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Quais são as vantagens da revisão integrativa? O que ela busca atender?

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Em nosso post de hoje iremos discutir sobre os tipos de revisões que você pode desenvolver ao longo de sua formação. Iremos refletir ao longo deste post sobre um conceito muito famoso no âmbito das produções científicas e como você pode aplicá-lo em seu dia a dia acadêmico.

Como sabemos, há vários tipos de revisões, mas hoje focaremos em um tipo específico, na integrativa. Nesse sentido, ao longo desta conversa, iremos apresentar algumas dicas que podem lhe ajudar a desenvolver este tipo de revisão da melhor maneira possível.

Sendo assim, comecemos esta discussão refletindo sobre o intuito de uma revisão, no geral. Como o próprio termo já indica, a revisão aponta para o ato de revisar um assunto. “Integrativo”, por sua vez, é um termo que aponta para o intercâmbio entre ideias.

Logo, podemos entender este exercício como um cruzamento entre ideias e autores diferentes em um único texto. Posto isso, o que é então a revisão integrativa? Vamos descobrir!

A Revisão integrativa

Este tipo de revisão aponta para a necessidade de integrar os principais achados sobre um tema em um mesmo texto.

A Revisão integrativaAssim, como tudo na academia, há diferentes formas de executar esse tipo de revisão. Desse modo, apresentaremos, aqui, a visão mais consensual sobre a revisão integrativa.

É fundamental que você saiba que cada professor, instituição e grupo de pesquisa podem entender esse tipo de revisão de uma forma diferente. Isto ocorre porque pode haver diferentes compreensões e aplicações deste conceito. Entretanto, o nosso intuito é demonstrar como este tipo de trabalho pode ser feito de maneira usual.

A partir desta visão geral, a sua tarefa é a de compreender como o seu núcleo de pesquisa e o seu professor desejam que você aplique esse conceito em sua própria produção. Dito isso, podemos pensar sobre a integração entre os materiais em um mesmo texto. Pensemos nas etapas desse tipo de abordagem.

Como começar uma revisão integrativa?

A melhor forma de começar a realizar uma revisão desse tipo, de maneira cuidadosa, é por meio do estado da arte. O estado da arte é um tipo de pesquisa que visa mapear toda a produção acadêmica realizada a respeito de um determinado assunto e que permite reunir todas as conclusões apresentadas pelos estudos e identificar lacunas existentes.

Assim, como se trata de uma busca sistematizada, há alguns cuidados que você deve tomar ao executar o estado da arte para que a sua revisão seja, de fato, integrativa. Ou seja, deve ficar claro ao seu leitor quais foram os cuidados tomados para que chegasse a esses materiais. Esses cuidados são, na verdade, os critérios que escolhemos para a seleção de nossos materiais.

Contudo, muitos núcleos ainda estão perdidos e não sabem como aplicar o mecanismo do estado da arte e demonstrar como a busca sistematizada foi feita, de modo que muitos acabam exigindo que os pesquisadores expliquem seus passos por meio dos códigos utilizados na pesquisa (colchetes e parênteses aparecem ao qualificar esta busca), o que pode complicar e dificultar ainda mais o entendimento daqueles que são leigos no assunto.

A dificuldade em explicar a busca sistematizada

A principal dificuldade em se desempenhar uma busca sistematizada é a de apontar como essa busca foi feita em todas as suas etapas. E uma das maiores complicações vistas nesses apontamentos está na explicação do uso de códigos para a realização da pesquisa.

Assim, é essencial que se tenha em mente que, ao apontar essa busca, o autor deve se atentar a linguagem que está utilizando e em que contexto, pois em um estudo da área da saúde essa explicação não teria tanta validade, visto que esta não possui tanta tendência para esse tipo de linguagem de programação.

Logo, é necessário que a forma como a busca foi realizada seja explicada de uma maneira bem clara para que o entendimento do leitor seja facilitado, pois, o mais importante na revisão integrativa é fazer com que o leitor entenda de que forma a pesquisa foi feita, ainda mais quando se tem um intenso volume de informações a respeito do mesmo assunto.

