Reutilização do resíduo de gesso para produção de tijolos de gesso sustentáveis: Na construção civil

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ARTIGO ORIGINAL

AMORIM, Wesley de Oliveira [1], SOUZA, Elaine Moura de [2], FERNANDES, Carlos Eduardo [3]

AMORIM, Wesley de Oliveira. SOUZA, Elaine Moura de. FERNANDES, Carlos Eduardo. Reutilização do resíduo de gesso para produção de tijolos de gesso sustentáveis: Na construção civil. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 06, Ed. 02, Vol. 08, pp. 59-81. Fevereiro de 2021. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/engenharia-civil/reutilizacao-do-residuo

RESUMO

As sobras de gesso passaram a ser consideradas recicláveis, após serem reclassificadas como classe B. São um dos principais aglomerantes na construção civil, obtidas por meio da mineração, sendo bastante versátil em várias áreas da engenharia civil. Ao buscar melhorias para o meio ambiente e diminuir os impactos dos resíduos nas edificações, analisamos que o gesso é um material amplamente utilizado, segundo uma pesquisa do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) ele gera um alto índice de resíduos, que podem chegar de 30% até 45% dependendo do produto aplicado na construção. A partir disso, foram realizados testes até o desenvolvimento de um tijolo ecológico, com a separação do entulho de gesso triturado, formando um fino pó que foi levado para uma fábrica onde é feita a fabricação dos tijolos de gesso. Na sua criação foram adicionados cimento, água e impermeabilizante fazendo uma massa homogênea, em seguida o tijolo é enformado, logo após são colocados em paletes e envolvidos com plástico para perder um pouco da umidade e secar.

Palavras-Chave: Utilização de Gesso, Reciclagem, Resíduo da Construção.

1. INTRODUÇÃO

O presente estudo debruça-se ao longo do curso de engenharia civil, sobre a temática, reutilização do resíduo de gesso na construção civil sendo o seu enfoque tijolos de gesso sustentáveis. Pois os tijolos ECO não geram impactos ambientais e reduz o consumo demasiado de materiais no canteiro de obras, se adequa a sustentabilidade na sua fabricação e durante a obra. (BOTELHO; MAGALHAES, 2019; PRESA, 2011)

O CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente) considerava o gesso um material do tipo C, no qual não havia desenvolvido tecnologias ou aplicações economicamente viáveis que permitiam sua reciclagem ou recuperação de acordo com a Resolução CONAMA nº 307/2002 (CONAMA, 2002). Entretanto, por meio da Resolução CONAMA nº 431/2011, o gesso teve sua classificação alterada para “Classe B” (CONAMA, 2011). A pesquisa, conduzida na Unicamp, apresentou um estudo comprovando a possibilidade de reaproveitamento dos resíduos gerados no setor, por manter as propriedades, depois de ser utilizado, contribui para sustentabilidade do meio ambiente (PINHEIRO, 2012).

2. PROBLEMA ANALISADO

O gesso é obtido através de um mineral chamado de Gipsita levado a altas temperaturas entre 140° C e 160° C. Pernambuco é o maior produtor de gesso do Brasil com o polo gesseiro de Araripe abrangendo vários municípios vizinhos, contem 40 minas de extração em seu perímetro, suas reservas de Gipsita equivalem há 1.452.198.000 toneladas (DRYWALL, 2019).

A utilização do gesso na engenharia civil teve início antes da revolução industrial, ele na verdade é um dos mais antigos materiais da construção já existente, pois sua utilização é notável na história desde nove milênios a.C. na Turquia e seis milênios a.C. em Jericó. Inicialmente foi usado em obras de arte e decoração, além disso também foi encontrado na pirâmide de Keops (2.800 anos a.C.) (BALTAR; BASTOS; LUZ, 2005).

Na Mesopotâmia e Ásia o avanço do gesso ocorreu com a criação de ornamentações e construções. No decorrer do tempo, os egípcios dominaram o uso da gipsita esmagando-a antes de misturá-la com água para a fabricação de blocos para a construção. Essa prática foi usada para construir tumbas e grandes pirâmides (GIORGI et al., 2018).

