Expectativa versus realidade do jovem no mercado de trabalho: um estudo de caso no Instituto Federal do Norte de Minas Gerais campus Pirapora, 2014 – 2018

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ARTIGO ORIGINAL

RIBEIRO, Daniel Gusmão [1], MACEDO, Luiz Antônio de Matos [2]

RIBEIRO, Daniel Gusmão. MACEDO, Luiz Antônio de Matos. Expectativa versus realidade do jovem no mercado de trabalho: um estudo de caso no Instituto Federal do Norte de Minas Gerais campus Pirapora, 2014 – 2018. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano. 06, Ed. 12, Vol. 04, pp. 148-175. Dezembro de 2021. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/administracao/expectativa-versus-realidade

RESUMO

A educação profissional da rede federal de ensino brasileira se expandiu entre os anos de 2003 e 2016, sendo um dos meios para que indivíduos adquiram competência e aprimorem suas habilidades para desenvolver atividades laborais. Neste contexto, inúmeras questões permeiam a educação profissional e a inserção do jovem no mercado de trabalho, dentre elas, esta pesquisa buscou responder a seguinte pergunta: como a formação ofertada pelo IFNMG Campus Pirapora contribui para a inserção do egresso no mercado de trabalho? Nesse contexto, o presente trabalho tem como objetivo analisar a atuação do IFNMG, Campus Pirapora, em relação ao mercado de trabalho, particularmente dos alunos egressos dos cursos Técnico em Edificações e Técnico em Informática, no período de 2014 a 2018. Verificando se as expectativas dos pré-egressos se realizam e se a formação ofertada pela instituição atende a sua função de preparar mão de obra qualificada para o mercado de trabalho. Para atingir esse objetivo, utilizou-se a abordagem quantitativa, mediante aplicação de questionário on-line com perguntas fechadas.  Foram obtidas 123 respostas, sendo 56 de pré-egressos e 67 de egressos e fora aplicado o método de análise univariada. Os dados evidenciaram que a formação ofertada pelo IFNMG Campus Pirapora tem resultados positivos na inserção dos egressos no mercado de trabalho. Sendo constatado que muitos dos respondentes tem a necessidade deste rápido ingresso no mercado de trabalho. A pesquisa revela que os pré-egressos têm o anseio de mudar de área, sendo que o IFNMG prepara o aluno, também, para o acesso ao ensino superior. Observou-se que há baixa oferta de emprego na região nas áreas dos cursos pesquisados. Assim, conclui-se que o IFNMG é importante para o desenvolvimento econômico da região, devolvendo um profissional capacitado e com perspectiva de, por meio da formação, conseguir se manter, visto que investimentos em educação resultam em maior produtividade, pois o indivíduo desenvolve seus conhecimentos e habilidades para o trabalho por meio do ensino.         

Palavras-chave: Educação Profissional, Mercado de Trabalho, Capital Humano.

1. INTRODUÇÃO

O período entre 2003 e 2016 compreende a maior expansão da educação profissional ofertada pela rede federal de ensino. O Portal do MEC aponta que há um total de 644 campi em funcionamento e foram construídas mais de 500 unidades (BRASIL, 2018), conforme descrição no Apêndice B. Os Institutos Federais (IF), em suas 38 unidades presentes em todos os estados brasileiros, ofertam diversos cursos de qualificação, que vão desde o ensino médio, técnico ao superior e pós-graduação.

Durante o processo de desenvolvimento da educação profissional no Brasil, pode-se perceber que o “privilegiamento do trabalho intelectual em detrimento do manual afastava os alunos dos assuntos e problemas relativos à realidade imediata, distinguia-os da maioria da população que era escrava e iletrada” (RIBEIRO, 2010, p. 15).

Donde se nota uma divisão na sociedade brasileira: de um lado, os que exerciam o trabalho intelectual; e, de outro, os que exerciam as atividades manuais;  evidenciando a dualidade e a percepção de que a causa daquela estava na sociedade, pois transpassava as disparidades das estruturas de classe, à medida em que o trabalhador instrumental sequer chegava ao segundo grau, devido a elevados índices de repetência e evasão que, historicamente, caracterizam as escolas de primeiro grau, em especial na população de baixa renda (SANTOS, 2003).

As atribuições produtivas geram uma função no mercado de trabalho que ocupa uma posição especial na teoria econômica, visto que está diretamente relacionado ao bem-estar da população. O fato de incorporar as especificidades humanas, tais como escolaridade, crescimento demográfico, experiência, dentre outras, torna-o um dos mais importantes na economia e dos mais regulados pelo Estado.

As oportunidades de trabalho dos jovens estão intimamente relacionadas à sua capacitação. Nesse contexto, a educação profissional possibilita uma formação que promove a mudança de perspectiva de vida do aluno e amplia a compreensão das relações que se estabelecem no mundo em que esse está inserido.

O objeto de estudo desta pesquisa é a relação entre a educação e o trabalho, que é sustentada pela Teoria do Capital Humano. Essa pode ser explicada pela analogia do retorno de uma aplicação de capital ao retorno trazido pelo investimento em educação.

A partir de 1950, com os estudos de Theodore Schultz (1964), Gary Becker (1964) e Jacob Mincer (1958) que se desenvolve a Teoria do Capital Humano. Ao longo do tempo, esse tema, ainda sem essa denominação, já havia sido debatido em diversos países, dada sua importância nos processos econômicos e sociais.

Nesse contexto, Mincer (1958), Schultz (1964) e Becker (1964) perceberam que em determinados países não havia correspondência entre os rendimentos e o capital físico. Assim, constataram que existia outra variável velada no modelo: o capital humano. Segundo eles, somente os fatores de produção não eram satisfatórios para explicar o crescimento e o aumento da produtividade ocorrida em determinadas regiões e países.

Quando o capital humano entra na função de produção como mais um dos fatores de produção, tem-se que o crescimento econômico pode ser explicado como uma função do aumento de estoque do capital humano. Dessa forma, pode-se dizer que seu aumento eleva o nível de renda per capita.

Mincer (1958) pode ser apontado como um dos pioneiros na teoria, examinando a correlação entre a renda pessoal e o investimento na educação/formação dos trabalhadores. Segundo esse, há um trade-off entre trabalhar ou gastar tempo na obtenção de novas capacidades para aplicá-las posteriormente. Destarte, Mincer (1958) afirma que o volume investido na formação (capital humano) está relacionado aos rendimentos pessoais; em seus estudos, relaciona a distribuição de renda à distribuição das habilidades individuais, uma vez que, para ele, os fatores não econômicos desempenham um papel relevante na distribuição dos rendimentos. (MINCER, 1958).