O intenso volume de informações

Vivemos hoje em uma rede que impulsiona a produção de informações a todo momento, de modo que a cada poucos segundos novos materiais são publicados em todo o globo. Contudo, nem sempre foi assim.

Entre dez e vinte anos atrás, o fluxo de informação era bem menor, pois a velocidade de publicação desses materiais era muito lenta. Já nos dias atuais, com o desenvolvimento da tecnologia e com o aumento do número de pesquisadores, a cada dia aparecem novas revistas científicas e formas de publicação do conhecimento.

Além disso, com a expansão dos cursos de pós-graduação stricto sensu, mestrado e doutorado, muitos mestres e doutores têm se formado a cada ano. Tudo de forma muito rápida.

Há, nesse momento, pessoas que podem estar tanto terminando um curso de mestrado ou doutorado e outras que estão ingressando. Temos, hoje, mais de sete mil programas em todo o Brasil, de modo que se uma pessoa apenas entrasse em cada programa, já seriam mais sete mil mestres e doutores produzindo conhecimento.

A expansão na produção do conhecimento

Houve uma crescente expansão da produção do conhecimento porque as possibilidades de acesso à educação superior foram ampliadas ao longo dos anos. Estima-se que a cada dois anos, período ideal recomendado pela CAPES para a conclusão dos cursos de mestrado, quarenta mil mestres são formados em todo o país.

A expansão na produção do conhecimento

O interessante aqui é que durante todo o período cada um desses quarenta mil mestres em processo de formação produziram e continuam produzindo novos textos e reflexões a todo o momento.

Cada um desses mestres produziu ao menos um artigo científico durante esses dois anos e a dissertação de mestrado.

Nesse sentido, apenas a nível Brasil, podemos afirmar que há um volume muito intenso de informações nas mais diversas áreas, pois além das pessoas que ainda estão em processo de formação, há aquelas que já são mestres e doutores e que ainda continuam a contribuir com o desenvolvimento científico.

Posto isso, com esse aumento na produção do conhecimento, surgiu a seguinte questão: como lidar com esse grande volume de informações e aproveitá-lo da melhor forma?

Como lidar com o volume intenso de informações?

Com o grande aumento no volume de informações, muitos cientistas começaram a defender a necessidade da criação de critérios que pudessem auxiliar na investigação da fonte utilizada para sustentar as pesquisas, e foi dessa forma que surgiu a revisão integrativa.

A revisão integrativa é um poderoso mecanismo que nos ajuda a aproveitar melhor os materiais produzidos em uma mesma linha de pesquisa sobre um determinado assunto. Entretanto, para chegar a esses materiais, é preciso ter critérios bem delimitados. Os critérios são necessários para que você saiba aproveitar essas informações em seu estudo, os quais irão lhe ajudar a selecionar esses dados.

Assim, a revisão integrativa é indicada porque muitos professores e mesmo alunos têm se perdido diante de tantas informações e, como temos ressaltado, a cada dia há um novo conglomerado de informações que podem ser aproveitadas em materiais científicos. É preciso saber como agir.

O objetivo de uma revisão integrativa?

O objetivo de uma revisão integrativa é o de explicar quais foram os cuidados tomados para chegar aos materiais que darão forma à discussão sobre um assunto. Antes de desenvolver qualquer tipo de revisão, os critérios de inclusão e exclusão devem ficar muito claros ao pesquisador e ao leitor.

Por exemplo, digamos que você tenha realizado um estado da arte para selecionar os materiais sobre um assunto x a partir de certos critérios e, considerando eles, suponhamos que você tenha encontrado cinquenta materiais e, dentre esses, tenha selecionado vinte. Esses vinte materiais atendem aos seus objetivos de pesquisa.

Você pode, por exemplo, selecionar vinte artigos que partam de uma mesma metodologia. Essa é uma forma de cruzamento de dados. A depender do seu objetivo, estudos de casos clínicos podem ser selecionados e, assim por diante, sempre considerando a sua linha de pesquisa.

Os caminhos de uma pesquisa

Como dito anteriormente, a fim de que a revisão integrativa seja feita da maneira correta, é de suma importância que os caminhos escolhidos para se chegar a esses materiais que expressam uma certa linearidade (em termos de interesse) fiquem claros ao leitor.

