Prática Docente na Educação Profissional Técnica

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Prática Docente na Educação Profissional Técnica
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BOVE, Márcio da Silva Pereira [1]

ALMEIDA, Yara de Souza [2]

PEREIRA, Jamile Olívia Bove Silva [3]

BOVE, Márcio da Silva Pereira; et.al. Prática Docente na Educação Profissional Técnica. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Edição 08. Ano 02, Vol. 03. pp 102-114, Novembro de 2017. ISSN:2448-0959

RESUMO

Este artigo, apresentado sob o caráter de pesquisa bibliográfica, visa o estudo da prática docente no âmbito da educação profissional técnica, afim de identificar e apresentar métodos pedagógicos de ensino-aprendizagem como estímulos para uma atuação docente competente. Considerando que o professor assume um papel importante no processo de aprendizagem dos estudantes e na qualidade de formação dos futuros profissionais, este trabalho aborda temas acerca do planejamento e estratégias de ensino-aprendizagem, utilização de recursos didáticos, avaliação da aprendizagem e mediação no âmbito da docência. Pretendendo construir uma reflexão da prática docente no ensino profissional e estímulos a ampliação dos conhecimentos técnicos pedagógicos.

Palavras-Chave: Docência, Ensino Aprendizagem, Educação Profissional.

1. INTRODUÇÃO

No Brasil das últimas décadas, as exigências de qualificação para o trabalho aumentaram significativamente, muito em função do crescimento populacional, da evolução da sociedade capitalista, do crescimento do consumo, dos avanços tecnológicos, dentre outros eventos relacionado ao mundo moderno. Capacitar profissionais se tornou algo estratégico para o desenvolvimento nacional, mas não somente para atender as novas configurações do mundo do trabalho, mas também, para contribuir com a elevação da escolaridade dos trabalhadores e trabalhadoras em geral. Segundo Berger (2009, p.1), a educação profissional tem como objetivos principais:

A formação de técnicos de nível médio, mas também a qualificação, a requalificação, a reprofissionalização para trabalhadores com qualquer escolaridade, a atualização tecnológica permanente e a habilitação nos níveis médio e superior. A educação profissional deve levar ao permanente desenvolvimento de aptidões para a vida produtiva.

De acordo com o Ministério da Educação, através da publicação do Centenário da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica (BRASIL, 2009, p.7):

A atual Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica do Brasil está fundamentada numa história de construção de 100 anos, cujas atividades iniciais eram instrumento de uma política voltada para as “classes desprovidas” e, hoje, se configura como uma importante estrutura para que todas as pessoas tenham efetivo acesso às conquistas científicas e tecnológicas.

O campo educacional, para manter-se alinhado com essas exigências do mundo contemporâneo, organizou os currículos de acordo com as exigências do mundo do trabalho e alicerçou o ensino profissional na formação por competências. Essa estrutura pode ser observada através do:

Planejamento Educacional, que é realizado pelo governo, através do Plano Nacional de Educação (PNE), o qual organiza as metas educacionais a nível nacional, amparado na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/96 – LDB) que determina que “a educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social” (LDB, art. 1º, § 2º).

Catálogo Nacional de Cursos Técnicos (CNCT) que é um instrumento que disciplina a oferta de cursos de educação profissional técnica de nível médio, para orientar as instituições, estudantes e a sociedade em geral.

Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia (CST) que é um instrumento realizado pelo Ministério da Educação com o propósito de aprimorar, fortalecer e disciplinar a oferta de cursos tecnólogos, afim de acompanhar a dinâmica do setor produtivo e as demandas da sociedade.

A formação do técnico é executada em grande parte por profissionais com formação de nível superior nas áreas tecnológicas afins, sendo que a grande maioria possui pouca ou nenhuma competência pedagógica para prática da docência. A necessidade de conhecimentos, habilidades e atitudes técnicas pedagógicas por parte do docente da educação profissional técnica limita a sua capacidade de planejar o ensino-aprendizagem, de realizar a mediação no âmbito da docência, de utilizar de forma adequada recursos didáticos, de avaliar aprendizagem e de saber trabalhar com jovens e adultos. De acordo com Haydt (2006, p.1).

A educação e o ensino fazem parte do contexto social e, como esse contexto é dinâmico, a educação e o ensino também o são. Por isso, o professor precisa estar sempre se atualizando. Mas mudar um comportamento não é fácil, principalmente quando a pessoa já tem hábitos arraigados. Toda mudança de comportamento gera insegurança. Por isso, essas “inovações” pedagógicas criam inquietudes e até mesmo confusão na mente dos professores, sobretudo daqueles que gostam de realizar seu trabalho com eficácia.

