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Você pode ser mestre e doutor? O que é preciso ter?

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A carreira acadêmica e os seus pilares fundamentais: como posso me preparar para ser um mestre e um doutor? Preciso fazer os dois cursos? O mestrado basta? O que devo considerar?A carreira acadêmica e os seus pilares fundamentais: como posso me preparar para ser um mestre e um doutor? Preciso fazer os dois cursos? O mestrado basta? O que devo considerar?

Olá, tudo bem? Em nosso post de hoje iremos discutir sobre duas das possibilidades que uma pessoa que deseja se aventurar no mundo acadêmico poderá optar para se preparar para isso. Estamos nos referindo aos cursos de mestrado e doutorado ofertados pelas instituições espalhadas por todo o país. Muitos se questionam se é preciso fazer um curso de mestrado ou doutorado e se é possível fazer uso dos dois títulos após o término e aprovação nos dois cursos. Muitas pessoas têm dúvidas sobre as questões que perpassam pela titulação e é pensando nelas que hoje iremos esclarecer alguns pontos. Pensaremos nos papéis assumidos pelos mestres e doutores, bem como iremos apontar a função de um PhD em uma área. Se é possível que uma pessoa seja, ao mesmo tempo, mestre e doutora, devemos pensar, então, no que ela deve fazer para ser reconhecida de ambas as formas. Pensemos um pouco sobre os tipos de ensino.

Os tipos de ensino e como influenciam na titulação

Quando discutimos sobre cursos de mestrado e doutorado é preciso que pensemos nos tipos de ensino. Pensemos um pouco sobre como funciona a cátedra acadêmica. A partir do momento em que saímos do Ensino Médio, para que possamos atuar em certos campos do mercado, é preciso que façamos um curso de graduação na área que desejamos atuar. Nesse sentido, escolhemos um curso que irá nos fornecer ao término o título de graduado. O curso de graduação pode ser técnico, um bacharel ou uma licenciatura. Após o término deste curso, caso o seu interesse seja o de atuar na pós-graduação, irá ingressar em um mestrado. Há alguns caminhos que poderá optar. Se o seu interesse é o de se profissionalizar para atuar em um campo específico de sua área, o mestrado lato sensu é o mais indicado. Para ser mestre, então, terá que fazer outro tipo de mestrado, o stricto sensu. No lato sensu, o título é o de especialista.

O título em um curso de mestradoO título em um curso de mestrado

O título adquirido em um mestrado stricto sensu não é o de especialista, mas sim de mestre. O programa de mestrado tem como objetivo introduzi-lo no mundo da pesquisa. É o primeiro contato que muitas pessoas têm com o exercício da leitura e escrita científica de forma ativa. É o primeiro degrau que irá escalar para ser um pesquisador e professor universitário. Esse tipo de curso fará com que você tenha uma experiência muito nova. O trabalho final é a própria dissertação de mestrado, bem como terá que desempenhar uma série de atividades, como a publicação de artigos e divulgação dos resultados desse estudo em eventos da área. É um curso que demanda do aluno o conhecimento profundo sobre o assunto de interesse. A postura exigida desse aluno é uma totalmente diferente, pois não é mais um sujeito passivo, logo, o conhecimento adquirido deve ser convertido em produções sobre o seu tema.

A conclusão do mestrado e a procura pelo doutoramento

As pessoas que vem do mercado “estranham” esse mundo porque ele é diferente. Ele exige do aluno um comprometimento contínuo com as atividades de pesquisa e nem todos estão acostumados com essa lógica, logo, demoram para se adaptar. O resultado desse curso é a obtenção do título de mestre. Contudo, muitas pessoas não param aí e partem para o processo de doutoramento. O mestrado tem um tempo de duração menor em relação ao doutorado, logo, não são exigidas do aluno de mestrado as mesmas atividades exigidas no doutorado. O mestrado tem duração mínima de 18 meses e máxima de 24 meses, podendo ser estendido para 30 meses. O aluno terá apenas dois anos para se adaptar a esse amplo universo. Mesmo que o tempo mínimo seja 18 meses, é quase impossível se adaptar a esse novo cenário e desenvolver um bom trabalho em um período tão curto, visto que há as  diversas atividades paralelas.

