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TCC em repositório on-line, publicação parcial de um material científico, plágio e autoplágio: como evitar esses tipos de situações na pesquisa científica?

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Quais são os cuidados básicos que devo tomar ao realizar uma pesquisa científica?

Olá, tudo bem? Em nosso post de hoje iremos discutir sobre alguns cuidados básicos que podem lhe ajudar a desenvolver a sua pesquisa de uma forma mais leve e saudável. Esses cuidados estão relacionados com a própria lógica de funcionamento da comunidade acadêmica. Dentre as práticas mais comuns que podem fazer com que o pesquisador enfrente alguns percalços, precisamos chamar a atenção para a disponibilização dos trabalhos nos repositórios on-line (TCC, dissertação de mestrado e tese de doutorado), sobre a publicação parcial de um material científico e sobre os aspectos relacionados ao plágio e ao autoplágio. Essas práticas perpassam por políticas estabelecidas pela própria CAPES para que a pesquisa científica seja desenvolvida da melhor forma possível. Algumas dessas pautas são um tanto polêmicas e devem ser debatidas com muito cuidado para que possam ser evitadas na pesquisa científica.

O plágio e o autoplágio nas pesquisas científicas

O plágio e o autoplágio são pautas que perpassam pelas questões que devemos tomar cuidado sobre as quais iremos conversar hoje.  Essa é uma dúvida que nunca se esgota, uma vez que temos uma série de áreas e linhas de pesquisa que possuem interesses e conhecimentos distintos. Ao sairmos de um espaço e adentrarmos em outro, é preciso que nos adaptemos ao novo contexto, que pode ser muito diferente do anterior. Como o plágio e, por consequência, o autoplágio, são questões muito amplas, iremos esclarecer esse universo. Como é uma questão relacionada à tecnologia e ao funcionamento das bases de dados, devemos entender como funciona a inteligência artificial para que você consiga evitar acusações de plágio ao submeter um trabalho, mesmo que se trate de um autoplágio. Iremos apresentar dois cenários diferentes a fim de que possamos conversar sobre essas questões que são muito importantes.

Os TCCs disponibilizados em repositórios comprometem o ineditismo do estudo?

O primeiro cenário sobre o qual iremos conversar é a disponibilização dos trabalhos em repositórios on-line que pertencem às próprias universidades. A pergunta é se o fato desse material estar na web faz com que ele perca o seu ineditismo. A resposta é afirmativa: o seu trabalho quando está na web deixa de ser inédito. A partir do momento que o material encontra-se disponível on-line, ele não é mais seu, você passa a ser leitor como qualquer outra pessoa. As bases de dados já notaram a existência desse material, logo, ele precisa ser citado e a redação alterada. Se ele está na web, ele está sendo veiculado e divulgado, e, assim, precisa ser referenciado. Desse modo, se esse TCC se trata de um artigo científico ou se você pretende transformá-lo em um artigo, precisará adaptá-lo. Sem essas alterações, a revista irá acusá-lo de plágio e ele não poderá ser aceito.

Trabalhos apresentados em congressos pequenos podem ser publicados?

Trabalhos apresentados em congressos pequenos podem ser publicados?

Mesmo no caso dos eventos científicos mais locais, de menor abrangência, se o texto for publicado de alguma forma, ele deixa de ser inédito. Todas as revistas científicas analisam o material científico em relação ao plágio. Se esse congresso, por menor que seja, tiver publicado o seu texto na íntegra ou parte dele, você precisará fazer adaptações. Todo material on-line deixa de ser inédito. Para publicar, é preciso retrabalhar nessa mesma proposta. Essa questão nos redimensiona para um segundo cenário. A questão posta foi a seguinte: uma pesquisadora que nos acompanha está no sétimo semestre do curso de Pedagogia e publicou no semestre corrente os resultados de uma pesquisa científica (coleta de dados) que, na visão dos avaliadores, estavam bem estruturados e ela gostaria de usar algumas partes na elaboração do TCC. A dúvida é se esse material configuraria um autoplágio.

O que tem sido entendido como autoplágio?

A partir do momento que uma pesquisa é apresentada na íntegra em um evento ou, como nesse caso, uma parte específica (coleta de dados), ela já foi comunicada e divulgada. Esse conteúdo, segundo a lógica que apresentamos, não é mais inédito. A pesquisa é dividida em partes diversas. Nesse caso, a pesquisadora gostaria de publicar os resultados desse estudo. Contudo, a única hipótese deste material ser aprovado é caso ele passe por um processo de adaptação, isto é, é preciso que você reescreva todo esse material que já se encontra publicado. No caso de alguma parte que você tenha pronta e que ainda não se encontra publicada, esta não precisa ser reescrita, apenas a parte que você sabe que já foi submetida em outro lugar, como em um congresso. Essa questão é mais complexa do que imaginamos e iremos adentrar em uma outra discussão. Ela está relacionada a uma tendência acadêmica.

