A importância de impermeabilização na construção civil. Uma revisão sobre sua importância

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CONTEÚDO

ARTIGO DE REVISÃO

FUENTES, Fabiolla de Lima [1], FERREIRA, Matheus Alves [2], CECHELEIRO, Adelmo Henrique [3]

FUENTES, Fabiolla de Lima. FERREIRA, Matheus Alves. CECHELEIRO, Adelmo Henrique. A importância de impermeabilização na construção civil. Uma revisão sobre sua importância. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 05, Ed. 11, Vol. 08, pp. 74-83. Novembro de 2020. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/engenharia-civil/impermeabilizacao-na-construcao

RESUMO

A impermeabilização é importante tendo em vista que o emprego da mesma impede diversos tipos de manifestações patológicas e outros fatores problemáticos em uma construção. Desta forma, se faz necessário realizar estudos para prevenção de infiltrações em toda estrutura a ser edificada, estes fatores importantes devem estar previstos em projeto. Os problemas causados pela infiltração podem gerar entre tantos problemas, o atraso na obra e aumento no custo total dela ou no reparo das patologias. Buscou-se neste artigo apresentar a importância de impermeabilização na construção civil. Para que isso ocorra, realizou-se uma pesquisa de artigos, monografias, dissertações e teses, utilizando as palavras-chaves nesses indexadores. A partir dessa revisão conclui-se que a impermeabilização se dá então em detrimento ao cuidado com a obra desde o projeto para que seja evitado problemas provenientes de infiltração nas estruturas.

Palavras-chaves: Impermeabilização, patologias, construção civil, engenharia.

1. INTRODUÇÃO

A impermeabilização é impreterível para que sejam minimizados e por vezes até mesmo evitados diversos tipos de fatores negativos desde a concepção do projeto, até toda vida útil do empreendimento. Soares (2014) fala que com a exigência de qualidade cada vez maior no setor da construção e devido a criação da Norma de Desempenho, observa-se cuidado progressivo por parte das construtoras em relação a qualidade das edificações no que diz respeito a impermeabilização.

Para Barbosa (2018) os sistemas de impermeabilização são de extrema importância e fundamentais para a edificação, pois se sabe que a água é um dos agentes degradadores de diversos materiais de construção.

Ainda segundo esta mesma autora, é importante realizar estudos antes da edificação da obra para que seja previsto em projeto alguma futura interferência de agentes externos. Pois se sabe que o custo para eliminação de patologias provavelmente será maior do que aplicar uma prevenção, que além dos métodos de correção das patologias, essas adequações talvez não possam ser executadas como se espera devido a limitações de interferência no edifício.

De acordo com Oliveira (2015), quanto mais atraso para o planejamento e conseguinte execução dos processos relacionados à impermeabilização, mais caro o processo final. Falhas no projeto e execução da impermeabilização em um empreendimento poderá elevar seu custo em até 15 vezes mais, sendo que no valor global este custo implicará em até 3% do valor da obra, conforme apresentado na Figura 1.

Figura 1 – Custo da Impermeabilização em relação ao tempo de obra.

Fonte: Righi (2009, p.17).

É fundamental a atenção com o planejamento da obra no aspecto da escolha do sistema de impermeabilização, principalmente pelo elevado custo associado para realizar as tratativas das patologias como infiltrações. Segundo Pinetti (2012), cada fase do projeto e da construção de uma obra é determinante para prevenir as patologias. Para as devidas proteções às intempéries o responsável técnico poderá avaliar nos projetos e edificações fatores como solo, chuva e projeto hidrossanitário.

Este trabalho trata-se de um artigo de revisão como trabalho de conclusão de curso que objetiva fazer uma análise na bibliografia sobre a importância da impermeabilização na construção civil de um modo geral mediante os riscos de patologia.

