Habitação De Interesse Social: Uma Nova Proposta Para O Bairro Vila Nova, De Coronel Vivida – Paraná

0
1800
DOI: ESTE ARTIGO AINDA NÃO POSSUI DOI [ SOLICITAR AGORA! ]
Habitação De Interesse Social: Uma Nova Proposta Para O Bairro Vila Nova, De Coronel Vivida – Paraná
5 (100%) 1 vote
ARTIGO EM PDF

FERRI, João Rodolfo Petzhold [1], PAGNO, Daniele Kunz [2]

FERRI, João Rodolfo Petzhold; PAGNO, Daniele Kunz. Habitação De Interesse Social: Uma Nova Proposta Para O Bairro Vila Nova, De Coronel Vivida – Paraná. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 03, Ed. 07, Vol. 05, pp. 163-182, Julho de 2018. ISSN:2448-0959

Resumo

Pretende-se nesse artigo abordar e ressaltar uma alternativa à readequação das famílias do bairro Vila Nova, em Coronel Vivida – Paraná em novas moradias com melhores condições de habitação, estas com especificação de materiais de baixo custo e mínimo impacto ao meio ambiente, e, utilizando alguns conceitos de flexibilidade, construção rápida e eficiente (menos resíduos), com iluminação e ventilação naturais, escolhendo também materiais de construção mais adequados à região e ao meio ambiente. Fomentar uma melhor socialização dos moradores com a cidade também é uma necessidade que prevalece há muito tempo e não pode ser colocado de lado. Para o presente trabalho foram selecionados três estudos de caso de habitações sociais, das cidades de São Paulo, Recife e Londres, cuja tipologias de conjunto e de moradia, localização temporal e espacial e peculiaridades do lugar ilustram a variabilidade de parte de seus conceitos. Sua relevância para a análise projetual revela potencial de contribuição para estratégia metodológica de projeto, este focado na ventilação e iluminação naturais, e sua concepção facilitada com base nas necessidades dos moradores e em possíveis ampliações futuras, visando assim a melhoria da qualidade da habitação social com relação ao pleno atendimento de necessidades sociais e psicológicas de futuros usuários.

Palavras-chave: Habitação Popular, Arquitetura Eficiente, Meio Ambiente, Qualidade.

Introdução

Segundo a Agenda Habitat Declaração de Istambul, (Apud BORGES, 2013, p. 31), a habitação adequada é aquela na qual é perceptível se tratar de uma habitação sadia e segura, composta por serviços básicos e que proporcione ao morador a sensação de bem-estar e proteção.

Resumidamente, de acordo com o parágrafo 43 de SAULE, 2005, p. 13, Apud BORGES, 2013, p. 31, habitação significa:

Mais do que um telhado sobre a cabeça, a habitação adequada significa privacidade, espaço adequado, acesso físico, adequada segurança – incluindo a garantia de posse -, durabilidade e estabilidade da estrutura física, adequada iluminação, aquecimento e ventilação;  juntamente com uma condizente infraestrutura básica, fornecimento de água, saneamento e tratamento de resíduos, apropriada qualidade ambiental e de saúde, adequada localização com relação ao trabalho e serviços básicos; E que esses componentes tenham um custo acessível para todos.

Portanto, Borges (2013) nos diz que o déficit habitacional, a partir de tais proposições, pode ser compreendido de maneira imediata e intuitiva como necessidade de construção de novas moradias para a solução de problemas sociais e específicos de habitação. Desta maneira, o déficit está diretamente relacionado à necessidade de construção de moradias para minimizar o problema social de habitação, promovendo assim condições de habitabilidade.

A questão da inadequação de moradia compreende o perímetro urbano e também diz respeito a problemas referentes à falta de qualidade dos espaços, que não proporcionam condições desejáveis principalmente de bem-estar e salubridade, de modo que os programas federais são fundamentais para as políticas complementares relacionadas a construção de moradias que proporcionem a melhoria das habitações existentes, sendo uma alternativa para a oferta de condições de habitabilidade em seus espaços de moradia à população afetada.

Para o Almeida (2001), a habitabilidade, quando efetiva, depende de um conjunto de qualidades com características fundamentais para habitação. Os fenômenos existenciais ocorrem no processo de habitar, observando os seguintes aspectos comportamentais: territorialidade, privacidade, identidade e ambiência, de maneira que a dimensão fenomenológica interfere na habitabilidade e foca no modo como a unidade é vivenciada.

O Ministério Público do Estado do Paraná (MPPR), destaca a importância da moradia digna para todo e qualquer ser humano, de qualquer lugar, em qualquer época, que foi reconhecida pelo principal Documento Internacional editado pelas Nações Ocidentais no segundo Pós-Guerra, marcando o início de uma nova fase da Ordem Internacional, sob o dístico da cooperação e da solidariedade. A referência é à Declaração Universal dos Direitos Humanos, que inclui o direito à moradia digna em seu artigo XXV, n. 01:

“Toda pessoa tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e bem-estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis, e o direito à segurança em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda dos meios de subsistência fora de seu controle”.

Segundo Rubin e Bolfe (2014), o crescimento urbano gera uma sobrecarga na necessidade de infraestrutura e equipamentos, afetando o funcionamento da cidade como um todo e comprometendo a qualidade de vida da população.

