Citação numérica e entre parênteses

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As citações em textos científicosAs citações em textos científicos

Olá, tudo bem? Em nossa conversa de hoje iremos discutir sobre o universo das citações em textos científicos. Como sabemos, podemos fazer uso de citações diretas e indiretas para evitarmos a prática do plágio. O mais comum, em nosso país, é que essas citações sejam feitas nos moldes da ABNT ou da APA, que são as normas mais científicas aqui no Brasil. Como recomendam essas normas, é preciso tomar alguns cuidados de formatação e referenciação da citação em questão. Embora o mais comum seja mencionar no próprio corpo do texto os sobrenomes dos autores envolvidos com essa produção, o ano da publicação e a página, caso seja uma citação direta, nem sempre esse modelo acaba sendo seguido por todas as instituições e/ou revistas científicas. Ao ler um texto acadêmico você já se deparou com números entre colchetes em alguns momentos do texto? É sobre os modos de citar que iremos discutir hoje.

Citação numérica e entre parênteses são a mesma coisa?

Embora estejamos acostumados a visualizar no corpo do texto citações entre parênteses, esta não é a única forma de citar e, desse modo, nessa conversa, iremos ajudar você a entender a lógica de funcionamento das conhecidas citações numéricas, isto é, quando o autor, ao invés de mencionar os dados das referências no esquema autor data, menciona, entre colchetes, um número. Iremos ajudar você a localizar as informações dessa obra equivalente a um número e, também, a fazer uso desse tipo de citação, caso seja o seu objetivo. Apresentaremos algumas situações que podem te ajudar a enxergar melhor essas formas de citar e quando citar a partir de um determinado modelo. Nesse sentido, julgamos pertinente, também, apresentarmos algumas das diferenças entre as duas formas de citar para que você as identifique ao ler um material científico.

Por que fazer uma citação?

Quando nos comprometemos a fazer uma citação, estamos transmitindo, ao nosso leitor, o compromisso em lhes apresentar informações seguras e de qualidade. Contudo, um texto só se torna científico quando é escrito de forma embasada, isto é, quando o autor se apoia em uma literatura para defender o seu ponto de vista. Para que não cometamos a prática do plágio nesse processo, precisamos citar cada autor utilizado respeitando as formas de citar adotadas pela instituição ou pela revista científica na qual deseja publicar. Uma citação pode ser retirada de uma ou mais obras. Você pode tanto interpretar essas obras com as suas próprias palavras ou pode inserir trechos idênticos em seu texto, bastando fazer o uso correto das citações diretas. Há muito tempo tem-se pensado em formas mais acessíveis e práticas de se citar o autor que está sendo utilizado como base para a construção do nosso pensamento.

O esquema autor-data

O modelo autor-data é, até hoje, um dos esquemas mais utilizados para se fazer citações científicas, uma vez que ele apresenta as informações mais básicas e essenciais sobre a obra que está sendo referenciada. Essa é uma tendência já consagrada, usada, inclusive, quando se escreviam textos a partir de máquinas de datilografia. Desde essa época, é comum que se escreva o texto, abra o parênteses, insira os dados essenciais sobre a obra e feche o parênteses. Por exemplo, no caso de uma citação direta, ficaria dessa forma: (SANTOS, 2020, p. 20). Entretanto, mesmo que esse esquema seja utilizado até hoje, com a chegada dos computadores e com a acessibilização dessas máquinas e da própria internet, outros modos de citar foram sendo introduzidos no contexto acadêmico. Nesse sentido, diversas outras normas foram sendo criadas, ganhando bastante popularidade, como é o caso das citações numéricas.

Por que era complicado fazer citações antigamente?Por que era complicado fazer citações antigamente?

