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Qual a diferença entre a escrita acadêmica e a não acadêmica?

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Quais são os tipos de escrita com os quais o aluno tem contato ao longo do seu processo de formação? Como posso treinar a escrita para que consiga ter mais maturidade?Quais são os tipos de escrita com os quais o aluno tem contato ao longo do seu processo de formação? Como posso treinar a escrita para que consiga ter mais maturidade?

Olá, tudo bem? Em nosso post de hoje iremos discutir sobre escrita. Embora o nosso foco seja na escrita acadêmica, iremos esclarecer, ao longo dessa conversa, os pontos que os diversos tipos de escrita devem tomar atenção, pois, como evidenciaremos, não é apenas a escrita acadêmica com a qual temos contato ao longo de nossas vidas, porém, se o interesse é o de atuar na academia, terá que tomar atenção a um tipo específico de escrita, que é a nossa pauta de hoje, a acadêmica. Em relação à escrita não acadêmica, podemos mencionar que esta é muito comum em certos tipos de contextos mais informais, como, por exemplo, aquela que utilizamos em nossas redes sociais, bem como para produzirmos textos mais simples. Esse tipo de linguagem muito nos ajuda em nossa vida cotidiana, porém, nesse momento, estamos em um outro tipo de território, o acadêmico, e, como tudo na vida, tem as suas características.

Existem diferenças muito nítidas entre as duas escritas?

Há alguns pontos que diferenciam os tipos de escrita, porém, elas têm semelhanças. Como ressaltamos em nossa introdução, geralmente, em nossas vidas cotidianas, lidamos com as mais diversas situações que tornam necessária a prática da escrita. As mais recorrentes são os casos em que temos que ler e escrever nos Ensinos Fundamental e Médio. Temos contato com diferentes gêneros discursivos, como a poesia, a literatura canônica, textos dissertativos, dentre outros tipos de texto. Além disso, há outros gêneros mais cotidianos, como os jornais e os textos de redes sociais, com os quais temos contato e que influenciam a nossa escrita. Porém, nesse momento da formação, não fica claro o que são as escritas acadêmica e não acadêmica, bem como sobre as diferenças. O dilema nos acompanha quando ingressamos em um curso de graduação. Os professores requerem trabalhos que devem partir de métodos específicos.

Cuidados metodológicosCuidados metodológicos

Ao longo de nossa formação, sempre escutamos que é preciso que tomemos certos cuidados para que os nossos textos não sejam acusados de plágio. Também é preciso que nos habituemos a citar as fontes que fornecem subsídios para que defendamos nossos pontos de vista. Surgem algumas confusões, sobretudo quando ingressamos em um curso de mestrado. A confusão se instala porque passamos a produzir textos com mais frequência. Há aqueles que têm muita dificuldade nesse processo de produção. Muitos demoram para escreverem os seus textos e, quando finalmente conseguem, o orientador aponta que eles não são científicos. São feitos vários apontamentos, como, por exemplo, a falta de citações de autores que embasam essas argumentações. Nesse sentido, iremos apresentar alguns aspectos que podem lhe ajudar a diferenciar os dois tipos de escrita.

O que alicerça a escrita acadêmica?

A primeira coisa que você deve saber sobre esse tipo de escrita é que esta deve ser sólida, ou seja, embasada em fontes, o que não ocorre com o outro tipo. As ideias não podem ser apresentadas com base em achismos, em fontes não seguras ou porque achou coerente. A esse processo atribuímos o nome de embasamento científico. Suponhamos que você tenha se deparado com um trabalho e precise escrever sobre ele a partir desse tipo de escrita. Se o seu interesse é o de afirmar que vivemos uma epidemia ou mesmo uma pandemia, é preciso que tome alguns cuidados relacionados à escrita. Para afirmar que a COVID-19 provocou a pandemia que vivemos, é necessário partir de uma fonte. Todos nós sabemos disso, mas, para a ciência, não importa: se você deseja afirmar qualquer ponto de vista, é necessário que este esteja muito bem embasado. A fonte para esta afirmação deve ficar muito clara para o leitor.