O problema habitacional e as inadequadas condições de moradia da população de baixa renda também são problemas gerados pela acelerada urbanização. Assim, tornam-se necessários investimentos nas cidades, na tentativa de diminuir a problemática ocasionada pelo crescente aumento da urbanização.

Existe a real necessidade de readequar as famílias do bairro Vila Nova, em Coronel Vivida – Paraná em novas moradias. Moradias essas com melhores condições de se viver, e fomentar uma melhor socialização dos moradores com a cidade.

As habitações foram planejadas levando em conta conceitos construção rápida e eficiente (menos resíduos), com iluminação e ventilação naturais, conforto e padrão de qualidade superior ao normalmente encontrados em moradias populares.

O estudo, o projeto e a aplicação de técnicas construtivas em que as condições ecológicas e bioclimáticas são prioridade.

Não será deixado de considerar, no entanto, as questões de custo. A construção aproveitará estudos de orientação solar e dos ventos para beneficiar o conforto térmico.

A parte externa das habitações propostas podem contar com pergolados, que são estruturas de madeira usadas para dar suporte a espécies vegetais caducifólias, que perdem as folhas no inverno, propiciando maior entrada da radiação solar, e estão com folhas no verão, criando um ambiente sombreado. No teto será aplicado forro duplo para manter o calor no inverno, com circulação de ar para auxiliar o resfriamento do telhado no verão.

Metodologia

Após nominar na problematização do presente trabalho, foi levantada a situação atual e o potencial de desenvolvimento das moradias no bairro já existente. Assim, se fez um ponto de fundamental importância para o desenvolvimento constante de políticas públicas que priorizem a formação social através de moradias de qualidade.

Foi realizado o trabalho de campo para descrição das situações identificadas, a partir de visitas e conversas informais com o público envolvido, pois o material de pesquisa encontrado (da atual situação da comunidade analisada), é em algumas circunstâncias, vago. Visitas que serviram de subsídio para a conformação de um breve diagnóstico quanto às condições de espaço atual das moradias, assim como para o mapeamento das áreas de interesse.

Ao final das etapas supracitadas, mediada pela participação da comunidade analisada, foi possível vislumbrar a estrutura das atuais moradias, com suas características quanto à evolução de uso e ocupação, e entorno, infraestrutura em termos de suas deficiências, tendências e potencialidades bem como de seus aspectos de importância no funcionamento, e de sua organização.

A partir de todos os dados necessários coletados (mesmo que informalmente), foi elaborado o projeto, volumetrias, e elaboradas maquetes eletrônica e física, em que o conceito será reforçado a seguir.

Em relação à forma, o formato adotado das esquadrias (janelas basculantes verticais) visa garantir a iluminação e radiação direta total dos ambientes da casa. O projeto já irá prever possíveis ampliações de um ou mais quartos, caso sejam necessárias faze-las. Também serão previstas alterações de algumas paredes internas na área privativa (quartos) e a possibilidade de adição de garagem na parte frontal da casa, caso for o gosto e/ ou necessidade por parte dos moradores.

O intuito já citado anteriormente de utilizar uma arquitetura bioclimática, juntamente com a arquitetura flexível e adaptável dá uma ideia moderna sobre o conceito dos espaços arquitetônicos híbridos, com funções simultâneas para o mesmo ambiente ou, ainda, de troca de funções, com facilidade e rapidez, com ou sem serviços de construção.

A ideia é: retirar o rótulo de casa padronizada, dar aos usuários mais liberdade dentro de suas moradias, não os deixando presos ao conceito de arquitetura habitacional de baixa renda padrão, e possibilitar modificações na estrutura física para acompanhar as mudanças que ocorrem através do tempo com os usuários.

A concepção deve prever uma “planta fácil de ser adaptada”, capaz de gerar uma variedade de arranjos espaciais. Um quarto que pode se transformar em sala de tv ou uma sala de costura; uma sala de leitura que pode se tornar um quarto de criança; Quarto do casal pode se tornar quarto para dois filhos ou mais. Essas são as possibilidades que podem ser levantadas com a arquitetura flexível. Claro que, áreas mais especificas, como as áreas úmidas, devem ser preservadas desde o ato do projeto até o fim da vida útil do imóvel.

Revisão Bibliográfica

Problemática da Habitação Social no Mundo

De acordo com Fittipaldi (2008), uma das metas dos atuais governos é melhorar as condições de vida da população, principalmente dos países menos favorecidos, considerados pobres no contexto global. Pensar de maneira global e agir localmente constitui um modelo capaz de permitir a formulação de políticas eficazes quanto à redução do déficit habitacional, à melhoria do acesso aos bens públicos e privados e ao aumento da renda real com equidade.

Bonduki (1996) pontua que problema da habitação atingiu dimensões grandiosas ao longo dos últimos 20 anos devido à irregularidade e precariedade dos assentamentos populares nos países subdesenvolvidos, a necessidade de expansão das infraestruturas e dos serviços urbanos, a nova escala dos problemas de transportes e acessibilidades, o armazenamento, abastecimento e utilização de energia e de água, o tratamento de resíduos, a poluição ambiental, atmosférica e sonora, a degradação ambiental decorrente da própria expansão urbana, o crescimento da pobreza, da falta de empregos e de renda e o aumento dos conflitos de terra e despejos ilegais.

