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Didáticas de integração para os novos colaboradores: revisão de literatura

RC: 115372
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DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/administracao/didaticas-de-integracao

CONTEÚDO

ARTIGO ORIGINAL 

SANTOS, Soraia Ribeiro dos [1]

SANTOS, Soraia Ribeiro dos. Didáticas de integração para os novos colaboradores: revisão de literatura. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano. 07, Ed. 06, Vol. 01, pp. 22-29. Junho de 2022. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/administracao/didaticas-de-integracao, DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/administracao/didaticas-de-integracao

RESUMO

Ante a um cenário altamente competitivo, as didáticas de integração para os novos funcionários vêm sendo cada vez mais aplicadas nas organizações. Nesse contexto, o presente artigo, visou responder: o que são as didáticas de integração e como elas atuam no processo de integração dos novos colaboradores? Dessa forma, tem-se como objetivo apresentar uma breve reflexão sobre algumas didáticas de integração e seu funcionamento dentro das organizações. A metodologia utilizada foi a revisão de literatura. Como resultados, observou-se que algumas didáticas de integração utilizam: manuais que relacionam as informações necessárias para que os novos colaboradores possam exercer suas funções; técnicas de onboarding, que fornecem informações e conhecimentos sobre ferramentas e recursos de forma dinâmica; procedimentos comuns, como: apresentação aos funcionários e outros setores da empresa, apresentação da missão e valores, conhecimento do surgimento ou história da contratante etc.; e, ainda, treinamentos especializados na área de atuação do novo funcionário. Sendo possível concluir que as didáticas de integração são técnicas que proporcionam melhor assimilação e adaptação dos novos colaboradores ao ambiente de trabalho, favorecendo a socialização de forma integrativa e o acolhimento das organizações. Elas atuam diretamente no processo de integração, logo no momento da admissão de novos colaboradores nas organizações, sendo consideradas como um ritual de iniciação que é formalizado pela aceitação de um novo colaborador na organização.

Palavras-chave: Didática, Integração, Colaboradores.

1. INTRODUÇÃO

O cenário competitivo exige mudanças cada vez mais aceleradas sobre os processos de informações. Nesse contexto, as organizações necessitam se adequar em todos os setores, buscando melhores destaques e, até mesmo, mecanismos para permanecerem neste mercado competitivo. Dentre estes mecanismos, tem-se como fator predominante as didáticas de integração, que promovem melhores adaptações aos novos colaboradores contratados pelas organizações (OLIVEIRA, 2016).

Conforme aponta Gil (2001), os investimentos para as melhorias das didáticas de integração são importantes para as organizações, pois proporcionam ênfases adequadas para cada tipo de função.

Além disso, conforme aponta Bittar (2009), as didáticas de integração possuem diversos benefícios. Dentre elas, podemos citar a motivação aos novos colaboradores, que se inicia com as apresentações de todos as possibilidades oferecidas pela empresa, plano de carreira, reconhecimento dos funcionários de forma remunerada etc., demonstrando, assim, sua boa estrutura e seus valores.

Nesse sentido, a comunicação, também, pode ser considerada um elemento fundamental para que os novos funcionários estejam sempre engajados em suas funções, pois promovem chances de participação de ideias, premiações por méritos, entre outros. Entretanto, verifica-se que não há um formato decisivo para que os novos funcionários se sintam motivados. Por este motivo, as didáticas de integração devem ser escolhidas de acordo com cada tipo de empresa (ARAÚJO; GARCIA, 2010).

Ante ao exposto, este artigo tem o propósito de evidenciar as didáticas de integração para os novos colaboradores contratados, levantando em consideração sua importância para as organizações. Portanto, tem-se como problema de pesquisa: o que são as didáticas de integração e como elas atuam no processo de integração dos novos colaboradores?

Dessa forma, tem-se como objetivo apresentar uma breve reflexão sobre algumas didáticas de integração e seu funcionamento dentro das organizações.

Para realização deste artigo, adotou-se como metodologia a revisão de literatura, utilizando artigos científicos, dissertações, livros e revistas digitais.

2. DIDÁTICAS DE INTEGRAÇÃO NAS ORGANIZAÇÕES

Os aspectos operacionais sempre foram as preocupações das empresas. De certa forma, todos os funcionários contratados já se alinhavam nos setores de suas funções gerando, assim, a visão de que os novos contratados deveriam se adequar de forma rápida às suas atividades. Caso contrário, eles eram demitidos ainda nos prazos de experiências por diversos motivos, como: erros de trabalho (DUTRA, 2006).

Desde o século XIX, estudos relacionados a cultura social influenciaram, de forma expressiva, o desenvolvimento da sociedade, possibilitando aplicações culturais nos ambientes empresariais, o que originou a capacidades das organizações gerarem suas próprias identidades culturais, consideradas, também, como unidades sociais (ZANLUCA, 2016).

Estudos voltados para a cultura organizacional têm enfatizado o equilíbrio social interno, demonstrando a importância de as organizações possuírem processos didáticos na integração de novos colaboradores (BITTAR, 2009).