Os prazos dos programas de mestradoOs prazos dos programas de mestrado

Os prazos disponíveis afetam no quanto o aluno será cobrado no nível do mestrado e doutorado. Os alunos desempenham essas atividades e desenvolvem a dissertação em 30 meses, quando, por algum motivo, não conseguem cumprir o prazo normal. Problemas de saúde, por exemplo, podem exigir desse aluno a entrada com um pedido de prorrogação. Porém, tenha sido esse curso feito em 18, 24 ou 30 meses, obtém-se, caso a dissertação seja aprovada, o título de mestre. Na sequência, caso seja de interesse do aluno, ele partirá para o próximo nível de nossa cátedra, o doutorado. Ele terá que passar por um novo processo seletivo. Caso seja de seu interesse, pode permanecer na mesma instituição, programa e com o mesmo orientador ou pode fazer outras escolhas em qualquer um desses níveis. Pensemos nas características de um curso de doutorado para que tais questões fiquem mais claras.

Como funcionam os cursos de doutorado?

Diferentemente dos cursos de mestrado, os doutorados duram mais tempo. O mais comum é que tenham o tempo mínimo de 36 meses, porém, é difícil que a tese seja feita em tão pouco tempo. A média, por sua vez, fica na casa dos 48 meses. A depender do programa, o curso pode ser feito em cinco ou seis anos, caso a prorrogação permita essa expansão do prazo. O doutorado dura mais tempo porque o trabalho a ser desenvolvido é muito mais profundo, pois o aluno terá que apresentar uma tese, isto é, uma ideia original sobre seu tema. É esse caráter de sua tese que irá lhe conferir o título de doutor. Com isso, podemos pensar em quais são as pessoas que podem ser mestres e doutoras em nosso país. Podem ser mestres todas as que já concluíram um curso de graduação, independentemente do formato. Podem ser doutoras apenas aquelas que concluíram um curso de mestrado na modalidade stricto sensu.

As exceções à regraAs exceções à regra

Nós, pessoalmente, não acreditamos que essa seja uma boa ideia, mas os casos existem e devem ser mencionados. Há pessoas que conseguem migrar da graduação para o doutorado direto. As pessoas que têm essa possibilidade pulam a etapa do mestrado por acreditarem que terão mais tempo, mas, na verdade, ocorre o contrário: o tempo para se adaptarem a esse contexto totalmente diferente e cumprir os créditos será muito reduzido. A falta de experiência com as disciplinas e atividades específicas (como produção de artigos e participação em eventos) pode fazer com que o processo seja mais complicado. As pessoas que não conseguem se adaptar ao cenário acabam levando mais tempo para concluírem esse curso do que aquelas que não pulam a etapa do mestrado. Assim, o argumento da redução do tempo nem sempre se sustenta. É nesse sentido que afirmamos que algumas possibilidades podem ser um tanto quanto prejudiciais.

Os aspectos financeiros influenciam na eficiência da vida acadêmica?

Essa é uma questão que muito nos tem sido questionada. Muitos têm dúvidas ainda hoje se aquelas pessoas que não têm grandes recursos financeiros são capazes de se tornarem mestres e/ou doutoradas. É nosso papel afirmar que hoje essa questão não mais se sustenta, pois, hoje, em nosso país, há várias possibilidades para que façamos esse curso de maneira gratuita. Até mesmo nas instituições particulares é possível fazer esse curso de forma gratuita por meio da bolsa-balcão. Temos em nosso país diversos programas que incentivam aqueles que desejam fazer esse curso, mas não possuem muitos recursos para tanto. Há diversas agências de fomento nacionais e federais que oferecem esse apoio às pesquisas, como é o caso do CNPq e da CAPES. No caso do estado de São Paulo, temos a FAPESP. Cada estado tem as suas próprias agências de fomento e, em alguns casos, há entidades municipais que financiam esses estudos.

Como posso fazer um curso desse tipo sem ter dinheiro?

