Suposição Analítica das 7 perdas no processo de produção de álcool hidratado a partir do setor de fermentação

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ARTIGO ORIGINAL

SANTOS, Luís Márcio Alves [1], FERREIRA, Matheus Almeida Carreira [2], FREITAS, Natyelle Sousa [3], SILVA, Thaís Moreira da [4], OLIVEIRA, Reider Ribeiro de [5], COSTA, Ângela Brunielly Pereira [6], APPOLLONI, Vinicius José [7]

SANTOS, Luís Márcio Alves. Et al. Suposição Analítica das 7 perdas no processo de produção de álcool hidratado a partir do setor de fermentação. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 05, Ed. 01, Vol. 02, pp. 81-100. Janeiro de 2020. ISSN: 2448-0959

RESUMO

De forma geral as empresas nos dias de hoje, são desafiadas a sustentar-se com estabilidade no mercado garantindo alto desempenho competitivo e ocasionando lucro, reduzindo ao máximo o seu custo de produção, visando esse objetivo, é preciso realizar uma produtividade qualificada e eficiente, evitando os desperdícios que podem vir a ocorrer. Para que isso se torne possível é necessário entender das formas de perdas que surgem do processo de produção. Este artigo é titulado como, suposição analítica das 7 perdas no processo de produção de álcool hidratado a partir do setor de fermentação e tem como objetivo geral demonstrar os 7 tipos de perdas que podem ocorrer no âmbito de uma empresa na visão do Sistema Toyota de Produção (STP), seus objetivos específicos visam destacar de forma hipotética como as 7 perdas podem ocorrer no processo de produção de álcool hidratado a partir do setor de fermentação, exemplificar como esses possíveis tipos de perda podem ocorrer e supor algumas formas de evita-las. A análise foi feita de forma suposta, onde essa suposição visa fazer a identificação de algumas formas de desperdício na produção de álcool hidratado e sugerir maneiras para que as mesmas não venham a ocorrer. A forma de abordagem dos resultados deste estudo foi tratada qualitativamente, já que busca fazer uma demonstração dos 7 tipos de perdas que podem ocorrer no âmbito do processo produtivo de álcool. A partir da realização da suposta analise dos desperdícios chegou-se à conclusão de que é possível alcançar os objetivos que estão propostos dentro do estudo fazendo uma análise das 7 perdas para o desperdício consequentemente com sua aplicação, alcançando grandes melhorias técnicas no processo produtivo deixando o mesmo enxuto com praticamente zero de perdas, obtendo menor custo e tempo, mantendo o produto com ótima qualidade e dentro de suas especificações.

Palavras chaves: Perdas, álcool, desperdícios, suposição, processo.

1. INTRODUÇÃO

O etanol também conhecido como álcool etílico, possui seu processo de produção realizado nas usinas de açúcar e álcool, sendo um produto derivado da fermentação alcoólica, podendo ser obtido a partir de diferentes tipos de matérias primas, como a cana-de-açúcar, o milho e a beterraba. No Brasil, a maior parte dessa fabricação ocorre através da cana-de-açúcar, nesse caso, o principal componente da fermentação é a sacarose (açúcar) contida no caldo (AQUINO, et al., 2014).

Atualmente, com a elevação de preço dos combustíveis derivados do petróleo conhecidos também como combustíveis fósseis, aliado ao rápido crescimento da demanda de álcool combustível no país, que deverá se expandir ainda mais em um futuro próximo, entende-se que uma empresa do ramo sucroenergético tem que produzir ao máximo procurando reduzir ou eliminar suas perdas para se manter eficiente e competitiva (AYARZA, 2007).

De acordo com Werkema (2011), Taiichi Ohno, no início na década de 50, criou e implantou um sistema de produção onde seu principal objetivo era a identificar e a eliminar desperdícios.

