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Quantos artigos científicos devo publicar?

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Em defesa de um conhecimento inclusivo

Nós temos conversado com você há algum tempo sobre a importância de publicar artigos científicos para movimentar a produção intelectual de nosso país. Pensando neste contexto, surgiu a seguinte pergunta: qual é a quantidade ideal de artigos científicos a serem publicados? Aqui na Revista Científica Núcleo do Conhecimento nós acreditamos que é apenas com a divulgação e circulação do conhecimento científico que nós faremos com que a sociedade se torne um lugar melhor para se viver. É apenas por meio de discussões sólidas bem como de novas políticas de educação que nós podemos transformar esse meio em um lugar mais crítico, racional e inclusivo. Para isso, é fundamental que o conhecimento científico chegue até as mais diversas pessoas, pois é a partir do momento que elas são atingidas com essas informações que elas passarão a enxergar o mundo de uma forma menos automática.

A importância dos artigos para combater as fake newsA importância dos artigos para combater as fake news

Sem a divulgação do conhecimento científico a sociedade acaba por ficar adoecida, pois, para argumentar, acabamos nos apoiando, sempre, em achismos, ou seja, em informações que não foram averiguadas. É neste processo que nasce o fenômeno das informações falsas que precisamos combater divulgando os nossos posicionamentos sobre o mundo a partir de desdobramentos das nossas pesquisas, como por meio da publicação de artigos científicos, por exemplo. Para que argumentos e defesas com qualidade cheguem até as mais diversas pessoas, é necessária uma mudança de postura, ou seja, precisamos fazer com que esse conhecimento circule em todos os tipos de lugares. É essa a relevância da publicação de artigos. Ele torna o saber com qualidade acessível a todos, uma vez que esses materiais são averiguados por uma equipe especializada antes de serem publicados.

A relevância social da CAPESA relevância social da CAPES

Uma das principais preocupações da CAPES neste presente momento, é, principalmente, aproximar a sociedade como um todo do conhecimento científico, visto que esta, cada vez mais, tem se apoiado em quaisquer argumentos para construir a sua visão de mundo. Nesse sentido, a CAPES e o CNPq têm interferido para que as pesquisas demonstrem, de alguma forma, essa aproximação do conhecimento para com a sociedade, assim, tem-se tornado obrigatório que as propostas de pesquisa se articulem para tornar esse conhecimento mais acessível e globalizado. Para isso, a CAPES instituiu o tópico da relevância social que precisa ser desmembrado por toda e qualquer pesquisa. Dessa forma, tem incentivado, com afinco, que tanto os pesquisadores quanto os seus núcleos e/ou grupos de pesquisa se preocupem em contribuir, efetivamente, para com a sociedade a partir de propostas e soluções para a amenização ou extinção de um dado problema que desestabiliza a sociedade em suas mais diversas dimensões.

O engajamento das universidades com a publicaçãoO engajamento das universidades com a publicação

Nessa perspectiva, a CAPES tem fomentado e apoiado os cursos que evidenciem, de alguma forma, essa contribuição social. É uma demanda que tem sido a preocupação de muitas universidades, visto a essa ação da CAPES. Tem respondido positivamente a necessidade de se apoiar no tópico da relevância social para que uma pesquisa seja aprovada. Assim, para que essas pesquisas cheguem até a sociedade, cada vez mais, tem-se incentivado a publicação de artigos científicos. Pensando especificamente em nós, pesquisadores, defendemos a necessidade de se dar voz às nossas publicações. A própria plataforma Lattes possui uma aba para que esses artigos sejam colocados, e, assim, serem vistos por todos a partir de uma simples busca por nossos currículos. O interessante é que o Lattes não entende apenas os artigos científicos como publicações que precisam ser evidenciadas. Você pode, também, colocar todo o tipo de produção que você fizer para tornar esse conhecimento acessível a todos, como as produções técnicas e intelectuais, por exemplo.

O papel do pesquisador na expansão do conhecimentoO papel do pesquisador na expansão do conhecimento

A comunidade acadêmica moderna parte do princípio de que quanto mais variada é a sua publicação, ou seja, a sua divulgação do conhecimento adquirido, mas você contribui para com a sociedade, auxiliando você, aqueles que fazem parte das suas relações bem como a sociedade como um todo a enxergar o mundo a partir de uma outra perspectiva, menos automática e mais crítica, uma vez que você está acessibilizando o conhecimento. Nesse sentido, retomamos a nossa pergunta inicial: quantos artigos eu devo publicar? Não há uma quantidade certa, mas recomendamos que você, sempre, faça com que o conhecimento circule e chegue até pessoas diversas, de grupos sociais distintos. Não apenas os artigos científicos, mas qualquer tipo de produção intelectual, científica e técnica.

Como fazer o conhecimento científico circular?Como fazer o conhecimento científico circular?