No seu artigo de 1958, intitulado Investment In Human Capital and Personal Income Distribution (Investimento em Capital Humano e Distribuição de Rendimento Pessoal, em tradução livre), Mincer (1958) apresenta a seguinte questão: o treinamento leva tempo, e cada ano adicional adia os ganhos do indivíduo por mais um ano, geralmente reduzindo o período de sua vida financeira. Por conveniência, imagine que um ano de treinamento reduza a vida útil em exatamente um ano. Se os indivíduos com diferentes quantias de treinamento devem ser compensados pelos custos de treinamento, então, os valores atuais dos ganhos esperados ao longo de sua vida laboral devem ser equilibrados com os custos (investimentos) financeiros quando uma escolha de ocupação é feita.

Algo parecido já havia sido proposto por Adam Smith (1996); segundo o qual, é esperado que o trabalho do indivíduo, além do salário, o permita recuperar a despesa de sua formação com pelo menos os lucros normais de um capital de mesmo valor.

Em 1979, o professor de Economia da Educação, Theodore Schultz, ganhou o prêmio Nobel em Economia por seus estudos sobre o fator humano. Schultz (1964) trata o conhecimento como capital, de forma que esse investimento passa a ser considerado interesse em aumentar a produtividade, seja pela organização ou pelo indivíduo. Schultz (1964) confere ao capital humano, ou seja, à mão de obra treinada, um peso maior, pois o indivíduo passará a ter maior renda se investir em conhecimento.

Schultz (1964) ainda afirma que os investimentos em capital humano incorrem em aumentos na produção nacional. A partir dessa premissa, Schultz (1964) afirma que incluir a variável “capital humano” nos modelos de crescimento econômico é importante para que se compreenda o desempenho da economia em longo prazo, uma vez que os resultados eram explicados por modelos que não continham a variável.

Em seus estudos, em explicação dessa teoria, Schultz (1973) buscava mostrar que os países em desenvolvimento como o Japão, que foram destruídos na Segunda Guerra Mundial, conseguiram reconstruir suas economias em tão pouco tempo.

Um conjunto de fatores começa a ser utilizado por Schultz (1973) para “medir” e entender como se forma o capital humano. Schultz (1973) elenca cinco grandes categorias, que ele considera de maior importância nesse processo:

  • recursos relativos à saúde e serviços;
  • treinamento realizado no local do emprego (“on the job training”);
  • educação formalmente organizada nos níveis elementar, secundário e de maior formação;
  • programa de estudos para adultos;
  • migração de indivíduos e de famílias.

Schultz (1973) afirma que a melhor forma de investir em capital humano é pela educação. Schultz (1973) acredita ser possível mensurar o estoque de capital humano (educação) observando três aspectos, a saber:

  • anos escolares completos;
  • anos escolares completos, consecutivamente em um dado período;
  • custo da educação (considerando as diferentes proporções investidas em cada categoria de estudo).

Quando associadas, educação e instrução, Schultz (1964) afirma que as rendas futuras serão elevadas e a produtividade aumentada, sendo isso o retorno do investimento no capital humano.

Nos seus trabalhos, Schultz (1973) procura mostrar que há um custo/oportunidade em investir em capital humano; em outras palavras, é o custo de não ser remunerado por um período, juntamente com o custo com a educação, na busca de obtenção de maiores rendimentos no futuro. Schultz (1973) propõe apresentar os benefícios do investimento em educação a partir da melhora das condições de vida e nos rendimentos dos trabalhadores.

Em resumo, Schultz (1973) atribuiu valor econômico à educação, mostrando haver forte correlação entre o nível de educação e os rendimentos individuais e da nação.

O trabalho de Gary Becker (1964), economista da Escola de Chicago e Prêmio Nobel em 1992, também é básico para essa análise. A noção de Capital Humano foi impulsionada por ele. Sua abordagem parte do princípio de que o treinamento e a experiência são capazes de desenvolver as habilidades individuais durante o período de vida.

Inúmeras questões permeiam a educação profissional e a inserção do jovem no mercado de trabalho. Dentre elas, esta pesquisa buscou responder especificamente a seguinte pergunta: como a formação ofertada pelo IFNMG Campus Pirapora contribui para a inserção do egresso no mercado de trabalho? Dessa forma, o objetivo geral deste trabalho consiste em investigar a atuação do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais, IFNMG – Campus Pirapora, na inserção do jovem egresso dos seus cursos técnicos no mercado de trabalho no período de 2014 a 2018.

Para cumprir esse objetivo, têm-se como objetivos específicos:

  • conhecer a Política Nacional dos Institutos Federais e, particularmente, as políticas do IFNMG;
  • descrever e analisar o perfil dos alunos do IFNMG;
  • descrever como é a percepção dos alunos egressos e pré-egressos sobre a formação ofertada pelo IFNMG Campus Pirapora;
  • verificar se os egressos conseguiram ingressar no mercado de trabalho e a situação desses em relação à formação ofertada pelo IFNMG Campus

O termo “educação profissional” abordado nesta pesquisa refere-se à educação formal recebida em escolas técnicas, especificamente no ensino técnico integrado, que enfoca o mundo do trabalho. Dessa forma, discutir a situação do egresso dos cursos técnicos integrados do IFNMG Campus Pirapora justifica-se pela necessidade de verificar se a Instituição cumpre seu papel na formação de mão de obra qualificada. Para tanto, é necessário compreender as políticas de fomento à educação profissional e, particularmente, as políticas do IFNMG e a situação do egresso no mercado de trabalho.

No ano de 2008, a educação profissional passou por uma significativa reestruturação, que pode ser marcada, principalmente, pela criação dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia. Em sintonia com as demandas do desenvolvimento regional e local, o plano de expansão da rede federal ofertou uma variada gama de cursos técnicos e superiores, decisão que demonstrou a ciência do valor estratégico dos Institutos Federais para o desenvolvimento nacional.

Visando atender às demandas, para promover atividades econômicas sustentáveis e, consequentemente, desenvolvimento local e estruturação socioeconômica das regiões Norte, Noroeste, Vale do Jequitinhonha e Mucuri do estado de Minas Gerais, foi implantado o IFNMG, resultado da parceria entre o Centro Federal de Educação Tecnológica de Januária e a Escola Agrotécnica Federal de Salinas, ambos com larga experiência no ensino agrícola e profissionalizante (BRASIL, 2013).

Nesse sentido, foi inaugurado na cidade de Pirapora, região norte do Estado de Minas Gerais, um Campus do IFNMG, com o objetivo de criar condições para o desenvolvimento social, a pesquisa e a extensão, e proporcionar inovações em áreas técnicas e tecnológicas, estendendo seus benefícios à comunidade. A proposta da Instituição é formar profissionais capazes de se adequar às mudanças do mercado de trabalho e ir além do simples ensino de ofícios, com a articulação entre o ensino técnico e o científico (BRASIL, 2013).

