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O cuidador familiar em saúde mental: um olhar para quem cuida

RC: 153170
436
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DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/saude/cuidador-familiar

CONTEÚDO

REVISÃO INTEGRATIVA

NASCIMENTO, Elayne Mágda Andrade do [1], OLIVEIRA, Ana Eloísa Cruz de [2], NUNES, Jackson Muniz [3], FREITAS, Sthephanie de Abreu [4], JESUS, Amélia Leticia Oliveira de [5], BESERRA, Hebe Janayna Mota Duarte [6]

NASCIMENTO, Elayne Mágda Andrade do et al. O cuidador familiar em saúde mental: um olhar para quem cuida. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 09, Ed. 05, Vol. 02, pp. 144-163. Maio de 2024. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/saude/cuidador-familiar, DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/saude/cuidador-familiar

RESUMO

Objetivo: analisar a produção de conhecimento nacional sobre o que se tem produzido acerca da saúde mental dos cuidadores familiares de pessoas com transtornos psiquiátricos. Pergunta problema: O que se tem evidenciado na literatura científica acerca da saúde mental dos cuidadores familiares de pessoas com transtornos psiquiátricos? Metodologia: trata-se de uma revisão de literatura com abordagem qualitativa, cuja busca foi realizada a partir das seguintes bases de dados virtuais: MEDLINE/PubMed, LILACS, BDENF e bibliotecas virtuais SciELO e BVS. A amostra desse estudo foi constituída por 06 artigos científicos publicados entre os anos de 2018 a 2023. Utilizou-se a estratégia PICO, para delinear a questão norteadora e o checklist PRISMA 2020 para garantir o rigor metodológico científico. A busca pelos dados ocorreu em abril de 2023, utilizando-se os descritores: “Saúde Mental”, “Cuidadores Familiares” e “Transtornos Mentais” separados entre si pelo operador booleano “AND”. Principais Resultados: Foram encontrados 47 artigos, sendo selecionados um total de seis artigos para a amostra. A partir da sua análise foram definidas duas categorias temáticas: “Fatores individuais associados à Saúde Mental do cuidador de familiar com transtornos psiquiátricos” e “Fatores externos associados à saúde mental do cuidador de familiar com transtornos psiquiátricos”. O estudo de tais categorias revelou que, no contexto dos fatores individuais, ser do sexo feminino, ter baixo nível de escolaridade, não ter trabalho remunerado e quanto maior for à idade, maior o surgimento de adoecimento psíquico. No que se refere aos fatores externos, percebeu-se que há um desgaste psíquico e sobrecarga que prejudicam a saúde mental dos cuidadores que tiveram seus projetos de vidas e rotinas de atividades modificados pela necessidade de cuidar de pessoas com transtornos psiquiátricos.

Palavras-chave: Saúde Mental, Cuidadores Familiares, Transtornos Mentais, Atenção Psicossocial.

1. INTRODUÇÃO

De acordo com a American Psychiatric Association (2022), o transtorno mental é uma síndrome caracterizada por perturbação clínica na cognição, na regulação emocional ou no comportamento de um indivíduo que reflete uma disfunção nos sistemas biopsicossociais ou de desenvolvimento subjacente ao funcionamento mental, estando geralmente relacionados a algum sofrimento ou incapacidade que impactam negativamente em atividades importantes para o ser humano.

Com o advento da reforma psiquiátrica no Brasil, que consiste na reabilitação psicossocial por meio da desinstitucionalização e a ampliação da participação familiar, a partir de 1980, considerou-se a família como núcleo estratégico do cuidado, contribuindo para a quebra de paradigmas e preconceitos. Entretanto, esta modificação trouxe um grande impacto para as famílias, pois sem preparo e orientação, assumiu um papel relevante no cuidado e ressocialização trazendo sobrecarga para o cuidador familiar e transformação do comportamento e hábitos pessoais e familiares, configurando impactos na saúde mental (Tabeleão; Tomasi; Quevedo, 2014; Bezerra et al., 2020; Salles; Barros; Santos, 2019; Cavalheri, 2010; Delgado, 2014; Oliveira et al., 2017; Oliveira; Souza, 2017; Reis et al., 2016).

