Análise da tecnologia BIM no contexto da indústria da construção civil brasileira

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DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/engenharia-civil/tecnologia-bim
Análise da tecnologia BIM no contexto da indústria da construção civil brasileira
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ARTIGO ORIGINAL

MIRANDA, Rian das Dores de [1], SALVI, Levi [2]

MIRANDA, Rian das Dores de. SALVI, Levi. Análise da tecnologia Bim no contexto da indústria da construção civil brasileira. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 04, Ed. 05, Vol. 07, pp. 79-98 Maio de 2019. ISSN: 2448-0959

RESUMO

A tecnologia Building Information Modeling (BIM) vem representando uma importante mudança de paradigma na indústria mundial da construção civil. No cenário brasileiro, o movimento de difusão deste novo conceito de projeto vem tomando força ao longo dos últimos anos, impulsionado principalmente pelos benefícios econômicos e gerenciais proporcionados pelo BIM ao longo de toda a vida útil do empreendimento. Neste contexto, o presente artigo tem como foco apresentar o conceito e as características da plataforma BIM, introduzir algumas das ferramentas BIM utilizadas para o desenvolvimento de projetos e discutir o estágio atual de implementação desta tecnologia nas indústrias brasileira e mundial.

Palavras-chave: BIM, modelagem 3D, AutoCad, Green Building, Archibus.

1. INTRODUÇÃO

A estrutura industrial da construção civil é altamente complexa, envolvendo diversos stackholders ao longo da cadeia de produção. A comunicação eficaz entre projetistas, construtores, fornecedores e clientes é fundamental para garantir o sucesso do projeto e a satisfação de todas as partes. Entretanto, pesquisadores revelam que os métodos tradicionais de projeto podem fragmentar o processo produtivo, ocasionando o isolamento entre profissionais de áreas distintas e a falta de coordenação entre as equipes (Nawi et al., 2014). Estudos publicados pela revista The Economist ainda revelam que ineficiências, enganos e atrasos representam cerca de 30% do gasto total em construções por ano nos Estados Unidos (The Economist, 2000 apud Barreto et al., 2016).

Neste contexto, o Building Information Modeling (BIM) surge como uma filosofia de trabalho capaz de promover a integração entre as áreas de arquitetura, engenharia e construção (AEC) ao longo de todo o ciclo de vida do projeto. Como consequência, o BIM apresenta um elevado potencial para a otimização do planejamento e execução de projetos multidisciplinares, gerando impactos positivos na qualidade dos projetos e na produtividade das equipes de trabalho. Segundo o estudo conduzido pela McGraw Hill em 2012, empresas que adotaram o BIM em obras de infraestrutura experimentaram uma redução de 22% nos custos de construção, 33% no tempo de projeto e execução, 33% nos erros em documentos, 38% em reclamações do cliente após a entrega e 44% nas atividades de retrabalho (MCGraw Hill Construction, 2012 apud Radüns e Pravia, 2013).

O objetivo deste trabalho é apresentar o conceito da plataforma BIM, bem como discutir o estágio atual de implementação desta tecnologia na indústria brasileira e mundial. Para tanto, os seguintes objetivos específicos serão contemplados:

  • Apresentação das características inerentes aos softwares da plataforma BIM (seção 2);
  • Apresentação das dimensões do BIM (seção 2);
  • Introdução às ferramentas da plataforma BIM (seção 3);
  • Investigação do nível de aplicação do BIM nos cenários brasileiro e mundial (seção 4)

2. CONCEITO E CARACTERÍSTICAS DA PLATAFORMA BIM

Atualmente, existem diversos conceitos para descrever as funcionalidades da plataforma BIM. Estes conceitos são complementares entre si, e buscam apresentar tanto os princípios de modelagem quanto os benefícios proporcionados por esta tecnologia durante a vida útil de um empreendimento.

