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Posso publicar meu material científico sem estar inserido em uma instituição? Como funciona?

Avalie!

Tendo em vista que muitos se questionam se é preciso estar vinculado a uma instituição de ensino para que um material possa ser publicado, em nosso post de hoje iremos discutir sobre alguns aspectos relacionados à publicação científica, a fim de que essas dúvidas sejam sanadas.

Dessa forma, para darmos início a nossa conversa, a primeira coisa que deve ficar clara sobre o amplo universo da pesquisa é que o contexto da publicação científica está atrelado a uma lógica específica, onde essas publicações se baseiam em textos científicos que, para que sejam aprovados, precisam obedecer a uma sistematização específica que determina como os dados serão coletados, tratados, apresentados e analisados e, ainda, as normas da revista ou da instituição, onde o material será publicado. Assim, após essas adequações, tem-se o processo de submissão.

O processo de submissão de um material científico

Após desenvolver o seu material com base nos critérios, métodos e normas da revista ou da instituição, terá que submeter esse artigo para que a revista analise se ele pode ser publicado. Ele é avaliado de diversas formas.

Em primeiro lugar, avalia-se se ele está de acordo com o escopo da revista. A partir disso, há uma série de critérios específicos a cada revista que serão observados nesse artigo, como normas para os autores e tipos de trabalhos aceitos.

Depois de aceito pela revista para análise, o material será avaliado de inúmeras formas. Avalia-se se ele possui plágio, se está dentro das normas, se a linguagem está adequada e se o conteúdo é coerente e relevante para a área/linha de pesquisa. Logo, se tudo estiver de acordo com o esperado pela revista, tem-se a avaliação final do material.

A avaliação final de um artigo e a responsabilidade da revista

A última fase de avaliação de um artigo é feita por pares, às cegas. No geral, dois pesquisadores com titulação acima da sua irão avaliar se o seu material é pertinente e o parecer apontado por eles irá apontar se esse artigo poderá ser publicado ou não.

A avaliação final de um artigo e a responsabilidade da revista

Assim, após a obtenção da aprovação, significa que esse material é científico, logo, foi considerado como válido e que pode tanto contribuir com a comunidade acadêmica quanto com a comunidade laica.

Dessa forma, após esse aceite, é papel da revista publicar esse material. Nesse contexto, a publicação pode ser feita tanto no formato PDF quanto na linguagem HTML.

Assim, para que o seu material possa ser lido e citado por outros autores, a revista precisa indexá-lo em uma base de dados, em que a linguagem HTML é fundamental para que se tenha acesso e conhecimento a tais produções.

Vantagens do modelo HTML

Revistas como a Núcleo do Conhecimento têm investido nesse formato de linguagem. O acesso a esses materiais é facilitado porque por meio do próprio Google é possível chegar a essas produções.

Dessa forma, quando as revistas trabalham com outros tipos de tecnologias e não se preocupam com o HTML, precisam se vincular a algum tipo de base de dados para se apoiarem em um mecanismo capaz de tornar viável o acesso ao conhecimento. Assim, essa base de dados irá permitir que os materiais publicados cheguem às pessoas.

É por esse motivo que as bases de dados são tão importantes. Essas bases de dados, antigamente, eram muito mais restritas, de modo que eram poucos os que tinham acesso ao saber científico. Contudo, no começo dos anos 2000, os cientistas passaram a observar certas lacunas provocadas por esse acesso muito restrito ao conhecimento.

A mudança de lógica das bases de dados

Desde os anos 2000, os cientistas têm unido esforços por uma mesma causa: a luta pelo acesso ao conhecimento gratuito e de qualidade. Iniciou-se, com isso, um movimento chamado de Open Search que, em português, pode ser traduzido para “Ciência Aberta”. Essa, na verdade, é uma luta internacional.