O papel dos familiares envolvidos no cuidado à pessoa que vive com transtorno psiquiátrico implica em processos de transformação de comportamentos e hábitos configurados à condição de saúde mental de seu familiar, bem como a processos de adaptação às novas atribuições. As funções de servir como acompanhante aos serviços de saúde, apoiar à administração de medicamentos, fornecer suporte social, lidar com crises, estimular o convívio social, enfrentar preconceitos e estigmas em relação à pessoa acometida podem predispor este cuidador ao comprometimento de sua vida social, ocupacional e financeira, transformando-se em uma experiência de sobrecarga que influencia o desenvolvimento de sofrimento mental (Delgado, 2019).

Estudos comprovam que a taxa de depressão entre cuidadores familiares está entre 12% e 59%; e de ansiedade em torno de 30% a 50% (Delalibera; Barbosa; Leal, 2018). Esses dados de saúde indicam uma estatística preocupante, revelando que os problemas de saúde mental do cuidador relacionados à função de cuidar poderão causar prejuízos à sua saúde pessoal (Silva et al., 2017). Tais características de adoecimento mental no cuidador poderão estar manifestas por distúrbios psicossomáticos relacionados a eventos estressores ou à atividade de cuidado, devendo os profissionais estarem atentos a sintomas como cansaço mental, baixa concentração, falha da memória, apatia e indiferença emocional, os quais também são comuns em condições de ansiedade ou depressão (Araújo et al., 2017).

Diante do exposto, e considerando a escassez de fontes disponíveis sobre o tema, destaca-se a relevância da produção de conhecimento científico acerca da saúde mental do cuidador familiar inserido nesse contexto de cuidado à pessoa com transtornos mentais, uma vez que permite subsidiar as intervenções em saúde e contribuir com a educação permanente dos profissionais que prestam cuidados diários à esses usuários (Braga et al., 2020; Gomes; Silva; Batista, 2018). Por isso, este estudo tem por objetivo analisar a produção de conhecimento nacional sobre o que se tem produzido acerca da saúde mental dos cuidadores familiares de pessoas com transtornos psiquiátricos.

2. METODOLOGIA

Artigo de revisão apresentado em 5 etapas: 1) elaboração da questão norteadora e objetivo do estudo; 2) definição de critérios de inclusão e exclusão das produções científicas; 3) busca de estudos científicos nas bases de dados e bibliotecas virtuais; 4) análise e categorização das produções encontradas; 5) resultados e discussão dos achados (Lisboa, 2019).

A questão norteadora foi delimitada por meio da estratégia PICO (População, Interesse/Fenômeno de Interesse e Contexto), uma metodologia que subsidia a elaboração de uma pergunta de pesquisa e busca evidências para pesquisas qualitativas não clínicas (Sousa; Wainwright; Soares, 2019). Sendo, “P” cuidadores familiares; “I” saúde mental de cuidadores familiares; “Co” cuidadores que cuidam de familiares com transtorno psiquiátrico. Dessa forma, obteve-se a seguinte questão norteadora: O que se tem evidenciado na literatura científica acerca da saúde mental dos cuidadores familiares de pessoas com transtornos psiquiátricos?

O levantamento das produções foi realizado em abril de 2023, a partir de busca nas bibliotecas virtuais: Scientific Electronic Library Online (SciELO), Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e bases de dados: Medical Literature and Retrivial System on Line (MEDLINE/PubMed), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Base de Dados de Enfermagem (BDENF). Para tanto, foram utilizados os descritores em ciências da saúde (DeCS): “Saúde Mental”, “Cuidadores Familiares” e “Transtornos Mentais” separados entre si pelo operador booleano “AND”.

Foram adotados os seguintes critérios para inclusão dos estudos: artigos nacionais em periódicos revisados por pares, disponíveis na íntegra gratuitamente, no idioma português, publicados entre os anos de 2018 a 2023. Quanto aos critérios de exclusão, foram elencados: artigos em duplicidade, teses, dissertações, trabalhos de conclusão de cursos, guias e editoriais. Durante a seleção foram excluídos também estudos que não corresponderam à temática investigada.