Ohno (1997), ressalta que o primeiro passo para eliminação dos desperdícios é fazer sua identificação. Sendo assim o Sistema Toyota de Produção (STP) identificou 7 grandes perdas nas quais acreditam serem aplicáveis tanto na manufatura quanto para serviços, descritas a seguir:

  • Desperdício por superprodução;
  • Desperdício de tempo disponível (espera);
  • Desperdício em transporte;
  • Desperdício por excesso de processamento;
  • Desperdício de estoque disponível (estoque);
  • Desperdício por movimentação;
  • Desperdício por produzir produtos defeituosos;

A produção, realizada na fábrica ou no escritório, deve ser compreendida como uma rede utilitária de operações e processos. Processos transformam matéria prima em produtos. Operações são as ações que dão origem a essas transformações. Esses conceitos fundamentais e sua relação devem ser compreendidos para obtenção de melhorias efetivas na produção maximizando assim sua eficiência, deve-se analisar profundamente e melhorar o processo antes de tentar aprimorar as operações (SHINGO, 1996).

Shingo (1996), ainda argumenta que a base do conceito do pensamento enxuto é a eliminação dos desperdícios decorrentes do processo nas empresas. Já Ohno (1997), enfatiza que os desperdícios se referem a todos os componentes de produção que maximizam os custos sem agregação de valor, ou seja, são as tarefas que não agrupam valor ao produto, da visão do cliente, porém são realizadas dentro do processo produtivo.

Baseando-se nas fundamentações acima sobre a importância da produção de álcool hidratado e consequentemente a eliminação de desperdício, apresenta-se como problema a seguinte questão:

Será que é possível eliminar os desperdícios ocorridos no processo de produção de álcool hidratado?

Os objetivos geral e específicos deste artigo são definidos como:

Objetivo Geral:

Demonstrar os 7 tipos de perdas que podem ocorrer no âmbito de uma empresa na visão do Sistema Toyota de Produção.

Objetivos específicos:

  • Destacar de forma hipotética como as 7 perdas podem ocorrer no processo de produção de álcool hidratado a partir do setor de fermentação.
  • Exemplificar como esses possíveis tipos de perda podem ocorrer.
  • Supor algumas formas de evitá-las.

O presente artigo tem como justificativa apresentar para as empresas os 7 tipos de perdas na visão do Sistema Toyota de Produção (STP) e suas finalidades. Esse método pode auxiliar toda e qualquer empresa a diminuir ou eliminar alguns gastos desnecessários, estes que são provenientes de 7 motivos sendo eles, transporte, superprodução, estoque, espera, processamento em excesso, defeito e movimentação. O Sistema Toyota de Produção é considerado uma das abordagens contemporâneas da Engenharia de Produção distribuído no contexto industrial, onde tem o propósito de melhorar os processos, por meio da eliminação de perdas (ANTUNES et al., 2008).

2. REFERENCIAL TEÓRICO

É de extrema importância para as indústrias evitar desperdício que são traduzidos em perdas decorrentes do processo. Para reforço deste contexto, serão apresentadas explicações fundamentais sobre o processo produtivo, processo de obtenção de álcool hidratado e sobre as 7 perdas existentes na visão do Sistema Toyota de Produção.

2.1 PROCESSO PRODUTIVO

Harrington (1993), aponta que o processo se define como qualquer atividade que tenha uma entrada (input), e ocasiona uma saída (output) para o cliente. Côrtes (2001), diz que um processo integra gente, mecanismos e procedimentos para executar uma sequência de movimentos com definição objetiva de transformar entradas em saídas.

2.2 APRESENTAÇÃO DO PROCESSO DE PRODUÇÃO DO ÁLCOOL HIDRATADO

A geração do etanol hidratado é realizada, por três maneiras: por via destilatória, sintética e fermentativa. Nos dias de hoje, a via mais utilizada na criação do etanol é a fermentativa (LIMA, 1999). A produção do etanol é consistida em algumas etapas que abrange desde a admissão da cana-de-açúcar até a armazenagem do produto final, como mostrado na Figura 1.

Figura 1: Processo de Produção de Etanol

Fonte: Santos, (2019)

Para ser comercializado o álcool hidratado, tem de considerar uma série de pré-requisitos, que são denominados de determinações especificas, prescritos pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) e, dentro dessas determinações, diz-se que ele precisa ser claro, cristalino, livre de contaminantes, com grau alcoólico em porcentagem de massa entre 92,5% e 95,4%, pH (potencial hidrogeniônico) de 6,0 a 8,0, e com baixa tolerância a alguns metais e minerais (ANP, 2015).