Sendo uma das cidades polo da mesorregião Norte de Minas, Pirapora é o segundo centro de industrialização do norte de Minas Gerais, sendo classificada, portanto, como uma cidade de porte médio em relação à sua estrutura e funcionabilidade dentro de sua microrregião. Em seu Distrito Industrial, instalado numa área de 5.530.000 m2, abriga indústrias produtoras de ferro silício, silício metálico e têxteis. Com o crescimento da indústria, o comércio igualmente experimenta um elevado surto desenvolvimentista em seus diversos setores. (BRASIL, 2013).

À vista disso, os gestores da Instituição podem alcançar benefícios a partir dessas   análises, atuando de forma mais assertiva nos direcionamentos futuros para desenvolvimento da Instituição e da região, implantando ou reformulando a oferta de cursos existentes conforme a demanda do mercado. Assim, o presente trabalho pretende investigar a situação do egresso dos cursos técnicos do IFNMG Campus Pirapora no mercado de trabalho para que possa ser analisada a atuação da Instituição diante das demandas desse.

Sendo assim, a pesquisa refletiu o interesse pela análise da situação dos egressos e anseios dos pré-egressos a partir da vivência do pesquisador como docente da Instituição e ao participar dos encontros de egressos realizados pelo Campus.

Dessa forma, a pesquisa refletiu o interesse pela análise da situação dos egressos e anseios dos pré-egressos a partir da vivência do pesquisador como docente da Instituição e ao participar dos encontros de egressos realizados pelo Campus. Buscou-se investigar se o egresso ainda está na região, sua condição no mercado de trabalho, renda e continuidade dos estudos. Quanto ao pré-egresso, buscou-se, principalmente, observar a expectativa desse quanto ao mercado de trabalho e a continuidade dos estudos, na mesma área ou não.

Os cursos técnicos integrados do IFNMG campus Pirapora tem a duração de 3 anos, em que o aluno conclui o Ensino Médio e o Técnico conjuntamente. O ingresso acontece por meio de inscrição em processo seletivo com entrada anual. Podem ser admitidos alunos que já tenham concluído o Ensino Fundamental. Foram criados a partir do projeto de expansão da rede federal de ensino e atenderam aos anseios da comunidade, por meio de audiência pública ocorrida na cidade, na definição dos cursos a serem ofertados pela Instituição, conforme previsto no PDI – Plano de Desenvolvimento Institucional 2009-2013.

O curso Técnico em Edificações, em seu Projeto Político Pedagógico (PPP), apresenta como objetivo geral formar profissionais cidadãos técnicos de nível médio, competentes para saber fazer e gerenciar os processos construtivos das edificações, utilizando métodos, técnicas e procedimentos estabelecidos, a fim de garantir a qualidade e a produtividade dos processos da construção predial, sem perder de vista a segurança dos trabalhadores. (BRASIL, 2019)

O Projeto Político Pedagógico do curso Técnico em Informática traz como objetivo principal formar técnicos na área de informática, fornecendo-lhes instrumentos que os qualifiquem a executar atividades relacionadas aos softwares e hardwares, identificando componentes de funcionamento e solucionando problemas de computadores e seus periféricos, visando a aplicações na produção de bens, serviços e conhecimentos. (BRASIL, 2019)

Para combater a desigualdade social, a educação se mostra um forte instrumento nessa árdua batalha. Ainda assim, existem questões importantes que prejudicam o desenvolvimento e fortalecem a desigualdade e pobreza. Educação e desigualdade: as discussões acerca dessas têm-se apresentado como um dos campos mais férteis no pensamento educacional progressista e na formulação e gestão, na análise e avaliação de políticas educativas (ARROYO, 2010). São diversas desigualdades que se apresentam nas condições de viver, de emprego, de sobrevivência, de exploração no trabalho, inclusive infanto-juvenil, que elevam a fome e a pobreza massificada.

Teóricos apontam que o efeito da educação sobre a economia se dá pelo aumento da qualificação dos trabalhadores que, por consequência, também aumenta a produtividade desse e daqueles que atuam ao seu redor. Estudos têm apresentado a importância da educação para que seja efetiva a mudança de qualidade no desenvolvimento, visto que agiliza a absorção e o acesso a novas tecnologias. Nota-se que a acentuada desigualdade de renda dos trabalhadores, em grande medida, pode ser considerada fruto de uma desigualdade no grau de educação. Um estudo de Ferreira e Veloso (2006) conclui que a diferença educacional explica quase a metade da desigualdade de renda.

Com relação à educação profissional, a cidade de Pirapora conta com três instituições que ofertam ensino técnico, sendo o IFNMG com maior percentual de alunos, 82,6%. Pirapora apresenta uma taxa de escolarização de 6 a 14 anos de 98,3%. No ano de 2015, os alunos dos anos iniciais matriculados na rede pública de ensino obtiveram no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB, que varia de 0 a 10) nota média de 5,9. Em comparação com as demais cidades de Minas Gerais, Pirapora se posicionou no 497º lugar. Nos anos finais do ensino, a nota média dos alunos no mesmo teste foi de 4,3, deixando a cidade na 574ª posição do total de 853 municípios. (BRASIL, 2019a).

No que tange ao mercado de trabalho, segundo levantamento feito pela Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), em 2017, a cidade de Pirapora contava com 13,5 mil trabalhadores formais (com carteira assinada), sendo estas as atividades econômicas com maior participação nesse percentual:

  • administração pública em geral: 2 mil empregos (14,8%);
  • fabricação de produtos têxteis: 1,87 mil empregos (13,8%);
  • produção de ferroligas: 1,26 mil empregos (9,3%);
  • educação profissional: 683 empregos (5%). (BRASIL, 2017).

Em relação à população total, o percentual de pessoas com trabalho formal é de 24,9%, que a deixa na 158ª colocação em comparação aos municípios do Estado de Minas Gerais. A pesquisa da RAIS ainda apontou que o município de Pirapora tem 37,9% dos domicílios com renda de até meio salário-mínimo (BRASIL, 2017).

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Norte de Minas Gerais (IFNMG) foi criado em 29 de dezembro de 2008, pela Lei nº 11.892, por meio da integração do Centro Federal de Educação Tecnológica (CEFET) de Januária e da Escola Agrotécnica Federal de Salinas (EAF). Em 2019, agrega onze campiCampus Almenara, Campus Araçuaí, Campus Arinos, Campus Diamantina, Campus Avançado Janaúba, Campus Januária, Campus Montes Claros, Campus Pirapora, Campus Avançado Porteirinha, Campus Salinas e Campus Teófilo Otoni – e a Reitoria, sediada em Montes Claros. (BRASIL, 2019c).

