O que deve ter na Introdução? – Artigo Científico, Monografia, TCC, Tese, Dissertação

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O primeiro elemento de um estudo científico: a introdução

O primeiro elemento de um estudo científico: a introdução

Olá, tudo bem? Em nossa conversa de hoje iremos discutir sobre uma etapa que é fundamental em todo e qualquer estudo científico: a introdução.

Esteja você, nesse momento, desenvolvendo um artigo científico, uma monografia, um trabalho de conclusão de curso, uma dissertação de mestrado ou uma tese de doutorado, saiba que você não conseguirá escapar dessa etapa.

Além de ser um dos elementos obrigatórios, é ela que irá apresentar o seu trabalho ao leitor, funcionando, então como uma espécie de cartão de visitas.

Quanto mais interessante e atrativa for a sua introdução, mais propício está o seu trabalho a ser lido até o final.

Nesse sentido, hoje iremos discutir sobre algumas das características básicas da introdução, mas que são obrigatórias, e, a partir desses aspectos, iremos apresentar algumas dicas para que você consiga a escrever da melhor forma.

O que é a introdução?

Antes de conhecermos alguns dos elementos básicos da introdução, sendo que, provavelmente, em algum momento você já ouviu falar desses aspectos, é importante que compreendamos o que é uma introdução e para o que, exatamente, ela serve. Atenção: muitos confundem a introdução com o capítulo de contexto.

Embora as informações possam, em alguns momentos, aproximarem-se, a ideia da introdução é diferente, pois ela possui alguns elementos obrigatórios que não irão aparecer no capítulo de contexto.

A primeira coisa sobre a qual precisamos conversar quando o assunto é a introdução é que ela não será a mesma para todas as áreas do conhecimento.

Embora algumas características tendem a se repetir, a forma a partir da qual esses dados serão dispostos pode variar por área, então, em um primeiro momento, deve-se conhecer a estrutura de introdução que é comum em sua área/linha de pesquisa.

Como a introdução é feita em algumas áreas?

Como chamamos a sua atenção para o fato de que a depender da sua área de atuação a introdução é escrita de forma diferente, iremos dar alguns exemplos para que a ideia fique clara.

No caso da área da saúde, por exemplo, é muito comum que na própria introdução o pesquisador apresente o seu referencial teórico, pois, nessa área, as pesquisas tendem a ser mais práticas, e, dessa forma, os dados teóricos são, sim, explorados, contudo o foco principal é entender esses conceitos na prática.

Contudo, como todo e qualquer material precisa do marco teórico, esse embasamento aparece na própria introdução.

A fim de que você compreenda qual é a lógica da sua área em relação à introdução, o mais recomendado é que você analise os artigos relacionados ao seu tema.

Nessa análise, verifique se na introdução já há o marco teórico ou se há um capítulo específico tanto para essa etapa quanto para a própria introdução.

Formatos diferentes de introdução em uma mesma área

Analisar como a introdução é feita tanto em sua área, de forma geral, quando em sua linha de pesquisa é de suma importância, pois, como você irá perceber, em uma mesma área do conhecimento há diversas formas de se dispor os dados que são obrigatórios em uma introdução.

Esses formatos irão depender de uma série ligados às exigências do seu professor-orientador, da sua instituição e da revista científica, caso esteja produzindo um artigo científico.

Nesse sentido, há uma outra particularidade sobre a qual devemos conversar.

A depender da área, pode-se mencionar ou não autores na introdução.

Dessa forma, realizar aquela análise dos materiais da sua linha de pesquisa é, novamente, uma poderosa estratégia.

Traçar um panorama sobre esses artigos para entender como esse eixo funciona é fundamental para que o material possa ser aprovado.

Usar ou não autores na introdução?

Essa questão está bastante ligada à titulação que possuímos e, ainda, às exigências, normas.

Sobretudo se você ainda não é doutor, a menção das bases que sustentam a ideia por você defendida será fundamental, e, nesse caso, logo na introdução, mesmo sendo um capítulo que irá apresentar, de forma breve, os aspectos ligados ao seu tema de pesquisa, precisará possuir as citações, sobretudo as indiretas, em que mencionamos apenas o sobrenome do autor e o ano da publicação.