Habitação social segundo a ONU – Organização das Nações Unidas

Bonduki (1996) informa que em junho de 1996 a ONU adotou uma agenda, denominada de Agenda Habitat, que estabelece um conjunto de princípios, metas, compromissos e um plano global de ação, visando orientar os esforços nacionais e internacionais no campo da melhoria dos assentamentos humanos. Desta agenda, destacam-se 4 temas da Agenda Habitat que sempre estão presentes em debates e que foram constantes em projetos implantados com sucessos em cidades brasileiras.

O primeiro é sobre o novo papel das políticas locais, estabelecendo relações horizontais com as cidades para a definição de programas e projetos de cooperação, de modo a implementar a Agenda Habitat na tentativa de solucionar os problemas urbanos como a pobreza, a exclusão social e a degradação ambiental.

O segundo tema é sobre as parcerias como uma estratégia para a realização dos compromissos assumidos, reconhecendo as autoridades locais como sendo mais próximas de realizar os objetivos da Agenda Habitat, propondo uma descentralização da política urbana. Ressalta a necessidade da participação das comunidades locais e suas organizações.

Outro tema fundamental é o reconhecimento do direito à moradia como um direito humano, sendo de responsabilidade do poder público realizar progressivamente esse direito através de planos e programas habitacionais eficazes, protegendo esse direito a todo cidadão.

Este tema está ligado a outro ponto de destaque que é a questão da infraestrutura urbana, fortemente influenciada pela perspectiva ambiental, desafiando a apontar uma agenda urbano-ambiental que sirva como parâmetro para os programas e planos de ação.

Em resumo, a Agenda Habitat diz que a democracia, o respeito aos direitos humanos, a transparência, a representatividade e responsabilidade do governo e a administração em todos os setores da sociedade, bem como a efetiva participação da sociedade civil são pilares indispensáveis para a realização do desenvolvimento sustentável. (FITTIPALDI, 2008)

E por fim, ainda de acordo com Fittipaldi (2008), uma outra conferência mais abrangente foi a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro em 1992, a ECO-92, onde foi adotada uma agenda para o desenvolvimento sustentável, denominada Agenda 21. Conforme a Ministra do Meio Ambiente, (da época) Marina Silva, a Agenda 21 reúne o conjunto mais amplo de premissas e recomendações sobre como as nações devem agir para alterar seu vetor de desenvolvimento em favor de modelos sustentáveis e a iniciarem seus programas de sustentabilidade. Contendo 40 capítulos, foi construída de forma consensual, com a contribuição de governos e instituições da sociedade civil de 179 países. O capítulo 7 aborda sobre assentamentos humanos e tem como objetivo principal a melhoria da qualidade de vida, englobando questões sociais, econômicas e ambientais, além de melhores condições de trabalho para a população de baixa renda preferencialmente das áreas urbanas e rurais. A Agenda ainda define algumas áreas de programas, que são:

– Oferecer a todos habitação adequada;

– Aperfeiçoar o manejo dos assentamentos humanos;

– Promover o planejamento e o manejo sustentáveis do uso da terra;

– Promover a existência integrada de infraestrutura ambiental: água, saneamento, drenagem e manejo de resíduos sólidos;

– Promover sistemas sustentáveis de energia e transporte nos assentamentos humanos;

– Promover o planejamento e o manejo dos assentamentos humanos localizados em áreas sujeitas a desastres;

– Promover atividades sustentáveis na indústria da construção;

– Promover o desenvolvimento dos recursos humanos e da capacitação institucional e técnica para o avanço dos assentamentos humanos.

A Agenda 21 pode ser municipal ou até mesmo elaborada por uma empresa, tal como a Agenda 21 do Banco do Brasil, a qual estabelece algumas diretrizes a serem seguidas pelos funcionários de todas as agências espalhadas pelo Brasil. (FITTIPALDI, 2008).

Flexibilidade

A flexibilidade, um dos presentes conceitos do presente trabalho, atende as necessidades humanas fazendo a construção acompanhar as mudanças que ocorrem no cotidiano: as articulações coletivas, as atividades, seus modos de organização e os significados a elas associados.

Segundo Teixeira (2011), a flexibilidade se apresenta em duas formas: a flexibilidade planejada durante o processo projetual, a primeira chamada de Flexibilidade Inicial, esta oferecida ao primeiro usuário, permitindo a mudança de paredes, áreas, disposição das instalações, e a segunda, Flexibilidade Contínua, que é a flexibilidade que permite modificações após a entrega da obra, permitindo adaptações ao longo da sua vida útil, chegando até a revitalização do local, ajustando-se às necessidades dos usuários e a implantação de novas tecnologias.

A flexibilidade quando aplicada no projeto pode aparecer na forma de alguns conceitos sozinhos ou em conjunto com outros, como: margem ou excesso e alguns conceitos na técnica da aplicação (adaptação, transformação, mobilidade e interação).

Teixeira (2011) diz que por ser um conceito muito abrangente e para facilitar a sua compreensão, a flexibilidade pode se apresentar de quatro formas nas edificações: adaptação, transformação, mobilidade e interação.

A flexibilidade voltada para adaptar o local atende as diferentes funções, tornando a edificação mais duradoura no seu uso. Além de ajustar às diversas necessidades de usos, proporciona uma maior qualidade de vida aos usuários.

A flexibilidade utiliza uma arquitetura aberta, que é um tipo de arquitetura inacabada que dá liberdade para os usuários apropriarem do espaço da forma que acharem melhor; e criando ambientes multifuncionais, com possibilidades de se desenvolver atividades diferentes.