Os cientistas adeptos a esta corrente partem do pressuposto de que o conhecimento científico não pode ser acessado apenas por uma parcela específica da sociedade, isto é, por aqueles que têm dinheiro. Luta-se, então, para que todos tenham acesso ao saber científico produzido na academia.

Dessa forma, a principal defesa é de que, além de ser gratuito, esse conteúdo deve ser acessado de forma fácil e rápida. Entretanto, ainda hoje, muitas pessoas, graduandos, pós-graduandos e a própria sociedade civil, não sabem que podem acessar a informação científica de forma rápida, dinâmica e gratuita.

O acesso à ciência

Ainda hoje, há diversos acadêmicos que impulsionam os seus alunos a se apoiarem no conhecimento que apenas pode ser acessado quando se paga por isso. Também não são raros os casos de professores que impulsionam os seus alunos a acessarem materiais em bases de dados específicas, privadas, em sua maioria.

Incentivam esses alunos a pagarem por cada um dos artigos que devem ler. Contudo, felizmente, o número de cientistas adeptos a esta corrente tem sido reduzido, visto que muitos têm contribuído para com o movimento do Open Search.

A luta, então, é pelo acesso a materiais científicos seguros e de qualidade, de forma rápida, dinâmica e gratuita.

Assim sendo, é correto afirmar que todos esses cientistas estão comprometidos com a popularização da ciência, visto que essas estratégias fazem com que mais pessoas possam ter acesso ao conhecimento que, por muito tempo, ficou restrito à elite acadêmica.

Nesse contexto, o principal objetivo do movimento Open Search é fazer com que as mais diversas pessoas, acadêmicas ou não, tenham acesso ao saber científico. É uma estratégia que também tem como escopo principal combater a proliferação de notícias falsas, onde luta-se contra a disseminação de informações inverídicas de todas as espécies, a qual provoca o mal-estar social.

Mas afinal, posso publicar o meu material científico sem estar vinculado a uma instituição e a um orientador?

Posto os aspectos levantados até aqui, podemos, então, responder à nossa questão norteadora de hoje: é possível publicar um artigo científico sem estar vinculado a uma instituição e a um orientador?

Bom, a primeira coisa que deve ficar clara é que tudo depende de onde você deseja publicar esse material, pois para algumas revistas esse vínculo é essencial, principalmente para aquelas que não têm interesse na divulgação aberta do conhecimento científico. Sabe por quê? Explicaremos a seguir.

As revistas nas bases de dados fechadas e abertas

As revistas indexadas em bases de dados fechadas não têm o mesmo interesse de popularização do conhecimento sobre a qual estamos conversando aqui. Todavia, felizmente, além da Núcleo do Conhecimento, há diversas revistas que têm se comprometido com o movimento Open Search.

Nesse contexto, as revistas comprometidas com essa causa não costumam fazer distinções entre titulações, de modo que todos podem contribuir com a movimentação da ciência.

O artigo de um graduando/graduado tem a mesma validade que um artigo de um doutor/pós-doutor, claro, pois acredita-se que ambos contribuem de alguma forma com a emancipação da sociedade.

Todos os artigos passam pelas mesmas etapas de avaliação e, além disso, todos são avaliados às cegas. Assim, a avaliação é feita conforme o nível no qual você se encontra nesse momento específico de sua trajetória.

Os níveis na avaliação de um artigo científico

A avaliação de um artigo científico é rigorosa para todos os acadêmicos, de modo que se o artigo foi escrito por um graduando, as exigências a esse nível é que serão levadas em consideração pelos avaliadores.

Os níveis na avaliação de um artigo científico

Nesse sentido, é válido mencionar que esse avaliador não irá avaliar a sua titulação, mas sim o conteúdo desse material específico.

É a partir da análise desse conteúdo que irá emitir um parecer que irá apontar se esse material está ou não passível a ser publicado.

O material que respeita todas as exigências para o seu nível costuma ser aceito para publicação, porém, é perfeitamente normal que sugestões de melhorias tenham que ser atendidas para que o artigo seja, de fato, publicado.