Segundo Chuck Eastman, professor do Instituto de Tecnologia da Georgia e um dos precursores da tecnologia CAD, “BIM é uma filosofia de trabalho que integra arquitetos, engenheiros e construtores na elaboração de um modelo virtual preciso, que gera uma base de dados que contém tanto informações topológicas como os subsídios necessários para orçamento, calculo energético e previsão de insumos e ações em todas as fases da construção” (Eastman, 2008 apud Gonçalves, 2018).

Seguindo a mesma linha, a AUTODESK (2018a) apresenta esta tecnologia como “um processo inteligente de modelagem 3D que oferece ferramentas e conhecimentos aos profissionais AEC para planejar, projetar, construir e gerenciar edificações e infraestruturas de forma mais eficiente”. Já para Martinez (2010 apud Santos et al., 2017), o BIM permite a construção de “um modelo digital do edifício que representa não só suas características geométricas, mas também o inter-relacionamento entre seus componentes e os inúmeros parâmetros e atributos destes, fornecendo informações relevantes para a tomada de decisão”.

As descrições apresentadas anteriormente destacam quatro características marcantes dos modelos em BIM, são elas: a modelagem paramétrica, o levantamento de insumos, a interoperabilidade e a geração de simulações. Assim, para que um software seja pertencente ao BIM, é necessário que ele atenda a todas estas características.

A modelagem paramétrica é o fator que caracteriza a eficiência dos softwares pertencentes ao BIM. Esta característica permite a agilidade na construção e edição dos modelos, armazenando tanto as informações geométricas do projeto quanto as especificações de materiais, suas características físicas e custos unitários. A parametrização ainda permite que se estabeleçam critérios para a validação do projeto, a fim de checar a inconformidade de um determinado parâmetro em relação aos padrões estabelecidos por norma. Entre os exemplos de parâmetros de projeto do BIM encontram-se: as dimensões da estrutura, coeficientes de empolamento e contração do solo, coeficiente de produtividade da mão de obra, entre outros.

É válido ressaltar que durante a edição do modelo, todos os cálculos relativos ao levantamento insumos são realizados automaticamente. Assim, reduz-se o risco de erros de previsão orçamentária devido à eventuais negligências na quantificação de insumos, especialmente em casos onde o modelo é editado repetidamente. Ao final da modelagem, é possível gerar automaticamente um relatório de materiais de acordo com a última atualização do projeto.

Segundo Alves et al. (2012) um dos grandes desafios na idealização de uma obra reside nas dificuldades de comunicação entre os profissionais de arquitetura, engenharia e construção. A fim de vencer esta barreira e garantir a efetiva comunicação entre todas equipes envolvidas nas diversas disciplinas de projeto, as grandes empresas do mercado de softwares da plataforma BIM lançaram a abordagem OpenBIM. A chave desta abordagem é a interoperabilidade entre as diversas ferramentas da plataforma, permitindo que todos os profissionais acompanhem o andamento das demais disciplinas do projeto, observando eventuais alterações em tempo real. Deste modo, evitam-se a ocorrência de ruídos de comunicação entre profissionais de áreas distintas.

Para garantir a interoperabilidade dos softwares BIM, a organização BuildingSMART desenvolveu a extensão de arquivos denominada Industry Foundation Class (IFC). O objetivo deste formato é permitir a troca de informações durante todo o ciclo de vida do empreendimento, entre todos os participantes, independentemente do software que eles utilizem (BUILDINGSMART, 2018). Sendo assim, o IFC possibilita o trânsito de dados de um determinado arquivo, por aplicações de diferentes finalidades, permitindo a transparência no fluxo de trabalho de equipes multidisciplinares (GRAPHISOFT, 2018). Por este motivo, o IFC é considerado o formato padrão das ferramentas BIM, sendo suportado por 150 aplicações em todo o mundo (NBS, 2018a). Segundo Cardoso et al. (2013) existem cerca de 623 entidades reconhecidas pelo formato IFC, como tipos de paredes e revestimentos, custos de construção, horários entre outros.