2.2.1 MOAGEM

Após ser lavada, a cana preparada para moagem se desloca para picadores que trituram seus colmos, onde suas células são fissuradas sem aniquilação de caldo, após esse preparo, ela é conduzida até a moenda para ter seu caldo extraído. Já na moenda, a cana desfibrada é pressionada entre rolos com uma pressão de aproximadamente 250 kg/cm², expulsando seu caldo do interior das células, esse processo geralmente é repetido por seis vezes. A água é adicionada numa proporção de 30%, onde essa adição é denominada de embebição composta, com objetivo de embeber a parte interna das células da cana, diluindo o açúcar presente e, com isso, maximizando a eficiência da extração, alcançando cerca de 96% de extração do açúcar contido na cana. (CHIEPPE JÚNIOR, 2012).

2.2.2 EXTRAÇÃO DO CALDO

Há duas maneiras de realizar a extração do caldo da cana-de-açúcar, por meio de moendas ou difusores. Na moagem e na difusão há a geração de resíduo como o bagaço da cana, o mesmo é responsável por fazer acontecer a cogeração de energia servindo como matéria prima, podendo ser empregado na produção de celulose, chapas de aglomerado e ração animal. A quantidade de bagaço obtida varia de 240 kg a 280 kg por tonelada de cana processada (CHIEPPE JÚNIOR, 2012).

Em relação à capacidade de extração, os difusores levam vantagem sobre as moendas, o caldo extraído é parcialmente limpo, reduzindo alguns gastos no processo. Contudo, o bagaço adquirido por ele não é muito interessante para a geração de energia em relação a sua queima nas caldeiras, devido aos maiores graus de impurezas e umidade. Já o bagaço obtido dos ternos de moenda, tem o poder de combustão imediata (PEREIRA, 2006).

Separando o caldo e a fibra na cana-de-açúcar pelo processo de difusão, o caldo é retirado da cana desfibrada por um fluxo de água que atua contracorrente ao invés de ser expelido sobre prensagem, como na moenda (PAYNE, 1989).

2.2.3 PRÉ-TRATAMENTO FÍSICO-QUÍMICO DO CALDO

Tal fase do processo tem por objetivo manter o caminho propício para que as leveduras desempenhem seu papel na etapa de fermentação, eliminando as impurezas e fazendo o ajuste da temperatura e do brix do caldo (MACHADO; ABREU, 2006).

Havendo a presença de impurezas no caldo pode vir a ocorrer problemas ao processo, causando danos nos equipamentos e comprometendo o produto final, por esse motivo é feita a retirada dessas impurezas indesejadas, podendo ser por meio de tratamentos físico-químicos, como calagem e peneiramento (BASSETO, 2006).

2.2.4 TRATAMENTO DO CALDO E ESTERILIZAÇÃO DO MOSTO

O principal produto presente no caldo da cana-de-açúcar é a sacarose. O processo de tratamento de caldo tem como objetivo recuperar a sacarose presente no caldo obtido na fase de extração em condições adequadas para o bom andamento do processo fermentativo. Assim, deve-se obter um caldo com uma baixa quantidade de impurezas e contaminantes, com concentração adequada de substrato para não ocorrer inibição na atividade da levedura, que permita a fabricação de um vinho com alta concentração de álcool e que possibilite o menor consumo de energia nas etapas de separação (levedo e vinho) (DIAS, 2008).

2.2.5 FERMENTAÇÃO

A fermentação do caldo se consiste na atuação da levedura (fermento) que primeiro faz a inversão da sacarose transformando-a em glicose e frutose (monossacarídeo) e em seguida converte o monossacarídeo (carboidratos simples, pois não sofrem hidrolise) em etanol e dióxido de carbono (VIEIRA; FERNADES, 2012).

É durante o processo fermentativo que ocorre a transformação dos açúcares em etanol, através dos agentes fermentativos que se denominam leveduras. Da perfeita sintonia e desempenho desse processo é que depende em grande parte o êxito no processo de destilação, no qual se recupera o etanol formado na fermentação (SANTOS, 2019).

