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A importância do serviço humanizado na urgência e emergência

DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/saude/servico-humanizado
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CONTEÚDO

ARTIGO DE REVISÃO

SOUSA, Marinalva Valença de [1], SANDIM, Lucíola Silva [2]

SOUSA, Marinalva Valença de. SANDIM, Lucíola Silva. A importância do serviço humanizado na urgência e emergência. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 05, Ed. 11, Vol. 07, pp. 127-140. Novembro de 2020. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/saude/servico-humanizado, DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/saude/servico-humanizado

RESUMO

No atual contexto da área de saúde pública, a humanização é um tema que vem se destacando, sendo abordada constantemente, como tema acentuado e como assistência para a melhoria do cuidado e para a consolidação dos princípios e valores do Sistema Único de Saúde (SUS). Objetivo: Descrever a importância da assistência humanizada de enfermagem prestada aos pacientes em situações críticas de emergência. Método: Trata-se de uma revisão da literatura. Para levantamento dos artigos foi realizado busca online na Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), usando os seguintes descritores de saúde (Decs): Enfermagem, UTI, Humanização, Urgência e Emergência. Resultados: O ato de humanização é essencial para uma prática bela, no qual deve ser pautado segundo os valores éticos, ainda que a mesma lide com situações degradantes, dolorosas e tristes na natureza humana, como o sofrimento, a deterioração e a morte. Neste contexto, refere-se à possibilidade de admitir uma posição ética de respeito ao outro e reconhecimento dos limites. Assim, se atentando aos pequenos gestos, atitudes e expressões, toda a equipe pode aplicar a teoria na prática, conseguindo agir de maneira humanizada e, por conseguinte, com respeito. Conclusões: Através do estudo constatou-se que a eficiência de uma boa abordagem realizada pelo enfermeiro, principalmente aos que atuam na unidade de urgência e emergência, ajuda a instituir o diagnóstico precoce e o tratamento oportuno e seguro para o paciente.

Palavras Chaves: Enfermagem, UTI, humanização, urgência e emergência.

1. INTRODUÇÃO

A Política Nacional de Humanização (PNH), foi criada no ano de 2003, pelo Ministério da Saúde. A PNH é deste modo, uma política do Sistema Único de Saúde (MORI; OLIVEIRA 2009), que apresenta orientações através dos princípios da transversalidade e da indissociabilidade entre atenção e gestão e, ainda incita a autonomia e protagonismo de todos os envolvidos. (CHERNICHARO; FREITAS; FERERIA, 2013).

Sob a perspectiva da área da saúde pública, atualmente, o tema humanização tem se destacado e sido abordado constantemente, como um tema relevante e como uma assistência voltada a melhoria do cuidado, a fim de consolidar os princípios e valores do SUS (CHERNICHARO; FREITAS; FERERIA, 2013).

Compreende-se a humanização como um ato de valor e respeito a vida humana, onde são incluídas questões éticas, sociais e educacionais, presentes em todo ser humano e, portanto, nas relações interpessoais (SOUSA et al., 2019).

As iniciativas de humanização serão totalmente compreendidas, quando o profissional de saúde entender o grande valor do seu papel nessa prática, e acreditar que é possível construir um mundo melhor e mais justo. Assim a humanização prestada pelo enfermeiro no atendimento ao paciente em unidade de urgência e emergência exige uma consciência crítica dos profissionais, levando-os a praticar o atendimento com cuidado e qualidade (SEOANE et al., 2014).

Para se estabelecer um atendimento humanizado, a existência de uma ligação confidencial entre o enfermeiro e o paciente, com respeito à individualidade de ambos, é essencial, possibilitando assim, a geração de uma relação produtiva entre os mesmos. (PEREIRA et al., 2015).

A humanização deve ser mais que um ato humanitário, para isso é preciso implementar um processo interdisciplinar onde a reflexão acerca dos princípios e valores que norteiam a prática de diferentes profissionais de saúde seja para a busca de condutas éticas (MORI et al., 2014).

Assim, a humanização compreende em entender a essência do ser humano, o respeito à individualidade e às diferenças profissionais, como também a abertura de um espaço real nas instituições de saúde, que garanta a todos os que estão envolvidos na assistência, se relacionarem da maneira mais humana possível (NETO et al., 2013).