Para análise e categorização das produções encontradas utilizou-se a uma metodologia de análise de conteúdo categorial temática de Bardin (2016), a partir das seguintes fases: pré-análise, codificação, categorização e inferência. Em sua primeira fase foi feita uma leitura flutuante dos artigos da amostra, a codificação dos dados deu-se com o destaque em diferentes cores para agregação das unidades temáticas, já na fase da categorização, que é desenvolvida através da diferenciação dos elementos em comum em categorias temáticas, houve a criação de duas categorias definidas e discutidas posteriormente na fase de inferência.

Acrescenta-se ainda que, por se tratar de um estudo do tipo revisão da literatura, esta pesquisa não necessitou de aprovação prévia do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP), conforme a Resolução n.º466/12 (CNS/MS), visto que todos os dados expostos na pesquisa estarão disponíveis livremente para o acesso da sociedade, sem exigência de sigilo ético (Brasil, 2012).

A fim de conferir um melhor rigor metodológico, foram consultadas as recomendações do Preferred Reporting Items for Systematic reviews and Meta-Analyses (PRISMA) 2020, contendo 27 itens de checagem qualitativa (Page et al., 2021). Além disso, o processo de seleção dos estudos contou com a estratégia baseada no fluxograma de critérios de elegibilidade PRISMA (Figura 1):

Figura 1: Fluxograma dos artigos selecionados de acordo com critérios de inclusão e exclusão estabelecidos no estudo. João Pessoa, Paraíba, Brasil, 2023

Fonte: Dados da pesquisa, 2023.

As publicações analisadas foram selecionadas considerando os critérios de inclusão e exclusão e a pergunta norteadora da pesquisa. A fim de manter a organização no processamento dos dados coletados na fase de análise crítica dos estudos que atenderam aos critérios de inclusão, foi construído um quadro que contemplou os seguintes aspectos: Estudo/Ano; Delineamento/Nível de evidência; Objetivos; Resultados e Conclusão Principal, identificados pela letra “E” seguido de numeração crescente iniciada a partir do número “1” (Quadro 1). Alguns dos aspectos relevantes dos estudos selecionados foram registrados em uma planilha para categorização temática conforme a análise do conteúdo encontrado.

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

A amostra do estudo contou com um total de seis artigos que atenderam aos critérios de inclusão e responderam à questão norteadora do estudo. Dentre os estudos analisados, prevaleceu o delineamento com abordagem quantitativa em cinco estudos, enquanto apenas um deles apresentou abordagem qualitativa. Os estudos incluídos na amostra constam com detalhamento de suas variáveis descritas no quadro abaixo (Quadro 1), a partir da leitura desses materiais na íntegra, foi realizada uma análise dos achados evidenciados nesta revisão.

Quadro 1 – Distribuição dos estudos selecionados de acordo com título/ano, delineamento, objetivos, resultados, conclusão principal, João Pessoa, Paraíba, Brasil, 2023