Diante das mudanças do mundo moderno, da estruturação dos objetivos da educação profissional e das necessidades de competências técnicas pedagógicas requeridas pelos profissionais que atuam na educação profissional, que este trabalho tem como objetivo apresentar técnicas e métodos pedagógicos como alternativa para o professor superar os desafios presentes na educação profissional técnica.

Assim, este artigo foi desenvolvido através da pesquisa qualitativa, tendo como base o estudo, a investigação e o levantamento bibliográfico de livros, documentos da área pedagógica e do ensino profissionalizante, abordando temas como o planejamento do ensino-aprendizagem, estratégias de ensino-aprendizagem, utilização de recursos didáticos e avaliação da aprendizagem, afim de propor métodos e técnicas pedagógicas competentes na prática docente.

Na abordagem do tema planejamento do ensino-aprendizagem e estratégias de ensino- aprendizagem considerou-se para reflexão características atitudinais, processual, metodológica e estratégica para reflexão da prática docente. Esses fundamentos têm como bases os autores: Anastasiou e Alves (2004), Marion e Marion (2006), Haydt (2006) e Menezes (2001).

Em seguida, descrevo a respeito da utilização, importância e planejamento dos recursos didáticos no processo de ensino-aprendizagem na prática docente. Neste cenário, tem-se como base o autor Gil (2011).

Na sequência, na abordagem do tema avaliação da aprendizagem, considero aspectos de relevância, dimensões, pressupostos, instrumentos e função da avaliação no processo de aprendizagem.  Esses fundamentos têm como bases os autores: Haydt (2006) e Sant’Anna (2001).

Concluo, a partir da verificação dos estudos, indagando sobre a importância da prática docente competente, de forma a refletir sobre os desafios presentes no planejamento do ensino-aprendizagem, da utilização dos recursos didáticos e da avaliação da aprendizagem.  Visando promover estímulos para que o professor da educação profissional técnica esteja empenhado e motivado para atualização permanente de suas competências, com capacidade de aplicar métodos pedagógicos que norteiam o processo de ensino-aprendizagem e comprometido e esperançoso com as transformações sociais a partir das contribuições da educação profissional técnica.

2. PLANEJAMENTO DO ENSINO-APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL TÉCNICA

O planejamento[4] do ensino-aprendizagem na educação profissional técnica é caracterizado por um processo mental que exige do professor definição e organização de objetivos, seleção e organização dos conteúdos, seleção das referências bibliográficas, previsão e escolha dos recursos didáticos, seleção dos instrumentos de avaliação e correção da aprendizagem, gestão do cronograma de aulas e a familiarização com os procedimentos da escola. De acordo com Haydt (2006, p.98):

O professor, ao planejar, o ensino antecipa, de forma organizada, todas as etapas do trabalho escolar. Cuidadosamente, identifica os objetivos que pretende atingir, indica os conteúdos que serão desenvolvidos, seleciona os procedimentos que utilizará como estratégia de ação e prevê quais instrumentos que empregará para avaliar o progresso dos alunos.

É importante ter em vista que o planejamento tem um caráter processual, ou seja, o planejamento do ensino-aprendizagem não limita-se ao momento da elaboração da unidade de ensino[5] por parte do professor, mas implica em um processo permanente de acompanhamento do ensino-aprendizagem, que busca alternativas para solução de problemas e tomada de decisão, revisão de planos e correção no rumo das ações. A maturidade profissional na elaboração e execução do planejamento do ensino-aprendizagem, evita a improvisação, ajuda a superar dificuldades, contribui para o alcance dos objetivos, economiza tempo e mostra a capacidade de gestão e liderança profissional por parte do professor.

Segundo Haydt (2006, p.101), o professor, ao planejar a unidade de ensino, deve estabelecer três etapas:

Apresentação – Nesta fase, o professor vai procurar identificar e estimular os interesses dos alunos, tentando aproveitar seus conhecimentos anteriores e relacioná-los ao tema da unidade. Dentre as atividades desta etapa podemos relacionar: pré-teste para soldagem da experiências e conhecimentos anteriores dos alunos; diálogo com a classe; aula expositiva para introduzir o tema, comunicando aos alunos os objetivos da unidade; apresentação de material ilustrativo para introdução do assunto […].

Desenvolvimento – Nesta fase, o professor organiza e apresenta situações de ensino-aprendizagem que estimule a participação ativa dos alunos, tendo em vista atingir os objetivos específicos propostos (conhecimentos, habilidades e atitudes). Entre as atividades realizadas nesta etapa podemos indicar: solução de problemas, projetos, estudos de textos, estudo dirigido, pesquisa, experimentação, trabalho em grupo.

