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Promoção de Hábitos Alimentares Saudáveis em uma Escola de Alagoas

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Promoção de Hábitos Alimentares Saudáveis em uma Escola de Alagoas
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MARQUES, Dayse Alves [1], MACEDO, Nivea Maria Rocha [2]

MARQUES, Dayse Alves; MACEDO, Nivea Maria Rocha. Promoção de Hábitos Alimentares Saudáveis em uma Escola de Alagoas. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 03, Ed. 04, Vol. 05, pp. 16-33, Abril de 2018. ISSN:2448-0959

RESUMO

A alimentação saudável proporciona qualidade de vida, pois ajuda a manter a saúde do corpo e da mente. Em relação a crianças e jovens, a família e a escola exercem um papel significativo na construção de hábitos saudáveis. Atualmente, a educação alimentar e nutricional é vista como uma estratégia para promoção de hábitos alimentares saudáveis e acredita-se que a escola seja um espaço apropriado para o desenvolvimento dessas ações. O presente trabalho foi realizado com um grupo de 14 alunos do Ensino Fundamental da Escola de Educação Básica Professora Elenita Lucena no município de Capela em Alagoas. Este estudo teve como objetivos analisar quais os principais tipos de alimentos que os estudantes costumavam consumir em casa e na escola, bem como trabalhar o tema educação nutricional por meio de diferentes abordagens. Este trabalho de conscientização sobre a importância de uma alimentação balanceada e de qualidade foi capaz de promover mudanças na alimentação das crianças na escola. A maioria dos alunos passou a levar para a escola lanches naturais e saudáveis, em vez de alimentos industrializados com baixo teor nutricional, como costumavam fazer. Os pais desses alunos também foram envolvidos no projeto e receberam orientações sobre o papel da família para o desenvolvimento de hábitos alimentares saudáveis em casa.

Palavras-chave: Alimentação Saudável, Educação Nutricional, Nutrição na Escola.

INTRODUÇÃO

A alimentação desempenha uma influência determinante no desenvolvimento emocional, mental, físico e social de um indivíduo. A falta ou excesso de alimentos pode levar a várias doenças como a desnutrição, anemias, obesidade, diabetes, hipertensão, entre outras (ORNELLAS, 1995). Segundo Valle e Euclydes (2003), a infância é o período de formação dos hábitos alimentares. Dessa forma, o entendimento de seus fatores determinantes possibilita a elaboração de processos educativos, que são efetivos para mudanças no padrão alimentar das crianças. No intuito de orientar as populações sobre uma alimentação saudável, foi desenvolvida a pirâmide alimentar (Figura 1). Seu primeiro modelo foi criado em 1991 pela Agência Regulamentadora de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos da América (FDA); com base nos conceitos da pirâmide foram lançados vários modelos por diferentes instituições, cada uma com um propósito (VALLE & EUCLYDES, 2003). Na pirâmide tradicional, a base é composta pelos alimentos energéticos (grãos como trigo, milho, arroz e tubérculos como batata, mandioca, cará e pão), que devem compor a maior parte de nossa alimentação e ser consumidos de 5 a 9 porções por dia. Logo acima dos alimentos energéticos devem estar os alimentos reguladores, que são os vegetais e as frutas; esses alimentos fornecem os micronutrientes necessários para o bom funcionamento do organismo. O consumo diário dos alimentos desse grupo deve ser de 4 a 5 porções de verduras e legumes e 3 a 5 porções de frutas (GONÇALVES et al, 2008). Acima dos vegetais e frutas estão os alimentos fontes de proteínas, eles são nutrientes construtores do nosso organismo, e fazem parte das estruturas musculares, vísceras, pele e, enfim, compõem o organismo de uma maneira geral. O consumo diário deve ser de 1 a 2 porções (HERCULANO et al, 2010). No topo da pirâmide estão os alimentos fonte de gorduras, que devem ser ingeridos com cautela (não passar de 2 porções por dia), pois necessitamos de pouca quantidade deles. A ingestão de gorduras deve fazer parte de nossa dieta diária por nos fornecer as vitaminas A, D, E, K e os ácidos graxos essenciais. Devemos ficar atentos ao consumi-las, pois necessitamos de pequenas quantidades e qualquer excesso nos fornecerá calorias a mais, aumentando nosso peso, pois as gorduras possuem mais que o dobro de calorias que os carboidratos (HERCULANO et al, 2010).