Título / Ano Delineamento Objetivos Resultados Conclusão Principal
E1 Funcionalidade familiar e sobrecarga de cuidadores familiares de usuários com transtornos mentais / 2021 Quantitativo Verificar a diferença de média ou de mediana dos escores de funcionalidade familiar e de sobrecarga de cuidadores familiares de pessoas com transtorno mental. Evidenciou que mulheres com transtorno mental e presença de crianças na residência diminuíram a funcionalidade familiar. Dificuldade de relacionamento entre cuidador/usuário, nervosismo/tensão, agressividade física e agitação aumentaram a sobrecarga subjetiva do cuidador. As intervenções de enfermagem para diminuição da sobrecarga e promoção da funcionalidade familiar devem priorizar cuidadores de mulheres com transtorno mental.
E2 Relação entre bem-estar, qualidade de vida e esperança em cuidadores familiares de pessoas com esquizofrenia / 2020 Quantitativo Mensurar e correlacionar o grau de bem-estar psicológico, qualidade de vida e esperança disposicional em cuidadores familiares de pessoas esquizofrênicas. Foi possível observar significância estatística ao comparar a escolaridade e a idade com a Esperança de Descarte e ao comparar as escalas utilizadas. O estudo considerou que o bem-estar, a qualidade de vida e a esperança influenciam negativamente a sobrecarga, sugerindo a escolaridade como variável de correlação inversa com a Esperança Disposicional.
E3 Avaliação da sobrecarga de familiares cuidadores de indivíduos com esquizofrenia / 2020 Quantitativo Avaliar a sobrecarga (objetiva e subjetiva) vivenciada pelos familiares cuidadores de indivíduos com esquizofrenia. Evidenciou-se sobrecarga objetiva dos familiares no preparo das refeições, acompanhamento no transporte, administração do dinheiro, acompanhamento nas consultas médicas, em relação à supervisão de comportamentos problemáticos, comportamento suicida e excesso de cigarros, alimentos e líquidos. Avaliaram-se as principais sobrecargas objetivas e subjetivas vivenciadas pelos cuidadores de indivíduos com esquizofrenia, possibilitando assim, contribuir para a reflexão dos serviços sobre intervenções necessárias.
E4 E como estão os familiares cuidadores dos pacientes psiquiátricos internados? / 2019 Qualitativo Investigar a experiência emocional de familiares cuidadores de pacientes psiquiátricos internados. Foram identificados três campos por meio dos quais os participantes expressaram temporalmente produções imaginativas sobre os antecedentes à crise, o mal-estar vivido naquele período e o futuro a ser descortinado. A experiência emocional dos familiares é marcada por sofrimento emocional profundo, indicando a insuficiência das intervenções que lhes vêm sendo dispensadas, na ocasião da internação.
E5 Transtornos psiquiátricos menores em familiares, cuidadores de usuários de Centros de Atenção Psicossocial: prevalência e fatores associados / 2020 Quantitativo Identificar a prevalência e os fatores associados à manifestação de Transtornos Psiquiátricos Menores entre 537 cuidadores familiares de pessoas em sofrimento psíquico atendidas em 16 Centros de Atenção Psicossocial. Houve uma prevalência considerável de Transtornos Psiquiátricos Menores. Os fatores associados foram: sexo feminino, ser mãe/pai do usuário; baixa escolaridade; possuir problemas de saúde e de nervos; baixa qualidade de vida nos âmbitos físico e de meio ambiente; insatisfação com as relações familiares; falta de apoio familiar e sentimento de sobrecarga. A prevalência de Transtornos Menores encontrada reforça a ideia de que esta é uma população de risco para o adoecimento emocional e psíquico e aponta a necessidade de ações de rastreamento, prevenção e intervenção dessas situações.
E6 Cuidadores de crianças e adolescentes com transtornos mentais: mudanças na vida social, familiar e sexual / 2018 Quantitativo Observar quais mudanças ocorrem nos âmbitos social, familiar e sexual de cuidadores de crianças e adolescentes com transtornos mentais atendidos em um Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil. Ser cuidador de criança ou adolescente com transtorno mental impacta a vida nos contextos social, conjugal e sexual, observando que a maioria dos cuidadores abandonou o emprego para exercer o cuidado; poucos referem ter momentos de lazer; a maioria teve mudanças na vida conjugal para pior; e quantidade considerável não possuem relações sexuais. Percebe-se que essa população merece maior atenção das políticas públicas e da sociedade, e os resultados deste estudo poderão influir na adequação dos serviços de saúde mental, uma vez que a saúde de criança ou adolescente depende da saúde do cuidador.

Fonte: Estudos incluídos na revisão, 2023.

A análise crítica dos dados deu-se através da leitura completa e detalhada dos resultados e desfechos dos estudos selecionados, utilizando-se da classificação por cores para auxiliar na codificação deles em planilha online.

A partir desse processo, foi possível identificar que a saúde mental desses cuidadores é afetada pelo papel de cuidar, principalmente quando relacionada à sobrecarga, baixo nível de qualidade de vida e de esperança, colocando-os em risco de adoecimento mental, a fim de discutir esse achado, foram definidas as seguintes categorias temáticas: “Fatores individuais associados à saúde mental do cuidador de familiar com transtornos psiquiátricos”, ou seja, características inerentes ao próprio indivíduo cuidador, dentre eles: sexo, faixa etária, escolaridade, condições socioeconômicas, comorbidades, entre outros, e, “Fatores externos associados à saúde mental do cuidador de familiar com transtornos psiquiátricos”, caracterizado pelas condições do quadro psiquiátrico do familiar, da relação entre o cuidador e seu familiar, também acerca dos aspectos contextuais a que esse cuidador esteja inserido.

