ARTIGO ORIGINAL
CANDIDO, João Ernesto Pelissari [1], TRAVESSINI, Desideri Marx [2]
CANDIDO, João Ernesto Pelissari. TRAVESSINI, Desideri Marx. Juventude rural e educação no campo: uma análise a partir do relato de uma jovem rural. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 05, Ed. 08, Vol. 01, pp. 65-73. Agosto de 2020. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/educacao/juventude-rural
RESUMO
A discussão da educação no campo contribui para o debate referente a juventude rural. Nesta perspectiva, percebe-se que a modernização da agricultura afetou os modos de vida e as construções sociais. A juventude rural com suas perspectivas mostra-se como uma alternativa que aproxima a projetos que possibilita os modos de vida. Neste sentido, o artigo tem como objetivo discutir as relações entre educação do campo junto ao contexto da juventude rural. Em termos metodológicos, este artigo terá como base uma pesquisa bibliográfica com embasamento na literatura científica, buscando abordar algumas contribuições para a educação do campo e, principalmente, a entrevista com uma jovem residente da área rural do Município de Foz do Iguaçu (PR), para assim verificar as estratégias e perspectivas da juventude rural.
Palavras-chave: Educação do campo, juventude rural, modo de vida.
1. INTRODUÇÃO
A educação no campo trabalhando com as dificuldades dos jovens, atualmente com dilemas, entre ficar ou sair do campo. Alguns autores afirmam variadas dinâmicas associadas às dificuldades dos jovens no campo. Segundo Kummer apud Brumer (2013), o êxodo rural dificulta a sucessão das atividades do campo, que na maioria das vezes são realizadas dentro do grupo familiar.
A dicotomia envolve várias dimensões da juventude rural, como a visão de mundo, a cultura local, a dinâmica familiar, o modelo econômico etc. a juventude rural é vista neste artigo a partir de um ator político. Neste sentido analisamos falas de uma jovem do município de Foz do Iguaçu – Paraná, para podermos verificar as estratégias, e o modo como a juventude rural está ligada aos aspectos culturais, ambientais e econômicos atuais. Utilizamos o conceito de juventude de Weisheimer (2009), que nos remete a juventude é relacionado com diferentes mecanismos, dentre eles os de integração social, biologia, e faixa etária.
Compreender os processos políticos e de movimentos sociais que formaram luta para conceber a educação no campo que temos hoje, e interligar estes dados a juventude do campo. E partindo disso precisamos discutir uma metodologia de análise dos dados a que vamos utilizar, vamos discutir a construção da educação do campo, e também a juventude rural, para validar a análise da entrevista da jovem rural. A priori pensamos em destacar a juventude do campo com revisão bibliográfica, mas com o pensar nos objetivos deste trabalho, ocorreu a preocupação para verificar a campo as estratégias e valores associados a juventude rural.
A escolha da jovem se deu pela sua atuação em feiras no município de Foz do Iguaçu, e também pelos laços criados em um estágio realizado com agricultores familiares agroecológicos, enquanto cursava a faculdade no município. O conhecimento que buscamos neste trabalho é entender, explorar e notar as estratégias a qual a juventude rural tem para si e com a sociedade.
2. REFERENCIAL TEÓRICO
A educação no campo tem um contexto de criação, para isso discutimos a partir de João Batista P. de Queiroz (2011), que coloca que no Brasil os anos 1960 e 1970 tiveram grande importância no desenvolvimento, com a entrada do capital internacional na economia, o que impulsionou o movimento operário e camponês, e o surgimento de partidos de esquerda. Neste período também ocorreram reformas de base, como eleitoral, tributária, agrária, urbana, bancária e universitária, que foram fortalecidas, e que ao mesmo tempo a ditadura militar reprimiu a todos estes movimentos.
Na educação, ocorreu neste período um movimento pela profissionalização do ensino médio (1971), como destaca Queiroz (2011 p.39) “era de profissionalização dos jovens, de maneira antecipada, com isso formando maior número de trabalhadores para o mercado, ao mesmo tempo barrando a entrada no ensino superior” tendo um controle político e social, impedindo mudanças estruturais da sociedade por parte dos movimentos e organizações sociais. Tendo em vista que a preocupação do período era de intensificar a produção e o desenvolvimento capitalista.