Figura 1 - Pirâmide alimentar. FONTE: www.portaldoprofessor.mec.gov.br
Figura 1 – Pirâmide alimentar. FONTE: www.portaldoprofessor.mec.gov.br

A alimentação das crianças na sociedade atual é constante- e fortemente influenciada pelo ambiente e pelo contexto no qual estão inseridas. A escola, a família e a mídia são os principais agentes responsáveis pela construção das práticas alimentares. Cabe assim ressaltar que os hábitos alimentares aprendidos na infância determinam o comportamento na vida adulta (ODGEN, 2003). A alimentação saudável no contexto escolar está diretamente ligada à questão da Educação Nutricional, a qual envolve todos os segmentos da comunidade escolar (CAMOSSA et al, 2005, p. 349). A Educação nutricional exige um tempo de ação e a escola faz parte desse processo de conhecimento de comportamento alimentar mais saudável com orientação direta sobre a alimentação escolar. A escola, como instituição social, tem o papel de estimular atividades relacionadas à educação e saúde e, portanto, à educação nutricional, pois, uma vez que é dirigida às crianças, pode contribuir para a aquisição de hábitos alimentares saudáveis (VALLE & EUCLYDES, 2003).

A promoção da saúde no ambiente escolar vem sendo fortemente recomendada por órgãos internacionais (BIZZO & LEDER, 2005, p. 4). Portanto, partindo do pressuposto de que a escola é um importante espaço de ensino e aprendizagem, convivência e crescimento no qual se adquire valores fundamentais, esta se torna o lugar ideal para o desenvolvimento de programas de promoção de Educação e Saúde de amplo alcance e repercussão (GONÇALVES et al, 2008). A escola, na promoção de hábitos alimentares, precisa integrar a questão da nutrição nas atividades pedagógicas de um modo geral, ou seja, relacionar essa temática a diversas disciplinas. O ambiente escolar deve trabalhar incentivando, conscientizando e convencendo os alunos a mudarem sua postura alimentar. Fazendo isso, ela estará cumprindo com seu verdadeiro papel de socializadora, pois esse trabalho pode ser disseminado entre as famílias dos alunos e na comunidade. A escola tem o potencial de estimular hábitos alimentares saudáveis através do desenvolvimento de programas educativos que promovam modificações nos alimentos comercializados na cantina, explicando o porquê das alterações realizadas e incentivando a substituição e não simplesmente a proibição (HERCULANO et al, 2010, p. 3). A escola, portanto, precisa funcionar como uma ponte entre a família e a sociedade. Ela deve reforçar a necessidade de um cardápio variado e que contemple os nutrientes vitais para o adequado desenvolvimento da criança. Assim, a alimentação saudável assimilada nas atividades pedagógicas pode também ser aplicada fora da escola, de forma que os alunos se tornem agentes promotores de sua própria saúde, de sua família e da comunidade em geral.

Na concepção de Domene (2008, p.8), o professor de Ciências tem o papel de articulador na esfera escolar, provendo a seus alunos, um conhecimento amplo a respeito dos hábitos alimentares saudáveis. Vale ressaltar que, agindo como articulador, o professor estará também criando meios de construção e divulgação da educação nutricional, ao passo que estará instigando crianças e adolescentes a realizarem escolhas alimentares conscientes.

Assuntos relacionados à alimentação poderão ser discutidos nos primeiros anos do Ensino Fundamental, uma vez que nesse período, esse tema está inserido no conteúdo curricular, sendo excelente momento para desenvolver a Educação Alimentar. Nessa direção, Ribeiro (2013, p. 24) afirma:

A educação nutricional pode promover o desenvolvimento da capacidade de compreender práticas e comportamentos. Os conhecimentos ou as aptidões resultantes desse processo contribuem para a integração do adolescente com o meio social, proporcionando ao indivíduo condições para que possa tomar decisões para resolução de problemas mediante fatos despercebidos.

Sendo assim, o professor pode exercer uma influência positiva sobre os alunos, ao proporcionar discussões sobre o tema alimentação. O desafio do docente é contextualizar esse assunto em um mundo globalizado, com o intuito de conduzir seus alunos a terem mais consciência sobre os alimentos que fazem bem à saúde. Considerável parcela dos alunos traz conhecimentos prévios sobre os alimentos, sejam aqueles mais simples ou mais elaborados, oriundos de suas vivências familiares e sociais. Estes conhecimentos podem ser utilizados pelo professor para suscitar discussões sobre os tipos de alimentos mais saudáveis, a utilização dos nutrientes pelo organismo, as consequências advindas de hábitos alimentares inadequados, entre outros aspectos. Dessa forma, o aluno irá dispor de elementos significativos para decidir sobre os alimentos que consumirá. Destacam-se as aulas de Ciências e Biologia, como espaços bastante apropriados para abordar a questão, uma vez que existe uma forte ligação entre essas disciplinas e a Educação Alimentar. Daí, o estudante poderá confrontar seus conhecimentos prévios com novos conhecimentos adquiridos a partir dessas discussões e realizar escolhas mais adequadas quanto a sua dieta. Com base nesses preceitos, este trabalho teve como objetivo investigar os hábitos alimentares dos alunos do 4° ano do ensino fundamental I da Escola de Educação Básica Professora Elenita Lucena (estabelecimento privado), localizada no município de Capela-AL e conscientizá-los sobre a importância de uma alimentação saudável diária para a construção de uma melhor qualidade de vida.