É apenas por meio da produção e publicação científica que podemos fazer com que esse conhecimento se torne, efetivamente, acessível e global. Assim, apenas podemos fazer com que uma pessoa tenha acesso a esse conhecimento quando publicamos. É por esta razão que partimos em defesa da publicação expansiva dos nossos materiais, para que ele nunca se estagne e se volte à apenas um determinado tipo de público. Precisamos quebrar este estigma. O nosso conhecimento produzido pode servir, inclusive, de embasamento teórico para outros pesquisadores. Defendemos, também, a necessidade de publicarmos em revistas científicas do nosso país. Muitos grupos e/ou núcleos de pesquisa apenas estão preocupados com a publicação em revistas internacionais, dada a reputação da língua inglesa no mundo. Entretanto, o nosso país precisa ser salvo, primeiramente, ou seja, os brasileiros carecem desse acesso ao conhecimento, que, infelizmente, não será adquirido a partir de materiais em inglês, visto que grande parte da população ao menos possui acesso à língua inglesa.

Em defesa da publicação brasileira

Outra ideia que, infelizmente, tem circulado no meio acadêmico é que a produção científica de artigos científicos deve se restringir aos estudantes de pós-graduação. É um absurdo, pois se lutamos pela globalização do conhecimento, afirmações como essa contradizem o que defendemos. Todos devem ter a igual oportunidade de publicar os seus trabalhos caso tenham vontade, visto que todos nós possuímos a mesma capacidade intelectual, ela apenas precisa ser desenvolvida. O conhecimento precisa ser aberto a todos, tanto em sua dimensão de leitura quanto de escrita, desde o ensino fundamental até a graduação, para que ele seja caracterizado como, de fato, inclusivo e global. Vivemos na era da comunicação e precisamos usar isso como vantagem para que o conhecimento científico chegue a todos. Afirmando que ele precisa se restringir a um público é um retrocesso enorme a uma prática arcaica de se fazer pesquisa: aquela em que apenas quem possui boas condições sociais/financeiras deve fazer parte da produção científica do país.

É sabido que informações erradas, ou seja, distorcidas e descontextualizadas tem chegado, cada vez mais, até as pessoas. Nesse sentido, é fundamental que todos nós atuemos, juntos, para combater esse fenômeno por meio da produção de artigos científicos. Muitas pessoas que fazem o conhecimento circular fora dos artigos científicos, aproveitam-se da massa para fazer com que argumentos sem qualquer tipo de embasamento teórico para fazer com que as informações circulem e conduzam as pessoas a acreditar que são corretas e que, assim, precisam ser espalhadas. Assim, cabe a nós, pesquisadores, contornar e reverter essa situação por meio da nossa produção científica. É fundamental, para tanto, que cada um de nós torne o conhecimento acessível para a maior quantidade possível de pessoas que fazem ou não parte do nosso círculo social.

Nesse contexto, partimos em defesa de alguns princípios para que essa acessibilidade seja, de fato, inclusiva. Primeiramente, é fundamental que esse conhecimento seja em português (publique em inglês desde que haja, também, uma versão em português, visto que o nosso país carece de conhecimento). A nossa principal prioridade, neste momento, deve ser tornar o conhecimento acessível aos brasileiros, visto que, geralmente, as revistas disponibilizam versões em outros idiomas para esses países. Em nosso país existem pesquisas essenciais que, em muitas das vezes, não são acessadas pelos brasileiros porque não se divulga, no Brasil, esse conhecimento, apenas em outras línguas, sobretudo na inglesa. É preciso que nossas pesquisas não sejam direcionadas, apenas, às revistas internacionais, pois ao continuar agindo dessa forma o conhecimento, em nosso país, não se tornará global.

Assim, a resposta para a pergunta de hoje é, novamente, bastante subjetiva. Você deve publicar o quanto achar necessário para que o seu conhecimento chegue a todo e qualquer tipo de pessoa. Não existe uma quantidade, você quem deve escolher. Lembre-se que quanto mais você publicar, mais chances desse conhecimento chegar aos mais diversos grupos sociais. Tudo o que você achar, de alguma, forma, relevante para a sociedade, deve ser publicado, seja essa publicação científica, técnica ou intelectual. Tudo conta e tudo contribui para a construção de uma sociedade melhor, mais global e mais acessível. Mesmo que seja um estudo ainda em andamento, sempre existirão resultados relevantes para serem mostrados para a sociedade, até mesmo para que ela acompanhe o seu progresso social e veja que você se preocupa com a contribuição social.

Não se trata, apenas, de um processo para garantir a sua autoria acerca de determinado trabalho. É uma forma de fazer com que outras pessoas saibam o que impulsiona, o que te instiga, o que te incomoda em relação a um determinado assunto. Não se prenda, apenas, às revistas internacionais, pois elas, na maioria das vezes, não são acessadas por brasileiros comuns devido às dificuldades idiomáticas. Preocupe-se, primeiramente, em contribuir com o nosso próprio país, uma vez que a população brasileira carece de acesso ao conhecimento. Mantenha em mente que o seu compromisso é, primeiramente, para com a produção técnica, científica e intelectual no Brasil. São essas questões que nos impulsionam, diariamente, a lutar para que nossos pesquisadores se preocupem, acima de tudo, em sancionar os problemas da sociedade brasileira, antes de pensar em um contexto mais amplo, ou seja, estrangeiro.

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