Integração – Nesta fase, os alunos farão uma síntese dos conhecimentos trabalhados durante o desenvolvimento da unidade. Para realização dessa síntese, são sugeridas as seguintes atividades: elaboração de relatórios orais ou escritos que sintetizem os aspectos mais importantes da unidade; organização de resumos e quadro sinóticos.

Assim, o docente deve ser capaz de elaborar e executar o planejamento de ensino-aprendizagem e corrigir o mesmo quando for necessário, afim de alcançar os objetivos educacionais. Deve, portanto, ter capacidade para elaborar estratégias, estabelecer formas criativas de ensino-aprendizagem, prever as condições necessárias ao desenvolvimento da educação profissional, realizar um trabalho mais integrado e interdisciplinar, prover transposição didáticas contextualizadas e vinculadas às atividades práticas do mundo do trabalho e cidadania.

A andragógia, prática difundida como ciência, metodologia ou arte de ensinar adultos, deve ser observada como uma técnica que auxilia o professor em seu planejamento, pois trata-se da abordagem e posicionamento didático do educador, diante do público de adultos. Essa abordagem considera que o adulto é um sujeito que desempenha várias funções na sociedade e que possui conhecimentos acumulados durante sua trajetória de vida e de trabalho e que o professor é considerado um facilitador do conhecimento ou um consultor de informações, que visa o diálogo, o respeito, a colaboração, a confiança, e que busca compreender o adulto considerando os aspectos psicológicos, biológicos e sociais. De acordo com ROGERS (2011, p. 52).

O melhor planejamento da aprendizagem de adultos visa minimizar as desvantagens e maximizar as vantagens da experiência que os adultos levam com eles para o processo de aprendizado. Quanto mais os alunos estiverem envolvidos e fornecerem suas próprias experiências, maiores as chances de que eles aprendam rapidamente.

Nesta metodologia, o professor é orientado a convidar seus alunos para participar do diagnóstico das necessidades educativas, da elaboração do plano aula, do estabelecimento dos objetivos, das formas de avaliação, ou seja, o trabalho é voltado para a participação ativa dos alunos, e a organização curricular é flexível, visando atender as especificidades dos alunos.

Assim, o professor ao convidar o aluno para participar do processo de ensino-aprendizagem, também estimula o aluno a refletir sobre a evolução do mundo natural e social do ponto de vista das relações humanas com o progresso tecnológico, a compreender como produtos e processos tecnológicos são concebidos, fabricados e como podem ser utilizados. Ajudando o aluno a desenvolver comportamentos pro-ativos e socialmente responsáveis com relação à produção, distribuição e consumo da tecnologia, e fazendo com que o mesmo entenda que sua contribuição profissional é indispensável para ajudar na manutenção e na contínua construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

Vale ressaltar que cabe ao professor também compartilhar experiências profissionais, orientar os estudantes sobre as possibilidades de atuação no mercado de trabalho, dar significado sobre a importância dos serviços prestados pelos profissionais à sociedade, encorajar o aluno a descobrir novos saberes, estimulá-lo a ser criativo, convidá-lo a pensar e decidir por si mesmo e a assumir responsabilidades, ou seja, o desafio é promover uma educação que prepare o indivíduo para diferentes esferas da vida pessoal e profissional.

2.1 ESTRATÉGIAS DE ENSINO-APRENDIZAGEM

A necessidade da aprendizagem, no ser humano, é um acontecimento presente desde o nascimento, que deve ser estimulada com precisão e sabedoria, para que o humano possa adquirir conhecimentos, competências, habilidades e valores que vão ajudá-lo na busca da qualidade de vida.  A escolha da estratégia[6] de ensino-aprendizagem deve contribuir para que o aluno mobilize seus esquemas operatórios de pensamento e que participe ativamente das experiências de aprendizagem, observando, lendo, escrevendo, experimentando, propondo hipóteses, solucionando problemas, comparando, classificando, ordenando, analisando, sintetizando etc. A tabela 1 traz uma breve transcrição individualizadas de estratégias de ensino, a partir do entendimento dos (as) autores (as) Anastasiou e Alves (2004), Marion e Marion (2006), Haydt (2006) e (Menezes, 2001).