Se por um lado a história da educação rural no Brasil foi de negação deste direito aos agricultores, por parte das ações e das políticas governamentais, constata-se, sobretudo nas três últimas décadas do século XX, toda uma movimentação e organização por parte das organizações e entidades dos agricultores, não apenas por uma educação rural, mas por uma educação do campo. Estas lutas fazem parte do conjunto de iniciativas e ações contra a concentração da terra, do poder e do saber. (QUEIROZ, 2011, p.39)
As lutas de resistências eram coletivas na década de 1970, como destaca Gohn (2001, p. 53) “em busca do resgate de direitos da cidadania cassada e contra o autoritarismo vigente”, foi um período de organização dos movimentos sociais em busca pela democracia, como coloca Queiroz (2011, p.39) “no campo educacional, sobressaem as iniciativas de educação popular através da educação política, da alfabetização de jovens e adultos, da formação de lideranças sindicais, comunitárias e populares”. Foi neste período que surgiram as primeiras Escolas Famílias Agrícolas (EFAS) no Espírito Santo, com a Pedagogia da Alternância[3].
Nos anos 1980 ocorreram perdas e ganhos Gohn (2001), ressalta que a organização e fundação da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e do Movimento Sem Terra (MST), nesse período trouxe movimentos de luta pela reforma agrária que contribuíram para a reflexão da prática de educação no campo. Já os anos de 1990 foram marcados por ações da prática neoliberais, que tentam inculcar a ideia de que só a educação poderia salvar o Brasil.
Todo esse movimento pela educação do campo e toda a articulação das entidades, movimentos e das experiências contribuíram para a aprovação, em 2002, pela Câmara de Educação Básica, do Conselho Nacional de Educação, das Diretrizes Operacionais para a Educação Básica nas Escolas do Campo. Nestas Diretrizes a identidade da Escola do Campo é definida pela sua vinculação às questões inerentes à sua realidade, ancorando-se na temporalidade e saberes próprios dos estudantes, na memória coletiva que sinaliza futuros, na rede de ciência e tecnologia disponível na sociedade e nos movimentos sociais em defesa de projetos que associam as soluções exigidas por essas questões à qualidade social da vida coletiva no país.(DIRETRIZES, Art. 2º, Parágrafo único). Dando continuidade à I Conferência foi realizada, em agosto de 2004, a II Conferência Nacional Por Uma Educação do Campo, com a presença de 1.100 participantes representando: Movimentos Sociais, Movimento Sindical e Organizações Sociais de Trabalhadores e Trabalhadoras do Campo e da Educação; Universidades, ONGs e Centros Familiares de Formação por Alternância; secretarias estaduais e municipais de educação e outros órgãos de gestão pública com atuação vinculada à educação e ao campo; trabalhadores e trabalhadoras do campo, educadoras e educadores, de comunidades camponesas, ribeirinhas, pesqueiras e extrativistas, de assalariados, quilombolas e povos indígenas. (Documento Final da II Conferência).
Todo esse movimento foi e é importante para a Educação no campo, em que podemos observar que as práticas locais também são fundamentais. E deste modo estas ações de construção da política educacional do campo caracteriza o modelo que a educação do campo é hoje.
A juventude rural é amplamente discutida na academia atualmente, fazemos aqui um texto com base nos autores Rodrigo Kummer e Silvio Antônio Colognese (2013), que colocaram o estado da juventude rural no Brasil.
Compreende-se a necessidade de deslocamento do problema em análise: “propõem-se que em lugar de procurar responder à questão ‘porque os jovens saem do meio rural’ busca-se responder à questão ‘por que os jovens permanecem no meio rural’” (BRUMER, 2007, p. 50). Neste sentido, ainda de acordo com Brumer, convém investigar os espaços sociais ocupados pelos jovens rurais, as atividades produtivas que desenvolvem (agrícolas e não agrícolas), as condições de vida e trabalho e suas representações da ruralidade que vivenciam. (COLOGNESE, 2013, p.40)
A juventude rural, anda em uma única mão com a educação no campo, os interesses dos jovens, coopera com os espaços ocupados, o rural é um espaço de vida e de trabalho.
3. ANÁLISE DA ENTREVISTA
Como Queiroz discute (2011, p. 43) “É preciso conhecer, reconhecer, resgatar, respeitar e afirmar a diversidade sociocultural dos povos que vivem/habitam no campo e do campo” mencionamos aqui, trechos do depoimento para exemplificar o contexto de vida da jovem, destacando que já vários vieses de análise como as diferenças de gênero, de etnia, de religião, de geração; os diferentes jeitos de produzir e de viver; os diferentes modos de olhar o mundo; os diferentes modos de conhecer a realidade e de resolver os problemas.