O Campus Pirapora é a primeira (e única) instituição educacional da esfera federal instalada na microrregião. Dentro de uma perspectiva microeconômica de crescimento da economia da região, a política de educação profissional e tecnológica do IFNMG Campus Pirapora assume um papel cada vez mais relevante

2. METODOLOGIA

O estudo contemplou a coleta primária de dados, de natureza quantitativa. A coleta de dados teve como instrumentos os questionários com os egressos e pré-egressos dos cursos. O locus da pesquisa foi o IFNMG – Campus Pirapora. Os sujeitos dos estudos foram 56 pré-egressos e 67 egressos dos cursos técnicos em Edificações e Informática no período de 2014 a 2018. O levantamento desse foi realizado na secretaria do campus.

Os questionários (elaborados no Google Forms) dos egressos foram encaminhados via e-mail/aplicativo de mensagens e o dos pré-egressos puderam ser respondidos no laboratório no campus ou, também, encaminhados via e-mail/aplicativo de mensagens. O questionário ficou disponível para respostas no período compreendido entre fevereiro e junho de 2020. Para tabulação dos dados coletados no questionário, foram construídos gráficos e tabelas utilizando técnicas de estatística básica para as questões com uma opção a marcar. Após, foi realizada uma análise univariada, e com o objetivo de aprofundar a análise e entender o objeto de estudo, foi feita a análise bivariada por meio do teste Qui-quadrado. Esse teste busca encontrar associação entre os fenômenos estudados, sendo que o nível de significância estabelecido foi de 0,05, ou seja, é a probabilidade que o pesquisador tem de rejeitar a hipótese nula e o fazer de forma incorreta.

3. ANÁLISE DE DADOS

Essa seção tem como objetivo descrever como é a percepção dos alunos egressos e pré-egressos sobre a formação ofertada pelo IFNMG Campus Pirapora. Para isso foi feita uma caracterização desses alunos por meio de análise univariada com distribuição de frequências e análise bivariada para comparar como os cursos investigados podem contribuir para a inserção do egresso no mercado de trabalho, bem como a relação com as expectativas dos estudantes frente às condições de formação, faixa salarial esperada e a contribuição do curso como facilitador do processo de empregabilidade.

Participaram do estudo 123 pessoas, sendo 56 pré-egressos e 67 egressos. Entre os pré-egressos, 37,5% (n=21) são do curso técnico em Edificações, 62,5% (n=35) são do curso técnico em Informática; a maioria (51,8% n=29) é menor de idade e mora na cidade de Pirapora (71,4%, n=40). Já entre os egressos, 46,3% (n=31) são do curso técnico em Edificações, 53,7% (n=36) são do curso técnico em Informática; a maioria (71,6%, n=48) tem idade entre 17 e 19 anos e reside fora da cidade de Pirapora (n=55,2%, n=37).  A caracterização da amostra estudada é apresentada na Tabela 1.

Tabela 1: Caracterização da amostra estudada.

Variáveis Categorias Pré-egressos (n=56) Egressos (n=67)
% n % n
Curso Técnico em Edificações 37,5 21 46,3 31
Técnico em Informática 62,5 35 53,7 36
Idade Menor de idade (16 e 17 anos) 51,8 29
18 anos ou mais 48,2 27
De 17 a 19 anos 71,6 48
20 anos ou mais 28,4 19
Cidade Pirapora 71,4 40 44,8 30
Buritizeiro 16,1 9 7,5 5
Várzea da Palma 12,5 7 9,0 6
Montes Claros 25,4 17
Outras Cidades 13,5 9
— Não se aplica

Fonte: Elaboração Própria.

A cidade de Montes Claros-MG oferta uma variada opção de cursos superiores e é considerada polo no norte de Minas Gerais. Pode-se inferir que, devido a essas opções, que consequentemente afetam as oportunidades de ingresso no mercado de trabalho, essa forte migração para Montes Claros pode ser vista como natural pelos egressos em busca de oportunidades de estudo e trabalho ainda não ofertadas na microrregião de Pirapora.

Sobre a atividade profissional atual dos alunos e ex-alunos, percebe-se que entre os pré-egressos a falta de um emprego formal e/ou informal é maior (48,2%, n=27) quando comparados aos egressos (34,3%, n=23). Já entre os egressos, há um percentual maior de pessoas trabalhando fora da área (37,3%, n=25) quando comparados aos pré-egressos (21,4%, n=12). E entre os que estão trabalhando na área, não existe diferença grande de percentual, se compararem os egressos (28,4%, n=19) e pré-egressos (30,4%, n=17). Ao fazer o teste Qui-quadrado, percebe-se que, apesar de ser relevante para a temática em questão, estatisticamente não existe associação (p=0,132) entre essas diferenças, que são descritas no Gráfico 1.

Ainda no que tange à atividade profissional, nota-se que há uma parcela importante de egressos e pré-egressos inseridos no mercado de trabalho. Porém, percebe-se que um percentual significativo está inserido no mercado de trabalho, contudo, fora da área estudada no IFNMG. Nos dados apresentados anteriormente, de acordo com a RAIS (BRASIL, 2017), as principais ocupações no mercado formal de Pirapora estão relacionadas à Administração Pública em geral e Fabricação de Produtos Têxteis. Esse pode ser considerado um dos fatores que levam os alunos a estarem fora da área estudada ou, quando egressos, procurarem outros municípios para ingressar no mercado de trabalho.

Gráfico 1: Comparação entre egressos e pré-egressos sobre a atividade profissional atual dos entrevistados.

Fonte: Dados da pesquisa (2020).

Uma possível explicação dessa falta de atividade profissional maior entre os pré-egressos em comparação aos egressos pode ser decorrente da diferença de idade entre os grupos, ou seja, os pré-egressos são mais novos do que os egressos, o que faz todo sentido, inclusive. Ao fazer um teste de associação apenas no grupo de pré-egressos, percebe-se que existe associação significativa (p=0,022) entre idade e atividade profissional. Isso significa que a falta de atividade profissional é maior entre os menores de idade (58,6%, n=17) quando comparados aos maiores de idade (37,0%, n=10). Pode-se inferir que os mais novos podem ter maior dificuldade de inserção no mercado de trabalho por opção, já que estão, também, em fase de preparação para processos seletivos para ingresso no ensino superior, aproveitando a educação propedêutica ofertada pelo IFNMG.

Entre os pré-egressos, 30,4% (n=17) estão trabalhando na área do curso. Entre esses 17 alunos, a maioria 52,9% (n=9) está há menos de um ano trabalhando na área, grande parte realizando estágios por meio de parcerias entre empresas e o IFNMG Pirapora. Essa pergunta não foi feita aos egressos para efeito de comparação, também não faria sentido, tendo em vista que são situações distintas (estudos em curso e estudos finalizados). Já entre os 46 egressos que trabalham, perguntou-se sobre a situação de trabalho atual; a maioria (52,2%, n=24) está empregada com carteira assinada e/ou é funcionário público e/ou está com contrato temporário. Esses dados podem ser conferidos na Tabela 2.