A lógica de produção constante da academia

Hoje, a academia alicerça-se em uma lógica que defende que os pesquisadores que fazem parte desse meio devem publicar de forma massiva e contínua. Há uma pressão: dizer a sociedade de tempos em tempos, e, com isso, aos acadêmicos também, o que ele tem pesquisado e quais são inquietações nesse momento específico da pesquisa. A exigência que tem sido mais cobrada é que cada passo da pesquisa científica que está sendo desenvolvida precisa se tornar público. A melhor forma de viabilizar essa divulgação é por meio da publicação de artigos científicos. Acredita-se que esse comprometimento faz com que os pesquisadores sejam mais transparentes com os demais pesquisadores e com a própria sociedade. Diante desse cenário, há, hoje, bancos de dados que têm sido criados para a divulgação dos resultados de cada etapa das pesquisas científicas em desenvolvimento.

A criação de novos repositórios para a divulgação de pesquisas

Essa é uma tendência global. A Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento tem investido em uma base de dados desse tipo. Temos, como objetivo, tornar públicos os resultados parciais das pesquisas que têm sido realizadas em nosso país. Contudo, esbarramos na própria lógica da inteligência artificial. A partir do momento em que esse conteúdo cai na rede, a inteligência artificial, de forma automática, pega esse conteúdo e indexa em bases de dados. Desse modo, qualquer coisa que você tente publicar que tenha uma redação semelhante, a inteligência artificial irá barrar essa publicação. É um algoritmo que mede essa semelhança, de modo que x é igual a x. Ao ultrapassar a quantidade de palavras permitidas pelo sistema, o trabalho é acusado de plágio. É preciso conhecer essa mecânica para que seja possível publicar materiais que façam parte de linhas de raciocínio semelhantes.

Aprendendo a adaptar a redação dos textos

Há um exercício constante que precisamos executar quando desejamos publicar artigos científicos sem que sejamos acusados de plágio: o retrabalho do material que você sabe que está circulando na web. Além de aprender a modificar os trechos, respeitando a tolerância de, em uma sentença, ser necessário que haja menos de três a cinco palavras idênticas, é preciso que aprendamos a executar a prática da autocitação. Há pessoas que não conhecem a lógica dos anti-plágios, de forma que publicam na íntegra textos que já se encontram na web. Também acreditamos que é muito difícil para a inteligência artificial considerar que os resultados de agora tiveram um andamento se o texto possuir a mesma redação. Há duas lógicas, na verdade, que estão em jogo: por um lado, tem-se o modus operandi da própria inteligência artificial e, por outro lado, há a cobrança para que os pesquisadores sejam transparentes com a sociedade.

Por que o plágio é uma questão tão importante?

Por que o plágio é uma questão tão importante?

As políticas de combate ao plágio são, na verdade, formas de  proteger os pesquisadores de práticas criminosas na web em relação aos materiais que publicam. Há pesquisadores que ao longo de seu processo de escrita acabam plagiando partes de um dado texto (de uma dissertação ou tese ou de outros artigos já publicados) em uma outra produção. Assim sendo, o autoplágio protege as pessoas que estão tendo os seus textos plagiados. Muitas pessoas veem tais políticas como malefícios, porém, o combate ao plágio é muito benéfico para a pesquisa científica. É como se essa tecnologia fosse responsável por garantir certos direitos ao pesquisador para que seus textos sejam devidamente citados e referenciados. É uma forma de evitar que as pessoas se apropriem das suas reflexões e resultados dizendo que pertencem a elas. Assim, somos obrigados a mencionar de onde retiramos o nosso embasamento.

As ferramentas de plágio e a sua influência nas métricas da citação

As ferramentas de plágio e a sua influência nas métricas da citação

A partir do momento que temos um autor citando um outro autor, a depender da base de dados nas quais esses materiais estão circulando, a citação desse material é contabilizada pela base de dados na qual está circulando, o que agrega valor ao currículo do autor que está sendo citado. A contabilização dessa citação faz com que o artigo, a revista e o pesquisador começarão a ter uma maior relevância, de modo que os pesquisadores e a própria sociedade depositarão uma maior confiança nas produções futuras desse pesquisador. São diversos mecanismos quantitativos que devemos levar em consideração nessa mensuração das citações. Respondendo a nossa questão de hoje: a publicação de parciais de um artigo científico é uma tendência global que veio para ficar. Contudo, essa prática, na verdade, é um desafio, pois, nesse processo, devemos tomar cuidado para que não sejamos acusados de plágio.