Há uma vasta utilização de gesso no mundo e também no Brasil, entretanto toda sua aplicação na obra gera resíduo, a racionalização e importância de reutilizá-lo surge quando analisamos os efeitos que seu descarte inadequado pode provocar. Constituído de sulfato de cálcio di-hidratado – CaSO4.2H2O – para sua produção, a solubilização do material provoca a sulfurização dos solos, contaminação dos lençóis freáticos e em aterros sanitários pode ocasionar dissolução dos componentes, tornando-o inflamável (OLIVEIRA, 2016; HENDGES, 2013). A ideia proposta tem o objetivo de tornar a indústria da construção civil sustentável, reutilizando os resíduos de gesso para minimizar os entulhos e os danos que o mal descarte causa.

3. SOLUÇÃO CONSTRUTIVA PARA O ESPERDÍCIO DE GESSO NA ENGENHARIA

Na atualidade, por ter uma utilidade ampla no campo das construções o gesso é o material que mais gera resíduos sólidos. Tendo em vista gerar racionalização nas obras e preservar os polos de gipsita, foi desenvolvida a confecção de tijolos sustentáveis para fazer a reutilização do gesso para a alvenaria, como mostra a figura 1.  O intuito é gerar a chamada obra limpa, onde o lixo se torna produto para outra.

Figura 1 – Tijolos feitos de gesso

Fonte: Autorais, 2019.

O tijolo confeccionado foi baseado no tijolo solo-cimento, pois diferente do bloco cerâmico convencional ele não faz uso de queima para a sua solidificação eliminando os fornos das olarias e a emissão de CO2. Gerando, portanto, a redução significativa nas toneladas de dejetos que são descartadas cotidianamente. (KOCHEM, 2016; ALBUQUERQUE, 2007)

4. REBOCO DA ALVENARIA

O reboco é uma massa de areia, cimento e aditivos impermeabilizantes (argamassa), passada ao longo da alvenaria, com intuito de tapar fissuras, buracos, imperfeições e inibir a entrada de água para não atrair imperfeições ao longo da construção. Preparado para receber a pintura ou instalação de cerâmica, o reboco é utilizado como uma camada impermeabilizante que gera grande estética ao ambiente. (LIMA, 2013; SUDECAP, 2018).

Um grande potencial dos tijolos de solo-cimento e dos tijolos feitos de gesso é que não necessitam do uso de reboco, somente de um acabamento em verniz ou resina que iniba a entrada de água em seu interior, o design permite um ambiente agradável, rústico e elegante, como mostrado na figura 2.

Figura 2 – Modelos de acabamento de tijolos eco: A – Parede resinada; B – Parede vernizada; C – Parede pintada de branco

Fonte: DECORARFACIL, 2019.

Para as pessoas que se opõem a utilizar do acabamento rústico, como mostra a figura acima, destaca-se que seja feito o emassamento da parede, um reboco extremamente fino, cerca de 0,5 cm de espessura, usado para tapar superfícies que não necessitam do uso da cobertura convencional. Tem-se dois tipos de emassamento dos tijolos eco: com o uso de gesso e o uso de argamassa de exteriores (SUDECAP, 2018).

O emassamento de gesso pode ser aplicado em contato direto aos tijolos quando a estrutura está finalizada, seu custo é relativamente menor, pois não há tanto desperdício e é de rápida aplicação conseguindo dar um bom acabamento à parede, cobrindo-a totalmente e formando uma superfície lisa, uniforme e sem irregularidades. Usualmente é colocado no interior da obra em áreas secas como quartos, salas, rol, entre outros, pois o gesso (não trabalhado) carece de resistência em áreas molhadas, sendo permeável. Por esse motivo é necessário ser executado de forma correta, evitando que ocorra fissuras futuramente (FERREIRA e FORTES, 2017).

A argamassa de uso exterior também pode entrar em contato direto com os tijolos, por ser uma mistura de cimento, areia e cal que apresenta uma camada solida, suportando o contato com água, que o protege contra possíveis infiltrações. Por isso, pode ser aplicado em áreas molhadas e no exterior da alvenaria, apresentando resistência à força do tempo e impermeabilidade à água. (GIORGI et al., 2018; MUÁ, 2018)

O uso das paredes sem reboco vem sendo usadas como decoração de ambientes como mostrado na figura 3, e é uma forma de economia.