METODOLOGIA

Para a realização da temática na escola, foi desenvolvido um projeto, que durou cerca de quatro meses, com uma turma de 14 alunos do turno vespertino (com faixa etária entre 9 e  10 anos) da escola de Educação Básica Professora Elenita no município de Capela – AL. O projeto foi desenvolvido por meio de uma série de atividades que serão detalhadas abaixo:

Aplicação do Questionário dos Hábitos Alimentares dos Alunos

Inicialmente, foi aplicado um questionário à turma com a finalidade de analisar seus hábitos alimentares diários, bem como de averiguar de que forma os pais ou responsáveis influenciam na alimentação das crianças. O questionário contou com o total de nove questões objetivas, as quais cada aluno pôde responder com base em sua realidade alimentar vivenciada no ambiente familiar e escolar. É importante ressaltar que o questionário foi elaborado de acordo com os princípios de Gonçalves et al. (2008).

Avaliação do Índice de Massa Corporal (IMC)

No início do projeto também foi realizada a Avaliação do Índice de Massa Corporal (IMC) dos alunos. Nesta etapa, foram coletados os dados de altura das crianças por meio do uso de um estadiômetro. Para medidas de peso, foi utilizada uma balança de vidro com capacidade para no máximo 150 kg da marca personalscale. Para organização dos dados foi construída uma tabela com as respectivas alturas e pesos de cada aluno e, posteriormente, foram feitos os cálculos de Índice de Massa corporal. Esses Cálculos foram realizados a partir da fórmula: peso/altura2, de acordo com os parâmetros da Organização Mundial da Saúde para crianças.

Ação na Escola: educação nutricional

Os alunos, por meio de aulas teóricas, foram orientados quanto aos princípios gerais de uma boa alimentação e conheceram os grupos de nutrientes que devem fazer parte do nosso cardápio diariamente, além de terem sido alertados sobre os riscos de uma má alimentação. Os estudantes assistiram a vídeos que demonstravam o teor de açúcar e gorduras dos alimentos mais consumidos diariamente, além de animações (adaptadas à faixa etária dos alunos) ressaltando a importância de se alimentar de forma saudável. Os alunos puderam participar ativamente de discussões nas quais expunham seus hábitos alimentares, de sua família e suas opiniões e dúvidas sobre o tema em debate.

A etapa seguinte dessa ação consistiu em colocar em prática todos os conhecimentos que os alunos estavam recebendo e observar a receptividade destes quanto a mudanças em seus hábitos alimentares. Para isso, primeiramente, foi elaborado um cardápio com diversas opções de alimentos saudáveis para todas as refeições, inclusive para o lanche na escola. As crianças levaram o cardápio para suas casas e o apresentaram aos pais ou responsáveis.

Para o acompanhamento da alimentação dessas crianças durante uma semana, foi elaborada uma ficha, onde foram descritas todas as refeições de cada aluno. Nesta ficha, foram anotados todos os alimentos das respectivas refeições e, portanto, foi feito o acompanhamento de quais alunos seguiram o que foi proposto na semana da alimentação saudável. Os resultados obtidos nessa etapa foram socializados e debatidos com os alunos em sala de aula.

A culminância do projeto consistiu em um evento que foi realizado no pátio da escola e contou com a presença de todos os alunos da escola, dos pais, coordenadores, diretores e os demais professores da escola. Sob supervisão da professora que coordenou o projeto, os alunos do 4° ano elaboraram painéis sobre o tema e tiveram a oportunidade de compartilhar o que aprenderam a respeito de alimentação saudável. Esses estudantes também montaram uma mesa com alimentos saudáveis, como: sucos, frutas, salada de frutas, frutas em espetinhos e sanduíches naturais para que todos pudessem degustar. No final desse evento, foram entregues aos pais ou responsáveis que compareceram, lembrancinhas do evento, que consistiram em receitas saudáveis com o propósito de estimular a prática de uma nutrição saudável e o não desperdício de alimentos.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Análise do Questionário Aplicado aos Alunos sobre Preferência e Hábitos Alimentares

A aplicação do questionário aos alunos teve como principal objetivo fazer uma sondagem a respeito de seus hábitos alimentares, bem como analisar o conhecimento das crianças sobre os princípios de uma boa alimentação e até que ponto os pais influenciam e colaboram para uma dieta de qualidade. O presente levantamento possibilitou o esclarecimento de diversos aspectos relacionados aos hábitos nutricionais das crianças investigadas e os principais pontos serão destacados.

