Estudo do comércio de carne de Formoso – Goiás com o foco na carne clandestina

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CONTEÚDO

ARTIGO ORIGINAL

BRAGA, Rodrigo de Souza [1], CAETANO, Anderson Luiz [2], SILVA, Joab Júnior do Carmo [3], RIBEIRO, Rita da Mata [4]

BRAGA, Rodrigo de Souza. Et al. Estudo do comércio de carne de Formoso – Goiás com o foco na carne clandestina. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 06, Ed. 02, Vol. 09, pp. 90-106. Fevereiro de 2021. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/zootecnia/comercio-de-carne

RESUMO­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­

Foi estudado do comércio de carne da cidade de Formoso-Goiás, com pesquisa de maneira declaratória onde foram estudados 100% dos estabelecimentos, contabilizando 18 açougues e supermercados. A pesquisa mostra que a carne que é vendida e distribuída no mercado da seguinte forma: 30,93% de aves, 56,70% referente ao consumo de carne de bovinos, 1,33% pescado e 11,00% carne suína, assemelhando com o mercado nacional. Quanto à carne inspecionada, 89,8% da carne de aves passam por essa vigilância, contra 10,50% que não são inspecionadas, já a carne bovina 75,8% é sem inspeção, 100% da carne suína é in natura, vendida no município e não há inspeção. E é comercializado carnes clandestinas de caça, caprinos e ovinos. Carne sem inspeção são grandes transmissoras das chamadas DATs (Doenças Transmitidas por Alimentos).

Palavras chaves: Consumo de Carne, abate clandestino, saúde pública.

1. INTRODUÇÃO

O presente trabalho veio estudar o comércio de carnes na cidade de Formoso-GO, localizada no norte do estado, teve como foco o estudo e análise da carne clandestina, nos seguimentos de carnes bovinas, animais silvestres, aves, caprinos, ovinos, suínos e pescados. Tendo como observância a manipulação nos comércios, sobretudo dos aspectos higiênicos e aquisição de matéria prima.

A pesquisa discute as características de consumo e perfil do consumidor levando em conta a cultura da população e o ambiente da investigação.

Trazendo a reflexão sobre doenças causadas por intoxicação alimentar em decorrência da carne de animais enfermos, contaminados no momento do abate sem inspeção e local inadequado. Sabe-se que a carne ainda que seja de animais sadios há grande possibilidade de ser contaminada por agentes biológicos (ABRAHÃO, 2005).

Na pesquisa foram descobertos agravos como abate clandestino de caprinos e ovinos, grande parte da proteína animal é comercializada sem inspeção e o consumidor final é atendido sobre encomenda em condições precárias de higiene e sem acondicionamento e processamento adequado (FIGUEIREDO, 2010).

Foi investigado como a carne bovina é vendida, abatida, comparou-se a comercialização da carne no Brasil e em Formoso. E a maior parte deste produto e colocada à venda clandestinamente. Tendo grande importância a saúde pública por transmitir diversas Zoonoses.

Quanto ao mercado de pescado, foram analisados fatores como pesca artesanal, pequenos produtores com piscicultura em tanque escavado e abate do pescado e os peixes são colocados no mercado ilegalmente. Infelizmente é grande a quantidade de pescado comercializado clandestinamente (MARTINS, 2009).

Esta investigação faz abordagem crítica quanto ao comércio de animais silvestres e quanto aos perigos biológicos e doenças transmitidas por carne de caça, abatida e comercializada de forma clandestina. Explica ainda sobre os perigos biológicos e má qualidade da carne de animais silvestres além de ser proibida causa doenças a Humanos (ANDRADE, 2017).

Foram confrontados problemas com outros autores analisando as opiniões dos mesmos a fim de confirmar o resultado e a ideia sobre o assunto pesquisado e confirmando o que foi encontrado segundo as referências bibliográficas aprofundando as discussões sobre o problema proposto e achar respostas sobre os agravos colocados em pauta.

2. OBJETIVO

O presente artigo objetivou a pesquisar o comércio de carne clandestina deste município a fim de levantar o problema, estimular o debate e encontrar possíveis soluções. Levantar as doenças transmitidas por alimentos de origem duvidosa, suas formas de contagio. Estudar a contaminação dos alimentos, contaminados por animais doentes.