O conceito que orienta as ações da humanização nas instituições hospitalares entende que a qualidade dos serviços públicos de saúde, depende da introdução de uma atitude ética de respeito as necessidades os usuários e dos profissionais. Fatores básicos como a infraestrutura hospitalar, as tecnologias e a qualidade profissional são fundamentais para a produção de bons resultados, mas seu impacto deriva fortemente da presença ou ausência de relações humanizadas entre os profissionais e os usuários da saúde, e entre os próprios profissionais (SEOANE et al., 2014).

Atualmente, a humanização é uma prática, que deve ser prestada de maneira especial aos serviços destinados ao atendimento de urgência e emergência (MORI et al., 2014).

O serviço oferecido pelo enfermeiro em unidades de urgências e emergências hospitalares faz parte de um complexo estruturado e organizado em diversos setores, necessitando assim de uma política de acolhimento, pois estas unidades de saúde são consideradas a porta de entrada e recepção dos indivíduos que buscam por atendimento (PEREIRA et al., 2015).

No Brasil, os serviços de urgência e emergência devem implementar uma política capaz de garantir o princípio da universalidade, o qual integra-se ao conjunto de princípios do SUS brasileiro que atribui a cada cidadão o acesso aos serviços de saúde (NETO et al., 2013).

Desta forma, no serviço humanizado conferido pelo enfermeiro aos pacientes atendidos, em uma determinada unidade de urgência e emergência, o acolhimento é um fator considerado muito importante e, ainda, um recurso de avaliação e classificação de risco, caracterizado como um dispositivo que transforma o trabalho da atenção e da produção de saúde, representado por um processo dinâmico de identificação dos pacientes que necessitam de um tratamento imediato, segundo o potencial de risco, agravos à saúde ou grau de sofrimento (SEOANE et al., 2014).

Este trabalho tem como finalidade contribuir para a conscientização da equipe de enfermagem quanto a importância do atendimento humanizado, de maneira especial nas unidades de urgência e emergência, permitindo que a equipe de enfermagem atue de forma mais humana a assistência dos pacientes e busque proteção e promoção da saúde dos seus pacientes e equipe.

Justifica-se a escolha pelo presente tema, diante do fato de numerosas pesquisas que apontam e demonstram a relevância da prática da humanização, e devido a adesão insuficiente da equipe de enfermagem e das unidades de urgência e emergência em relação a Humanização, tendo em vista que durante nossa vida acadêmica somos extremamente cobrados quanto a realização de uma assistência mais humanizada.

Escolhemos o tema com base nas experiências e observações vivenciadas ao longo do curso de Enfermagem, buscando através deste artigo apontar a importância da humanização prestada ao paciente nas unidades de urgência e emergência.  Ressalta-se que o ato de humanizar cabe a todos os profissionais de saúde, que venham a ter contato com o paciente.

2. METODOLOGIA

Trata-se de uma revisão bibliográfica, com abordagem quantitativa, utilizando artigos disponíveis em base de dados virtuais. Para a composição da pesquisa, foi realizado um levantamento de artigos disponibilizados online na Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), para a busca foram utilizados seguintes Descritores em Ciências da Saúde (Decs): Enfermagem, Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e Controle de Infecção, com um recorte de 2012 a 2019.

Os critérios de inclusão foram artigos em português e inglês, disponíveis na íntegra com recorte no tempo de 2012 a 2019, que possuíssem os descritores selecionados. O critério de exclusão que não elencassem a proposta de busca do estudo.

Foi utilizado o Portal Regional da BVS que é um “espaço de integração de fontes de informação em saúde que promove a democratização e ampliação do acesso à informação científica e técnica em saúde na América Latina e Caribe (AL&C)”. Sendo desenvolvido e operado pela BIREME em 3 idiomas (inglês, português e espanhol). E possui várias bases de dados indexadas.  As variáveis de interesse serão selecionadas foram: título do artigo, autores, assunto principal e ano de publicação.

3. REVISÃO DE LITERATURA

3.1 A POLÍTICA NACIONAL DE HUMANIZAÇÃO

No ano de 2003 ocorreu a criação da Política Nacional de Humanização (PNH), contendo orientações pelos princípios da transversalidade, da indissociabilidade entre atenção e gestão, estímulo a autonomia e protagonismo de todos os participes. A PNH surgiu com o objetivo de transformação do ambiente hospitalar em um local humanizado (CHERNICHARO; FREITAS; FERERIA, 2013).