Adaptabilidade

Adaptar é acomodar o local de forma agradável e que atenda ao ritmo das constantes necessidades que vem surgindo ao longo do tempo, e a adaptabilidade é indissociável da flexibilidade, que independentemente do conceito utilizado, caminham juntos.

Esse tipo de flexibilidade atua tanto na parte externa da edificação como na parte interna, dependendo de como será a transformação.

É possível sofrer uma transformação física sem ser, necessariamente, uma transformação física em movimento. O maior exemplo disso são as luzes de Led que transformam o local apenas com a mudança das cores e com as suas diversas combinações.

A transformação chama atenção para o local, faz causar surpresa nas pessoas ao depará-las com um ambiente diferente e traz a sensação do local ser novo.

Função e Conforto Ambiental

O embasamento das edificações contempla a integração com o ambiente urbano e a paisagem recriada.

Segundo Viggiano (2010), o edifício sustentável é aquele capaz de proporcionar benefícios na forma de conforto, funcionalidade, satisfação e qualidade de vida sem comprometer a infraestrutura presente e futura dos insumos, gerando o mínimo possível de impacto no meio ambiente e alcançando o máximo possível de autonomia.

Dois passos são fundamentais: um projeto que contemple os conceitos sustentáveis e de eficiência energética e a correta preparação do edital para a licitação pública da obra.

O autor diz que a Instrução Normativa nº1 de 19 de janeiro de 2010 dispõe sobre os critérios de sustentabilidade ambiental na aquisição de bens, contratação de serviços ou obra pela Administração Pública Federal.

Ainda de acordo Viggiano (2010), deve-se:

Redução do impacto ambiental e a minimização das emissões de carbono;

Concretização das ideias e conceitos de economia mediante o exemplo para a sociedade do uso dos sistemas sustentáveis, disseminando assim, uma Cultura de Sustentabilidade. Esta cultura com atitudes simples, diretas e diárias que visam promover a redução do impacto imediato das ações cotidianas dos seres humanos no meio ambiente. Exemplo: utilização de lâmpadas econômicas, redução do consumo de água, plantio de árvores nativas no entorno das moradias e espaço comunitário, respeito à fauna e flora e educação ambiental.

Com a concepção das novas moradias, deve-se fazer com que os recursos sejam aproveitados de maneira coerente e eficaz, em que as edificações estejam perfeitamente adaptadas ao clima e seja razoavelmente eficiente em termos de consumo de energia e água.

Uma perfeita ligação e integração deve existir entre os projetos dos sistemas das edificações, tais como: hidrossanitário, elétrico, águas pluviais, lixo e resíduos.

A manutenção de um ambiente confortável mediante controle efetivo do calor e da ventilação (climatização natural) é a condição fundamental para se ter uma edificação energeticamente eficiente. Isso ocorre principalmente devido à economia proporcionada pela diminuição do uso de equipamentos de climatização energeticamente dispendiosos, o caso de ar condicionado.

A climatização natural dos ambientes será conseguida após estudo climático da região sudoeste, tanto do macro clima quanto do microclima. A partir do estudo climático serão traçadas as diretrizes bioclimáticas do projeto, que se concretizam em soluções de projeto que agregam, além das soluções formais, a escolha de cores de fachada e materiais, recursos de ventilação, refrigeração e aquecimento passivos e uso de vegetação.

Paisagismo e Entorno

Um projeto paisagístico simples foi feito, a se iniciar com o estudo da paisagem do local da construção. No projeto, a vegetação nativa (não só de árvores e arbustos, mas também de rasteiras e gramíneas), foram consideradas no desenho e concepção da nova paisagem. A utilização de espécies nativas, mesmo que provenientes de propagação em viveiro, é sempre vantajosa, pois conta com a facilidade de adaptação dos vegetais ao clima e ao solo característico da nossa região.

O suprimento local de água, será com recurso exterior, mediante distribuição por irrigação eficiente. As características do solo original devem ser, isento de adubos químicos e de defensivos químicos externos, o que ajuda na integridade das plantas e do lençol freático presente no solo.

Conceito, Partido Arquitetônico, Materiais e Processo Construtivo

Em relação à forma, o formato adotado nos protótipos, juntamente com as esquadrias basculantes verticais visam garantir a iluminação e radiação direta total dos ambientes da casa. O projeto já irá prever possíveis ampliações de um ou mais quartos, caso sejam necessárias faze-las. Também serão previstas alterações de algumas paredes internas na área privativa (quartos) e a possibilidade de adição de garagem na parte frontal da casa, caso for o gosto e/ ou necessidade por parte dos moradores.

O conceito de construção de baixo impacto é aquele cujo processo construtivo utiliza pouca argamassa e elementos moldados no local, que implicam o emprego da água, sendo amplamente utilizado em vários países agregando-se diferentes tecnologias, como blocos estruturais de concreto (M-15) e concreto pré-moldado (travetos).

O conceito estrutural do sistema está em dividir as cargas por meio de blocos estruturais de concreto sem a aplicação de emboço ou reboco, tanto do lado interno quanto do lado externo, minimizando desperdícios, e também contribuindo para um visual harmônico das edificações.

Figura 1 - Blocos de Concreto utilizados no presente trabalho de curso
Figura 1 – Blocos de Concreto utilizados no presente trabalho de curso

As edificações serão feitas individualmente sobre estrutura com sapatas e vigas baldrame, ficando diretamente em contato com o terreno.

