Avaliação da Eficácia na Aprendizagem Sobre Empreendedorismo nos Cursos Técnicos Profissionalizantes – Desenvolvimento de Características Intraempreendedoras

0
869
DOI: ESTE ARTIGO AINDA NÃO POSSUI DOI SOLICITAR AGORA!
Avaliação da Eficácia na Aprendizagem Sobre Empreendedorismo nos Cursos Técnicos Profissionalizantes – Desenvolvimento de Características Intraempreendedoras
5 (100%) 5 vote[s]
ARTIGO EM PDF

JUNIOR, Ranulfo Soares da Fonseca [1]

JUNIOR, Ranulfo Soares da Fonseca. Avaliação da Eficácia na Aprendizagem Sobre Empreendedorismo nos Cursos Técnicos Profissionalizantes – Desenvolvimento de Características Intraempreendedoras. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 2, Ed. 01, Vol. 01. pp 363-379, Abril de 2017. ISSN:2448-0959

Resumo

O presente trabalho propõe uma abordagem para o ensino de empreendedorismo que se fundamenta no construtivismo, de forma a permitir que os alunos construam seus próprios conhecimentos.  Em termos de formação de empreendedor, o objetivo da abordagem proposta é o desenvolvimento do empregado-empreendedor avaliando a eficácia da aprendizagem do empreendedorismo no nível técnico, quando aplicado em empresas situadas na grande São Paulo. Segundo estimativas do Ministério da Educação, em 2014, 83% dos profissionais técnicos estavam empregados em empresas de diversas áreas. Assim, uma importante pergunta se impõe: qual a contribuição da aprendizagem de empreendedorismo para a prática do intra empreendedorismo? Para responder a essa pergunta, foram realizadas entrevistas as responsáveis hierarquicamente por profissionais técnicos antes e depois do término do curso profissionalizante onde o ensino do empreendedorismo esteja confirmado em a menos 60 horas de carga horária. Neste processo, foi realizada uma pesquisa qualitativa, com os supervisores profissionais, onde responderam questões sobre intra empreendedorismo. Tiveram a oportunidade de analisarem a evolução das características intraempreendedoras de seu supervisionado e expressar suas percepções sobre o desempenho de seu subordinado comparado ao de outros profissionais da empresa.

Palavras-chave: Aprendizagem de Empreendedorismo, Eficácia, Nível Técnico, Intra empreendedorismo.

1. Introdução

No mundo do trabalho, constata-se uma variedade de mudanças que impactam nas esferas sociais, culturais, econômicas e políticas, ao mesmo tempo em que essas mudanças são originadas também nessas esferas. As necessidades do mundo produtivo estão, portanto, diretamente relacionadas às transformações sociais, políticas e econômicas e, por conseguinte, provocam instabilidades na área da educação, que, por sua vez, passa a ter que responder com agilidade e qualidade também às demandas do mundo produtivo. Com o surgimento e difusão de novas tecnologias e novas formas de organização do trabalho, com vieses conjunturais ou estruturais, verifica-se a importância da educação profissional, e uma correspondente necessidade da elevação dos níveis de qualificação profissional dos trabalhadores e de alterações na legislação educacional.

Não são poucas as pesquisas, os escritos e as reflexões acerca da educação profissional no Brasil, desenvolvidos por meio de diferentes abordagens, voltados a expectativas, objetos e resultados também diversos. Como exemplo, Lezana et al. (2009) mencionam a experiência da abordagem do empreendedorismo no ensino fundamental, temática antes prerrogativa de cursos de ensino superior, com o intuito não de formar empresários, mas de estimular e desenvolver o espírito crítico, e a aptidão para a solução de problemas e a tomada de decisões, todas inerentes à vida adulta, essenciais para o enfrentamento dos desafios da vida pessoal e profissional.

A partir do século XX, o mundo tem passado por várias transformações, com o surgimento de tecnologias e invenções que revolucionam a vida das pessoas. Pode-se dizer que estas mudanças são decorrentes da inovação, ou de uma nova visão de como utilizar as coisas que já existem. Mas, por trás destas inovações, existem pessoas, ou equipes, com um conjunto de características especiais, visionárias, que questionam, investigam, arriscam, que fazem as coisas acontecerem, enfim, que empreendem (LOPES, 2010).

Esta pesquisa se ocupou de cursos técnicos da cidade de São Paulo, com enfoque em aprendizagem do empreendedorismo, na conformidade das considerações de Fillion (2001), Lopes (2010) e Perrenoud (2000). Esses autores defendem a importância do desenvolvimento da cultura empreendedora desde o ensino fundamental. A aprendizagem empreendedora tem atraído grande interesse nacional e internacional nos últimos anos, principalmente em virtude da sua forte relação com o desenvolvimento regional.  Com o intuito de promover o comportamento empreendedor, unem-se governos, instituições de ensino e afins, investindo esforços e recursos financeiros. Além do empenho no desenvolvimento do perfil empreendedor, com foco no indivíduo, mecanismos de suporte à empresa nascente são colocados à disposição de quem deseja abrir seu próprio negócio, abrangendo desde linhas de crédito e incubadoras tecnológicas até consultorias subsidiadas e eventos para promoção de redes de negócios.  A crescente procura por cursos nessa área, somada ao quadro da necessidade atual de mudanças rápidas de ideias e de atitudes em todas as áreas do conhecimento e das profissões, exige tanto a disseminação quanto a gestão da cultura do empreendedorismo.