Tabela 2: Caracterização da atividade profissional entre os alunos que possuem atividade profissional.

Variáveis Categorias Pré-egressos (n=17) Egressos (n=46)
% n % n
Tempo de atuação profissional Menos de um ano 52,9 9
Mais de um ano 47,1 8
Situação empregatícia Empregado CLT/ Funcionário público/ Contrato temporário 52,2 24
Estagiário 13,0 6
Empregado sem carteira / autônomo prestador de serviço 34,8 16
— Não se aplica

Fonte: Elaboração Própria

4. ANÁLISE ENTRE OS PRÉ-EGRESSOS

Esta subseção tem como objetivo fazer análise somente dos pré-egressos (n=56). Nesta seção, as perguntas abordadas estão relacionadas às expectativas dos alunos sobre o que esperam que vai acontecer profissionalmente depois de se formarem no IFNMG; se eles pretendem trabalhar na área de formação; entre os que pretendem trabalhar fora da área, também foi perguntado qual área em que desejam atuar e o motivo que os levaram a tomar essa decisão; expectativas sobre salário após formado e o tempo que será necessário para ingressar no mercado de trabalho.

Em relação ao que os alunos esperam que vá acontecer profissionalmente depois de se formarem no IFNMG, a maioria (51,8%, n=29) espera trabalhar em empreendimento próprio ou familiar e uma pequena parcela desses alunos tem expectativas de continuar estudando (5,4%, n=3). Observa-se que ingressar no mercado de trabalho é importante para os alunos. O IFNMG atende um contingente grande de alunos de baixa renda que recebem auxílios de diversos tipos para evitar a evasão escolar, com isso, após a conclusão dos estudos, ingressar no mercado de trabalho se torna fundamental para manter o fluxo de renda na família.  Os dados estão apresentados no Gráfico 2.

Gráfico 2: Expectativas sobre o que esperam que vai acontecer profissionalmente depois de se formarem no IFNMG

Fonte: Dados da pesquisa (2020).

Em relação às expectativas dos alunos sobre trabalhar na mesma área do curso que fazem, identificou-se que a maioria (53,6%, n=30) não pretende trabalhar na mesma área e uma pequena parcela (5,4%, n=3) não sabe ainda sobre o futuro. Desses 33 alunos, um dado que merece destaque é que 72,7% (n=24) pretende trabalhar na área de saúde ou medicina, 39,4% (n=13), pois percebem melhor oportunidade em outra área. Esses alunos que não pretendem seguir na mesma área em que fazem o curso técnico veem no IFNMG uma oportunidade de qualificação para ingressar em cursos tidos como “de difícil acesso”, como os da área da saúde. Isso mostra que os Institutos Federais, além de formar mão de obra técnica, prepara os alunos para o ingresso ao ensino superior. Os dados são apresentados na Tabela 3.

Tabela 3: Caracterização das expectativas dos pré-egressos sobre a área de trabalho (n=56)

Variáveis Categorias  
% n
Pretensão de tralhar na mesma área do curso Sim 41,1 23
Não 53,6 30
Não sei 5,4 3
Expectativas em outras áreas (n=33)
Área em que pretende trabalhar Área da saúde/medicina 72,7 24
Outra área 18,2 6
Não sabe 9,1 3
O principal motivo pelo qual você não pretende exercer atividade profissional na sua área de formação no IFNMG – Pirapora depois de formado é
Baixo salário na área de meu curso atual no IFNMG 21,2 7
Melhor oportunidade em outra área 39,4 13
Mercado de trabalho saturado ou reduzido pela crise 15,2 5
Motivos particulares 24,2 8

Fonte: Elaboração Própria.

Em relação à situação empregatícia dos pré-egressos, verificou-se que entre os 27 que não trabalham, 40,7% (n=11) esperam iniciar atividade profissional entre um e três anos. Já entre os 29 que trabalham, boa parte desses pré-egressos (41,4%, n=12) são ainda estagiários. É importante também pontuar que 27,6% (n=8) trabalham sem carteira assinada. Os dados estão descritos na Tabela 4.

Tabela 4: Vínculo empregatício e expectativas de empregabilidade entre os pré-egressos (n=56)

Variáveis Categorias
% n
Se não trabalha durante o curso atual, em quanto tempo após formado você espera iniciar sua atividade profissional? (n=27)
Menos de 1 ano 22,2 6
Entre 1 e 3 anos 40,7 11
Mais de 3 anos 37 10
Se trabalha, qual o seu vínculo empregatício?
Autônomo/Prestador de serviço 17,2 5
Empregado com carteira assinada/contrato temporário 13,8 4
Empregado sem carteira assinada 27,6 8
Estagiário 41,4 12

Fonte: Elaboração Própria

Apesar de, anteriormente, alguns alunos não terem desejo de exercer atividade na área, todos responderam a respeito da expectativa sobre salário logo após formado e após cinco anos. A maioria (80,4%, n=45) espera receber entre 1 e 2 salários-mínimos após formada; após cinco anos, esse número cai para 30,4% (n=17). Entre esses 45 alunos, verificou-se que alguns deles têm expectativa de progressão salarial na sua carreira de trabalho, porém, 35,6% (n=16) desses 45 não possuem expectativas de aumento salarial, 31,1% (n=14) têm expectativa de aumento para dois a três salários-mínimos, 20,0% (n=9) entre três a cinco salários-mínimos, 11,1% (n=5) entre cinco a 10 salários-mínimos e 2,2% (n=1) mais de 10 salários-mínimos.

Esse valor de p igual a 0,000 é estatisticamente significante, ou seja, por meio do teste Qui-quadrado, identificou-se uma associação significativa entre as duas variáveis (“salário logo após” e “progressão salarial após determinado tempo”). Esse dado revela que boa parte dos alunos acreditam que após formados receberão no máximo dois salários-mínimos e não vislumbram um cenário de possibilidades de mudança por meio de uma progressão salarial, tendo em vista que se somarem as variáveis descritas acima, percebe-se que 66,7% (n=30) não possuem expectativas de aumento salarial e/ou não se veem ganhando mais que três salários-mínimos.

Esse significativo percentual de alunos que não demonstram expectativas de melhores rendimentos ao longo do tempo pode ser relacionado ao “determinismo social”. Tavares Júnior (2011, p. 554) afirma que “a origem social desempenha um papel muito importante para determinação dos destinos sociais de todos os estratos sociais, em especial aos superiores, e para todos os níveis de ensino”.