Segundo a concepção Dartora (2006, p. 201), a maneira como os indivíduos se alimentam constitui-se como um dos fatores determinantes para a promoção da saúde, uma vez que o organismo necessita de todos os nutrientes em quantidades, horários e frequência regulares. Dentro desse contexto foi indagado aos alunos em um dos quesitos do questionário a frequência da realização de suas refeições semanalmente. Os resultados estão apresentados no quadro 1.

Quadro 1 – Frequência da realização das refeições dos alunos semanalmente (Total de alunos entrevistados: 14)

Café da manhã Lanche da manhã Almoço Lanche da tarde Jantar Lanche da noite
Não realiza 7,14% 42,85% 7,14% 7,14%
Até 2 X por semana 7,14% 14,28% 7,14% 7,14%
De 3 a 6 X por semana 21,42% 21,42% 7,14% 14,28% 14,28%
Todos os dias 64,28% 21,42% 85,71% 85,71% 92,85% 71,42%

FONTE: Dados produzidos pela presente pesquisa

 

A partir dos dados mostrados no quadro 1, é possível notar que a maioria dos alunos faz as refeições diariamente de forma frequente como também realiza o café da manhã. Essa informação é relevante, considerada assim, como um ponto positivo ao grupo estudado, pois Trancoso et al. (2010) ressaltam a importância do café da manhã:

O consumo frequente e adequado do café da manhã pode melhorar o poder da saciedade do indivíduo e, assim, reduzir a quantidade calórica total ingerida durante o dia; em especial, pode limitar o consumo de lanches calóricos por crianças e adolescentes ao longo da jornada (TRANCOSO et al, 2010, p.863).

Aliado à frequência das refeições, o tipo dos alimentos consumidos diariamente é outro ponto relevante e determinante para uma alimentação de qualidade. Assim, a prática de uma alimentação saudável e equilibrada envolve também a qualidade dos nutrientes ingeridos em cada alimento. Partindo desse pressuposto, foi perguntado ao grupo estudado com que frequência eles consomem os alimentos citados no gráfico 1:

Gráfico 1 - Frequência semanal do consumo de alimentos. FONTE: Dados produzidos pela presente pesquisa
Gráfico 1 – Frequência semanal do consumo de alimentos. FONTE: Dados produzidos pela presente pesquisa

De acordo com os dados apresentados no gráfico 1, é possível concluir que 85,2% dos alunos atestam consumir leite, queijo e iogurte em uma alta frequência (5 a 7 X) durante a semana, sendo um resultado relativamente bom, visto que se trata de crianças em fase de crescimento e desenvolvimento, além da troca de dentição, o que requer elevado teor de cálcio para manter os dentes fortes (ROSSI et al, 2013, p.47).

Nota-se também no gráfico 1 um elevado consumo semanal de sucos industrializados e refrigerantes (78,1%), como também de massas em geral (63,9%), frituras, salgados e doces (63,9%). Os percentuais revelam dados preocupantes, uma vez que a dieta alimentar do grupo estudado vem se configurando como industrializada e rica em gorduras, açúcares e sal. Atenta-se, assim, para o risco de alimentos industrializados no cotidiano alimentar.

Observa-se o aumento do consumo de industrializados, alimentos de altos índices calóricos, basicamente fonte de açúcares e gorduras. Estes hábitos podem levar ao excesso de peso, e consequentemente, a doenças associadas à obesidade e ao diabetes tipo II (BRASIL, 2011, p.28).

De acordo com o exposto, as crianças que possuem uma dieta rica em refrigerantes, doces, massas em geral e frituras – alimentos com uma grande taxa de componentes industrializados – correm um maior risco de serem acometidas por doenças relacionadas à alimentação inadequada, tais como, obesidade, hipertensão e diabetes.

O aumento no consumo de alimentos industrializados, pelo menos em parte, deve-se às mudanças pelas quais a sociedade atual tem passado, como crescimento populacional, globalização e a crescente inserção da mulher no mercado de trabalho (CAMOSSA, 2005).

