Educação Ambiental: Um Desafio Para a Sociedade Contemporânea

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Educação Ambiental: Um Desafio Para a Sociedade Contemporânea
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ARAÚJO, Inaura Soares de  [1]

ARAÚJO, Inaura Soares de. Educação Ambiental: Um Desafio Para a Sociedade Contemporânea. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 2, Vol. 16. pp 300-307, Março de 2017. ISSN: 2448-0959

RESUMO

Em tempos de globalização a crise ambiental atravessa fronteiras. A humanidade vem testemunhando alguns fatores que desequilibraram o bem-estar e a qualidade de vida da humanidade, tais como devastações, fome, mudanças climáticas e etc. O ser humano, o único provido de racionalidade, é aquele que está comprometendo o equilíbrio da natureza, causando alguns desequilíbrios em sua própria espécie e com tudo que o cerca. A educação Ambiental é a necessidade de o homem melhorar o ambiente que vive através de mobilização, mudança e a construção do conhecimento coletivo a conscientização ambiental só será possível com percepção e entendimento do real valor do meio ambiente natural em nossas vidas. O papel da educação é de formar a consciência acerca da realidade, demostrando os perigos que podem ocorrer se a sociedade continuar trilhando os mesmos caminhos percorridos até hoje, assim deve ser traçada uma verdadeira ação pedagógica para o nosso tempo quando se trata de educação ambiental.

Palavras-Chaves: Educação Ambiental, Escolas, Sustentabilidade

INTRODUÇÃO

A educação ambiental é responsável por abranger todos os cidadãos em uma consciência crítica, por um desenvolvimento sustentável e democrático, com o objetivo de apresentar uma relação entre homem – natureza.  Cuja a finalidade é como preserva o meio ambiente saudável. Entretanto a problemática ambiental é um assunto de responsabilidade comum a todos, pois essa integração tem que está ligada ao ambiental e social, vem buscando uma transformação do conhecimento dos aspectos ecológicos da questão ambiental. Essa abordagem promove práticas de interação com o cidadão, a democracia e a construção de desenvolvimento sustentável. Segundo aborda a legislação da Educação Ambiental:

Art. 1o Entendem-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade. (BRASIL,1999).

O interesse da sociedade pelo o bem-estar e proteção do meio ambiente entra em conflito com o sistema capitalista de produção, de que a natureza deve ser explorada e o ser humano deve domina-la, com essa visão deturpada reflete na contaminação dos recursos hídricos, poluição atmosférica, desmatamento da floresta, a caça indiscriminada, a redução ou destruição do habitat faunístico, além de provocar uma grande desigualdade social. A humanidade tem sentido na pele os resultados da intervenção danosa do homem sobre a natureza.

A ampliação do consumo exagerado e da produção desenfreada de bens materiais ocasiona uma grande preocupação com a destinação dos resíduos, pois rapidamente ficam obsoletos. A mídia vincula o consumo com ao prazer, a felicidade. As pessoas consomem em busca da felicidade imediata. E cada produto novo ou reformulado exige novos consumidores e, para atraí-los, é necessário renovar a promessa da felicidade, os produtos antigos já não servem mais. Então a incógnita: onde descartar estes produtos que não têm mais serventia? Por que as indústrias não recebem de volta ou tornam recicláveis estes produtos? O que fazer para que esse quadro mude? Para que haja mudança é necessário um cuidado consciente com o meio ambiente, uma revolução nos valores política, social e cultural que reoriente os objetivos da produção de bens materiais.

A conscientização ambiental só será possível com percepção e entendimento do real valor do meio ambiente natural em nossas vidas. Se os seres tivessem o conhecimento desde o início das questões levantadas por nossos cientistas mundiais sobre os danos causados por ações humanas, o refreamento seria maior em proporção e maior eficácia. Não se agravaria tanto e tão exorbitantemente esta questão a ponto de se falar em extinção da vida do planeta.

EDUCAÇÃO AMBIENTAL NAS ESCOLAS

O papel da educação é de formar a consciência acerca da realidade, demostrando os perigos que podem ocorrer se a sociedade continuar trilhando os mesmos caminhos percorridos até hoje, assim deve ser traçada uma verdadeira ação pedagógica para o nosso tempo quando se trata de educação ambiental. A relação entre o meio ambiente e educação para a cidadania assume um papel cada vez mais desafiador, demandando a emergência de novos saberes para aprender processos sociais que se complexificam e riscos ambientais que se intensificam.