As razões que justificaram esta pesquisa estão relacionadas ao fato de que a aprendizagem em empreendedorismo tem focado, principalmente, o papel do professor como transmissor de conhecimento, e não o papel do aluno como construtor de conhecimento. Neste sentido, pretende-se iniciar uma discussão que contemple, primeiramente, as características empreendedoras e as competências intraempreendedoras.

Segundo Lima et al. (2011), a educação empreendedora contribui para as características comportamentais do aluno. Essa é também a posição de Osterbeek  et al. (2010), Lopes (2010), Tran (2011) e Zellweger (2011).

Em muitas escolas e planos de aulas, a aprendizagem do empreendedorismo está voltada para a abertura de uma empresa.  O que leva à seguinte pergunta: quais as contribuições deste modelo de ensino para os alunos que atuarão com empregados? Segundo Hashimoto (2013), o intraempreendedor diz respeito ao funcionário empreendedor dentro da empresa. Fillion (2002) explica ainda que, para a empresa, ter um funcionário intraempreendedor é uma conquista, afinal sua criatividade reverterá em resultados.

Diante do exposto, as escolas técnicas que estão em grande expansão podem contribuir diretamente para o ensino empreendedor. Segundo pesquisa do Senai e Senac (2016), o Brasil tem muito campo para crescer em ensino técnico. Por exemplo, a pesquisa mostra que 57% dos profissionais ativos na Alemanha fizeram algum curso técnico, já no Brasil este número é inferior a 7%.

2. Conceito e Empreendedorismo e Intra empreendedorismo

O termo empreendedorismo surgiu na segunda metade do século XVIII e no início do século XIX. Os primeiros a usar o termo foram os economistas Richard Cantillon (1755) e Jean-Baptiste Say (1803), os quais não estavam preocupados somente com a temática da economia em termos macro, mas também com as empresas, a criação de novos empreendimentos e o gerenciamento de negócios. O fato é que ambos consideravam os empreendedores pessoas que corriam riscos, porque investiam o seu próprio dinheiro. Em 1912, com a publicação da obra de Schumpeter, Teoria de Desenvolvimento Econômico, o termo empreendedor adquiriu um novo significado, ligando de maneira clara à ideia de.

Hoje, pouco se duvida de que uma sociedade com mercado livre é capaz de produzir mais riqueza. Mas há uma condição primordial para que isso aconteça, um elemento, sem a qual, um mercado inovação altamente livre pode se tornar o menos aproveitado de todos: pessoas. Sem pessoas capazes de criar e aproveitar oportunidades, melhorar processos e inventar negócios, pouco adiantaria deter dos mercados o mais livre.  Isto é importante, porque justifica de que as comunidades, por meio da atividade empreendedora, podem ter a iniciativa de liderar e coordenar esforços no sentido do seu próprio crescimento econômico. Acredita-se ser possível alterar a curva da estagnação econômica e social por meio da indução de atividades inovadoras, capazes de agregar valores econômicos e sociais (BOAVA e MACEDO, 2006). Já o termo intraempreendedor (tradução do Inglês – intrapreneur) foi criado por Gifford Pinchot (1989), para designar o “empreendedor interno”. São aqueles indivíduos que, a partir de uma ideia, e diante das condições necessárias oferecidas pela empresa em que trabalham, se ocupam em transformá-la em um produto de sucesso. Não é necessário deixar a empresa onde trabalha, como faria o empreendedor, para vivenciar as emoções, riscos e gratificações de uma ideia transformada em realidade.

Para Kuratko e Hodgetts (1998), os intraempreendedores podem ser definidos como aqueles que:

Intraempreendedores não são necessariamente os inventores de novos produtos ou serviços, mas as pessoas que podem transformar ideias ou protótipos em realidades lucrativas. São as pessoas por detrás dos produtos ou serviços. São formadores de equipes comprometidos e fortemente orientados para ver suas ideias tornarem-se realidade. Talvez o que é mais surpreendente: eles são tipicamente de inteligência mediana, ou ligeiramente acima da média – eles não são gênios. (KURATKO, HODGETTS, 1998, p. 72-73)

Segundo Hashimoto (2006), o intraempreendedorismo permite maior agilidade na implementação dos projetos e o surgimento de novos modelos de negócios. Para melhor compreender as principais diferenças entre o intraempreendedor e o empreendedor, considere-se o quadro abaixo:

Quadro 1 – Diferenças entre o Empreendedor e o Intraempreendedor

Empreendedor Intraempreendedor
Usa capital Próprio ou de Terceiros Usa o Capital da Empresa
Cria toda a estrutura operacional Usa a estrutura operacional da Empresa
Maior poder de ação sobre o ambiente Maior dependência das características da cultura corporativa
Fracasso parcial significa perda de dinheiro Fracasso parcial significa apenas erro e realinhamento do projeto
Fracasso total significa falência Fracasso total significa aborto do projeto e, no máximo, demissão
Ele é o chefe Ele se reporta a um (ou mais) chefe (s)
Monta sua própria equipe É obrigatório se relacionar com que já está na empresa
Salário? Depende… Salário? Líquido e certo…

Fonte: Hashimoto (2006)

Os intraempreendedores são todos os “sonhadores que realizam”, aqueles que assumem a responsabilidade pela criação de inovações de qualquer espécie dentro de uma organização. O intraempreendedor pode ser o criador ou o inventor, mas é sempre o sonhador que concebe como transformar uma ideia em uma realidade lucrativa (Pinchot III, 1987).