A entrevistada nos conta um pouco de sua história, primeira fala da vinda de seus avós a Foz do Iguaçu há cerca de 25 anos, “deve fazer uns 25 anos mais ou menos que quando meus avós estavam vindo de Santa Catarina, que os meus pais compraram para eles morarem então não era habitada aquela região” a região é conhecida como Vasco da Gama, uma comunidade rural de Foz, e segundo ela a urbanização já está próxima a comunidade com a expansão imobiliária da cidade.
Sobre o modelo de produção no sítio da família, ela depõe que ocorreu uma transição, pois quando foi adquirido o imóvel era plantação de mandioca, e hoje a produção agroecológica[4]
Aí então foi construído a casa e aí começou a plantar algumas árvores frutíferas né, tinha bastantes hoje já está renovando muitos dois ou três pés de laranja, limão, acerola, um pouquinho de cada coisa. E aí começou a criar vaca, leite né daí minha vó começou com uma e quando criava ou engordava se era boi ou continuava vendia quando era muitas, porque não é um espaço muito grande né. (Jovem entrevistada)
Conforme Queiroz (2011), essas relações com o rural correlaciona com o cotidiano da jovem entrevistada, em que é possível verificar uma análise do que era produzido antes e atualmente. Conforme a jovem coloca as suas relações familiares construíram um espaço de trabalho e vivência.
Ela também depõe sobre a família, o que motivou sua mãe continuar morando no sitio e a relação com os outros irmãos, em que os parentes residem em Santa Catarina, no sítio, trabalhando com a produção de leite. Havia uma preocupação de seus avós com o estudo, como ela depõe “os filhos saiam para estudar, e quando saiam para estudar o meu avô sempre quis que os filhos estudassem” em que sair de casa também tinha uma preocupação com o futuro dos filhos no sítio. Ela também depõe que por ter várias mulheres presentes na família, havia a visão de que a cidade era melhor para estabelecer laços “então todos os irmãos da minha mãe saíram para estudar ou trabalhar na cidade ficaram não voltaram para o sítio”.
Também coloca a diferença do que é produzido antes e hoje
É então aí quando meu avô faleceu que fazem uns 13 anos agora, a minha avó ficou morando mais uns dois anos lá e não quis mais, e ela veio comprou um terreno construiu uma casa porque ela sentia muito sozinha lá, aí a gente ficou com a chácara e a casa, ai a minha mãe um tempo criou frango mais a gente morava na cidade, ela ia lá todo dia cuidar ai deu uma apertada no orçamento também que eram dois lugares né pra sustentar, mais cuidado, aí a gente resolveu vender a casa e morar na chácara isso fazem 8 anos agora e o que a gente planta lá na verdade são as mesmas coisas pra criar as vacas, pasto, cana, milho e frutas. E a maneira de se plantar é a mesma, porque meu avô nunca usou máquina ou passou veneno então são 25 anos desde que ele entrou lá que nunca viu uma gota de veneno e a gente continua com esse método aprimorando até tomando mais cuidados. (Jovem entrevistada)
De acordo com Vasconcellos (2018), podemos notar que essas relações que a jovem coloca entre o que é produzido na propriedade, e este modo notar que há influência do modelo agrícola que foi adotado pela família. E neste sentido notar pela colocação a sucessão rural que aparece para fortalecer o modo de produção ecológico.
Estas características afetam sua visão sobre a vida no campo, e sob suas pretensões em ficar ou sair como ela diz “acho que sim, pretendo mais não sei como que isso vai acontecer, mais eu pretendo sim ficar ou não sei se ficar na propriedade mais construir algo nessa mesma linha talvez”. Há na juventude uma vontade de mudar com os hábitos dos pais, a mesma linha que a entrevistada aborda é em relação a agroecologia, que como vimos, é um modo de produção mais próximo com a agro biodiversidade.
Já em relação com a educação (BRUMER, 2014), coloca a influência do ambiente em que os jovens vivem e neste sentido a entrevistada pontua que iniciou os estudos no ensino superior de Gestão Ambiental, porém não dando continuidade ao mesmo: “aí é meio complicado, acabei parando agora no começo do ano, mais eu pretendo terminar e me formar, talvez até tentar outro curso mais próximo a essa realidade, a realidade da associação e da cooperativa também” como ela coloca, há uma aproximação com a associação de produtores familiares de Foz do Iguaçu a Aproffoz, que surgiu para empoderar e da voz, mostrar que existe várias famílias, e várias pessoas que produzem alimentos, para a comunidade local consumir, via as feiras realizadas e aos mercados institucionais que a associação atende.
