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Mestrado ou especialização qual é melhor? O que fazer?

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Mestrado ou especialização – Qual a melhor opção? – O que fazer para escolher entre uma pós-graduação lato sensu e stricto sensu?

Em nosso post de hoje iremos discutir sobre uma questão elementar, sobretudo se você está em um momento de escolha por um curso de pós-graduação. Iremos trabalhar com dois cenários diferentes para que você escolha por aquele com o qual mais se identifica.

Assim, de um lado temos os programas acadêmicos e profissionais, sendo eles representados pelos cursos de mestrado e doutorado. Ao passo que, por outro lado, temos os programas de especializações.

Logo, em virtude deste amplo cenário, ao longo dessa discussão de hoje iremos discutir sobre as possibilidades de especializações profissionais e mestrados/doutorados acadêmicos.

Embora já tenhamos alguns posts sobre o universo da pós-graduação, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre qual dos dois tipos de pós escolher, isto é, se há um que é “melhor”.

E é por esse motivo que, neste post, iremos trazer algumas considerações a fim de que você possa fazer a escolha correta de acordo com o seu contexto. Vamos conferir!

Aspectos gerais sobre a pós-graduação

Diante do contato com tantas ofertas e informações sobre o universo da pós-graduação, comumente as pessoas se deparam com uma série de possibilidades e nem sempre sabem como agir.

Assim sendo, iremos esclarecer um pouco mais sobre o cenário no qual a pós lato e stricto sensu está ligada. De antemão, devemos chamar a sua atenção para o fato de que estamos falando de dois tipos de cursos: especializações e mestrados/doutorados.

Ou seja, os primeiros voltam-se àqueles que querem desenvolver competências e habilidades a serem aplicadas no campo prático (especializações) e os segundos são direcionados aqueles que desejam ser pesquisadores e professores (mestrados).

Nesse contexto, embora essas questões possam aparentar serem simples, a escolha pelo curso que mais tem a ver com o seu perfil deve ser feita de maneira cuidadosa.

Além disso, antes de que saiba um pouco mais sobre essas possibilidades, é importante que compreenda o que é a pós-graduação.

A pós-graduação é um curso que podemos fazer apenas após o término de um curso de graduação. Ela é dividida entre cursos de especialização (lato sensu) e cursos de mestrado e doutorado (stricto sensu), como mencionamos.

Logo, a partir disso, iremos lhe ajudar ao longo desta conversa a conhecer melhor o perfil de cada curso para que faça a escolha mais correta.

A cronologia da trajetória acadêmica

Não é comum que um aluno ingresse em um mestrado sem que antes tenha que passar por um curso de graduação. Um dos pressupostos para que você faça esse curso de mestrado é que você tenha concluído uma graduação.

A cronologia da trajetória acadêmica

Nesse contexto, como ressaltamos em nossos posts, há uma escada com diversos degraus que deve ser escalada à medida em que se muda de nível acadêmico. Dessa forma, tudo começa com o ensino infantil.

Após concluída esta fase, podemos ingressar em um outro nível, o Ensino Fundamental, dividido em I (1ª a 4ª série) e II (5ª a 9ª série).

Posteriormente, o aluno ingressa no Ensino Médio (que pode agregar ou não um curso técnico). E, terminado o Ensino Médio, ele pode ingressar no ensino superior, onde em primeiro lugar, fará uma graduação e, caso queira, no futuro, pode ingressar em uma pós lato ou stricto sensu.

A insegurança gerada pelo contexto da pós-graduação

Após o término de uma graduação é comum que surjam as inseguranças, porque você irá se deparar com um universo novo e repleto de novas possibilidades de aperfeiçoamento da formação.

Há uma série de fatores que fazem com que você, agora formado, fique inseguro e não saiba o que fazer após o término desta graduação.

Contudo, tome cuidado para não cair em golpes, porque o mercado vende uma série de propostas que podem ser interessantes em um primeiro momento, mas que na verdade não são.

Um dos fatores que você deve analisar antes de tomar essa decisão em ingressar nesse momento em uma pós, qualquer que seja, é se o seu contexto de vida atual permite que foque nisto.

Quanto mais focado você estiver, menos inseguro estará quanto a sua decisão, pois ela irá lhe introduzir em uma carreira com a qual se identifica. Além de analisar se este é o momento correto, escolha um modelo que tenha a ver com o seu perfil (um mestrado acadêmico ou uma especialização).

Algo que pode fazer com que você se sinta mais seguro quanto ao melhor modelo é a análise dos seus interesses nesse momento. Se você tem interesse em ser um professor de faculdade e um pesquisador, um mestrado/doutorado pode lhe beneficiar muito mais.

Por outro lado, se o seu interesse é o mercado de trabalho, uma especialização tem muito mais com o que contribuir para a sua carreira, pois irá desenvolver competências e habilidades que possam lhe beneficiar no exercício de sua função no mercado de trabalho. Ou seja, a insegurança pode ser amenizada quando essas questões são ponderadas.