A importância da fonte na escrita científica

Para que o seu texto não perca esta característica, é de suma importância que escolha fontes para cada afirmação. Todas as colocações que fazemos em nossos textos devem se ater a certas exigências. Sobretudo quando ingressamos na pós stricto sensu, essa exigência torna-se ainda mais evidente e rígida. O mestrado é a porta de entrada de muitas pessoas no mundo acadêmico e, consequentemente, da escrita. É necessário que este pesquisador adquira uma maior maturidade para que no doutorado possa refutar e defender as suas próprias ideias. No mestrado, estamos no primeiro degrau rumo à carreira da pesquisa, logo, aprendemos, nesse processo, a argumentar de forma sólida e científica. Apenas podemos fazer com que o texto tenha esse viés se utilizamos fontes seguras para embasarmos as nossas defesas. Entretanto, como sempre enfatizamos, é preciso que escolhamos fontes específicas e seguras.

Onde residem as fontes seguras e científicas?Onde residem as fontes seguras e científicas?

Como afirmamos, é preciso que procuremos por essas fontes nos locais corretos. As bases de dados são os espaços mais indicados. São artigos científicos, dissertações e teses que nos oferecem esses subsídios científicos dos quais necessitamos para que defendamos os nossos materiais. Eles são armazenados nessas bases de dados. Todos os tipos de materiais aqui citados argumentam sobre os diversos temas tendo como base as fontes científicas. Assim, é preciso que discutamos sobre os materiais que são objetos de pesquisa e análise. Os filmes, os jornais (com suas notícias e reportagens) e os livros literários (romances) não fornecem base científica para que construamos os nossos materiais. Eles apenas podem ser objetos de análise de nossas pesquisas. As informações necessárias à construção de nossos textos devem ser procuradas nas bases de dados que reúnem os materiais científicos aqui mencionados.

A fundamentação teórica em um material

Muitos têm dúvidas sobre os tipos de fontes que podem ser introduzidas em uma pesquisa. Quando discutimos sobre escrita acadêmica não há como não citarmos as citações. Para que nossos textos não sejam acusados de plágio, é preciso que façamos o uso correto de um recurso essencial: a citação. A citação indireta é a mais utilizada, pois podemos interpretar com as nossas próprias palavras as ideias de um texto lido, contudo, é preciso que citemos esta fonte. Suponhamos que você caracterize o que são a modernidade e a pós-modernidade. O primeiro passo é procurar por uma fonte segura que argumente sobre esta questão. Bauman discute sobre esta temática. Na redação, escreva: “para Bauman, modernidade é definida como x coisa”. É o ponto de vista da ciência que deve prevalecer, não o seu. O mesmo processo deve ser repetido para o conceito de pós-modernidade. É esse o exercício do distanciamento.

Cite diversos autores para embasar a sua escritaCite diversos autores para embasar a sua escrita

Para que o seu texto seja caracterizado como científico, bem como para que não seja acusado de plágio, deve definir e defender os pontos de vista com os quais concorda a partir da citação de diversos autores que reiteram os seus pontos de vista. Nesse sentido, todos os textos que você ler para explicar um dado contexto devem ser mencionados. O formato mais comum é o esquema autor data (ÚLTIMO SOBRENOME, ANO). O mais indicado é que um conceito seja apresentado a partir do ponto de vista de diversos autores, pois, dessa forma, o seu texto terá uma profundidade muito maior. Nesse exercício, o mais indicado é que você agrupe na redação os argumentos defendidos pelos autores consultados. Um parágrafo para cada um dos autores e as suas ideias é o mais indicado para que o texto chegue à profundidade almejada. Com isso, você terá uma construção textual embasada em uma ampla gama de autores cruciais ao tema.

O embasamento existe em qualquer tipo de escrita?