Figura 3 – Decoração de ambiente com a pintura de tijolos eco

Fonte: HOMETEKA,2018.

· Vantagens

  1. Diminui os impactos ambientais, eliminando resíduos de gesso, utilização de lenha, por não precisar ser cozido, e a emissão de gases de efeito estufa provocado pela queima;
  2. Boa aparência, gera poucos escombros, alvenaria não exige reboco ou emassamento;
  3. Custo menor que uma obra de alvenaria, pois reduz gasto com cimento e ferro;
  4. São usados os próprios vãos internos, assim reduz o uso de caixarias, na montagem de pilares e vigas;
  5. Atende a resistência a compressão de acordo com a ABNT;
  6. Tempo menor de construção devido aos encaixes;
  7. Alinhamento é prumo são feitos de forma mais prática;
  8. Os buracos do bloco facilitam a colocação de tubos e fiações permitindo um encaixe adequado das unidades;
  9. Os furos no meio dos tijolos formam câmaras de ar que garantem isolamento térmico e acústico (APOLINARIO, 2015; BARROS, 2010; SILVA, 2008; BARDELLA; SANTOS; CAMARINI, 2004).

· Desvantagens

  1. Secagem muito rápida, limitando a produção;
  2. Recomenda-se que seja utilizado impermeabilizante, devido a absorção de água;
  3. É necessária mão de obra qualificada;
  4. O gesso tem baixa resistência a choques;
  5. Recomenda-se ser utilizado após quinze dias, para ter adquirido a resistência necessária.

5. MATERIAIS UTILIZADOS E MÉTODOS

O experimento foi conduzido no polo da Construins/Leko Design Anápolis-GO, Centro Tecnológico da UniEvangélica e no Laboratório de Concreto CTMC. Com o intuito de determinar o teor de umidade no corpo de prova, por meio do método estipulado pela norma ABNT NBR 8492:2012, deliberando a resistência à compressão no tijolo solo cimento seguindo a ABNT NBR 8492:2012. Afim de determinar o seu uso estrutural.

Os materiais utilizados foram: 180 litros de gesso triturado proveniente do descarte de construção civil, balança de precisão, 45 litros de água, 60 kg de Cimento Portland Cp-v ari, 3,5 litros de impermeabilizante, 6,300 kg de pó de brita, prensa de ruptura manual e digital, pallets, trena, esquadro, carrinho de mão, estufa, espátula, bandejas de aço, câmara úmida, prensa automática Alroma, cerra mármore e nível de bolha.

O processo de segregação e coleta do gesso parte da separação dos resíduos que foram utilizados por uma construtora, no canteiro de obras. O gesso deve ser separado dos entulhos e armazenado em local seco, para que não aconteça a contaminação, pois quando esta ocorre ele não pode ser reaproveitado. Os tijolos são iniciados com a coleta de entulho de gesso em caçambas de obras, para secar e em seguida é triturado criando a matéria prima dos tijolos recicláveis. A ideia principal é constituída na relação do tijolo de solo cimento para a criação do tijolo de gesso cimento, ao finalizar o processo da criação dos tijolos, foram feitos assim um traço no qual contém pó de brita, obtendo outro modelo de tijolo com testes, utilizando alguns litros de gesso que restou, com o intuito de dar continuidade futuramente.

Na fábrica Leko Design com a matéria prima pronta e feita a mistura dos agregados, para adquirir uma massa homogênea, logo em seguida é colocada na prensa automática Alroma. Enfim, para os tijolos de gesso-cimento, em um carrinho de mão foi colocado a relação de gesso, cimento, água e impermeabilizante líquido (Vedacit) misturado na água, a fim de vedar a entrada de umidade e líquidos. Depois de misturar os materiais tornou-se uma massa homogênea, e em seguida levada para a prensa automática Alroma.

Com capacidade de produzir cerca de 2500 tijolos por dia, sendo seus pistos calibrados em 8 MPa de compressão para cada tijolo que passar por ela, a forma dos tijolos tem as seguintes medidas: 25×12,5×6,25 com diâmetro do graute de 6,5. O princípio deste tijolo consistente em obter a resistência estabelecida pela norma que é no mínimo 2 MPa, absorção de água, e um tijolo de qualidade.