3.1 FATORES INDIVIDUAIS ASSOCIADOS À SAÚDE MENTAL DO CUIDADOR DE FAMILIAR COM TRANSTORNOS PSIQUIÁTRICOS

Nessa categoria, identificou-se a existência de fatores individuais ao cuidador que estão relacionados com seu sofrimento mental, entre eles, as características que mais prevaleceram entre os estudos foram relacionadas a: sexo, nível de escolaridade, idade e desemprego.

Exclusivamente, apenas um estudo destaca o sexo masculino como a maioria entre os seus participantes, de modo a se opor contra os demais resultados. Porém, apesar dessa excepcionalidade, os resultados apontaram que há um maior risco de manifestação de Transtornos Psiquiátricos Menores em mulheres cuidadoras em saúde mental do que em homens na mesma situação (Treichel et al., 2017).

Outro fator a ser considerado, é quando o familiar adoecido é uma mulher, ao invés de um homem. Nessas situações, é evidenciado que os índices de funcionalidade familiar apresentam menor pontuação, indicando que quando a mulher não se localiza no papel de cuidadora para ocupar o papel de ser cuidada, há uma redução da funcionalidade familiar, corroborando com o papel de coordenação familiar imposto historicamente e socialmente ao ser mulher (D’incao, 1997; Iturregui, 2010).

Os resultados dessa revisão apresentaram dados sociodemográficos que indicam uma forte predominância de cuidadores do sexo feminino. Este achado é percebido socialmente como uma construção histórica do ser feminino destinado às práticas do cuidar, como se observa também em alguns estudos (Lima; Machado, 2018; Silva et al., 2020). Essas relações de cuidado foram historicamente construídas ao longo do tempo, permitindo que hoje, infelizmente, sejam observados papéis de gênero que afetam, inclusive, a vida sexual e/ou conjugal de cuidadoras (Daltro; Moraes; Marsiglia, 2018).

Ao necessitar tomar a decisão de abandonar o trabalho remunerado fora de casa para se dedicar exclusivamente aos cuidados ao familiar adoecido, percebe-se que, isso pode afetar negativamente a saúde mental do cuidador, uma vez que com a desvinculação das atividades empregatícias, o indivíduo perde a autonomia, contrai dívidas e até mesmo perde o apoio social (Lima et al., 2019). A concentração de atividades diárias destinadas para o cuidado e a baixa socialização com outras pessoas contribuem para o aparecimento de sintomas depressivos entre cuidadores (Lacerda et al., 2019).

A relação entre a idade e alguns indicadores de saúde mental, demonstram que indivíduos com maior idade são mais prejudicados mentalmente. Isso ocorre porque quanto maior a idade do cuidador, maiores são as chances de possuírem limitações físicas e cognitivas que dificultam os cuidados ao familiar. Considerando como indicadores a sobrecarga, a esperança e a Qualidade de Vida, verifica-se que a saúde física, mental, social e o estado financeiro interagem entre si de modo multidimensional (Leng et al., 2019).

Os indicadores de Qualidade de vida, esperança e bem-estar também evidenciam uma relação direta com o nível de escolaridade. Assim, obteve-se que cuidadores com maior nível de escolaridade, maior capacidade de compreensão da doença, suas consequências e gerenciamento de seus problemas, acarretam em uma melhor adaptação à função do cuidado, sendo capazes de oferecer um cuidado mais qualificado ao seu familiar doente (Mohammed; Ghaith, 2018).

Dessa forma, comprova-se que os fatores individuais obtidos de características derivadas do próprio indivíduo, tais como: ser do sexo feminino, possuir baixa escolaridade, uma maior idade e ser desempregado (a), acabam por serem favoráveis ao adoecimento psíquico desse cuidador.

3.2 FATORES EXTERNOS ASSOCIADOS À SAÚDE MENTAL DO CUIDADOR DE FAMILIAR COM TRANSTORNOS PSIQUIÁTRICOS

Nessa categoria percebe-se os fatores externos que compõem a relação cuidador – familiar doente, que interferem negativamente na saúde mental do cuidador. Considerando-se que, assumir esse papel acarreta mudanças danosas nos projetos de vida e rotina diária dessas pessoas, aumentando a responsabilização pelo cuidado ao seu ente adoecido.