De acordo com os dados mostrados no gráfico 1, o consumo semanal de frutas/suco natural foi baixo com relatos de  28,4%. Os dados vêm mostrar que apenas uma pequena parcela dos escolares consome diariamente frutas e sucos naturais. A ingestão de hortaliças/folhosos e leguminosas corresponde a uma frequência positiva, relatada por 85,1% dos alunos. Em geral, observa-se que, com relação ao grupo das leguminosas e hortaliças folhosas, o consumo é satisfatório para uma alimentação de qualidade. George et al. (2009, p.56) ressaltam a importância das frutas, sucos naturais e hortaliças para o organismo:

Frutas e hortaliças são fontes ricas em nutrientes antioxidantes, incluindo carotenoides, vitamina C e fitoquímicos, sendo importantes na prevenção do câncer, além de exercerem atividade antiproliferativa e auxiliarem o sistema cardiovascular.

Em outro quesito do questionário foi perguntado aos alunos a respeito da preferência do lanche levado à escola na hora do intervalo. Assim, 100% dos estudantes atestaram optar por doces, salgados, refrigerantes e chocolate.

Figura 2 - Lanches dos alunos na hora do intervalo. FONTE: Dados produzidos pela presente pesquisa
Figura 2 – Lanches dos alunos na hora do intervalo. FONTE: Dados produzidos pela presente pesquisa

Observando a figura 2, é possível concluir que ela é coerente com os resultados do gráfico 1, no qual os alunos afirmam ter uma alimentação rica em produtos industrializados no lanche escolar. Nota-se, assim, que o lanche que as crianças levam à escola é rico em sódio, carboidratos e gorduras, que são promotores de doenças cardiovasculares. Diante desse fato, Costa et al. (2009, p. 206) afirmam que:

Como muitos alimentos industrializados são ricos em açúcares, gorduras e sal, o elevado consumo destes produtos contribui para o avanço da transição nutricional que, não se limitando somente a sociedades desenvolvidas, também acomete países em desenvolvimento, como o Brasil.

Devido à alta frequência de alimentos industrializados, os autores alertam para um novo conceito denominado “transição nutricional”. Com essa nova denominação, ele vem mostrar que o consumo diário desses produtos de fonte industrial provoca de forma direta ou indiretamente uma mudança na postura nutricional dos indivíduos. O que mais chama a atenção é que esses alimentos são provenientes de casa, ou seja, eles não são adquiridos na lanchonete da escola. Os dados mostram que fatores diversos como as propagandas televisivas podem influenciar nessa escolha alimentar. Possivelmente, a família, por falta do conhecimento dos princípios de uma alimentação saudável e equilibrada, acaba, não intencionalmente, estimulando ou permitindo uma dieta alimentar não saudável. Nessa perspectiva, os alunos relatam sobre a interferência dos pais na alimentação diária.

Os dados apresentados no gráfico 2 mostram que 79% dos alunos entrevistados são “livres” para escolherem seus alimentos. Por outro lado, apenas 21% das crianças responderam receber influência dos pais para optarem por alimentos menos gordurosos, com menos açúcar e/ou sal nas refeições e lanches diários. Isso nos faz atentar para a responsabilidade familiar em relação à questão nutricional das crianças, pois, como já foi falado, elas estão em processo de crescimento e, portanto, necessitam de um acompanhamento alimentar de forma responsável e consciente. No entanto, vale destacar que pode acontecer de determinadas famílias não compreenderem a importância da educação alimentar, bem como não terem conhecimento suficiente para a elaboração de um cardápio balanceado e assim, de forma não proposital, desencadear uma alimentação irregular na criança. Nesse enfoque, temos:

A alimentação infantil sofre forte influência do padrão familiar, já que a família é o primeiro núcleo de integração social do ser humano. Assim, a adequação da alimentação nos primeiros anos de vida depende do padrão e da disponibilidade alimentar da família. Mais adiante, ocorre a influência de outros grupos sociais, como creches, clubes, escolas etc. (ACCIOLY, 2009, p.2).

A família constitui-se, assim, como o primeiro grupo social a determinar, influenciar e construir os hábitos alimentares das crianças. Portanto, os pais têm um papel fundamental na adequação alimentar dos filhos. Cabe assim, ao grupo familiar participar ativamente das escolhas alimentares, pois as crianças nos primeiros anos de vida não sabem discernir o saudável do não saudável.