A possibilidade de simulações do mundo real que o BIM proporciona é um grande recurso que permite maior assertividade na tomada de decisões durante as fases de planejamento e execução do projeto. Por meio das simulações, identificam-se possíveis interferências entre as diversas disciplinas de projeto, elucidando a necessidade de correções ainda nas fases de anteprojeto e projeto básico. Durante a fase de execução, as simulações garantem a estabilidade do fluxo de trabalho, apresentando processos logísticos eficazes e tempos reduzidos de construção (Bataglin et al., 2016).

Por fim, as simulações operacionais de cunho térmico, acústico, estrutural, de eficiência energética, de inundações, de nível de serviço rodoviário entre outras, permitem avaliar a performance do empreendimento as-built. Deste modo, é possível redimensionar um projeto que apresente um desempenho insatisfatório antes mesmo de sua execução. Assim, reduzem-se os custos com alterações no projeto durante o andamento das obras, garantindo a eficiência na distribuição de recursos e o alinhamento com o cronograma da obra.

2.1. AS DIMENSÕES DA TECNOLOGIA BIM

As diversas atividades desempenhadas pelas equipes de projeto durante a vida útil do empreendimento abrem espaço para a classificação do BIM em diferentes camadas de informação, denominadas dimensões do BIM. Estas dimensões representam o nível de informações e funcionalidades do modelo, bem como o seu contexto de utilização no ciclo de vida do projeto. De acordo com a literatura atual, as dimensões do BIM variam do 3D ao 7D e expressam respectivamente: a forma, o tempo, os custos, a sustentabilidade e o gerenciamento de instalações. A figura 1 ilustra as dimensões atuais do BIM.

Figura 1 – As dimensões do BIM.

Fonte: BIBLUS, 2018

 

Segundo a empresa britânica Digital Inc. (2018), os benefícios obtidos através de cada dimensão da plataforma BIM são:

  • Forma (3D): Modelagem paramétrica; representação aprimorada dos projetos; geração de animações e passeios virtuais que favorecem a comercialização de projetos; auxílio às partes envolvidas no gerenciamento de colaborações multidisciplinares durante a modelagem.
  • Tempo (4D): Coordenação entre as equipes de trabalho; otimização no planejamento das atividades de construtores e fornecedores para atendimento aos prazos de projeto; simulações de processos e fluxos de trabalho; gerenciamento do canteiro de obras; estabelecimento de cronogramas enxutos (Lean Construction).
  • Custo (5D): Orçamentos em tempo real; levantamento de quantitativos de insumos para dar suporte aos orçamentos;
  • Sustentabilidade (6D): Realização de análises de consumo de energia durante a operação do edifício; simulações de iluminação solar, isolamento térmico, ventilação e emissão de CO2; rastreamento de materiais sustentáveis aplicados à construção; rastreamento de créditos para a certificação LEED.
  • Gerenciamento (7D): Armazenamento de informações referentes aos dispositivos que compõem o projeto, como manuais de operação e manutenção, especificações, prazos de garantia, informações do fabricante, contatos, entre outros; estabelecimento de planos de manutenção e substituição de peças e equipamentos; garantia de conformidade com as normas de operação do empreendimento.

3. FERRAMENTAS BIM DISPONÍVEIS NO MERCADO

Nos itens abaixo serão apresentadas ferramentas BIM disponíveis no mercado, demonstrando seus propósitos e funcionalidades. É importante destacar que estes softwares podem ser utilizados simultaneamente em um mesmo projeto, a fim de suprir as necessidades técnicas das diversas equipes de trabalho.

3.1. REVIT

O Autodesk Revit é uma ferramenta voltada para arquitetos e engenheiros, e promove o desenvolvimento de projetos arquitetônicos, estruturais e de instalações prediais. Entre as principais vantagens do Revit estão a apresentação realística de projetos em 3D, a facilidade de captação de cortes e fachadas e a praticidade na documentação dos trabalhos. O software ainda opera nas dimensões 5D e 6D, permitindo o levantamento de quantitativos para orçamentação e a realização de análises de eficiência energética (Alves et al., 2012). A figura 2 apresenta o projeto da torre de Shangai renderizado pelo Revit.