Tabela 1 – Estratégias de Ensino

Estratégia Descrição
Aula expositiva dialogada É uma exposição do conteúdo, com a participação ativa dos estudantes, cujo conhecimento prévio deve ser considerado e pode ser tomado como ponto de partida. O professor leva os estudantes a questionarem, interpretarem e discutirem o objeto de estudo, a partir do reconhecimento e do confronto com a realidade. (ANASTASIOU; ALVES, 2004, p. 79).
Estudo de texto É a exploração de ideias de um autor a partir do estudo crítico de um texto e/ou a busca de informações e exploração de ideias dos autores estudados. (ANASTASIOU; ALVES, 2004, p. 80)
Portfólio É a identificação e a construção de registro, análise, seleção e reflexão das produções mais significativas ou identificação dos maiores desafios/dificuldades em relação ao objeto de estudo, assim como das formas encontradas para superação. (ANASTASIOU; ALVES, 2004, p. 81).
Brainstorming ou tempestade cerebral Consiste na apresentação livre de ideias ou levantamento de solução para um determinado problema, dando margem à imaginação criadora e sem restringir aos esquemas lógicos de pensamento. Só após a apresentação livre das ideias é que serão submetidas a uma análise crítica. (HAYDT, 2006, p.194).
Mapa conceitual Consiste na construção de um diagrama que indica a relação de conceitos em uma perspectiva bidimensional, procurando mostrar as relações hierárquicas entre os conceitos pertinentes à estrutura do conteúdo. (ANASTASIOU; ALVES, 2004, p. 83).
Estudo dirigido Consiste em fazer o aluno estudar um assunto a partir de um roteiro elaborado pelo professor. Este roteiro estabelece a extensão e a profundidade do estudo.  (HAYDT, 2006, p.159).
Lista de discussão por meios informatizados É a oportunidade de um grupo de pessoas poder debater, à distância, um tema sobre o qual sejam especialistas ou tenham realizado um estudo prévio, ou queiram aprofundá-lo por meio eletrônico. (ANASTASIOU; ALVES, 2004, p. 85).
Resolução de exercícios O estudo por meio de tarefas concretas e práticas tem por finalidade a assimilação de conhecimentos, habilidades e hábitos sob a orientação do professor. (MARION; MARION, 2006, p. 46).
Ensino à distância Consiste no ensino por ambientes interativos, modalidade com o uso de redes de comunicação interativas, como as redes de computadores, a Internet e os sistemas de videoconferência e incorpora as mídias das gerações anteriores (correspondência e teleducação) e cria oportunidades para um aprendizado cooperativo on-line. (MENEZES, 2001).

 

Estratégia Descrição
Solução de problemas É o enfrentamento de uma situação nova, exigindo pensamento reflexivo, crítico e criativo a partir dos dados expressos na descrição do problema; demanda a aplicação de princípios, leis que podem ou não ser expressas em fórmulas matemáticas. (ANASTASIOU; ALVES, 2004, p. 86).
Ensino em pequenos grupos Consiste em estudar e analisar um assunto em grupos pequenos, que variam de cinco a oito pessoas. É recomendado em situações que exigem coleta e sistematização de dados e informações, resolução de problemas, tomada de decisões e realização de tarefas. (HAYDT, 2006, p.192).
Phillips 66 É uma atividade grupal em que são feitas uma análise e uma discussão sobre temas / problemas do contexto dos estudantes. Pode também ser útil para obtenção de informação rápida sobre interesses, problemas, sugestões e perguntas. (ANASTASIOU; ALVES, 2004, p. 87).
Grupo de verbalização e de observação (GV/GO) É a análise de tema/problemas sob a coordenação do professor, que divide os estudantes em dois grupos: um de verbalização (GV) e outro de observação (GO). É uma estratégia aplicada com sucesso ao longo do processo de construção do conhecimento e requer leituras, estudos preliminares, enfim, um contato inicial com o tema. (ANASTASIOU; ALVES, 2004, p. 88).
Grupos de cochicho

 

 