Os principais tipos de fermentação alcoólica usados pelas destilarias encontrados no país, são a fermentação batelada e a fermentação contínua, ambos sistemas com reciclo das leveduras por centrífugas de álcool. 75% dos processos industriais existentes na fermentação do álcool são realizados pelo sistema de batelada alimentada, enquanto os outros 25% são fermentações contínuas. Através da realização de um levantamento nas destilarias clientes da Fermentec, por oito safras consecutivas, a fermentação de forma batelada teve melhor desempenho, quando comparado as fermentações contínuas, em relação ao rendimento geral da destilaria e consumo (AMORIM; BASSO; LOPES, 2008).

Foram destacados aqui somente esses dois tipos de fermentação citados acima, pois são os mais usados e conhecidos, sem ser considerados outros processos fermentativos.

2.2.6 CENTRIFUGAÇÃO

Encerrado o processo de fermentação acontece a centrifugação, que tem o propósito de separar o fermento do mosto fermentado (vinho delevedurado), nessa solução está presente aproximadamente 9% ºGL (fração em volume Gay Lussac), porcentagem de etanol em uma mistura (VIEIRA; FERNANDES, 2012).

A centrifugação é empregada, desde a década de 30, seu objetivo é fazer o processo de recuperação das leveduras, sendo que, o mais pesado desce e o mais leve sobe, todo o vinho levedurado passa pelo processo de centrifugação para que aconteça a separação entre o fermento e o vinho (CAMPOS, 2013).

Com a alta rotação empregada pelas centrífugas, o vinho fermentado é forçado a passar através de discos cônicos, onde o mesmo é separado pela força centrífuga em uma fase pesada e uma fase leve. A fase mais pesada, o levedo, e uma quantidade de vinho, são forçados para fora da parede do rotor, passando por boquilhas de descarga, o vinho delevedurado, fase leve, é empurrado para o centro do rotor e por uma abertura no topo do rotor é impulsionado para fora da separadora através do coletor (SEJIMO, 2011).

De acordo com Campos (2013), após ser centrifugado, o levedo é conduzido para um pré-tratamento, sendo agitado (misturado), constantemente por recirculação ou mexedor, para ser purificado e posteriormente ser reaproveitado novamente no processo. Esse levedo é diluído com água para ser hidratado e tratado com ácido sulfúrico para ter o seu pH corrigido.

2.2.7 DESTILAÇÃO

O processo de destilação consiste na separação entre o vinho e álcool que foi criado na fermentação através de uma retificação do etanol. No início do processo de destilação é feita a separação entre o etanol e o vinho inicialmente com uma graduação alcoólica de 7º a 10°GL (Gay Lussac é a quantidade em mililitros de álcool absoluto contida em 100 mililitros de mistura hidroalcoólica). O vinho é adicionado no topo da primeira coluna descendo pelas bandejas através de epuração, sendo a flegma (produto com impurezas obtido de uma primeira destilação do álcool e outras fontes) retirada e enviada para próxima coluna. Os voláteis (o que se reduz a gás ou vapor), são concentrados de outra forma (MENEGUETTI; MEZAROBA; GROFF, 2010).

O vinho volante ou livre de levedo tem um teor alcoólico de 7% a 8%, o restante são impurezas líquidas. Como a ebulição do álcool tem ponto inferior ao da água, se torna possível fazer a separação desses dois líquidos através do processo de destilação. Após a destilação, o vinho se transforma em vinhaça, que é a parte do vinho dissolvida em água, sendo um subproduto de alta importância para uso na irrigação da lavoura, pois é rico em sais minerais, porém, também é um agente poluidor de meio ambiente. Para cada litro de álcool produzido são extraídos 13 litros de vinhaça (UDOP, 2018).

Abaixo a Figura 2 demonstra um desenho ilustrativo de uma destilaria.

Figura 2: Fluxograma de Destilação

Fonte: Autor, (2019)

O desenho apresentado acima é uma breve definição de uma destilaria com colunas de destilação, esgotamento e retificação, que funciona através do processo de destilação fracionada (Esse processo consiste no aquecimento de uma mistura de mais de dois líquidos com pontos de ebulição não iguais).

2.3 SISTEMA TOYOTA DE PRODUÇÃO (STP)

Segundo Maximiano (1997, p.132), Just in time é a busca incessante de redução do tempo que é empregado no processo. Objetivando diminuir estoques, tornando simultânea as compras de materiais com o fluxo de produção.