Alertar as autoridades responsáveis a combater a negociação de carne sem origem, desenvolvendo atividades educativas junto à população e comerciantes, a fim de que crie consciência sobre o problema.

Incentivar o poder executivo a investir maciçamente no combate das ilegalidades geradas pela carne clandestina, promovendo ações preventivas e combatendo a carne e seus derivados sem procedência.

3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

3.1 MICRORGANISMOS CAUSADORES DE DOENÇAS TRANSMITIDAS POR ALIMENTOS (DATS)

As doenças transmitidas por alimentos (DATs) são provocados por agentes patológicos encontrados em carnes, leite sem inspeção, alimentos mal lavados e mal cosidos, por contaminação cruzada no momento do preparo, processamento sem higiene adequada e manipulador doente. A carne sem inspeção e processamento inadequado provoca doenças causadas por agentes biológicos. Já com a carne inspecionada tem garantia de qualidade e saúde, onde só pode ser vendida após passar por inspeção sanitária na indústria (BRASIL, 2017).

O consumo de carne clandestina de bovinos, frangos, peixes e etc. causas doenças, infecções e intoxicação alimentar pelas toxinas produzidas por Clostridium botulinum, Clostridium perfringens, Escherichia Coli, Salmonella sp. Listeriamonocytogeneses, e Bacilluscereus.

O Clostridium botulinum é causador do botulismo e seus sintomas são fraqueza, visão turva, sensação de cansaço, dificuldade para falar. Estas manifestações podem ser seguidas por fraqueza dos braços, dos músculos do peito e pernas. A doença, normalmente, não afeta a consciência ou causa febre.

Clostridium perfringens é encontrado no solo, formador de esporos, é causador de enterite, tem fonte de contaminação por alimentos vegetais apodrecidos e mal lavados, carnes contaminadas pelo ser humano no momento da manipulação.

A Escherichia coli encontra normalmente no trato gastrointestinal inferior dos organismos de sangue quente, podem causar grave intoxicação alimentar nos seres humanos transmitido por produtos alimentícios devido à sua contaminação por manipuladores, transmissão oro fecal.

Salmonella sp encontra em abundância em aves, nos quais os alimentos de origem aviariam são importantes vias de transmissão para humano, causa infecção sistêmica, febre tifoide e gastrenterite.

Listeria monocytogeneses é resistente ao congelamento e outras condições adversas, sobrevive por longos períodos em indústrias processadoras de alimentos. Listeriose é causada pela ingestão de alimentos contaminados com essa bactéria. Se contraída durante a gravidez, a infecção pode resultar em aborto espontâneo, nascimento prematuro, infecção grave do recém-nascido ou mesmo natimorto.

Bacillus cereus é uma bactéria da família Bacillaceae que destaca por ter formato de bastão, ser gram-positiva, facultativa, formadora de esporos esféricos e responsáveis pela produção de uma grande quantidade de toxinas.

As doenças causadas por essas bactérias têm como sintomas, cólica, diarreia, febre, náuseas e constipação que denominada de gastroenterite. Gastroenterite é uma doença causada por vírus esporos de fungos e bactérias (FILHO et al., 2016).

É muito comum encontrar em carne de bovinos e suínos a Tenia solium e Tenia saginata, causando cisticercose, cujos sintomas são: dor de cabeça contínua, dificuldade de andar, provoca cegueira, distúrbios mentais como epilepsia. Esses dois vermes causam ainda teníase, que tem como sintomas distúrbios no fígado, no estômago e emagrecimento. Os seres humanos expõem a essas patogêneses através da ingestão de carne mal cozida, carne crua, verduras e folhosas mal lavadas, onde no momento da digestão os cisticercos são designados e fixados no intestino delgado e podendo se alojar no cérebro humano. (PFUETZENREITE et al., 2000).

Já a carne contaminada com Toxoplasma gondii, transmite toxoplasmose, tem como consequências erupções cutâneas, abortos, dor de cabeça e cegueira. O Toxoplasma gondii é um protozoário capaz de produzir doenças em todos os hospedeiros, tanto no intermediário como no definitivo. Transmitido ao homem através da ingestão oocisto do parasita quando entra em contato com fezes de gato, consome carne crua e mal cozida (SILVA et al., 2006).