Assim sendo, recomendamos que você dê preferência pela publicação em revistas que são comprometidas com o movimento do Open Search, uma vez que não costumam fazer quaisquer distinções em termos de titulação.

As exigências para publicação no movimento Open Search

Todavia, embora a titulação não seja um fator decisivo para a publicação desse artigo, bem como não é necessário ter um vínculo com alguma instituição/orientador, o seu material terá que atender a uma série de exigências e critérios para que seja analisado e publicado.

Assim, desde que o seu material esteja dentro das normas indicadas pela revista, que seja inédito e contributivo para a sociedade na qual vivemos, ele passará por uma avaliação. Algo fundamental nesse processo é a atenção ao problema de pesquisa. Todo material, para que seja considerado como relevante, precisa partir de um problema de pesquisa sólido, urgente e concreto.

As exigências para publicação no movimento Open Search

Nesse contexto, o objetivo deste artigo deverá ser o de encontrar subsídios para responder a esse problema de pesquisa e, se possível, solucionar o problema proposto.

Dessa forma, tem-se como pressuposto que um artigo não fornece todas as respostas, mas, sem dúvidas, ele deve contribuir de alguma forma.

O processo de publicação depende de uma instituição?

Não necessariamente, tudo depende do contexto onde deseja publicar esse material. Se você está em um programa de pós-graduação de mestrado e doutorado e deseja publicar esse material em um contexto específico, o mais indicado é que você consulte o seu orientador e pergunte se é viável publicar esse material naquela revista específica.

Nesse contexto, se você costuma transitar entre as mais diversas áreas, de modo que nunca para de estudar e sempre está em contato com as mais diversas formas de se produzir ciência, é preciso que entenda um pouco sobre o que as revistas esperam das pessoas que publicam muito e que fazem parte de um grupo de pesquisa.

As limitações impostas à publicação científica

Uma coisa que você precisa ter bem claro em mente quando for procurar por uma revista que aceite publicar o seu material, é que uma pesquisa que já foi publicada para em uma área específica dificilmente poderá ser publicada novamente, mesmo que você trabalhe de uma forma interdisciplinar e o material aborde um assunto que também seja de interesse a uma área diferente daquela em que ele já foi divulgado.

Por exemplo, digamos que um pesquisador, junto aos membros de seu grupo, que atuam de forma interdisciplinar, tenham produzido um material direcionado à área da compostagem.

Contudo, ao submeterem esse material a uma revista específica esse material não foi aceito para a publicação, pois ele se tratava de um material aplicado que já havia sido publicado em uma das outras áreas de atuação desse grupo.

Além disso, tem-se o fato de que muitas instituições não aceitam que um material publicado em uma revista, mesmo que na forma de paper, seja apresentado como trabalho final, alegando se tratar de plágio.

Isto acontece porque cada instituição e revista entendem o fazer científico de uma forma muito específica. O mesmo vale para artigos apresentados em um congresso científico. No geral, eles não podem ser republicados.

Como publicar de uma forma facilitada em uma revista científica?

Na verdade, não existe uma regra, mas, claro, há certas práticas de pesquisa que não são bem aceitas, como a publicação de um artigo submetido em um evento em uma revista, pois entende-se que ele não é mais inédito, uma vez que os responsáveis pelo evento tornaram esse material disponível na web.

Com isso, percebemos que a publicação não depende do vínculo com uma instituição!

Por outro lado, é muito difícil que você consiga submeter um mesmo trabalho em dois tipos de instituições distintas, como em sua faculdade e em uma revista ou congresso científico, o que restringe um pouco as suas opções.

É provável que você tenha que apresentar um material diferente para cada um desses contextos, porém, é indicado que você se informe antes de submeter parte do conteúdo de seu material final a uma revista, pois poderá ter que refazer. Nesse sentido, é possível publicar um material sem que haja um vínculo com uma instituição nas revistas que não têm essa exigência.

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