2. REFERENCIAL TEÓRICO

2.1 A ÁGUA E A INFILTRAÇÃO

As manifestações patológicas em uma edificação são causadas em sua grande maioria diretamente e indiretamente devido a água, sendo estes problemas de difíceis soluções. Os prejuízos causados pela ação maléfica da água em uma estrutura podem gerar prejuízos financeiros, danos materiais de objetos e móveis dentro do prédio, estresse, desconforto aos usuários. Podem ainda, desenvolver problemas respiratórios e alérgicos nos residentes (SIQUEIRA, 2018).

A umidade é uma das maiores responsáveis por patologias na construção civil e pode ocorrer durante toda a vida útil dos materiais. Quase metades dos defeitos associados a uma construção são por causa da umidade (SANTANA; ALEIXO, 2017). Segundo os autores supramencionados, a água infiltra pela espessura capilar da superfície das estruturas.

Segundo Siqueira (2018), podemos ter formas distintas da ação da água nas edificações, sabendo qual o tipo de infiltração pode-se adotar a melhor estratégia de conter os avanços das manifestações patológicas. Na Figura 2 pode-se visualizar uma mesma edificação que sofre com todos os tipos de atuação dos fluidos.

Figura 2 Atuação dos fluídos em uma edificação

Fonte: Pozzobon (2007 apud SIQUEIRA, 2018, p. 22).

2.2 NECESSIDADE E IMPORTÂNCIA DE IMPERMEABILIZAR

No que diz respeito a assistência técnica dos donos de empresas de Construção Civil – as manifestações patológicas relacionadas às falhas nos sistemas impermeabilizantes representam uma quantidade expressiva dos problemas vinculados a execução de obras. A complexidade dos sistemas relacionados à impermeabilização envolve tanto os materiais envolvidos quanto não conformidades no aspecto de execução da obra em si (RODRIGUES et al., 2016).

De acordo com os autores supramencionados, a importância de a impermeabilização dar-se a fatores ligados a proteção das edificações contra intempéries e conseguintes manifestações patológicas. Problemas com patologias tem relação direta com a tentativa de economizar no custo das obras escolhendo mal os materiais utilizados, contratação de mão de obra menos onerosa, logo, menos especializada para a execução dos serviços relacionados a impermeabilização. Essas medidas podem causar infiltrações que tendem a reduzir a vida útil das estruturas.

De acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) (2010), o tipo de material principal da camada impermeabilizante define propriamente o tipo de impermeabilização, sendo classificados basicamente em cimentícios, asfálticos e poliméricos.

2.3 DA PARTE DE PROJETOS

De acordo com a ABNT (2010) duas etapas constituem o projeto de impermeabilização. Atuam de forma complementar fornecendo informações como por gráficos e descrição das escolhas relacionadas a impermeabilização a ser adotada.

a) Projeto básico: nesta etapa, há uma grande preocupação com a compatibilização com os demais projetos, a fim de equacionar as possíveis interferências.

b) Projeto executivo: podendo ser executado pós-liberação do projeto de arquitetura, contudo podendo ser iniciado antes do início da execução das fundações da construção.

Além dos tipos de projetos, para Vieira (2018), é importante separar a impermeabilização em tipo flexível e tipo rígido. Para a autora em questão deficiências técnicas de preparo e execução da impermeabilização podem gerar falhas e possibilitar a passagem de água nos poros dos materiais. A Impermeabilização tipo flexível são aplicadas em zonas de fissuração. Geralmente em áreas abertas onde há extrema variação de temperatura, como piscinas e reservatórios. Impermeabilização tipo rígido são aplicadas em locais onde não permite fissuração, como em áreas onde há pouca influência de intempéries.

No âmbito da construção civil do Brasil, é mais comum que seja utilizado argamassa polimérica (Figura 3) e manta asfáltica (Figura 4) como impermeabilizantes.

Figura 3 Aplicação de Argamassa para Impermeabilização

Fonte: Rodrigues, Sobrinho Junior e Lima (2016).