Artigos nacionais e internacionais apontam que cuidadores familiares tornam-se mais vulneráveis à problemas de saúde mental por conta da interação das atividades que sua função requer, especialmente diante de doenças crônicas, como pessoas que possuem transtornos psiquiátricos (Araújo; Pedroso, 2019; Gutierrez et al., 2021; Litzelman; Kent; Rowland, 2016; Pavarini et al., 2020; Rigoni et al., 2016). Pode-se agravar essa situação visto que o transtorno psiquiátrico geralmente não é algo passageiro, e sim que possui duração prolongada, necessitando-se de adaptações permanentes (Almeida; Mendonça, 2017; Silva; Santana, 2014).

Essas atividades estão ligadas a cuidados diretos ao doente, como supervisionar o familiar na tomada das medicações, acompanhar o paciente no transporte, preparar a alimentação, acompanhamento regular às consultas médicas, fornecimento de suporte social e financeiro (Kebbe et al., 2014). Acrescenta-se também como componente dentre os fatores externos: lidar com comportamentos problemáticos do familiar, familiar com insônia, comportamentos agressivos e também suicidas. Sendo a insônia um fator significativo que influencia na piora do quadro de delírios e alucinações (Kasanova et al., 2019; Reeve et al., 2018; Sheaves et al., 2016).

Obteve-se como resultados, que os cuidadores experimentam profundo mal-estar emocional, por vezes sentindo culpa pelo desenvolvimento do quadro psiquiátrico, outras se sentindo reféns, diante do comportamento agressivos/demandantes, ora se sentindo obrigados a assumir uma figura heróica que tem que prover todos os cuidados necessários a esse familiar adoecido, mesmo que não se tenha a cura. Desse modo, observa-se que tais fatores acentuam a sobrecarga, o estresse e a vulnerabilidade para o surgimento ou agravamento de doenças crônicas no cuidador (Mccurry; Song; Martin, 2015; Byun et al., 2016; Peng; Lorenz; Chang, 2018).

Ademais, utilizar medicação de modo inadequado ou até mesmo à não adesão farmacológica indicada favorece à agudização de sinais e sintomas psiquiátricos, bem como, aumenta o risco de suicídio e de hospitalizações frequentes. Por isso, monitorar o uso dos medicamentos, mesmo nos usuários que aceitam a medicação, torna-se um fator de risco a sobrecarga e consequentemente a situação de saúde mental do cuidador (Borba et al., 2018).

Entende-se que os familiares sofrem consequências intensas devido ao desgaste psíquico associado à função de cuidar, experimentando de sentimentos de aflição, isolamento, angústia, depressão, medo, culpa e tristeza crônica, ao risco de uma sobrecarga que afeta diretamente sua saúde mental (D’Assunção et al., 2016; Pinho; Pereira, 2015). Apesar disso, encontrou-se que os cuidadores priorizam seus investimentos mais em despesas com transporte, alimentação e medicação do que investimentos em cuidados de saúde mental (Pereira et al., 2020).

Ressalta-se que grande parte dos cuidadores familiares de indivíduos com transtornos psiquiátricos não estão preparados para lidar com o cuidado. Pode-se explicar esse fenômeno pela falta de conhecimento sobre o transtorno, falta de formação técnica, poucos recursos na comunidade e desconhecimento diante o enfrentamento de crises (Magalhães et al., 2018). Assim, esses aspectos permitem a inferência de sobrecarga que, inclusive, gera adoecimento mental a essas pessoas (Pereira et al., 2020).

Alguns autores expressam, que para alguns cuidadores, a sobrecarga torna-se inerente às atividades do cuidado e está atrelada ao seu papel de cuidar (Wong et al., 2012). De modo que, entre as expectativas desses cuidadores verifica-se a necessidade de apoio e suporte em contrapartida à ausência da sobrecarga. Assim, o apoio e a divisão de responsabilidade melhoram a qualidade de vida deles, diminui seu risco de adoecimento e à carga mental associada à função do cuidador (Gomes; Silva; Batista, 2018).