Segundo Fleury e Fleury (2001), a competência é “um conjunto de um saber agir responsável e reconhecido, que implica mobilizar, integrar, transferir conhecimentos, recursos e habilidades, que agreguem valor econômico à organização e valor social ao indivíduo.” (FLEURY, FLEURY, 2001, p 69.). Pode-se verificar que existe uma interação entre competências individuais e competências organizacionais, das quais, as primeiras se referem aos próprios trabalhadores buscando valores sociais e, a segunda se relacionam as competências inerentes às empresas.

O intraempreendedor faz com que a ideia realmente aconteça. Os empreendedores, assim como os intraempreendedores não são inventores ou criadores de novos produtos ou serviços, mas sim utilizam o portfólio existente para transformá-lo em lucratividade, que é o objetivo maior das organizações. Sobre essas competências, Hashimoto (2013) explica:

Seja para concretizar uma ideia própia ou de outros, ele reúne pessoas e recursos, enfrenta os obstáculos e as dificuldades e não mede esforços para traduzir uma ideia em ação. De nada adianta uma ideia fantastica se não houver os intraempreendedores pra transformá-los em realidade. (HASHIMOTO, 2013, p. 20)

Sobre o tema, considere-se, também, o quadro abaixo:

Quadro 2 –  Competências do intraempreendedor

Área Descrição
Conhecimento do produto Habilidades para entender o produto, o desenho, a concepção e o potencial.
Negócio Habilidade para realizar as atividades funcionais de uma organização e entender o seu funcionamento como um todo.
Setor Habilidade para compreender o setor e as implicações de suas tendências e mudanças.
 Liderança Habilidades para motivar e influenciar o comportamento dos subordinados.
Rede de contatos Habilidades para criar uma rede de contatos com pessoas influentes e tomadores de decisão.
 Administrativa Habilidade de planejamento e organização de atividades.
Empreendedor Habilidades relacionadas ao reconhecimento de oportunidades.

Fonte: Herron apud Hashimoto (2013)

 3. Metodologia

Este estudo caracteriza-se como explicativo, um tipo de pesquisa que se preocupa em identificar os fatores que determinam ou que contribuem para a ocorrência dos fenômenos (GIL, 2007). Ou seja, este tipo de pesquisa explica o porquê das coisas por meio da análise dos resultados obtidos. Segundo Gil (2007, p. 43), uma pesquisa explicativa pode ser a continuação de outra descritiva, posto que a identificação de fatores que determinam um fenômeno exige que este esteja suficientemente descrito e detalhado. A pesquisa foi exploratória e o método qualitativo.

4. Instrumento Questionário – Roteiro Supervisor

O questionário é direcionado ao supervisor dos técnicos profissionais. Neste questionário, a abordagem se ocupou com conhecimentos específicos: nome, cargo, número de funcionários, além das percepções dos supervisores sobre os profissionais técnicos formados e outros profissionais não formados que atuam na mesma área.

Inicialmente, o questionário era composto por 22 questões. Analisado por dois especialistas, consideraram-no longo e com questões redundantes. O questionário foi então refeito, permanecendo com 15 questões, em conformidade com as Competências do Intraempreendedor, listadas por Hashimoto (2013), nas seguintes áreas: Conhecimento do Produto, Negócio, Setor, Liderança, Rede de Contatos, Administrativa e Empreendedor. Essas competências são as mesmas que o MEC sugere como as habilidades a serem desenvolvidas em um aluno formado no nível técnico:

  • Habilidades de comunicação, especialmente persuasão;
  • Habilidades de criatividade;
  • Habilidades para reconhecer oportunidades empreendedoras;
  • Pensamento crítico e habilidades de avaliação;
  • Habilidades de liderança;
  • Habilidades e competências gerenciais: incluindo planejamento, comercialização, contabilidade, estratégia, marketing, RH e networking;
  • Habilidades de negociação;
  • Habilidades para tomar decisões;
  • Habilidades de resolver problemas;
  • Habilidades de networking;
  • Habilidades de administração do tempo;
  • Conhecimentos das características pessoais de um empreendedor: disciplina, persistência, capacidade de assumir riscos, ser inovador, ser um líder visionário, estar atento as mudanças, dentre outros.

Essas habilidades também são mencionadas em outros textos, segundo a bibliografia de planejamento do MEC (DUTRA et al., 2001; KIRBY, 2004; JONES, ENGLISH, 2004; GUIMARAES, 2002; HENRY, HILL, LEITH, 2005; IBRAHIM, SOUFANI, 2002).

O questionário foi previamente testado em outubro de 2014, mostrando-se válido para o cumprimento do objetivo desta pesquisa.

Segundo Creswell (2007), o pré-teste se refere ao teste do questionário em uma pequena amostra de entrevistados, com o objetivo de identificar e eliminar problemas potenciais. Sendo assim, procurou-se testar todos os aspectos do questionário, ou seja, o conteúdo da pergunta, o enunciado, a sequência, o formato, o layout, as dificuldades e as instruções.