Dessa forma o Just in time é uma sistemática de produção que visa produzir a quantidade através da demanda com perfeita qualidade, na medida certa e em menor tempo possível, enviando o produto certo para o local certo, pode ser trabalhada juntamente com a produção enxuta.

O Lean Manufacturing (Produção Enxuta) é uma filosofia inicial de eliminação de desperdícios, excluindo o que não será valorizado pelo cliente e indução de velocidade (WERKEMA, 2011).

No palco do Lean Manufacturing estão descritos a minimização dos sete tipos de desperdícios que foram identificados por Ohno, sendo eles: defeitos, excesso de produção de mercadorias desnecessárias, estoques de mercadorias à espera de processamento ou consumo, processamento desnecessário, movimentação desnecessárias, transporte desnecessários e espera (WERKEMA, 2011).

O quadro 1 aponta alguns tipos de desperdício no processo de produção de álcool hidratado após a fermentação.

Quadro 1: Perdas na Produção de Álcool Hidratado a partir da Fermentação

 Exemplos de desperdícios na produção de álcool hidratado após a fermentação
Tipos de desperdícios Exemplos
Defeitos Álcool com o pH (potencial hidrogeniônico) inadequado ou graduação ruim.
Excesso de produção Não encontrada.
Estoque Não encontrado.
Processamento desnecessário Etapas desnecessárias no processo, onde poderiam ser eliminadas.
Movimento desnecessário Movimentação até o medidor para checagem de excesso dentro do mesmo.
Transporte desnecessário Não encontrado.
Espera Espera de vapor vegetal para realização do processo.

Fonte: Adaptado de Werkema, (2011)

2.3.1 OS 7 TIPOS DE PERDAS

As 7 perdas são: Perdas por superprodução, perdas por transporte, perdas por excesso de processamento, perdas por fabricar produtos defeituosos, perdas por esperas, perdas por movimentação, perdas por estoques.

2.3.2 PERDAS POR SUPERPRODUÇÃO

Shingo (1996), relata que que dois tipos de superprodução são existentes, quantitativa, que é fazer a mais do que necessita; e antecipada, que é antecipar a produção antes de se ter a necessidade de produzir.

Perda por superprodução se divide em duas, quantitativa produz mais do que é preciso e a antecipada que é produzir antes da necessidade. Alguns gestores entendem que se manterem os estoques em nível alto, podem contornar alguns problemas que podem vir acontecer, como falta de material de suprimento ou quebras de maquinários (PERGHER; RODRIGUES, 2011).

2.3.3 PERDAS POR TRANSPORTE

O transporte ou movimentação de materiais define-se como um gasto sem fins de agregar valor ao produto, porém, grandes porcentagens das empresas adequam alterações melhoradas no modo de transporte, fazendo a utilização de empilhadeiras, correias transportadoras, e outros tipos, onde somente a ação de transporte é melhorada, sendo consideradas melhorias reais somente aquelas que eliminam definitivamente a necessidade da função transporte do sistema (SHINGO, 1996).

2.3.4 PERDAS POR EXCESSO DE PROCESSAMENTO

A perda por processamento é encontrada quando se fabrica o produto, sendo desnecessária para que esse produto adquira o seu patamar fundamental de qualidade. Tal perda pode ser encontrada com auxílio das seguintes perguntas: Por que essa forma de produto ou serviço deve ser produzido? Por que essa sistemática deve ser utilizada nesta forma de fabricação? Para que essa melhoria seja concretizada é necessário um estudo para saber o motivo de utilizar determinado método de fabricação no processo produtivo (PERGHER; RODRIGUES, 2011).

2.3.5 PERDAS POR FABRICAR PRODUTOS DEFEITUOSOS

A perda por produto defeituoso é a criação de uma mercadoria ou item que não acolhe a condição especificada no projeto, estes não estão de acordo com a especificação desejada. O defeito encontrado nos produtos ou componentes é uma enorme fonte de desperdícios, pois é a demonstração que há algo errado no processo (PERGHER; RODRIGUES, 2011).