Consiste em dividir a classe em duplas. Assim, cada subgrupo de dois elementos, durante certo período de tempo, troca informações sobre um assunto, resolve um exercício ou problema, ou realiza uma tarefa determinada. Depois, cada dupla apresenta para as demais as suas conclusões ou tarefa realizada. (HAYDT, 2006, p.193).
Dramatização É uma apresentação teatral, a partir de um foco, problema, tema etc. Pode conter explicitação de ideias, conceitos, argumentos e ser também um jeito particular de estudo de casos, já que a teatralização de um problema ou situação perante os estudantes equivale a apresentar-lhes um caso de relações humanas. (ANASTASIOU; ALVES, 2004, p. 89).
Seminário É um espaço em que as ideias devem germinar ou ser semeadas. Portanto, espaço, onde um grupo discuta ou debata temas ou problemas que são colocados em discussão. (ANASTASIOU; ALVES, 2004, p. 90).
Estudo de caso É a análise minuciosa e objetiva de uma situação real que necessita ser investigada e é desafiadora para os envolvidos. (ANASTASIOU; ALVES, 2004, p. 91).
Júri simulado É uma simulação de um júri em que, a partir de um problema, são apresentados argumentos de defesa e de acusação. Pode levar o grupo à análise e avaliação de um fato proposto com objetividade e realismo, à crítica construtiva de uma situação e à dinamização do grupo para estudar profundamente um tema real. (ANASTASIOU; ALVES, 2004, p. 92).
Simpósio É a reunião de palestras e preleções breves apresentada por várias pessoas (duas a cinco) sobre um assunto ou sobre diversos aspectos de um assunto. Possibilita o desenvolvimento de habilidades sociais, de investigação, amplia experiências sobre um conteúdo específico, desenvolve habilidades de estabelecer relações. (ANASTASIOU; ALVES, 2004, p. 93).
Painel É a discussão informal de um grupo de estudantes, indicados pelo professor (que já estudaram a matéria em análise, interessados ou afetados pelo problema em questão), em que apresentam pontos de vista antagônicos na presença de outros. Podem ser convidados estudantes de outras fases, cursos ou mesmo especialistas na área. (ANASTASIOU; ALVES, 2004, p. 94).
Palestras Possibilidade de discussão com a pessoa externa ao ambiente educacional sobre um assunto de interesse coletivo. Possibilitando a discussão, perguntas, levantamento de dados, aplicação do tema na prática, partindo da realidade do palestrante. (MARION; MARION, 2006, p. 42).

 

Estratégia Descrição
Fórum Consiste num espaço do tipo “reunião”, no qual todos os membros do grupo têm a oportunidade de participar do debate de um tema ou problema determinado. Pode ser utilizado após a apresentação teatral, palestra, projeção de um filme, para discutir um livro que tenha sido lido pelo grupo, um problema ou fato histórico, um artigo de jornal, uma visita ou uma excursão. (ANASTASIOU; ALVES, 2004, p. 95).
Discussão e debate Sugere aos educandos a reflexão acerca de conhecimentos obtidos após a leitura de revista, artigo, livro ou jornal. E o debate da oportunidade aos alunos para formular princípios com suas próprias palavras, sugerindo a aplicação desses princípios. (MARION; MARION, 2006, p. 42-44).
Oficina (laboratório ou workshop) É a reunião de um pequeno número de pessoas com interesses comuns, a fim de estudar e trabalhar para o conhecimento ou aprofundamento de um tema, sob orientação de um especialista. Possibilita o aprender a fazer melhor algo, mediante a aplicação de conceitos e conhecimentos previamente adquiridos. (ANASTASIOU; ALVES, 2004, p. 96).
Estudo do meio É um estudo direto do contexto natural e social no qual o estudante se insere, visando a uma determinada problemática de forma interdisciplinar. Cria condições para o contato com a realidade, propicia a aquisição de conhecimentos de forma direta, por meio da experiência vivida. (ANASTASIOU; ALVES, 2004, p. 97).
Ensino com pesquisa É a utilização dos princípios do ensino associados aos da pesquisa: Concepção de conhecimento e ciência em que a dúvida e a crítica sejam elementos fundamentais. (ANASTASIOU; ALVES, 2004, p. 98).
Exposições, excursões e visitas Participação dos alunos na elaboração do plano de trabalho de campo; possibilidade de integrar diversas áreas de conhecimento; integração do aluno, através da escola, com a sociedade, através das empresas; visualização, por parte do aluno, da teoria na prática. (MARION; MARION, 2006, p. 37-38).
Jogos de empresas O jogo é uma atividade física ou mental organizada por um sistema de regras. Ao recorrer ao uso de jogos, o professor está criando na sala de aula uma atmosfera de motivação que permite aos alunos participar ativamente do processo ensino-aprendizagem, assimilando experiências e informações e, sobretudo incorporando atitudes e valores. (HAYDT, 2006, p.175).
Ensino individualizado Modalidade de aprendizagem característica da educação a distância, em que o aluno estuda em ambiente escolar, segundo seu ritmo de assimilação e orientação de um professor que atende a cada aluno no estágio em que se encontra. (MENEZES, 2001).
Projetos No método de projetos, o ensino realiza-se através de amplas unidades de trabalho com um fim em vista e supõe a atividade propositada do aluno, isto é, esforço motivado com propósito definido. O projeto é uma atividade que se processa a partir de um problema concreto e se efetiva na busca de soluções práticas. (HAYDT, 2006, p.213).

Fonte: Elaborado com base em ANASTASIOU e ALVES (2004); MARION e MARION (2006); HAYDT (2006); (MENEZES, 2001).