As entrevistas foram previamente agendadas e ocorreram no ambiente de trabalho. Os respondentes comparecerem no horário agendado, mostrando grande interesse em responder as perguntas. O tempo médio das entrevistas foi de trinta minutos. As entrevistas foram gravadas, com prévia autorização.

No pré-teste, observou-se que todos os entrevistados tinham uma concepção de intraempreendedorismo alinhada com a ideia de criação e inovação dentro da empresa. Os entrevistados apresentaram uma concepção de intraempreendedorismo ligada a definição de intraempreendedor oferecida pelos primeiros autores que se dedicaram ao tema.

5. Análise de Resultados

A pesquisa foi realizada com 13 supervisores diretos dos técnicos, os quais acompanharam o profissional técnico em todo o período de seu curso, afim de analisar seu comportamento antes e depois do curso quanto às características intraempreendedoras.

Quadro 3 – Perfil Supervisores Respondentes

Respondente Grau de Instrução Cargo Tempo de empresa Idade Estado civil Sexo
E1 Superior completo Encarregado de Logística 8 anos 41 Casado M
E2 Superior completo Encarregado de faturamento 6 anos 39 Divorciado M
E3 Superior completo Operador de máquinas 3 anos 29 Solteiro M
E4 Superior completo Gerente de operações 2 anos 31 Solteiro M
E5 Ensino médio Sócio proprietário 10 anos 43 Casado M
E6 Técnico em elétrica Operador de máquinas 5 anos 33 Casado M
E7 Superior completo Contador 12 anos 46 Casado M
E8 Superior completo Administrador 4 anos 35 Solteiro F
E9 Superior completo Designer gráfico 2 anos 29 Casado F
E10 Superior completo Gerente de logística 7 anos 39 Solteiro M
E11 Superior completo Administrador 9 anos 47 Casado F
E12 Técnico em mecânica Operador de máquinas 12 anos 52 Casado M
E13 Técnico em administração Chefe de caixa 3 anos 34 Casado M

 

Conforme o quadro acima, os supervisores diretos apresentaram grau de instrução, cargo, tempo empresas e idades diferentes, já que a proposta da pesquisa não é analisar somente um setor, mas sim o profissional técnico formado.

No quadro abaixo, será apresentado as principais características das empresas e seu setor de mercado.

Quadro 4 – Características das empresas

Respondente Localização Número de Funcionários Ramo de atividade
E1 Cajamar – SP 6385 Cosméticos
E2 Cajamar – SP 6385 Cosméticos
E3 Campo Limpo Paulista – SP 12 Metalúrgica
E4 São Paulo – SP 28 Logística
E5 São Paulo – SP 75 Informática
E6 São Paulo – SP 129 Logística
E7 Campo Limpo Paulista – SP 23 Contabilidade
E8 São Paulo – SP 179 Recursos Humanos
E9 São Paulo – SP 6 Informática
E10 São Paulo – SP 12 Metalúrgica
E11 São Paulo – SP 19 Farmácia
E12 São Paulo – SP 2346 Metalúrgica
E13 São Paulo – SP 745 Supermercado

Para este estudo, os supervisores responderam as pesquisas sobre os 13 profissionais técnicos atuantes nas empresas, tendo os seguintes dados:

  • 6 alunos do Senac, 4 alunos do Senai e 3 alunos das ETECs;
  • 81% do sexo masculino e 19% sexo feminino;
  • Faixa etária entre 18 e 27 anos.

Abaixo, seguem as formações técnicas por escolas:

Quadro 5 – Classificação dos profissionais técnicos analisados

Citação na resposta Formação Técnica
F1  Profissional técnico formado pelo Senai
F2 Profissional técnico formado pelo Senac
F3 Profissional técnico formado pelo Senac
F4 Profissional técnico formado pelo Senac
F5 Profissional técnico formado pelo ETEC
F6 Profissional técnico formado pelo Senai
F7 Profissional técnico formado pelo Senai
F8 Profissional técnico formado pelo Senac
F9 Profissional técnico formado pelo ETEC
F10 Profissional técnico formado pelo ETEC
F11 Profissional técnico formado pelo Senai
F12 Profissional técnico formado pelo Senac
F13 Profissional técnico formado pelo Senac

 

Como foi dito, os dados obtidos nas entrevistas foram analisados por meio da análise de conteúdo proposta por Bardin (2008).

Esses pontos representativos, encontrados nos relatos dos entrevistados, foram, adiante, classificados em categorias de análise, conforme propõe Bardin (2006, p. 117):

Classificação de elementos constitutivos de um conjunto, por diferenciação e, seguidamente, por reagrupamento segundo o gênero (analogia), com os critérios previamente definidos. As categorias, são rubricas ou classes, as quais reúnem um grupo de elementos sob um título genérico, agrupamento esse efetuado em razão dos caracteres comuns destes elementos.

Essas categorias foram definidas com base nas competências intraempreendedoras, de acordo com Herron apud Hashimoto (2013, p, 20) e o conhecimento prévio sobre intraempreendedorismo.