Quando consome carne contaminada com antibióticos e grande a quantidade de hormônios usados no tratamento de animais que são abatidos sem respeitar o prazo de carência dos medicamentos, pode provocar câncer e alterações hormonais. Excesso hormonal causa neoplasia. O antibiótico em alta dosagem faz com que os microrganismos sensíveis ao medicamento fiquem resistentes, e aumenta o grau de patogenicidade. (SILVA et al., 2004).

Alimentos como ovos, mariscos, peixes, moluscos, leite, produtos lácteos, carnes e derivados são ricos em nutrientes, possuem a umidade alta, ph ligeiramente ácido, e um excelente meio de cultura, favorecendo o crescimento de microrganismo nestes produtos. Com temperatura adequada e pH 5,5 a 6,0 excessos de nutrientes, esses produtos alimentícios que têm fatores intrínsecos que influência positivamente na proliferação microbiana (PEREIRA, 2012).

As doenças transmitidas por alimentos podem ser prevenidas com inspeção de abate dos animais, evitando que carne de animais doente chegue à mesa dos consumidores, com rigoroso controle de qualidade dos alimentos quando está sendo manipulado.

4. MATERIAL E MÉTODOS

O presente trabalho teve como objeto de estudo o comércio de carne em Formoso-Goiás. Observou sobretudo à carne clandestina e seus perigos a saúde pública. Foram estudados os comércios de carne, os regularizados na vigilância sanitária municipal e também os comércios clandestinos.

Foram pesquisados fatores como processamento dos produtos e conhecimento das boas práticas de fabricação e os aspectos higiênicos da produção. Boas práticas de fabricação junto com a inspeção dos produtos de origem animal são conjuntas de medidas para sanar doenças por intoxicação alimentar, ações regulamentadas na RDC 216-Resolução da Diretoria Colegiada (BRASIL, 2004).

Foram pesquisadas a venda de carne bovina, suína, aves, caprinos, ovinos, pescados, carne de animais silvestres da fauna brasileira, e suas características de produção. Foram averiguados dezoito estabelecimentos como supermercados, açougues avaliando aspectos de aquisição da mercadoria a ser revendida e condições higiênicas.

O levantamento de dados foi através de visitas aos estabelecimentos com questionários, contendo perguntas fechadas e objetivas. Foram coletadas queixas, opiniões dos donos e trabalhadores dos estabelecimentos.

Os dados foram levantados em entrevistas e coletados de forma declaratória. Telles et al (2014) explica que a pesquisa declaratória dos dados são coletados em entrevistas em que as perguntas são contestadas de forma afirmativa ou negativa.

Algumas informações relatadas no trabalho como, produtores que abatem animais em suas fazendas e vendem de porta em porta, comercializam carne de caprino e ovino. Foram levantadas por comerciantes que registraram no questionário a eles aplicado.

Quanto à carne de animais silvestres foi realizada análise qualitativa, por tratar de crimes ambientais, os dados foram insuficientes, sendo coletadas também informações sobre boletim de ocorrência registrado na polícia civil.

A pesquisa foi desenvolvida em duas fases: a primeira ocorre à coleta de dados concretos, manipulados e analisados, discutindo a problematização proposta por estes resultados. Segundo Turato (2005) o método de pesquisa atua em conhecer melhor a qualidade do entendimento dos problemas; visa buscar dados com o objetivo de confirmar a hipótese, mensurando o resultado.

Nos dados levantados não foram realizadas análises estatísticas por ter avaliado 100% dos estabelecimentos que vendem carne neste município, nesse caso não tem erro a ser corrigido no estudo, e nem médias a serem comparadas entre tratamentos. Calculo estatístico em trabalho científico são utilizados quando trabalham por amostragem para conhecer o erro e souber o resultado aceito ou desprezado, assim quando p (probabilidade) aproxima de zero menor será o erro e o resultado terá maior significância (NORMANDO, 2011).