Estudos de Caso

Habitação de Interesse Social Sustentável / 24.7 Arquitetura Design – São Paulo – SP

O primeiro projeto analisado foca na arquitetura bioclimática e flexível, com ventilação e iluminação naturais, e sua concepção foi facilitada com base nas necessidades dos moradores e em possíveis ampliações futuras e flexibilidade na planta. Na questão da arquitetura bioclimática, a utilização de telhas termoacústicas juntamente com cobertura ajardinada representa um ganho no conforto térmico da residência e uma redução do consumo de energia mensal. Estes destaques serão utilizados na concepção do projeto proposto neste Trabalho de Curso.

Figura 2 - Fachada Principal
Figura 2 – Fachada Principal

Análise

O projeto em questão foi vencedor do 1º prêmio no Concurso Público Nacional de Arquitetura para Novas Tipologias de Habitação de Interesse Social Sustentáveis, na tipologia de Casas Térreas. O parecer do júri afirma que o projeto agrega qualidades essenciais para um bom desenvolvimento posterior como modulação, ampliação e possibilidade de diversidade.

Formaram o objetivo deste projeto os conceitos de felicidade, bem-estar e qualidade de vida, juntamente à concepção de um projeto bioclimático.

O grande desafio dos arquitetos foi a busca por uma solução lógica e racional capaz de demonstrar que a qualidade de uma habitação não deve corresponder ao padrão econômico de uma certa classe social, mas sim aos conhecimentos técnicos do atual momento histórico, rompendo um paradigma antigo e dominante de que as casas populares devem ser marcadas pela simplicidade de suas construções.

Segundo Delaqua (2013), o objetivo consiste na idealização de uma casa compacta que possa dar mais liberdade aos moradores, com espaços livres dentro de suas dependências, e sem deixar de lado a qualidade visual e volumétrica das mesmas. A preocupação do escritório de arquitetura com a fachada, identidade, heterogeneidade e a descompactação do tradicional modelo da casa retangular foram os pontos chaves na elaboração desta proposta.

Os arquitetos destacam que a residência consiste em um programa reduzido, resolvido a partir de dois blocos lineares interligados por um terceiro bloco com funções distintas, sendo um módulo para os dormitórios e banheiro, outro para a área de serviços (cozinha e lavanderia) e um terceiro – de ligação – abriga a sala de refeições e a sala de estar.

O formato alongado e estreito garante a iluminação e radiação direta total dos ambientes da casa, já que, de acordo com a inclinação do sol para a latitude das cidades do Estado de São Paulo, o formato quadrado ou retangular de certas dimensões impossibilitaria o alcance da luz em toda a sua extensão. O mesmo terreno, com as mesmas dimensões, foi pensado para abrigar a casa de dois e três dormitórios, prevendo assim, a expansão de mais um quarto da menor habitação em caso de crescimento do número de integrantes da família.

O modo de trabalho do escritório 24.7 Arquitetura Design se norteia pelo pensamento que a qualidade dos espaços projetados influencia diretamente na qualidade de vida e bem-estar dos ocupantes.

Foi realizada pesquisa (pelo escritório 24.7 Arquitetura Design) com a opinião de moradores do atual sistema habitacional da CDHU onde foram ouvidas e constatadas as atuais carências, problemas, necessidades, preocupações e anseios, a fim de desenvolver um trabalho com a aprovação do usuário final.

O escritório também organizou algumas reuniões com os futuros moradores, já que estes, de certa forma, acabaram sendo responsáveis por alguns ajustes com relação ao funcionamento e funcionalidade dos espaços criados.

Delaqua (2013) conta que as decisões projetuais foram tomadas a partir da análise do diagrama de umidade de Givoni, a fim de que tivesse o conforto térmico necessário diminuindo também o consumo de energia das habitações.

O projeto permite aos moradores criarem os mais diferentes tipos de layouts em suas residências de acordo com as necessidades de cada família. E o mais importante é que mesmo tendo a mesma concepção, cada casa pode ter uma identidade visual diferente.

Delaqua (2013) explica que as fachadas podem ser facilmente modificadas, se alteradas as cores da caixa d’água e núcleo central e os elementos de fechamento frontal utilizados na frente da lavanderia. Esses itens são suficientes para se conseguir diferenciar uma casa da outra, mudando o aspecto de que todas as casas são exatamente iguais.

O projeto tem uma constante preocupação com os materiais a serem utilizados na construção, já que visam atender uma série de requisitos, como a facilidade de construção, custo baixo, sustentabilidade e bioclimatismo.

As casas foram construídas com blocos de concreto estruturais da família 29, sendo assim um projeto modulado para facilitar a construção, e os caixilhos foram pensados de forma a garantir melhor insolação e ventilação para as unidades.

Na cobertura, a utilização de telhas termoacústicas mescladas com cobertura ajardinada representa um ganho no conforto térmico da residência e uma redução do consumo de energia mensal. (DELAQUA 2013)

Y: Cube/Escritório Rogers Stirk Harbour + Partners – Londres, Inglaterra

O Segundo projeto analisado, do tipo Habitação de Interesse Social, tipologia de edifícios de apartamentos, com dois ou mais pavimentos, usa arquitetura simples, mas com ótimo funcionamento. Pré-fabricação, materiais ecoeficientes e forte isolamento termo acústico são os trunfos do projeto que, além de ser eficiente, facilita a vida de muitos cidadãos que não possuem casa própria e não dispõem de condições financeiras. Estes destaques serão utilizados na concepção do projeto proposto neste Trabalho de Curso.