1) Conhecimento sobre intraempreendedorismo;
2) Conhecimento do produto;
3) Negócios;
4) Setor;
5) Liderança;
6) Rede de contatos;
7) Administrativa;
8) Empreendedor

Categoria 1 – Conhecimento sobre intraempreendedorismo

Essa categoria se refere à concepção dos respondentes sobre o que é intraempreendedorismo. Eis algumas das posições expressas:

E1:
Vejo que são pessoas, funcionários que agregam inovações e criatividade trazendo melhor produtividade. São aqueles funcionários que possuem uma capacidade analítica diferenciada para cenários, ideias, inovações e busca por oportunidades para empresas ou onde  trabalham. São eles a principal força indireta de movimento e criação de uma empresa.

E12:
São os funcionários diferenciados, que valorizam a inovação, participando dos processos e agregando valores para toda equipe. Entendo que intra empreendedor se destaca com a busca pelo novo, ele não se intimida pelos riscos e possibilidade de insucesso, procura sempre gerar uma boa ideia e compartilhar com seus superiores para reconhecimento, está focado na melhoria continua e luta contra a estagnação de seu departamento ou da sua empresa, além da facilidade em descobrir oportunidades ocultas.

Observou-se que todos os entrevistados concebem o intraempreendedorismo com a ideia de criação e inovação dentro de uma empresa. A concepção de intraempreendedor dos entrevistados vai ao encontro da definição oferecida pelos primeiros autores a se ocuparem do tema.

Categoria 2 – Conhecimento do produto

Esta categoria se relaciona as habilidade de entender o produto, seu desenho, concepção e  potencial (HERRON, 1993 apud HASHIMOTO, 2013).

E7:
Em questões técnicas, os dois profissionais se interessam pelos produtos, buscam conhecimento e vão atrás do necessário para execução das tarefas. O F7 já sugeriu algumas mudanças nos processos logísticos. Pedi para elaborar um projeto explicativo.

E9:
Não vejo muita diferenças entre eles nesta questão, os processos são totalmente reformulados e eles apresentam conhecimento, com poucas sugestões para mudança.

Categoria 3 – Negócio

A categoria 3 está focada nas habilidades para realizar as atividades funcionais de uma organização e entender o seu funcionamento como um todo (HERRON, 1993 apud HASHIMOTO, 2013).

E4:
Em questões técnicas, os dois profissionais se interessam pelos produtos, buscam conhecimento e vão atrás do necessário para execução das tarefas. O F4 já sugeriu algumas mudanças nos processos logísticos. Pedi para elaborar um projeto explicativo. F têm mais dedicação aos detalhes do produto, ele estuda mais as características técnicas já o têm outro funcionário graduado não mesma área e é mais operacional, cumpre o solicitado.

E13:
Não vejo grandes diferenças entre eles nesta questão, os processos são totalmente reformulados e eles apresentam conhecimento, com algumas sugestões para mudança. O F13 nos deu uma sugestão para organizarmos melhor o controle do faturamento em pastas de rede com acesso pela diretoria, que facilitou muito na tomada de decisão.

Categoria 4 – Setor

Nesta categoria, são analisadas as habilidades para compreender o setor e as implicações de tendências e mudanças (HERRON, 1993 apud HASHIMOTO, 2013).

E5:
É bem interessante esta pergunta, já que ela está diretamente ligada com a participação deles nos processos. Vejo grande envolvimento dos funcionários quantos setores. O F5 está mais focado, há dois meses havíamos conversado em uma reunião como os profissionais formados pelo Senac e Senai são diferenciados, acredito nesta qualidade. Vão bem aos processos seletivos, participam bem das atividades, vem com uma boa bagagem. Os outros profissionais técnicos participam das atividades, claro, mas precisam de mais treinamentos por parte da empresa, precisam ser lapidados. Nosso setor é de constantes mudanças e ter “profissionais ligados” nisso é bem melhor par ao desenvolvimento das atividades.

F6:
Nesse setor de faturamento não têm muitas mudanças, no entanto é uma área de grande atenção devidos as responsabilidades de cada um. O F6 vem se destacando pelo interesse em participar de tudo e principalmente pelo seu entusiasmo. Ele certamente vai ser promovido no começo do ano. Vejo nele boa comunicação e clareza nas ideias que é muito positivo para o desenrolar do trabalho.

Categoria 5 – Liderança

A liderança empreendedora tem como grande ponto de apoio o conhecimento sobre si. Como explicado por Lopes (2010), desde o início, o  empreendedor precisa saber quais são seus pontos fortes que servirão de alavanca ao seu projeto empreendedor. Dentro desta categoria, as principais respostas estão em sintonia com a conceituação teórica:

E1:
Observo que os dois funcionários possuem características bem parecidas, no entanto o F1 apresenta mais sinergia com a equipe, ele consegue respeito pela sua postura. Semana passada ele me substituiu por meio período, sinto essa confiança dele. Acredito que ainda falta muito para ser um líder, mas se destaca no grupo.

E9:
Os dois funcionários são bem participativos nas discussões. O F9 tem poder de influenciar. Certa vez os funcionários resolveram fazer um “amigo chocolate” no setor que tem 44 funcionários e ele foi indicado para convencer que todos participassem. Muito bacana poder contar com ele e sinto firmeza no seu comportamento. Para o outro funcionário não tenho exemplos ou situações que eu tenha observado em destaque.  