 

Figura 2 – Torre de Shangai renderizada através do Revit.

Fonte: Autodesk, 2012.

3.2. AUTOCAD CIVIL 3D

O AutoCAD Civil 3D é um software voltado para projetos de infraestrutura, como estradas, sistemas de drenagem, redes de tubulação forçada e terraplenagem. As ferramentas de projeto apresentadas pelo programa garantem a praticidade e o dinamismo na obtenção de perfis topográficos, na elaboração de alinhamentos horizontais e verticais e na representação de seções transversais. Já as ferramentas de análise auxiliam as equipes de projeto na verificação da viabilidade técnica do empreendimento quanto a distâncias de visibilidade, fluxo de escoamentos superficiais e alagamento de bacias hidrográficas. O software ainda apresenta diversas extensões (chamadas de country kits) com estilos de documentação e formulas para a validação de projetos de estradas baseados em manuais das principais agencias de transportes de cada país.

3.3. INFRAWORKS

Uma das principais vantagens do Infraworks é a importação de projetos do Civil 3D para o contexto do local onde as obras serão executadas, conforme apresentado na figura 3. Desta maneira, é possível verificar as intervenções urbanas resultantes do projeto, antecipando possíveis necessidades de desapropriação. O Infraworks ainda permite a condução de simulações de tráfego em interseções com base na configuração prévia dos movimentos permitidos, das demandas, das sinalizações e dos controles de tráfego (Bartels, 2016). Estas simulações resultam na obtenção de indicadores de grande importância para a análise de performance do sistema rodoviário, como o nível de serviço de interseções, a velocidade média dos veículos, o fluxo de tráfego, os tempos médios de viagem, entre outros (Autodesk, 2018b). Através destas informações, é possível prever o funcionamento da rede rodoviária as built, otimizando assim a sua performance.

Figura 3 – Projeto elaborado no Civil 3D e apresentado no Infraworks.

Fonte: Autodesk Infrastructure, 2016.

3.4. NAVISWORKS

Esta ferramenta permite a coordenação e revisão de modelos 3D relacionados a diversas disciplinas de projeto, a fim de garantir melhores resultados durante a sua execução. Ao navegar pelo modelo, o usuário pode utilizar a ferramenta clash detective para a verificação de interferências entre projetos de disciplinas distintas, e assim, corrigi-las antes da construção. O Navisworks também permite a vinculação do modelo a cronogramas e composições de insumos construídas através do MS Project ou do Excel (Ferreira, 2016). Desta maneira, é possível prever a quantidade de materiais e mão de obra necessários para a execução do projeto dentro do prazo estipulado. Por fim, o software ainda apresenta simulações 4D, que auxiliam no sequenciamento da obra, na elaboração de estratégias de ataque e na gestão do canteiro.

3.5. GREEN BUILDING STUDIO

O Green Building Studio é uma plataforma na nuvem que permite a condução de análises de performance relacionadas à sustentabilidade de edifícios. As análises podem ser realizadas desde a fase de projeto até a operação do empreendimento, e contemplam tanto os consumos de água, eletricidade e gás natural quanto a emissão de gás carbônico (Autodesk, 2013). Para efetuar as simulações, é necessário importar o modelo do edifício para a plataforma, além de indicar a sua localização, tipo de uso e tempo de operação por dia. Assim, o software é capaz projetar o consumo energético e seu custo com base no clima local e no comportamento esperado dos usuários, além de identificar oportunidades de economia energética.

