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O que fazer quando não gostar da área da graduação?

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Em nosso post de hoje iremos discutir sobre algumas das possibilidades que você tem em mãos caso não se identifique com o seu curso de graduação e ainda não o concluiu. Esta é uma situação que tem afetado as mais diversas pessoas.

Por isso, ao longo desta conversa iremos elucidar algumas situações para que você pense um pouco sobre a sua própria formação. O nosso objetivo aqui é que você reflita tanto sobre a sua vida acadêmica quanto sobre a sua vida profissional.

Para isso, iremos partir da seguinte questão norteadora: fiz um curso técnico de nível superior em segurança do trabalho e não gostei desta área. É possível fazer um novo curso e se especializar em uma outra área?

Considerando esse cenário, iremos introduzir algumas possibilidades. Logo, a primeira coisa que você precisa manter em mente é que a especialização/pós-graduação apenas pode ser feita quando esse curso de graduação já foi concluído.

A importância da graduação

Mesmo que o seu curso de graduação não tenha lhe causado interesse algum, tenha em mente que ele ainda é importante para a sua carreira, visto que é a base para outras possibilidades.

Assim, antes de apresentarmos essas possibilidades, é válido destacar que há um ponto crucial sobre o qual precisamos chamar a sua atenção e ele diz respeito a importância da graduação.

A importância da graduação

Dessa forma, saiba que a fim de que qualquer profissão possa ser exercida de maneira regular no Brasil, é preciso que o interessado faça um curso de graduação para que obtenha a certificação para isto.

Contudo, não necessariamente uma pós-graduação deve ser feita na mesma área da graduação.

Como funcionam os cursos de pós-graduação?

Uma das possibilidades que falaremos aqui é que, se você concluiu o seu curso de graduação e não gostou dele, mas de alguma forma se interessou por uma área específica dentro desse rol de disciplinas com o qual teve contato, você pode procurar por um curso de pós-graduação na área que mais lhe chamou a atenção.

O mundo da pós-graduação é bastante democrático, de modo que a pessoa pode procurar por uma na área de projetos, processos, recursos humanos e muitas outras, depois de concluído um curso de Administração, por exemplo.

Nesse contexto, quando falamos sobre pós-graduação, existem diversos cursos ofertados no nível do lato sensu, que são aqueles cursos de pós-graduação em campos específicos do mercado de trabalho, que podem ser feitos para que a atuação profissional se torne mais dinâmica.

Esses cursos oferecem um conhecimento mais direcionado e aplicado, uma vez que o aluno irá se profissionalizar em um campo específico de sua preferência. Diferentemente da pós-graduação stricto sensu que é mais teórica.

Cursos de pós-graduação stricto sensu

Apesar do contexto mencionado acima, nem sempre uma pessoa procura por uma pós-graduação prática, pois pode ser que o seu interesse seja o de desenvolver pesquisas científicas. Nesse caso, a pós-graduação stricto sensu é a melhor opção, onde esse tipo de pós é formado por dois tipos de cursos, quais sejam: o mestrado e o doutorado.

Cursos de pós-graduação stricto sensu

Eles são mais voltados para área de pesquisa acadêmica e produção científica, logo, são recomendados para aqueles que desejam seguir uma carreira nesta área.

Além disso, como já foi dito, o mundo da pós-graduação é um pouco mais democrático, de modo que também aceitam que cursos de mestrado ou doutorado possam ser feitos voltados para áreas diferentes da do curso de graduação.

Por exemplo, uma pessoa formada em Engenharia ou Segurança do Trabalho poderia fazer um mestrado na área da Educação, a fim de se tornar um professor universitário. Entretanto, essa é a estratégia indicada para aqueles que desejam investir em uma carreira acadêmica. O know-how e o título obtido nesse nível tornará a pessoa apta para atuar como pesquisadora e docente no ensino superior.

Agora, digamos que uma pessoa tenha o desejo de atuar nessa área acadêmica, mas que também está interessada em atuar profissionalmente em uma outra área. Nesse caso, seria necessária a realização de um outro curso de graduação voltado para essa área em específico, pois sem a certificação não será possível atuar como profissional.