Ela coloca que ocorreu uma transição para atuar na Aproffoz, e a vida do campo:
A gente lá em casa estava no processo de transição, meu pai e minha mãe sempre trabalharam na cidade, tinham um escritório, então até eles fechar esse escritório e se tornarem agricultores para poderem se associar e fazer parte da coafaso eles precisavam encerrar isso, por causa das regras né, mais da metade da renda tem que vir da propriedade e de certa maneira isso está sendo um processo de conversão assim em todos os sentidos. Como a minha mãe e o pai não se encaixavam e eu to dentro da propriedade acabou ficando as coisas no meu nome, eu me associei a coafaso e a aproffoz, mais assim foi acontecendo aos poucos. (Jovem entrevistada)
Neste sentido Arroyo (2004) observa que esse processo de transição é importante para a juventude rural, visto que passam por meio da cultura de geração a geração. Com isso podemos destacar que mesmo não sendo advinda de um processo de transição entre as gerações, a jovem por meio de formações adquiriu conhecimentos e práticas que colaboraram para a permanência do núcleo familiar na propriedade agrícola. E deste processo ela coloca a sua visão sob cooperar, as dificuldades e a organização e sua importância.
O da associação a maneira de organização, assim de saber as dificuldades dos agricultores né, de muitas vezes perceber que a pessoa que mora lá do outro lado da cidade tem as mesmas dificuldades que você, ali deste lado ou de outra região e ali vindo do lado da cooperativa a questão da comercialização de você poder juntar seus 20 kg de fruta com 20 kg de outro, com 20 kg de outro e no final ter muitos quilos e conseguir vender para um mercado, conseguir vender para algum programa né. Que eu sozinha talvez não conseguisse que outras pessoas também não conseguissem. (Jovem entrevistada)
E neste sentido colocamos o diálogo entre o ficar e partir em que Kummer (2013) destaca a importância de ferramentas políticas para a permanência no campo. E nesta perspectiva o relato corrobora com o intuito de comercialização pela associação, como um espaço de trocas e vivências, que permite um pensamento de pertencimento ao local para a sua perpetuação. Ela relata as relações com os vizinhos do sítio, é também colocado para pensarmos o cotidiano rural.
Hoje tem em torno de 18 mil metros, não é uma propriedade grande, mas e os vizinhos são mais chácaras de lazer em volta, quem tinha plantava e tal, a gente não está mais, atrás da nossa o vizinho está construindo uma agroindústria de mandioca e os outros assim, são chácara de lazer ou que as pessoas moram, mas não tem essa ligação com a agricultura diretamente. Do outro lado são bem próximos os vizinhos têm um que planta soja, então milho, estas coisas então é uma realidade bem diferente. (…)É tranquilo assim, tem alguns que são mais próximos, tem alguns que só complementa de longe. Mas o que deu mais relação mais íntima foi a questão da igreja que ainda é muito forte nas comunidades, apesar de não ser tão interior é algo que é muito forte ainda, dos grupos de família, de você se reunir à noite cada semana ir na casa de um fazer um encontro, você acaba não só falando coisas da igreja ou de Deus, você acaba falando da realidade do que aconteceu hoje como foi seu dia, como está a família né, sua relação crescendo. (Jovem entrevistada)
Para Wanderley (2001), o rural representa um espaço não só de trabalho, mas também vivencia, sendo assim um espaço de construção social, e fomentando assim a ideia de paisagem como lugar. E durante essas falas da jovem fica claro que esse espaço é multifacetado em prol de sua relação entre o ambiente como vivência e trabalho.
Podemos assim perceber que o seu cotidiano permite uma vivência junto a sua comunidade, e que isso possibilita a agroindustrialização de produtos produzidos no local. Por ser próximo a cidade e o avanço do agronegócio é nítido que a educação da jovem permite uma análise sobre sua rotina e sobre sua visão de vida, em que permite pensar o seu futuro no campo.
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A pesquisa como um todo se limitou a fazer em um primeiro momento um recorte, para diagnosticar a educação do campo e a juventude rural, isso se fez, para dar suporte ao relato da jovem rural, que podemos ver, que tem vários elementos para estudos posteriores, analisando sua história de vida.