Segundo Pasche, Passos e Henington (2011) por meio da PNH, são efetivadas as práticas de saúde, juntamente com os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) sendo composta de uma política empenhada com as maneiras de fazer e autuar os processos eficazes de modificações e criações de realidades em saúde.

Através da PNH, é reconhecido a universalidade e a equidade no acesso e o direito ao cuidado de saúde, onde foca também no cuidado humanizado. Assim, a Política de Humanização é considerada referência para a constituição de práticas de saúde, voltadas ao respeito ao cidadão no que refere-se as suas necessidade e valores. Diante isso, a mulher que sofre o aborto necessita de uma assistência prestada com respeito e dignidade (PASCHE; PASSOS; HENNINGTON, 2011).

Segundo Nora e Junges (2013) a PNH, apresenta como desafio aos pacientes que necessitam de cuidados, principalmente aqueles que são atendidos na unidade de urgência e emergência, uma atenção humanizada, através de uma gestão compartilhada, garantindo assim um acesso aos serviços de saúde com resolubilidade e qualidade. As iniciativas de humanização são desempenhadas, quando o profissional de saúde, entender o grande valor do seu papel nessa prática, e acreditar que é possível construir um mundo melhor, mais justo e humanizado. Portanto, a humanização exige uma consciência crítica dos profissionais, levando-os a praticar o atendimento com cuidado e qualidade.

O ato de humanização deve ser pautado por meio dos valores éticos, sendo este fundamental para tornar-se uma prática bela, por mais que ela lida com o que tem de mais degradante, doloroso e triste na natureza humana: o sofrimento, a deterioração e a morte. Refere-se, assim, à possibilidade de assumir uma posição ética de respeito ao outro e de reconhecimento dos limites (NORA; JUNGES, 2013).

Conforme Sousa et al. (2015) a unidade de urgência e emergência oferecem especialidades completamente diferentes de outras unidades, que precisam de serviços de alta complexidade no acolhimento e atendimento a pacientes com risco de vida. Deste modo, este atendimento necessita ser rápido de qualidade e humanizado.

Além dos métodos técnicos empregados em situações de emergência, o acolhimento e a afetividades confirmadas pelos profissionais de enfermagem é decisivo para uma perspectiva de que as ações sejam eficazes e satisfatórias (SOUSA et al., 2015).

Segundo Andrade et al. (2013) a humanização nos serviços de urgência e emergência, é um grande desafio para o profissional de enfermagem, envolvendo a construção permanente de cidadania e, ainda correspondendo à admissão de novas atitudes éticas por parte de trabalhadores, gestores e usuários, no campo da gestão e das práticas de saúde, de modo a superar os problemas e desafios do cotidiano do trabalho.

Um fator importante, no processo de humanização se refere a comunicação, pois por meio dela, é constituído o primeiro contato entre o profissional de enfermagem e paciente. Não apenas no período da internação, mas durante todo o tratamento e procedimentos realizados no hospital, pois o diálogo, é considerado uma tática de aproximação entre paciente e profissional. (LAZZARI; JACOBS; JUNGUE, 2012).

3.2 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NAS URGÊNCIA E EMERGÊNCIA

No Brasil, em razão do crescimento numeral de atendimentos de urgência e emergência, ocasionados por “acidentes” de trânsito, violência, e doenças de várias etiologias, principalmente cardiovasculares, evidencia-se a necessidade de um atendimento rápido e hábil para prestar os primeiros socorros. (ROCHA, 2012).

As especificidades e articulações do enfermeiro são indispensáveis nos serviços hospitalares de atenção à urgência e emergência, visto que gerenciam o cuidado sobre pacientes com necessidades complexas, nas quais requerem o aprimoramento científico, o manuseio tecnológico e a humanização extensiva aos familiares, em razão do choque inesperado ocasionado por uma situação que coloca em risco a vida de um ente querido. (LAZZARI et al., 2012).