Complementando o pensamento de Tavares Júnior, Arroyo (2009, p. 139) salienta que:

A frase pobre, negro, caboclo, do campo, da favela, “fique no teu lugar” faz parte de nossa cultura política. Há lugares assinados para cada coletivo. Sair do lugar social, racial, de gênero não tem sido fácil em nossos padrões de produção, de poder e de trabalho, de cultura e de conhecimentos. Somente provando, mostrando ter capacidades requeridas, os valores e conhecimentos, as condutas que ostentem dignos poderão até passar de lugar, de margem.

A maioria (71,4%, n=40) dos alunos mora na cidade de Pirapora, como explanado no início da seção “Resultados”, porém, essa situação se modifica quando os pré-egressos foram indagados sobre a cidade em que pretendem exercer o trabalho; além das cidades de Pirapora, Buritizeiro e Várzea da Palma, aparecem outras cidades, com destaque para a cidade de Montes Claros (44,6%, n=25). Esse dado é relevante tendo em vista que entre os egressos, percebe-se o mesmo fenômeno de ter um percentual relevante de ex-alunos morando e/ou trabalhando na cidade de Montes Claros. Os dados são apresentados no Gráfico 3.

Gráfico 3: Cidade em que os pré-egressos pretendem exercer a atividade profissional.

Fonte: Dados da pesquisa (2020).

Por fim, os pré-egressos foram perguntados sobre a área em que pretendem atuar dentro da CBO – Classificação Brasileira de Ocupações. Identificou-se que a maioria (85,0%, n= 17), entre os alunos do curso Técnico em Edificações, pretende atuar como técnico em Edificações. Entre os alunos do Técnico em Informática, a maioria (44,1%, n=15) pretende atuar como operador de sistemas computacionais em rede. Os dados são apresentados na Tabela 5.

Tabela 5: Descrição das atividades/ocupações de interesse entre os pré-egressos (n=56)

Variáveis  
Entre os alunos do técnico em edificações (n=20) %* n
Técnico de edificações 85,0 17
Técnico de obras civis 5,0 1
Técnico em desenho de construção civil 5,0 1
Técnico orçamentista de obras na construção civil 5,0 1
Não respondeu. 1
Entre os alunos do técnico em informática (n=34)
Operador de sistemas computacionais em rede 44,1 15
Programador de sistemas de computador 29,4 10
Programador de sistemas de informação 11,8 4
Técnico em programação de computador 23,5 8
Operador de computador (inclusive microcomputador) 2,9 1
Não respondeu. 1
* percentual válido entre os respondentes apenas

 

Fonte: Elaboração Própria.

A análise dos pré-egressos mostra que muitos têm o ensejo de migrar de Pirapora para outra cidade, principalmente para Montes Claros, cujas oportunidades de trabalho e estudo podem ser maiores. Importante salientar o grande percentual de alunos que deseja partir para o Ensino Superior na área de saúde, mostrando que, independentemente do curso técnico realizado, dão maior importância às disciplinas propedêuticas que preparam para os exames vestibulares e ENEM. À vista disso, a análise do perfil dos alunos do IFNMG Campus Pirapora demonstra que os cursos são procurados como meio de melhoria para os currículos, tentando proporcionar o ingresso no mercado de trabalho, também, como uma ferramenta direcionadora para o futuro, principalmente para ingresso ao Ensino Superior.

4.2 ANÁLISE ENTRE OS EGRESSOS

Esta subseção tem como objetivo fazer análise somente dos egressos (n=67). Nesta seção, as perguntas abordadas estão relacionadas aos motivos pelos quais os egressos não exercem atividade profissional na área, empregos atuais desses egressos, as dificuldades que encontraram para atuar na área de formação, tempo de atuação na área de formação, expectativas quanto ao rendimento salarial e tempo de inserção no mercado, quanto à formação, satisfação com a vida profissional, se estão ainda estudando e as áreas de atuação.

Dos 67 egressos, 28,4% (n=19) estão atuando na área de formação do curso do IFNMG, entretanto, 71,6% (n=48) não atuam na área de formação. A esses 48 egressos perguntaram-se os motivos que os levaram a não exercer a atividade profissional na área; destaca-se que 41,7% (n=20) encontraram melhor oportunidade em outra área e 25,0% (n=12) disseram que o mercado de trabalho se encontra saturado ou reduzido pela crise. Também se perguntaram a todos os 67 egressos as principais dificuldades que passaram para encontrar emprego na área; três deles não responderam à pergunta, mas, entre os 64, verificou-se que 6,3% (n=4) acham que faltou experiência na área de formação do IFNMG, 25,0% (n=16) reiteram sobre o mercado de trabalho estar saturado ou reduzido pela crise, 18,8% (n=12) apontaram os baixos salários ofertados na área, 10,9% (n=7) falam sobre a indisponibilidade para mudar de cidade. O dado que mais se destacou foi que 68,8% (n=44) pontuam que a região tem pouca oferta de vagas na área.

Partindo desse destaque, uma pergunta que precisou ser investigada é se existe dificuldade maior entre alunos de um curso quando comparados aos de outro curso. Identificou-se que egressos do Técnico em Edificações têm mais dificuldades quanto à pouca oferta de emprego na área quando comparados aos egressos do Técnico em Informática, esse valor é estatisticamente significante por meio do teste Qui-quadrado (p=0,018). Os dados são apresentados na Tabela 6.

Tabela 6: Motivos que levaram a buscar emprego em outra área entre os egressos (n=48) e as principais dificuldades enfrentadas para inserção no mercado de trabalho (n=64).

Variáveis
%* n
Melhor oportunidade em outra área 41,7 20
Mercado de trabalho saturado ou reduzido pela crise 25,0 12
Baixo salário nessa área 8,3 4
O curso técnico que fiz no IFNMG não me deu formação suficiente 2,1 1
Motivos particulares 22,9 11
Dificuldades que você teve para encontrar trabalho na área em que

se formou (n=64)*

Falta de experiência na área de formação no IFNMG 6,3 4
Mercado de trabalho saturado ou reduzido pela crise 25,0 16
Baixos salários ofertados na área de formação do IFNMG 18,8 12
Região com pouca oferta de vagas na área** 68,8 44
Indisponibilidade para mudar de cidade 10,9 7
* a soma não fecha 100%, pois a variável é dicotômica (teve dificuldade ou não teve dificuldade).

** Essa variável tem associação estatisticamente significante por meio do teste Qui-Quadrado e está descrita a associação no texto.

Fonte: Elaboração Própria.

O período de crise que o Brasil passa afetou, entre muitas áreas, a construção civil, podendo explicar o motivo de esses egressos optarem por seguir em áreas diferentes da formação ofertada pelo IFNMG – fato importante que pode ser considerado para as reformulações dos PPCs dos cursos.