Quando os computadores ainda eram raros, fazer citações nos trabalhos acadêmicos era um processo bastante dificultoso. Embora existissem as citações em rodapé, eram bastante raras. Precisava-se calcular o espaço em que essa citação iria ficar com base apenas no olhar e na dedução. Analisava-se se naquela folha caberia uma citação, fazendo-se uso, inclusive, de réguas para medir esse espaço. Caso o espaço fosse insuficiente, seria perdido todo o conteúdo já desenvolvido, pois não havia nenhum mecanismo que permitisse salvar essa produção. Outro problema era a dificuldade para fazer esse trabalho circular, pois não havia uma rede capaz de integrar os pesquisadores. Contudo, como eram poucas pessoas pesquisando, era muito mais fácil saber o que estava sendo publicado sobre um determinado assunto em todo o país, porém, as pesquisas acabavam sendo divulgadas em um contexto muito específico relacionado a esse pesquisador.

Quais informações inserir na citação por rodapé?

Diferentemente da citação por parênteses, não bastará inserir os dados bibliográficos com base no formato autor-data, uma vez que novas informações serão necessárias para que você esteja obedecendo, de fato, a todos os requisitos desse tipo de citação.

Nesse formato, você irá inserir o último sobrenome do autor em caixa alta, uma vírgula e as iniciais do restante do seu nome novamente em caixa alta, caso a instituição/revista siga as normas da ABNT. Em seguida, insira um ponto final depois da última inicial, o título completo da obra, sem caixa alta e um ponto final. Em seguida, caso a obra seja um livro, você irá inserir o local da editora que publicou a obra, o nome da editora, o ano e a página, caso seja uma citação direta. Caso a obra seja uma revista, até o título a estrutura é a mesma, basta substituir os dados da editora pelo nome da revista, volume, edição, início e término da página e ano da publicação.

A preferência pelas citações por rodapé

Quando essa possibilidade passou a ser admitida pela ABNT, muitos acabaram dando preferência em relação ao modelo até então popular (o do autor-data). Esse modelo tornou os trabalhos acadêmicos mais acessíveis para as mais diversas pessoas de todo o país, uma vez que não precisavam mais ser impressos para que pudessem ser lidos, o que foi muito positivo para a comunidade acadêmica. As citações por rodapé se tornaram bastante populares, pois partia-se do pressuposto de que elas tornavam a leitura muito mais proveitosa por parte dos interessados no assunto. Você batia o olho no texto e o seu olhar já era redimensionado para a citação, no final da página, visualmente ela funciona muito melhor, uma vez que ao se inserir o modelo autor-data no meio do texto, a depender do seu foco, pode comprometer a sua linha de raciocínio em relação ao que está sendo lido.

Por que as citações por rodapé pareciam mais atrativas?

Muitos alegavam que o esquema autor-data acabava “poluindo” o texto, pois o raciocínio é quebrado para se inserir os dados bibliográficos e, nesse sentido, o modelo por rodapé acabou sendo bastante atraente para aqueles que não conseguiam se relacionar muito bem com o modelo autor-data. Partia-se do princípio de que era possível ler o texto de forma mais fluida e, ao final, consultava-se os autores que estavam embasando a ideia, sem que houvesse qualquer tipo de corte para inserir tais dados. Entretanto, mesmo que essa tendência tenha sido bastante popular, como todo e qualquer tipo de conhecimento, ela foi atualizada e novas formas de se citar e fazer pesquisa foram ganhando mais popularidade. Hoje, novamente as citações autor-data são mais usadas, principalmente por essa geração de pesquisadores mais novos, que não acompanharam de perto o uso massivo da citação por rodapé.

A acessibilidade no contexto acadêmico atual

As citações por rodapé perderam a sua força pois hoje preza-se pelo que é mais prático e acessível. Escolhe-se por tudo que pode ser facilmente baixado e lido. Assim sendo, prefere-se entrar em contato com esses dados bibliográficos de forma igualmente rápida.