Para que a educação ambiental consiga mudar a percepção dos estudantes é necessário trabalhar com exemplos locais, desenvolvendo a capacidade de observação, o espírito crítico em relação a sua realidade socioambiental, contribuindo para o exercício da cidadania através de discussões sobre os inúmeros problemas socioambientais. De acordo com a constituição:

A lei nº 9.795 / 99 Art. 2o A educação ambiental é um componente essencial e permanente da educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter formal e não-formal (BRASIL, 1999)

A principal função da educação ambiental é contribuir para a formação de cidadão consciente, aptos a decidir e atuar na realidade socioambiental de um modo comprometido com a vida, com o bem-estar de cada um e da sociedade, local e global. Para isso é necessário que a escola, além de trabalhar as informações e conceitos, trabalhar com atitudes, formação de valores, com o ensino e aprendizagem de procedimentos. Os conhecimentos adquiridos através da educação ambiental podem ser levados para qualquer ambiente em que o educando esteja inserido, como multiplicadores da ação ecológica, inclusive em seus lares e seus ambientes de ensino / aprendizagem.

Segundo o decreto N° 4.281, de 25 de junho de 2002 escrito no Art.3º

VIII-estimular o desenvolvimento de instrumentos e metodologias visando o acompanhamento e avaliação de projetos de Educação Ambienta (BRASIl,2002).

A percepção ambiental baseada na ecologia traz a percepção de que também somos animais e que, assim como os outros seres vivos, estamos inseridos nos ecossistemas. Tal mudança tem promovido a consciência de que somos responsáveis pela qualidade dos ambientes nos quais estamos inseridos e de que as condições destes atuam diretamente em nossa qualidade de vida.

Se os fenômenos de desequilíbrio ecológicos gerados pelas ações humanas não forem remediados, com o ser humano pensando e agindo como se estivesse fora do ambiente, a manutenção da vida na superfície terrestre estará ameaçada, pois esta percepção promove a exploração dos recursos naturais de maneira insustentável, uma vez que as inter-relações existentes entre os seres vivos passam despercebidas. A educação ambiental deve ser vista como um processo de permanente aprendizagem que valoriza as diversas formas de conhecimento e forma cidadãos com consciência local e planetária. E essa transformação por meio da educação deverá contribuir na mudança de caráter humano, social e ecológico na qual estimule a formação de sociedades justas e ecologicamente equilibradas.

Educação Ambiental e a Sustentabilidade

O desenvolvimento sustentável prevê a educação ambiental como instrumento de melhoria de vida, por meio da formação de cidadãos conscientes de sua participação local no contexto da conservação ambiental global. Para efetiva consolidação desse processo, este trabalho considera o trinômio desenvolvimento, conservação ambiental e produção de alimentos essencial a existência humana.

A sustentabilidade pode ser uma ação direta e indireta, ela está integrada no crescimento populacional e industrial que busca o equilíbrio entre o desenvolvimento econômico, o bem-estar social e a preservação do meio ambiente. Ou seja, trata-se do consumo responsável dos recursos naturais, implantando ação de energias renováveis que prejudique o mínimo possível a natureza, encontrar forma   de desenvolvimento que atenda às necessidades do presente sem comprometer a capacidade das próximas gerações de suprir as próprias necessidades.

Refletir sobre a complexidade ambiental abre uma estimulante oportunidade para compreender a gestação de novos atores sociais que se mobilizam para apropriação da natureza, para um processo educativo articulado e compromissado com a sustentabilidade e a participação, apoiado numa logica que privilegia o diálogo e a interdependência de diferentes áreas de saber. Como afirma Walkiria:

O modelo socioeconômico adotado, sobretudo após a revolução industrial, não levou em conta os prejuízos causados ao meio ambiente, até porque a postura adotada pelo ser humano era de ser o centro do universo, e, como tal, tudo estava ao seu dispor para exploração dos recursos da maneira que melhor lhe conviesse (Walkiria, 2013, p.23).