5. RESULTADO E DISCUSSÃO

5.1 ESTUDOS DO COMÉRCIO DE CARNE

Segundo Tomazelle et al., (2011) a média de consumo nacional de pescado é de 2,8 por pessoas ao ano. A região norte do país é campeã de consumo com 24,66 kg por pessoa por ano, e a região centro-oeste tem o menor consumo, apenas 1,36, o estado de Goiás tem o consumo de 1,30 kg por pessoa ao ano. A Cidade de Formoso fica perto da divisa com o norte do Brasil e sofre influência cultural, tem um consumo maior do que o estado de Goiás, aproximando da média nacional é 1,8 kg por pessoa ao ano.

Alguns estabelecimentos vendem 55.55% de carne e derivados fabricam carne de sol, linguiças, carnes temperadas com finalidade de agregar valor, isso e feito sem preocupar com as normas higiênicas de manipulações.

Quanto à carne de aves na Cidade consomem 336 mil quilos por ano, totalizando 42 kg por pessoa ao ano, sendo 83% desse consumo de produtos industrializados, 17% de animais produzidos na região. Resultado confirmado por Loureiro et al (2014) quando estudou a influência da carne de frangos caipiras, onde esse tipo de carne ocupava 17,6% do mercado, enquanto os frangos industrializados no interior paulista eram de 82,4%.

Já o consumo de carne bovina corresponde a 77 kg por pessoa/ano na comarca, sendo 618 toneladas por ano consumido no lugar. Barbosa, 2009 encontra resultado parecido quando pesquisa o consumo de carne no Brasil, onde o consumo encontrado foi de 77,3 kg por pessoa ao ano, explica ainda que a carne bovina represente 16% do alimento dos brasileiros. Veja comparativo do comércio de carne bovina com outras carnes no Brasil e na Cidade de Formoso Goiás.

Tabela 1 – Consumo de carne por pessoa/ano no Brasil (kg,%)

Tipos de Carnes Consumo kg Consumo em %
Aves 42,50 31,07
Bovinos 77,30 56,64
Pescado 2,80 1,47
Suíno 15,40 10,96
Total 141,80 100,00

Fonte: (MARCELO, 2008).

O consumo de carne bovina no Brasil segundo tabela 1 deve a melhoria econômica da população nos últimos anos, e pode variar de acordo com o costume de cada região, já o pescado que é menos consumido ocorre pelo aspecto cultural, da população que não tem o costume de comer esse tipo de carne embora seja muito saudável, quanto à carne suína a população não consome muito devido aos problemas de saúde que ela possa trazer e carne de aves é a segunda mais consumida no território nacional.

Tabela 2– Consumo de Carne em Formoso-Goiás em kg e %.

Tipos de carnes Consumo em kg Consumo em %
Aves 42,00 30,93
Bovinos 77,00 56,70
Pescado 1,80 1,30
Suíno 15,00 11,00
Total 135,8 100,00

Fonte: Elaborado pelo autor em 2018.

Os resultados demonstrados na tabela 2 são ligeiramente diferentes do nacional, isso dá por fatores culturais conservados da região e trazidos de fora por imigrantes, por estar na divisa do norte do país onde sofre algumas influência dos hábitos de consumo desta região.

Kirinus et al., (2016) a média nacional de consumo de carnes nos anos 2012 a 2015 foi de 154 kg por pessoa ao ano, sem muitas variações por região. Dados semelhantes foram declarados nesta urbe que encontrou um consumo de 135 kg por pessoa ao ano no objeto de estudo.

Há um grande comércio considerável e ilegal de carne de animais silvestres como paca (Agoute paca), jacaretinga (Caiman crocodilus), veado-mateiro (Mazama americana), caititu (Pecari tajacu) e tatus (Dasypus novemcinctus, Eupharctus sexcinctus). A prática de alimentar da fauna silvestre é observada em sociedade como costumes e hábitos antigos, muito comuns e é negociada em todo o Brasil (QUARESMA et al, 2017).

5.2 COMPARATIVO DA COMERCIALIZAÇÃO DE CARNE INSPECIONADA E CLANDESTINA

No Município de Formoso-Goiás têm 18 comerciantes de carne dos quais 11 são lojas de supermercado que representa 61,11%, enquanto sete que são representadas por 38,89% só vende carne denominada de açougue, apenas um estabelecimento vende carne em feira livre da cidade. As instalações em condições de limpeza e higiene tanto em açougue, como feiras livres, supermercados é precária (MOURA et al., 2018).