Como as citações por rodapé implicam na necessidade de ir até o final da página para saber quem é o detentor dessa ideia, materiais que recuperaram o modelo autor-data acabam sendo mais bem aceitos por essa geração atual de pesquisadores. A situação também é marcante nos materiais lidos em HTML, que são as próprias páginas da internet. Lá não há páginas. Com isso, percebemos que a lógica de se produzir ciência muda de tempos em tempos e as bases de dados acabam se adaptando a esses novos contextos. Nesse sentido, cabe a discussão acerca do que pensam as bases de dados sobre as formas de citar.

O que pensam as bases de dados sobre as formas de citar?

As bases de dados e os seus critérios de indexação fazem com que as revistas científicas sigam normas bastante rigorosas, pois, caso não atendam a esses critérios, os seus materiais não são indexados nessas bases, o que dificulta o acesso aos seus artigos, pois é muito mais comum que se acesse um artigo ao pesquisar em bases de dados, pois nem sempre conhecemos os sites de todas as revistas relacionadas ao assunto que estamos investigando. As bases de dados, que são antenadas em relação ao que funciona melhor para fazer com que o conhecimento circule e chegue até uma quantidade expressiva de pessoas, entenderam que é melhor que se priorize o modelo autor-data nos textos científicos. Desse modo, compreendem que é mais fácil consultar as referências após essa leitura. Entretanto, a escrita deve ser embasada e para suprir essa demanda o esquema autor-data é o mais benéfico.

Tipos de citações numéricas

Mesmo que as citações autor-data sejam mais comuns, existem espaços que ainda trabalham com as citações numéricas. A primeira possibilidade é justamente aquela que já destacamos, feita por rodapés, sendo que os números são colocados de forma automática pelo seu próprio editor de texto. Os dados aparecem no final da página. Contudo, há um outro tipo de citação numérica que é bastante recorrente, sobretudo, nos materiais da área da saúde: menciona-se, entre colchetes, um número que irá representar essa mesma obra/autor ao longo de todo o texto. Por exemplo, se você for citar Souza (2020) em diversos momentos do seu texto, ele precisa ter um número de identificação que, nesse caso, seria o [1]. Cada autor/obra precisa ter um número correspondente. O ideal é que se siga a ordem cronológica, em que Ribeiro (2017), por exemplo, seria o número [2].

Onde encontrar os dados das citações por colchetes?Onde encontrar os dados das citações por colchetes?

Diferentemente das citações por rodapé, os dados bibliográficos das citações numéricas por colchetes estão localizados no tópico das referências. Contudo, a organização dessas referências obedece a uma configuração diferente. Elas não podem ser organizadas de forma alfabética, como é o mais comum. O primeiro autor a ser referenciado neste tópico é justamente o que está no colchete com o número [1] e assim sucessivamente. Assim sendo, por mais que você tenha em [1] um autor que não começa com a letra A, ele é o primeiro a ser mencionado, porque o que vale é a ordem numérica e não a alfabética.

Entretanto, como temos destacado, a escolha pelo modo de citar depende da normatização que está sendo seguida. Nesse contexto, ao se deparar com um texto que opera a partir da citação numérica por colchetes, significa que ele não segue o modelo autor-data. Com isso, ao procurar pelo autor corresponde a essa obra no tópico das referências é necessário considerar os dados do autor [1] e assim sucessivamente. Como havíamos ressaltado, em todas as vezes que você fazer uso desse mesmo autor/obra, ele será o número [1]. Como se trata de uma questão de normatização, pode ser que essa estrutura, com o tempo, possa ser modificada em razão da necessidade de adequação às demandas acadêmicas atuais. Não é possível usar duas normatizações, pois elas possuem regras muito distintas e particulares e, assim, admite-se apenas uma forma de citar.