Figura 4 Impermeabilização com aplicação de manta asfáltica com maçarico

Fonte: Rodrigues, Sobrinho Junior e Lima (2016).

De forma mais genérica, a construção civil faz maior utilização da ABNT (2008), que determina que o processo de impermeabilização em edificações prediais deve ser dividido em três fases, basicamente: a atividade preliminar, processo de impermeabilizante e, por último, proteção da impermeabilização.

2.4 CAUSAS DA FALTA DA IMPERMEABILIZAÇÃO OU MÁ EXECUÇÃO

Podemos conceituar a patologia como sendo a ciência que se encarrega de estudar os mecanismos relacionados a deterioração, anomalias ou problemas de uma construção. Estes mecanismos que estamos falando podem ser gerados na elaboração dos projetos, durante a execução da obra (ou má execução dela), ou mesmo durante sua vida útil. Podemos considera-la também, segundo Siqueira (2018), como algum tipo de degradação. Resumidamente, é o efeito de uma determinada ocorrência, sendo apresentada na Figura 5 as maiores causas de manifestações patológicas.

Figura 5 – Causas de Patologias

Fonte: Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia do Rio Grande do Sul (IBAPE-RS) (2013).

Como já dito no decorrer deste trabalho, essas patologias podem ocorrer por vários motivos. Podem ser devido à má formulação do projeto (isso inclui o mau desempenho em relação a agentes pluviais), obra má executada ou durante a vida útil da edificação.

Para Righi (2009), as possíveis causas da incidência das patologias por conta de má impermeabilização podem ser: escolha inadequada de materiais; inadequação por quantidade inferior de argamassa de regularização; execução dos cantos e arestas de forma irregular (sem arredondar); execução indevida da impermeabilização sobre superfície empoeirada (atrapalhando a aderência resultante); não cuidado com o afinamento das camadas de emulsão asfáltica como medida para “economizar” tempo; falhas nas emendas; além de mantas perfuradas devido a presença de areais nos sapatos, entre outros. Se não observadas todas as orientações, este tipo de problema pode trazer consigo maiores consequências como danos à saúde dos usuários acarretando em ações na justiça, grandes gastos para recuperação e desvalorização do imóvel.

O desempenho da impermeabilização está diretamente relacionado à mão-de-obra especializada e, de acordo com a ABNT (2008) e aos materiais empregados, além de atender a algumas obrigatoriedades sendo todas elas listadas na ABNT (2010).

3. METODOLOGIA

Este trabalho trata-se de uma revisão bibliográfica. Buscou-se neste artigo apresentar trabalhos já publicados que abordem a importância da impermeabilização em obras.

Para que isso ocorresse, realizou-se uma pesquisa de artigos, monografias, dissertações e teses. Foram utilizados três bases principais para a pesquisa, a plataforma da Capes/CNPq, Google Acadêmico e Scielo, utilizando as palavras-chaves nesses indexadores.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Observou-se que as manifestações patológicas continuam sendo um entrave nas construções. Na maioria das causas da manifestação destas patologias estão em destaque a má formulação de projeto e a má execução do mesmo.

Os cuidados com as estruturas devem ser tomados desde a fase de projeto, desta forma, mesmo que exista possibilidade de aparecerem patologias, as chances serão reduzidas. Cabe salientar que as correções para tratar a incidência de manifestações patológicas por falta de impermeabilização são fundamentais para que o desempenho estrutural não seja comprometido.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 9574: Impermeabilização – Seleção e projeto. Rio de Janeiro: ABNT, 2008.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 9575: Execução de impermeabilização. Rio de Janeiro: ABNT, 2010.

BARBOSA, Rafael Madeira Estevam. Patologia da impermeabilização de edificações: aspectos técnicos e metodológicos. 2018, Trabalho de conclusão de curso (Bacharelado em Engenharia Civil) – Escola Politécnica, Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2018. Disponível: http://monografias.poli.ufrj.br/monografias/monopoli10023223.pdf. Acesso: 25 set. 2020.