Figueredo Júnior et al (2010), explica que boa parte da carne de caprinos e ovinos é produzida em fundo de quintal, ou seja, abate clandestino. Alguns produtores de caprinos e ovinos realizam o abate nas propriedades sem higienização vende para apreciadores destas carnes no município.

Conforme Teixeira (2017), 74% da criação de aves do país está na região centro-oeste, sobretudo no estado de Goiás e esse produto é vendido 89% com inspeção, e carne de frango é produzida por agroindústria. O resultado encontrado em Formoso-Goiás é de 89,5% da carne de aves e abatida com inspeção, contendo 10,5% Galináceas da linha caipira, melhorado e clandestina.

Já na carne bovina apresenta um resultado contrário com 74,8% desse produto é abatido de forma irregular, apenas 25,2% de carnes e derivados são produzidos com inspeção. Os comerciantes compram carnes inspecionadas para burlar a fiscalização sanitária e tributária. Segundo Silveira et al. (2013), 40% dos abates bovinos neste país ocorrem sem inspeção e 85% da carne consumida no Brasil tem inconformidade de inspeção.

Neste burgo, produtores rurais abatem animais em suas propriedades, vendem à carne as partes para os moradores. Contudo a carne clandestina chega ao consumidor com preço mais baixo, tem qualidade inferior, por esse motivo pode causar grandes danos à saúde humana e pode ser transmissora de zoonoses (CARVALHO et al., 2017).

Horta et al. (2010), descreve que o velho hábito de vender carne suína clandestina ainda persiste, em São Paulo 7 kg de carne sem inspeção são consumidos na zona rural, e 4 quilogramas no meio urbano, consumidas ao ano. Em Formoso também tem o hábito dos moradores de consumir carne suína produzida em abate irregular, 100 % da carne de porco é abatida de forma clandestina.

Já o pescado, 96,40% deste é vendido no município tem produção em pescadores artesanais e produtores em tanques escavados e os mesmos são abatidos irregularmente, sendo 1,60% dos peixes e derivados que são vendidos e produzidos legalmente. A inspeção no pescado tem por finalidade garantir a aplicação das práticas higiênicas para evitar que contamine com patógenos e transmita doenças zoonóticas (FREITAS, 2016).

Há um grande comércio considerável e ilegal de carne de animais silvestres como paca (Agoute paca), jacaretinga (Caimancrocodilus), veado-mateiro (Mazama americana), caititu (Pecari tajacu) e tatus (Dasypusnovemcinctus, Eupharctussp, Sexcinctussp). A prática de alimentar da fauna silvestre é observada em sociedade como costumes e hábitos antigos, muito comuns e é negociada em todo o Brasil (QUARESMA et al., 2017).

No consumo de carne de jacaré e tartaruga é comum encontrar bactérias Salmonella sp e Campylobacter sp, são dois microrganismos que são muito agressivos a saúde humana. Em geral, nos répteis como a tartaruga da Amazônia (Podocnemisex pansa), jacaretinga (Caiman crocodilus) entre outros répteis, alojam-se em suas carapaças colônias de Salmonella sp e Campylobacter sp, que é passada para a carne se não houver cuidado momento do abate (CARNEIRO et al., 2016).

O ser humano quando alimenta de carne de tatu pode contrair doença de chagas, hanseníase, paracoccidiodomicose também conhecida como blastomicose Sul-Americana, causada por fungos. Segundo (DEPS et al., 2008) 10% dos tatus foram encontrados Mycobacterias leprae que é causador da lepra ou hanseníase, constatado pelo teste ELISA. A hanseníase em tatus selvagens é considerada zoonótica e o risco relativo para os humanos.

Tabela 3 – Comércio de carne inspecionada, clandestina de Formoso-GO em %. 

Carnes Clandestinas % Inspecionadas %
Aves 10,50 89,50
Animais silvestres 100,00 0,00
Bovinos 75,8 25,20
Caprinos e ovinos 100,00 0,00
Suíno 85,30 17,70
Pescado 96,4 1,6

Fonte: Pesquisa aplicada pelo autor em 2018.

Na tabela 3 confirma que em Formoso Goiás a maioria do consumo de carne é de animais abatidos sem higiene, e os animais ainda podem estar doentes, expondo a sujeira podendo acarretar diversos problemas de saúde no ser humano, oferece um maior risco de intoxicação alimentar podendo levar a morte.