2.3.6 PERDAS POR ESPERA

No que diz respeito em relação as esperas com estoque, Shingo (1996), aponta a existência de dois tipos: espera de processo; e espera do lote. A espera de processo é referente aos lotes de itens não processados que aguardam pelo recurso produtivo. A espera do lote refere-se ao lote em que o processamento já foi iniciado, ou seja, enquanto o sistema está processando um já concluído valor de itens do lote por unidade de tempo, o restante dos itens perdura em estoque.

Existem duas categorias na perda por espera, são elas: a perda por espera do equipamento, sendo que nesta o equipamento está pronto para uso, porém não se tem matéria prima para ser processada, e a perda por espera dos trabalhadores, já essa consiste em o funcionário estar com o tempo ocioso e esperar o momento em que deve exercer o seu trabalho. A perda por trabalhadores atualmente não é tão encontrada devido aos vários sistemas de automatização encontrados atualmente (PERGHER; RODRIGUES, 2011).

2.3.7 PERDAS POR MOVIMENTAÇÃO

Os movimentos executados pelos trabalhadores podem agregar ou não valor a operação que os mesmos podem executar como recarregamento, espera por aglomeração de peças entre outras, o tempo que o colaborador executa atividades que agregam valor tem de ser plenamente de acordo com o tempo que ele se encontra no recinto empresarial, se tornando somente assim possível eliminar essa perda (PERGHER; RODRIGUES, 2011).

Segundo a concepção do STP, um resultado essencial da aplicação organizada e metódica da extinção das perdas está vinculada ao acréscimo da consistência da laboração humana, isso provoca o aumento continuo da percentagem do tempo em que os colaboradores concretizam atividades que tem o intuito de agregar valor concernente ao tempo total em que se encontram na organização (ANTUNES et al., 2008).

2.3.8 PERDAS POR ESTOQUE

Os estoques denominam-se desperdícios, pois não adicionam valor ao produto e inferem em gastos. As estocagens de matérias-primas, de materiais em processamento e de produtos finalizados, poderiam também serem diminuídos na empresa contemporânea, que se, trabalhar com lotes menores e estoques reduzidos, permite acercar de um fluxo de materiais contínuos, ficando muito perto da produção contínua (BORNIA, 2002).

3. METODOLOGIA

A execução da pesquisa dá-se a partir dos setores de fermentação e destilaria que são partes de uma empresa do ramo de atividade sucroenergético, sendo composta pela possível identificação de perdas existentes nos dois processos, através do método das 7 perdas na visão do Sistema Toyota de Produção. Em seguida foi feita uma análise das perdas supostamente encontradas e posteriormente a sugestão de medidas que poderiam reduzir as mesmas.

O método de pesquisa realizada para a concretização do artigo é de caráter bibliográfico, pois teve sua concretização através da reunião de esclarecimentos partindo de textos, livros, artigos e demais materiais de caráter científico. Esse conjunto de informações tiveram seu uso no artigo sob forma de citações, servindo para o alargamento do conteúdo. Segundo Gil (2002), pesquisa bibliográfica fundamenta-se e baseia-se em equipamento que não é inédito, formada essencialmente de livros e artigos científicos.

As fontes de pesquisas foram secundarias, pelo fato do assunto em questão ter sido apresentado em outros lugares.

A forma de abordagem dos resultados do trabalho foi tratada qualitativamente, sendo empregado um método de investigação científica que se focou na índole pertinente do propósito analisado, estudando as suas características. Segundo Wainer et al (2007), a pesquisa qualitativa baseia-se na observação cuidadosa do ambiente onde será feito o estudo.

A natureza da pesquisa tem sua definição aplicada, pois detém finalidade prática e sapiência cientifica voltada para soluções de problemas concretos. Pesquisa de natureza aplicada tem o objetivo de geração de conhecimentos com propósito de aplicação prática para soluções de problemas específicos (PRODANOV; FREITAS, 2013).

Leituras sobre o processo de produção de álcool e as 7 perdas do Sistema Toyota de Produção, foram alusão para a aplicação da pesquisa.

