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O que são os descritores e as palavras-chave? Como funcionam as bases de dados científicas?

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Em nosso post de hoje iremos discutir sobre dois mecanismos básicos e essenciais à vida acadêmica de qualquer pesquisador, quais sejam: os descritores e as palavras-chave, utilizadas para a realização de buscas em bases de dados.

Logo, essa discussão se faz essencial pois para que cheguemos aos materiais que irão fornecer base para o nosso estudo é preciso que pesquisemos de forma sistematizada, o que implica em se ter descritores muito bem definidos.

Dessa forma, ao longo deste post iremos explanar um pouco das diferenças entre esses dois mecanismos de pesquisa e iremos discutir sobre a sua importância em uma pesquisa feita em uma base de dados.

Assim, a primeira coisa que você deve manter claro em mente é que grande parte dessa terminologia é relativamente nova e tem sido adotada aos poucos pelas academias brasileiras. Esta é uma linguagem bastante específica e, desse modo, precisamos discutir um pouco sobre ela.

A linguagem da programação e a sua influência na ciência

Hoje, para que cheguemos aos materiais mais indicados para o desenvolvimento de nossos estudos, é essencial que partamos de algumas estratégias. E a busca sistematizada é uma delas.

Foi o avanço da tecnologia da informação que fez com que os descritores e as palavras-chave tivessem as suas diferenças mais explícitas.

A linguagem da programação e a sua influência na ciência

Hoje, as particularidades de cada um desses termos têm sido respeitadas porque cada base de dados que armazena os materiais, funciona de uma forma diferente.

A partir do momento em que um material é publicado, as pessoas ligadas à área da programação precisam se preocupar com a forma a partir da qual esses materiais armazenados em uma base x poderão ser buscados, acessados e citados, sejam por meio dos descritores ou das palavras-chave.

Assim, a fim de que essas questões fiquem mais claras, iremos falar um pouco mais sobre o que diferencia as palavras-chave dos descritores.

O que diferencia as palavras-chave dos descritores?

Primeiramente, é pertinente chamar a sua atenção para o fato de que sempre que se deparar com o termo “descritores” significa que aquela base de dados tem o seu próprio rol de palavras que farão com que um material possa ser acessado naquele contexto específico.

As palavras-chave, por sua vez, são mais abertas e flexíveis, uma vez que não precisam ser selecionadas a partir de um rol determinado de palavras específicas. Desse modo, a principal diferença está associada ao processo de busca propriamente dito.

O que diferencia as palavras-chave dos descritores

Se a sua busca por materiais científicos for feita em uma base de dados que faz uso de descritores e não de palavras-chave, saiba que para que encontre materiais que possam realmente contribuir com o seu estudo terá que consultar o manual que, na verdade, é uma espécie de dicionário que reúne as palavras principais utilizadas pelos autores desses textos, e utilizá-las como base para a pesquisa.

Se a sentença, frase ou palavra que você está digitando faz parte do rol de palavras daquela base de dados, a busca apresentará os resultados que você almeja. É esse cenário que faz com que muitos acadêmicos se questionem sobre o porquê de certos materiais que estão dentro de uma base não serem acessados ao digitar uma certa palavra na barra de busca. Tudo isso está ligado à linguagem da programação sobre a qual discutiremos ao longo desta conversa.

Como a linguagem da programação é colocada em prática?

A partir do momento em que você digitar certas sentenças, frases ou mesmo palavras soltas, conseguirá chegar a certos resultados de acordo com a programação da base que foi utilizada.

A escolha de certos descritores e mesmo o emprego de certas palavras-chave de pesquisa também podem impulsionar essa busca por materiais como um todo. Independentemente da base de dados, é importante que você saiba que por meio desses mecanismos você terá acesso a uma série de possibilidades.

Diante desse cenário, acreditamos que é pertinente que entendamos um pouco mais sobre como funcionam algumas bases de dados específicas para que você saiba como chegar aos melhores descritores ou palavras-chave para a realização de pesquisas. Como ressaltamos, cada uma dessas bases de dados é programada para funcionar de uma forma específica e particular.