Quanto as Boas Práticas de Manipulação 100% dos estabelecimentos estudados realizam limpeza todos os dias, 100% dos comércios que vende carne faz controle rigoroso da temperatura da câmara fria. Já uso de uniforme somente três estabelecimentos cumpre a risca o uso de toca e avental, bota PVC (Policloreto de polivinila), luvas, correspondendo 16,66%. O uso de adornos como relógio, brinco e pulseira que um hábito proibido e anti-higiênico, e usado por 100% dos trabalhadores que manipulam a carne nos açougues usam.

Todos os 18 (dezoito) açougues e supermercados possuem alvará de funcionamento da vigilância sanitária municipal, para preservar a saúde pública. A vigilância sanitária assegura a higiene, limpeza e desinfecção das instalações da loja e as boas práticas de fabricação e manipulação, procedência da matéria prima, fazendo o controle de qualidade regida pela RDC 216 (Resolução da Diretoria Colegiada) (BRASIL, 2004).

Contudo os abates de animais que não são humanizados a carne têm baixa qualidade, gerando a carne escura dura e seca (DFD-Dark, Firm, Dry), já carne suína e comum acontecer efeito da carne Pálida, Macia e Exsudativa (PSE-Pale, Soft, Exudative) isso pela baixa capacidade da carne reter água, Estas carnes por apresentarem alterações de suas propriedades funcionais, resultam em grandes perdas econômicas.

Segundo o Gomes et al.(2013) Quando o animal sofre para morrer e passa por conta do estresse, dá alteração hormonais que influência a transformação músculos em carne tendo o efeito da carne DFD (dura, seca e escura). Por isso e coerente afirmar que abate clandestino nunca respeita legislação de bem estar animal levando o consumidor final uma carne de má qualidade.

Segundo declarações os consumidores no ato da compra não procuram saber se a carne é clandestina, isso independente da classe social, do grau de escolaridade, ou seja, 100% da população compra carne abatida ilegalmente. Embora a preferência do consumo de carne clandestina não é devida o preço, e sim contextos culturais, históricos (BARROS, 2011).

6. CONCLUSÃO

Diante dos fatos levantados conclui-se que o mercado de carne e derivados da cidade de Formoso assemelha com o nacional, com poucas variações que podem ser causadas pelo aspecto cultural da região.

É grande o consumo de carne sem inspeção em espécies de bovinos e suínos, que ocasionado por falta de estrutura do município, por não haver frigorífico na região, nem serviço de inspeção municipal, levando para ilegalidades os donos dos estabelecimentos comerciais.

Já no que diz em carne de aves, a maior parte desse produto é inspecionado pelo serviço de inspeção federal (SIF) e serviço de inspeção estadual (SIE), isso devido à integração de produtores rurais e agroindústrias. Os poucos produtos clandestinos existem devido a pequenos produtores que criam galináceas da linha caipira, melhorado e abatem no “fundo de quintal”. A carne de frango é a segunda mais consumida na comarca, igual ao país.

O consumo de pescado é abaixo da média nacional, quase toda produção provém de maneira clandestina, e a maior fonte de contaminação destes produtos de forma ilegal vem de pescadores artesanais e produtores de viveiros com tanques escavados.

Já os caçadores do município, abatem animais silvestres, cometendo crime ambiental e produzindo carne de má qualidade DFD (carne seca, firme e escura), porque o animal sofre para morrer, ferindo as normas de bem estar animal, podendo colocar na mesa de seus compradores carne contaminada por agentes biológicos.

Quanto aos caprinos e ovinos, em sua totalidade o abate ocorre em fazendas  “fundo de quintal”, sem a mínima condição higiênica, sem inspeção, comprado sob encomenda por alguns apreciadores, e o mercado desse tipo de produto tem uma porcentagem bem pequena no local estudado.

A carne clandestina que é produzida sem inspeção, não há controle de qualidade e com baixa higienização pode ocasionar doenças causadas por bactérias denominadas de gastroenterite e leva enfermidades para os humanos como toxoplasmose que tem como organismo patogênico o protozoário. Causa câncer por ingesta de antibióticos e hormônios.