Figura 3 - Fachada Principal
Figura 3 – Fachada Principal

Análise

De acordo com a Revista SustentArqui (2015), o aumento dos preços das casas e as alterações ao sistema de créditos de habitação do Reino Unido resultou em aluguéis muito caros para os moradores de Londres, levando a um número crescente de pessoas que vivem nas ruas ou em albergues.

A YMCA London South West e o escritório de arquitetura Rogers Stirk Harbour + Partners juntaram forças para fornecer uma solução potencial para a crise da habitação. Apelidado de Y: Cube, o projeto oferece aos moradores independência e privacidade diferente do que é oferecido em um albergue compartilhado. A primeira unidade acaba de ser concluída e recebe os seus primeiros inquilinos em Mitchum. São 36 apartamentos para ocupação individual, com 26m² cada.

Cada unidade é pré-fabricada e foi construída com alta qualidade, materiais ecoeficientes (principalmente madeira renovável) e excelente isolamento termo acústico. Características que fizeram a construção superar o nível 4 no código local para casas sustentáveis (BREEAM). Os módulos são fabricados em uma fábrica em Derbyshire, Inglaterra e depois transportados e empilhados, um-a-um no local como uma série de blocos de construção. Este processo acessível e rápido, levou apenas cinco meses para ser concluído.

A configuração “plug-and-play” torna mais fácil para os construtores para adicionar novas unidades, substituir unidades danificadas, ou desmontar o conjunto habitacional e reconstruí-lo em um novo local.

As unidades têm uma vida útil de cerca de 60 anos, durante os quais podem ser movidas e reinstaladas até cinco vezes. No papel, os benefícios são claros e indiscutíveis. Cada apartamento é construído sob condições controladas, aumentando a precisão e controle de qualidade, minimizando o desperdício, e chegam ao local as instalações prontas para serem conectadas à rede. Este processo demora cerca de metade do tempo de construção convencional e é aproximadamente 30% mais barato que as construções tradicionais.

A forma dos edifícios em U com um pátio central e varandas com bom espaço, e ajudam a promover um senso de comunidade. O apartamento tem pé-direito alto e muita iluminação natural, possui quarto, banheiro e copa, sendo que cada unidade tem a sua própria porta da frente, dando aos moradores uma sensação de ter seu próprio espaço, muitas vezes pela primeira vez.

Figura 4 - Layout do Apartamento
Figura 4 – Layout do Apartamento

Os novos moradores estão ainda mais satisfeitos por viverem em um edifício com design e colorido, projetado por um estúdio de arquitetos de renome. O aluguel das unidades é fixado em 65% da taxa de mercado e, além disso, as contas de energia são bem baixas, graças ao excelente isolamento térmico, o que torna ainda mais acessível.

Concurso CODHAB-DF de Projetos de Arquitetura para Habitação de Interesse Social

Equipe: Rogerio Goldfeld Cardeman, Fernando Bonini, Luiza Schreier, Olivier Ferreira Bruno Läuppi, Marcos Blanco de Amorim e Rogerio Goldfeld Cardeman
Cidade: Rio de Janeiro / RJ

O terceiro e último projeto analisado também utiliza uma arquitetura simples, com ótimo funcionamento, ótimo aproveitamento da ventilação e iluminação naturais, utilizando o bloco de concreto como elemento estrutural. Os materiais propostos têm certificação ambiental e seu uso é econômico, buscando-se evitar o desperdício na construção dos edifícios. Estes destaques possivelmente serão utilizados na concepção do projeto proposto neste Trabalho de Curso.

A proposta de habitação consiste na ordenação da textura urbana sem abdicar do caráter espontâneo inerente à expansão. Invertendo a lógica da arquitetura pré-determinada e imutável e transformando-a em diversas possibilidades de metamorfose, assegurando a identidade estética e a qualidade espacial projetadas. Verifica-se a oportunidade de expansão tanto na escala do objeto quanto na escala urbana com suas variadas possibilidades de implantação.

Lotes geminados de 128m² definem conjuntos habitacionais em fita, o que possibilita não só a urbanização de quadras inteiras como a implantação em terrenos ociosos de áreas urbanas já consolidadas.

A unidade embrião modulada se expande e se replica de forma dinâmica com um jogo de cheios e vazios na fachada que quebram a monotonia da repetição, enquanto a dinâmica da planta permite que o acesso ao lote se faça tanto pela frente quanto pelos fundos, possibilitando a criação de vilas internas às quadras e preservando a melhor orientação solar.

Com sistema construtivo simples, economicamente viável e de fácil execução, a unidade de 68m² originalmente projetada para 3 quartos garante diversas possibilidades de mutação. O perímetro da casa bem como seu núcleo de área molhada se define pelas paredes estruturadas em blocos de concreto aparente enquanto as divisórias mutáveis dos quartos, varandas e sala são delimitadas por painéis de madeira OSB de fácil manuseio para quaisquer edições desejáveis à planta. O fechamento dos vazios é feito por esquadrias de madeira padronizadas, bem como toda a estrutura pré-moldada da edificação.

O baixo custo da construção permitiu o investimento em soluções sustentáveis necessárias à cidade contemporânea e oportunas ao caráter social dessa habitação como a captação de água da chuva para reuso e a geração de energia fotovoltaica através de um sistema de painéis solares conectados diretamente ao quadro de energia da residência.