As citações em textos científicos

Olá, tudo bem? Em nossa conversa de hoje iremos discutir sobre o universo das citações em textos científicos. Como sabemos, podemos fazer uso de citações diretas e indiretas para evitarmos a prática do plágio. O mais comum, em nosso país, é que essas citações sejam feitas nos moldes da ABNT ou da APA, que são as normas mais científicas aqui no Brasil. Como recomendam essas normas, é preciso tomar alguns cuidados de formatação e referenciação da citação em questão. Embora o mais comum seja mencionar no próprio corpo do texto os sobrenomes dos autores envolvidos com essa produção, o ano da publicação e a página, caso seja uma citação direta, nem sempre esse modelo acaba sendo seguido por todas as instituições e/ou revistas científicas. Ao ler um texto acadêmico você já se deparou com números entre colchetes em alguns momentos do texto? É sobre os modos de citar que iremos discutir hoje.

Citação numérica e entre parênteses são a mesma coisa?

Embora estejamos acostumados a visualizar no corpo do texto citações entre parênteses, esta não é a única forma de citar e, desse modo, nessa conversa, iremos ajudar você a entender a lógica de funcionamento das conhecidas citações numéricas, isto é, quando o autor, ao invés de mencionar os dados das referências no esquema autor data, menciona, entre colchetes, um número. Iremos ajudar você a localizar as informações dessa obra equivalente a um número e, também, a fazer uso desse tipo de citação, caso seja o seu objetivo. Apresentaremos algumas situações que podem te ajudar a enxergar melhor essas formas de citar e quando citar a partir de um determinado modelo. Nesse sentido, julgamos pertinente, também, apresentarmos algumas das diferenças entre as duas formas de citar para que você as identifique ao ler um material científico.

Por que fazer uma citação?

Quando nos comprometemos a fazer uma citação, estamos transmitindo, ao nosso leitor, o compromisso em lhes apresentar informações seguras e de qualidade. Contudo, um texto só se torna científico quando é escrito de forma embasada, isto é, quando o autor se apoia em uma literatura para defender o seu ponto de vista. Para que não cometamos a prática do plágio nesse processo, precisamos citar cada autor utilizado respeitando as formas de citar adotadas pela instituição ou pela revista científica na qual deseja publicar. Uma citação pode ser retirada de uma ou mais obras. Você pode tanto interpretar essas obras com as suas próprias palavras ou pode inserir trechos idênticos em seu texto, bastando fazer o uso correto das citações diretas. Há muito tempo tem-se pensado em formas mais acessíveis e práticas de se citar o autor que está sendo utilizado como base para a construção do nosso pensamento.

O esquema autor-data

O modelo autor-data é, até hoje, um dos esquemas mais utilizados para se fazer citações científicas, uma vez que ele apresenta as informações mais básicas e essenciais sobre a obra que está sendo referenciada. Essa é uma tendência já consagrada, usada, inclusive, quando se escreviam textos a partir de máquinas de datilografia. Desde essa época, é comum que se escreva o texto, abra o parênteses, insira os dados essenciais sobre a obra e feche o parênteses. Por exemplo, no caso de uma citação direta, ficaria dessa forma: (SANTOS, 2020, p. 20). Entretanto, mesmo que esse esquema seja utilizado até hoje, com a chegada dos computadores e com a acessibilização dessas máquinas e da própria internet, outros modos de citar foram sendo introduzidos no contexto acadêmico. Nesse sentido, diversas outras normas foram sendo criadas, ganhando bastante popularidade, como é o caso das citações numéricas.

Por que era complicado fazer citações antigamente?

Quando os computadores ainda eram raros, fazer citações nos trabalhos acadêmicos era um processo bastante dificultoso. Embora existissem as citações em rodapé, eram bastante raras. Precisava-se calcular o espaço em que essa citação iria ficar com base apenas no olhar e na dedução. Analisava-se se naquela folha caberia uma citação, fazendo-se uso, inclusive, de réguas para medir esse espaço. Caso o espaço fosse insuficiente, seria perdido todo o conteúdo já desenvolvido, pois não havia nenhum mecanismo que permitisse salvar essa produção. Outro problema era a dificuldade para fazer esse trabalho circular, pois não havia uma rede capaz de integrar os pesquisadores. Contudo, como eram poucas pessoas pesquisando, era muito mais fácil saber o que estava sendo publicado sobre um determinado assunto em todo o país, porém, as pesquisas acabavam sendo divulgadas em um contexto muito específico relacionado a esse pesquisador.