Categoria 6 – Rede de contatos

Segundo Hashimoto (2013), para uma rede de contatos eficiente, alguns elementos são fundamentais, destacando a afinidade com as pessoas e com as instituições nas quais estão inseridas e, principalmente, a credibilidade, a pessoa ou o empreendedor deve ter uma relação de confiança com a sua rede, pois, diante qualquer empecilho ou deslize, um contato pode ser comprometido. No contexto do intraempreendedorismo, a eficiência de um empreendimento, em parte, é influenciado pela rede de contatos, uma vez que é por meio de seus integrantes que a empresa pode ganhar mercado. Uma informação correta pode representar o crescimento da empresa e a sua solidificação no mercado, gerando, consequentemente, renda, empregos e consumo.

E9:
Observo que os dois funcionários possuem características bem parecidas, no entanto o F9 apresenta mais sinergia com a equipe, ele consegue respeito pela sua postura. Semana passada ele me substituiu por meio período, sinto essa confiança dele. Acredito que ainda falta muito para ser um líder, mas destaca no grupo. 

E10:
A amizade é um artigo cultivado na empresa. Uma arte a ser constantemente aprimorada e os dois, embora sejam tímidos, sabem ter esta habilidade de valor inestimável no ambiente. Isso precisa ser melhor trabalhado neles. Vejo que ficam muito limitados em seus setores, mesmo tento integração com outras equipes. Momento precioso para ampliar contatos e conseguir maior conhecimento do todo.

Categoria 7 – Administrativa

Nesta categoria, verifica-se a capacidade dos técnicos de organização e de desenvolvimento de suas atividades de forma ordenada.

E11:
F11 é muito organizado, aliás os dois são, mas técnicamente falando há algumas diferenças. Por exemplo, pedi para o F2 levantar os relatórios das remessas para o Paraná e demorou quase 20 minutos por algo que levaria cinco. Ele têm todos os acessos mas se desorganiza em coisas básicas. O F11 normalmente faz uma atividade bem interessante. Ele coloca as prioridades em primeiro plano e com consegue rapidamente dá as respostas necessários.

E13:
Quanto a organização, dentro da empresa é um requisito fundamental, inclusive no processo seletivo. Para avaliá-los, vejo que são em pequenos detalhes que há as diferenças.

Categoria 8 – Empreendedor

Nesta categoria, são analisadas as habilidades relacionadas ao reconhecimento de oportunidades (HERRON, 1993 apud HASHIMOTO, 2013).

E4:
F4 às vezes é muito sonhador, acredito que isso seja importante, principalmente para idade dele, no entanto às vezes apresenta ideias fora de contexto, mas tenta. Ele é muito ligado nas oportunidades que aparecem na empresa, sempre quer fazer os cursos, até mesmo porque são excelentes os daqui. Voltando sobre quando me perguntou sobre o que é intraempreendedorismo, eu vejo Intraempreendedor é aquele profissional que a partir de uma ideia e recebendo a liberdade, incentivo e recursos da empresa onde trabalha, dedica-se entusiasticamente em transformá-la em um produto de sucesso. F2 apresenta poucas características que chamam atenção. Pouco participa das atividades externas. Faz o solicitado.

E6:
Algumas características são bem notadas em F4 posso afirmar para você em nosso último feedback relatei algumas características como: inovação, liderança, capacidade de analisar riscos, independência, criatividade, autoconfiança.  Orientação para resultados, otimismo, flexibilidade, além de habilidade para conduzir situações adversas, entre outras como pontualidade. Para o F2 relatei outras características como: envolvido, comprometido e pontual.

Quanto a sua natureza, pode-se classificar a pesquisa utilizada neste trabalho como aplicada, pois gera conhecimento para a aplicação prática do resultado. No caso, a identificação das características intraempreendedoras por procedimentos quantitativos e qualitativos, busca traduzir em números opiniões e informações para classificá-las e analisá-las ¾ abordagem quantitativa de investigação, e interpretar os dados coletados, comparando-os com os já validados como certos ¾ abordagem qualitativa explicativa de investigação, visando identificar as características que levam o indivíduo a ser intraempreendedor, pois envolve interrogação direta das pessoas cujo comportamento se deseja conhecer e classificar como intraempreendedor após aprendizagem de empreendedorismo.

 Conclusões

Os supervisores diretos conseguiram avaliar e perceber o aprendizado de seus funcionários durante o curso. Neste sentido, os aspectos relacionados a especificidade do curso é mais evidente, mas o questionário foi estruturado para identificar as competências intraempreendedoras antes de depois do curso. Aplicado antes e depois da conclusão do curso. A evolução do desenvolvimento das características comportamentais empreendedoras foi considerável, em geral. A partir das respostas dos supervisores diretos, também foi possível explicar a diferença entre funcionários com curso técnico profissionalizante e funcionários sem curso técnico. Os supervisores puderam analisar o envolvimento dos profissionais técnicos e seus desempenhos dentro da empresa, comparando com outros profissionais, validando as preposições deste estudo.

