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É importante saber mais de uma língua na vida acadêmica? É preciso para fazer um mestrado?

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Em nosso post de hoje iremos discutir sobre a importância de ser fluente em mais de um idioma na academia contemporânea.

É claro que muitos já sabem que a fluência em um segundo idioma pode abrir muitas portas para uma pessoa, seja no mercado de trabalho ou em sua vida pessoal, entretanto, ainda existem pessoas que não compreendem o quanto uma segunda língua também pode interferir em sua vida acadêmica.

Por esse motivo, iremos apresentar nesta discussão alguns dos muitos benefícios relacionados a esta questão e refletir sobre a relevância dos idiomas para a vida de uma pessoa como um todo, mas com foco na acadêmica.

Os benefícios de se estudar e falar um outro idioma

Há diversos estudos que têm apontado a importância em estudar mais de um idioma ao longo da vida, o qual além de promover o desenvolvimento cognitivo e o conhecimento de novas culturas, também é uma forma de facilitar a compreensão e construção de novas sinapses.

Os benefícios de se estudar e falar um outro idioma

Ou seja, aprender um segundo idioma é algo que pode beneficiar a sua vida acadêmica como um todo.

Você terá acesso aos mais diversos materiais, de modo que não ficará preso apenas em materiais nacionais e, ainda, ao fazer um mestrado sanduíche, por exemplo, poderá aproveitar melhor a cultura de um país ao viajar, estabelecer novos caminhos e trabalhar com pessoas falantes de diversos idiomas, ligadas às mais múltiplas culturas.

Todavia, muitos se questionam se fazer um segundo idioma é algo vantajoso para o aluno que está dentro de um programa de mestrado.

A necessidade de um segundo idioma no contexto acadêmico

Para que consigamos compreender a importância de se saber uma segunda língua dentro de uma academia, primeiro precisamos entender como funcionava o acesso aos materiais de interesse acadêmico.

Nesse contexto, antigamente, os livros não eram tão acessíveis, pois não eram um forte em nosso país, assim como a produção de materiais científicos. Assim sendo, para o ingresso em um programa de mestrado e doutorado, era inevitável a fluência em outros idiomas, uma vez que haviam poucos materiais em língua portuguesa.

Entretanto, hoje, com o aperfeiçoamento dos serviços de tradução automática, como é o caso do Google Tradutor, e com a expansão dos materiais publicados em nosso idioma, essa exigência tem sido repensada. Apesar de a sua importância não ser questionada, a segunda língua não é mais um critério decisivo.

Por que a fluência em um idioma não é mais tão requisitada?

A fluência em um outro idioma não é mais um critério decisivo em virtude da expansão do acesso ao conhecimento!

E isso pode ser visto em diversos processos seletivos, em que, mesmo que o candidato reprove nessa etapa, mas passe nas outras, ele terá até o final deste curso para tentar novamente. Dessa forma, a exigência de fluência em um processo seletivo é muito menor em relação a anos atrás, quando era um critério eliminatório.

A proficiência em processos seletivos

Algumas instituições não têm requerido mais a proficiência em um idioma no momento do processo seletivo, porque em certas áreas, a fluência ou não em um idioma pouco importa para o desenvolvimento daquela proposta. Pesquisas que se ocupam mais com o trabalho com aspectos regionais, aplicados a um contexto específico, não se preocupam tanto com questões idiomáticas.

A proficiência em processos seletivos

Entretanto, há áreas em que essa fluência é importante, principalmente no que diz respeito aquelas ligadas a uma tendência internacional, em que congressos internacionais são feitos, de modo que todas as pesquisas nacionais na área são influenciadas pelos resultados deste Congresso.

Dessa forma, as áreas que são fortemente influenciadas por tendências internacionais não têm como não beberem dessas fontes. A partir disso, podemos fazer uma pequena crítica a esta questão.

Congressos acadêmicos vs fluência em outro idioma

Muitos alunos deixam de ingressar em um programa de mestrado por acreditarem que sem essa fluência não conseguirão desenvolver os seus estudos. Assim, algo interessante que você deve saber sobre os congressos internacionais é que hoje fazem uso de uma poderosa tecnologia de tradução, logo, a partir de aparelhos, você consegue acompanhar as discussões sem grandes problemas.