Gráfico 2 - Interferência dos pais na alimentação diária dos filhos. FONTE: Dados produzidos pela presente pesquisa
Gráfico 2 – Interferência dos pais na alimentação diária dos filhos. FONTE: Dados produzidos pela presente pesquisa

Resultado da Análise dos Dados de Índice de Massa Corporal

No segundo momento da pesquisa, após conhecer os hábitos e preferências alimentares das crianças, foi necessário a partir do peso e da altura de cada aluno, calcular o índice de massa corporal (IMC) do grupo estudado, com o intuito de fazer um paralelo entre o IMC e a alimentação dos alunos.

O IMC é a relação entre o peso e a altura elevada ao quadrado. Através desse índice é possível ter o diagnóstico da adequação de peso com as seguintes faixas: normalidade, sobrepeso, obesidade e baixo peso (NUNES, 2011). Vale ressaltar que, existem parâmetros de classificação do peso de acordo com o cálculo do IMC (OMS, 2007).

Assim, os resultados da análise do IMC obtidos a partir do grupo experimental estão apresentados no gráfico 3.

Gráfico 3 - Percentual referente ao IMC do grupo estudado. FONTE: Dados produzidos pela presente pesquisa 
Gráfico 3 – Percentual referente ao IMC do grupo estudado. FONTE: Dados produzidos pela presente pesquisa

Após o cálculo da relação entre altura e peso foi possível constatar que os estudantes apresentaram apenas duas variáveis: peso normal e baixo peso. Assim, os percentuais mostrados no gráfico 3  indicam que 43% dos alunos possuem peso normal, ao passo que 57% estão na condição de baixo peso. A questão do baixo peso, notificado no grupo de alunos em estudo pode estar associada à alimentação inadequada, realizada diariamente. Monteiro et al. (2010, p. 180)  ressaltam que uma alimentação adequada é caracterizada essencialmente por quantidade necessária e qualidade para que o organismo consiga absorver a energia e os nutrientes adequados para um bom funcionamento. Nessa linha de raciocínio, o autor destaca que o consumo alimentar insuficiente, principalmente em componentes nutricionais importantes, tais como proteínas, sais minerais, vitaminas e entre outros pode acarretar numa deficiência nutricional, manifestada, por exemplo, no baixo peso.

Ação na Escola: Educação Nutricional

Após a aplicação do questionário para o conhecimento dos hábitos alimentares das crianças e do cálculo do IMC, prosseguiu-se uma nova ação do presente trabalho voltada à educação nutricional. Assim, foram organizadas aulas no pátio da escola com o objetivo de discutir os princípios de uma boa alimentação, bem como refletir  a respeito de nossa própria dieta alimentar no dia-a-dia. Uma das discussões mais importantes foi sobre o lanche que os alunos constumavam levar para a escola. Os questionamentos realizados aos alunos foram o ponto de partida para a discussão e a troca de informações a respeito da temática da alimentação saudável. O objetivo central desses questionamentos foi construir juntamente com as crianças o conceito de “ alimentação saudável”. É importante ressaltar que todos os conceitos estabelecidos pelos alunos foram valorizados e levados em consideração para a construção aprimorada do conceito e dos princípios da “alimentação saudável”.

Em outro momento, utilizou-se também a pirâmide alimentar para mostrar aos alunos quais alimentos devem fazer parte de nossa dieta. Juntamente com essa pirâmide, foram explorados os princípios de uma alimentação saudável. Em seguida, foram estudados os grupos de nutrientes: carboidratos, lipídios, proteínas, sais minerais e suas respectivas funções no organismo e em quais alimentos podemos encontrá-los. À medida que o conteúdo foi sendo explicado, os alunos estabeleciam intervenções pertinentes, bem como esclarecendo algumas curiosidades.

Os primeiros grupos estudados foram os carboidratos e lipídios. Foram enfatizadas as respectivas funções dos nutrientes e os alimentos nos quais podem ser encontrados. Nesse item, um dos alunos interviu da seguinte maneira: “Eu acho muito estranho ter óleo no amendoim, abacate e no coco. Pensei que em fruta não existisse óleo.” Essa intervenção do aluno foi muito importante e abriu caminho para se esclarecer que os lipídios não são apenas encontrados em animais, mas também em vegetais, além do fato de nem sempre serem vilões na alimentação.

Muitos dos alunos ficaram surpresos, pois não sabiam que o chocolate tinha gordura. Boa parte da turma acreditava que apenas alimentos como frituras, ou o próprio óleo utilizado para o preparo de comidas, continham gordura.