O exemplo do profissional de Educação Física

Para que possamos compreender um pouco melhor a questão da atuação profissional, citaremos um exemplo prático. Digamos que uma pessoa tenha feito um curso de bacharel em Educação Física e que durante muito tempo a atuação profissional desse indivíduo tenha se concentrado no espaço da academia. Assim, por ter uma grande ligação com o mundo da saúde, ele decidiu que queria fazer um mestrado em nutrição.

O exemplo do profissional de Educação Física

O fato de ter escolhido fazer um mestrado em nutrição, e não uma graduação, não permitiu que ele atuasse como nutricionista, pois mesmo que ele quisesse, não poderia indicar nenhum tipo de dieta aos seus alunos da academia, visto que não possuía um certificado, não sendo considerado, pela lei, um profissional da área.

Assim, a fim de que pudesse atuar dessa forma, teria que realizar um curso de graduação na área de Nutrição e obter o título equivalente a esta profissão.

O exercício legal de uma profissão, portanto, não está ligado com a realização de um curso de pós-graduação, porém, para que possa exercer a profissão na prática, terá que ter feito um curso de graduação correspondente à área de pesquisa. Se você não tem interesse em ser um acadêmico, alguns cuidados devem ser tomados para que possa exercer a profissão de maneira regular.

Como exercer a profissão de maneira regular?

Aquelas pessoas que não têm interesse na atuação enquanto acadêmicos têm que adotar outros tipos de estratégias. Pensemos novamente no caso do profissional da Educação Física que fez um curso de mestrado em Nutrição.

Como exercer a profissão de maneira regular

Ele poderia continuar atuando como educador físico em academias e espaços semelhantes, bem como poderia ser pesquisador nutricional.

Nesse sentido, poderia lecionar algumas disciplinas no ensino superior atreladas a esse campo de especialização, porém, não poderia receitar qualquer tipo de medicamento, tratamento ou dieta.

Esse tipo de possibilidade é viável apenas para aqueles que fazem um curso de graduação na área na qual pretendem atuar de maneira prática. Apenas as possibilidades atreladas ao mundo da pesquisa poderiam ser colocadas em prática. Nesse sentido, a pessoa que decide se dedicar a uma outra área deve considerar qual é o caminho profissional que deseja seguir antes de tomar esta decisão.

Cuidados essenciais para escolha do curso mais adequado

Esteja, você, pensando em ingressar em um novo curso de graduação ou em uma pós-graduação, alguns cuidados serão essenciais para que esse processo se dê da melhor maneira possível.

A primeira coisa que indicamos que você faça é uma Análise SWOT pessoal, pois, dessa forma, saberá qual é o melhor caminho a ser tomado neste momento rumo a uma profissionalização.

Cuidados essenciais para escolha do curso mais adequado

É essencial que você tenha muito claro em mente o que deseja fazer agora, porque se o seu interesse é o de atuar tão somente no mundo da pesquisa, o seu leque de opções será muito diferente daquele destinado às pessoas que desejam partir para o campo e atuar no mercado de trabalho.

Esses aspectos são decisivos e impactam diretamente no processo de tomada de decisões. Se o seu interesse é tão somente o de lecionar no ensino superior, não é necessário que faça um novo curso de graduação, mas sim um mestrado.

Quais são as possibilidades para quem almeja se estabilizar no mercado?

Se após esta conversa você perceber que não têm interesse nas atividades de leitura, pesquisa e produção de materiais científicos, bem como se o seu objetivo não é o de lecionar no ensino superior, as estratégias a serem definidas devem ser outras.

Reconhecemos que nem todas as pessoas desejam se estabilizar no contexto acadêmico. Se o seu interesse é o de estar em contato mais próximo com a sociedade em geral e de resolver os seus problemas de forma rápida e prática, sem dúvidas um curso de mestrado ou doutorado não vai contribuir muito.