2.2 UTILIZAÇÃO DE RECURSOS DIDÁTICOS

Com a inovação tecnológica e a disponibilização de diferentes recursos didáticos, as escolas de ensino técnico, principalmente, passaram a priorizar um conteúdo teórico subsidiado por propostas de atividades práticas, buscando preparar os discentes com habilidades práticas que serão exigidas no mercado de trabalho. O professor, ao inserir atividades práticas em seu plano de ensino-aprendizagem, possibilita aos discentes a oportunidade de criar, usar, operar e transformar tecnologias.

Sendo que utilização desses recursos didáticos apresenta-se como uma importante ferramenta no auxílio do processo de ensino-aprendizagem, tornando as aulas mais dinâmicas e interessantes. No entanto, requer a cuidadosa mediação do professor para efetivamente promover a aprendizagem e alcançar o objetivo proposto.

Há uma infinidade de recursos didáticos que podem ser aplicados ao processo de ensino-aprendizagem, desde um quadro de giz até um quadro interativo passando por jogos, instrumentos, equipamentos, máquinas e assim por diante. “O sucesso na utilização da tecnologia educacional tem muito a ver com as habilidades do professor, com suas atitudes em relação ao seu uso e com o tempo que dispõe para sua preparação” (GIL, 2011, p.225), assim é necessário que o professor esteja capacitado para utilizar os recursos didáticos que estão ao seu alcance.

Os recursos didáticos não devem ser utilizados de qualquer forma, é necessário haver um planejamento por parte do professor, que deverá saber como utilizá-lo para alcançar a meta proposta por sua disciplina. Entende-se também que o professor não deve considerar que o recurso didático irá dar conta de todo processo de aprendizagem dos alunos, ou que este recurso, sozinho, fará o seu trabalho de ensinar dando à luz do entendimento do conteúdo aos alunos. É importante que o professor tenha clareza das razões pelas quais está utilizando tais recursos e de sua relação com o processo de ensino-aprendizagem.

2.3 AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM NO ENSINO PROFISSIONAL

A avaliação da aprendizagem no ensino profissional caracteriza-se por um processo que envolve concepções, crenças, valores, princípios, teorias, conceitos, metas e desejos, tendo como foco principal o desenvolvimento por competências.  Este processo configura-se pela coleta e análise de dados, pelo monitoramento permanente da aprendizagem e pela regulação e reorientação da aprendizagem dos alunos para atingir o melhor resultado possível. Neste sentindo Haydt (2006, p.287) descreve que:

Dentro de uma concepção pedagógica mais moderna, baseada na Psicologia Genética, a educação é concebida como vivência de experiências múltiplas e variadas, os conteúdos são instrumentos utilizados para ativar e mobilizar os esquemas mentais operatórios de assimilação. Nessa abordagem, o educando é um ser ativo e dinâmico, que participa da construção de seu próprio conhecimento. Dentro dessa visão, em que educar é formar e aprender, é construir o próprio saber, a avaliação assume dimensões mais abrangentes. Ela não se reduz apenas em atribuir notas. Sua conotação se amplia e se desloca, no sentido de verificar em que medida os alunos estão alcançando os objetivos propostos para o processo de ensino-aprendizagem. Tais objetivos se traduzem em mudança e aquisição de comportamentos motores, cognitivos, afetivos e sociais. Se o ato de ensinar e aprender consiste em tentar realizar esses objetivos, o ato de avaliar consiste em verificar se eles estão sendo realmente atingidos e em que grau se dá essa consecução, para ajudar o aluno a avançar na aprendizagem e na construção de seu saber. Nessa perspectiva, a avaliação assume um sentido orientador e cooperativo.

Assim é que, especialmente no contexto da educação profissional, o termo competência foi sendo associado ao desenvolvimento de atributos como conhecimentos, habilidades e atitudes que são mobilizados pelos alunos em situações diversas no ambiente educacional, para que sejam possíveis a tomada decisões e o enfrentamento de situações problemas.  No entanto, no mundo do trabalho, somos avaliados pelo nosso desempenho e pelas nossas atitudes, em que a competência está relacionada a capacidades, aptidões e qualificações que são adequadas e necessárias à execução de atividades profissionais.

Em termos gerais, a avaliação por competência no âmbito educacional, fornece evidências de desempenho e conhecimentos do aluno em relação às competências profissionais requeridas no mundo do trabalho, também fornece indicadores do que verdadeiramente foi ensinado e do que realmente precisa melhorar na aprendizagem. Por essa razão, a avaliação é um instrumento que contribui para melhoria da qualidade da aprendizagem e do ensino. De acordo com Haydt (2006, p.288) podemos tirar algumas conclusões sobre os pressupostos e princípios da avaliação:

A avaliação é um processo contínuo e sistemático. Faz parte de um sistema mais amplo, que é o processo ensino-aprendizagem, nele se integrando. Por isso, ela não tem um fim em si mesma, é sempre um meio, um recurso, e como tal deve ser usada. Não pode ser esporádica ou improvisada. Deve ser constante e planejada, ocorrendo normalmente ao longo de todo o processo, para reorientá-lo e aperfeiçoá-lo.