A inclinação para o mercado de trabalho

Se o seu interesse é o de ir para o campo, considere uma pós-graduação lato sensu, ou seja, um curso de especialização.

Se você deseja abrir a sua própria empresa, trabalhar em uma grande corporação ou em algum departamento (que demanda um conhecimento específico), abrir um escritório, consultório ou derivados, a pós lato sensu tem muito mais a contribuir com o seu aperfeiçoamento profissional.

O lato sensu propõe cursos que aprimoram uma série de formações específicas às mais diversas áreas do conhecimento, isto é, amplia aquele conhecimento geral e básico que obtemos em um curso de graduação, que é culturalmente genérico.

Assim, são cursos que nascem a partir de demandas específicas do próprio mercado, visto que cada área tem os seus próprios problemas e necessidades que precisam ser sanados por meio da promoção de uma nova formação.

A abrangência e versatilidade do lato sensu: exemplos de especializações

A pós-graduação lato sensu é bastante abrangente, pois oferece especializações em todas as áreas do conhecimento. Assim, a fim de que essa amplitude fique mais clara iremos apresentar alguns exemplos para que não se sinta inseguro quanto a não encontrar uma especialização em sua área.

Suponhamos que você tenha feito um curso de graduação em Arquitetura e Urbanismo e em sua prática de trabalho tenha percebido uma defasagem em certo campo do saber.

O lato sensu supre essa lacuna, porque a especialização em um campo específico da arquitetura lhe permite o acesso a novas competências e habilidades.

A especialização em design de interiores típicos a ambientes corporativos, por exemplo, poderia lhe ajudar a suprir essa lacuna do curso de Arquitetura. Esse tipo de pós permite o acesso a um conhecimento mais especializado e não tão básico como na graduação.

Podemos citar mais dois exemplos para que essa versatilidade e abrangência do lato sensu fiquem claras. Suponhamos que você seja formado em Direito e que esteja trabalhando na área da família.

Precisará procurar por uma pós que atenda a essa demanda. Por outro lado, se você é um profissional formado na área da pedagogia e tenha percebido que deseja atuar na área da Neuropsicopedagogia, o lato sensu será muito mais benéfico.

Com isso concluímos que se você é um profissional que fez um curso de graduação pensando na atuação prática, a pós lato sensu é a melhor estratégia.

A especialização é mais adequada em virtude de sua finalidade, que é a de fornecer um conhecimento mais especializado e direcionado a uma área de atuação específica.

Pós-graduação stricto sensu – Mestrado/doutorado acadêmico

Uma vez que as especializações contribuem mais com aqueles que buscam por uma formação adicional para melhorar a sua atuação no mercado de trabalho, o mestrado acadêmico, por sua vez, tem mais a contribuir com aqueles alunos que gostam do ambiente docente e da pesquisa, isto é, são benéficos para aqueles querem desenvolver uma carreira no ambiente acadêmico.

Nesse sentido, os alunos que ingressam nesse tipo de programa devem entender que será exigido deles a postura de pesquisadores, de modo que a leitura e a escrita deverão ser práticas constantes nessa rotina de pesquisa, o que implica bastante dedicação.

Pós-graduação stricto sensu – Mestrado doutorado acadêmico

A capacidade de reflexão e crítica também será cobrada, assim como este deverá sempre descobrir novas teorias e conceitos que estejam de acordo com a linha de pesquisa na qual atua e com os autores que fazem parte dessa linha de raciocínio relacionada ao programa e ao orientador que escolheu.

Logo, deverá desenvolver pesquisas e os seus resultados deverão ser divulgados ao público, de modo que deverá participar de forma contínua de eventos científicos com apresentação de trabalho, bem como deverá publicar artigos de forma frequente e assídua.

O que define se o lato ou o stricto sensu é a melhor escolha?

O aluno de um mestrado acadêmico é preparado o tempo todo para que atue como docente e pesquisador no ensino superior.

Nesse sentido, a forma a partir da qual a linha de pensamento dos pesquisadores com uma mentalidade acadêmica ou profissional é desenvolvida se dá de forma muito diferente.

O que define se o lato ou o stricto sensu é a melhor escolha

Se você se identifica com as atividades acadêmicas, esta carreira é a melhor escolha, porém, se o seu interesse é atuar no mercado de trabalho, as especializações têm muito mais com o que contribuir.

Contudo, não existe um curso que seja melhor ou pior. Eles atendem a finalidades diferentes, e, a depender do momento que está vivendo e dos seus interesses de pesquisa, um curso pode lhe servir de uma forma melhor.

O que é bom ou não apenas pode ser definido por você. É a sua particularidade de vida que fará com que chegue a essa resposta.