Até mesmo para as pessoas que são fluentes nesse idioma o aparelho é interessante, uma vez que, em um idioma, há uma série de variações que nem sempre são compreendidas, visto que correspondem a um jeito de falar muito específico. Essa tecnologia faz com que nenhum detalhe importante sobre o que está sendo discutido seja perdido pelo não-nativo.

Como a fluência em um idioma agrega valor ao seu currículo?

A fluência, em termos de currículo, pode fazer com que pessoas de todo o mundo tenham interesse em fazer parcerias com você ao notarem que o idioma não será um problema. Entretanto, o “peso” desse idioma varia de área para área, de modo que em certas áreas, essa fluência pode ser uma exigência, ao passo que, em outras, pode ser pouco efetiva.

Por exemplo, se você está pensando em investir em uma carreira acadêmica internacional, essa fluência será indispensável. Sem esses cuidados, não há como se estabelecer um intercâmbio entre o cenário nacional e o internacional.

Logo, a depender da sua área de pesquisa, além de compreender o idioma, conhecer os dialetos da região que irá estudar também será crucial.

Como a fluência em um idioma agrega valor ao seu currículo

Por exemplo, se você se encontra na área das Relações Internacionais, a fluência em diversos idiomas será essencial, sobretudo em língua inglesa.

Contudo, se o seu interesse de pesquisa é mais local, como no desenvolvimento regional da Amazônia, a fluência não será algo decisivo.

A fluência é exigida a todo momento?

Se a sua área está altamente envolvida com agências internacionais, com toda a certeza falar mais de um idioma irá agregar valor a sua carreira de pesquisador. Entretanto, hoje, diversos serviços fornecem traduções automáticas de qualidade.

Logo, o trabalho de tradução manual tem sido reconfigurado, de modo que apenas nos casos em que uma tradução mais complexa e profunda se torna necessária é que o pesquisador dispensa um tempo maior nesta questão.

Além disso, lidamos com uma quantidade de materiais tão grande que a tradução manual desse conteúdo se torna cada vez mais inviável. Portanto, nem todos os contextos demandam essa proficiência em mais de um idioma.

A língua estrangeira como pré-requisito em alguns programas

Apesar de a proficiência em um outro idioma não ser obrigatória em algumas instituições, quando pensamos nas políticas por detrás dessa questão, percebemos que há um porquê que justifica a sua importância.

Nesse contexto, embora tenhamos destacado que esta é uma questão que tem sido modificada ao longo dos anos, ainda há, claro, os programas que têm a proficiência em outro idioma como pré-requisito para ingresso nesse curso.

Nesse sentido, podemos afirmar que não são todos os programas de mestrado que têm essa exigência, sobretudo em algumas áreas, porém, por outro lado, certos programas mais tradicionais não abrem mão desse pré-requisito.

A consolidação da pós e a exigência da língua estrangeira

Sobre essa exigência, podemos afirmar que ela surgiu por volta da década de 1960, onde havia uma preocupação muito maior com a consolidação da pós em todo o território nacional do que com a democratização desse acesso, bem como com o estabelecimento de uma concepção de ciência.

A consolidação da pós e a exigência da língua estrangeira

Assim sendo, nesse período, a produção de materiais científicos se dava a partir de mecanismos impressos, o que restringia a sua circulação.

Também havia uma outra limitação: caso o pesquisador tivesse como intuito discutir sobre uma dada questão estudada por Foucault, além de dominar o idioma francês, precisava, também, compreender aquela cultura. O mesmo valia para aqueles autores tradicionais que, por serem nativos de países falantes do inglês, apenas escreviam naquele idioma.

Como essas obras não tinham qualquer tradução, a fluência no idioma do autor no qual o pesquisador desejava se apoiar se tornava obrigatória. Contudo, nos dias de hoje, essa situação não mais se sustenta, uma vez que há diversas ferramentas que promovem a tradução desses conteúdos de forma automática.

A fluência está ligada à qualidade de um pesquisador?