A avaliação é funcional, porque se realiza em função dos objetivos previstos. Os objetivos são o elemento norteador da avaliação. Por isso, avaliar o aproveitamento do aluno consiste em verificar se ele está alcançando os objetivos estabelecidos.

A avaliação é orientadora, porque indica os avanços e dificuldades do aluno, ajudando-o a progredir na aprendizagem, orientando-o no sentido de atingir os objetivos propostos. Numa perspectiva orientadora, a avaliação também ajuda o professor a replanejar seu trabalho, pondo em prática procedimentos alternativos, quando se fizerem necessários.

A avaliação é integral, pois considera o aluno como um ser total e integrado e não de forma compartilhada. Assim, ela deve analisar e julgar todas as dimensões do comportamento, incidindo sobre os elementos cognitivos e também sobre o aspecto afetivo e o domínio psicomotor. Em decorrência, o professor deve coletar uma ampla variedade de dados, que vai além da rotineira prova escrita. Para conseguir esses dados, deve usar todos os recursos disponíveis na avaliação.

Na prática não existem instrumentos específicos de avaliação capazes de detectar a totalidade da aprendizagem dos alunos, portanto é, diante da limitação que cada instrumento de avaliação, que o professor precisa de competência para selecionar e planejar instrumentos que meçam com confiança e valide todos os objetivos que visa alcançar. Assim, o professor deve diversificar o uso dos instrumentos de avaliação ao longo do processo de ensino-aprendizagem, para que seja feita uma avaliação integral do aluno, isto é, uma avaliação de várias dimensões. Para Haydt (2006, p.290) do ponto de vista educacional:

Quando usamos o termo avaliar, porém, estamos nos referindo não apenas aos aspectos quantitativos da aprendizagem, mas também aos qualitativos, abrangendo tanto aquisição de conhecimentos decorrentes dos conteúdos curriculares, quando as habilidades, os interesses, as atitudes, os hábitos de estudo e o ajustamento pessoal e social.

No meio educacional, é amplamente usado por estudiosos a classificação do pesquisador Benjamin Bloom (1913-1999) para esclarecer as funções da avaliação, e dentre a referida classificação estão as avaliações diagnóstica (analítica), formativa (controladora) e somativa (classificatória).

Na avaliação diagnóstica o professor, ao iniciar o curso/unidade de ensino, deve verificar conhecimentos e habilidades prévias dos alunos, a fim de compreender o quanto de conhecimentos e habilidades os alunos possuem sobre a unidade de ensino para assim planejar novas aprendizagens. Neste sentido:

A avaliação diagnóstica auxilia o professor a determinar quais são os conhecimentos e habilidades que devem ser retomados antes de introduzir os novos conteúdos previsto no planejamento. (HAYDT, 2006, p.292).

Na avaliação formativa o professor, ao decorrer do curso/unidade de ensino, verifica se os alunos atingiram os objetivos acerca do desenvolvimento dos conhecimentos, habilidades e atitudes que são necessárias para formação profissional, visando informar sobre o progresso e dificuldades de aprendizagem. Neste sentido:

A avaliação formativa tem como função informar o aluno e o professor sobre os resultados que estão sendo alcançados durante o desenvolvimento das atividades; melhorar o ensino e a aprendizagem; localizar, apontar, discriminar deficiências, insuficiências, no desenvolvimento do ensino-aprendizagem para eliminá-las; proporcionar feedback de ação (leitura, explicações, exercícios) (SANT’ANNA, 2001, p. 34).

Na avaliação somativa o professor ao final de um processo educacional, realiza a somatória dos resultados obtidos nas avaliações decorrente em todo processo de ensino-aprendizagem, classificando os discentes de acordo com os níveis de aproveitamento e rendimento e atribuindo uma nota como resultado final. Neste sentido: “Essa avaliação somativa supõe uma comparação, porque o aluno é classificado de acordo com o nível de aproveitamento e rendimento atingindo, geralmente em comparação com os colegas, isto é com a classe”.  (HAYDT, 2006, p.294).

Com base nas considerações teóricas, compreende-se que o professor exerce um papel relevante, com poder e autoridade sobre a ação pedagógica de avaliação, e que seu preparo é necessário para que o processo de avaliação seja norteado por princípios técnicos pedagógicos, com foco na aprendizagem, e éticos que assegurem o bem-estar social, afim de preparar os alunos para superar seus desafios pessoais e profissionais.