Em consonância, Araújo; Garcia (2010), afirma que esses aspectos culturais organizacionais visam, por sua vez, a necessidade de apresentação da organização aos novos funcionários, a fim de proporcionar melhor assimilação e formatos de adaptação aos novos ambientes de trabalho, favorecendo, assim, a socialização de forma integrativa e o acolhimento.

Corroborando com esta afirmativa, Gibson et al. (1981), destaca que as bases oferecidas para os novos colaboradores nos ambientes de trabalho, nem sempre foram vistas como no século XXI, pois neste houve a possibilidade de se estabelecer nas empresas novas missões, quanto aos tipos de planejamentos e formas de integração dos funcionários, podendo, assim, minimizar os riscos de erros e diminuir os índices de demissões por falhas ou falta de conhecimento nas áreas atuantes.

Nesse contexto, verifica-se que os novos colaboradores, de modo geral, passam a se tornar membros de uma nova contextualização social, tornando-se parte fundamental do universo organizacional, que é constituído por elementos que, de forma conjunta, formam a realidade dessas organizações. Esses elementos podem ser compreendidos pelas experiências unificadas de outros colaboradores, que fazem parte de determinadas culturas organizacionais (SHINYASHIKI, 2002).

Ante ao exposto, vale ressaltar, também, que a gestão de pessoas tem sido uma das principais áreas para o equilíbrio funcional das áreas empresariais, justamente por ser o setor responsável pela organização geral dos funcionários e pelo emprego de métodos eficazes e didáticos de integração dos novos funcionários nos ambientes de trabalho (BITTAR, 2009).

A atuação deste setor tem trazido melhorias nas didáticas de integração, devido a conscientização dos empregadores sobre o primeiro contato dos novos colaboradores com a empresa (ARAÚJO; GARCIA, 2010).

2.1 O PROCESSO DE INTEGRAÇÃO DO NOVO COLABORADOR

Partindo do pressuposto correspondente aos ideais das empresas, com a escolha de novos colaboradores, se torna importante a flexibilidade dos contratantes em proporcionar meios específicos para a recepção de novos funcionários, cujo procedimento é conhecido como “integração”, correspondendo, de maneira abrangente, à apresentação e os objetivos empresariais aos quais se destacam para os novos funcionários (ANDRADE, 2011).

O processo de integração ocorre no momento da admissão de novos colaboradores nas organizações, sendo considerado o primeiro contato deles com a realidade das empresas contratantes, onde são apresentados os formatos culturais e estruturais, entre outros elementos organizacionais, que formam o universo das organizações, sendo esse procedimento considerado como acolhimento (GIL, 2001).

Quando um novo membro é contratado, o processo de integração pode ser considerado como um ritual de iniciação ou como uma passagem que é formalizada pela aceitação de um novo integrante no grupo que atua na empresa. Nesse processo, as experiências são fragmentadas para que o novato possa seguir os contextos sociais e culturais da empresa (CHIAVENATO, 2009).

A socialização dos novos colaboradores na empresa, ao contrário que se imagina, não pode ocorrer de maneira isolada, pois ela deve ser a principal fonte de acolhimento, de humanização, de atenção e de prestações solidárias para as necessidades e nivelamentos de conhecimentos específicos das funções a serem desempenhadas, obtendo como ponto base as preocupações das percepções adquiridas pelos novos funcionários, na busca por um ambiente amigável (OLIVEIRA, 2016).

2.2 DIDÁTICAS UTILIZADAS NO PROCESSO DE INTEGRAÇÃO DO NOVO COLABORADOR

Algumas didáticas de integração de novos colaboradores estão relacionadas com a utilização de manuais que demonstram as informações necessárias para que os colaboradores possam segui-los, categorizando, também, os formatos de acolhimento das empresas que, por sua vez, são dispostos em manuais que informam suas normas, diretrizes, políticas e orientações específicas para cada tipo de cargo ou setor (ARAÚJO; GARCIA, 2010).

Estes modelos de manuais possuem diversas vantagens, tais como: estar sempre disponível aos funcionários em casos de dúvidas; respostas fundamentadas diretamente com os eixos funcionais da empresa; orientação de modelos exatos de tarefas e como executá-las (SHINYASHIKI, 2002).

Ainda, sobre os manuais, cabe ressaltar a possibilidade de desvantagem de sua utilização em casos em que a empresa ainda está se adequando ao mercado atuante, perpassando por mudanças que podem gerar certos conflitos de mecanismos na prestação de serviços, produções, entre outros, viabilizando, assim, a transgressão de algumas regras estipuladas neles ou em suas políticas (ZANLUCA, 2016).

Outra didática de integração, conforme aponta Chiavenato (2009), é o onboarding. Esta técnica garante a inserção dos novos colaboradores em uma gama de informações e conhecimentos, ferramentas e recursos, de forma dinâmica e com outros membros da empresa. O autor, ainda, aponta que sua utilização exige planejamentos específicos, com dimensionamentos das dificuldades dos novos contratados.