Posteriormente, ao término dos tijolos de gesso e com as sobras de materiais, foi dado início ao segundo tijolo, no qual se adiciona um agregado graúdo sendo o pó de brita. Em um recipiente constituiu uma mistura de pó de gesso, pó de brita, cimento e Vedacit dissolvido em água, sendo a mesma metodologia do tijolo gesso-cimento, para adquirir sua massa de moldagem. Todos os tijolos feitos foram armazenados em pallets de madeira, envolvidos por plástico para não trincar com a reação do cimento e realizando a troca de calor no início de sua cura.

No decorrer de cinco dias de cura foram tirados dos pallets 21 tijolos de gesso, 4 de brita-cimento e 15 solo-cimento para que assim fossem cerrados ao meio, no sentido vertical da sua maior dimensão, para o preparo do capeamento nas bases, por conseguinte realizar os testes de ruptura dos mesmos segundo a norma NBR 8492:2012.

Para o ensaio de compressão é necessário fazer o capeamento, sendo uma fina camada de pasta de água e cimento, nivelando as bases separadamente, ao executar o assentamento das partes cerradas, após 24 horas é superposto as duas metades obtidas, de forma que as suas superfícies cortadas sejam invertidas, ligando-as com uma fina massa de cimento, assim são nivelados para que no momento de ruptura nenhum local receba mais força que as demais.

Ao decorrer o período de 24 horas, são pesados para verificar sua massa seca e levados para a câmara úmida onde passará 24 horas recebendo umidade averiguando assim sua capacidade de absorção de água.

Posteriormente, no prazo estipulado por norma, os corpos de prova são tirados da água e são pesados, tendo assim os valores das massas saturadas de cada tijolo. São anotados seus pesos, para o cálculo de absorção, nos corpos de prova que foram realizados o capeamento são secados por um pano para ser levado à prensa de ruptura e a cotação dos MPa que suportarão.

· Ensaio de Resistência a Compressão

Neste ensaio foram selecionados os tijolos (solo-cimento), tijolos com pó de brita para a comparação com os tijolos de gesso, o objetivo principal da pesquisa.

Embasado na NBR 8492:2012 foi realizado o capeamento de todos os tijolos da seguinte forma:

i. Com a serra mármore foram cortados os tijolos ao meio perpendicular à maior face do tijolo;

ii. As extremidades dos tijolos foram cobertas com uma fina camada de pasta de cimento Cp II nivelando suas bases, após o período de 24 horas, ambas as partes foram unidas por pasta, sendo nivelado por nível de bolha para não ter a superfície de atrito mal distribuído;

iii. Após 24 horas com a pasta seca, o corpo de prova (figura 4) é pesado para ser levado para imersão em água;

Figura 4 – Corpos de prova

Fonte: autorais, 2019.

iv. 24 horas imerso em água os corpos de prova são retirados para extrair o excesso de água, escorrendo por 2 horas;

v. Posteriormente é pesada a massa saturada;

vi. O corpo de prova é colocado centralizado entre os pratos da prensa hidráulica de ensaio à compressão;

vii. O técnico responsável inicia a aplicação da compressão no corpo de prova de maneira uniforme e marca os resultados obtidos em Kgf.

Figura 5 – Imagem de prensa hidráulica em uso

Fonte: autorais, 2019.

 

Figura 6 – Corpo de prova de gesso rompido

Fonte: autorais, 2019.

A tensão máxima de ruptura a compressão foi obtida em Kgf e transformado em MPa. Este ensaio foi realizado por três vezes, repetindo este mesmo processo nos demais tijolos em diferentes dias estipulados.