Como todos os membros da equipe profissional de saúde, o enfermeiro deve participar do planejamento, da execução e da avaliação da assistência a ser prestado, assegurar o suprimento dos recursos humanos, dos materiais e dos equipamentos, bem como o cumprimento de normas, rotinas e fluxos estabelecidos pela instituição. Neste sentido, contribuem ainda com a coordenação e distribuição da equipe, ao estabelecer prioridades a qualidade e a segurança do atendimento para a equipe e para os pacientes (DANTAS, 2015).

A abordagem humanizada pode ser de fundamental importância no atendimento inicial ao paciente em circunstância de urgência/emergência, é o principal papel do enfermeiro assistencialista na sala de emergência é o de decisão segura e libre de riscos. Os serviços de urgência e emergência são marcados pelo atendimento a pacientes em situações agudas com risco de morte e /ou sofrimento intenso (MOURA, 2014).

O trabalho em uma unidade de urgência é dinâmico, sendo que a equipe de saúde envolvida é que determina a capacidade funcional de resposta, de modo que os médicos e enfermeiros exercem papéis imperativos nesse atendimento. Nesse cenário, a liderança desempenha um papel fundamental, uma vez que ela é a responsável por sincronizar o trabalho em equipe, contribuindo para a realização de um atendimento de qualidade e a diminuição de erros médicos e de enfermagem, gerando, consequentemente, melhores resultados para o paciente (JUNGES, 2012).

Visto que o enfermeiro, geralmente, é o primeiro membro da equipe a ter contato com a situação de emergência, sobretudo a parada cardiorrespiratória, o mesmo deve estar hábil a atuar com competência, realizando inicialmente as manobras básicas de reanimação, situação na qual exige a tomada de decisão rápida e a liderança sob a equipe (SILVA, 2014).

O principal vínculo entre o usuário e o estabelecimento de saúde ocorre através do serviço de enfermagem, por se constituir no maior grupo de profissionais da saúde e que mantém um contato ininterrupto com o usuário, promovendo a manutenção, a recuperação e a reabilitação da saúde, por meio do cuidado. Isso pode influenciar no julgamento dos usuários no que tange à imagem do hospital, na urgência e emergência (MORAIS, 2013).

A centralidade da atenção está no atendimento a situações de urgência e emergência, impondo aos profissionais a priorização de pessoas. Esta implica no planejamento e na organização das ações de trabalho com fins a sua própria execução. Execução na qual se tem pessoas trabalhando em prol doutras e que têm, em alguns momentos, o limite da vida como desafio resultante da tomada de decisão do pensar e agir (SILVA, 2011).

Limite que transformou o processo de trabalho em ambientes de urgência e emergência intra-hospitalares com a inserção de protocolos e estratégias de investigação, tais como o Manchester. Este é utilizado pelos enfermeiros para triar os pacientes, ou seja, após avaliação clínica, há uma determinação da gravidade clínica e do risco de vida dos pacientes (CARDOSO, 2016).

Desta forma, considera-se que o enfermeiro atua como protagonista em serviços de atenção à urgência e emergência, uma vez que se inclui pelas suas especificidades e articulações primordiais à direção dos cuidados voltados aos pacientes com necessidades complexas.

O público atendido no pronto socorro carece de uma assistência em saúde baseada no escopo científico aprimorado, com manuseio tecnológico e humanização na assistência atribuída, de modo ágil e eficaz. Justifica-se assim, a importância do papel do profissional enfermeiro para uma boa organização desses serviços. (MUNHOZ, 2016).

Cabe ao profissional de enfermagem ser provedor de cuidados, oferecendo um cuidado direto ao paciente e também a sua família, preservando assim o direito de seus pacientes. Além disso, deve ser educador, no qual fornecerá informações e orientações tanto ao paciente e à família. Ser administrador, no qual irá coordenar as atividades de outros membros na equipe multidisciplinar para atingir o objetivo específico de fornecer cuidados de emergência e a função de supervisionar, oferecendo proteção e suporte ao paciente a à família (CARDOSO, 2016).