A publicação de parciais de uma dissertação, tese e afins

Temos o dever de sermos transparentes para com a sociedade em relação a nossa pesquisa, porém, é de suma importância reelaborarmos os textos dessas parciais que iremos publicar. Esse exercício de reescrita deve ser uma constante na pesquisa. Acreditamos que o momento ideal de publicar uma nova parcial do seu estudo é quando você tiver resultados inéditos que deseja apresentar à comunidade científica e à sociedade em geral. Diante desse cenário, cabe mencionar que, hoje, existem grupos e núcleos de pesquisa que são especializados em linhas temáticas específicas, e, por vezes, em um assunto específico. Pode haver alguma ferramenta, método, técnica, protocolo, teoria e afins que esses grupos e núcleos podem optar por pesquisar. Desse modo, é inevitável que haja aproximações entre as pesquisas desenvolvidas nesse grupo em específico. Os temas dos artigos podem ser bem parecidos.

O trabalho coletivo nos grupos e núcleos de pesquisa

O trabalho coletivo nos grupos e núcleos de pesquisa

Os pesquisadores que fazem parte de núcleos e grupos de pesquisa, diariamente, debatem sobre as mesmas pautas, logo, os assuntos dessas reuniões acabam sendo pautas para artigos científicos, o que faz com que esses trabalhos possam ser semelhantes. Diante dessas aproximações entre os trabalhos e os pesquisadores, quando vão publicar as figuras, tabelas, quadros, métodos e teorias podem ser as mesmas. Os resultados dessas pesquisas, podem, inclusive, serem os mesmos. Não temos aqui um plágio, mas a inteligência artificial poderá entender essa prática coletiva como um plágio, o que torna indispensável as citações devidas para tais quadros, tabelas, figuras e afins. Sobre a pessoa a ser citada, a inteligência entende que deve ser referenciado o pesquisador que publicou o seu texto primeiro. Os outros pesquisadores precisarão repensar como irão publicar seus textos sem que sejam acusados de plágio. Essa questão implica alguns posicionamentos por parte do coordenador do grupo de pesquisa.

Como administrar a publicação coletiva?

Como administrar a publicação coletiva?

A fim de que nenhum dos pesquisadores que fazem parte de um mesmo núcleo de estudos não seja prejudicado em relação à publicação, a coautoria é sempre a melhor alternativa. A depender do quão avançada está a sua pesquisa, o mais indicado é que uma certa quantidade de pessoas se unam para que publiquem os resultados que possuem até esse momento. Posteriormente, um outro grupo de autores pode publicar os seus resultados e podem citar o texto anterior publicado por outros membros do grupo. Contudo, essa prática ainda não é uma realidade em todos os grupos e é uma questão que precisa ser repensada, já que a academia está sujeitas a novas tendências a todo momento.

Há algumas questões que têm influenciado o rumo a ser perseguido pelas instituições de ensino superior públicas e privadas que devem ser levadas em consideração, elas estão ligadas, principalmente, a posturas e comportamentos que têm sido adotados em virtude de novas tendências que têm se instaurado na pós-graduação brasileira. São questões que perpassam por diversas esferas da vida humana: são questões éticas, políticas, culturais, de mercado, dentre outras. Elas influenciam as universidades como um todo em todo o globo. Elas se fazem presentes e a sua discussão se faz urgente e necessária. A reescrita é a sua principal aliada, o mesmo viés pode ser mantido, desde que o trabalho seja reelaborado.

É comum ter o artigo científico rejeitado?

Atenda à proposta da revista
Quando falamos que um artigo científico pode ser rejeitado, isso não significa que ele seja rejeitado por completo. CONFIRA!

Publicação científica – O que é registro DOI?

As tecnologias por detrás do número DOI
O número DOI nada mais é do que o “RG” de uma produção científica, garantindo a identificação e o acesso permanente a esse material!

Artigo científico – Monografia – TCC – Como fazer o título?

Como saber como meu professor lida com os métodos de pesquisa
Todo processo de pesquisa deve incluir o estabelecimento de um título. Sendo assim, estamos aqui para sanar as suas dúvidas! CONFIRA JÁ!

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