Ao ser abordado o perigo do consumo de frituras em excesso, um dos alunos, cuja mãe trabalha na praça da cidade durante os finais de semana vendendo batata-frita, assegurou que a batata de sua mãe era muito saudável, pois “não tinha gordura”. Ao questioná-lo sobre como a mãe preparava as batatas, ele respondeu que elas eram fritas, porém não encharcadas de óleo e que, portanto, não faziam mal à saúde.

Foram trabalhados também os seguintes grupos: fibras, vitaminas, proteínas e sais minerais. Muitas crianças não gostam de frutas, legumes e verduras, visto que não acham saborosos e/ou atrativos. Muitas, inclusive, nem experimentam tais alimentos. É importante que elas saibam a importância que esses alimentos exercem em nosso organismo, para que assim venham experimentá-los, incluindo-os em quantidades significativas em sua alimentação. Nesse enfoque, Moura et al. (2012, p. 43) atenta que:

As frutas, legumes e verduras são ricos em fibra alimentar, minerais e diferentes tipos de vitaminas, como os carotenoides, precursores da vitamina A que protege contra catarata e outras doenças da visão, além de auxiliar na imunidade do organismo. O consumo regular da variedade desses alimentos, combinados com outros ricos em carboidratos pouco processados, oferece garantia contra a deficiência da maioria as vitaminas e minerais e aumenta a resistência às infecções.

Para trabalhar o conteúdo de proteínas utilizou-se o desenho infantil “Jaime e os nutrientes na escola”, foi um material adaptado à faixa etária dos alunos, objetivando conscientizá-los sobre a importância do consumo de alimentos ricos em proteínas. As proteínas são componentes essenciais de todas as células e estão relacionadas praticamente a todas as funções fisiológicas. São utilizadas na regeneração de tecidos, sendo indispensáveis nos fenômenos de crescimento e reprodução, por exemplo (CASTRO et al, 2010, p. 75).

Finalizando a etapa de educação nutricional na escola contamos com a participação do professor de Educação Física, o qual explicou que, aliado a uma boa alimentação, deve estar a prática de atividades físicas, pois esta possui inúmeros benefícios, como: atua na prevenção e redução da hipertensão arterial, previne o ganho de peso (diminuindo o risco de obesidade), auxilia na prevenção ou redução da osteoporose e promove bem estar, reduzindo o estresse, a ansiedade e a depressão (LOPES & FERREIRA, 2013).

Como se vê, além de uma alimentação balanceada e adequada, é importante praticar algum tipo de atividade física, não somente para manter o peso adequado, gastando proporcionalmente o quanto ingerimos por meio de alimentos, mas principalmente para aumentar a qualidade de nossas vidas.

Após a exposição dos conteúdos, duas atividades distintas foram propostas aos alunos. Na primeira atividade, os alunos foram divididos em grupos para confeccionarem cartazes com o objetivo de conscientizar os demais alunos da escola pela busca de uma alimentação saudável. Para isso, eles usaram imagens coloridas, recortes de revistas, desenhos etc. Os cartazes confeccionados foram, posteriormente, espalhados no pátio da escola. Na segunda atividade, foi dado aos alunos o esqueleto da pirâmide alimentar para eles montarem-na, organizando os grupos alimentares e suas respectivas porções que são recomendadas para ingerirmos.

Os alunos levaram um pouco mais de tempo para a realização dessa atividade, visto que, tiveram um pouco de dificuldade para separar os grupos alimentares, mas todos conseguiram realizar com sucesso, colocando todos os grupos de forma correta na pirâmide alimentar. Ao término, todas as atividades foram socializadas e expostas.

Durante a semana em que foi feito o acompanhamento da alimentação desses alunos, verificou-se a aceitação de troca de produtos industrializados por alimentos saudáveis, principalmente no lanche realizado na escola. A partir das anotações e observações, foram obtidos os resultados apresentados no gráfico 4.

Gráfico 4 - Aceitação da semana da Alimentação Saudável. FONTE: Dados produzidos pela presente pesquisa
Gráfico 4 – Aceitação da semana da Alimentação Saudável. FONTE: Dados produzidos pela presente pesquisa

De acordo com os resultados obtidos, foi observado que a proposta de substituição de alimentos industrializados por lanches saudáveis foi bem aceita pelas crianças. Na segunda-feira, primeiro dia da proposta, apenas 35,71% dos alunos aderiram à proposta. Na terça-feira, a aceitação já aumentou, pois 57,14% dos alunos levaram lanche saudável. Na quarta-feira apenas 14, 28% dos alunos não seguiram a proposta, e nos dois últimos dias, a aceitação foi total. Assim, o lanche do intervalo, que antes era caracterizado frequentemente por sucos industrializados, chocolates, salgados fritos, balas, refrigerantes e salgadinhos de pacote, foram substituídos por sucos e sanduíches naturais, bolachas integrais e frutas. O intuito desse projeto é que os alunos, após esse processo de informação, conscientização e motivação, optem por sempre manterem hábitos alimentares saudáveis.