3.6. ARCHIBUS

Trata-se de uma ferramenta online que possibilita o planejamento de estratégias para o gerenciamento e manutenção do empreendimento. Entre uma série de benefícios proporcionados pelo Archibus, destacam-se as análises que permitem reduzir a geração de resíduos, prolongar a vida útil dos ativos, elaborar planos de manutenção preventiva ou corretiva com maior eficiência, e avaliar o impacto das condições físicas de um equipamento em sua performance (Archibus, 2009). Desta maneira, o software permite a tomada de decisões de maneira assertiva, garantindo a otimização das operações e a mitigação de riscos ao longo da vida útil da estrutura.

4. CENÁRIO ATUAL DO BIM NO BRASIL E NO MUNDO

Segundo Wong et al. (2009), as regras de implantação do BIM apresentam peculiaridades de acordo com as circunstâncias do país, e podem depender de fatores como tamanho e a natureza de seu sistema econômico. Sendo assim, conhecer as soluções e resultados obtidos através do BIM nas mais diversas economias do mundo é uma maneira de identificar as oportunidades de implementação da plataforma no contexto brasileiro.

Neste sentido, os itens a seguir buscam apresentar o nível de utilização do BIM no Brasil, no Reino Unido, na Noruega, nos Estados Unidos e na China, identificando as ações de fomento por parte das iniciativas pública e privada, os benefícios alcançados e as expectativas para o futuro.

4.1. REINO UNIDO

De acordo com Kassem e Amorim (2015) a indústria da construção civil representa 7% da economia britânica. Entretanto os relatórios intitulados “Construindo a equipe”, desenvolvidos por Latham entre a década de 90 e o início dos anos 2000, definiram a indústria britânica como “conflitante” e “fragmentada”. Os relatórios ainda cobravam o desenvolvimento de abordagens colaborativas e integradas, buscando aproximar projetistas e construtoras.

Reconhecendo o potencial do BIM para cumprir esta tarefa, o governo inglês decretou no ano de 2011, que após um período de adaptação até 2016, todos os projetos do setor público sejam desenvolvidos através da plataforma BIM. Como cerca de 40% dos projetos desenvolvidos no país são do setor público, as empresas do ramo de AEC investiram no treinamento de suas equipes a fim de se adaptarem a esta nova filosofia de trabalho. Desde então, o número de empresas que implementaram o BIM em seus processos tem registrado aumentos significativos, saltando de 13% em 2011 para 54% em 2016, e atingindo o patamar atual de 78% em 2018. (NBS, 2018b). Outra constatação importante é que as empresas que já implementaram o BIM às suas atividades têm buscado utilizá-lo com cada vez mais frequência, indicando um alto nível de aceitação à plataforma. O gráfico apresentado pela figura 4 indica a frequência de utilização do BIM pelas empresas britânicas durante os anos de 2017 e 2018.

Figura 4 – Resposta das empresas à seguinte pergunta: Nos últimos 12 meses, em que percentual de seus projetos você tem utilizado o BIM?

Fonte: NBS, 2018b.

Segundo o relatório Government Construction Strategies 2016-2020, o ganho de eficiência proporcionado pelo BIM permitiu a economia de £3 bilhões (cerca de R$14,8 bilhões) em obras públicas entre 2011 e 2015. A melhoria de performance foi atingida graças à modelagem tridimensional, à facilidade de detecção de interferências, à maior colaboração entre equipes de projeto, padronização de informações e interoperabilidade (NBS, 2018b; Champ, 2018).

Até 2020 o governo britânico espera promover o BIM nível 3, que foca em estratégias de gerenciamento e manutenção do empreendimento ao longo de sua vida útil. Para tanto, o governo vem investindo na criação de bibliotecas digitais com itens padronizados de acordo com as especificações técnicas, além do desenvolvimento de guias e protocolos para a difusão da tecnologia e da criação de 20.000 bolsas de aprendizado do BIM em todo o país (Ferreira, 2017; Reino Unido, 2016). Com estas medidas, o país espera reduzir os custos de projeto em 33%, o tempo de entrega 50% e a emissão de gases também em 50% (Reino Unido, 2016).