Visto que os seus interesses predominantes são outros a pós lato sensu ou mesmo a realização de uma segunda graduação, caso queira atuar em um campo completamente novo e que precisa da regularização, será a melhor opção.

Quando fazer uma segunda graduação?

Esta é uma questão bastante relativa. Porém, se você tem como intuito abrir um consultório e não tem o título necessário para isto, a realização de uma segunda graduação será quase que uma exigência, pois, como temos demonstrado, as profissões como um todo apenas podem ser praticadas de forma legal e regular caso você tenha a titulação para isto.

Como não estamos falando de um perfil de profissional que deseja unir o mundo acadêmico ao profissional, a realização de uma segunda graduação ou de um curso de especialização em uma área específica desse campo profissional são estratégias que renderão bons frutos.

Contudo, antes de fazer um curso, seja uma nova graduação, uma especialização ou mesmo um mestrado ou doutorado, é essencial que você tenha claro em mente se esse novo curso irá agregar em alguma coisa nesse momento, pois nem sempre fazer muitos cursos é a melhor alternativa.

As mudanças de interesse

No geral, são as mudanças de interesse que fazem com que a realização de uma segunda graduação seja a estratégia mais indicada. É o caso, por exemplo, de pessoas formadas em Medicina que descobriram que o seu interesse principal é o de defender outros médicos, contudo, esta profissão apenas pode ser praticada quando o indivíduo realiza um curso de graduação em Direito e obtém o número da ordem após a aprovação no exame.

É algo que acontece com todos aqueles que desejam atuar de forma mais efetiva em um campo muito oposto daquele no qual fez o seu curso de graduação. Não são raros os casos de pessoas formadas em campos muito práticos que descobrem que a sua verdadeira vocação é o ensino, de modo que procuram ora por um curso de Pedagogia, ora por um que contemple as disciplinas que deseja ministrar (como física, matemática, história, filosofia, arte e outras).

Nesse contexto, o mais importante é refletir a respeito do que será mais benéfico para você antes de tomar essa decisão, pois, em alguns casos, dependendo do campo em que deseja atuar, nem sempre é necessário realizar essa segunda graduação, mesmo que você não tenha simpatizado com o curso que fez.

Posso aproveitar uma graduação anterior sem ter gostado?

Caso você não tenha se simpatizado com a graduação que fez, mas de alguma forma gostou de uma disciplina específica desse curso, a realização de uma segunda graduação pode ser dispensada, pois, nesse caso, a depender dos seus interesses pessoais, que podem pender tanto para o desenvolvimento de uma carreira acadêmica quanto para a profissional, você pode fazer uma pós-graduação nesta área em específico.

Se o seu interesse é o de atuar como um pesquisador, fazer um curso de mestrado e, caso queira, na sequência, um doutorado, é o mais indicado, sobretudo se o seu interesse é o de ministrar aulas no ensino superior.

Contudo, se você não se identifica com as atividades de pesquisa e de docência, esta estratégia não é a mais indicada, uma vez que o lato sensu tem muito mais com o que contribuir para com o desenvolvimento de novas competências e habilidades nesta área na qual você resolveu se aperfeiçoar nesse momento em específico.

Analise as possibilidades de pós-graduação

Se você percebeu que dentro do rol de disciplinas com o qual teve contato ao longo desse curso há alguns pontos que lhe chamaram a atenção ou que podem contribuir com o seu dia a dia de trabalho, a realização de um curso de pós-graduação é a estratégia mais indicada.

Se você é uma pessoa prática por natureza, um curso mais teórico, como é o caso dos mestrados e dos doutorados acadêmicos, pode não ser tão interessante. Não há algo melhor ou pior, há aquilo que pode lhe ajudar a se destacar melhor em um dado contexto e que pode lhe ajudar a evoluir enquanto pessoa.

Além disso, quando falamos de profissões, você deve fazer uma análise profunda quanto ao local de trabalho, pessoas com as quais você convive, características pessoais e outros aspectos. Não escolha algo que as pessoas acham que pode lhe servir.

Escolha algo com o qual se sente confortável e disposto a se arriscar cada vez mais!

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