Dos 19 egressos que estão atuando na área de formação do curso do IFNMG, 52,6% (n=10) conseguiram emprego em menos de um ano de formação. Ao todo, atualmente, 44 egressos estão empregados. Independentemente de serem da área de formação, e ao serem indagados sobre o tempo de ingresso e as expectativas que eles tinham em relação à empregabilidade, identificou-se que 47,7% (n=21) foram empregados em menos de um ano e 41,9% (n=18) tinham a expectativa de que o tempo de inserção seria de fato dessa maneira.

Além da questão sobre empregabilidade, os egressos foram indagados quanto à renda deles (independentemente de estarem empregados) e 65 dos 67 egressos responderam. Para investigar essa questão, a melhor maneira para verificar as expectativas e a renda atual foi a análise cruzada pelo teste Qui-quadrado. O dado que merece destaque é que 41,5% (n=17) das pessoas que ganham entre um e dois salários-mínimos acham que ganham menos do que imaginava que ganharia após formado e 39,0% (n=16) não tinham expectativas sobre salário. Esse resultado é estatisticamente significante (p=0,031) e é apresentado na Tabela 7.

Importante salientar que, dentre os 3 respondentes com maiores salários (entre 5 e 10 salários-mínimos), 2 deles estão na área de formação no IFNMG, sinalizando que a formação foi importante para o aumento da renda e crescimento profissional.

Tabela 7: Tabela cruzada entre rendimento médio mensal e expectativas sobre a capacitação adquirida no IFNMG entre os egressos (n=42).

Na sua opinião, este salário corresponde ao esperado, com relação à capacitação adquirida no IFNMG Campus Pirapora?
Informe seu rendimento médio mensal bruto [proveniente do trabalho], tomando como referência o salário-mínimo nacional (SMN) de R$ 1032,00. Sim, era o que eu imaginava. Não, ganho mais do que imaginava. Não, ganho menos do que imaginava. Não tinha expectativa sobre salário.
Entre 1 e 2 salários-mínimos 17,1% (n=7) 2,4% (n=1) 41,5% (n=17) 39,0%(n=16)
Entre 2 e 3 salários-mínimos 28,6% (n=6) 14,3% (n=3) 33,3% (n=7) 23,8% (n=5)
Entre 3 e 5 salários-mínimos 0,0% (n=0) 100,0% (n=1) 0,0% (n=0) 0,0% (n=0)
Entre 5 e 10 salários-mínimos 50,0% (n=1) 0,0% (n=0) 50,0% (n=1) 0,0% (n=0)

Fonte: Elaboração Própria.

Verificou-se que existe associação entre a cidade em que os egressos exercem o trabalho e as expectativas que eles tinham em relação à cidade. Nesta seção, participaram 42 egressos que responderam às duas perguntas e estão trabalhando. Na análise cruzada pelo teste Qui-quadrado, foram descobertos dados importantes que merecem destaque: 57,9% dos egressos da cidade de Pirapora estão onde imaginavam trabalhar, já entre os egressos de Várzea da Palma, 80,0% esperavam estar em uma cidade melhor e 100,0% dos que estão em Belo Horizonte acreditam que estão numa cidade melhor do que imaginavam.

A relevância desses percentuais se constata também por serem estatisticamente significantes (p=0,000) e são apresentados na Tabela 8. Nota-se que os egressos que foram para outras cidades estão mais satisfeitos com o local de exercício de trabalho que os que permaneceram na microrregião.

Tabela 8: Tabela cruzada entre cidade onde exerce o trabalho e expectativas entre os egressos (n=42).

  A cidade onde exerce o seu trabalho corresponde a sua expectativa?
Onde exerceu o trabalho Sim, é onde eu imaginei trabalhar. Não, é melhor do que eu imaginava. Não, esperava estar em uma cidade melhor.
Pirapora 57,9% (n=11) 5,3% (n=1) 36,8% (n=7)
Várzea da Palma 20,0% (n=1) 0,0% (n=0) 80,0% (n=4)
Buritizeiro 0,0% (n=0) 0,0% (n=0) 100,0% (n=3)
Montes Claros 50,0% (n=6) 41,7% (n=5) 8,3% (n=1)
Belo Horizonte 0,0% (n=0) 100,0% (n=3) 0,0% (n=0)

Fonte: Elaboração Própria.

Em relação à satisfação dos egressos quanto à vida profissional, 38,8% (n=26) relataram estar satisfeitos, 18,5% (n=12) estão insatisfeitos ou bastante insatisfeitos. Ressalta-se, também, que 50,7% (n=34) estão fazendo curso em nível superior em outra área da formação do curso técnico. Os dados são apresentados nos Gráficos 4 e 5.

Gráfico 4: Satisfação com a vida profissional.

Fonte: Dados da pesquisa (2020).

Gráfico 5: Estudos atuais.

Fonte: Dados da pesquisa (2020).

Por fim, os egressos foram perguntados sobre a área em que pretendem atuar dentro da CBO – Classificação Brasileira de Ocupações. Identificou-se que a maioria (74,2%, n= 23) entre os egressos do curso de técnico em Edificações atuou/atua como técnico em Edificações. Entre os egressos do técnico em Informática, a atuação profissional deles foi mais diversa do que os pré-egressos e ficou mais variada a diversidade de opções que experimentaram; o dado com mais destaque foi para o técnico em Programação de computador (25,0%, n=9). Os dados se apresentam na Tabela 9.

Tabela 9: Descrição das atividades/ocupações de interesse entre os egressos (n=54) *.

Variáveis  
Entre os egressos do técnico em edificações (n=28) %** n
Técnico de edificações 74,2 23
Assistente de engenharia (construção civil) 3,2 1
Auxiliar técnico de engenharia (construção civil) 9,7 3
Técnico de engenharia civil 3,2 1
Entre os egressos do técnico em informática (n=26)
Programador de sistemas de computador 2,8 1
Programador de sistemas de informação 2,8 1
Técnico de aplicação (computação) 2,8 1
Técnico em programação de computador 25,0 9
Técnico de apoio ao usuário de informática (helpdesk) 5,6 2
Monitorador de sistemas e suporte ao usuário 2,8 1
Operador de computador (inclusive microcomputador) 8,3 3
Operador de sistema de computador 8,3 3
Operador de sistemas computacionais em rede 8,3 3
Operador de centro de processamento de dados 5,6 2
* o número de respondentes é menor do que o total de participantes.

**percentual válido entre os respondentes apenas.

Fonte: Elaboração Própria

Na análise dos dados restou clara a necessidade de revisão na oferta dos cursos com a intenção de maior interação com a realidade regional. Nesse sentindo, tornam-se necessárias ações dos gestores do ensino e equipe pedagógica em busca e intermediação de parcerias que beneficiem a comunidade escolar e a sociedade, por meio de bolsas de estudo, estágios, integração empresa/escola, visitas técnicas, atividades de extensão. Além disso, aponta-se como necessário viabilizar programas de acompanhamento do discente com intuito de combater a evasão, de aumentar a retenção e incentivar a conclusão do curso.