· Resultado da Compressão

Os corpos de prova de solo-cimento e gesso-cimento foram constituídos nas três etapas, os de brita-cimento os testes foram realizados com 14 e 21 dias. Os seguintes resultados estão descritos nas tabelas a seguir:

Tabela 1 – Teste de compressão em amostras de tijolos de solo-cimento

Ensaio realizado com 8 dias
Nº do tijolo Massa(g) Área média(mm3) Resistência à compressão (MPa) Média Fbk
1 4715 162,5 1,4 1,9 1,4
2 4865 175,5 1,41 1,9 1,4
3 4730 169 1,93 1,9 1,4
4 4905 162,5 2,38 1,9 1,4
5 4320 162,5 2,38 1,9 1,4
Ensaio realizado com 14 dias
Nº do tijolo Massa(g) Área média(mm2) Resistência à compressão (MPa) Média Fbk
1 4420 162,5 2,38 2,83 2,38
2 4500 162,5 2,51 2,83 2,38
3 4515 162,5 2,88 2,83 2,38
4 4530 162,5 3,12 2,83 2,38
5 4570 162,5 3,25 2,83 2,38
Ensaio realizado com 21 dias
Nº do tijolo Massa(g) Área média(mm2) Resistência à compressão (MPa) Média Carga de ruptura (Kgf)
1 4485 169 3,1 3,56 5.330
2 4365 169 3,6 3,56 6.260
3 4425 162,5 4,1 3,56 7.130
4 4445 162,5 3,7 3,56 6.410
5 4410 162,5 3,3 3,56 5.740

Fonte: autorais, 2019.

Tabela 2 – Teste de compressão em amostras de tijolos de gesso e cimento

Ensaio realizado com 8 dias
Nº do tijolo Massa(g) Área média(mm3) Resistência à compressão (MPa) Média Fbk
1 4165 162,5 0,53 1,09
2 4180 162,5 0,66 1,09
3 4005 156,6 0,81 1,09
4 4310 162,5 1,15 1,09
5 4050 169 1,24 1,09
6 4145 162,5 1,4 1,09
7 3745 156,6 1,84 1,09
Ensaio realizado com 14 dias
Nº do tijolo Massa(g) Área média(mm2) Resistência à compressão (MPa) Média Fbk
1 3585 162,5 1,89 2,4 1,89
2 3585 156,3 2,23 2,4 1,89
3 3665 162,5 2,26 2,4 1,89
4 3675 162,5 2,38 2,4 1,89
5 3720 162,5 2,51 2,4 1,89
6 4000 156,3 2,73 2,4 1,89
Ensaio realizado com 21 dias
Nº do tijolo Massa(g) Área média (mm2) Resistência à compressão (MPa) Média Carga de ruptura (Kgf)
1 3755 162,5 3,6 3,69 6.200
2 4000 162,5 3,1 3,69 5.390
3 3315 162,5 4 3,69 6.820
4 4280 162,5 4,1 3,69 7.080
5 3715 162,5 3,5 3,69 5.920
6 3570 162,5 3,8 3,69 6.630
7 4070 162,5 3,68 3,69 6.010

Fonte: autorais, 2019.

Tabela 3 – Teste de compressão em amostras de tijolos de gesso, brita e cimento

Ensaio realizado com 14 dias
Nº do tijolo Massa(g) Área média(mm2) Resistência à compressão (MPa) Média Fbk
1 4510 162,5 3,6 3,75 3,9
2 4085 162,5 3,9 3,75 3,9
Ensaio realizado com 21 dias
Nº do tijolo Massa(g) Área média (mm2) Resistência à compressão (MPa) Média Carga de ruptura (Fbk)
1 4400 156,3 4,4 4,53 4,4
2 4020 156,3 4,66 4,53 4,4

Fonte: autorais, 2019.

Figura 7 – Gráfico de compressão em tijolos: Centro Tecnológico UniEvangélica (2019)

Fonte: autorais, 2019.

6. RESULTADO DO GRÁFICO AOS 21 DIAS

Nos dias oito e quatorze os ensaios foram realizados no laboratório de concreto CTMC (Conhecimento de Transporte Multimodal de Cargas), onde cada corpo de prova esteve submetido à prensa mecânica, após haver o rompimento, obtém-se os valores em kgf. Para encontrar os valores de acordo com exigido pela norma, calcula-se a área de cada tijolo, e no laboratório de concreto, os cálculos são transformados em MPa. Já os ensaios feitos aos 21 dias foram executados no centro tecnológico da UniEvangélica, por uma prensa mecânica, os valores são demostrados pelo gráfico acima.