Por meio das bolsas. Hoje, a falta de acesso a essas oportunidades não está tão ligada aos fatores financeiros, embora, claro, para algumas pessoas, esse fator pode inibir a procura em um certo momento, sobretudo quando precisam se mudar para uma outra cidade. Não estamos dizendo que será algo fácil, mas as bolsas são poderosas aliadas, uma vez que quando não precisamos trabalhar para que possamos nos manter nesses cursos, conseguimos dedicar mais horas do nosso dia às atividades de pesquisa. O que queremos demonstrar neste post é que mesmo as pessoas que têm poucos recursos podem alcançar esse sonho, uma vez que, como mencionamos, as agências de fomento contribuem para que tenhamos acesso a essas bolsas. Além disso, muitos se questionam sobre o porquê de ser necessário para algumas pessoas investir nesse tipo de carreira, isto é, sobre as reais possibilidades de uso do título.

De que forma posso usar meu título de mestre e/ou doutor?

Para ambos os casos, isto é, para o mestre e para o doutor, o ambiente mais comum, após o término desse curso, é a sala de aula, uma vez que, como temos ressaltado, a pós stricto sensu forma professores universitários e pesquisadores. Os mestres conseguem ministrar as suas aulas nos cursos de graduação, bem como nos cursos de pós lato sensu. No caso de regiões mais carentes, em que há a falta de professores para os cursos de graduação e até mesmo pós, você conseguirá ingressar como docente de uma forma mais facilitada. Também devemos chamar a sua atenção para o fato de que muitos desses mestres conseguem adentrar nas universidades por meio de concursos públicos específicos, sejam elas estaduais ou nacionais. Consulte sempre os editais disponibilizados pelas instituições nas quais deseja lecionar e verifique quais são os requisitos mínimos para a contratação.

Os concursos públicos para mestres e doutores

Frequentemente, são lançados editais destinados aos mestres e doutores. Podem atuar nas instituições de ensino superior municipais, estaduais ou federais. Os institutos federais lançam diversos editais, com diferentes tipos de contratos. Os institutos técnicos também costumam contemplar esses professores, assim como as instituições particulares. Temos alguns posts sobre como analisar um edital e os tipos de concursos públicos que você pode realizar. Não deixe de consultar. Tanto os mestres quanto os doutores podem seguir esse mesmo caminho, visto que alguns concursos são voltados para os dois níveis, porém, há aqueles editais que permitem que apenas doutores possam participar. Contudo, aqui estamos nos atendo a um cenário generalista. Há algumas áreas que permitem que esse título seja usado de uma forma muito mais alargada, como é o caso da área da Administração.

As possibilidades de uso de um títuloAs possibilidades de uso de um título

Algumas áreas permitem que esse título seja utilizado de uma maneira mais alargada, como é o caso da Administração, visto que os líderes, grandes gestores, consultores e até mesmo aqueles profissionais de mercado que transitam entre os dois mundos podem ter um “up na carreira” com esse curso de mestrado e/ou doutorado. No caso dos doutores, além dos editais de concursos públicos, há algumas possibilidades sobre as quais não poderíamos deixar de comentar. Há programas que permitem que possam trabalhar nos setores de pesquisa das grandes empresas, o que é uma boa alternativa para aqueles que não querem lecionar nesse momento. Contudo, não são todas as empresas que acolhem doutores.

Há diversas empresas que optam por não empregarem doutores, uma vez que o custo é mais alto em relação ao candidato a vaga que é um mestre. Isso acontece porque entende que a pessoa ficou muito tempo no mundo acadêmico, logo, não tem experiência de mercado, o que não seria vantajoso para a organização, que demanda profissionais com inclinação prática. Tome cuidado com uma vida acadêmica voltada tão somente a academia, sobretudo se tem interesse em atuar no mercado depois de concluir este doutorado. Temos percebido que essa estratégia não tem sido bem vista, pois o mercado está ligado a outro tipo de lógica. Pessoas ligadas ao mundo acadêmico passam mais tempo refletindo do que agindo, o que nem sempre é bem visto.

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