Vivemos na era globalização, do conhecimento e do empreendedorismo. É necessário, portanto, fomentar ideais claras e apresentar ferramentas práticas que possibilitem o domínio tácito do conhecimento, transformando-o em conhecimento explícito, tornando-o, desse modo, conhecimento coletivo, partilhado por todos que a ele tenham acesso. Anos atrás, acreditava-se que só seria empreendedora a pessoa que nascia com o perfil empreendedor. Os demais indivíduos seriam predestinados ao insucesso no mundo dos negócios. Porém, hoje em dia, considera-se que o empreendedorismo pode ser ensinado. Assim, qualquer pessoa, desde que submetida às metodologias e conteúdos de ensino adequados ao processo de aprendizagem de empreendedorismo, pode desenvolver as características comportamentais empreendedoras. O empreendedorismo deve ser ensinado do nível fundamental ao superior, trabalhando a construção da formação empreendedora do aluno. Mas há ainda muito que se fazer nesta área.

O desenvolvimento do empreendedorismo, do perfil empreendedor e do comportamento empreendedor são grandes desafios desta era pós-industrial. Trata-se de um desafio de toda a sociedade, uma vez que envolve a ruptura de paradigmas consolidados durante todo o último século. Promover a capacidade empreendedora da sociedade é uma faceta multidimensional e, portanto, esforços isolados de alguns atores não gerarão resultados consistentes. Uma transição paradigmática envolve o desenvolvimento de novos valores em toda a sociedade.

Reforça-se a importância das instituições de ensino, principalmente, aquelas voltadas a cursos técnicos profissionalizantes, promoverem uma formação empreendedora, auxiliando os estudantes que queiram abrir seu próprio negócio ou atuarem no horizonte de uma postura empreendedora dentro das empresas. Paralelamente, cabe incentivar os atuais empreendedores, sem educação formal, a buscarem o aprendizado que servirá de guia para a realidade prática nas instituições de ensino. Elas apresentam vários elementos associados ao desenvolvimento de planos de negócios. E a abordagem pode ser revista, por meio de conceitos mais modernos sobre o empreendedorismo. Dessa forma, esses empreendedores perceberam a educação formal como um investimento que vai gerar informações essenciais para o sucesso de seu negócio, acreditando na competência das instituições de ensino de promoverem uma educação empreendedora para aqueles que se dispõe a aprender. Cabe, então, ao ensino formal mais do que apenas apresentar aos alunos as ferramentas gerenciais, mas ensiná-los como utilizá-las na prática.

Com este estudo, conclui-se que a aprendizagem em empreendedorismo é fundamental para o desenvolvimento do país e vem sido bem utilizado pelas escolas técnicas, quanto as competências intraempreendeoras e sua aplicabilidade. Os profissionais técnicos analisados tiveram evolução no desenvolvimento das características empreendedoras e conseguem apresentar atitudes intraempreendedoras em suas atividades nas empresas.

Referências

ANDREASSI, T.  Avaliação de desempenho de profissionais técnicos: Um estudo exploratório. Dissertação de Mestrado. Faculdade de Economia Administração e Contabilidade, Universidade de São Paulo, 1994.

BARDIN, L. Análise de conteúdo. 19. ed. Lisboa, Portugal: Edições 70, 2008.

BIO, Sérgio Rodrigues. Sistemas de Informação: um enfoque gerencial. São Paulo: Atlas, 1996. p. 20-23.

BOAVA, D. L. T.; MACEDO, F. M . F. Estudo sobre a essência do empreendedorismo. ENANPAD, 2006.

DEACON, S.; KIRBY, J. Morphological awareness: just “more phonological”? The roles of morphological and phonological awareness in reading development.  Applied Psycholinguistics, 2004, n. 25, p. 223-238.

DEGEN, R. O Empreendedor – fundamentos da iniciativa empresarial. São Paulo: MCGraw-Hill, 1989.

DRUCKER, p. f. Administração para o futuro: os anos 90 e a virada de século. São Paulo: Pioneira, 1987.

DUTRA, I. S.  O perfil empreendedor e a mortalidade de micro e pequenas empresas londrinenses. Dissertação de Mestrado. Universidade Estadual de Maringá e Universidade Estadual de Londrina consorciada. Marngá/Londrina, 2002.

FAZENDA I.  A interdisciplinaridade: um projeto em parceria. São Paulo: Edições Loyola, 1995.

FILLION, L. J.  Empreendedorimo: empreendedores e proprietários gerentes de pequenos negócios.  Revista de Administração. São Paulo, abr./jun., 1994,  v. 34, n.2 p. 5-28.

____________. Entendendo os intra-empreendedores como visionistas. : Revista De Negócios. Blumenau: FURB, abr./jun., 2004. v. 9, n. 2, p.65-80.

FONSECA, J.J.S. Metodologia de pesquisa científica. Fortaleza: UEC, 2002. (Apostila). Disponível em: http://www.dqi.ufms.br/apostilametodologia.pdf. Acesso em 17/03/2014:

GARAVAN, T. N.; O’CINNEIDE, B. Entrepreneurship education and training programmes: a review and evaluation part 1.  Journal of European Industrial Training, 1994, v. 18, n. 8, p. 3-12.

GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo, Atlas, 2002.

GODI, C., BANDEIRA-DE-MELLO, R.; SILVA, A. Pesquisa qualitativa em estudos organzacionais: paradigmas, estratégias e métodos. São Paulo: Saraiva, 2006.