4.2. NORUEGA

A introdução do BIM na Noruega foi realizada pela Statsbygg – Agência de Defesa do país – no início dos anos 2000, através do desenvolvimento dos primeiros projetos piloto no formato IFC. Já em 2010, tornou-se obrigatório o uso do BIM para todas as edificações voltadas ao setor público. Os principais objetivos estabelecidos pela agência foram: melhorar a reputação de seus prédios para inquilinos e usuários; e reduzir substancialmente os gastos operacionais e de construção (Kassem e Amorim, 2015).

Nos últimos anos, tanto o setor público como o privado têm somado esforços na criação de manuais para a utilização da plataforma. Um exemplo de grande importância é o “Manual de Modelagem de Informações”, que detalha as exigências básicas do BIM, bem como os princípios de modelagem e exigências específicas de áreas como arquitetura, estruturas, elétrica e paisagismo. Segundo Wong et al. (2009), o manual é utilizado pela Statsbygg para o controle de todo o ciclo de vida das edificações.

Já no desenvolvimento de pesquisas relacionadas ao BIM, a Noruega conta com a atuação do SINTEF, maior organização independente da Europa. O foco dos estudos tem sido o desenvolvimento de ferramentas sustentáveis para aprimorar a construção e operação dos edifícios (Singh, 2017).

4.3. ESTADOS UNIDOS

O Serviço Geral de Administração dos Estados Unidos (GSA) formulou o Programa Nacional de BIM 3D e 4D em 2003. Este programa estabeleceu a adoção obrigatória do BIM em todos os projetos de edifícios públicos, além de promover o suporte técnico e financeiro para a incorporação de tecnologias BIM (Singh, 2017). Como consequência do programa, a GSA realizou o lançamento de oito guias de utilização do BIM entre os anos de 2007 e 2015. Estes guias cobrem desde a dimensão 3D até a 7D, tratando de temas como o uso de laser scanner na modelagem 3D, sequenciamento de obras, eficiência energética, validação de segurança e circulação, e gerenciamento de edificações.

A fim de promover uma comunidade de líderes do BIM dentro do próprio órgão, a GSA também estabeleceu parcerias com desenvolvedoras de software, agências federais, associações profissionais, organizações de padronização e com o meio acadêmico. Um importante resultado deste engajamento foi o lançamento do Manual BIM Standards and Project Delivery Requirements pela Universidade de Indiana. O uso do manual é obrigatório em todos os novos projetos ou retrofits avaliados em US$ 5 milhões ou mais (Indiana University, 2015). Neste contexto, aproximadamente 72% das firmas de construção dos EUA utilizam o BIM em seus projetos (Singh, 2017).

4.4. CHINA

Como em muitos outros países, a construção civil chinesa é um setor extremamente fragmentado, e a utilização do BIM como metodologia de trabalho ainda não é consenso em todo o país (Cicco, 2018). De acordo com estudos realizados pela Associação da Industria da Construção da China em 2012, menos de 15% das 388 empresas avaliadas faziam uso do BIM. De acordo com os líderes do setor, o principal motivo para a baixa adesão é a resistência apresentada pelas empresas à adoção de novos processos (Singh, 2017).

Entre os representantes da indústria, há um sentimento popular de que o governo chinês encoraja a utilização do BIM, mas sem exercer uma liderança efetiva. O plano quinquenal de 2011-2015 para construção apenas sugeriu métodos de padronização e implementação da tecnologia, mas sem torná-la obrigatória, o que explica a baixa taxa de adesão pelas empresas.

Por outro lado Rebecca De Cicco (2018), especialista da AEC Magazine, aponta para um rápido crescimento do BIM no país para os próximos anos, impulsionado principalmente pelo caso de sucesso do Reino Unido. A revista aponta que os chineses estão interessados nas lições que podem ser aprendidas e adaptadas do caso britânico para atender as necessidades de seu mercado. Um exemplo de cooperação entre os dois países ocorreu em 2017, com o treinamento em BIM nível 2 oferecido pela consultoria britânica Digital Node e pela Universidade de Nottingham aos funcionários do Departamento de Serviços Elétricos de Hong Kong.