Na promoção de uma alimentação dois aspectos devem ser ressaltados: a mudança de um comportamento alimentar a longo prazo é um objetivo com elevadas taxas de insucesso, e os hábitos alimentares da idade adulta estão relacionados com os aprendidos na infância. Esses dois aspectos apontam para que a intervenção na promoção de comportamentos alimentares saudáveis deva incidir com maior ênfase nos primeiros anos da infância, para que os mesmos permaneçam ao longo da vida.

O projeto foi concluído com um evento que contou com a participação de toda a comunidade escolar, incluindo os pais dos alunos. Este evento foi planejado juntamente com os alunos, inclusive, todos os recursos, tais como, painel, lembrancinhas e o lanche saudável foram produzidos por eles e por seus familiares. Inicialmente, os alunos compartilharam com o público, na forma de seminário, tudo o que aprenderam durante a realização do projeto. As crianças também explicaram sobre os princípios de uma boa alimentação e sobre os grupos de nutrientes, além de enfatizarem a importância da prática de exercícios físicos.

Em seguida foi trabalhado um vídeo sobre “teores de gorduras e açúcares nos alimentos”, no qual uma nutricionista relata a quantidade de óleos e carboidratos em muitos alimentos do cotidiano como: presunto, linguiça, queijo, macarrão instantâneo e outros. Esse material chamou a atenção de todos, inclusive, alguns pais que estavam presentes ficaram surpresos com as informações mostradas.

Um ponto relevante diante dessa explanação foi a colocação de uma das mães presentes: “Eu pensei que o macarrão instantâneo fosse um alimento saudável, não sabia que o tempero que vem na embalagem continha a quantidade de sal necessário para o consumo de um dia inteiro. E, na minha casa, comemos bastante macarrão instantâneo, inclusive a minha filha”. A colocação da mãe foi muito importante, pois esclareceu um mito que muita gente não sabia a respeito do macarrão instantâneo. Assim, foi esclarecido à mãe, que este é um produto industrializado e, como todos, possui altos teores de gordura e sódio, prejudiciais à nossa saúde.

A avó da aluna salienta a questão da influência da mídia na formação de hábitos alimentares das crianças, enfatizando a ideia de que as crianças antigamente alimentavam-se de uma forma mais equilibrada. Sobre a influência das propagandas televisivas, Merino (2008, p. 2) destaca que o incentivo ao consumo de produtos com altos teores de açúcar, sal e gordura, associados a personagens, pode determinar escolhas maléficas, que trarão efeitos desastrosos para toda a vida.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Conclui-se que a maioria dos estudantes realizava as refeições diárias com uma boa frequência. Porém, foi observado o elevado consumo de produtos com baixo valor nutricional, como sucos industrializados e refrigerantes. Essas crianças também consumiam frituras, salgados de pacotes e doces de forma excessiva. Os dados revelam que a dieta desses alunos é rica em gorduras, açúcar e sal. Inclusive, os estudantes afirmaram que optavam por consumir doces, salgados fritos e de pacote, refrigerantes e chocolates no intervalo escolar. Apenas uma pequena parcela dos estudantes (28,4%) consome frutas regularmente durante a semana. Foi observado que uma grande parcela dessas crianças, cerca de 79%, fica “livre” para fazerem suas escolhas alimentares, ou seja, os pais não interferem de modo decisivo na construção de hábitos alimentares saudáveis.  Além da prática alimentar inadequada, a maioria dos estudantes não pratica atividade física regularmente. O presente trabalho parece ter impactado positivamente na educação nutricional dessas crianças, pois as mesmas tiveram a oportunidade de esclarecer dúvidas e mitos a respeito da alimentação saudável e seus benefícios e das doenças decorrentes de uma má alimentação. Essas crianças ficaram motivadas a trocar produtos industrializados de pouco valor nutricional por alimentos saudáveis, inclusive essa mudança foi observada no lanche que esses alunos levavam para a escola.

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[1] Graduada em Ciências Biológicas (UFAL)

[2] Graduada em Ciências Biológicas (UECE), Mestre em Bioquímica (UFC), Doutora em Ciências (USP), Professora de Biologia Celular e Molecular (ICBS-UFAL)

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