Sendo assim, a partir da discussão a respeito da sobrecarga, da baixa qualidade de vida e do mal-estar emocional identificado nos cuidadores de pessoas com transtornos psiquiátricos, constata-se que esses estão relacionados com fatores externos. Isso acontece devido às novas atribuições na rotina diária com as atividades de cuidado, bem como as mudanças que ocorrem nos projetos de vida, que acabam gerando desgaste biopsicossocial e prejudicam a saúde mental desses familiares que cuidam (Santos et al., 2019).

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O estudo de tais categorias revelou que, no contexto dos fatores individuais, ser do sexo feminino, ter baixo nível de escolaridade, não ter trabalho remunerado e quanto maior for à idade, maior o surgimento de adoecimento psíquico. Em relação aos fatores externos, verificaram-se mudanças negativas nos projetos de vida e rotina diária das atividades de cuidado que essa função requer, que acabam gerando desgaste psíquico, sobrecarga, e prejudicam a saúde mental desses cuidadores.

Apesar da importância da temática para o âmbito da saúde, estudos sobre a saúde mental de pessoas envolvidas nesse contexto de cuidar são escassos, sendo necessária a expansão de produções científicas para discutir a temática, a fim de fornecer um cenário mais amplo. A presente revisão evidenciou a necessidade de melhorias na garantia do olhar assistencial para quem cuida de usuários que frequentam serviços de saúde mental, como preconizado pela Política Nacional de Saúde Mental, visando executar efetivamente a atenção psicossocial.

Recomenda-se novas pesquisas que desenvolvam estratégias de cuidado, bem como de intervenções voltadas à esses cuidadores, com foco no apoio e suporte social no dia a dia do cuidador, com estímulo de atividades de lazer, e a divisão de responsabilidades atribuídas ao papel de cuidar, de modo a contribuir para a melhoria na qualidade de vida, da sobrecarga e na geração de esperança, refletindo na qualidade de sua saúde mental, ou impactando positivamente no enfrentamento a um sofrimento psíquico já instalado.

REFERÊNCIAS

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NOTA

Nosso relatório identificou a presença de inteligência artificial para correção gramatical e ortográfica. No entanto, o autor informou que não a utilizou. O autor se responsabiliza pelo material.

[1] Pós-graduação lato sensu em Saúde Pública e em Saúde da Família pelo Centro Integrado de Serviços de Consultoria Educacional – CISCE. Residência em Saúde Mental pelo Programa de Residência da Universidade de Pernambuco – UPE. Graduação em Enfermagem pelo Centro Universitário de João Pessoa – UNIPÊ.  ORCID: 0000-0002-9564-2131. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/1038635070435805.

[2] Orientadora. Doutorado e Mestrado pelo Programa de Pós-graduação em Modelos de Decisão e Saúde – PPGMDS/UFPB. Pós-graduação lato sensu em Saúde Pública e Atenção Primária à Saúde com ênfase em Saúde da Família pela União Brasileira de Faculdades – UNIBF. Graduação em Enfermagem pela Universidade Federal da Paraíba – UFPB. ORCID: 0000-0002-3827-036X. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/2895461120541240.

[3] Especialização em Epidemiologia para Vigilância e Controle do A. aegypti e de Arboviroses (lato sensu). Graduação em Enfermagem pelo Centro Universitário de João Pessoa – UNIPÊ. ORCID: 0000-0002-3135-5707. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/1220133894951437.

[4] Doutoranda em Enfermagem no Programa de Pós-graduação em Enfermagem – PPGENF pela Universidade Federal da Paraíba – UFPB (stricto sensu). ORCID: 0000-0001-8219-5013. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/3425222649098330.

[5] Mestrado em Psicologia pela Universidade de Pernambuco – Campus Garanhuns (stricto sensu) (2023), Especialista em Saúde Mental pelo Programa de Residência da Universidade de Pernambuco – Campus Garanhuns (lato sensu) (2020), Graduada em Enfermagem pela Universidade Estadual de Santa Cruz (2018). ORCID: 0000-0002-6606-6489. Currículo Lattes: https://lattes.cnpq.br/0767815642769790.

[6] Mestrado em Saúde humana e meio ambiente pela Universidade Federal de Pernambuco – UFPE. ORCID: 0000-0002-0725-7592. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/0512454402891030.

Material recebido: 22 de setembro de 2023.

Material aprovado pelos pares: 01 de dezembro de 2023.

Material editado aprovado pelos autores: 11 de junho de 2024.

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