Doenças como botulismo, teníase e cisticercose, transmitida por consumo de carne crua ou mal cozida. Tanto os supermercados quanto os açougues, têm hábitos higiênicos inadequados, sujeitando a comprar carne clandestina e desconhece as normas de Boas Práticas de Fabricação (BPF).

Há necessidade de intensificar a educação sanitária tanto no comércio quanto na população em geral, sobre os perigos da carne sem inspeção, sobre as Boas Práticas de Fabricação e fortalecer a fiscalização pelos órgãos responsáveis que são eles, AGRODEFESA (Agência Goiana de Defesa Agropecuária), Ministério Público e Vigilância Sanitária Municipal.

Sem dúvidas a chance de peixes ou moluscos doentes sendo abatidos clandestinamente é muito grande. Mas o real perigo é de contaminar o pescado por organismos patogênicos no momento da manipulação e armazenamento inadequado.

REFERÊNCIAS

ABAHÃO, R. M. C.M.; NOGUEIRA, P. A.; MALUCELLI, M. I. C.; O comércio de carne e leite e risco da transmissão da tuberculose bovina e outras doenças ao homem: um problema. João Pessoa-PB. 2005. Disponível em: file:///C:/Users/RODRIG~1/AppData/Local/Temp/4409-9746-1-PB.pdf,Acesso em: 10 jun.  2018.

ANDRADE, L. L. Contrabando de Animais. Informe escola, Navegando e aprendendo. São Paulo–SP, 2017. Disponível em:   https://www.infoescola.com/ecologia/contrabando-de-animais/, Acesso em: 10 jun.  2018.

BARBOSA, A. B.; MOLINA, L. R. Conjuntura da carne bovina no mundo e no Brasil. Portal Agronomia, São Paulo – SP, 2009. Disponível em: http://www.agronomia.com.br/conteudo/artigos/artigos_conjuntura_carne_bovina_mundo_brasil.htm. Acesso em: 10 jun.  2018.

BARROS, G. S.; MENESES, J. N. C.; SILVAS, A. Representação social do consumo de carne em Belo Horizonte. Belo Horizonte- MG, 2011. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/physis/v22n1/v22n1a20.Acesso em: 05 nov. 2018.

BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. RIISPOA – Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal. Decreto nº 90153 de 29/03/2017. Brasília/DF: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, 2017.

BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Legislação. Resoluções. Resolução nº 216, de 15 de setembro de 2004: dispõe sobre o Regulamento Técnico de Boas Práticas para Serviços de Alimentação. Brasília: Diário Oficial da União; 16 de setembro, 2004. Seção I, p. 24-27.

BRASIL. 1997. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Portaria n. 326 de 30 de julho de 1997. Regulamento técnico sobre as condições higiênico – sanitárias e boas práticas de fabricação para os estabelecimentos produtores/industrializados de alimentos. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 01 ago1997. Seção 1, p. 16560-16563.

CANEIRO, B. F. Isolamento e identificação de salmonella sp. E. campulobacter sp. Em tartaruga da Amazonas (pocenemis expansa) E SW AB cloacal. Goiânia – GO, 2016. Disponível em: https://ppgca.evz.ufg.br/up/67/o/Disserta%C3%A7%C3%A3o_Bruno_Carneiro.pdf.Acesso em: 15 nov.  2018.

CARVALHO, C. T.; SOUZA, C. P.; FERNANDES, S. R. S.; SILVA, T. C.; SILVA, T. M.; LUZ, J. R. D. 2017. Condições higiênico-Sanitária da carne bovina vendida em feiras livres no Brasil. Fortaleza- CE, 2017.  Disponível em: http://www.revistanutrivisa.com.br/wp-content/uploads/2017/10/nutrivisa-vol-3-num-3-d.pdf. Acesso em: nov. de 2018.

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[1] Bacharel em Zootecnia Pela Pontifícias Universidade Católica de Goiás, Especialista em Vigilância Sanitária e Controle de Qualidade dos Alimentos Pela Universidade Castelo Branco.

[2] Médico Veterinário.

[3] Zootenista.

[4] Orientadora. Mestrado em Fitotecnia (Produção Vegetal).

Enviado: Julho, 2020.

Aprovado: Fevereiro, 2021.

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