Nas tabelas estão representados os valores de compressão médios e individuais, a partir dos resultados obtidos, pode-se verificar que com oito dias alguns tijolos de solo-cimento atingiram os valores exigidos pela norma, mas os de gesso-cimento não são recomendados para o uso devido aos valores encontrados no ensaio. Com o decorrer do tempo e das ações dos agregados, que contém em cada tijolo, pode-se observar os resultados demonstrados na tabela dentre o período de 14 e 21 dias, esses foram superiores ao exigido pela NBR 10836, em que se deve apresentar a média dos valores de resistência à compressão, igual ou maior que 2 MPa e valores individuais iguais ou maiores que 1,7 MPa.  Cabe ressaltar que os tijolos de gesso-cimento atingiram aproximadamente o dobro da média exigida pela norma, enquanto os tijolos de gesso com cimento e brita tiveram valores superiores ao dobro da média.

· Ensaio de absorção de água

As amostras para o ensaio de absorção de água foram feitas com três tipos de tijolos, sendo de solo-cimento disponibilizado pela empresa Leko Design, gesso com cimento e gesso com cimento e pó de brita. Foram pesados os tijolos, todos com temperatura ambiente, obtendo-se assim a massa M1 do tijolo seco. Logo em seguida foram colocados em um recipiente com água por um período de 24 horas. (NBR 8492, 2012)

Após este período, foram retirados do recipiente, aguardado um tempo para que os mesmos escorressem, na sequência foi pesado, obtendo assim a massa M2 do tijolo saturado.

Figura 8 – Amostra de tijolos imersos em água

Fonte: autorais, 2019.

Com base na equação representada a seguir, os resultados correspondem ao valor da capacidade de absorção de água em cada amostra. Já a absorção média fora determinada pela média aritmética.

Figura 9 – Imagem de amostra de tijolo saturado sendo pesado

Fonte: autorais, 2019.

Utilizando a fórmula seguinte, de acordo com a NBR 8492:

A= (M1 – M2) / M1 * 100

M1: Massa do tijolo seco

M2: Massa do tijolo saturado

A: Absorção de água em porcentagem

· Resultado absorção de água

O ensaio foi realizado com 8, 14 e 21 dias após a fabricação, para os de brita-cimento com 14 e 21 dias. E demostraram os seus valores individuais e médios, de acordo com a NBR 8492.

Tabela 4 – Resultado absorção de água em tijolo de solo cimento

Ensaio realizado com 8 dias
Nº do tijolo Massa seca (g) Massa saturada (g)  % de absorção de água individual Média de absorção de água
1 3455 3615 4,63 2,88
2 3505 3550 1,28 2,88
3 3470 3665 5,62 2,88
4 3505 3555 1,42 2,88
5 3480 3530 1,44 2,88
Ensaio realizado com 14 dias
Nº do tijolo Massa seca (g) Massa saturada (g) % de absorção de água individual Média de absorção de água
1 3435 3665 6,69 7,46
2 3425 3635 6,13 7,46
3 3440 3665 6,54 7,46
4 3420 3740 9,36 7,46
5 3375 3665 8,59 7,46
Ensaio realizado com 21 dias
Nº do tijolo Massa seca (g) Massa saturada (g) % de absorção de água individual Média de absorção de água
1 3445 3715 7,83 8,68
2 3360 3605 7,29 8,68
3 3400 3710 9,12 8,68
4 3385 3665 8,27 8,68
5 3400 3770 10,88 8,68

Fonte: autorais, 2019.

Tabela 5 – Teste de absorção em amostras de tijolos de gesso cimento

Ensaio realizado com 8 dias
Nº do tijolo Massa seca (g) Massa saturada(g) % de absorção de água individual Média de absorção de água
1 2645 2700 2,07 2,80%
2 2595 2655 2,31 2,80%
3 2825 2920 3,36 2,80%
4 3150 3210 1,9 2,80%
5 2685 2755 5,77 2,80%
6 2600 2660 2,3 2,80%
7 2235 2280 2,01 2,80%
8 2545 2610 2,55 2,80%
Ensaio realizado com 14 dias
Nº do tijolo Massa seca (g) Massa saturada(g) % de absorção de água individual Média de absorção de água
1 3010 3415 13,45 11,51%
2 2925 3385 15,72 11,51%
3 2540 3105 22,24 11,51%
4 3000 3210 7 11,51%
5 3205 3400 6,08 11,51%
6 3105 3310 6,6 11,51%
7 2635 2885 9,48 11,51%
Ensaio realizado com 21 dias
Nº do tijolo Massa seca (g) Massa saturada(g) % de absorção de água individual Média de absorção de água
1 2615 3285 25,62 22,69%
2 2745 3340 21,67 22,69%
3 2825 3550 25,66 22,69%
4 2700 3200 18,51 22,69%
5 2320 2945 26,94 22,69%
6 2395 2995 25,05 22,69%
7 2855 3295 15,41 22,69%

Fonte: autorais, 2019.