Figura 5
Figura 5

Diagnóstico da Cidade

Histórico Sociocultural do Município de Coronel Vivida

De acordo com Folador (1992),

“A primeira nomenclatura da cidade foi de ‘Barro Preto’, alterada mais tarde para Coronel Vivida, homenageando o desbravador Firmino Teixeira Batista, apelidado de ‘Vivida’ na infância por sua mãe, que, por vários anos prestou serviços aos municípios da região, tendo se destacado como político e administrador público”.

Conhece-se esta versão bibliográfica da história do nome da cidade de Coronel Vivida. No entanto, os pioneiros, falavam de boatos de possível gagueira do próprio ícone vividense.

O distrito foi criado com a denominação de Coronel Vivida (antigo povoado de Barro Preto), pela lei estadual n.º 790, de 14 de novembro de 1951, no município de Mangueirinha. Mais tarde, foi elevado à categoria de município com a denominação de Coronel Vivida, pela lei estadual n.º 253, de 26 de novembro de 1954, desmembrando-se então de Mangueirinha, no dia de 14 de dezembro de 1954. (IBGE, 2010)

Tendo esses dados devidamente registrados em Cartórios, pôde-se reconstituir os passos aos quais foram dados para criação do município, pois dependeu politicamente de outros municípios que foram previamente emancipados na região. Percebe-se a exatidão na pesquisa em relação às datas e pertinência a municípios que outrora foram detentores do poder em relação ao Estado do Paraná, por possuírem fortes nomes na política sudoestina.

Dados Gerais e Localização

De acordo com o censo de 2010, o município de Coronel Vivida tem 21.749 habitantes, nos quais 48,8% (10.621) são homens e 51,2% (11.128) são mulheres (IBGE, 2010). Possui aproximadamente 685.000m² e está a 710m acima do nível do mar (PREFEITURA MUNICIPAL DE CORONEL VIVIDA, 2017).

O município está localizado na mesorregião sudoeste do Paraná, a 410km da capital Curitiba, e faz fronteira com  seis municípios sudoestinos, dentre eles: Pato Branco, Honório Serpa, Mangueirinha, Chopinzinho, São João e Itapejara d’Oeste (PREFEITURA MUNICIPAL DE CORONEL VIVIDA, 2017).

Economia

Devido à grande quantidade de fazendas e sítios, a economia baseia-se na agropecuária; e no comércio, localizado na cidade.

Também se destacam algumas indústrias têxteis, madeireiras, papel e cerealistas de médio e grande porte (PREFEITURA MUNICIPAL DE CORONEL VIVIDA, 2017).

Hidrografia e Clima

Seus principais rios são o Rio Barro Preto e o Rio Jacutinga, ambos afluentes do Rio Chopim, este que delimita o município de Coronel Vivida dos municípios de Pato Branco e Itapejara D’Oeste. (PREFEITURA MUNICIPAL DE CORONEL VIVIDA, 2017)

O clima de Coronel Vivida tem influência do clima Subtropical, apresenta estações bem definidas, com invernos frios e secos, com ocorrência de geadas.

Já o verão é quente e úmido, com um índice pluviométrico elevado. O outono é um pouco mais frio que o verão e as chuvas permanecem, mas com menos frequência. Na primavera o clima já começa a esquentar e as chuvas aumentam de forma gradativa, tendo o mês de outubro como o mais chuvoso do ano. (CLIMATEMPO, 2017).

Figura 6 - Climatologia dos últimos 30 anos da cidade de Coronel Vivida. Fonte: Climatempo (2017)
Figura 6 – Climatologia dos últimos 30 anos da cidade de Coronel Vivida. Fonte: Climatempo (2017)

O Terreno

O terreno está localizado no Bairro Vila Nova, rodeado pelas ruas Getúlio Vargas, e Guarani, sendo cortado pela rua Antônio Rokembak. Existem ainda perpendicularmente as ruas Linio F. Ferreira da Costa e Jaime Canet Júnior. Todas as ruas possuem pavimentação em forma de calçamento e já contam com passeio. Não serão necessárias intervenções de aterro e reaterro nos lotes. Eles já foram preparados (aterramento, apiloamento e nivelamento) pela Prefeitura Municipal de Coronel Vivida.

O bairro é bem próximo do centro da cidade, é de fácil acesso e baixo desnível se comparado com o resto da cidade. Em anexo, está localizado um posto de saúde, que atende o próprio bairro Vila Nova e o bairro vizinho, Jardim Maria da Luz.

Na rua Santa Catarina (rua recentemente asfaltada e que faz cruzamento com as ruas Getúlio Vargas e Guarani), está localizado o recém construído Supermercado Decarli, de porte grande, facilitando os moradores que não possuem automóvel, e também de certa forma demonstrando que o bairro está em transformação, recebendo investimentos.

Figura 7 - Terreno a ser utilizado (destacado na cor vermelha) no bairro Vila Nova, em imagem aérea. Fonte: Google Maps (2017).
Figura 7 – Terreno a ser utilizado (destacado na cor vermelha) no bairro Vila Nova, em imagem aérea. Fonte: Google Maps (2017).
Figura 8 - Análise da trajetória Solar e de Ventos.Fonte: Google Maps (2017).
Figura 8 – Análise da trajetória Solar e de Ventos.Fonte: Google Maps (2017).