CONSIDERAÇÕES FINAIS  

A partir do trabalho apresentado, compreende-se que a prática docente na educação profissional técnica não se restringe aos conhecimentos, habilidades e atitudes específicas da formação tecnológica ou experiência profissional do professor, mas que se amplia pela necessidade de competências técnicas pedagógicas que vão nortear o processo de ensino-aprendizagem. E que, dentro dessa visão, o professor do ensino técnico necessita buscar aprimoramento científico e técnico sobre a prática docente para que seja capaz planejar com competência o ensino-aprendizagem, utilizar de forma eficiente recursos didáticos, avaliar a aprendizagem e corrigir a mesma, quando necessário, e tornar-se um facilitador da aprendizagem do educando, contribuindo para sua formação intelectual, pessoal e profissional.

Na prática docente, o planejamento assume um papel importante e estratégico, pois ele organiza os princípios, critérios, recursos, conteúdos, instrumentos e didática que serão utilizados para atingir os objetivos da aprendizagem. Portanto, é imprescindível que o professor saiba planejar com competência, compreender e utilizar estratégias de ensino diversificadas afim de ampliar o interesse do aluno em aprender e participar das aulas. Abordando temas, situações, problemas, exemplos que trate da área específica de sua formação e que esteja relacionada com o mundo do trabalho, fazendo com que o aluno participe ativamente na construção de seu próprio conhecimento.

A escolha, organização e utilização dos recursos didáticos por parte do professor para auxiliar no processo de ensino-aprendizagem, torna-se fundamental para a prática docente no ensino profissional, pois é através dos recursos didáticos que os alunos são estimulados e desafiados a criar, usar, operar, transformar tecnologias, tornando as aulas mais dinâmicas, interessantes para os alunos, oportunizando ao aluno maior familiaridade com as habilidades e atitudes profissionais exigidas pelo mercado profissional.

A prática da avaliação na educação profissional técnica deve observada pelo professor de forma ampla considerando a aquisição de comportamentos motores, cognitivos, afetivos e sociais por parte do aluno. Deve ser contínua e com práticas avaliativas diversificadas para servir como um instrumento de diagnóstico para detectar as necessidades e possibilidades de aprendizagem dos educandos, assumindo um sentido orientador e cooperativo.  Nessa perspectiva, a avaliação auxilia o educador a regular e reorientar a aprendizagem dos alunos para atingir os objetivos planejados em seu plano de ensino.

Conclui-se, que a prática docente na educação profissional é uma temática de suma relevância para o campo educacional, devido principalmente aos desafios presentes no desenvolvimento profissional do professor, do cumprimento das metas da política educacional e do desenvolvimento socioeconômico de nosso país.

REFERÊNCIAS

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SANT’ANNA, Ilza Martins. Por que avaliar? Como avaliar? Critérios e instrumentos. 7. ed. Vozes. Petrópolis 2001

[1] Professor no Centro Estadual de Educação Profissional Áureo de Oliveira Filho. Pós-graduado em Docência do Ensino Superior, UNIASSELVI. Graduado em Engenharia Eletrônica pelo Centro Universitário Fundação Santo André, CUFSA.

[2] Professora na Pós-graduação e Graduação da UNIASSELVI. Graduada em Pedagogia  e Pós-graduada em Psicopedagogia  pela Universidade do Estado da Bahia, UNEB e Pós-graduada em Coordenação Pedagógica pela Universidade Federal da Bahia, UFBA.

[3] Coautora. Diretora Escolar no SESI-BA. Graduada em Pedagogia pela Faculdade Montenegro, FAM. Graduada em Formação Pedagógica para Formadores de Educação Profissional, UNISUL. Pós-graduada em Métodos e Técnicas de Ensino pela Universidade Salgado de Oliveira, UNIVERSO.

[4] “Planejar é analisar uma dada realidade, refletindo sobre as condições existentes, e prever as formas alternativas de ação para superar as dificuldades ou alcançar os objetivos desejados. Portanto, planejamento é um processo mental que envolve análise, reflexão e previsão. Nesse sentido, planejar é uma atividade tipicamente humana, e está presente na vida de todos os indivíduos, nos mais variados momentos.” (HAYDT, 2006, p.94).

[5] Unidade de ensino apresenta a proposta de trabalho do professor, que organiza os temas em sequência lógica, objetivos específicos de cada aula, conteúdos programáticos, recursos didáticos, metodologias/estratégias de ensino-aprendizagem e o método de avaliação.

[6] De acordo com Maximiano (2006, p. 329), estratégia é “a seleção dos meios para realizar objetivos “.

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