5. CONCLUSÃO

Ao longo do processo de pesquisa, notou-se que a inquietação do tema proposto é recorrente a outros autores que percebem o mundo por meio de um paradigma da complexidade, em que a realidade do mercado de trabalho atual apresenta grandes desafios para as instituições de ensino, principalmente do ensino profissional e tecnológico e públicas. Um ponto importante a ser observado é que esses desafios são frutos da realidade que compõe o Brasil, de maneira geral, desde a sua colonização, e tratar a dualidade (escolas diferentes para classes sociais diferentes) na educação, que é inerente à história do país, se torna uma tarefa árdua.

A partir da observação como docente na instituição, pôde-se perceber que muitos alunos têm a necessidade de um rápido ingresso no mercado de trabalho; em alguns momentos não continuando os estudos devido à necessidade de provimento do próprio sustento ou o sustento das suas famílias, principalmente os que se encontram em situação de pobreza. Outros têm o ensino gratuito do IFNMG como ponte para ingresso posterior em uma universidade, não considerando tanto a formação técnica. Porém, é possível compreender que o ensino profissional é importante para preparar e inserir o aluno no mercado de trabalho, ainda que fora da área, pois a formação, em sua parte prática, proporciona uma noção da realidade do mercado.

Em resposta a questão norteadora – como a formação ofertada pelo IFNMG Campus Pirapora contribui para a inserção do egresso no mercado de trabalho? – pode-se afirmar que o IFNMG contribui positivamente no ingresso dos alunos no mercado de trabalho, dando ampla formação, visto que os cursos têm na sua ementa disciplinas ligadas a Administração, empreendedorismo, entre outras, sendo importantes para preparação do candidato às oportunidades de trabalho. Assim, conclui-se que o IFNMG é importante para o desenvolvimento econômico da região, devolvendo a ela um profissional capacitado e com perspectiva de, por meio da formação, conseguir se manter e a suas famílias, visto que investimentos em educação resultam em maior produtividade, pois o indivíduo desenvolve seus conhecimentos e habilidades para o trabalho adquiridos no ensino.

Em relação ao objetivo específico, descrever e analisar o perfil dos egressos e pré-egressos do IFNMG campus Pirapora, conclui-se que os pré-egressos residem, em sua maioria, em Pirapora e têm a intenção se mudar, seja para trabalhar ou continuar os estudos. Já dos egressos, grande parte está em Pirapora, mas com uma grande quantidade espalhada pela microrregião e significativo número de residentes em cidades fora dela, como, por exemplo, Montes Claros e Belo Horizonte. Sobre a atividade profissional, de maneira geral, após sair do IFNMG, o técnico consegue ingressar no mercado de trabalho e, enquanto aluno, mais da metade dos pesquisados está trabalhando. Muitos alunos conseguiram ingressar no mercado pouco tempo após formado.

O IFNMG tem no seu projeto a verticalização do ensino, dessa forma, atende aos anseios dos alunos, já que a maioria deseja continuar na mesma área de formação. O Campus Pirapora oferta cursos no Ensino Superior na mesma área de todos os cursos técnicos integrados presentes no campus, até a data da pesquisa. Pode ser que alguns pesquisados não conheçam a Teoria do Capital humano, mas os que passarão mais tempo estudando esperam ter maiores remunerações, assim como diz a teoria, o trabalho qualificado passa a ser encarado como um tipo de capital acumulado – capital humano incorporado.

Ao verificar a situação do egresso no mercado de trabalho, é razoável dizer que o IFNMG cumpriu com sua função social em três sentidos, a saber: qualifica a mão de obra para o mercado de trabalho; prepara o aluno para processos seletivos, visando às diversas carreiras disponíveis e, por fim, oferece continuidade dos estudos na mesma área de formação técnica. Diante do exposto, nota-se que há egressos trabalhando na área e alguns que seguiram em cursos superiores de mesma área já trabalham ou fazem estágio. Assim, destaca-se que o IFNMG campus Pirapora contribui de forma positiva na formação desses cidadãos.

Como direcionador estratégico, torna-se importante constantes revisões curriculares, para que as transformações do mundo não fiquem de fora da formação dos sujeitos, em suas vidas e como profissionais, sendo fundamental a instituição de ensino para essa evolução. É importante repensar a educação profissional no âmbito das políticas públicas de qualificação, que são direcionadas a regiões de baixo índice de desenvolvimento, no intuito de obter ações efetivas para inserção desses jovens no mercado de trabalho, buscando parcerias que fomentem e ampliem as oportunidades na região. Pelos resultados apresentados, a opção de formação de nível técnico integrado cria melhores oportunidades para o primeiro emprego em condições mais favoráveis para o exercício da função. Esse tipo de inclusão é de suma importância para que camadas menos favorecidas da região tenham maior integração.

A presente pesquisa apresentou limitação quanto ao escopo temporal limitado aos meses de janeiro a abril de 2020. Os dados coletados, tratados e analisados não poderão ser considerados para outra realidade, uma vez que se limitam à unidade do IFNMG em Pirapora. Considera-se o tempo em que ocorre esta pesquisa, e futuras pesquisas deverão realizar atualização das informações coletadas. Sobre a amostra dos egressos, há a limitação de encontrar os mesmos e conseguir as devolutivas dos questionários. Com 28,38% de sucesso nas respostas, sugere-se a tentativa de aumentar esse percentual para que os dados melhores representem a realidade deles. Ainda sobre o egresso, para ações mais assertivas quanto ao atendimento aos anseios da região, nota-se a necessidade de acompanhar o indivíduo enquanto aluno, com pesquisas periódicas, visando monitorar e perceber as mudanças e particularidades do momento que o mercado de trabalho atravessa e o quanto muda as expectativas deles.

No que tange a conceitos e teorias, a pesquisa se limitou aos temas de capital humano, educação profissional e o IFNMG.

Sugerem-se trabalhos futuros que abordem a relação entre educação profissional e o mercado de trabalho para outros campi do IFNMG, podendo, dessa forma, identificar em âmbito institucional aquelas relações e estudos com vistas à continuidade dos egressos do ensino médio na educação superior e no mercado de trabalho. Também podem ser realizados estudos que aumentem o escopo da pesquisa para os cursos concomitantes e subsequentes do IFNMG (que são cursos para quem já concluiu o ensino médio); além de estudos visando à relação entre oferta e demanda no mercado informal.

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[1] Mestre em Desenvolvimento Econômico – UNIMONTES. Pós-graduação em Gestão Estratégica – FAEL. Bacharel em Administração – UNIMONTES. ORCID: https://orcid.org/0000-0001-6728-558X

[2] Orientador.

Enviado: Outubro, 2021.

Aprovado: Dezembro, 2021.

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