O mecanismo de busca da Google

Um exemplo de base de dados que podemos citar diz respeito à própria Google. Se você digitar ali uma sentença, frase ou palavra terá acesso a uma infinidade de materiais. O mesmo ocorre com uma busca feita em outras bases de dados. Entretanto, como a Google utiliza um mecanismo de pesquisa mais aberto, os resultados são bastante amplos.

A busca se dá de uma forma muito natural de modo que não é necessário ler nenhum manual para saber em quais descritores ela se baseia. Trata-se de um mecanismo que possui uma base de dados bastante robusta e bem programada, logo, diversos descritores e palavras-chave podem fazer com que chegue a resultados muito efetivos.

Além disso, é um mecanismo que a cada dia se reinventa e, por meio dele, você é colocado em contato com aquelas informações relevantes para o seu perfil. Assim, mesmo que a Google também seja uma base de dados, você deve saber que ela funciona de uma forma diferente.

A lógica das bases de dados

Cada base de dados funciona de uma forma peculiar. A Google é uma base aberta e ela se divide entre a Google “normal” e a Google Acadêmico. Logo, o intuito dessas plataformas é tão somente o de armazenar informações que podem ser úteis para você se informar ou construir o seu próprio trabalho.

A lógica das bases de dados

Nesse espaço, você pode ter contato tanto com o conhecimento comum, laico, quanto com o científico.

Assim, a partir do momento em que o autor de um artigo permite que ele seja indexado em uma base de dados como a Google, ele está fomentando o acesso ao conhecimento aberto e gratuito.

É a linguagem da programação que permitirá que esse saber circule e chegue até todos aqueles que necessitam, sejam essas pessoas integrantes da comunidade laica ou acadêmica. A forma a partir da qual esses materiais podem ser acessados vai depender dos seus interesses de pesquisa.

A pesquisa na base de dados da Scielo

A Scielo, por sua vez, também é uma base de dados aberta e, dessa forma, todos os materiais ali indexados também podem ser baixados, lidos e citados de forma gratuita. Contudo, sua pesquisa é restrita a materiais científicos.

Assim, a fim de que você possa chegar aos materiais para o desenvolvimento de sua própria proposta, terá que ter certos descritores muito bem definidos para que possa fazer essa busca.

A pesquisa na base de dados da Scielo

É necessário escolher palavras específicas que, quando digitadas, farão com que tenha acesso a materiais que carregam esses termos.

Assim, essas palavras a serem digitadas irão corresponder às palavras escolhidas pelos autores para que os seus materiais produzidos possam ser encontrados de uma forma mais fácil na internet.

Logo, digamos que você queira desenvolver um artigo científico sobre Diabetes. A fim de que materiais específicos cheguem até você, precisará escolher descritores específicos. No caso desse tema, a especificação do tipo de Diabetes seria o primeiro passo. Suponhamos que você tenha escolhido a Diabetes Tipo 2.

Ao digitar essa sequência de palavras na base de dados de sua escolha, em virtude da programação, terá acesso a uma lista de materiais ali indexados sobre Diabetes do Tipo 2. Posto isso, é importante destacarmos que, além dessas bases de dados, existem outras que oferecem materiais, porém, nem todas fazem isso de forma gratuita.

Conhecimento aberto vs conhecimento fechado

Embora aqui sempre defendemos o conhecimento gratuito e acessível, tenha em mente que há diversos materiais que se encontram indexados em base de dados, porém, fechadas, ou seja, pagas. Desse modo, a sequência de materiais obtida em cada base é específica, o que faz com que um material seja encontrado em uma base, mas não em outra.

De modo que, para acessar as bases de dados fechadas, terá que pagar pelo acesso a qualquer conteúdo. Assim, algo que diferencia as bases de dados abertas das fechadas é que nas bases abertas o conhecimento circula de uma forma muito mais efetiva e fluida quando o seu acesso é fácil e gratuito, o que não ocorre nas bases de dados fechadas. Pois, a fim de que você possa ter acesso a uma base fechada, a sua instituição de ensino superior, pública ou privada, terá que fazer essa assinatura.

Além disso, a assinatura apenas garante o acesso à plataforma, sendo que, na maior parte das vezes, terá que pagar por cada um dos artigos que desejar ler e incorporar em sua própria pesquisa. Portanto, tem-se um acesso bastante restrito, uma vez que a coleta de dados e mesmo a leitura apenas podem ser feitos quando há a autorização por parte da instituição para isto.