O que diferencia a escrita acadêmica da não acadêmica é sobretudo esta necessidade de embasamento em apenas um dos formatos, o acadêmico. Se você está no âmbito científico, para qualquer um dos conceitos que deseja apresentar em seu material científico, terá que deixar claro ao leitor quais são os autores que alicerçam o seu ponto de vista, o que não ocorre na escrita não científica. Em relação à apresentação dos argumentos dos autores, eles podem tanto concordarem entre si no que toca ao conceito apresentado quanto discordarem quanto ao mesmo assunto. Podem, nesse segundo caso, apresentar características muito diferentes, sendo que elas dizem respeito à lógica de pensamento seguida pelos autores envolvidos no processo de construção do texto. Percebemos, então, que, no texto científico, a preocupação fundamental é justamente com o embasamento de todo e qualquer argumento introduzido neste texto.

Cuidado com os posicionamentos pessoais

Em um texto científico não devemos expressar aquilo que achamos, mas o que a ciência identificou a partir de seus autores. Nesse sentido, para a defesa de qualquer ponto de vista, é essencial que você se ampare nos argumentos fornecidos pela própria ciência. Devemos optar por esses autores porque já passaram por uma avaliação rigorosa ao submeterem os seus textos e, com isso, os dados são seguros. Há, também, os casos de autores que se emanciparam em um dado contexto científico. A esses autores atribuímos o nome de basilares. Há aqueles que são tão canônicos que passam a ser utilizados nas mais diversas áreas do conhecimento. Kant e Bauman, por exemplo, são autores célebres e universais. Foucault, Piaget e muitos outros são exemplos de pesquisadores que foram, aos poucos, ganhando uma notoriedade significativa, de modo que são bem aceitos nas mais diversas áreas do conhecimento.

Os autores célebres

Como mencionamos, diversos autores passam a transitar entre as mais diversas áreas, porém, mesmo assim, não são debatidos a partir de uma mesma lógica, visto que cada área tem a sua própria forma de observar um fenômeno. Isto ocorre até mesmo dentro de uma única instituição. Algo que deve ser ressaltado é que você não precisa concordar com todos aqueles autores que leu e, assim, pode apresentar autores com posicionamentos distintos que apontam para o seu próprio ponto de vista sobre o assunto abordado. Isto ocorre porque um mesmo tema pode ser debatido de formas muito distintas, pois cada área tem uma linha de raciocínio que está ligada a uma escola específica. Os autores que debatem sobre as teorias de Foucault podem ser mencionados como exemplos de pesquisadores que conflituam entre si. Foucault perpassou por uma série de fases e, como consequência de sua maturidade, os textos sofreram variações.

As variações nas teorias de um mesmo autorAs variações nas teorias de um mesmo autor

As variações e mudanças de pensamento nas obras de um mesmo autor são muito comuns, pois isso ocorre com qualquer ser humano. Nesse sentido, os estudiosos que, nesse caso, investigam os conceitos de Foucault, não concordam com tudo, o que é muito normal. O que você precisa saber nesse momento é que essas variações podem aparecer em seu texto, desde que haja uma coerência ao apresentar as concordâncias e discordâncias entre os autores escolhidos para construir o seu próprio processo argumentativo. Há, ainda, aquelas áreas que trabalham com dados menos teóricos, como é o caso da saúde. Mesmo que a citação desses autores mais canônicos apareça em uma menor proporção, os pesquisadores trabalham com dados de profissionais que estão no campo e de órgãos nacionais, estaduais e específicos às áreas da saúde, como é o caso do próprio Ministério da Saúde e Conselhos Regionais.

A discussão científica em diversas áreas

Quando discutimos sobre escrita, devemos chamar a sua atenção para o fato de que cada área conduz os seus pesquisadores a produzirem os seus textos de uma maneira coerente com a área na qual atuam. A forma de escrever nas ciências humanas não é a mesma da saúde, por exemplo. Contudo, um aspecto que as aproxima é a necessidade da clareza quanto aos dados e informações utilizados. O leitor deve saber de onde você parte para afirmar cada ponto associado ao seu tema. Nesse sentido, em qualquer área, parte-se do pressuposto de que você precisa, enquanto autor, escrever de maneira sólida. A escrita sólida se consolida quando parte-se de fontes seguras e de qualidade. Artigos científicos, dissertações e teses são as fontes mais seguras com as quais podemos contar. Sites governamentais também são fontes seguras. Porém, não são os dados de quaisquer sites que podem ser incorporados. Apenas os oficiais.

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