INSTITUTO BRASILEIRO DE AVALIAÇÕES E PERÍCIAS DE ENGENHARIA DO RIO GRANDE DO SUL. Patologia da Construção Civil: Principais Causas. Disponível em: http://ibape-rs.org.br/2013/06/patologia-da-construcao-civil-principais-causas/. Acesso em: 28 ago. 2020.

OLIVEIRA, Michel Vinícius Takahashi de. Avaliação das causas e consequências das patologias dos sistemas impermeabilizantes – um estudo de caso. 2015. Trabalho de Graduação (Bacharelado em Engenharia Civil) – Faculdade de Engenharia do Campus de Guaratinguetá, Universidade Estadual Paulista, Guaratinguetá, 2015. Disponível em: https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/139165/000864040.pdf?sequence=1&isAllowed=y. Acesso em: 25 set. 2020.

PINETTI, Cinthia Cristina Hidrata. Impermeabilização em lajes de cobertura: análise da execução com sistema flexível de manta asfáltica. 2012. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização em Construções Civis: Excelência Construtiva e Anomalias) – Programa de Pós-Graduação Latu Sensu em Construções Civis: Excelência Construtiva e Anomalias, Universidade Presbiteriana Makenzie, São Paulo, 2012. Disponível em: http://dspace.mackenzie.br/bitstream/handle/10899/213/CINTHIA%20CRISTINA%20HIRATA%20PINETTI1.pdf?sequence=1&isAllowed=y>. Acesso em: 25 set. 2020.

RIGHI, Geovane Venturini. Estudos dos sistemas de impermeabilização: Patologias, prevenções e correções: Análise de casos. 2009. Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil) – Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil, Universidade Federal de Santa Maria, 2009.

RODRIGUES, Renato Moura; SOBRINHO JÚNIOR, Antônio da Silva; LIMA, Evelyne Emanuelle Pereira. Erros diagnósticos e soluções de impermeabilização na construção civil. InterScientia, v. 4, n. 2, p. 19-33, 2016. Disponível em: https://periodicos.unipe.br/index.php/interscientia/article/view/513. Acesso em: 25 set. 2020.

SANTANA, Bruna Vieira, ALEIXO, Isabella Venâncio. Avaliação da absorção por capilaridade de argamassas para revestimento com diferentes aditivos impermeabilizantes. Brasília, 2017. Disponível em: https://www.publicacoesacademicas.uniceub.br/pic/article/view/5493. Acesso em: 25 set. 2020.

SIQUEIRA, Vivian. Impermeabilização em obras de construção civil – estudos de casos patologias e correções. 2018. Trabalho de Graduação (Bacharelado em Engenharia civil) – Universidade do sul de Santa Catarina, Palhoça, Disponível em: https://www.riuni.unisul.br/bitstream/handle/12345/5010/TCC%20%20VIVIAN%20DE%20SIQUEIRA%20.pdf?sequence=1&isAllowed=y. Acesso em: 25 set. 2020.

SOARES, Felipe Flores. A importância do projeto de impermeabilização em obras de construção civil. 2014. Trabalho de conclusão de curso (Bacharelado em Engenharia Civil) – Escola Politécnica, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2014. Disponível em: http://monografias.poli.ufrj.br/monografias/monopoli10012331.pdf. Acesso em: 25 set. 2020.

VIEIRA, Lady Fabiany Barreto. Sistemas impermeabilizantes na construção civil. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento, ano 3, v. 1, ed. 12, p. 05-17, dez 2018. ISSN:2448-0959. Disponível em: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/engenharia-civil/impermeabilizantes?pdf=23311. Acesso em: 25 set. 2020.

[1] Estudante de Engenharia Civil.

[2] Estudante de Engenharia Civil.

[3] Orientador. Engenheiro Civil.

Enviado: Outubro, 2020.

Aprovado: Novembro 2020.

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