As mudanças de paradigmas na lógica acadêmicaAs mudanças de paradigmas na lógica acadêmica

Principalmente a partir de dois mil e cinco, as coisas começaram a se modificar. Com a popularização dos editores de texto, como é o caso do Word, a ABNT começou a se adaptar às comodidades oferecidas por esses mecanismos de edição. Como era possível fazer citações por rodapé, a ABNT passou a admitir essa forma de citar. Essa é a primeira forma que conhecemos de se fazer uma citação numérica. A lógica é muito parecida com a do esquema autor-data. Você escrevia normalmente o seu texto, porém, ao invés de abrir um parênteses e inserir os dados bibliográficos da obra, acionava-se no Word o mecanismo das notas de rodapé, bastando ir no ícone “inserir notas de rodapé”. A numeração até hoje é feita de forma automática. Sempre que você acionar o botão, as notas seguirão a ordem cronológica. Automaticamente, você é redimensionado para o final da folha para inserir os dados dessa citação.

Quais informações inserir na citação por rodapé?

Diferentemente da citação por parênteses, não bastará inserir os dados bibliográficos com base no formato autor-data, uma vez que novas informações serão necessárias para que você esteja obedecendo, de fato, a todos os requisitos desse tipo de citação.

Nesse formato, você irá inserir o último sobrenome do autor em caixa alta, uma vírgula e as iniciais do restante do seu nome novamente em caixa alta, caso a instituição/revista siga as normas da ABNT. Em seguida, insira um ponto final depois da última inicial, o título completo da obra, sem caixa alta e um ponto final. Em seguida, caso a obra seja um livro, você irá inserir o local da editora que publicou a obra, o nome da editora, o ano e a página, caso seja uma citação direta. Caso a obra seja uma revista, até o título a estrutura é a mesma, basta substituir os dados da editora pelo nome da revista, volume, edição, início e término da página e ano da publicação.

A preferência pelas citações por rodapé

Quando essa possibilidade passou a ser admitida pela ABNT, muitos acabaram dando preferência em relação ao modelo até então popular (o do autor-data). Esse modelo tornou os trabalhos acadêmicos mais acessíveis para as mais diversas pessoas de todo o país, uma vez que não precisavam mais ser impressos para que pudessem ser lidos, o que foi muito positivo para a comunidade acadêmica. As citações por rodapé se tornaram bastante populares, pois partia-se do pressuposto de que elas tornavam a leitura muito mais proveitosa por parte dos interessados no assunto. Você batia o olho no texto e o seu olhar já era redimensionado para a citação, no final da página, visualmente ela funciona muito melhor, uma vez que ao se inserir o modelo autor-data no meio do texto, a depender do seu foco, pode comprometer a sua linha de raciocínio em relação ao que está sendo lido.

Por que as citações por rodapé pareciam mais atrativas?

Muitos alegavam que o esquema autor-data acabava “poluindo” o texto, pois o raciocínio é quebrado para se inserir os dados bibliográficos e, nesse sentido, o modelo por rodapé acabou sendo bastante atraente para aqueles que não conseguiam se relacionar muito bem com o modelo autor-data. Partia-se do princípio de que era possível ler o texto de forma mais fluida e, ao final, consultava-se os autores que estavam embasando a ideia, sem que houvesse qualquer tipo de corte para inserir tais dados. Entretanto, mesmo que essa tendência tenha sido bastante popular, como todo e qualquer tipo de conhecimento, ela foi atualizada e novas formas de se citar e fazer pesquisa foram ganhando mais popularidade. Hoje, novamente as citações autor-data são mais usadas, principalmente por essa geração de pesquisadores mais novos, que não acompanharam de perto o uso massivo da citação por rodapé.