Como pode ser visto na representação acima, a trajetória solar se inicia às 07:00h do horário de Brasília (GMT-03) e termina às 18:10h. O Topo se dá às 12:05h.

Coronel Vivida possui ventos predominantes com direção Sudoeste -> Nordeste, com poucas alterações durante o ano. A média de velocidade dos ventos fica entre 15-20km/h

Os dados foram coletados para a análise solar e dos ventos no dia 10/08/2017, pelo autor.

Proposta e Considerações Finais

Por fim, analisando todo o material já apresentado, conclui-se com uma proposta que atenderá de forma muito positiva as necessidades dos moradores e entorno.

A implantação de moradias e que atendam às necessidades é de grande valia para a região, uma vez que é interessante para o comércio e serviços básicos acessíveis aos moradores.

Na proposta apresentada procurou-se implantar tanto ambientes familiares flexíveis, quanto ambientes de recreação (parques), procurando também satisfazer as necessidades de descontração e socialização dos moradores.

O programa de necessidades oferece 40 moradias para 40 famílias, supre a demanda do referido bairro e da cidade.

A proposta de moradia segue com quatro tipologias, sendo uma delas com acessibilidade de acordo com a norma NBR 9050.

Figura 9
Figura 9
Figura 10
Figura 10
Figura 11
Figura 11
Figura 12
Figura 12

As moradias têm de têm de 65 a 77m² e podem acomodar famílias com 2, 3, 4, 5 e até 6 pessoas, com a unidade de Modelo 2 PNE sendo a única acessível.

Figura 13 - Vista de 3 moradias
Figura 13 – Vista de 3 moradias

Posteriormente ao processo de concretização do projeto proposto, é visto que atende aos objetivos determinados.

Referências

ALMEIDA, M. M de. Da experiência ambiental ao projeto arquitetônico: um estudo sobre o caminho do conhecimento na arquitetura. Tese (Doutorado em Engenharia de Produção) – Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção, UFSC, Florianópolis, 2001.

BONDUKI, N. Habitat: as práticas bem-sucedidas em habitação, meio ambiente e gestão urbana nas cidades brasileiras. São Paulo: Studio Nobel, 1996. pp.13-17.

BORGES, J. M. Políticas habitacionais, condições de moradia, identidade e subjetividade no Programa Minha Casa, Minha Vida em Águas Lindas de Goiás. Dissertação (Mestrado em Geografia) – Programa de Pós-Graduação em Geografia – PPGGEA – Área de Concentração: Urbanização, Ambiente e Território, Unb, Brasília, 2013.

BOURDIEU, P. O poder simbólico. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1998b.

CHAFFUN, N. Dinâmica global e desafio urbano. In: BONDUK I. Habitat – as práticas bem-sucedidas em habitação, meio ambiente e gestão urbana nas cidades brasileiras. São Paulo: Studio Nobel, 1996.

DELAQUA, V. ARCHIDAILY. 2013 (Estudo de Caso 1) – Acesso em 20/04/2017. Disponível em: http://www.archdaily.com.br/br/01-141035/habitacao-de-interesse-social-sustentavel-slash-24-dot-7-arquitetura-design

FOLADOR, J. D. História de Coronel Vivida. Curitiba: Imprensa Oficial do Paraná, 1992.

FITTIPALDI, M. Habitação social e arquitetura sustentável em Ilhéus – BA Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente) – Programa Regional de Pós-graduação em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente, Sub-programa Universidade Estadual de Santa Cruz, Ilhéus, 2008.

LUCCHESE, C. The Urban Earth. Reflexões para um Mundo Urbanizado, 2008  (Estudo de Caso 3) – Acesso em 20/04/2017.Disponível em: https://theurbanearth.wordpress.com/2008/11/07/arquitetura-contemporanea-brasilcontemporary-architecture-brazil/

MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ.  Direito à Moradia. Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Habitação e Urbanismo, Curitiba. Disponível em

http://www.urbanismo.mppr.mp.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=9, acesso em 10/03/2017.

PREFEITURA MUNICIPAL DE CORONEL VIVIDA – 2017

RUBIN, G. R. & BOLFE, S. A. O desenvolvimento da habitação social no Brasil. Ciência e Natura, Santa Maria, v. 36 n. 2 mai-ago. 2014, p. 201–213. 2014

SUSTENTARQUI. 2015 (Estudo de Caso 2) – Acesso em 22/04/2017. Disponível em: http://sustentarqui.com.br/construcao/habitacao-popular-sustentavel-em-londres/

TEIXEIRA, M. C. V. Espaço projetado e espaço vivido na habitação social: os conjuntos goiânia e araguaia em Belo Horizonte-MG.  Tese (Doutorado em Planejamento Urbano e Regional.) – Programa de Pós-Graduação do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional, UFRJ, Rio de Janeiro, 2004.

TUAN, Y. F. Espaço e lugar: a perspectiva da experiência. São Paulo: DIFEL, 1983.

VIGGIANO, M. H. S. Cartilha de edifícios públicos sustentáveis. Brasília, 2010.

[1] Estudante de Arquitetura e Urbanismo / UNIPAR – Universidade Paranaense – campus de Francisco Beltrão – PR

[2] Arquiteta e Urbanista – Univali / Professora na UNIPAR – Universidade Paranaense – campus de Francisco Beltrão – PR

Como publicar Artigo Científico

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here