Entretanto, como temos enfatizado, tudo irá depender de como a sua instituição, orientador e/ou revista entendem essa introdução, e, consequentemente, o formato.

Devemos nos ater ao fato de que embora essa menção de autores logo na introdução seja muito bem-vinda em grande parte dos casos, há diversos professores que não concordam com essa prática, pois acreditam que a voz do pesquisador basta nesse momento introdutório.

Por que certos professores são contra a menção de autores na introdução?

Por que certos professores são contra a menção de autores na introdução?

Além dos motivos que apresentamos no tópico anterior, certos professores preferem que os seus alunos possam se posicionar um pouco mais nesse momento.

Contudo, caso a revista peça, essa menção será obrigatória e você precisará explicar ao professor que faz parte do processo da revista em questão.

A escolha ou não por essa prática está ligada ao posicionamento de todo um grupo/núcleo de estudos associado à esse professor, então você notará essa tendência em todos os materiais que ele orienta.

Com isso, podemos perceber que essa menção ou não de autores logo na introdução é algo muito particular, e, assim, cabe apenas à você, considerando os fatores que apresentamos até agora, optar pelas citações logo nesse momento inicial.

Nesse sentido, agora que já chamamos a sua atenção para as especificidades das áreas, iremos apresentar alguns elementos que são mais universais.

O que não pode ficar de fora em uma introdução?

A primeira coisa sobre a qual queremos chamar a sua atenção sobre essa estrutura mais geral da introdução é que a depender das normas da revista ou da instituição, essa introdução será dividida em alguns tópicos, por exemplo, para a apresentação do tema há um tópico, para a delimitação do problema de pesquisa, outro tópico, assim como para a justificativa e assim por diante.

Tudo irá depender das normas.

Caso você não encontre essa indicação, muito provavelmente todas essas informações poderão ser dispostas em texto corrido, sem quaisquer tipos de subdivisões.

Atenção: existem certos pesquisadores que a cada etapa a ser abordada na introdução, destaca-se o nome do que será apresentado em negrito.

Essa não é uma prática comum, embora exista, então, na maioria das vezes, bastará apresentar esses dados em texto corrido, sem usar mecanismos como o negrito e o itálico.

O ideal é verificar sempre as normas.

Como apresentar o problema de pesquisa?

Como apresentar o problema de pesquisa?

Daremos início, agora, a apresentação desses aspectos que, de certa forma, são universais à todas as áreas.

Depois de contextualizar o seu leitor acerca do assunto que será defendido pela sua pesquisa, muito provavelmente você terá que demonstrar o porquê desse assunto ser importante e relevante para o mundo atual em que vivemos.

É nesse sentido que ter um problema de pesquisa é fundamental para que a sua pesquisa possa ser validada e aceita tanto na academia quanto, também, fora dela.

Iremos apresentar algumas dicas para que você introduza esse problema após a contextualização do tema.

O problema de pesquisa costuma, inclusive, ser mencionado no próprio resumo, uma vez que o resumo é o fator decisivo para que um leitor considere ou não ler o seu trabalho até o fim.

Apresentar esse problema é uma forma de demonstrar, desde o princípio, a relevância do estudo para a sociedade como um todo.

A relevância social da pesquisa científica

A relevância social da pesquisa científica

Todo e qualquer trabalho científico, para que seja relevante e útil para o mundo em que vivemos, precisa se orientar a partir de um problema de pesquisa.

Ele, por sua vez, deve ser sensível à uma realidade, e, com isso, a pesquisa deve contribuir, de forma positiva, com o grupo associado ao assunto.

Caso seja possível, propor uma possível solução/intervenção é de suma importância para que a pesquisa tenha credibilidade.

Mencionar esse problema desde o início é uma forma, inclusive, de se atestar o seu compromisso com uma dada esfera da sociedade.

Assim sendo, todos aqueles que, de alguma forma, interessam-se pelo assunto, irão digitar palavra-chave que o conduzirão ao seu estudo.

Deparar-se, logo de cara, com o problema, é bastante benéfico.

O problema de pesquisa é capaz, ainda, de direcionar o leitor: os que realmente precisam ler sobre isso nesse momento chegarão ao seu estudo.

Vamos facilitar!

