autores basilares, mas sim com aquilo que a literatura tem de novo sobre uma dada temática, a abordagem necessária para que o seu material seja aprovado é outra. É o caso de pesquisadores ligados à área da saúde, do comportamento humano, da política e semelhantes.

Quando a atualização de fontes é necessária

São áreas em que o conhecimento evolui de uma forma muito rápida devido ao alto volume de abordagens e perspectivas.

São temas mais dinâmicos do ponto de vista temporal, de modo que, assim, as informações ficam desatualizadas muito rapidamente.

Logo, para que o seu estudo tenha credibilidade, é preciso que parta de fontes atualizadas e que reflitam a realidade desse momento histórico em específico, pois, ao contrário, o estudo perde a sua relevância social. O seu material não precisará ser refeito integralmente, mas, sem dúvidas, algumas informações deverão ser adaptadas a esse novo contexto.

Cuidados em pesquisa

Para que o seu texto forneça ao leitor informações seguras, atualizadas e de qualidade, é fundamental que você atualize as referências que estão sendo utilizadas, o que implica a coleta de novos dados nas bases que forneçam melhores resultados para a sua temática.

Deve ficar claro nessa discussão que não há um tempo de vida para que um artigo possa existir, porém, quanto mais demoramos para retirar esse artigo da gaveta, é mais provável que tenhamos que atualizar a discussão parcialmente (ou as fontes), sobretudo no caso de pesquisadores ligados a áreas e temas dinâmicos, suscetíveis a geração de novos dados a cada dia.

Contudo, pesquisas que propõem a discussão com autores basilares têm maiores chances de manterem as fontes utilizadas no momento em que o texto foi produzido. Autores basilares não têm a sua credibilidade contestada.

Atualização dos dados

Como temos enfatizado, há estudos que promovem discussões com base em autores muito específicos, referências nas áreas às quais estão relacionados, e, dessa forma, o texto sofre poucas alterações. É correto afirmar que esses artigos são quase que atemporais, uma vez que quando acessados em qualquer momento continuarão sendo atuais.

Esses autores basilares, em sua grande maioria, já faleceram, de modo que as suas contribuições deixaram um legado. São ideias pertinentes ao contexto no qual viveram e que continuam atemporais séculos depois.

Entretanto, no caso de materiais da saúde, a realidade é outra. As fontes devem ser atualizadas, porém, uma outra alternativa, é comparar como era antes e como se encontra nesse momento o fenômeno investigado.

Tem-se, com isso, um estudo comparativo. Comparar demandas sempre é algo instigador e relevante para a sociedade, o que pode ser mais viável também a depender da área de pesquisa do seu material. Nesse contexto, entende-se que a publicação de um material científico é possível desde que essas etapas sejam seguidas.

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