4.5. BRASIL

No Brasil, um dos primeiros casos de utilização do BIM ocorreu em 2002, pelo escritório do arquiteto Luiz Augusto Contier. Desde então, o avanço da plataforma tem ocorrido de forma lenta, e com foco na fase de projeto de edifícios do setor privado (Radüns e Pravia, 2013). Já o uso do BIM nas obras de infraestrutura tem apresentado participações tímidas, sendo normalmente lideradas por grandes contratantes do setor público, com destaque para a Petrobras, a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (CEDURP) e o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). Nestas empresas, há casos onde uso da plataforma é uma exigência expressa no processo de licitação.

Em pesquisa realizada com 100 empresas do ramo de AEC por Barreto et al. (2016), apenas 31 empresas afirmaram fazer uso contínuo do BIM desde o momento em que a tecnologia foi implementada. Entre as demais empresas, 8 alegaram o uso da plataforma apenas durante um período de testes, enquanto 61 afirmaram não possuir qualquer experiência no desenvolvimento de projetos em BIM. A visão destas empresas sobre o mercado brasileiro ainda aponta para uma preferência pela utilização dos processos tradicionais frente ao BIM, visto que 51 empresas acreditam que menos de 20% dos projetos no país façam uso desta tecnologia, conforme apresenta a figura 5.

Figura 5 – Resposta das empresas à seguinte pergunta: Na sua opinião, o quanto você acha que o BIM está presente no mercado brasileiro?

 

Fonte: Barreto et al., 2016.

Para Barreto et al. (2016) a forma como o ensino do BIM é conduzido nas universidades brasileiras é um dos fatores que limita a implantação e difusão da tecnologia no país. Segundo Ruschel, Andrade e Morais (2013 apud Barreto et.al, 2016), os estudos da modelagem da informação no Brasil ainda são de caráter predominantemente introdutório e restrito. Neste contexto, as experiências de ensino voltadas para ferramentas de gerenciamento e simulação tem sido pouco recorrentes, impossibilitando em muitos casos, a abordagem do ciclo de vida da edificação como um todo. Outro fator importante é o cenário das pesquisas sobre o BIM no Brasil, que ainda é muito recente e trata de poucos aspectos da plataforma (Barreto et al., 2016). A título de comparação, a figura 6 apresenta os aspectos abordados pelas pesquisas BIM no Brasil e em outros 19 países.

Figura 6 – Aspectos abordados pelas pesquisas BIM em 20 países.

Fonte: Amarnath, 2016.

Outra barreira para a implementação do BIM no Brasil tem sido o alto custo de treinamento dos profissionais, além do gasto com a aquisição de softwares por parte das empresas. Entretanto, segundo o estudo de Barreto et.al (2016), 55% das empresas que adotaram o BIM afirmam que a sua implantação gerou lucros, sendo que 47% destas apontam que o retorno financeiro foi obtido entre 6 meses e 1 ano de uso. Estes relatos demonstram que em geral, a plataforma BIM pode não apenas ser financeiramente viável, como também pode gerar retornos sobre o investimento rapidamente. Os autores enfatizam que em nenhum dos casos o retorno ocorreu após 3 anos de utilização.

Embora o cenário recente tenha apresentado desafios para o amadurecimento do BIM no Brasil, o país tem buscado seguir as estratégias que alavancaram o uso da plataforma a nível mundial. Em julho de 2018, o Governo Federal publicou o decreto nº 9.377, que torna obrigatório o desenvolvimento de projetos em BIM a partir de 2021 (BUILDIN, 2018). Com esta medida, a Associação Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) espera um aumento de produtividade de 10% no setor da construção civil, além de uma redução de custos que pode chegar a 20% (EXAME, 2018).