Pessoas que optam por uma carreira acadêmica não podem se abster da função docente. O envolvimento com atividades acadêmicas será necessário (filiação a revistas científicas, inclusive).

Os compromissos assumidos na carreira acadêmica

Pesquisadores que optam pela carreira acadêmica devem ter claro em mente que nunca irão parar de ler, escrever e publicar os resultados dessa leitura.

É uma cobrança que hoje não é feita apenas de acadêmicos para acadêmicos, mas também pela própria sociedade, uma vez que tem exigido esse retorno e maior transparência em relação ao que é produzido dentro de nossas universidades, o que faz com que nós, pesquisadores, sempre tenhamos que publicar artigos científicos.

Não há como não arcar com esses compromissos!

Um pesquisador deve publicar de forma contínua porque o conhecimento evolui de uma forma muito rápida. Os pesquisadores devem estar sempre investigando coisas novas a fim de que possam atualizar esse conhecimento.

Entretanto, não são todas as pessoas que se identificam com esse tipo de carreira justamente pelos compromissos com os quais devem arcar.

Quem atua em campo está mais preocupado com os aspectos práticos. Acadêmicos são mais teóricos. Assim sendo, se você tem interesse na carreira acadêmica, é preciso que saiba que terá que assumir todos os compromissos aqui apontados.

Quais as demandas da carreira acadêmica?

Dentre as múltiplas demandas, sem dúvidas é uma carreira que exige do pesquisador um exercício contínuo e frenético de sua capacidade de reflexão crítica sobre a sociedade.

Não pode partir do senso comum para construir as suas opiniões, mas sim de textos científicos, isto é, deve partir de uma base teórica sólida e consistente.

Quais as demandas da carreira acadêmicaO tempo todo esse pesquisador deverá buscar por assuntos novos ou aqueles que precisam de uma atualização. As práticas de leitura e escrita nunca chegarão a um fim.

Assim sendo, o tempo todo o pesquisador precisará produzir novos materiais que possam beneficiar as diversas camadas da sociedade.

A produção do conhecimento por meio de uma dissertação, tese e de artigos é o motivo para que a sua carreira seja necessária.

Sem essa produção a pós-graduação stricto sensu perde o seu sentido de existência. Mas o que fazer se você não se identifica com esse perfil?

O que fazer quando não me identifico com a carreira acadêmica?

Se você identificou que o seu interesse não é o de dar aulas e de desenvolver uma pesquisa com uma inclinação mais teórica, ainda há opções que podem ser interessantes para a sua carreira.

As especializações serão as suas principais aliadas. No Brasil, dificilmente você conseguirá exercer a pesquisa de forma oficial sem que esteja vinculado a uma instituição como docente.

Se você gosta do campo da pesquisa, mas não se identifica com as atividades docentes, o mercado de trabalho tem mais com o que contribuir, e, dessa forma, especializações direcionadas para certos campos podem ser consideradas por você no futuro.

Por exemplo, suponhamos que você seja formado em Engenharia Química e queira fazer uma pesquisa para uma empresa de um dado segmento. Uma especialização na área que a empresa demanda é a melhor estratégia.

Possibilidades de pesquisa

Se você é um profissional de mercado, antes de pensar em uma pós lato sensu, recomendamos que você investigue a organização da qual faz parte para que entenda quais são as demandas que ela precisa lidar nesse momento.

Tome cuidado, pois muitas empresas preferem que os seus colaboradores façam uma especialização ao invés de um mestrado e/ou doutorado. Consulte sempre os seus superiores antes de tomar uma decisão tão importante como essa.

Possibilidades de pesquisa

Mesmo que você vá atuar no departamento de pesquisa é necessário saber o que a empresa espera de você.

Há organizações que preferem que você faça especializações dentro de seu próprio núcleo de pesquisa.

Caso você tenha a possibilidade de escolher por um curso e onde fazer, recomendamos as especializações voltadas ao setor específico no qual atua.

Muitas pessoas procuram por um curso de mestrado acadêmico, que é aquele mais teórico, apenas pelo título, o que pode ser um problema, sobretudo se esse aluno não se identifica com a pesquisa.

Há casos bem comuns de pesquisadores que se tornam doutores e percebem que na verdade o que queriam o tempo todo era a atuação prática.

É por esse motivo que é de suma importância que você tenha claro em mente se o seu interesse é o de atuar no cenário corporativo ou na academia. Se você fizer um doutorado apenas pelo título poderá ter dificuldade para conseguir um emprego no mercado de trabalho, pois ele prioriza os profissionais que têm experiência.

Geralmente, os acadêmicos não têm qualquer experiência prática, de modo que esse título poderá ser uma barreira para conseguir um emprego. Pondere sobre essas questões para que escolha um tipo de pós, seja ela lato ou stricto sensu, que possa lhe beneficiar.

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