Como vimos o relato da jovem é bem expressaste no que diz sobre sua vida. O modo como se vê perante o ficar ou sair, e que está relacionado com a educação, com a construção do modo de se produzir. A agroecologia, como um modo de produzir que liga ela a família, a associação que faz com que ela se sinta parte do modo de um conjunto de pessoas que têm interesses em comum, estes fatores são decisivos em sua história, e fazem com que ela tenha um laço com o rural e queira desenvolver habilidades para continuar.
Um outro momento interessante que faz a ligação com o primeiro tópico sobre a educação e a juventude rural é que ela quer estudar algo que a ligue mais com os processos que vive em seu dia a dia. Estudando a gestão ambiental e querendo estudar modelos de produção distintos como a agroecologia a liga ao modo de vida, mas que também quer estudar algo que a ajude a administrar a propriedade, e a ligue com processos do cotidiano mais administrativos e de projetos para fortalecer a associação.
REFERÊNCIAS
ARROYO, Miguel Gonzalez, CALDART, Roseli Salete; MOLINA, Monica Castagna: Por uma Educação do Campo. Petrópolis. R.J. Vozes – 2004.
BRASIL. Pedagogia da alternância. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/component/tags/tag/36222-pedagogia-da-alternancia acesso em: 05 de maio de 2020.
BRUMER, Anitta. As perspectivas dos jovens agricultores familiares no início do século XXI. In: juventude rural, cultura e mudança social. Arlene Renk, Clovis Dorigon – (orgs), Chapecó: Argos, 2014.
Documento Final da II Conferência Nacional de Educação do Campo. Luziânia, 2004.
GOHN, Maria da Glória. Movimentos sociais e educação. 4. ed. São Paulo: Cortez, 2001.
KUMMER. R.; COLOGNESE, S. A. Juventude rural no Brasil: entre ficar e partir. Tempo da Ciência, v. 20 n.39 1º semestre 2013; p. 201-220. Disponível em: Acesso em 03 maio. 2020.
Lei de diretrizes e bases da educação nacional – LDB. Lei n° 9.394 de dezembro de 1996.
QUEIROZ, B, P, J. A educação do campo no Brasil e a construção das escolas do campo. Disponível em: http://www.reformaagrariaemdados.org.br/sites/default/files/1347-3845-1-PB.pdf acesso em: 04 de maio de 2020.
VASCONCELLOS, M, Z. Agroecologia. 2018. Disponível em: https://www.infoescola.com/ecologia/agroecologia/ acesso em: 05 de maio de 2020.
WANDERLEY, Maria de Nazareth. A ruralidade no Brasil moderno. Por un pacto social pelo desenvolvimento rural. En publicacion: ¿Una nueva ruralidad en América Latina? Norma Giarracca. CLACSO, Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales, Ciudad Autónoma de Buenos Aires, Argentina. 2001.
WEISHEIMER, N. A situação juvenil na agricultura familiar. Tese de doutorado em Sociologia. UFRGS, 2009.
APÊNDICE – REFERÊNCIAS DE NOTA DE RODAPÉ
3. A pedagogia da alternância é um método que busca a interação entre o estudante que vive no campo e a realidade que ele vivência em seu cotidiano, de forma a promover constante troca de conhecimentos entre seu ambiente de vida e trabalho e o escolar. (MEC acesso em 20 de mai de 2018)
4. Agroecologia: A agroecologia é o estudo da agropecuária em uma perspectiva ecológica, visando viabilizar a atividade econômica agrária e ao mesmo tempo preservar o meio-ambiente. Sabemos que, na atualidade, é crescente a preocupação com os impactos socioambientais das diversas atividades econômicas na cidade e no campo. Também chamamos de agroecologia as práticas derivadas de tais estudos, visando um cultivo e manejo sustentáveis. (Vasconcellos, 2018)
[1] Me. em Desenvolvimento Rural, Esp. em Educação Política e Sociedade, Licenciado em Sociologia, Geografia e Pedagogia, Bacharel em Desenvolvimento Rural e Segurança Alimentar.
[2] Esp. em Psicopedagogia Institucional Clínica e Educação Infantil, Licenciado em Pedagogia, Bacharel em Desenvolvimento Rural e Segurança Alimentar.
Enviado: Fevereiro, 2020.
Aprovado: Agosto, 2020.