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Em relação as 7 perdas que podem vir a ocorrer no processo de produção de álcool hidratado foi averiguado o seguinte:

4.1 PERDA POR SUPERPRODUÇÃO

Em analise realizada, a perda por superprodução é existente quando, a produção de álcool acontece e não se tem lugar para colocá-lo, pelo simples motivo dos tanques de armazenamento estarem cheios, isso acontece pelo fato de não estar carregando álcool para a comercialização. Acarretando assim, uma perda no lucro, provavelmente tendo que vender o produto com um preço mais baixo para conseguir espaço nos tanques. Seria fácil parar a produção, porém a empresa precisa produzir, pois a mesma, na maioria das vezes cogera energia e fabrica açúcar e os três modos de produção necessitam da moagem da cana. Uma forma de se evitar que isso aconteça, é ampliar o espaço para o armazenamento do produto, com a construção de mais tanques e também fazer um bom planejamento estratégico com previsão de demanda.

Shingo (1996), descreve como perda por superprodução, divergências entre demanda e produção em decorrência de quantidades e espaço de tempo.

4.2 PERDA POR TRANSPORTE

De acordo com o STP, a suposta perda em questão não foi encontrada, pois o transporte do produto é realizado através de bombas e tubulações.

A perda por transporte é fundamentada no deslocamento de materiais que geram gasto de tempo e de recursos. Que por sua vez faz-se necessários somente por restrições do processo e das instalações, que requerem distâncias a serem cursadas pelo material no decorrer do processamento, sem agregar valor (WERNKE; BORNIA, 1999).

4.3 PERDA POR EXCESSO DE PROCESSAMENTO

Sobre a suposta perda em questão não houve ocorrência.

Perda por excesso de processamento acontece quando o processo de produção contém etapas desnecessárias, as quais poderiam ser eliminadas sem que houvesse comprometimento do produto. Em geral, estão relacionadas a equívocos de projetos e de dimensionamento de recursos. Para combater esta perda, é preciso aprofundar a análise sobre o processo, para chegar a um melhor entendimento das demandas e, assim, trabalhar em cima de necessidades reais.

Para Shingo (1996), desperdício de processamento são as incumbências de modificações desnecessárias para que o produto atinja suas formas básicas de qualidade. Acontece quando há fases de trabalho ou processos que são dispensáveis na criação do produto.

4.4 PERDA POR FABRICAÇÃO DE PRODUTOS DEFEITUOSOS

Fabricar produto defeituoso é uma perda que pode ser constantemente encontrada e leva a vários problemas que geram desperdício de material e tempo. Ao ser detectado um álcool fora das especificações do hidratado o produto deve voltar à primeira etapa na qual foi trabalhado em uma destilaria, isso gera inúmeros gastos, que culmina no reprocessamento. Pode-se citar o vapor utilizado no seu retrabalho, seu tempo de processamento aumenta, alterações de manobras em válvulas para mudança de tubulações executadas pelo operador com o intuito de transportar o álcool para o começo da destilação. Desta forma é necessário realizar as análises laboratoriais com maior precisão, além do próprio operador poder realizar algumas aferições básicas em determinadas partes do processo.

Os problemas de qualidade são os maiores causadores de desperdícios dentro do processo, confeccionar itens com defeito provoca desperdício de materiais, disponibilidade de mão-de-obra, disponibilidade de equipamentos, movimento e armazenagem de material defeituoso aliado ao reprocesso (SHINGO, 1996).

4.5 PERDA POR TEMPO DE ESPERA

A perda por tempo de espera pode ser encontrada, quando as colunas de destilação já estão aquecidas e prontas para receber a matéria prima, porém a mesma ainda não foi fornecida pelas etapas anteriores do processo e também por eventuais paradas no processo por vários fatores que deixam o produto em espera para ser finalizado. Neste caso vale a comunicação dos setores para juntos poderem solucionar o problema da melhor forma e fazer um planejamento estratégico que englobe esses possíveis fatores.

No caso do álcool não existe “espera do lote” e “espera do processo” devido ao mesmo não ser produzido em lote e sua produção ser contínua. Tudo aquilo que é produzido é armazenado em tanques no qual todos são abastecidos de acordo com a sua capacidade, ou seja, tanto os tanques que já possuem o produto quanto aqueles que estão vazios poderão receber aquilo que está sendo produzido desde que seja álcool hidratado.