Os caminhos de uma pesquisaÉ essa busca sistematizada que irá lhe fornecer materiais que sejam capazes de atender aos seus objetivos de pesquisa.

Nesse sentido, podemos afirmar que a revisão integrativa começa já com o estado da arte, isto é, com uma busca sistematizada e criteriosa que deve ser apresentada ao leitor.

Tudo começa com a preocupação em demonstrar ao leitor como a coleta desses materiais foi feita do início ao fim.

Todas as escolhas para esses materiais específicos devem ser muito bem justificadas e o estado da arte pode ajudar o autor do material nesse sentido. Todavia, é pertinente que afirmemos aqui que essa não é uma necessidade apenas da revisão integrativa.

A relevância dos critérios para seleção de materiais

Todos os materiais que fornecerão base para as discussões não podem ser escolhidos de maneira aleatória. Nesse sentido, o autor deve partir de critérios muito bem definidos.

Esses cuidados não são indicados apenas para a revisão integrativa, uma vez que, hoje em dia, cada vez mais, tem-se incentivado os autores a demonstrarem os critérios que amparam as escolhas desses materiais.

Todos os tipos de revisões demandam a realização de uma busca sistematizada. Dessa forma, quer-se saber quais foram os filtros acionados nas bases de dados para a seleção desses materiais. Diante do cenário aqui apresentado, podemos pensar um pouco mais sobre a execução da revisão integrativa.

Qual é a finalidade de uma revisão integrativa?

Diante do que foi aqui exposto, podemos afirmar que uma revisão integrativa nada mais é do que uma forma de demonstrar como um dado núcleo de pesquisa, uma base de dados, uma ou mais revistas ou instituições têm se relacionado com uma dada questão de pesquisa.

Qual é a finalidade de uma revisão integrativa

A partir desses materiais escolhidos, o seu objetivo será o de demonstrar o que conecta todos os artigos selecionados.

Se você quer realizar uma revisão integrativa para entender qual é a metodologia mais utilizada por um núcleo para avaliar uma dada questão, este tipo de revisão é o mais indicado.

A busca pode levar em consideração as revistas de uma área x. A escolha dessas revistas em específico pode ser justificada justamente pela sua necessidade de avaliar qual o melhor método para averiguar uma dada questão de interesse coletivo. É a partir desses materiais que você saberá quais são as metodologias e como têm sido aplicadas.

O que a revisão integrativa nos permite entender?

A revisão integrativa nos coloca em contato com uma série de informações produzidas em um núcleo de pesquisa específico!

Já que hoje em dia é muito difícil que saibamos o que os pesquisadores de cada instituição têm produzido, esse tipo de revisão faz com que tenhamos uma noção dos seus interesses de pesquisa.

Algo que você poderia analisar por meio desse tipo de revisão seria o efeito de um dado medicamento em um público específico. Compilar os materiais publicados em uma base de dados ou mesmo em uma revista específica é uma estratégia que permite que você tenha acesso a esse tipo de informação.

Esse tipo de revisão é capaz de demonstrar, considerando esse tema, quais são os grupos de pesquisa e revistas que têm avaliado no país os efeitos deste medicamento específico. A fim de que você possa apontar os efeitos dessa determinada substância, a revisão integrativa é o melhor caminho.

Como aplicar a revisão integrativa?

Utilizemos como exemplo a aplicação de um certo medicamento. Em primeiro lugar, você poderia demonstrar os resultados da aplicação de medicamentos junto a pacientes com depressão. Em segundo lugar, por sua vez, poderia analisar a aplicação de medicamentos voltados ao tratamento da ansiedade.

Como aplicar a revisão integrativa

A integração entre essas informações permitirá que o leitor saiba quais são os efeitos desses medicamentos em populações diversas.

A integração entre todas as informações permite que o leitor saiba como os medicamentos são utilizados. Além disso, há drogas que servem para o tratamento de diversas patologias.

Demonstrar os efeitos em diferentes contextos e perfis seria interessante. Mesmo as vitaminas, que não são drogas, possuem uma série de finalidades, como é o caso da Vitamina B-12. Logo, se o seu objetivo é o de saber como uma dada questão tem sido debatida, esse tipo de revisão é fundamental.

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