Diferentemente do que muitos pensam, a qualidade de um pesquisador não está ligada a quantidade de idiomas que ele fala ou compreende. Entretanto, reconhecemos aqui que ter uma noção de outros idioma, mesmo que básica, é fundamental.

Contudo, como afirmamos, hoje há uma série de aplicativos e serviços de tradução que são muito assertivos e que podem nos ajudar em diversos contextos. Com isso, é válido destacar que vivemos, hoje, em uma outra realidade e, dessa forma, há uma outra concepção de ciência em voga.

A oferta de cursos de inglês

Houve uma época em nosso país em que as escolas que ofertavam cursos de inglês explodiram, uma vez que havia uma alta demanda. Assim, a partir de 1995, com o investimento em políticas de internacionalização, essa procura pelo inglês se tornou muito mais acirrada.

A oferta de cursos de inglês

Todavia, hoje, as possibilidades de ensino de uma língua são bastante diferentes, visto que o ensino online foi expandido, quanto a oferta de outros idiomas e meios de comunicação. É possível ter aulas ao vivo com professores nativos de diversas línguas.

Desse modo, assim como houveram mudanças no modelo de ensino de língua estrangeira, também houveram mudanças no mundo acadêmico. E a tendência é que essas mudanças se intensifiquem ainda mais daqui para frente.

Quais são os programas que não costumam requerer a fluência?

Há programas que já abriram mão desse requisito há algum tempo. Como afirmamos, as pesquisas que lidam com interesses locais, regionais, como é o caso dos estudos que têm pensado em estratégias para o desenvolvimento da região amazônica, não se preocupam tanto com essas questões aqui levantadas.

O mesmo vale para aqueles programas que promovem pesquisas que se concentram na região do sertão. São contextos muito específicos a realidade brasileira, logo, a fluência em outro idioma não é um requisito.

Como o objetivo é desenvolver uma comunidade local, o seu interesse é outro. Por outro lado, muitos se questionam se o fato de saber mais de uma língua impulsiona a carreira acadêmica de alguma forma, isto é, se é algo que abre novas portas. Tudo depende do seu contexto, ou seja, da sua localização, da sua área de atuação, do seu projeto de vida e dos seus interesses acadêmicos, profissionais e pessoais.

De que forma a fluência em um idioma pode expandir horizontes?

Se você é uma pessoa que pretende investir em uma carreira internacional, isto é, viajar para diversos países para promover a ciência (ou publicar em periódicos internacionais) ou trabalhar para uma empresa estrangeira, sem dúvidas esta estratégia será importante.

Tudo depende da realidade de cada um e, dessa forma, podemos afirmar que a fluência em um idioma não será mais um pressuposto para que você tenha uma carreira de sucesso, a não ser que a sua área exija de seus cientistas esse comprometimento com a fluência em idiomas estrangeiros.

Hoje, essa exigência é muito particular a certos contextos, uma vez que a academia adquiriu características diversas, sendo que elas variam a depender do núcleo de pesquisa, instituição e área/linha de pesquisa. Contudo, não podemos negar essas mudanças, uma vez que elas são essenciais ao desenvolvimento de nossa própria ciência. O principal desafio é se adaptar ao que é novo.

A construção de uma nova academia e como ela influencia nas exigências

Os aspectos aqui apresentados nos redimensionam a refletirmos sobre a importância das mudanças, visto que, com elas, construiu-se uma academia muito mais democrática. Atualmente, todos podem ter acesso a uma ciência de qualidade e de maneira rápida, inclusive aos materiais em outros idiomas, sobretudo porque há serviços que permitem a compreensão desses materiais sem que sejamos fluentes.

Nesse contexto, o conhecimento de um novo idioma sempre será algo importante, sobretudo se o seu plano de vida está ligado a conhecer um novo país e contribuir com ele. Entretanto, a depender da sua área, é mais vantajoso que se dedique a compreensão dos fatores específicos ao seu contexto local do que com o aprendizado de um novo idioma nesse momento.

Apesar disso, é oportuno destacar que todo e qualquer conhecimento é muito válido ao seu desenvolvimento pessoal. Nunca pare de estudar, pois isso fará toda a diferença ao longo de sua vida.

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