Apesar disso, podemos pensar no papel das palavras-chave no contexto das bases de dados, pois são elas que fazem com que o seu material seja associado a um certo campo do saber/linha de pesquisa.

Qual é o papel social das palavras-chave?

Não há uma regra para que as palavras-chave sejam definidas, mas há certos cuidados que devem ser tomados nesse processo. O pesquisador, junto ao seu orientador, irá escolher por palavras que podem fazer com que as pessoas cheguem até o seu material de uma forma mais rápida.

Em outras palavras, são essas palavras que associam esse trabalho a linhas de raciocínio específicas. Nesse processo, é crucial que o pesquisador e o seu orientador cheguem às palavras que realmente são capazes de fazer com que esta proposta se encaixe em um eixo temático específico.

Assim, alguns autores, conceitos, técnicas de pesquisa e semelhantes podem ser utilizados como palavras-chave para que o leitor chegue a esse material.

Os descritores em uma base de dados

Saiba que em uma base de dados que trabalha com descritores muito específicos, se você digitar um descritor que não faça parte de seu rol, não conseguirá ter acesso a resultados relevantes.

Por exemplo, se essa base de dados trabalha com sequências, se você digitar apenas o nome de um autor poderá não obter nenhum material ou uma quantidade pouco expressiva.

Como exemplo, podemos citar a base de dados da Web of Science. Nela, é muito difícil que você consiga obter bons resultados caso digite termos muito específicos. O nome de uma escola, de um pesquisador específico que não é renomado, uma técnica específica são exemplos de táticas que podem não funcionar.

Isso ocorre porque bases de dados como a Web of Science têm o seu próprio dicionário que reúne descritores, de modo que é apenas esses que farão com que o interessado chegue aos materiais relevantes para o desenvolvimento de sua proposta.

Considerações para submeter um material à uma revista

Se você tem interesse em submeter um artigo científico a uma revista que aponta os tipos de descritores a serem convertidos em palavras-chave, saiba que a busca, para que seja efetiva, deve levar em consideração aquele rol de palavras específico.

Nesse sentido, como a base de dados que funciona dessa forma não é tão flexível, a fim de que os materiais sejam, de fato, encontrados, todos esses cuidados devem ser tomados para que a busca possa render bons resultados.

É essencial que você leve em consideração que certos tipos de palavras, quando digitadas em uma certa base, não rendem bons resultados. Como mencionamos, isto ocorre quando esta palavra foge do rol de descritores considerado pela base onde a busca está sendo feita. Assim, é fundamental que esse aspecto seja levado em consideração.

Por que alguns materiais não são acessados com certas palavras?

A resposta é simples: a linguagem da programação segue uma lógica, de modo que apenas os descritores que seguem esta lógica podem apresentar como resultado um material específico.

Por que alguns materiais não são acessados com certas palavras

Não são raros os casos em que o pesquisador digita uma palavra x em uma base de dados y e não encontra um artigo que sabe que está lá, porém, ao digitar no Google, ele pode lhe redimensionar para o site da própria base onde estava fazendo essa busca inicial. Tudo isso ocorre por causa da forma como aquela base foi programada.

As vantagens e as desvantagens da utilização das bases de dados

Como tudo na vida, a utilização das bases de dados apresenta vantagens e desvantagens!

Se você procurar por uma base de dados específica, a chance de encontrar materiais voltados especificamente para o uso científico é muito maior. Por conta disso, também é mais provável que você tenha uma maior facilidade para selecionar aquilo que lhe será útil ou não.

Entretanto, por outro lado, essas bases e dados são compostas de revistas muito específicas. Se você escolher utilizar a base de dados da Web of Science, por exemplo, não encontrará uma grande diversidade.

Assim, uma opção de busca seria o Google. Por ser uma ferramenta mais aberta, ele apresenta mais variedade, entretanto, é necessário que o pesquisador tenha know-how para saber separar os materiais e definir o que pode ser utilizado ou não para a sua pesquisa.

Mas independentemente do tipo de ferramenta que você escolher utilizar, devemos relembrar a importância do conhecimento aberto e gratuito, pois o acesso ao material acadêmico e científico permite que as pessoas desenvolvam suas habilidades intelectuais e argumentativas e estabeleçam uma sociedade mais pensante.

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