Este tipo de desperdício é constituído quando há ociosidade, sendo, por colaboradores que estão parados, e isso acarreta em custos. Relata-se que um dos essenciais causadores desse desperdício é a falta de sincronização da produção e defeitos imprevistos no sistema de produção (BORNIA, 1995).

4.6 PERDA POR MOVIMENTAÇÃO

Essa perda por movimentação está relacionada com o outro tipo de perda, a perda por fabricação de produto defeituoso, que por sua vez pode ser encontrada com frequência se não houver um acompanhamento correto na destilação. Quando o produto se encontra fora das especificações, o operador atua tendo a responsabilidade de realizar algumas manobras em válvulas e bombas para que esse álcool produzido seja reprocessado para alcançar seus níveis de conformidade. Ressalta-se que essas manobras que o operador realiza são manobras por movimentação desnecessária que ocorreu por um erro de processamento, tomando seu tempo de maneira negativa. Indica-se a mesma solução que foi apontada para sanar o problema da perda por produto defeituoso, realizando as análises laboratoriais com auxilio ativo do operador efetuando algumas aferições básicas no decorrer do processo.

De acordo com Wernke e Bornia (1999), essa perda consiste na movimentação que não é útil na realização de tarefas, ou seja, à inaplicabilidade no processo de operação.

4.7 PERDA POR ESTOQUE

O álcool fabricado é armazenado em tanques, sem risco de passar por esse tipo de perda apontada na visão do STP.

As perdas de estoque referem-se em desperdício de investimento e espaço. Causando custos financeiros de manutenção, custos em relação a obsolescência do produto estocado e custos de oportunidade pela perda de mercado futuro (WERNKE; BORNIA, 1999).

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Após a suposta aplicação das 7 perdas nos setores de fermentação e destilaria do processo produtivo de álcool hidratado foi possível encontrar alguns fatores onde essas perdas se enquadram, através da análise possibilitou-se então sugerir meios para que tais perdas não aconteçam.

Todas os supostos tipos de perdas citadas e relatadas nos resultados e discussão do artigo, são de extrema importância, porém a perda por produção de produtos defeituosos é uma das mais impactantes, pois pela sua ocorrência se perde também em movimentação. A perda por espera por outro lado pode até ser imposta aos dois setores de produção, devido a problemas em setores antecessores que podem ocorrer no processo.

Na perda por excesso de processamento, não foi encontrada nenhuma etapa desnecessária para ser suposta nesse processo, este é um sinal que o projeto foi bem planejado e implantado.

Apontou-se que as supostas perdas por tempo de espera, são perdas que para não ocorrerem deve-se haver um bom planejamento desde o projeto inicial da planta até o seu total ciclo de vida de operação.

Esses resultados trazem uma visão simplificada e ao mesmo tempo bastante ampla demonstrando o quanto uma análise baseada nas 7 perdas do STP pode ser útil nas organizações, dando a possibilidade de ter um modo de visão holística de todo processo fazendo, o detalhamento de possíveis motivos causadores de custos tão altos nos processos produtivos atuais.

Ressalta-se que o artigo teve sua suposição executada após o setor de fermentação abrangendo o setor de destilaria, sendo baseado e fundamentado nas 7 perdas decorrentes do processo na visão do sistema Toyota de Produção (STP).

Desta forma é possível então perceber que fazendo uma análise das 7 perdas para o desperdício e aplicá-la, pode acarretar grandes melhorias técnicas no processo produtivo deixando o mesmo enxuto com praticamente zero de perdas, obtendo menor custo e tempo, mantendo o produto com ótima qualidade e dentro de suas especificações.

REFERÊNCIAS

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[1] Tecnólogo em Administração de Empresas (Superior) pela Universidade Norte do Paraná, Técnico em Açúcar e Álcool pelo Instituto federal de Goiás, Engenheiro de Produção pelo Instituto Luterano de Ensino Superior Ulbra.

[2] Graduando em Engenharia de Produção.

[3] Graduanda em Engenharia de Produção.

[4] Graduanda em Engenharia de Produção.

[5] Engenheiro de Produção.

[6] Graduanda em Engenharia de Produção.

[7] Graduando em Engenharia de Produção.

Enviado: Dezembro, 2019.

Aprovado: Janeiro, 2020.

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