Tabela 6 – Teste de absorção em amostras de tijolos de gesso brita e cimento

Ensaio realizado com 14 dias
Nº do tijolo Massa seca (g) Massa saturada (g) % de absorção de água individual Média de absorção de água
1 3015 3430 13,76 10,71
2 3116 3355 7,67 10,71
Ensaio realizado com 21 dias
Nº do tijolo Massa seca (g) Massa saturada (g) % de absorção de água individual Média de absorção de água
1 3105 3495 12,56 12,06
2 3075 3435 11,71 12,06
3 2980 3335 11,91 12,06

Fonte: autorais, 2019.

De acordo com os resultados apresentados nas tabelas e realizados os cálculos para absorção individual e absorção média, que é feita pela média aritmética das repetições de cada modelo de tijolo, analisa-se que o tijolo solo-cimento e tijolo de gesso com cimento e pó de brita estão de acordo com as determinações da norma para seu uso estrutural. Entretanto, o tijolo composto por gesso e cimento aos vinte e um dias, apresentou absorção de água superior aos valores permitidos pela norma.

De acordo com a NBR 10836, deve-se apresentar a média dos valores de absorção de água igual ou menor que 20% e valores individuais iguais ou menores que 22%.  Cabe ressaltar, que para uso dos tijolos de gesso com cimento deve ser aplicado um impermeabilizante, para impedir a entrada excessiva de água no seu interior, tendo então um tijolo sustentável e econômico.

7. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os resultados obtidos demostraram que os tijolos de gesso podem ser plenamente viáveis, mantendo as características físicas e mecânicas do gesso convencional, fazendo-o voltar para o canteiro de obras de forma reciclável e consciente, com a grande vantagem de todo o processo da fabricação não gerar dióxido de carbono.

O desenvolvimento de novos materiais e uso de novas tecnologias destinadas a engenharia civil e aos canteiros de obras, contribui-se para um mundo sustentável, com o uso de materiais reciclados; contribui-se para o avanço habitacional, fazendo obras limpas, onde os resíduos de uma construção são tratados e se tornam materiais para outras novas, proveniente de seu uso abrandam o descarte inadequado, evitando a contaminação dos solos, das águas, doenças populacionais e perversão visual.

Com os testes realizados podemos concluir que os tijolos de gesso-cimento são uma opção a ser analisada para o mercado, pelas qualidades redigidas e pela sua resistência estrutural. Mesmo não se adquirindo resistência nos primeiros testes, mas devido a ação dos agregados e o tempo, apresentou resultados satisfatórios, sendo que aos 21 dias a compressão é aproximadamente o dobro exigido pela norma.

Entretanto obteve uma absorção de água superior ao exigido pela norma aos 21 dias, sendo que o impermeabilizante não conteve a absorção necessária. Recomenda-se que seja realizado teste utilizando outra impermeabilização externa ou outra dosagem de impermeabilizante que seja satisfatório para a impermeabilização, devido à absorção de água. Os testes dos corpos de prova que continha pó de brita apresentaram grande avanço, tento resultados satisfatórios no teste de compressão, quanto no teste de absorção de água, sendo importante a realização de novos testes para melhor avaliação.

Em virtude dos fatos mencionados é necessária uma pesquisa levando em consideração o custo de fabricação dos tijolos ecológicos, desde sua coleta até sua venda. E, ainda, realizar o teste de absorção de água com o tempo superior ao realizado neste artigo para uma análise específica.

8. REFERÊNCIAS

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[1] Graduando Engenharia Civil.

[2] Graduando Engenharia Civil.

[3] Orientador.

Enviado: Outubro, 2020.

Aprovado: Fevereiro, 2021.

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