Os enfermeiros envolvidos na área de cuidados de emergência possuem, seja pela experiência ou pela capacitação, o conhecimento e as habilidades necessários para a atuação junto a essa clientela. A prática da enfermagem em cuidados de emergência requer, com frequência, tomadas de decisão em situações imprevisíveis, são frequentemente responsáveis pela tomada de decisões que envolvem questões de vida e morte. As prioridades devem ser determinadas rapidamente, com base em conhecimento e em julgamento corretos. As decisões tomadas no momento da triagem devem ser rápidas, para que os clientes recebam os cuidados adequados o mais rápido possível. Este fato requer das enfermeiras atenção quanto às questões éticas e legais família (SEOANE et al., 2014).

Assim, a Enfermagem caracteriza-se como potencialmente capaz de influenciar a construção de novas práticas associados à promoção da saúde. Segundo a literatura consultada, as ações abordadas pela enfermagem, a fim de promover a saúde em assistência hospitalar incluem: melhorar as condições de trabalho e a valorização dos profissionais, por meio de materiais voltados a proteção individual e coletiva; capacitar os profissionais da área através de programas de educação, de modo continuo; o relacionamento terapêutico profissional-cliente; humanizar a assistência; acolher o cliente de maneira diligente, a fim de a amenizar o processo saúde-doença; gerenciar a assistência de modo sistemático, visando a elaboração de um plano de cuidados que leve em consideração as reais necessidades do cliente; trabalhar em equipe multidisciplinar, contribuindo para um ambiente de boa convivência; realizar educação em saúde com os pacientes e familiares, a fim de conscientiza-los sobre as maneiras apropriadas de manutenção da saúde; e orientar os profissionais sobre quais ações favorecem o bem estar, físico, psíquico e em comunidade (SOUSA et al., 2015).

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

As exigências com relação à prestação de serviços qualificados, especialmente aquele prestado pelo profissional de enfermagem no atendimento emergencial, fazem com que as instituições de saúde, em especifico, a unidade de urgência e emergência, precisem se interessar pela qualidade dos profissionais que as compõem, procurando assim trabalhar com colaboradores motivados e com espírito de liderança e oferecer educação permanente.

Nos dias de hoje, em determinadas instituições, a realização de discussões incluindo todos os profissionais têm favorecido o desenvolvimento de uma assistência em saúde de qualidade, propiciando a concretização e a imposição de respeito sobre cada profissional e as suas atribuições específicas dentro da equipe.

Ressalta-se que a elaboração deste estudo proporcionou o conhecimento acerca da assistência de enfermagem prestada aos pacientes na unidade de urgência e emergência. Observa-se que as práticas cotidianas do trabalho em saúde necessitam de uma reavaliação nos indicativos inerentes à rede assistencial bem como a importância de garantir um cuidado mais humanizado, eficiente e eficaz.

Através do estudo constatou-se que a eficiência de uma boa abordagem realizada pelo enfermeiro, principalmente aos que atuam na unidade de urgência e emergência, ajuda a instituir o diagnóstico precoce e o tratamento oportuno e seguro para o paciente.

Sugerimos que novas pesquisas acerca do assunto sejam realizadas por outros acadêmicos, pois o paciente atendido na unidade de urgência e emergência, merece um atendimento humanizado e de qualidade.

5. REFERÊNCIAS

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ANDRADE, M.AC; ARTMANN, E; TRINDADE, Z.A. Humanização da saúde em um serviço de emergência de um hospital público: comparação sobre representações sociais dos profissionais antes e após a capacitação.  V. 16, Espirito Santo, 2011. Disponível em: https://www.scielosp.org/article/csc/2011.v16suppl1/1115-1124/#ModalArticles.  Acesso em: 15 de outubro de 2020.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Política Nacional de Humanização. Atenção Básica / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Política Nacional de Humanização. – Brasília: Ministério da Saúde, 2010. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ean/v10n2/a19v10n2.pdf . Acesso em: 16 de Out. 2020.

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[1] Acadêmica do curso de Enfermagem- Unicerrado.

[2] Orientadora. Doutorado em andamento em Gerontologia. Mestrado em Enfermagem. Mestrado profissional em Terapia Intensiva. Especialização em Especialização em gestão da qualidade nos serviços de saúde. Especialização em Pós-Graduação Lato Sensu em Urgência e Emergência. Especialização em Pós-Graduação Latu Senso em UTI Geral. Graduação em Enfermagem.

Enviado: Outubro, 2020.

Aprovado: Novembro, 2020.

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