HASHIMOTO, Marcos. Organizações intra-empreendedoras: construindo a ponte entre o cliema interno e desempenho superior. Tese de Doutorado. Escola de Administração de Empresas de São Paulo, Fundação Getúlio Vargas. São Paulo, 2009.

______. Espírito empreendedor nas organziações: aumentando a competitividade através do intraempreendedorismo. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2013.

JONES, C.; ENGLISH, J. A Contemporary approach to entrepreneurship education. : Education Training, 2004, v. 46, n. 8/9, p. 416-423.

KURATKO, Donald F.; HODGETTS, Richards M. Entrepreneurship – A contemporay approach. 4. ed. Orlando: The Dryden Press, 1998, p. 4-28 e p. 29-52.

LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. A. Fundamentos da metodologia científica. São Paulo: Atlas, 2007.

LUNA, S. V. O falso conflito entre tendências metodológicas.São Paulo Elsevier 2000.

MARCARINI, Adenir; SILVEIRA, Amélia; HOELTGEBAUM, Marianne. O desenvolvimento do empreendedor nas universidades como istrumento de geração para novos negócios.  Thirt international conference of the Iberoamerican Academy of Management. São Paulo, 2003, v. 1 p. 1-28.

MATLAY, H. Researching entrepreneurship and education: Part 1 – what is entrepreneurship and does it matter: Education  Training, 2005, v. 47, n. 8/9, p.

MIRANDA, Amilton J. Elaboração de uma metodologia para introdução do ensino de empreendedorismo nos cursos técnicos de nível médio. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção). Programa de Pós-graduação em Engenharia de Produção. Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis, 2002.

OLIVEIRA NETTO, Alvim Antonio de. Metodologia da pesquisa científica: guia prático para apresentação de trabalhos acadêmicos. 2. ed. rev. e atual. Florianópolis: Visual Books, 2006.

OSTERBEEK, H.; van PRAAG, M.; IJSSELSTEIN, A. The Impact of Entrepreneurship Education on Entrepreneurship Skills and Motivation. : European Economic Review, 2010, n. 54(3), p. 442-454.

PATRICIO, Z. et al… Aplicação dos métodos qualitativos da produção de conhecimento. São Paulo: ENAMPAD, 1999.

PERRENOUD, P. Contruir as competências desde a escola. Porto Alegre: Artmed, 2000.

PEREIRA FILHO, João Lins. Inovação e criatividade em organizações Brasileiras: um estudo piloto de casos nacionais. Dissertação de Mestrado. Escola de Administração de Empresas de São Paulo, Fundação Getúlio Vargas, São Paulo, 1996.

PIAGET, J.  Epstemologia genética. São Paulo : Martins Fontes, 1990. Coleção Universidade Hoje.

PINCHOT III, G.  Intrapreneuring: porque você não precisa deixar a empresa para tornar-se um. São Paulo: Harbra, 1989.

______. Intrapreneuring. Ed. Harbra, 1989.

______.Intra-empreendedorismo na prática: um guia de inovação nos negócios. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.

______; PELLMAN, R.  Intra-empreendedorismo na Prática: um guia de inovações nos negócios. Rio de Janeiro: Atlas, 2004.

SHUMPETER, J.A. Teoria do desenvolvido econômico. São Paulo: Abril Cultural, Coleção os Economistas 1983

______. Capitalismo, socialismo e democracia. Rio de Janeiro: Zahar, 1984.

SCHUMPETER, J. 1912. Teoria do desenvolvimento econômico. São Paulo: Abril Cultural, Coleção os Economistas. 1912.

SEVERINO, Antônio Joaquim. Metologia do trabalho científico. 23. ed. rev e atual. São Paulo: Cortez, 2007.

SEBRAE. Empreendedorismo no Brasil. Disponível em: http:www. sebrae.com.br/br/aprendasebrae/empreendedorismo_brasil.asp. Acesso em novembro de 2013.

SOUZA, E. C. L. Educação empreendedora: experiências e questões para pesquisa : 3ª CIPEAL Conferência Internacional de Pesquisa em Empreendedorismo na América Latina. Rio de Janeiro: IAG-PUC,  2004, v. 1 p. 01-15.

SUEDEKUM, G.; Miller, A. Empreendedorismo nas universidades brasileiras. 2011. Disponível em: https://docs.google.com/file/d/0B6ZW664B0p Acesso em: 07/12/2013.

TACHIZAWA, T.  Como fazer monografia na prática. 12. ed. Rio de Janeiro: Getúlio Vargas, 2008.

TEIXEIRA, Elizabeth.  As três metodologias: acadêmica, da ciência e da pesquisa. 7. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2010.

TIMMONS, J. A.  New venture creation, entrepreneurship for the 21 century. 4. ed. Boston: Iiwin McGraw-Hill, 1994.

WALBERG, H.J. Syntheses of research on reaching. : M.C.Wittrock (Ed.). Handbook of Research on Teaching. New York: Mcmillan, 1986, p. 214-229.

WEINER, B. History of motivational research in education. : Journal of Educational Psychology, 1990, n. 2 (4), p. 616-622.

[1] Mestre em Administração de Empresas – Faculdade Campo Limpo Paulista – Faccamp

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here