Existe, portanto, a necessidade de incrementar os meios de informação e o acesso a eles, bem como o papel indutivo do poder público nos conteúdos educacionais, como caminhos possíveis para alterar o quadro atual de degradação socioambiental. Trata-se de promover o crescimento da consciência ambiental, expandindo a possibilidade de a população participar em um nível mais alto no processo decisório, como uma forma de fortalecer sua co-responsabilidade na fiscalização e no controle dos agentes de degradação ambiental.

Há uma demanda atual para que a sociedade esteja mais motivada e mobilizada para assumir um papel mais propositivo, bem como seja capaz de questionar, de forma concreta, a falta de iniciativa do governo na implementação de políticas ditadas pelo binômio da sustentabilidade e do desenvolvimento no contexto de crescente dificuldade na promoção da inclusão social.

Educação e Cidadania

A educação Ambiental deve auxiliar-nos em uma compreensão do ambiente   em uma compreensão do ambiente como um conjunto de práticas sociais permeados por contradições, problemas e conflitos que tecem a intricada rede de relações entre o modo de vida humanos e suas formas peculiares de interagir com os elementos físicos naturais de seu contorno, de significa-los e manejá-los. Segundo Walkiria

Considerando o fato de a maior parte da população brasileira viver nos centros urbanos, observa-se uma crescente degradação do meio ambiente nessas áreas, onde as condições socioculturais são determinantes no tipo de relação homem-ambiente. Ao mesmo tempo, as comunidades rurais e demais etnias, carecem muitas vezes da oportunidade de uma educação ambiental que lhe possibilitem o devido conhecimento acerca da preservação ambiental dos seus territórios (Walkiria,2013, p.53).

Esses laços de convivência entre os seres humanos e sua base natural existência estamos chamando de relações sociedade-natureza e a desarmonia que aí se instaura de conflitos socioambientais. Uma retrospectiva histórica mostra-nos quanto tem sido difícil estabelecer um pacto de convivência pacífica entre os seres humanos, o ambiente e os interesses dos diferentes grupos sociais sobre o direito e o acesso aos bens e recursos ambientais e sobre suas formas de uso.

Um olhar mais atento sobre a relação sociedade- natureza e sobre a arena de conflitos socioambientais vai perceber uma teia emaranhada de grupos sócias no campo e na cidade que querem legitimar formas de uso dos bens ambientais, de acesso a eles e de convivência e interação com o ambiente.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Quando nos referimos a educação ambienta, situamo –na no contexto mais amplo, o da educação para a cidadania, configurando-a como elemento determinante para a consolidação de sujeitos cidadãos. Desafio do fortalecimento da cidadania para a população como um todo, e não para um grupo restrito, concretiza-se pela possibilidade de cada pessoa ser portadora de direitos e deveres, e de se converter, portanto, em ator corresponsável na defesa da qualidade de vida.

O desafio é, pois, o de formular uma educação ambiental que seja crítica e inovadora, assim, a educação ambiental deve ser acima de tudo um ato político voltado para uma transformação social. A educação para a cidadania representa a possibilidade de motivar e sensibilizar as pessoas para transformar as diversas formas de participação em potenciais.

A problemática socioambiental, ao questionar ideologias teóricas e práticas, propõe a participação democrática da sociedade nas decisões para a escolha de novos estilos de vida e a construção de futuros possíveis, sob a ótica da sustentabilidade ecológica e a qualidade de vida.

REFERÊNCIAS

BRASIL, Ministério Da Educação Conselho de Educação Conselho Pleno A lei 9.795, de 1999

BRASIL, Ministério Da Educação Conselho de Educação Conselho Pleno. A lei 9.795, de 1999

PERNAMBUCO, Secretaria de Educação Caderno de orientação pedagógica para a educação ambiental: rede estadual de ensino de Pernambuco – Recife; A Secretaria,2013.

PRADO, Walkiria Cavalcante. Dimensão Sistêmica da Educação Ambiental. Recife, Pe 2013.

PRADO, Walkiria Cavalcante. Dimensão Sistêmica da Educação Ambiental. Recife, Pe 2013.

[1] Graduada em Ciências Biológica, Pós-graduada em Desenvolvimento do Meio Ambiental, Mestrando em Educação

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