A importância da menção aos objetivos em uma introdução

O problema de pesquisa nunca pode ser dissociado dos objetivos, pois os objetivos nada mais são do que os caminhos a serem percorridos para que seja possível propor uma solução/intervenção/reflexão sobre o assunto que está sendo investigado.

Nesse sentido, a sua menção logo no resumo, após o problema de pesquisa, também é uma forma de demonstrar, ao leitor, o que você pretende, em termos exatos, com esse estudo.

A partir dos seus objetivos, esse leitor saberá se o seu material, naquele momento, serve para compor a sua linha de raciocínio no trabalho que está desenvolvendo.

Como precisamos escolher pelos materiais que realmente estão ligados aos nossos objetivos, é preciso tomar certos cuidados, sobretudo porque, a cada dia, novas produções são publicadas, e, assim, devemos tomar cuidado para não perdermos o foco em meio à tantas possibilidades.

De que forma devo introduzir o meu leitor ao assunto proposto?

Logo de início, precisamos contextualizar esse leitor, pois de nada adiantará propor um problema de pesquisa, os objetivos à ele relacionados, à metodologia que fomentam a chegada aos resultados e a justificativa se o leitor não souber do que se trata esse estudo em questão.

Assim sendo, uma contextualização breve sobre o tema é sempre o mais ideal para que possa, de fato, emergir no assunto.

Alguns aspectos interessantes podem ser abordados nesse momento introdutório, como, por exemplo, a ideia geral do tema, de onde ele vem, de que ponto de vista teórico você está partindo, quais são os conceitos que irão basear a discussão, uma ideia prévia desses conceitos, dentre outros elementos que julgar necessários à compreensão geral desse tema.

Quanto mais introduzido nesse assunto, mais sentido fará as outras dimensões a serem exploradas na introdução e nos demais capítulos.

O método/abordagem de pesquisa: devo mencionar?

O método/abordagem de pesquisa: devo mencionar?

Temos, novamente, uma questão que irá depender da lógica de funcionamento da sua área, ou seja, a depender da sua linha de pesquisa, o método irá aparecer apenas no capítulo a ele relacionado.

É comum que na introdução das pesquisas de algumas áreas, o método seja apresentado de forma separada, isto é, em um tópico específico, e, desse modo, apresenta-se todos elementos sobre os quais conversamos até agora, incluindo a fundamentação teórica, e, logo abaixo, na sequência, apresenta-se a metodologia, que, por sua vez, antecede-se as discussões/resultados.

Essa é uma lógica bastante percorrida pelas pesquisas das ciências médicas/da saúde. Entretanto, sobretudo no caso de artigos de revisão bibliográfica, ou, ainda, no caso de pesquisas que se caracterizam como integrativa/sistematizada, a metodologia costuma ser discutida, de forma breve, na própria introdução.

Etapas da pesquisa: o que é e como apresentar?

Há, ainda, introduções que costumam apresentar, de forma breve e sucinta, o passo a passo a ser percorrido pelo estudo, ou seja, propõe-se um breve panorama sobre o que será desenvolvido nos capítulos teórico, metodológico e analítico.

É uma etapa que está bastante relacionada com a organização desse material, e, desse modo, aponta-se, ao leitor, o que será feito em cada etapa para se atingir os objetivos propostos, e, ainda, apresenta-se algumas hipóteses a serem testadas com vistas a responder o problema de pesquisa elencado pelo estudo.

Atenção: o autor, antes de começar o próximo tópico, pode apenas antecipar o que será desenvolvido neste tópico em questão e assim sucessivamente.

Analise sempre os materiais da sua área para obter essas respostas.

Entretanto, precisamos destacar que isso é, novamente, relativo, pois não são todas as instituições/revistas que pedem que os pesquisadores apresentem esse panorama geral acerca do que será abordado nos capítulos posteriores, e, assim, é muito importante que você verifique as normas.

Identifique se essa apresentação prévia é um elemento obrigatório em sua área.

Com essa conversa, percebemos que cada linha de pesquisa possui a sua própria lógica de funcionamento, e, assim, o que pode adequar-se em uma área, pode não ser bem-visto em outra.

Contudo, existem, mesmo assim, alguns elementos básicos, como é o caso do problema de pesquisa e dos objetivos.

Eles sempre aparecem nesse momento inicial, para que a relevância da pesquisa, seja, de fato, justificada ao leitor.


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