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) também vem desenvolvendo publicações com o objetivo de regulamentar o uso do BIM no território nacional. Em maio de 2017, a organização lançou a “Coletânea de Normas Técnicas de Modelagem de Informação”, que abrange as partes 1, 2, 3 e 7 da NBR 15965, além da NBR ISO 12006-2:2018. Em conjunto, estas 5 normas tratam de terminologias, classificação de objetos da construção, processos da construção e estruturas para a classificação de informação.

A fim de padronizar os componentes de construção utilizados nos modelos BIM, a ABDI em parceria com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) lançaram a plataforma BIM BR e a biblioteca pública brasileira de BIM (BRASIL, 2018). O acesso à ambos os serviços é realizado via Internet, e permite que o usuário obtenha manuais e guias de projeto, localize profissionais e empresas com experiência em BIM e realize o download e upload de objetos virtuais gratuitamente.

5. CONCLUSÃO

A tecnologia BIM é recente dentro da linha evolutiva da engenharia civil, mas apresenta histórico e dados estatísticos que possibilitaram demonstrar neste trabalho os ganhos expressivos que vem proporcionando a esta indústria que é de fundamental importância para a atividade humana. Em todo o mundo a indústria da construção civil desenvolve as edificações e a infraestrutura necessárias para todas as áreas da economia e emprega grande quantidade de colaboradores. No Brasil tem um peso ainda mais expressivo, porque absorve grande volume de mão de obra de baixa qualificação, que infelizmente ainda é abundante no país. Tem também a capacidade de diminuir as taxas de desemprego com rapidez nos períodos em que economia do país está desacelerada.

A conceituação e características da tecnologia BIM introduzidas neste artigo, foram apresentadas de forma a aglutinar as informações básicas para alicerçar o conhecimento necessário para o entendimento dos objetivos e ferramentas desta tecnologia que foi apresentada. A seção 3 descreve as ferramentas de software adotadas em empreendimentos de construção civil em todo o mundo, que contribuíram para o incremento dos números obtidos nos dados estáticos avaliados. Estas ferramentas na sua maioria resultaram de grande investimento para evolução de técnicas e aprimoramento de processamento gráfico em computadores, possibilitando a visualização dos projetos além das duas dimensões tradicionais (2D). Atualmente estas ferramentas acrescentam grande capacidade visual aos projetos, permitindo a visualização em 3 dimensões (3D), animações com movimentos no espaço 3D e imersão nos modelos do projeto. Até mesmo os processos de simulações de projetos possuem recursos gráficos e de animações, além dos resultados tradicionais em gráficos cartesianos e tabelas.

Foi parte dos objetivos, conduzir uma investigação dos cenários de implementação da plataforma BIM no Brasil e no mundo, onde foram pesquisadas as características de implantação em países como Reino Unido, Noruega, Estados Unidos e China, pois segundo Wong et al. (2009), as peculiaridades de cada país, como tamanho e economia entre outros, influenciam nas regras de implantação. Desta pesquisa, notou-se que a disseminação do BIM na indústria mundial tem sido capitaneada pelo setor público, por meio da criação de bibliotecas digitais, padronização de objetos e demanda pela utilização do BIM em obras públicas. As universidades e centros tecnológicos também desempenham um papel determinante neste processo através do desenvolvimento de manuais de utilização do BIM, bem como na condução de pesquisas sobre as diversas dimensões desta tecnologia. Estas medidas e seus respectivos resultados possibilitam identificar caminhos e oportunidades de adequação ao cenário brasileiro, permitindo de forma adequada o fomento das ações necessárias por parte das iniciativas pública e privada.

A contribuição almejada neste estudo foi de fomentar o interesse de pessoas, empresas e entidades públicas dos setores de arquitetura, engenharia e construção pela utilização cada vez maior da tecnologia BIM em seus projetos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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[1] Bacharel em Engenharia Civil.

[2] Doutor em Engenharia; Professor Associado; Universidade Federal Fluminense; Escola de Engenharia; Departamento de Engenharia Civil; Área de Transportes e Infraestrutura.

Enviado: Abril, 2019.

Aprovado: Maio, 2019.

 

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