A acessibilidade no contexto acadêmico atualA acessibilidade no contexto acadêmico atual

As citações por rodapé perderam a sua força pois hoje preza-se pelo que é mais prático e acessível. Escolhe-se por tudo que pode ser facilmente baixado e lido. Assim sendo, prefere-se entrar em contato com esses dados bibliográficos de forma igualmente rápida.

Como as citações por rodapé implicam na necessidade de ir até o final da página para saber quem é o detentor dessa ideia, materiais que recuperaram o modelo autor-data acabam sendo mais bem aceitos por essa geração atual de pesquisadores. A situação também é marcante nos materiais lidos em HTML, que são as próprias páginas da internet. Lá não há páginas. Com isso, percebemos que a lógica de se produzir ciência muda de tempos em tempos e as bases de dados acabam se adaptando a esses novos contextos. Nesse sentido, cabe a discussão acerca do que pensam as bases de dados sobre as formas de citar.

O que pensam as bases de dados sobre as formas de citar?

As bases de dados e os seus critérios de indexação fazem com que as revistas científicas sigam normas bastante rigorosas, pois, caso não atendam a esses critérios, os seus materiais não são indexados nessas bases, o que dificulta o acesso aos seus artigos, pois é muito mais comum que se acesse um artigo ao pesquisar em bases de dados, pois nem sempre conhecemos os sites de todas as revistas relacionadas ao assunto que estamos investigando. As bases de dados, que são antenadas em relação ao que funciona melhor para fazer com que o conhecimento circule e chegue até uma quantidade expressiva de pessoas, entenderam que é melhor que se priorize o modelo autor-data nos textos científicos. Desse modo, compreendem que é mais fácil consultar as referências após essa leitura. Entretanto, a escrita deve ser embasada e para suprir essa demanda o esquema autor-data é o mais benéfico.

Tipos de citações numéricas

Mesmo que as citações autor-data sejam mais comuns, existem espaços que ainda trabalham com as citações numéricas. A primeira possibilidade é justamente aquela que já destacamos, feita por rodapés, sendo que os números são colocados de forma automática pelo seu próprio editor de texto. Os dados aparecem no final da página. Contudo, há um outro tipo de citação numérica que é bastante recorrente, sobretudo, nos materiais da área da saúde: menciona-se, entre colchetes, um número que irá representar essa mesma obra/autor ao longo de todo o texto. Por exemplo, se você for citar Souza (2020) em diversos momentos do seu texto, ele precisa ter um número de identificação que, nesse caso, seria o [1]. Cada autor/obra precisa ter um número correspondente. O ideal é que se siga a ordem cronológica, em que Ribeiro (2017), por exemplo, seria o número [2].

Onde encontrar os dados das citações por colchetes?

Diferentemente das citações por rodapé, os dados bibliográficos das citações numéricas por colchetes estão localizados no tópico das referências. Contudo, a organização dessas referências obedece a uma configuração diferente. Elas não podem ser organizadas de forma alfabética, como é o mais comum. O primeiro autor a ser referenciado neste tópico é justamente o que está no colchete com o número [1] e assim sucessivamente. Assim sendo, por mais que você tenha em [1] um autor que não começa com a letra A, ele é o primeiro a ser mencionado, porque o que vale é a ordem numérica e não a alfabética.

Entretanto, como temos destacado, a escolha pelo modo de citar depende da normatização que está sendo seguida. Nesse contexto, ao se deparar com um texto que opera a partir da citação numérica por colchetes, significa que ele não segue o modelo autor-data. Com isso, ao procurar pelo autor corresponde a essa obra no tópico das referências é necessário considerar os dados do autor [1] e assim sucessivamente. Como havíamos ressaltado, em todas as vezes que você fazer uso desse mesmo autor/obra, ele será o número [1]. Como se trata de uma questão de normatização, pode ser que essa estrutura, com o tempo, possa ser modificada em razão da necessidade de adequação às demandas acadêmicas atuais. Não é possível usar duas normatizações, pois elas possuem regras muito distintas e particulares e, assim, admite-se apenas uma forma de citar.

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