Exemplos de planejamentos e dimensionamentos para a inserção das didáticas do onboarding são: organização do espaço de trabalho e ferramentas; comunicação interna sobre o início de novos funcionários no ambiente da empresa; agendamento de reunião com setor de Recursos Humanos para preenchimento de benefícios de funcionários; designação de um funcionário com maiores experiências para a recepção dos novos colaboradores (ANDRADE, 2011).

As didáticas desta técnica são compostas por diversas fases, desde o processo seletivo e contratação pela empresa, até o início do exercício da função, contando com treinamentos específicos da equipe, trazendo como diferenciais as certezas de aptidões dos novos integrantes em suas novas atividades (ZANLUCA, 2016).

Em algumas empresas, as didáticas de integração, se valem de procedimentos comuns, tais como: apresentação aos funcionários e outros setores da empresa; apresentação da missão e valores da empresa; conhecimento do surgimento ou história da contratante. Proporcionando, assim, que os novos funcionários possuam conhecimentos de seu ambiente de trabalho, bem como os objetivos e os tipos de serviços realizados por ela (OLIVEIRA, 2016).

Há, também, conforme Dutra (2006), empresas que realizam treinamentos especializados na área em que o funcionário irá atuar. Geralmente, empresas no ramo da construção civil, investem em cursos rápidos, que variam entre 03 a 07 dias, antes do novo colaborador iniciar sua atuação, tais como: eletricistas, pedreiros, entre outros, que necessitem de cuidados específicos para determinadas tarefas cotidianas.

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente artigo, teve como objetivo apresentar uma breve reflexão sobre algumas didáticas de integração e seu funcionamento dentro das organizações. Ante ao exposto, infere-se que quando o novo funcionário é bem recepcionado e recebe todas as orientações referentes à organização e suas atribuições ele se sente integrado, e não apenas inserido nela.

Nesse contexto, buscou-se demonstrar: o que são as didáticas de integração e como elas atuam no processo de integração dos novos colaboradores, sendo possível concluir que elas são técnicas que proporcionam melhor assimilação e adaptação dos novos colaboradores ao ambiente de trabalho, favorecendo a socialização de forma integrativa e o acolhimento das organizações. Elas, também, atuam diretamente no processo de integração, logo no momento da admissão de novos colaboradores nas organizações, sendo consideradas como um ritual de iniciação que é formalizado pela aceitação de um novo colaborador na organização.

Por fim, nota-se a importância do emprego destas técnicas nas organizações, uma vez que elas aumentam as possibilidades de que o novo colaborador se sinta motivado e comprometido com a empresa e com os resultados das suas ações, pois ele sabe a razão pela qual desempenha aquela função, sua meta e sua importância no resultado.

REFERÊNCIAS

ARAÚJO, L. C. G. de; GARCIA, A. A. Gestão de Pessoas: estratégias e integração organizacional. 2ªed. São Paulo: Atlas, 2010.

ANDRADE, R. O. B. de. Teoria geral da administração. 2. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011.

BITTAR, L. Como integrar novos funcionários. Liz Bittar – Atelier de treinamentos. Recuperado em 16 setembro, 2009 Disponível em: http://lizbittar.com.br/blog/2009/05/entrevista-integracao. Acesso em: 19 de maio de 2022.

CHIAVENATO, I. Gestão de pessoas: O novo papel dos recursos humanos nas organizações. Rio de Janeiro: Campus, 2009.

DUTRA, J. S. Gestão de Pessoas: modelos, processos, tendências e perspectivas. 1ª ed. São Paulo: Atlas, 2006.

GIBSON, J. L.; IVANCEVICH, J. M.; DONNELLY JUNIOR, J. H. Organizações: comportamento, estrutura, processos. São Paulo: Atlas, 1981.

GIL, C. A. Gestão de Pessoas – Enfoque nos papéis profissionais. São Paulo: Atlas, 2001.

OLIVEIRA, M. Programa Padrinhos da Frigol facilita integração de novos colaboradores. Rondoniagora, 2016. Disponível em: https://www.rondoniagora.com/artigos/programa-padrinhos-da-frigol-facilita-integracao-de-novos-colaboradores Acesso em: 03 de agosto de 2021.

SHINYASHIKI, G. T. O processo de socialização organizacional. In: As Pessoas na Organização. São Paulo: Editora Gente, 2002.

ZANLUCA, J. C. Integração do colaborador na organização. Guia Trabalhista, 2016. Disponível em: http://www.guiatrabalhista.com.br/tematicas/integracao.htm. Acesso em: 23 de  agosto de 2021.

[1] MBA em gestão Estratégica de Pessoas, MBA em gestão Estratégica de Negócios, Bacharel em Administração de empresas, Licenciatura em Pedagogia, Licenciatura em Matemática.

Enviado: Maio, 2022.

Aprovado: Junho, 2022.

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Soraia Ribeiro dos Santos

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